segunda-feira, março 16, 2026

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Pouca movimentação, prêmios estáveis e mercado travado; confira as cotações de soja do dia


vagens de soja no campo
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar baixa movimentação nesta terça-feira (16). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada por poucas ofertas e cotações majoritariamente nominais. O produtor segue retraído, com pouco interesse em vendas, diante de um cenário de demanda limitada tanto no mercado interno quanto na exportação.

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De acordo com Silveira, os prêmios permaneceram estáveis, a bolsa recuou e o dólar apresentou alta, combinação que resultou em um dia sem grandes oscilações efetivas. As cotações, segundo ele, acabaram funcionando mais como referência do que como estímulo a novos negócios.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,50
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,50
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 124,00 para R$ 123,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 125,50 para R$ 125,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 129,00 para R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 141,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 141,50

Chicago amplia perdas com pressão do petróleo

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira (16) na Bolsa de Mercadorias de Chicago, atingindo novamente os menores níveis em sete semanas. O mercado segue pressionado pelo ritmo moderado das compras chinesas e pela expectativa de uma ampla safra brasileira.

A essas variáveis se somou o fraco desempenho do petróleo, que reforçou o viés baixista. Os contratos da commodity energética caminham para o pior desempenho desde fevereiro de 2021, influenciados pelo andamento das negociações para encerrar a guerra entre Ucrânia e Rússia, fator que pesa sobre o sentimento dos investidores.

Analistas destacam que a perspectiva de excesso de oferta ao longo de 2026 mantém o mercado sob pressão. O Brent deve encerrar o ano em nova mínima acumulada, sem expectativa de queda abaixo de US$ 55 por barril antes do fim do período.

Perto do fechamento, o petróleo WTI para janeiro recuava 2,51%, cotado a US$ 55,39 o barril, enquanto o Brent para fevereiro caía 2,52%, a US$ 59,03 o barril.

Outros fatores no radar do mercado

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos informou que deve concluir os mandatos de mistura de biocombustíveis para 2026 e 2027 apenas no primeiro trimestre do próximo ano. O atraso aumenta a incerteza regulatória e leva empresas do setor a adiarem decisões de investimento.

Na Argentina, a Federação dos Trabalhadores do Complexo Oleaginoso anunciou adesão à mobilização nacional contra a reforma trabalhista do governo. Já a Câmara da Indústria destacou que há acordo trabalhista vigente até meados de 2026.

Na China, a estatal Sinograin vendeu cerca de 323 mil toneladas de soja importada em leilão realizado nesta terça-feira, o equivalente a 62,9% do volume ofertado. Uma nova operação, envolvendo 550 mil toneladas, está prevista para o dia 19 de dezembro.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,82%, cotado a R$ 5,4638 para venda e R$ 5,4618 para compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,4148 e R$ 5,4738, movimento que também influenciou a formação de preços no mercado doméstico de soja.

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Após danos em culturas sensíveis, ofício destaca cuidados no uso de herbicidas hormonais


aplicação de defensivo na lavoura
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Três meses após decisão judicial determinar a proibição do uso do herbicida hormonal 2,4-D no Rio Grande do Sul até o final de 2025, entidades representativas do setor divulgaram ofício com recomendações técnicas para prevenir a deriva desse tipo de produto.

A ação que levou à suspensão da tecnologia se arrastava há cinco anos na justiça e foi movida por um grupo de produtores de frutas que alega prejuízos com o impacto do defensivo que, conforme estudos, se dispersa em um raio de até 30 km do local onde foi aplicado.

Os maiores impactos relatados pelos agricultores são sentidos em vinhedos, com danos na brotação e abortamento de flores que, consequentemente, geram cachos ralos e colheitas menores.

A presidente da Associação Vinhos Finos da Campanha, Rosa Wagner, ressalta que, nos últimos anos, os produtores de uva têm sentido um declínio constante na produção. “Ninguém mais está investindo porque não sabe se vai ter produção. […] há morte dos parreirais porque há um acúmulo de herbicida na planta. […] o direito de produzir livremente é difuso, então temos o direito de produzir sem sermos atingidos por outras culturas”, diz. O 2,4-D é utilizado para o controle de plantas daninhas de folhas largas na soja, milho e arroz, principalmente.

