terça-feira, março 17, 2026

News

News

A nova pecuária brasileira: mais carne, menos emissões


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

Durante muito tempo, a pecuária brasileira foi alvo de críticas internacionais, quase sempre associadas a desmatamento e altas emissões de carbono. Mas esse retrato começa a ficar para trás. Dados técnicos recentes mostram que o setor passa por uma transformação  profunda.

O Brasil já é o maior exportador de carne bovina do mundo e, ao mesmo tempo, avança rapidamente para produzir mais carne com menor impacto ambiental. Essa combinação não é discurso: é resultado de tecnologia, manejo eficiente e mudança estrutural no campo.

O que dizem os números

Um estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), traz projeções claras e difíceis de ignorar:

  • As emissões por quilo de carne produzida no Brasil podem cair pelo menos 79,9% até 2050.
  • Em um cenário mais avançado, com maior adoção de tecnologia e políticas ambientais, a redução pode chegar a mais de 90%.
  • Mesmo com crescimento da produção, as emissões totais líquidas da pecuária também caem, podendo recuar entre 60% e 85% nas próximas décadas.

Em resumo, o Brasil pode produzir mais carne e poluir menos ao mesmo tempo.

Por que isso é possível?

Essa redução não depende de milagres, mas de práticas que já estão sendo adotadas no campo:

  • Recuperação de pastagens degradadas, que aumenta produtividade sem abrir novas áreas.
  • Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que melhora o uso do solo e captura carbono.
  • Melhoramento genético e nutrição animal, reduzindo o tempo de engorda e a emissão de metano.
  • Tecnologia e manejo mais eficientes, com menos desperdício e maior produtividade por hectare.

Ou seja, o ganho ambiental vem junto com ganho econômico para o produtor.

Demanda crescente por proteína

Esse avanço ocorre em um momento estratégico. A Ásia vive um aumento estrutural de renda, especialmente na China e no Sudeste Asiático. Com mais renda, cresce o consumo de proteína animal, carne bovina, suína e de frango.

O Brasil, por escala, qualidade sanitária e eficiência produtiva, está no centro dessa demanda. Mas há uma condição clara: a sustentabilidade deixou de ser opcional.

Os dados mostram que o país não apenas atende essa exigência, como pode se tornar referência global de produção responsável.

Sustentabilidade como escudo contra críticas

O debate ambiental muitas vezes ignora dados técnicos e generaliza problemas. O estudo da FGV ajuda a mudar essa narrativa ao mostrar que:

  • A pecuária brasileira não é estática.
  • O setor evolui rapidamente.
  • Há base técnica para comprovar redução de emissões.

Isso fortalece a posição do Brasil em negociações comerciais, acordos internacionais e na defesa do agro contra campanhas ideológicas e desinformação.

O Brasil já alimenta o mundo. Agora, caminha para fazer isso de forma cada vez mais eficiente, sustentável e responsável.

A pecuária brasileira mostra que é possível unir:

  • Produção em escala,
  • Preservação ambiental,
  • Geração de renda,
  • Segurança alimentar global.

Com dados, tecnologia e gestão, o país consolida seu espaço como potência global em alimentos, não apesar da sustentabilidade, mas por causa dela.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post A nova pecuária brasileira: mais carne, menos emissões apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Doenças iniciais da soja colocam em risco o potencial produtivo de toda a safra


As doenças iniciais da soja estão entre os principais desafios para o bom estabelecimento da lavoura. Elas atacam a cultura ainda na germinação, emergência e primeiros estágios de desenvolvimento, fases em que qualquer perda pode se transformar em prejuízo irreversível. Neste momento, outro fator crítico é a alternância climática registrada em diversas regiões produtoras, com chuvas curtas seguidas por períodos de alta temperatura e baixa umidade, o que tem ampliado o risco de infecção por patógenos de solo.

Segundo Diego Braga, Consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, os impactos vão muito além da aparência inicial da lavoura. “Quando as doenças aparecem no início da soja, o prejuízo é silencioso, porém definitivo. Plantas com baixa sanidade e vigor produzem menos ramos, menos nós produtivos e menor biomassa, o que reduz diretamente a capacidade de gerar vagens e grãos. Além disso, o sistema radicular fica limitado, a absorção de água e nutrientes reduz e a cultura passa a ser mais sensível aos estresses ao longo do ciclo. Na prática, esses fatores se traduzem em redução de produtividade. E o impacto não é apenas agronômico, é econômico. O produtor enfrenta replantio, aplicações extras de fungicidas e atraso de ciclo, o que compromete a rentabilidade da safra como um todo”, afirma.

