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Foto: Pixabay
O mercado do boi gordo apresentou estabilidade em São Paulo nesta sexta-feira (19), conforme a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. Segundo a consultoria, o ritmo de negócios foi mais lento, comportamento comum para o encerramento da semana, intensificado pela saída temporária de parte dos negociantes devido às festividades previstas para os próximos dias. “Os compradores que ainda ajustavam suas escalas para o fim do ano seguiram negociando nos mesmos patamares de preços do dia anterior”, informou a Scot.
De acordo com o levantamento, as escalas de abate atendiam, em média, nove dias, indicando equilíbrio entre oferta e demanda nas praças paulistas.
No Pará, as cotações permaneceram inalteradas nas três regiões pecuárias do estado. A Scot Consultoria destacou que a operação dos frigoríficos ocorreu de forma parcial durante os feriados, o que contribuiu para a manutenção de um ritmo de compras mais ajustado.
Na Bahia, o mercado apresentou recuos pontuais. Na região Sul, o boi gordo registrou queda de R$ 3,00 por arroba, enquanto a vaca teve desvalorização de R$ 2,00 por arroba, sem alteração nos preços da novilha. Já na região Oeste, a cotação do boi gordo caiu R$ 1,00 por arroba e a da vaca recuou R$ 2,00 por arroba, com estabilidade para a novilha, segundo a Scot.
A Cotrijal reuniu, nesta terça-feira, 16, dirigentes dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STR’s) para o repasse anual de recursos às instituições. O encontro, realizado no Parque da Expodireto Cotrijal, também reforçou a parceria e apoio mútuo das entidades em prol dos produtores rurais.
Ao todo, a Cotrijal repassou mais de R$274,6 mil para 45 STR’s que integram a área de atuação da cooperativa. Os valores são referentes à doação anual realizada pela Cotrijal, além da contribuição por saca de soja comercializada por associados que possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar – CAF.
“A Cotrijal firmou, ao longo dos anos, uma parceria sólida e de confiança com os sindicatos dos municípios de sua área de atuação. Esse repasse anual de recursos representa o reconhecimento ao trabalho sério e comprometido que essas entidades desenvolvem em defesa dos produtores rurais. Por isso, esse apoio reforça nosso compromisso com o desenvolvimento das comunidades rurais”, ressaltou o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder.
Os dirigentes reforçaram a importância dos valores recebidos para o desenvolvimento das atividades sindicais. “Assim como a Cotrijal é parceira do agricultor nos 365 dias do ano, não é diferente para o conjunto do movimento sindical. O ano de 2025 foi muito desafiador em diversos sentidos, e, no decorrer do ano, sempre pudemos contar com o apoio da Cotrijal”, afirmou o presidente do STR de Não-Me-Toque/RS, Maiquel Junges.
Além disso, os líderes ressaltaram a parceria histórica em defesa dos produtores rurais. “Esse repasse, além de ajudar financeiramente a entidade, é um reconhecimento de um trabalho conjunto de várias décadas. Sempre estamos juntos pois representamos uma categoria única, que são os trabalhadores e trabalhadoras rurais. Nós defendemos o mesmo público, os mesmos interesses e discutimos juntos para avançar e dar qualidade de vida à nossa sociedade”, reforçou Hélio Bernardi, presidente do STR de Carazinho/RS.
A reunião também reforçou a importância da busca ativa por produtores para renovação e enquadramento no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar – CAF, antiga Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). O registro é requisito para o acesso de agricultores familiares às políticas públicas de apoio e incentivo à produção agrícola familiar. Além disso, parte do valor repassado aos Sindicatos é calculado com base no número de sacas de soja comercializadas por associados que possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar – CAF.
“Nós conversamos com os presidentes dos sindicatos para realizar um trabalho conjunto para buscar aqueles que eventualmente perderam a o registro para que, futuramente, nós possamos distribuir ainda mais recursos para os sindicatos”, destacou Schroeder.
Os superintendentes Administrativo-Financeiro, Marcelo Ivan Schwalbert, e Comercial, Jairo Marcos Kohlrausch, também participaram do encontro, ressaltando as pautas em comum com os sindicatos e o trabalho em prol dos associados.
