quarta-feira, junho 24, 2026

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Colheita de soja na Argentina avança para 84,6% e milho chega a 34,7%


Colheita de soja chega a 99% no Brasil e milho safrinha começa, diz Conab

A colheita de soja na Argentina alcançou 84,6% da área apta na última semana, com avanço de 10 pontos porcentuais em relação à semana anterior, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. O ritmo está 10 pontos porcentuais à frente da temporada passada e 8 pontos porcentuais acima da média dos últimos cinco anos. No milho, os trabalhos chegaram a 34,7% da área, com avanço semanal de 1,8 ponto porcentual.

De acordo com a bolsa, a produtividade média nacional da soja está em 3,23 toneladas por hectare. O resultado é o segundo maior já registrado para a cultura no país, atrás apenas da safra 2018/19. Com esse desempenho, a estimativa de produção foi mantida em 50,1 milhões de toneladas.

No milho, o avanço da colheita segue mais lento. A retirada do cereal alcançou 34,7% da área apta, ainda com atraso de 5,8 pontos porcentuais na comparação com a temporada anterior. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que, com a soja em fase final de colheita em grande parte da área agrícola, o ritmo do milho passa a depender principalmente da redução da umidade dos grãos.

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O rendimento médio nacional do milho está em 8,44 toneladas por hectare, e a projeção de produção foi mantida em 64 milhões de toneladas. Os dados indicam manutenção do potencial produtivo, apesar da evolução mais lenta dos trabalhos no campo.

A entidade também informou que o plantio do trigo 2026/27 atingiu 14,2% da área prevista de 6,5 milhões de hectares. Na comparação com a média histórica, o avanço é de 5,6 pontos porcentuais.

Os números da Argentina são acompanhados pelo mercado de grãos porque o país tem peso relevante na oferta global de soja, milho e trigo. Esse quadro ajuda a compor as referências de oferta regional e internacional observadas por produtores, exportadores e agentes do mercado.

Até o momento, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires manteve inalteradas as estimativas para soja e milho. Novas revisões dependerão do avanço efetivo da colheita, da confirmação dos rendimentos nas áreas restantes e das condições para continuidade dos trabalhos no campo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa destaca feijão-guandu BRS Guatã para controle de nematoides


Embrapa destaca feijão-guandu BRS Guatã para controle de nematoides

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou, no Prosa Rural da 1ª semana de junho de 2026, a cultivar de feijão-guandu BRS Guatã como uma alternativa para o controle natural de nematoides e para uso em sistemas agropecuários. Segundo a instituição, a leguminosa tem duplo propósito e pode contribuir tanto para a agricultura quanto para a pecuária. O conteúdo foi divulgado para todas as regiões do país.

De acordo com a Embrapa, a BRS Guatã consegue atuar no controle natural de cinco espécies de nematoides, grupo de organismos que causa perdas produtivas em diferentes culturas agrícolas no Brasil. O tema foi tratado em entrevista com os pesquisadores Frederico de Pina Matta e Patrícia Anchão Oliveira, da Embrapa Pecuária Sudeste, unidade localizada em São Carlos, no interior de São Paulo.

A instituição informou que a cultivar é considerada de duplo propósito, característica que amplia seu uso em propriedades com integração entre produção vegetal e animal. Além do foco fitossanitário, a BRS Guatã também foi apresentada como uma alternativa para enfrentar períodos prolongados de seca, condição que tem se repetido com maior frequência em várias regiões produtoras.

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Do ponto de vista técnico, o uso de leguminosas em sistemas produtivos pode estar associado à diversificação de áreas, cobertura do solo e manejo biológico de problemas fitossanitários. No caso da BRS Guatã, a informação disponível destaca principalmente o potencial no controle de nematoides e sua adaptação a condições climáticas mais restritivas.

A Embrapa não detalhou, no material informado, quais são as cinco espécies de nematoides alcançadas, nem apresentou dados de produtividade, recomendação regional, nível de redução populacional ou protocolo de uso em consórcio, rotação ou formação de pastagem. Essas informações são relevantes para a adoção técnica em escala comercial e dependem de orientação específica.

