quarta-feira, junho 24, 2026

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Mapa libera mais 2,47 milhões de doses de vacinas contra clostridioses


Mapa libera mais 2,47 milhões de doses de vacinas contra clostridioses

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta sexta-feira (29) a liberação de 2.470.600 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional entre domingo (25) e quinta-feira (29). Segundo a pasta, 1.360.800 doses são de fabricação nacional e 1.109.800 correspondem a produtos importados. Com isso, o volume disponibilizado desde março de 2026 ultrapassa 41 milhões de doses.

De acordo com a nota oficial do Mapa, as doses liberadas no período têm participação majoritária da indústria nacional. Do total de 2.470.600 doses, 55,08% foram produzidas no Brasil, enquanto 44,92% vieram de importação.

A atualização indica o ritmo de entrada de vacinas no mercado veterinário em um intervalo de cinco dias e oferece referência para pecuaristas, revendas e demais agentes da cadeia de saúde animal. As vacinas contra clostridioses são usadas na prevenção de enfermidades bacterianas que exigem manejo sanitário regular nos rebanhos.

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No acumulado desde março de 2026, o ministério informa que o volume já disponibilizado ao mercado nacional supera 41 milhões de doses, somando fabricação nacional e importada. A pasta não detalhou, na nota, a distribuição regional dessas doses, os laboratórios responsáveis pela produção nem o cronograma das próximas liberações.

O Mapa afirmou ainda que mantém atuação permanente junto à indústria de insumos veterinários para ampliar a produção nacional, viabilizar importações e agilizar procedimentos de fiscalização e liberação. Essas medidas têm relação direta com a oferta do produto ao mercado, uma vez que combinam produção interna e entrada de vacinas do exterior.

Para o setor pecuário, o dado mais imediato é a ampliação do volume disponível no mercado formal. A efetiva chegada das doses ao produtor, porém, depende da logística de distribuição e da comercialização nas diferentes praças, informações que não foram detalhadas na comunicação oficial.

Até o momento, o dado confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária é o avanço no volume liberado ao mercado nacional. Novas avaliações sobre regularização da oferta e atendimento integral da demanda dependem de informações adicionais sobre distribuição, estoque e ritmo de novas liberações.

Fonte: gov.br

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Conabio adia por 90 dias decisão sobre inclusão da tilápia em lista de invasoras


Conabio adia por 90 dias decisão sobre inclusão da tilápia em lista de invasoras

A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) decidiu, nesta quinta-feira (29), adiar por 90 dias a deliberação sobre a inclusão da tilápia e de outras espécies aquícolas na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras. A definição foi anunciada ao fim da 77ª reunião ordinária do colegiado, em meio a manifestações do setor produtivo e de órgãos federais ligados à pesca e à aquicultura. O novo prazo deve ser usado para aprofundar a discussão técnica sobre os desdobramentos ambientais, regulatórios e econômicos da proposta.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a eventual inclusão da tilápia na lista teria caráter técnico e preventivo, como referência para políticas públicas de prevenção e controle de espécies exóticas com potencial impacto sobre a biodiversidade nativa. A pasta informou ainda que a classificação, por si só, não significaria proibição de cultivo nem banimento da espécie, e que as autorizações atualmente concedidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não seriam alteradas automaticamente.

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), porém, pediu esclarecimentos ao MMA sobre os efeitos práticos da medida, especialmente em licenciamento ambiental, comércio e operação das cadeias produtivas. Em nota, o ministério afirmou que tilápia, tambaqui, pacu, pirarucu e camarão vannamei respondem por cerca de 90% da produção aquícola nacional e movimentam aproximadamente R$ 9,6 bilhões por ano.

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Entidades da cadeia da tilápia estimam prejuízo de cerca de US$ 38 milhões caso a inclusão avance, em razão de possíveis restrições comerciais, insegurança jurídica e dificuldades de acesso a crédito. O setor também argumenta que a classificação pode ser interpretada por mercados importadores como um sinal oficial de risco ambiental associado à atividade, com reflexos sobre exportações, investimentos e expansão da piscicultura.