Agora, Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), em conjunto com a Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (Aenda), a Croplife Brasil, a Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) lança o comunicado de prevenção de uso diante do aumento de relatos de danos em culturas sensíveis associados ao uso inadequado de herbicidas hormonais.

Segundo as entidades, a intensificação das ocorrências acende um sinal de alerta para o setor. Caso o problema se mantenha, há risco de restrições mais severas ao uso desses produtos, comprometendo as estratégias disponíveis para o manejo de plantas daninhas de folhas largas.

“O uso responsável de herbicidas hormonais depende do cumprimento rigoroso de orientações técnicas. A prevenção da deriva é um compromisso coletivo e essencial para proteger culturas sensíveis e garantir a continuidade das ferramentas de manejo disponíveis aos agricultores”, destaca o gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato, Fábio Kagi.

Como aplicar herbicidas hormonais

O Sindiveg reforça que a aplicação de herbicidas hormonais deve ocorrer exclusivamente com pontas de indução de ar capazes de gerar gotas grossas ou extremamente grossas, conforme previsto em rótulos, bulas e receituário agronômico.

“A seleção correta do modelo de ponta e da pressão de trabalho é determinante para alcançar o espectro de gotas recomendado, sendo que qualquer alteração nesses parâmetros, incluindo velocidade de deslocamento ou altura da barra, pode modificar o padrão gerado e aumentar o risco de deriva, exigindo nova conferência e calibração do sistema”, diz o Sindicato, em nota.

De acordo com ofício das entidades, também devem ser reforçadas orientações sobre o volume de calda, privilegiando valores próximos ao limite máximo indicado em bula, de forma a favorecer a formação de gotas maiores e assegurar cobertura adequada, além de confirmar se o agricultor recebeu as instruções necessárias, dispõe de equipamentos adequados e encontra-se apto a conduzir a aplicação conforme bula e receita agronômica.

Instrução ao usuário

O ofício ainda esclarece que, no ato da venda, distribuidores e cooperativas devem orientar o produtor sobre a necessidade de utilizar pontas compatíveis com a tecnologia exigida para herbicidas hormonais.

“Caso o equipamento não possua as pontas adequadas, a substituição deve ser feita antes da aplicação. Para reforçar a materialidade da orientação, recomenda-se registrar que o usuário foi instruído sobre o modelo de ponta, a faixa de pressão, as condições climáticas apropriadas e as culturas sensíveis no entorno da área”, diz trecho do documento.

De acordo com as entidades que assinam o ofício, as condições meteorológicas também são determinantes para a aplicação segura. A recomendação geral é que a umidade relativa esteja acima de 55%, a temperatura abaixo de 30°C e a velocidade do vento entre 3 e 10 km/h, salvo especificações diferentes previstas em cada bula.

O documento alerta para dois cenários meteorológicos que aumentam de forma significativa o risco de deriva:

  • Presença de inversão térmica, muito comum no início da manhã, quando o ar frio permanece próximo ao solo e impede a dispersão das gotas;
  • Correntes convectivas em dias extremamente quentes e secos, quando o solo aquecido faz o ar subir rapidamente e pode arrastar gotas para áreas indesejadas.

“Em ambas as situações, a aplicação não deve ser realizada, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo do clima”, destaca.

Culturas sensíveis

As entidades também chamam atenção para a sensibilidade de algumas culturas, como uva, maçã, tomate e algodão, que exigem atenção redobrada à direção do vento, sendo obrigatória a interrupção da aplicação quando houver risco de deslocamento do produto para áreas sensíveis.

O documento ainda reforça a importância do uso exclusivo de produtos devidamente registrados, autorizados para a cultura e adquiridos apenas em distribuidores, cooperativas agrícolas ou diretamente dos fabricantes.

“Antes da compra, devem ser verificadas a integridade da embalagem, a identificação do fabricante, o número de registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a conformidade das informações. Formulações ilegais, incluindo antigas versões de 2,4-D éster butílico, apresentam elevado risco de volatilidade e deriva e que não estão devidamente registradas no Brasil, com potencial de causar danos severos e comprometer a segurança e a rastreabilidade de toda a cadeia”, destaca o ofício.

“O emprego de produtos clandestinos coloca em risco a agricultura e toda a cadeia produtiva. A orientação é clara: identificar, recusar e denunciar qualquer suspeita”, reforça Kagi.