Os portos públicos do Rio Grande do Sul movimentaram 42.373.432 toneladas entre janeiro e novembro de 2025, registrando o maior volume desde 2021. O total representa crescimento de 3,01% em relação ao mesmo período de 2024 e avanço de 2,30% na comparação com 2023. Segundo o governo do Estado, o resultado reforça a importância da infraestrutura portuária gaúcha para o suporte às cadeias agrícola e industrial e ao escoamento de commodities para o mercado externo.
O Porto do Rio Grande respondeu por 40.884.088 toneladas do total movimentado, concentrando mais de 96% das operações realizadas nos portos públicos estaduais. Na comparação anual, o terminal registrou crescimento de 3,67%. A composição das cargas foi liderada pelo granel sólido, responsável por 59,82% das operações, seguido pela carga geral, com 32,5%, e pelo granel líquido, que representou 7,6%.
Entre os produtos com maior expansão, a celulose alcançou 3,8 milhões de toneladas, alta de 13,67%, enquanto o farelo de soja somou 4 milhões de toneladas, crescimento de 17,47%. O milho registrou 787 mil toneladas movimentadas, avanço de 810% em relação ao ano anterior. Também houve aumento no transporte de carnes, que totalizou 877 mil toneladas, crescimento de 5,4%, e de sulfatos, que atingiram 1 milhão de toneladas, com elevação de 40,66%.
A movimentação de contêineres no Porto do Rio Grande também apresentou crescimento expressivo. Até novembro, foram registrados 934.691 TEUs, aumento de 29,11% em comparação com o mesmo período de 2024. Os maiores percentuais de crescimento ocorreram em maio, janeiro e outubro, indicando intensificação das operações ao longo do segundo semestre.
O Porto de Pelotas movimentou 1.171.480 toneladas no acumulado até novembro de 2025, crescimento de 10,37% na comparação anual. A operação foi concentrada principalmente no transporte de toras de madeira, que superaram 1 milhão de toneladas. Também houve movimentação de clínquer, com 98,7 mil toneladas, e de soja em grão, que somou 12,7 mil toneladas.
Em sentido contrário, o Porto de Porto Alegre registrou retração de 50,14% na movimentação de cargas entre janeiro e novembro de 2025, totalizando 317.864 toneladas. As operações envolveram principalmente fertilizantes, com 199,5 mil toneladas, além de trigo, com 49,7 mil toneladas, e sal, que alcançou 14,1 mil toneladas. O governo estadual informou que a redução está relacionada ao processo de recuperação após as enchentes e às obras de dragagem da hidrovia.
De acordo com a administração portuária, a expectativa é de retomada gradual da capacidade operacional do Porto de Porto Alegre à medida que a navegação de longo curso for liberada. “Com o avanço da dragagem, o porto deverá recuperar sua função estratégica no escoamento de cargas”, destacou o governo do Estado.
No comércio exterior, a China manteve-se como principal parceiro dos portos públicos gaúchos. Nas exportações realizadas pelo Porto do Rio Grande, o país asiático recebeu 9 milhões de toneladas, o equivalente a 39,49% do total exportado. Vietnã, Coreia do Sul, Indonésia e Estados Unidos também figuraram entre os principais destinos.
Nas importações, a China liderou com 2,3 milhões de toneladas, representando 21,52% do total. Argentina, Rússia, Arábia Saudita e Canadá completaram o grupo de principais países de origem das mercadorias movimentadas.
Entre janeiro e novembro, os portos públicos do Estado operaram cerca de 3.500 embarcações, entre navios e barcaças. O Porto do Rio Grande concentrou aproximadamente 2.900 dessas operações. Segundo a administração do sistema portuário, a expectativa é que o encerramento de 2025 mantenha a trajetória de crescimento observada ao longo do ano, consolidando o papel estratégico dos portos públicos gaúchos no cenário nacional e internacional.
As condições das pastagens no Rio Grande do Sul melhoraram ao longo do período recente, impulsionadas pelas chuvas e pela elevação das temperaturas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18), o campo nativo está em fase de desenvolvimento vegetativo, com aumento da oferta e da qualidade das forragens, reflexo da retomada do crescimento após a regularização climática. “As chuvas do período e a elevação das temperaturas proporcionaram a retomada do crescimento e da coloração mais verde das áreas”, aponta o relatório.