A discussão ocorre no âmbito da Conabio, colegiado que reúne ministérios, órgãos ambientais, comunidade científica e representantes de setores produtivos. Até o momento, não foram detalhados publicamente novos critérios, cronograma técnico ou eventual texto de consenso para a próxima etapa do debate.

Com o adiamento, a análise entra em nova fase de negociação técnica entre área ambiental, governo setorial e cadeia produtiva. O alcance regulatório da eventual inclusão da tilápia na lista ainda depende dos esclarecimentos que forem formalizados ao longo dos próximos 90 dias.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Paraná autoriza R$ 44,3 milhões para pavimentar estrada entre Campina do Simão e Santa Maria do Oeste


Paraná anuncia R$ 114,8 milhões para obras em Dois Vizinhos e inclui estradas rurais

O Paraná autorizou nesta sexta-feira (29) o início de uma obra de pavimentação entre Campina do Simão e Santa Maria do Oeste, na região Central do estado. O investimento estadual é de R$ 44,3 milhões para melhorar a Estrada Piquiri, hoje em trecho de chão batido. A intervenção abrange cerca de 22 quilômetros e faz parte do programa Estrada Boa, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

A obra foi dividida em dois lotes. No trecho de Campina do Simão, serão aplicados R$ 31,3 milhões para pavimentar 13,4 quilômetros com Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). Segundo as informações divulgadas pelo governo estadual, a licitação foi conduzida pela prefeitura e os serviços devem começar nos próximos dias. Em Santa Maria do Oeste, o segundo lote já está em andamento, com 8,3 quilômetros e investimento de quase R$ 13 milhões.

De acordo com o material oficial, a estrada atende uma área com produção agrícola, agricultura familiar e atividade florestal, além de ligação com indústrias da região. A melhoria da via reduz limitações operacionais típicas de estradas não pavimentadas, como restrições de tráfego em períodos de chuva, aumento do tempo de deslocamento e maior desgaste no transporte de insumos e mercadorias.

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O impacto logístico para o setor rural aparece após a dimensão da obra. Com a pavimentação, a tendência é de maior regularidade no trânsito de caminhões, veículos de apoio e transporte de trabalhadores entre propriedades, comunidades e centros de recebimento. O próprio conteúdo informado pelo estado aponta efeito sobre o escoamento da produção local e sobre a conexão entre municípios da região Central e outros polos, como Guarapuava e o Oeste paranaense.

O projeto está inserido no Estrada Boa, lançado em 2025. Segundo a Seab, o programa prevê mais de R$ 3,6 bilhões em investimentos, com atendimento a cerca de 270 municípios, 452 trechos e 2.780 quilômetros de vias rurais. Do total previsto, 215 obras já foram iniciadas, 91 estão em licitação e 146 têm editais homologados.

A execução dos lotes e o cumprimento dos prazos serão determinantes para medir o efeito prático da pavimentação sobre custos logísticos, acesso às propriedades e fluxo da produção rural. Até o momento, não foram informados cronograma detalhado de conclusão nem estimativas oficiais de redução de tempo ou de custo de transporte para os produtores atendidos.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Cavalo lusitano: exposição reúne mais de 400 animais e disputas válidas para mundiais


cavalo lusitano
Foto: Ney Messi/ABPSL

A 44ª Exposição Internacional do Puro Sangue Lusitano promete movimentar o universo equestre brasileiro com uma programação intensa, competições de alto nível e atrações inéditas. Promovido pela Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano (ABPSL), o evento reúne mais de 400 animais inscritos e será palco de disputas nacionais e internacionais, avaliações morfológicas e apresentações.

Durante os três dias de programação, que começaram nesta sexta-feira (29) e vão até domingo (31), criadores, proprietários, cavaleiros, amazonas e apaixonados pelo universo equestre acompanham provas de adestramento, equitação de trabalho, salto, atrelagem e demonstrações de lida no campo. O evento também recebe convidados estrangeiros e representantes de entidades do setor.

