terça-feira, março 17, 2026

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Nova solução aumenta produtividade do milho em 60% mesmo sob escassez hídrica


Trichoderma-harzianum-1306 - solução biológica milho
Foto: Koppert Brasil

Uma nova solução biológica baseada na cepa Trichoderma harzianum Esalq 1306 atua na redução do estresse hídrico na produção de milho, estimula o crescimento radicular da planta e ainda mantém o controle de patógenos no cultivo.

Testes identificaram aumento de até 60% na produtividade do cereal, mesmo sob escassez de água. O produto vem na esteira dos problemas climáticos sentidos por produtores, em especial os do Sul e do Centro-Oeste, que convivem com estiagens frequentes, chuvas irregulares e altas temperaturas.

As evidências da eficiência da tecnologia vêm de um estudo internacional liderado pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), com a participação da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Embrapa, da University of Antwerp, na Bélgica, e da Princess Nourah University, na Arábia Saudita.

O trabalho mostra que ao estimular o desenvolvimento das raízes, a cepa Esalq 1306 amplia a área que as plantas exploram sob o solo, otimizando a absorção de água e nutrientes e melhorando a tolerância vegetal ao estresse hídrico.

Em paralelo, conforme o estudo, a tecnologia promove um biocontrole altamente eficaz contra patógenos de solo e nematoides, oferecendo uma combinação de proteção e bioestimulação em um único organismo vivo. O efeito prático é tangível: lavouras mais uniformes e estáveis em situações de estresse e um maior retorno sobre o investimento (ROI) devido à redução de perdas e consistência produtiva safra a safra.

“A cepa Esalq 1306 traduz ciência de ponta em performance agronômica. Ao fortalecer o sistema radicular e mitigar o impacto da seca, ela entrega mais do que só proteção, assegurando exatamente o que o agricultor precisa: produtividade com resiliência”, afirma Thiago Castro, gerente de P&D da Koppert Brasil, empresa que desenvolveu a solução em parceria com a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP).

Segundo ele, a descoberta, liderada pela UTFPR, com validação de instituições brasileiras e internacionais de referência, reforça que soluções biológicas com base científica sólida já respondem aos principais vetores de risco do campo, como clima, sanidade e eficiência de insumos.

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Com apoio do governo de MS e recordes na produção de soja, Sidrolândia realiza expo agropecuária


Foto: Saul Schramm / Secom

Com destaque para a produção de milho e soja, além de ser um importante polo da avicultura e da suinocultura, o município de Sidrolândia realiza a 26ª Expo Sidrolândia. O governador Eduardo Riedel participou, na última terça-feira (9), da abertura do evento, que segue até este domingo (14) e tem o apoio do governo do estado de Mato Grosso do Sul.

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“Esta exposição representa bem o que aconteceu no nosso estado. O nível de tecnologia presente nas máquinas, no conhecimento, na informação, retratado de tudo que viveu a produção agropecuária, a profissionalização do produtor.

O resultado é crescimento muito superior à média brasileira, e isso gera oportunidade de emprego, renda, desenvolvimento, conhecimento. Isso é dedicação, é comprometimento de milhares de empreendedores que estão fazendo as coisas acontecerem”, disse Riedel.

A produção de milho em Sidrolândia para a safra 2024/2025 atingiu aproximadamente 1,17 milhões de toneladas, em 180,99 mil hectares, e produtividade média de 108,58 sacas por hectare. Nesta safra, o município foi o segundo maior produtor estadual de milho, ficando atrás apenas de Maracaju (1,84 milhões de toneladas).  

Já a produção de soja em Sidrolândia para a safra 2024/2025 atingiu aproximadamente 816 mil toneladas, em 276,82 mil hectares, e produtividade média de 49,16 sacas por hectare. Nesta safra, o município foi o terceiro maior produtor estadual de soja, atrás apenas de Maracaju (1,56 milhões) e Ponta Porã (1,03 milhões).