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Temporais em menos de 24h estão previstos no Brasil enquanto frente fria avança; confira a previsão


Freepik

O plantio da soja no Brasil avança para a reta final, ainda com atraso em relação ao mesmo período da safra passada. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 94,1% da área prevista já foi semeada, percentual inferior aos 96,8% registrados no mesmo período do ano anterior. Apesar disso, na comparação com a média dos últimos cinco anos, o ritmo do plantio segue adiantado em 3,5%, indicando um cenário ainda confortável do ponto de vista histórico.

O cenário climático recente foi positivo para o campo. As chuvas registradas na semana passada ajudaram a espalhar umidade por grande parte das áreas produtoras do país, favorecendo o avanço das operações agrícolas. Com isso, os estados que ainda precisam concluir os trabalhos de semeadura devem conseguir finalizar o plantio nos próximos dias.

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, muitas regiões produtoras já encerraram completamente a semeadura da soja. As áreas que ainda concentram atraso estão principalmente no Matopiba, em Goiás, no Rio Grande do Sul e também em Santa Catarina. A expectativa é de que, com a manutenção das condições favoráveis de umidade, o plantio seja concluído sem maiores dificuldades nessas localidades.

Atenção, sojicultor

No entanto, o produtor precisa ficar atento às mudanças no tempo. Uma frente fria avança pelo país e traz risco de temporais nas próximas 24 horas. Segundo o meteorologista, imagens de satélite indicam instabilidade sobre Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo e Triângulo Mineiro, com possibilidade de chuvas intensas acompanhadas por rajadas de vento mais fortes. Não se descarta, inclusive, a ocorrência de transtornos na capital paulista e em áreas do Rio de Janeiro, devido à chuva volumosa concentrada em curto período.

No Sul do país, os efeitos do sistema já foram sentidos. Em Porto Alegre, rajadas de vento chegaram a 90 km/h, deixando cerca de 250 mil imóveis sem energia elétrica, conforme informações da Defesa Civil. Também há risco de ventos acima de 70 km/h no noroeste de Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso.

Temperaturas elevadas

Enquanto isso, o sol aparece em parte do Rio Grande do Sul e também no interior da Bahia e no agreste nordestino, onde as temperaturas seguem elevadas, com máximas próximas de 35 °C. Em Vitória da Conquista, a semana será de tempo firme, com máximas em torno de 30 °C, mas a frente fria deve levar chuva ao estado a partir do fim de semana.

Próximos cinco dias

Nos próximos cinco dias, o destaque passa a ser a entrada de ar frio no Sul do Brasil. As temperaturas caem de forma já a partir de amanhã (16), com mínimas próximas de 10 °C em áreas de baixada, sem risco de geada ampla. O frio também avança sobre São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde as mínimas podem ficar abaixo de 15 °C. Há previsão de geada na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense, com temperaturas que podem ficar abaixo dos 5 °C.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

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Circuito Nelore de Qualidade alcança recorde histórico de avaliações em 2025


O Circuito Nelore de Qualidade 2025 registrou o maior volume de animais avaliados desde a criação do programa. Ao todo, 49.700 bovinos passaram pela análise de carcaças. A edição reuniu etapas em 12 estados brasileiros, além de provas realizadas na Bolívia e no Paraguai. O resultado reforça a abrangência do campeonato e o engajamento dos criadores.

Organizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o Circuito funciona como um campeonato técnico. A proposta é comparar carcaças e gerar parâmetros objetivos de qualidade.

Duas etapas concentraram os maiores números já registrados. Em Diamantino, no Mato Grosso, foram avaliados 5.908 animais. Em Mozarlândia, em Goiás, o total chegou a 6.650 bovinos.

Segundo a ACNB, 388 pecuaristas participaram da edição de 2025. Os dados refletem a adoção de práticas de manejo, genética e terminação voltadas à padronização do produto final.

Avaliação técnica e histórico do programa

Criado em 1999, o Circuito Nelore de Qualidade se consolidou como o maior programa de avaliação de carcaças bovinas do mundo. Ao longo dos anos, tornou-se uma ferramenta de referência para o aprimoramento da raça Nelore.

O presidente da ACNB, Victor Paulo Silva Miranda, avalia que o crescimento do Circuito está diretamente ligado ao comprometimento dos produtores. Para ele, os resultados indicam evolução técnica e atenção às exigências do mercado.