Principais doenças iniciais

Entre as doenças mais prejudiciais está o tombamento (damping-off), causado pelo complexo de fungos de solo Rhizoctonia solani, Fusarium spp. e Pythium spp., que compromete tanto a germinação quanto a emergência. As sementes apodrecem antes da emergência ou as plântulas emergem, mas sofrem tombamento devido à necrose do colo, gerando falhas de estande que ficam evidentes apenas quando a lavoura já está instalada. Outro grupo relevante é o das podridões radiculares, que gera desenvolvimento lento e desuniforme.

A Phytophthora sojae também preocupa, especialmente em áreas mal drenadas ou com chuva localizada durante o plantio. Ela provoca a morte de plantas jovens, ocasionando grandes falhas no estande e, muitas vezes, necessidade de replantio. Já a antracnose pode atacar nos primeiros estádios vegetativos, resultando em desuniformidade e atraso no crescimento.





Source link

News

Plano Clima foi elaborado em alinhamento com o agro, diz Fávaro


Ministro Fávaro
Foto: divulgação/ Agência Gov

O objetivo do Plano Clima é orientar, promover, implementar e monitorar ações coordenadas voltadas à transição para uma economia com emissões líquidas zero de gases de efeito estufa (GEE) até 2050.

Além disso, o plano busca a adaptação de sistemas humanos e naturais às mudanças do clima, por meio de estratégias de curto, médio e longo prazo, com base no desenvolvimento sustentável e na justiça climática, a partir de planos setoriais de mitigação e adaptação.

O ministro Carlos Fávaro reforçou que todo o processo da elaboração do Plano Clima para o setor agropecuário foi construído com responsabilidade, transparência e participação do setor produtivo e da sociedade. Ele lembrou que, ao longo das negociações, manteve a verdade e a transparência como pilares.

Histórico

A construção do Plano Clima foi iniciada em 2023, no âmbito do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) e do Subcomitê-Executivo (Subex). Desde então, o Governo Federal estruturou um processo contínuo de diálogo técnico e político com entidades setoriais, especialistas, parlamentares e demais áreas do governo.

Em agosto, o Mapa sediou reunião com a presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Tania Zanella e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Na ocasião, ficou definido que o ex-ministro Roberto Rodrigues seria o ponto focal do setor para as negociações do Plano Clima. Fávaro destacou que essa decisão trouxe organização e agilidade às discussões.

“Quando cada entidade fala por si, ninguém chega a lugar nenhum. Era preciso ter liderança técnica, e o setor escolheu o Roberto Rodrigues para isso”, destacou.

COP30

O ministro também recordou a participação na COP30, em Belém, no Pará, onde reafirmou o compromisso do Brasil com práticas agrícolas sustentáveis. “Fizemos a melhor participação da agropecuária em todas as COPs. Levamos ciência, dados e compromisso real com a sustentabilidade”, afirmou.

Ao tratar das características específicas da agricultura no Plano Clima, Fávaro destacou que o setor é o único capaz de sequestrar carbono em larga escala. “Todos os setores precisam mitigar emissões; a agropecuária, além de mitigar, pode sequestrar carbono pela fotossíntese e pela recuperação de áreas degradadas”, destacou o ministro Carlos Fávaro.

Consulta pública

Entre agosto e dezembro, o Governo Federal realizou consulta pública sobre as Estratégias Transversais e os Planos Setoriais do Plano Clima, ampliando a participação social e a transparência do processo.

O Plano Setorial de Agricultura e Pecuária recebeu 443 contribuições, que foram analisadas pelas equipes técnicas com base em critérios científicos e em diálogo com os setores envolvidos.

A partir dessas contribuições, os Planos Setoriais foram reorganizados em três Planos Setoriais de Mitigação (PSM). O PSM de Agricultura e Pecuária concentra ações para modernizar as práticas agropecuárias, ampliar o uso de tecnologias sustentáveis do Plano ABC+ e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

O PSM de Mudanças do Uso da Terra em Áreas Rurais Privadas foca na redução do desmatamento, na recuperação da vegetação nativa e na promoção de sistemas produtivos sustentáveis. Já o PSM de Mudanças do Uso da Terra em Áreas Públicas e Territórios Coletivos trata das emissões e remoções de carbono em unidades de conservação, terras indígenas, quilombolas e outras áreas públicas.