As pastagens cultivadas também foram beneficiadas pelas precipitações. Segundo o informativo, houve retomada do crescimento das forrageiras anuais de verão já implantadas e avanço nas áreas cuja implantação estava atrasada pela falta de umidade. Com a recomposição da umidade do solo, áreas de implantação mais tardiamente receberam adubação NPK, com expectativa de resposta positiva tanto para pastejo direto quanto para produção de feno e sementes.
Na região administrativa de Bagé, em Lavras do Sul, o aumento da umidade impediu a retomada da semeadura de novas áreas de pastagens. Já em Hulha Negra, a ausência de chuvas por três semanas consecutivas provocou abortamento de flores e sementes no estágio inicial, o que pode comprometer uma colheita prevista para as próximas semanas. Em Quaraí, os campos localizados em áreas pedregosas permaneceram com aspecto seco, em razão da má distribuição das precipitações.
Na região de Caxias do Sul, o período de tempo seco e quente registrado nas últimas semanas impactou as qualidades das pastagens. No entanto, conforme a Emater/RS-Ascar, a redução das temperaturas e o retorno das chuvas na metade do período repuseram a umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento das forrageiras. As pastagens perenes de verão foram utilizadas para pastejo e oferta adequada considerada, com destaque para o tifton.
Em Erechim, as pastagens perenes de verão, como tifton e Jiggs, estão em pleno crescimento nas áreas já condicionais, permitindo cortes destinados à produção de feno e silagem pré-secada. O informativo destaca que “a oferta de forrageiras de verão para pastel se normalizou com as precipitações ocorridas no período”.
Na região de Passo Fundo, o rebrote das forrageiras possibilitou ajustes na lotação dos piquetes. As chuvas registradas tendem a reduzir as perdas observadas anteriormente e a recuperar o potencial produtivo das pastagens. Já em Pelotas, especialmente em Pinheiro Machado, as precipitações favoreceram a retomada do crescimento das pastagens nativas e cultivadas, embora os rebrotes iniciais tenham sido um pouco expressivos, possivelmente em função do estresse hídrico acumulado durante a estiagem.
Ainda na região de Pelotas, os volumes de chuva variaram entre 220 e 350 milímetros, o que contribuiu para a recuperação das lavouras destinadas à silagem e das áreas de pastagem. Em Soledade, as pastagens perenes e as anuais de verão recuperaram a estatura após as chuvas, resultando em aumento da oferta de volumoso. Apesar da melhora, a Emater/RS-Ascar ressalta que “a disponibilidade de forragem ainda não é considerada satisfatória na maioria das propriedades”.
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Foto: Seane Lennon
A produção de morango no Rio Grande do Sul avança sob influência das condições climáticas recentes, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (18) pela Emater/RS-Ascar. Nas principais regiões produtoras do estado, o aumento da oferta começa a refletir nos preços recebidos pelos agricultores, embora a comercialização siga fluindo normalmente.
Na região administrativa de Caxias do Sul, as temperaturas elevadas e o baixo volume de chuvas favoreceram a maturação dos frutos. De acordo com o levantamento, os principais problemas fitossanitários da cultura estão sob controle na maior parte das lavouras, apesar do registro pontual de ácaro-rajado, mosca-da-asa-manchada e oídio. “Os produtores estão realizando colheitas satisfatórias, tanto em quantidade quanto em qualidade”, informa o boletim. Com o avanço da oferta, os preços apresentam leve tendência de queda, mas a comercialização ocorre sem dificuldades. No período, os valores pagos variaram entre R$ 10,00 e R$ 20,00 por quilo nos canais tradicionais, enquanto a venda direta ao consumidor registrou preços mais elevados em municípios turísticos da Serra Gaúcha.
Na região de Pelotas, a colheita das variedades de dias curtos segue em ritmo intenso, com expectativa de redução gradual nos próximos períodos. Já nas áreas com cultivares de dias neutros, a produção continua em crescimento, favorecida pelas condições climáticas desde o início de novembro. Conforme o informativo, os produtores mantêm o manejo fitossanitário para controle de pragas e do oídio, que apresenta registros pontuais. Os preços mostraram leve recuo em algumas localidades, variando conforme o município e o canal de comercialização.