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Falta de chuva afeta lavouras de mandioca



Estresse hídrico e fitossanidade marcam ciclo da mandioca



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11) apontou diferentes cenários para a cultura da mandioca no Rio Grande do Sul. Na região administrativa de Santa Rosa, técnicos registraram novos sinais de estresse hídrico nas lavouras após a metade da semana.

Segundo o documento, “os produtores aguardam a ocorrência de chuvas na região para retomar a capina mecânica das áreas e evitar estresse maior pela mobilização de solo no entorno das raízes das plantas”. O preço do quilo congelado no varejo varia entre R$ 5,50 e R$ 8,00.

Na região de Lajeado, em São Sebastião do Caí, a colheita está na fase final, com cerca de 5% da área ainda a ser retirada. As lavouras implantadas em setembro apresentam desenvolvimento considerado adequado e seguem recebendo os manejos indicados. O informativo destaca que houve “redução da área total nesta safra”, embora o ciclo siga dentro da normalidade. Do ponto de vista fitossanitário, foram observadas podridões radiculares e na base do caule, de forma localizada, principalmente em áreas com maior umidade ou drenagem insuficiente. A comercialização permanece estável, com preços entre R$ 30,00 e R$ 35,00 por caixa de 20 quilos.





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Embrapa lança cultivar de batata para a indústria de chips e palha


batatas
Foto: Paulo Lanzettta/Embrapa

A nova cultivar de batata desenvolvida pela Embrapa reúne atributos essenciais para a cadeia produtiva e a indústria de processamento, como alta produtividade, resistência a doenças e boa aptidão para fritura.

Resultado de mais de uma década de pesquisas do Programa de Melhoramento Genético de Batata, a BRS F21 recebeu o apelido de ‘Braschips’ pelo seu elevado rendimento industrial e qualidade superior dos chips produzidos.

Segundo o pesquisador da Embrapa Hortaliças, Giovani Olegário, essa cultivar tem aptidão para o processamento industrial porque apresenta dois fatores que, quando associados, indicam ótima qualidade para fritura.

Primeiro, a alta quantidade de matéria seca significa tubérculos com menos água em sua composição, que vão render chips mais sequinhos e crocantes. E, depois, o baixo teor de açúcares garante que a batata não vai caramelizar e que o produto ficará com a cor mais clara e uniforme, conforme a preferência dos consumidores.

Além disso, a cultivar apresenta baixa incidência de desordens fisiológicas, como manchas internas e rachaduras, o que reduz perdas no processamento e aumenta o aproveitamento industrial.

Seja frita na forma de chips ou como batata-palha, a cultivar BRS F21 foi aprovada nos testes preliminares conduzidos em parceria com a indústria e, na fase atual, começaram as avaliações em maior escala para apurar a aceitação junto aos produtores que fornecem a matéria-prima para o processamento. 

Alta produtividade e estabilidade

A cultivar chega ao mercado com potencial para superar as principais concorrentes em produtividade, ampla adaptação e estabilidade de desempenho nas principais regiões produtoras de batata do país, incluindo o Triângulo Mineiro, localidade com o volume mais representativo de fornecimento de batata para as agroindústrias.

O vigor vegetativo e o maior potencial produtivo da batata BRS F21 contribuem para a redução de custo da matéria-prima destinada ao processamento industrial na forma de chips ou palha. “Outra característica importante é o ciclo de produção um pouco mais longo, mas que assegura maior acúmulo de amido nos tubérculos até os níveis desejados pela indústria”, pondera Olegário.

No momento da colheita, a dessecação, seguida de um intervalo aproximado de 10 dias – período em que ocorre a conversão de açúcares em amido – é uma etapa crucial para a obtenção de chips de cor clara. Segundo o pesquisador, ao final do ciclo, o monitoramento periódico com amostras da lavoura é importante para avaliar a matéria seca e a qualidade de fritura para definição do ponto ideal de colheita.