Com base nas informações divulgadas pela Embrapa, a BRS Guatã surge como uma opção de manejo com aplicação potencial em áreas agrícolas e pecuárias. A avaliação prática do material, porém, exige dados complementares sobre sistema de produção, ambiente de cultivo e resposta agronômica em cada região antes de decisões operacionais no campo.

Fonte: embrapa.br

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Reajuste anual do PNAE será debatido em audiência na Câmara


Reajuste anual do PNAE será debatido em audiência na Câmara

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados realiza na terça-feira (2), às 10 horas, uma audiência pública para discutir a criação de um mecanismo de reajuste automático anual no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O debate também deve tratar do monitoramento e do controle social do programa durante a transição dos sistemas de prestação de contas. O local da reunião ainda não havia sido definido até a divulgação da convocação.

O pedido para a audiência foi apresentado pelo deputado Padre João (PT-MG). Segundo o parlamentar, a ausência de regras para atualização periódica dos valores per capita do PNAE deixa a alimentação escolar exposta à alta dos preços dos alimentos, o que pode comprometer a oferta de refeições adequadas aos estudantes da rede pública.

O parlamentar também afirma que há limitações no acompanhamento da execução do programa durante o período de transição dos sistemas de prestação de contas, processo que, de acordo com o requerimento, se estende há cerca de três anos. A audiência será interativa, com participação de convidados e envio de perguntas pelo público.

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Do ponto de vista setorial, o debate alcança a cadeia de abastecimento de alimentos vinculada às compras públicas. O PNAE é uma política de escala nacional e tem interface com a produção agropecuária, inclusive porque a legislação do programa prevê a destinação mínima de 30% dos repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a compra de gêneros alimentícios da agricultura familiar, quando houver oferta e condições de fornecimento.

Nesse contexto, a discussão sobre reajuste automático dos valores pode influenciar o poder de compra do programa diante da inflação dos alimentos. Já o tema do controle social e da transparência afeta a execução dos recursos e a previsibilidade das aquisições. O texto de convocação da audiência, no entanto, não informa proposta de índice de correção, estimativa de impacto orçamentário nem eventuais prazos para adoção da medida.

A audiência deve aprofundar a discussão sobre atualização dos repasses e fiscalização da execução do PNAE, mas os efeitos práticos para fornecedores e gestores dependerão de eventuais propostas formais, definição de índice de reajuste e encaminhamentos posteriores no Congresso e nos órgãos responsáveis pelo programa.

Fonte: camara.leg.br

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Dirigente do Fed diz que juros dos EUA estão em boa posição e cita guerra como incerteza


Bolsas da Europa sobem enquanto petróleo recua em meio a incertezas sobre EUA e Irã

A presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly, afirmou nesta sexta-feira (29) que a política monetária dos Estados Unidos está “em uma boa posição”. Em entrevista à Fox Business, a dirigente disse estar “cautelosamente otimista” com a economia norte-americana, mas destacou que a duração do conflito envolvendo o Irã e seus efeitos sobre os preços da energia seguem entre as principais incertezas do cenário.

As declarações ocorrem em um momento em que dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, acompanham os efeitos da alta recente do petróleo sobre a inflação e a atividade econômica. Segundo Daly, uma das perguntas centrais para a autoridade monetária é por quanto tempo a guerra com o Irã pode se prolongar e por quanto tempo os preços de energia permanecerão elevados.

O tema é acompanhado pelo mercado porque custos de energia mais altos podem dificultar o processo de desaceleração da inflação nos Estados Unidos. Em um ambiente como esse, a condução dos juros tende a permanecer mais cautelosa, já que o Fed busca calibrar o ritmo da economia sem reacender pressões inflacionárias.

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Para o público do agronegócio, o assunto tem relevância por afetar variáveis macroeconômicas que influenciam o setor, como dólar, preços internacionais de combustíveis e custos logísticos. Alterações nessas referências podem atingir despesas com transporte, frete e energia, além de interferir na competitividade de produtos exportados. O conteúdo original, porém, não apresenta estimativas numéricas sobre esses efeitos específicos.

Daly também mencionou a inteligência artificial (IA) como um vetor com potencial para elevar a produtividade da economia. Segundo a dirigente, os formuladores de política monetária precisam monitorar tanto os riscos quanto os possíveis ganhos associados à adoção da tecnologia.