Em Santa Rosa, a produção de morango segue elevada, com floradas em desenvolvimento na maioria das áreas. O destaque fica para a cultivar Royal Royce, tanto em volume quanto em padrão dos frutos. O informativo aponta a ocorrência de problemas fitossanitários pontuais, como ácaros e percevejos, o que tem levado produtores mais tecnificados a intensificar a adubação de cobertura para estimular o desenvolvimento da cultura.
O mercado mundial de soja tem sido guiado, nas últimas semanas, pelo ritmo das compras chinesas de soja norte-americana. Segundo a consultoria Safras & Mercado, desde o anúncio do acordo entre Pequim e Washington, esse fator passou a ser o principal direcionador dos preços futuros na Bolsa de Chicago, com reflexos diretos também na comercialização doméstica.
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Levantamento da Safras & Mercado indica que a China comprou cerca de 4,8 milhões de toneladas de soja em grão dos Estados Unidos desde o fechamento do acordo, no fim de outubro. Considerando vendas para destinos não revelados, tradicionalmente atribuídas ao país asiático, o volume pode chegar a aproximadamente 5,6 milhões de toneladas. Os dados foram compilados a partir dos registros oficiais diários do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
As informações contradizem reportagem recente da agência Bloomberg, que citava fontes próximas às negociações e apontava que a China teria garantido ao menos 7 milhões de toneladas do produto americano. Mesmo no cenário mais otimista, segundo a Safras, os volumes negociados ficariam bem abaixo do acordo anunciado, que previa a compra de até 12 milhões de toneladas, com prazo posteriormente estendido até fevereiro.
Para o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os números divulgados não condizem com os dados oficiais. Segundo ele, caso as vendas realmente estivessem nesse patamar mais elevado, o comportamento do mercado seria diferente. “Se esse volume tivesse sido efetivado, os preços não estariam recuando da forma como estão”, avalia.
A expectativa em torno do acordo havia impulsionado as cotações da soja em Chicago a partir da segunda quinzena de outubro, com valorização expressiva do contrato janeiro. No entanto, com a frustração do mercado em relação ao ritmo efetivo das compras chinesas, teve início um movimento de correção, levando os preços de volta a patamares próximos aos observados antes da forte alta registrada no período.
Uma grande massa de ar quente predomina sobre o Brasil neste Natal e mantém as temperaturas elevadas em praticamente todas as regiões do país. O calor será intenso durante o dia e também à noite, o que exige atenção redobrada com a refrigeração adequada dos alimentos preparados para a ceia natalina.
Apesar da chegada de uma frente fria ao Rio Grande do Sul, o sistema não terá força suficiente para avançar por outras regiões nem provocar queda acentuada de temperatura. Com o calor e a alta umidade, as pancadas de chuva devem ocorrer em diversas áreas do país, principalmente entre a tarde e a noite desta terça-feira (24) e do feriado de quarta-feira (25).
Sul
A aproximação de uma frente fria aumenta as condições para chuva no Sul do Brasil neste Natal, mas sem aliviar o calor. O tempo segue abafado em toda a região, com destaque para o Vale do Itajaí, em Santa Catarina, onde as temperaturas podem ultrapassar os 35 °C.
No Paraná, a véspera de Natal será de muito sol e calor, com pancadas de chuva isoladas entre a tarde e a noite, especialmente no sudoeste do estado, incluindo a região de Foz do Iguaçu. No dia 25, o risco de chuva aumenta em todo o estado, com possibilidade de pancadas moderadas a fortes no período da tarde e da noite.
Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a chuva associada à frente fria começa ainda na manhã do dia 24 e se espalha ao longo do dia, com risco de precipitações moderadas a fortes e descargas elétricas. No feriado de Natal, mesmo com o afastamento da frente fria, os dois estados ainda terão pancadas de chuva com raios em vários momentos do dia. O risco é maior em Santa Catarina e no norte e noroeste do Rio Grande do Sul, incluindo a Serra Gaúcha. O centro-sul gaúcho deve registrar menos chuva. Entre as capitais, Curitiba tem a menor chance de chuva na noite da véspera de Natal.
Sudeste
O Natal será marcado por calor intenso em todo o Sudeste. A maioria das áreas deve registrar temperaturas acima dos 30 °C tanto no dia 24 quanto no dia 25 de dezembro. O sol aparece forte por várias horas, mas o calor favorece a formação de pancadas de chuva isoladas entre a tarde e a noite, geralmente de curta duração.