Resistência ao vírus PVY

Uma importante vantagem competitiva da cultivar de batata BRS F21 é a resistência ao vírus PVY, um dos principais problemas fitossanitários e a virose de maior importância socioeconômica para a cultura no Brasil. “Essa doença é conhecida como mosaico e causa amarelecimento e enfraquecimento da planta, diminuindo significativamente o rendimento das lavouras”, comenta Olegário.

Além disso, como a batata é uma cultura propagada por tubérculos, a presença do vírus PVY compromete bastante a qualidade das sementes. Como a nova cultivar da Embrapa tem baixa suscetibilidade ao vírus, ela consegue manter o vigor das plantas ao longo dos ciclos de produção, o que representa um avanço expressivo para o setor.

A cultivar BRS F21 também demonstrou bom nível de resistência à requeima e à pinta preta, importantes problemas foliares em regiões produtoras do Sul do País.

Diversificação do portfólio de cultivares da Embrapa

O Programa de Melhoramento Genético de Batata da Embrapa desenvolve cultivares para os diferentes segmentos de mercado, adaptadas às condições tropicais e subtropicais do Brasil. “Quando geramos cultivares, consideramos a satisfação do consumidor, passando pela aprovação no campo e na indústria, para obter produtos com qualidade que atendam a diferentes demandas”, explica a pesquisadora Caroline Castro, líder do programa.

A oferta de cultivares considera tanto o consumo fresco, que preconiza aparência e versatilidade culinária; como o uso industrial, que demanda cultivares com características que atendam às necessidades para o processamento.

“Todas as nossas cultivares são lançadas com aptidões de uso atreladas, indicando se servem para assar, fritar ou usar em saladas”, acrescenta. A adaptação a diferentes sistemas de produção, como o orgânico, também é considerada para atendimento a nichos específicos de mercado.

Segundo a pesquisadora, limitações na oferta de cultivares de qualidade e adaptadas às condições climáticas do país, especialmente com relação ao calor, podem restringir as janelas de cultivo e, assim, a capacidade de produção, limitando também a oferta de matéria-prima de qualidade à indústria. “É aí que o trabalho da Embrapa entra forte: no desenvolvimento de cultivares que vão atender às nossas condições brasileiras de cultivo”, completa.

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VBP do Paraná deve superar R$ 200 bilhões


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do Paraná deve superar R$ 200 bilhões em 2025. O órgão afirma que a estimativa é impulsionada pela “forte recuperação das lavouras paranaenses em 2025” e pelo desempenho da pecuária.

O Deral informa que a consolidação detalhada dos números será concluída nos próximos meses e que “a divulgação do valor preliminar está prevista para o final do primeiro semestre de 2026”. O cálculo envolve mais de 300 itens, muitos ainda em fase de comercialização, o que impede a definição completa dos preços médios. Ainda assim, o boletim aponta tendência de estabilidade ou ajustes pontuais.

Com base nos dados já disponíveis de culturas e cadeias produtivas que representam cerca de 70% do VBP estadual, o Deral avalia que é possível antecipar um cenário de crescimento. O documento destaca que, após a quebra registrada na safra 2023/24 devido às condições climáticas, “na safra 2024/25 o cenário se inverteu”. As culturas monitoradas devem gerar recuperação estimada em R$ 10 bilhões, somando mais de R$ 81 bilhões.

Entre os principais destaques estão soja e milho 2ª safra, com aumentos produtivos de 14% e 35%, respectivamente, e preços considerados estáveis no período. Mesmo com retração de parte das cotações nos demais grãos e nas olerícolas, o avanço da produção deve elevar o VBP dessas cadeias.

No setor pecuário, o boletim descreve que o comportamento também favorece o crescimento do VBP. Frango, bovinos, suínos, leite e ovos devem somar aproximadamente R$ 66 bilhões, o que representa incremento superior a 10% em relação a 2024. Embora haja retração inicial nos abates de bovinos, as demais espécies tendem a apresentar aumento. O Deral ressalta que “as cotações médias dos bovinos devem subir ao menos 20%”, e que o preço médio anual do leite deve encerrar 2025 acima do registrado no ano anterior.