Um dos momentos mais aguardados da Expo é o Concurso de Modelo e Andamentos, responsável por avaliar a morfologia dos animais considerados os principais exemplares do plantel nacional. Ao todo, 112 cavalos participam da disputa, divididos por sexo e faixa etária.

Os julgamentos serão conduzidos pelos juízes internacionais Rui Almeida, Tiago Gomes e Tomé Nunes, todos de Portugal. A definição dos grandes campeões da mostra acontece no domingo (31), quando será escolhido o título de campeão — ou campeã — dos campeões, considerado o mais importante da exposição.

Equitação de trabalho e atrações inéditas movimentam a expo

A programação também inclui a II Etapa do Campeonato Paulista Sasa Horses de Equitação de Trabalho, promovida pela Associação Brasileira de Equitação de Trabalho (Abet). A competição terá disputas nas provas de ensino, maneabilidade e velocidade, reunindo 78 conjuntos de diferentes raças.

Entre as atrações inéditas está o desfile de boas-vindas às diferentes raças e entidades, criado para promover integração entre associações de criadores, entidades esportivas e representantes da equideocultura brasileira. A ação acontece nesta sexta-feira, às 19h30.

O público também poderá acompanhar o show equestre “Versatilidade do Puro Sangue Lusitano”, que encerra a programação da sexta, às 21h, com apresentações especiais de animais de alta performance nas diversas modalidades.

Programação do fim de semana da 44ª Expo Internacional do do Puro Sangue Lusitano

Sábado (30)

Pista principal

  • 8h: Concurso de dressage internacional (CDI)
  • 13h: Premiação CDI e apresentações equestres
  • 14h: Modelo e Andamentos – finais de fêmeas e machos
  • 20h: Cerimônia de abertura, jantar dos criadores e homenagens
  • 21h: Equitação de trabalho – maneabilidade e velocidade

Pista do casarão

  • 8h: CAN e Copa Lusitano BH de Adestramento (Amadores)

Pista da Escolinha

  • 13h – Equitação de trabalho / Campeoato Paulista Sasa Horses (maneabilidade e velocidade)

Domingo (31)

Pista principal

  • 8h: Aprovação de garanhões

Na sequência:

  • Modelo e andamentos (morfologia) – continuação machos
  • Modelo e Andamentos (morfologia) – grandes campeonatos

Pista Casarão

  • 8h: Equitação de trabalho / Campeoato Paulista Sasa Horses (ensino)

Pista Escolinha

  • 8h: Equitação de trabalho / Campeoato Paulista Sasa Horses (maneabilidade e velocidade)

44ª Exposição Internacional do Puro Sangue Lusitano

Data: 29 a 31/05
Local: Sociedade Hípica Paulista
Rua Quintana, 206 – Cidade Monções, São Paulo (SP)

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CNA eleva projeção de crescimento do PIB agro para 2,8% em 2026


USDA informa avanço do plantio de milho e soja nos Estados Unidos

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) elevou para 2,8% sua estimativa preliminar de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária em 2026. A projeção foi informada nesta quinta-feira (29), em Brasília, e ainda deve ser revisada após a divulgação dos dados do primeiro trimestre pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), prevista para esta sexta-feira (30).

A nova estimativa supera a previsão de 1,22% divulgada em março, mas fica abaixo da projeção de 3,5% apresentada no início deste mês. Segundo o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, a revisão reflete o desempenho positivo da safra de grãos sobre uma base elevada de comparação de 2025.

De acordo com Conchon, o PIB agro no primeiro trimestre deve crescer 0,7%, levemente acima do esperado pela entidade. Entre os fatores de suporte estão a safra de soja e o avanço na produção de café, girassol, castanha, mamona e cacau. Em sentido contrário, feijão, arroz, algodão, trigo e milho contribuíram negativamente para a produção agrícola no período. O economista também citou o crescimento dos abates como componente de impulso no início do ano.