Nas capitais, a noite da véspera de Natal será abafada, com pouca chance de chuva. No dia 25, o risco de pancadas aumenta a partir da tarde, especialmente na região da Grande São Paulo. Nas áreas litorâneas, o Natal terá sol e calor, com possibilidade de rápidas pancadas de chuva.
Centro-Oeste
O Natal de 2025 será quente e abafado em toda a região Centro-Oeste. Todos os estados e o Distrito Federal terão várias horas de sol forte nos dias 24 e 25 de dezembro, com temperaturas acima dos 30 °C.
Por causa do calor, há risco de pancadas de chuva com raios entre a tarde e a noite. Algumas dessas pancadas podem ter intensidade moderada a forte, embora sejam rápidas. Entre as capitais, Cuiabá concentra o maior risco de chuva na noite da véspera de Natal.
Nordeste
O sol forte e o tempo mais seco predominam na maior parte do Nordeste neste Natal. Tanto no dia 24 quanto no dia 25, a maioria das áreas terá tempo firme. No litoral, incluindo as capitais de Natal a Salvador, o sol predomina, com chance apenas de chuva passageira, sem transtornos.
Em Fortaleza, Teresina e São Luís, o calor também será intenso, com possibilidade de pancadas rápidas de chuva com raios. No interior da região, podem ocorrer pancadas isoladas e de curta duração no Maranhão, no Piauí e no oeste da Bahia.
Norte
No Norte do país, o ar quente e úmido favorece a formação de muitas nuvens carregadas neste Natal. As pancadas de chuva serão frequentes, principalmente à tarde e à noite, com risco de chuva moderada a forte e ventos intensos no Amazonas, Acre e Rondônia.
Roraima e Tocantins têm menor probabilidade de chuva. Entre as capitais, Boa Vista apresenta a menor chance de precipitação na noite da véspera de Natal.
O Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2026 sob o discurso da responsabilidade fiscal. No papel, tudo parece organizado: números alinhados ao novo arcabouço, promessas de equilíbrio e a narrativa de que o país está fazendo o “dever de casa”. Mas basta tirar o orçamento da prateleira e colocá-lo sobre a mesa para perceber que ele tem menos de planejamento e mais de imaginação criativa. Não é exagero dizer que há ali um toque de ficção científica.
Para acomodar interesses políticos, o Congresso promoveu cortes em áreas sensíveis, como Previdência e programas sociais, entre eles o Pé-de-Meia, enquanto inflou, sem pudor, as chamadas emendas parlamentares. O resultado é um orçamento que tira de quem precisa para reforçar o caixa de quem decide.
O número chama atenção: R$ 61 bilhões em emendas parlamentares, um recorde histórico. Nunca o Congresso teve tanto poder direto sobre a destinação do dinheiro público. Na prática, isso significa transformar o orçamento federal em um grande balcão de negociação política, especialmente em um ano que antecede as eleições.
E não para por aí. O texto aprovado também reserva R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral. Em um país que corta programas sociais em nome do ajuste fiscal, esse valor não passa despercebido. A mensagem implícita é clara: falta dinheiro para políticas públicas, mas nunca para campanhas eleitorais.
Outro ponto que merece atenção são as receitas estimadas que ainda não se materializaram. O orçamento conta com entradas que dependem de medidas futuras, aprovação de projetos incertos ou crescimento econômico otimista. É o famoso “dinheiro que ainda não chegou”, mas que já está comprometido. Na prática, o risco é empurrar o problema para frente, como tantas vezes já fizemos.
Esse tipo de arranjo cria um orçamento bonito na apresentação, mas frágil na execução. Quando a realidade não acompanha o roteiro, o governo é obrigado a contingenciar, cortar novamente ou buscar soluções emergenciais, quase sempre às pressas e com impacto social.
O que se vê é um Congresso fortalecido politicamente, um Executivo refém da negociação permanente e um orçamento que perde sua função original: planejar o futuro do país. Em vez disso, vira instrumento de sobrevivência política, especialmente em um ambiente já contaminado pela disputa eleitoral de 2026.