O setor florestal, responsável historicamente por 4% a 5% do VBP estadual, ainda terá seus resultados finalizados. Os sortimentos de serraria e laminação seguem expostos às medidas tarifárias dos Estados Unidos, o que mantém o impacto final indefinido. Mesmo assim, o boletim indica que as cotações médias desses produtos estão “ligeiramente superiores às observadas em 2024”. O setor de frutas também registra aumento dos preços médios, reforçando a projeção de avanço do VBP agropecuário paranaense.





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Milho-verde ganha ritmo, mas enfrenta queda de qualidade



Calor impulsiona milho-verde, mas seca reduz qualidade



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11), a produção de milho-verde se intensificou na região administrativa de Lajeado, especialmente em Bom Princípio. Segundo o documento, “os dias mais quentes do período favoreceram o desenvolvimento da maior parte das lavouras”.

A falta de chuva, porém, tem afetado a qualidade de parte da produção. O informativo destaca que “a ausência de precipitação, associada ao calor, reduziu o enchimento de grãos em algumas espigas”.

A Emater informa ainda que os valores de comercialização estão mais baixos neste período. A bandeja com três espigas é vendida entre R$ 2,50 e R$ 3,00 no mercado local.





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Conab libera ranking das propostas aprovadas



PAA terá 6,3 mil t de alimentos adquiridos pela Conab



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (11) a lista final de classificação das propostas apresentadas para a venda de alimentos no âmbito do Comunicado Compra Institucional nº 08/2025. Segundo a estatal, o ranking reúne “as proposições apresentadas após as análises dos técnicos”, e as organizações fornecedoras poderão consultar sua posição pelo nome da associação ou cooperativa, conforme os critérios definidos na chamada pública.

A aquisição será realizada por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Institucional. De acordo com a Conab, os recursos utilizados para a compra serão repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

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A estatal prevê adquirir aproximadamente 6,3 mil toneladas de alimentos diversos. O volume será direcionado “principalmente às Cozinhas Solidárias dos estados e das capitais da região Sul e Sudeste”, além de outras unidades recebedoras do PAA em todo o país. O objetivo, segundo a Companhia, é apoiar iniciativas de segurança alimentar e nutricional. Clique aqui e acesse a lista de classificação das propostas apresentadas.

 





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Temperaturas elevadas elevam risco de doenças no pimentão



Mercado do pimentão varia entre R$ 30 e R$ 140 no RS



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11) aponta que a produção de pimentão segue em ritmo regular na região administrativa de Lajeado. Em São Sebastião do Caí, a Emater informa que “as áreas de pimentão apresentam adequado desenvolvimento”. Nos cultivos protegidos, as temperaturas mais altas têm provocado casos de podridão-mole e incidência localizada de mosca-branca e ácaros, o que mantém a necessidade de monitoramento e manejo integrado.

Segundo o boletim, a oferta regional tende a aumentar neste período devido à maior entrada de pimentão proveniente da Serra e à ampliação das áreas plantadas. A expectativa é de que esse movimento pressione os valores de mercado. A caixa de 10 quilos do pimentão colorido, amarelo ou vermelho, é comercializada entre R$ 60,00 e R$ 140,00. O pimentão verde varia de R$ 40,00 a R$ 50,00, enquanto o produto de menor calibre é vendido entre R$ 30,00 e R$ 40,00.

Em Bom Princípio, a cultura está em plena colheita. De acordo com o informativo, os produtores registram “apropriado desenvolvimento dos frutos e baixa incidência de pragas e doenças”. Na localidade, a caixa de 10 quilos é comercializada entre R$ 40,00 e R$ 45,00.