Próximos passos

Na última quarta-feira (10), a sétima reunião do Subex/CIM consolidou o alinhamento final dos textos, incorporando as demandas do setor agropecuário após rodadas de negociação entre governo e iniciativa privada.

Segundo o ministro Carlos Fávaro, o diálogo ocorreu de forma responsável e resultou em consenso. Com o alinhamento concluído, o documento será apresentado aos ministros na próxima reunião do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima.

O post Plano Clima foi elaborado em alinhamento com o agro, diz Fávaro apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Setor de floricultura prevê crescimento de até 8% em 2025


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O mercado de floricultura no Brasil deve encerrar 2025 com alta entre 6% e 8% em relação a 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor). Para 2026, a estimativa é de novo crescimento de 6%.

“Com a combinação de oferta diversificada, tradição festiva e um público cada vez mais conectado ao bem-estar proporcionado pelas plantas, o mercado floricultor brasileiro se posiciona para encerrar o ano em alta e iniciar 2026 com perspectivas extremamente positivas”, afirma Renato Opitz, diretor do Ibraflor.

Segundo ele, as vendas seguem em ritmo constante e refletem um aumento do consumo de flores e plantas ornamentais.

Festas de fim de ano ampliam vendas

Ainda de acordo com o Instituto, o Natal e o Réveillon representam 9% do volume anual de vendas do setor. Para 2025, a expectativa é de elevação de cerca de 9% nas vendas destinadas às festas de fim de ano, em comparação ao mesmo período de 2024.

O aumento é impulsionado pela procura de produtos para decoração e pela prática de presentear com flores.

Itens mais procurados

O segmento de flores de corte deve registrar maior demanda, com destaque para rosas, astromélias e lírios, utilizados em arranjos e composições temáticas.

Entre as plantas relacionadas ao período natalino, a expectativa é de maior busca por poinsettias (bico-de-papagaio), cyclamens, antúrios e kalanchoes, especialmente nas cores tradicionais das celebrações.

No grupo de plantas verdes, tuias holandesa e stricta figuram entre as mais comercializadas, por serem adotadas como alternativa às árvores de Natal. As suculentas seguem com boa aceitação, como as sanseviérias trançadas em formato de cone, usadas em composições decorativas com iluminação.

O post Setor de floricultura prevê crescimento de até 8% em 2025 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Lula diz que ligará novamente para Trump se negociações sobre tarifas não…


Logotipo Reuters

 

Por Katy Daigle e Lisandra Paraguassu

BELÉM (Reuters) -O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que ligará novamente para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se as negociações entre os dois países não avançarem até o final da COP30, a conferência climática das Nações Unidas que o Brasil está sediando este mês.

Lula e Trump se reuniram na Malásia em outubro com o objetivo de superar as tensões entre Brasil e Estados Unidos depois que Trump aumentou as tarifas sobre as importações norte-americanas da maioria dos produtos brasileiros de 10% para 50% em agosto.

“Eu saí da reunião com o presidente Trump certo de que a gente vai estabelecer um acordo”, disse Lula a repórteres em Belém. “Disse a ele que era muito importante que nossos negociadores começassem a negociar logo.”

Lula disse que o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estão prontos para uma nova rodada de negociações e podem viajar aos EUA, se necessário.

“Quando terminar a COP, se não tiver marcada a reunião entre os meus negociadores e os dele, eu vou ligar para Trump outra vez”, acrescentou.

(Reportagem de Katy Daigle e Lisandra Paraguassu)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS ES PF

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio





Source link

News

Planta rara recém-descoberta enfrenta alto risco de extinção


bromélia
Foto: Bruno Rezende/JBRJ

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro descobriu uma espécie de bromélia rara em sua área, que recebeu o nome de Wittmackia aurantiolilacina em função das cores laranja e lilás de suas inflorescências.

A espécie foi descrita pelo pesquisador, Bruno Rezende, em artigo publicado no dia 19 de novembro deste ano, no periódico Phytotaxa, considerado a maior revista científica do mundo na área de taxonomia botânica.