No curto prazo, o foco do mercado segue na trajetória da inflação, nos preços da energia e na evolução do conflito no Oriente Médio. Sem novas sinalizações quantitativas do Fed nesta sexta-feira (29), o alcance de eventuais efeitos sobre câmbio, combustíveis e cadeias produtivas dependerá dos próximos dados econômicos e do cenário geopolítico.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IBGE revisa alta do PIB do 4º trimestre de 2025 para 0,3%


3tentos registra lucro líquido ajustado de R$ 230,9 milhões no 1º trimestre

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou, nesta sexta-feira (29), a variação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025 frente ao terceiro trimestre do mesmo ano, de alta de 0,1% para avanço de 0,3%. Na mesma divulgação das Contas Nacionais Trimestrais, o instituto informou que o PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a alta foi de 1,8%.

A revisão do dado do fim de 2025 foi publicada junto com os resultados dos três primeiros meses de 2026. Com a atualização, o IBGE elevou em 0,2 ponto percentual o desempenho do quarto trimestre de 2025 na série com ajuste sazonal, usada para comparar períodos consecutivos.

Já no início de 2026, o avanço de 1,1% ante o trimestre imediatamente anterior indica aceleração do nível de atividade em relação ao resultado revisado do fim do ano passado. Na base interanual, o crescimento de 1,8% mostra expansão em relação ao mesmo período de 2025.

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O PIB reúne o valor de bens e serviços produzidos no país e funciona como uma das principais referências para avaliar o ritmo da economia. Para o público do agronegócio, esse indicador é acompanhado porque influencia expectativas de demanda, investimento, renda, consumo de alimentos e condições gerais de financiamento, embora o material informado até aqui não detalhe, neste recorte, o desempenho específico da agropecuária, da indústria e dos serviços.

O conteúdo divulgado também não apresenta, no trecho disponível, a abertura por componentes da demanda, como consumo das famílias, investimentos e setor externo. Sem esse detalhamento, não é possível atribuir o resultado a uma cadeia produtiva específica ou medir, de forma isolada, os efeitos imediatos sobre o setor rural.

Com a revisão do quarto trimestre de 2025 e a divulgação do avanço de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, o dado reforça a importância de acompanhar a abertura setorial das Contas Nacionais para avaliar, com base técnica, o comportamento da agropecuária e das demais atividades ao longo do ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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FPA pressiona Camex após adiamento de medida antidumping sobre leite do Mercosul


Camex aprova antidumping sobre leite em pó do Mercosul, mas suspende aplicação

A decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), ligado à Câmara de Comércio Exterior (Camex), nesta quinta-feira (28), de adiar a aplicação imediata de medidas antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de representantes do setor leiteiro. O colegiado reconheceu a existência de dumping, mas informou que a medida será reavaliada diante de possíveis efeitos sobre a inflação de alimentos e sobre o ambiente diplomático no Mercosul.

A investigação foi conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial (Decom), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo o conteúdo informado, a apuração apontou margens de dumping superiores a 60% nas exportações analisadas de Argentina e Uruguai para o mercado brasileiro. O processo foi aberto no fim de 2024 após pedido apresentado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com a CNA, o leite em pó importado chega ao Brasil com preços até 53% inferiores aos praticados nos países de origem. A entidade atribui essa diferença a subsídios, incentivos fiscais e políticas de apoio adotadas pelos países vizinhos.

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O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que o reconhecimento técnico do dumping sem a aplicação imediata das tarifas amplia a insegurança para a cadeia leiteira. Já a deputada Ana Paula Leão (PP-MG), vice-presidente da FPA para a região Sudeste, defendeu acompanhamento permanente do tema no Congresso e debate sobre competitividade, crédito e custos de produção.

Segundo representantes do setor citados no conteúdo, produtores de estados como Minas Gerais, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina relatam receber menos de R$ 2 por litro, enquanto os custos superam R$ 2,40 por litro. Após a apresentação desses dados, a avaliação do setor é que o avanço das importações pressiona margens, reduz renda no campo e afeta pequenos e médios produtores.

A FPA também informou ter aprovado uma Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) na Comissão de Agricultura da Câmara para apurar operações de importação no setor.