A edição de 2025 manteve o foco na análise objetiva de rendimento, acabamento e conformação. Esses indicadores são usados para orientar decisões dentro da porteira e alinhar produção e indústria.

Destaques da raça nelore na América do Sul

Na disputa continental, a Agropecuária Maragogipe, do Brasil, venceu na categoria Melhor Lote de Carcaças de Machos. O pódio também teve produtores brasileiros e paraguaios.

Entre as fêmeas, a Ganadera La Celestina, do Paraguai, ficou com o primeiro lugar. Produtores do Brasil, Paraguai e Bolívia completaram as posições seguintes.

Resultados nacionais e etapas internacionais

No Brasil, a premiação contemplou categorias como machos e fêmeas terminados a pasto, machos castrados e lotes de carcaças. Agropecuária Maragogipe, Dalton Dias Heringer e CFSO Agropecuária estiveram entre os destaques.

Na Bolívia, houve premiação para sistemas de confinamento e pasto, com reconhecimento a ganaderías e lotes de machos e fêmeas. A Fridosa Alimentos foi apontada como frigorífico parceiro.

No Paraguai, os melhores resultados ficaram com a Agrícola Ganadera San Marcos e a Ganadera La Celestina. A Minerva Foods atuou como frigorífico parceiro na edição local.

Além dos produtores, o Circuito reconheceu a participação de frigoríficos parceiros no Brasil, reforçando a integração entre produção, indústria e avaliação técnica.

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‘Menos ruído, mais diálogo’ é chave para comunicação no agro, diz especialista


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Foto: Divulgação/Embrapa

O agro brasileiro é frequentemente apontado como um setor mal compreendido pela sociedade, mas o desafio pode estar menos nas práticas do campo e mais na forma como elas são comunicadas.

No quadro “Palavra de Especialista”, o head of agrobusiness da Terradot, Renato Rodrigues, destaca que comunicar melhor o agro é essencial para aproximar o setor da sociedade e fortalecer o diálogo entre campo e cidade.

Segundo ele, é comum ouvir que o agro é mal compreendido, e embora isso seja parcialmente verdade, o problema passa, muitas vezes, pela forma de comunicação adotada pelo próprio setor. “Os valores já existem e quem vive no campo sabe. O agro é feito de trabalho, responsabilidade, família e visão de longo prazo”, afirma.

De acordo com Rodrigues, os valores do agro brasileiro sempre estiveram presentes, mas, muitas vezes, faltou uma comunicação mais assertiva para torná-los visíveis à sociedade. Ao adotar uma linguagem excessivamente técnica ou falar apenas para dentro do próprio setor, o agro acabou se distanciando do público em geral.

Comunicar melhor não é simplesmente fazer propaganda, não é fazer maquiagem, não é criar slogan bonito. É traduzir valores reais em uma linguagem que a sociedade compreenda”, afirma Rodrigues.

Conexão entre campo e cidade

Rodrigues também destaca a importância dos veículos de comunicação especializados, que não atuam para atacar ou defender o agro, mas para conectar.

A proposta é aproximar campo e cidade, produção e sociedade, reduzindo ruídos e ampliando o diálogo. “Menos discurso e mais realidade. Menos ruído e mais diálogo”, aponta Rodrigues.

Preparação para o futuro

No fim do ano, o especialista convida à reflexão sobre o que foi construído ao longo do tempo, valorizando a família, o alimento que chega à mesa e o trabalho do campo. Ele também chama atenção para os desafios futuros e para a importância de uma comunicação mais assertiva, tanto dentro do Brasil quanto no exterior.

“Comunicar bem o agro é comunicar melhor o país como um todo. E é assim que seguimos falando de futuro, caminhos possíveis e da construção de pontes dentro e fora do campo”, conclui.

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Javier Milei publica imagem em que retrata Brasil como uma imensa favela


Javier Milei
Foto: reprodução/redes sociais

O presidente da Argentina, Javier Milei, repostou na segunda-feira (15) uma imagem gerada por inteligência artificial em que retrata Brasil, Uruguai, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Colômbia — países governados por presidentes alinhados ao campo da esquerda — como locais pobres, repletos unicamente de construções semelhantes às encontradas em comunidades periféricas.

javier milei postagem
Foto: Reprodução

Por outro lado, a ilustração traz Argentina, Chile, Paraguai, Equador, Bolívia e Peru, liderados por mandatários de direita, como nações desenvolvidas, com ar futurista, com iconografia tipicamente encontrada em filmes de ficção científica.