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Para o segundo trimestre, a CNA projeta variação marginal na comparação anual. A expectativa de maior safra de milho, café e cana-de-açúcar aparece como fator positivo, enquanto a pecuária segue sob incerteza. Entre os pontos de atenção estão o limite da cota de exportação de carne bovina sem sobretaxa para a China, eventuais restrições da União Europeia e a desaceleração no ritmo de abates.

A entidade também estima expansão de 1,9% para o PIB brasileiro em 2026, abaixo dos 2,3% registrados em 2025. Nesse cenário, a participação da agropecuária no PIB nacional pode recuar de 7,54% para algo entre 7,1% e 7,2%, segundo cálculo preliminar da CNA.

Para os próximos trimestres, a entidade cita riscos ligados ao clima, à volatilidade do dólar, aos juros elevados, às tensões no Oriente Médio, aos preços de fertilizantes e às barreiras comerciais sobre proteínas animais. A possibilidade de formação de El Niño no segundo semestre também entrou no radar, com potencial de afetar o trigo ainda neste ano e a safra de verão 2026/27.

A CNA avalia que o desempenho do agro em 2026 dependerá da confirmação dos dados trimestrais do IBGE e da evolução de fatores climáticos, sanitários e comerciais ao longo do ano. Como a estimativa ainda é preliminar, a entidade informa que novas revisões podem ocorrer conforme avancem os resultados oficiais da produção e da atividade econômica.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Etanol recua 5,6% em maio e lidera queda entre os combustíveis


TCU suspende efeitos de sanções da ANP a distribuidoras inadimplentes no RenovaBio

O etanol hidratado registrou a maior queda entre os combustíveis monitorados em maio, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O preço médio nacional do biocombustível caiu 5,6% no mês, para R$ 4,488 por litro. O movimento interrompeu a alta observada em abril e ocorreu em meio ao avanço da safra no Centro-Sul.

De acordo com o levantamento, a retração foi disseminada também entre os demais combustíveis. O diesel comum e o diesel S-10 recuaram 3,3% em maio, com médias nacionais de R$ 7,135 e R$ 7,218 por litro, respectivamente. As gasolinas comum e aditivada caíram 1%, para R$ 6,752 e R$ 6,889 por litro. O gás natural veicular (GNV) foi o único a subir, com alta de 0,3%, para R$ 4,574 por metro cúbico.

Entre os estados, o Distrito Federal teve a maior queda no etanol hidratado, de 10,0%, com média de R$ 4,528 por litro. Na sequência aparecem São Paulo, com recuo de 7,2% e média de R$ 4,200, Minas Gerais, com queda de 6,0% e preço de R$ 4,522, Paraná, com baixa de 5,1% e média de R$ 4,534, e Mato Grosso, com retração de 4,9% e valor de R$ 4,418.

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Segundo a Fipe, a queda mais intensa do etanol está associada à entrada mais forte da safra no Centro-Sul, fator que ampliou a oferta e melhorou a competitividade do biocombustível frente à gasolina em parte dos mercados regionais. Esse movimento é relevante para o setor sucroenergético e para produtores de cana, ao mesmo tempo em que influencia a disputa entre etanol e gasolina nas bombas.

No acumulado de 2026 até maio, porém, os combustíveis fósseis seguem em alta. O diesel S-10 sobe 16,8%, o diesel comum 16,6%, a gasolina comum 7,5% e a gasolina aditivada 7,2%. O etanol acumula alta de 0,3%, enquanto o GNV recua 1,6%.

Na leitura da Fipe e da Veloe, maio marcou um período de acomodação, especialmente no etanol, após elevações registradas entre março e abril. Para o agro, a evolução da safra no Centro-Sul e o comportamento dos preços do diesel seguirão no radar, já que afetam tanto a competitividade dos biocombustíveis quanto o custo de transporte e operação das cadeias produtivas. Sem novos dados sobre junho, não há base técnica suficiente para projetar a continuidade desse movimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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EUA classificam PCC e Comando Vermelho como terroristas; agro entra em alerta


A inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho nas listas de organizações terroristas estrangeiras dos Estados Unidos, a partir de 5 de junho de 2026, gera preocupações significativas para o agronegócio brasileiro e o sistema financeiro.