Uma nova reunião da Camex está prevista para quarta-feira (25 de junho), quando poderá haver nova deliberação sobre a adoção efetiva das medidas antidumping. Até lá, o cenário regulatório permanece em aberto, sem definição final sobre tarifas e sem detalhamento adicional dos critérios que orientarão a decisão.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Diesel acompanha queda do petróleo


Os preços internacionais de energia encerraram a semana sob pressão, em um movimento 

influenciado pela expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Segundo informações da StoneX, o petróleo, o diesel e a gasolina registraram perdas relevantes no período, apesar de movimentos pontuais de recuperação em alguns contratos.

No petróleo, o contrato mais ativo do Brent fechou a sexta-feira (22) em alta de 0,94%, cotado a US$ 103,54 por barril. O WTI também avançou no pregão, com alta de 0,26%, para US$ 96,60 por barril. Mesmo com essa recuperação diária, os dois contratos acumularam quedas expressivas na semana, entre 5,5% e 8,4%, refletindo o maior otimismo do mercado em relação a um possível acordo entre EUA e Irã.

No diesel, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD recuou 4,1% na última semana, encerrando a sexta-feira (24) a US$ 3,8878 por galão. No mesmo intervalo, o diferencial entre NY Harbor ULSD e Brent caiu 2%, para US$ 59,7 por barril. A queda mais acelerada do petróleo contribuiu para a piora dos crack-spreads, enquanto as cotações do diesel acompanharam o movimento baixista, em meio ao leve crescimento dos estoques do produto no mercado norte-americano.

Apesar da retração, os diferenciais entre diesel e petróleo permaneceram sustentados, próximos de US$ 60 por barril desde o início do conflito no Golfo Pérsico.

Na gasolina, os preços também cederam. O produto encerrou a semana em queda de 6,7%, negociado perto de US$ 3,45 por galão. O diferencial entre RBOB e Brent recuou 10,2%, para US$ 41,5 por barril, pressionado por uma redução menor que a esperada nos estoques comerciais dos Estados Unidos.

 





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Despesa com juros do setor público soma R$ 84,76 bilhões em abril


Despesa com juros do setor público soma R$ 84,76 bilhões em abril

O setor público consolidado registrou despesa líquida de R$ 84,763 bilhões com juros em abril, informou o Banco Central (BC). Em março, o resultado havia sido negativo em R$ 118,862 bilhões. No mesmo relatório, a autoridade monetária informou que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu de 80,0% do Produto Interno Bruto (PIB) para 80,4% no período.

Segundo o Banco Central, o resultado de abril foi composto por despesas de R$ 76,167 bilhões do governo central, R$ 7,967 bilhões dos governos regionais e R$ 629 milhões das empresas estatais. No acumulado de janeiro a abril, a conta de juros do setor público alcançou R$ 351,453 bilhões, o equivalente a 8,05% do PIB.

Em 12 meses, a despesa com juros somou R$ 1,096 trilhão, ou 8,43% do PIB. O BC também informou que, em 2025, o resultado nominal com juros ficou negativo em R$ 1,008 trilhão, primeira vez em que a série histórica superou a marca de R$ 1 trilhão nesse recorte acumulado.

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No caso da dívida, a DBGG passou de R$ 10,356 trilhões em março para R$ 10,443 trilhões em abril. Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a relação subiu de 92,0% para 93,1% do PIB. Já a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que considera as reservas internacionais, avançou de 66,8% para 67,4% do PIB, atingindo R$ 8,752 trilhões.

A dívida bruta é um dos indicadores usados por investidores e agências de classificação de risco para avaliar a solvência do país. Esse quadro é acompanhado de perto por agentes do agronegócio porque o comportamento das contas públicas interfere no ambiente macroeconômico, nas expectativas para juros, inflação e câmbio, variáveis que afetam o custo do crédito, a formação de preços e o planejamento financeiro de produtores, cooperativas e agroindústrias.