A espécie é endêmica da Mata Atlântica e foi coletada no Parque Nacional do Alto Cariri, na Bahia, próximo à divisa com Minas Gerais.

A coleta foi feita em agosto de 2023 por uma equipe do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, durante expedição do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Árvores Ameaçadas de Extinção do Sul da Bahia (PAN Hileia Baiana), no âmbito do Projeto GEF Pró-Espécies: todos contra a extinção.

“Foi coletada em agosto de 2023, mas estava sem flor. É o que a gente chama de estéril. Era uma bromélia que não levantava nenhuma suspeita sobre ser algo tão diferenciado”, explicou Rezende.

Floração

A floração da bromélia ocorreu em julho de 2024, no Jardim Botânico, e levou o pesquisador a suspeitar que se tratava de uma espécie nova. “Porque a inflorescência tem uma combinação de cores muito inusitada, laranja com lilás, que não é algo que eu tenha visto em bromélias em 30 anos”, disse Rezende.

Ele contactou um especialista no gênero, com o qual desenvolveu um estudo mais detalhado sobre a planta e juntos publicaram artigo na revista internacional.

Embora a inflorescência nas cores laranja e lilás tenha chamado a atenção dos pesquisadores, Bruno Rezende disse que o que define a espécie nova é um conjunto de características que tem a ver com o formato de sépalas e pétalas, o tamanho que atinge entre essas estruturas e também a coloração, que deu nome à planta.

bromélia
Foto: Bruno Rezende/JBRJ

No Jardim Botânico do Rio só tem um vaso da nova bromélia. Segundo Rezende, dependendo do aporte nutricional, vão se formar dois ou três brotos vegetativos por ano. São brotações laterais.

O pesquisador destacou, porém, que se for feita a polinização das flores, podem ser obtidas sementes. E cada sistema de cada semente é um indivíduo já geneticamente distinto, por ser originário de reprodução sexuada.

Na coleção científica do bromeliário, as bromélias são multiplicadas apenas de forma clonal. “Não temos muito interesse em ter vários vasos da cada exemplar. Porque o nosso espaço é muito limitado”.

Predadores

O pesquisador afirma que ainda que não seria muito indicado plantar esse tipo de bromélia nas árvores, porque ela é da Mata Atlântica do sul da Bahia e poderia se espalhar pela Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro.

Além disso, no arboreto do Jardim Botânico tem muito macaco-prego. “Eles, infelizmente, desenvolveram um gosto macabro por bromélias. Eles comem aquele palmito lá do interior das folhas e matam a bromélia. É o que eles gostam. No bromeliário, a gente ainda consegue ter mais controle, porque tem um gradil, tem seguranças e jardineiros.”

Recentemente, Bruno recebeu várias bromélias da Chapada Diamantina e outras da Serra do Ouro de Goiás. Para ele, o esforço de coleta na natureza é muito importante para conhecer a flora nativa.

A nova espécie de bromélia descoberta já foi classificada como “criticamente ameaçada de extinção” porque, apesar de ser um parque nacional, é uma área muito grande e sujeita a muitos impactos.

“É difícil fiscalizar uma área tão extensa. Tem muito fogo, muito desmatamento, tem muita lavoura de cacau e de café, além das mudanças climáticas que, nas próximas décadas, provavelmente vão alterar muito significativamente toda a Mata Atlântica.”

O post Planta rara recém-descoberta enfrenta alto risco de extinção apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Disponibilidade cai para níveis pré-gripe aviária; preços sobem



Preços dos produtos avícolas vêm subindo nos últimos meses


Foto: Divulgação

Dados divulgados nesta semana pelo IBGE e analisados pelo Cepea confirmam a redução na disponibilidade interna de carne de frango entre agosto e setembro, para níveis pré-gripe aviária. Segundo o Centro de Pesquisas, a retomada gradativa dos embarques brasileiros da proteína contribuiu para enxugar a oferta doméstica.

Como resultado, levantamentos do Cepea mostram que os preços dos produtos avícolas vêm subindo nos últimos meses. Entre agosto e setembro, a disponibilidade interna foi de 111 milhões de quilos de carne de frango, bem próxima ao volume registrado antes da confirmação do caso de gripe aviária, de 110 milhões de kg entre janeiro e abril/25 – números do IBGE. No ponto mais alto das restrições às exportações nacionais, em maio, a disponibilidade interna superou as 123 milhões de quilos. Os dados se referem ao estado de São Paulo. 