A medida impõe sanções automáticas e altera o nível de compliance exigido de bancos e empresas, o que pode impactar diretamente as operações comerciais no Brasil.

Impactos no agronegócio

De acordo com o comentarista Miguel Daoud, a decisão dos EUA pode afetar o agronegócio de várias maneiras, especialmente em relação à compra de insumos agrícolas. Os principais pontos incluem:

  • Possibilidade de sanções a empresas que adquirirem fertilizantes de origem criminosa.
  • Rigor na fiscalização de transações financeiras envolvendo bancos que operam com recursos do PCC.
  • Criação de um sistema complexo que pode prejudicar a economia brasileira.

Desdobramentos da classificação

Daoud destaca que a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pode não combater efetivamente o crime organizado no Brasil. Os órgãos de segurança locais, como a polícia, podem ficar sem informações cruciais, uma vez que a CIA, responsável pela coleta de dados, não revela informações necessárias para o combate ao crime.

Preocupações com o futuro

A medida levanta preocupações sobre a exposição do Brasil a pressões externas, especialmente em relação à administração do presidente dos EUA. A possibilidade de sanções adicionais e a necessidade de maior rigor na fiscalização podem criar um ambiente desafiador para o comércio e a economia brasileira.

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Drones ampliam eficiência nas lavouras



Entre os principais benefícios está a possibilidade de operar em terrenos alagados


Entre os principais benefícios está a possibilidade de operar em terrenos alagados
Entre os principais benefícios está a possibilidade de operar em terrenos alagados – Foto: Arquivo Agrolink

O uso de Drones agrícolas avança no campo brasileiro e consolida uma nova etapa de eficiência nas aplicações. A tecnologia vem ganhando espaço em diferentes culturas, com ganhos operacionais, redução de perdas e maior precisão em áreas onde máquinas terrestres encontram limitações.

Com maior capacidade de carga, velocidade e sistemas de atomização mais modernos, os equipamentos já são utilizados em lavouras anuais, sistemas perenes e áreas de difícil acesso. Segundo Alexandre Gazoni, engenheiro agrônomo e diretor comercial da Sell Agro, os drones evoluíram e hoje atendem desde soja, milho e algodão até café, oliveira e noz-pecã.

Entre os principais benefícios está a possibilidade de operar em terrenos alagados, encostas e locais onde o tráfego de máquinas pode atrasar o manejo. Nessas situações, a rapidez da aplicação ajuda a reduzir riscos de perdas causadas por pragas e doenças. Na soja, a substituição de máquinas terrestres por drones ou aeronaves também pode evitar o amassamento de plantas, especialmente em fases críticas da lavoura.

A expansão do uso, porém, aumenta a necessidade de atenção técnica. Os adjuvantes ganham importância por ajudarem a preservar as gotas, reduzir evaporação e deriva e melhorar a absorção dos ativos pelas plantas. Em condições de calor, vento e radiação, esses produtos contribuem para manter a calda viável por mais tempo e elevar a eficiência da pulverização.

Apesar do avanço, ainda há desafios. A regulagem do tamanho de gotas, a velocidade de operação, a escolha correta de adjuvantes e o manejo climático são fatores decisivos para aproximar a qualidade das aplicações com drones dos sistemas motorizados tradicionais. A expectativa é de crescimento acelerado da tecnologia, com novas soluções voltadas à ultrabaixa vazão e à estabilização das misturas.