Os dados de abril indicam redução da despesa mensal com juros na comparação com março, mas mantêm elevado o patamar acumulado em 12 meses. O relatório do Banco Central não detalha efeitos setoriais específicos, e eventuais repercussões sobre crédito e custo financeiro dependerão da evolução das contas públicas e das condições monetárias nos próximos meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

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PIB cresce 1,1% no 1º trimestre com avanço da agropecuária


Paraná projeta safra de soja de 21,78 milhões de toneladas em 2025/26

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 frente ao quarto trimestre de 2025, alcançando R$ 3,3 trilhões em valores correntes, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (29). O resultado foi positivo nos três grandes setores da economia, com alta de 2,0% na agropecuária, 1,0% na indústria e 0,5% nos serviços.

De acordo com o Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, o Valor Adicionado a preços básicos somou R$ 2,8 trilhões, enquanto os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios totalizaram R$ 461,2 bilhões. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB cresceu 1,8%. No acumulado de quatro trimestres, a alta foi de 2,0%.

Segundo o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes, a agropecuária esteve entre as atividades que mais contribuíram para o crescimento do período, ao lado da indústria extrativa e de outras atividades de serviços. Na comparação anual, o desempenho do setor agropecuário foi explicado pelo aumento da produção e da produtividade agrícola.

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O IBGE informou que a soja teve acréscimo de 4,8% na estimativa anual e alcançou produção recorde na série histórica, favorecida por condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras e pela expansão da área plantada. Em sentido oposto, culturas relevantes no primeiro trimestre registraram recuo, como milho, com queda de 2,5%, e arroz, com retração de 10,6% na estimativa anual de produção.

Pelo lado da demanda, a despesa de consumo das famílias subiu 1,0% ante o trimestre anterior, e a Formação Bruta de Capital Fixo avançou 3,5%. Já no setor externo, as exportações de bens e serviços recuaram 1,7% frente ao trimestre imediatamente anterior, enquanto as importações cresceram 4,4%. Na comparação anual, as exportações aumentaram 7,4%, com destaque para petróleo e gás natural, produtos alimentícios e outros equipamentos de transporte.

Os dados do IBGE indicam que o desempenho da agropecuária sustentou parte relevante da expansão econômica no início de 2026, principalmente pelo avanço da soja. Para os próximos trimestres, a continuidade desse suporte dependerá da evolução climática, do comportamento das demais culturas e do ritmo da demanda interna e externa. A próxima divulgação do PIB, referente ao segundo trimestre, está prevista para terça-feira (1º de setembro).

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Camex aprova antidumping sobre leite em pó do Mercosul, mas suspende aplicação


Camex aprova antidumping sobre leite em pó do Mercosul, mas suspende aplicação

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou nesta quinta-feira (28) a aplicação de direito antidumping definitivo sobre as importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, mas determinou a suspensão imediata da medida. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (29) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo a pasta, a suspensão ocorreu por interesse público, enquanto será conduzida uma análise específica sobre os efeitos da eventual cobrança.

De acordo com o MDIC, a decisão foi tomada em reunião ordinária do Gecex-Camex. Em nota, o ministério informou que o colegiado aprovou o direito antidumping definitivo, mas decidiu suspender sua aplicação em caráter cautelar até a conclusão do processo de avaliação de interesse público.

Segundo a pasta, essa etapa adicional vai apurar os potenciais impactos da medida caso ela entre em vigor. O MDIC informou que a suspensão permanece até o fim dessas análises, sem indicar prazo na nota divulgada.

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A investigação foi conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Decom/MDIC) e havia sido iniciada em 2024. O parecer técnico do departamento apontou a existência de dumping nas exportações de leite em pó originárias da Argentina e do Uruguai.

Ainda conforme as informações divulgadas, os ministérios integrantes do Gecex aprovaram por unanimidade a aplicação da medida antidumping. A suspensão imediata, porém, foi proposta pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), com base na necessidade de avaliar o interesse público.

O motivo citado para essa análise foram os possíveis efeitos sobre a inflação de alimentos e sobre os preços do leite ao consumidor final. Para a cadeia pecuária, a decisão mantém, por ora, o fluxo das importações sem a incidência imediata do direito, enquanto o processo avalia o equilíbrio entre defesa comercial, abastecimento e formação de preços no mercado interno.

O desfecho da medida dependerá da análise de interesse público aberta pelo Gecex-Camex. Até a conclusão desse processo, o direito antidumping aprovado não será aplicado. O MDIC não informou, até o momento, o prazo para encerramento da avaliação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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