Source link

News

Levantamento mostra rodovias com diesel, etanol e gasolina mais em conta


estrada: rodovias no Paraná
Foto: AEN/Paraná

O mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostra os valores praticados nas bombas de combustíveis em quatro importantes rodovias brasileiras: Régis Bittencourt, Presidente Dutra, BR-101 e Fernão Dias.

De acordo com o documento, a Rodovia Fernão Dias fechou o mês de novembro como a mais vantajosa para veículos a diesel, registrando os menores preços do país para ambos os tipos: R$ 5,87 para o comum, após alta de 0,84% em relação a outubro, e R$ 6,03 para o S-10 (estável).

Já para os veículos leves, a Presidente Dutra foi a melhor opção para abastecer com gasolina, com preço médio de R$ 6,11 (-0,33%). O etanol mais em conta, com média de R$ 4,47, foi comercializado na Régis Bittencourt (-1,34%).

Rodovia mais cara

preços de combustíveis nas rodovias

O IPTL mostrou, também, que a BR-101 seguiu, em novembro, apresentando os maiores preços médios para todos os combustíveis. Na rodovia, o diesel comum foi encontrado em média por R$ 6,17 e o S-10 por R$ 6,25, ambos estáveis em relação a outubro. A gasolina caiu 0,47%, sendo comercializada a R$ 6,39, e o etanol foi vendido a R$ 4,84, com um recuo de 1,22%.

“O comportamento dos preços nas rodovias em novembro evidencia como cada uma responde de maneira própria à sua dinâmica de abastecimento. Enquanto algumas vias mostram maior capacidade de repasse e ajuste rápido, caso de rotas com concentração de postos e alta circulação de cargas, outras mantêm valores mais pressionados por fatores estruturais, como logística mais complexa e menor competição”, analisa o diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.

Segundo ele, tal contraste explica por que, no mesmo período, observa-se reduções relevantes em determinados combustíveis e estabilidade ou valores mais altos em outros trechos.

O IPTL considera os preços de combustíveis com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, trazendo uma média precisa por conta da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo.

O post Levantamento mostra rodovias com diesel, etanol e gasolina mais em conta apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Tubarão-limão é flagrado predando peixe de água doce invasor em Fernando de Noronha


Tubarão-limão
Foto: David Luiz/reprodução redes sociais

Pesquisadores da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) registraram, pela primeira vez, tubarões-limão (Negaprion brevirostris) predando uma espécie invasora, o peixe-jaguar (Parachromis managuensis).

O registro foi realizado em março de 2024, na baía do Sueste, um conhecido ponto de alimentação de tubarões no arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco. O estudo foi publicado recentemente na revista Environmental Biology of Fishes.

O evento era tido como improvável porque a baía do Sueste é uma entrada do mar na terra, portanto, com água salgada, enquanto o peixe-jaguar é de água doce. No entanto, a baía recebe aportes de água doce de um manguezal próximo após chuvas fortes.

Introduzido em Fernando de Noronha, provavelmente para produção de proteína animal, o peixe-jaguar suporta um certo grau de salinidade, mas se torna estressado a partir de determinado patamar. Os pesquisadores observaram um nado errático do peixe, que facilitou a captura pelos tubarões.

tubarão-limão
Desorientados pela salinidade da água, peixes-jaguar tentam fugir de tubarão-limão em Fernando de Noronha (foto: Mariano Correa/divulgação Agência Fapesp)

Além da dificuldade em nadar, estudos de outros grupos já haviam demonstrado que salinidades superiores a 25 psu (unidade prática de salinidade) provocam aumento da frequência cardíaca nos peixes-jaguar. Na baía do Sueste, a salinidade pode chegar a 32 psu.

“Esta é uma área de reprodução, berçário e alimentação dos tubarões-limão. Na noite anterior da nossa observação, houve chuvas fortes, fazendo com que o reservatório do Xaréu, em que os peixes vivem, transbordasse para o manguezal, que por sua vez também transbordou e gerou uma ligação com a baía”, conta a pesquisadora e primeira autora do estudo, Bianca Rangel.

Com águas rasas, quentes e turvas, a baía do Sueste é também um local de alimentação de tubarões-tigre (Galeocerdo cuvier), a ponto de o banho e o mergulho terem sido proibidos em 2022 após acidentes com turistas.