A publicação de Milei vem na esteira das eleições presidenciais do Chile no último domingo (14). O pleito foi vencido pelo direitista José Antonio Kast, que apoiou publicamente o regime ditatorial de Augusto Pinochet (1973-1990).

Agora, com a eleição de Kast, os 12 países da América do Sul aparecem igualmente divididos no campo político: seis governos para cada uma das vertentes ideológicas.

O presidente argentino é famoso por manifestações em que critica o socialismo e defende políticas econômicas ultraliberais.

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AgroNewsPolítica & Agro

Algodão amplia área e mantém força nas exportações



As estimativas mais recentes indicam crescimento de 2,5% na área


As estimativas mais recentes indicam crescimento de 2,5% na área
As estimativas mais recentes indicam crescimento de 2,5% na área – Foto: Canva

O algodão brasileiro segue ampliando sua importância no cenário global e reforçando a competitividade do país no mercado internacional de fibras, segundo a Rizobacter do Brasil. O atual ciclo combina expansão da área cultivada, liderança nas exportações e concentração da produção em regiões altamente tecnificadas, fatores que sustentam as perspectivas positivas para o setor, mesmo diante das incertezas do ambiente econômico externo.

As estimativas mais recentes indicam crescimento de 2,5% na área destinada ao algodão, sinalizando maior confiança dos produtores. Embora o Mato Grosso, principal estado produtor, esteja em período de entressafra, outras regiões já avançam com o calendário agrícola. Em São Paulo, por exemplo, a safra teve início em outubro, contribuindo para a regularidade da oferta nacional.

No comércio internacional, o Brasil mantém a posição de maior exportador mundial de algodão em pluma. Esse desempenho está associado ao uso intensivo de tecnologia no campo, à adoção de práticas sustentáveis e à rastreabilidade do produto, características cada vez mais exigidas pelos mercados compradores. Mato Grosso e Bahia continuam liderando a produção, respondendo por grande parte do volume nacional e pela qualidade da fibra brasileira.

Mesmo em um cenário global marcado por volatilidade, a expectativa é de continuidade no crescimento das exportações, com volumes que podem superar 3 milhões de toneladas de pluma. Nesse contexto, a Rizobacter do Brasil destaca seu posicionamento ao lado do cotonicultor, oferecendo soluções voltadas à maximização do potencial produtivo das lavouras, desde o tratamento de sementes até a colheita, contribuindo para ganhos de eficiência e desempenho no campo.

 





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Você sabia que as inscrições da Abertura Nacional da Colheita da Soja já estão abertas?


Fazenda Alto da Serra

Falta pouco para o evento que dá abertura aos trabalhos de abertura da colheita da soja safra 2025/26. As inscrições já estão abertas para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, que será realizada em 30 de janeiro de 2026, a partir das 8h,na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional (TO). Para se inscrever, basta acessar o link.

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Para a presidente da Aprosoja do estado anfitrião, Caroline Schneider, sediar a abertura nacional representa um marco para o estado e para o setor produtivo. ”O estado de Tocantins se consolidou como um exemplo de produtividade, sustentabilidade e integração entre o campo e a cidade, e o evento reconhece o trabalho dos produtores que impulsionam o desenvolvimento do país”, aponta a presidente.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, também ressalta a relevância do estado de Tocantins na produção de soja e milho. Na avaliação dele, a cada safra o estado se fortalece como referência em tecnologia, gestão e sustentabilidade no campo.

Faça parte!

A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.

Entre os convidados, está o economista e biólogo Richard Rasmussen, que participará de um dos painéis, além de autoridades políticas que irão debater as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do estado.

Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 reforça o protagonismo da cultura da soja e celebra o início de mais uma safra essencial para o agro brasileiro.

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FGV: Juros altos travam crescimento da economia em outubro


economia
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A economia brasileira perdeu fôlego em outubro, pressionada pelo patamar elevado da taxa básica de juros. O Produto Interno Bruto registrou retração de 0,3% na comparação com setembro, marcando o segundo mês consecutivo de queda. Os dados constam no Monitor do PIB, levantamento mensal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, divulgado nesta terça-feira (16).

Apesar do resultado negativo no curto prazo, o desempenho segue positivo quando observados períodos mais longos. Na comparação com outubro do ano passado, houve crescimento de 1%. No acumulado de 12 meses, o avanço é de 2,3%.