 





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Cancelamentos derrubam vendas semanais de trigo dos EUA na safra 2025/26


Cancelamentos derrubam vendas semanais de trigo dos EUA na safra 2025/26

Exportadores dos Estados Unidos registraram reduções líquidas de 807,3 mil toneladas de trigo da safra 2025/26 na semana encerrada em quarta-feira (21), informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta sexta-feira (29). O volume representa o menor nível do ano comercial e ficou 585% abaixo do registrado na semana anterior. No mesmo período, a soma das vendas das duas safras alcançou 250,2 mil toneladas.

De acordo com o USDA, o resultado semanal refletiu uma combinação entre novas vendas e cancelamentos de contratos já registrados para a safra 2025/26. As vendas foram destinadas à Coreia do Sul, com 46,5 mil toneladas, à República Dominicana, com 3,0 mil toneladas, e ao Equador, com 800 toneladas.

Esses volumes foram mais do que compensados por cancelamentos feitos por compradores relevantes. O Japão cancelou 171,6 mil toneladas, o Panamá 108,5 mil toneladas, destinos desconhecidos 105,5 mil toneladas, o México 103,3 mil toneladas e as Filipinas 88,3 mil toneladas.

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Considerando as duas safras, o total vendido ficou em 250,2 mil toneladas. O dado incluiu 1,06 milhão de toneladas negociadas para o ciclo 2026/27, com destaque para Japão, Filipinas, México, Panamá e destinos desconhecidos. Segundo o relatório, o volume consolidado ficou dentro da faixa estimada por analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que projetavam vendas entre 100 mil e 500 mil toneladas.

Os embarques semanais de trigo dos EUA somaram 299,7 mil toneladas. O número representa alta de 30% em relação à semana anterior, mas recuo de 23% na comparação com a média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos dos embarques foram Japão, com 73,9 mil toneladas, República Dominicana, com 59,1 mil toneladas, Haiti, com 39,6 mil toneladas, México, com 39,4 mil toneladas, e Filipinas, com 25,2 mil toneladas.

Os dados indicam desaceleração nas vendas líquidas da safra atual, ao mesmo tempo em que parte da demanda aparece deslocada para o ciclo 2026/27. Para o mercado de trigo, esse movimento ajuda a medir o ritmo das compras internacionais e a posição comercial dos Estados Unidos entre os grandes exportadores globais.

Sem informações adicionais do USDA sobre os motivos dos cancelamentos, o alcance desse movimento sobre a demanda nas próximas semanas dependerá da continuidade dos embarques e da recomposição das compras pelos principais destinos importadores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Nematoides ameaçam a produtividade da soja, milho e algodão no Brasil


Os nematoides, pequenos vermes presentes no solo brasileiro, representam uma ameaça silenciosa à produtividade de culturas como soja, milho e algodão. O impacto desses organismos começa antes mesmo da emergência das plantas, e os prejuízos podem ser significativos, muitas vezes já instalados quando os sinais se tornam visíveis.

Impactos dos nematoides nas culturas

Os nematoides se alojam nas raízes das plantas, sugando nutrientes essenciais e causando danos que comprometem a produtividade. Entre os principais problemas causados por esses organismos estão:

  • Redução na absorção de nutrientes;
  • Exposição das raízes a fungos e doenças;
  • Prejuízos na colheita, que podem ser severos se não forem identificados a tempo.

Diagnóstico e manejo

O controle dos nematoides exige um diagnóstico preciso e um manejo adequado desde a semeadura. Segundo Nilson Caldas, gerente sênior de tratamento de sementes da BASF, é fundamental que os produtores realizem análises de solo para identificar a presença e a população de nematoides. A partir desse diagnóstico, os agricultores podem tomar decisões informadas sobre o manejo.

Técnicas de controle

Para lidar com a ameaça dos nematoides, é importante adotar uma série de técnicas, que incluem:

  • Uso de sementes de alta qualidade;
  • Tratamento de sementes específico;
  • Integração de soluções químicas e biológicas;
  • Implementação de culturas de cobertura, como a crotalária;
  • Nutrição adequada do solo.

Essas práticas visam não apenas controlar a população de nematoides, mas também garantir um solo mais estruturado e saudável, contribuindo para a produtividade das culturas.

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