Como foram realizadas as observações

As observações foram realizadas por meio de drones, durante monitoramento dos tubarões realizado pelos pesquisadores. Nele, os animais são capturados, medidos, pesados e marcados com um microchip, além de terem sangue coletado, antes de serem devolvidos para o ambiente.

Os filhotes de tubarão-limão ficam até um ano na baía depois que nascem, em profundidades de 1 a 6 metros, antes de migrarem para o mar aberto. Assim se protegem de adultos da própria espécie, que podem canibalizá-los. Tanto os filhotes quanto prováveis adultos foram observados comendo os peixes-jaguar.

Contenção da espécie invasora

Para os pesquisadores, os tubarões sozinhos não devem dar conta de eliminar a espécie invasora, mas podem contribuir para reduzir a população ao predar os indivíduos que chegam à baía do Sueste.

Embora não haja estudos sobre o impacto do peixe-jaguar para a biodiversidade do arquipélago, acredita-se que ele possa prejudicar as espécies locais, seja por competição ou predação, como ocorre em outros sistemas aquáticos na presença de invasores.

peixe-jaguar
Originário da América Central, peixe-jaguar foi introduzido no Brasil, inclusive em Fernando de Noronha, provavelmente por conta de sua carne (foto: Bianca Rangel/IB-USP)

Oportunismo

Os autores acreditam que o comportamento dos tubarões seja oportunista, pela razão óbvia de que espécies de água doce não fazem parte de sua dieta. Porém, não se sabe se os peixes-jaguar sempre entram na baía do Sueste depois de fortes chuvas ou se foi a primeira vez em que isso aconteceu.

“Neste ano houve novamente o transbordamento, mas ninguém observou essa interação. Não sabemos se o peixe-jaguar estava em menor quantidade ou simplesmente acabou”, relata Rangel.

O monitoramento contínuo poderá constatar se a interação segue existindo e qual pode ser o papel dos tubarões para controlar o invasor. “Caso a entrada do peixe de água doce na baía se torne corriqueira, é possível que os tubarões aprendam que depois das chuvas vai haver comida disponível”, completa.

O post Tubarão-limão é flagrado predando peixe de água doce invasor em Fernando de Noronha apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Frente fria mantém chuva intensa e acumulados de até 100 mm nos próximos dias


chuva frente fria
Foto: Pixabay

Após uma semana marcada por tempestades e pela passagem de um ciclone extratropical, o estado de São Paulo deve continuar enfrentando tempo instável nos próximos dias por causa da passagem lenta de uma fria.

Segundo a Defesa Civil, o sistema deve provocar chuva persistente, raios, rajadas de vento e até granizo em todo o território paulista entre este sábado (13) e a próxima terça-feira (16).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja para grande parte do território paulista, indicando a possibilidade de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou de 50 a 100 mm por dia, além de ventos intensos entre 60 e 100 quilômetros por hora (km/h) e queda de granizo entre esta quinta-feira (13) e sexta-feira (14).

O alerta laranja é o segundo de maior gravidade na escala utilizada pelo Inmet, abaixo somente do alerta vermelho, e significa situação de perigo.

Chuva persistente

A previsão é que, a partir desta tarde, possam ocorrer fortes pancadas de chuva nos municípios das regiões de Marília, Presidente Prudente, Itapeva, Bauru, Registro, Vale do Paraíba, Baixada Santista e região metropolitana de São Paulo.

Para amanhã (14), a previsão é que a frente fria permaneça na costa paulista, mantendo o tempo fechado e chuva frequente ao longo do dia.

A partir de segunda-feira (15), o sistema começa a avançar em direção ao Rio de Janeiro, mas manterá chuva persistente em várias regiões do estado de São Paulo.

Regiões que serão mais afetadas

De acordo com a Defesa Civil, as regiões do estado que mais devem sofrer com essas condições são as de Presidente Prudente, Marília, Bauru, Araraquara, Campinas, Sorocaba, Itapeva e Registro.

Neste sábado, informou o órgão, as regiões sul, central e leste devem registrar maior instabilidade, sendo esperado maior acumulado de chuva. Segundo a Defesa Civil, isso aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e outros transtornos, principalmente em áreas mais vulneráveis.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

O post Frente fria mantém chuva intensa e acumulados de até 100 mm nos próximos dias apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link