Impacto dos juros sobre a atividade

Segundo a economista Juliana Trece, responsável pelo Monitor do PIB, o atual nível de juros tem peso relevante sobre o desempenho da economia. A Selic está em 15% ao ano, o maior patamar desde meados de 2006.

De acordo com a FGV, juros elevados encarecem o crédito em toda a economia. Esse movimento reduz investimentos e desestimula o consumo, o que contribui para desacelerar a demanda por bens e serviços.

Embora o objetivo seja conter a inflação, o efeito colateral aparece na atividade econômica. Com menos investimentos e consumo, a geração de emprego e renda tende a perder ritmo.

Produção, demanda e papel do agro

Pela ótica da produção, a FGV aponta que o desempenho da agropecuária e da indústria influenciou o recuo da atividade em outubro. Esses setores tiveram contribuição negativa no mês.

Já pela ótica da demanda, os investimentos e o consumo do governo também pesaram contra o resultado. Ainda assim, o consumo das famílias apresentou crescimento de 0,5% no trimestre móvel encerrado em outubro, na comparação anual.

No mesmo período, as exportações avançaram 8,9%. O crescimento foi impulsionado principalmente por produtos agropecuários e da indústria extrativa mineral, reforçando a importância do setor externo para sustentar a economia.

Outros indicadores e próximos dados

A FGV estima que o PIB brasileiro, em valores correntes, somou R$ 10,53 trilhões no acumulado até outubro. Outro indicador acompanhado pelo mercado é o IBC-Br, do Banco Central, que também mostrou recuo mensal em outubro e crescimento em 12 meses.

O resultado oficial do PIB é divulgado trimestralmente pelo IBGE. Os dados do quarto trimestre de 2025 serão apresentados em março de 2026.

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Goiás ocupa o segundo lugar nas exportações do complexo soja e avança com cautela na nova safra


soja
Foto: Giovani Luiz Castoldi/Embrapa Trigo

O estado de Goiás encerrou o acumulado de janeiro a outubro de 2025 com 14,3 milhões de toneladas exportadas do complexo soja, o segundo maior volume de sua série histórica. O desempenho fica muito próximo do recorde registrado em 2023, quando foram embarcadas 14,4 milhões de toneladas ao longo de todo o ano, diferença de apenas 64,4 mil toneladas. Os dados são do governo estadual.

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Esse resultado indica forte possibilidade de superação do recorde ainda em 2025, caso o ritmo dos embarques seja mantido. O avanço contínuo da infraestrutura logística e da capacidade de armazenagem tem reforçado a competitividade do estado, que ocupa a segunda posição entre os maiores exportadores nacionais do setor.

Plantio de soja

No campo, a semeadura da soja alcançou 65% da área até 15 de novembro, percentual inferior ao observado no mesmo período da safra anterior. Segundo o Boletim da Safra de Grãos da Conab, o atraso está relacionado à irregularidade das chuvas ao longo de outubro. A interrupção das precipitações comprometeu a emergência e o desenvolvimento inicial das lavouras, com baixa uniformidade, casos de tombamento de plantas em função do calor intenso e necessidade de replantios pontuais.

No sudoeste goiano, região mais adiantada, produtores intensificaram o plantio apostando no retorno das chuvas e chegaram a utilizar maiores profundidades de semeadura para aproveitar a umidade residual do solo, evidenciando o risco climático do início do ciclo.

Insumos e logística

No mercado, as cotações da soja seguem sustentadas, mas o ambiente operacional permanece desafiador para o produtor. A média de preços em novembro atingiu R$ 140,47 por saca, com valorização mensal, conforme dados do Cepea/Esalq. Ainda assim, as margens continuam pressionadas pelo encarecimento dos insumos e pela elevação dos custos logísticos.

Boletim da Conab

O Boletim Logístico da Conab aponta baixa demanda por fretes em Goiás, reflexo da entressafra e da comercialização superior a 90% da safra 2024/25, mas houve ajustes de preços nas rotas para a Baixada Santista e Paranaguá, elevando o custo de escoamento da produção. Soma-se a isso a forte dependência da cadeia da soja das importações brasileiras de fertilizantes, fator que mantém elevados os gastos com adubação e impacta diretamente o custo de produção no estado.

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