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Proteção biológica garante ciclo mais saudável



Entre as alternativas disponíveis, produtores têm recorrido a soluções biológicas


Entre as alternativas disponíveis, produtores têm recorrido a soluções biológicas
Entre as alternativas disponíveis, produtores têm recorrido a soluções biológicas – Foto: USDA

A proteção biológica ao longo de todo o ciclo tornou-se peça central para manter a sanidade das lavouras, especialmente no início do desenvolvimento das plantas. Fungos responsáveis por manchas foliares permanecem nos restos culturais e encontram em períodos de alta umidade condições ideais para novas infecções, o que torna arriscado esperar pelos primeiros sintomas para iniciar o manejo.

Entre as alternativas disponíveis, produtores têm recorrido a soluções biológicas preventivas que fortalecem as plantas e reduzem o inóculo presente no campo. O uso desse tipo de tecnologia já acompanha a expansão do mercado de bioinsumos, que na safra 2024/25 somou cerca de 156 milhões de hectares tratados, avanço de aproximadamente 15% sobre a temporada anterior, segundo levantamento da CropLife Brasil com a consultoria Blink. Em faturamento, os biocontroles atingiram cerca de R$ 5 bilhões na safra 2023/24, refletindo maior confiança do campo nesse modelo de proteção.

Dentro desse movimento, a Biosphera oferece o Powerbac Inductor, formulado com Bacillus velezensis, utilizado no manejo de doenças como antracnose, ferrugem do cafeeiro, manchas foliares, alternaria, mofo-branco e cancro cítrico. O produto atua ao ativar mecanismos de resistência das plantas, produzir substâncias antifúngicas e antibacterianas e inibir a germinação de esporos, além de contribuir para uma fisiologia mais equilibrada. 

“A estratégia não pode depender de sinais visíveis de doença, o manejo biológico deve começar já no vegetativo. Aplicações de biofungicidas preventivas além de fortalecerem as plantas, reduzem o potencial de inóculo no campo”, afirma Renan Berger, engenheiro agrônomo e responsável pelo desenvolvimento de mercado da Biosphera. “Começar cedo é a chave. Proteção preventiva, bioinsumos bem posicionados e um manejo integrado robusto fazem toda a diferença ao longo do ciclo”, reforça Berger.

 





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Regra protege produtor durante análise de seguro



É comum que instituições financeiras incluam produtores em cadastros restritivos


É comum que instituições financeiras incluam produtores em cadastros restritivos
É comum que instituições financeiras incluam produtores em cadastros restritivos – Foto: Pixabay

O PROAGRO é um mecanismo de proteção ao produtor rural diante de perdas causadas por eventos climáticos e prevê regras claras para análise e pagamento de indenizações. Segundo texto de Fábio Lamonica Pereira, a legislação e as normas do Banco Central asseguram que, enquanto houver recurso pendente na Comissão Especial de Recursos, o agente financeiro não pode exigir o pagamento da operação. Quando há negativa total ou parcial da cobertura, o beneficiário pode recorrer e aguardar a decisão sem sofrer cobrança do saldo devedor.

Mesmo assim, é comum que instituições financeiras incluam produtores em cadastros restritivos ou promovam cobranças judiciais antes do fim da análise, prática considerada ilegal pelo judiciário. Em caso recente no Paraná, a Justiça extinguiu a execução de uma cédula rural porque o recurso à CER ainda não havia sido julgado, entendimento que também gerou responsabilização por danos morais e materiais. O mesmo princípio vale para seguros rurais privados vinculados ao crédito. Para o produtor, conhecer essas garantias é essencial para evitar cobranças indevidas durante o período de avaliação da cobertura.

“Assim, o judiciário continua a entender que, na pendência de decisão definitiva de pedido de cobertura de PROAGRO (ou de seguro privado), a instituição financeira não pode cobrar (nem administrativamente nem judicialmente) o débito, sob pena de extinção do procedimento de cobrança e de condenação à indenização, tanto por danos materiais quanto morais. Conhecer e exercer esses direitos é fundamental para a proteção do produtor rural, que deve buscar amparo legal diante de cobrança indevida”, conclui.

 





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