Não se trata de demonizar as emendas parlamentares. Elas existem, são legais e cumprem um papel. O problema é o excesso, o descontrole e a inversão de prioridades. Quando as emendas crescem mais do que investimentos estruturais, algo está fora do lugar.
No fim das contas, o Orçamento de 2026 diz muito sobre o Brasil que somos, e pouco sobre o Brasil que gostaríamos de ser. Ajuste fiscal de verdade exige escolhas difíceis, transparência e coerência. O que se aprovou foi um arranjo político eficiente, mas economicamente frágil.
A conta, como quase sempre, ficará para depois. E, como quase sempre, quem vai pagar não está sentado no plenário.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O Espírito Santo é o maior produtor brasileiro de café conilon, bastante usado como base para o café solúvel. A variedade, também conhecida como robusta, depende de 25% a 45% da polinização cruzada para frutificar.
Segundo dados divulgados pelo governo do estado, a produção chega a quase 70% da safra nacional, tendo sido exportadas 206 mil toneladas de café e derivados entre janeiro e agosto de 2025. E essa produção pode aumentar e melhorar, em quantidade e qualidade, com o incentivo à polinização assistida no estado.
Para sensibilizar produtores e apicultores sobre a importância da polinização para a cafeicultura sustentável no estado, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e a Federação Capixaba de Associações de Apicultores do Espírito Santo (Fecapis) promoveram um seminário sobre o tema, realizado no município de Aracruz no fim de novembro.
“Se a polinização assistida já traz benefícios para o café arábica, que é autopolinizado, imagina para uma espécie que é dependente da polinização?”, provoca a sócia-fundadora da Assessoria Científica e Assessora Executiva do Observatório de Abelhas do Brasil (Abelhar), Dra. Jenifer Ramos.
Maior produtividade e melhor qualidade
O estudo, conduzido de 2021 a 2024 junto à Embrapa Meio Ambiente em fazendas localizadas em São Paulo e Minas Gerais, constatou um aumento de 16,5%, em média, na produtividade do café arábica.
Além disso, também se observou a produção de grãos mais homogêneos e um incremento da qualidade do café, com um aumento de 2 pontos na nota sensorial da bebida, o que possibilitou, em alguns casos, a mudança na classificação de “regular” para “especial”.
“Para o cafeicultor que vai comercializar a produção, isso significa um aumento de valor de 25 dólares por saca. Ter abelhas em campo é dinheiro no bolso do cafeicultor e do apicultor também, pois ele vai poder ofertar mais um serviço que é a polinização assistida”, explica Ramos.
Desafios
Embora o Brasil seja o segundo produtor mundial de café conilon, Ramos conta que existem poucos estudos sobre a polinização dessa espécie. Um outro gargalo, segundo a pesquisadora, é o cadastramento dos apicultores.
“O apicultor tem uma grande janela de oportunidade que é a polinização assistida do café conilon e eles estão tomando consciência disso. Eles sabem que uma contrapartida é eles estarem mais engajados, cadastrados e colocando em prática uma agricultura mais profissionalizada”, afirma Ramos.
O mercado da soja do Rio Grande do Sul opera travado, com produtores descapitalizados e traumatizados por perdas recentes adotando postura defensiva, evitando vendas futuras que possam se transformar em contratos impossíveis de cumprir caso a seca se agrave. As informações são da TF Agroeconômica.
“Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc (+0,71%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,02/sc (+0,51%) semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 136,00. Já em Panambi, o mercado físico apresentou manutenção, com o preço de pedra recuando para R$ 122,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.
Em Santa Catarina, a dependência de importações do Paraná e do Paraguai intensifica-se para manter as plantas agroindustriais operando em plena capacidade. “A logística de recebimento e distribuição via cooperativas e tradings torna-se elemento central na gestão da oferta estadual, com os armazéns funcionando como pontos de consolidação de volumes vindos de outros estados para atender a demanda interna robusta. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,82 (+1,07%)”, completa.
No Paraná, a estabilidade dos preços no interior, mesmo com quedas externas, demonstra força do mercado local e retenção por parte das cooperativas. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,82. Em Cascavel, o preço foi R$ 131,81 (+0,63%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,33 (+0,80%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,12 (+0,72%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 141,82 (+0,55%). Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 122,00”, indica.
A capacidade instalada de esmagamento no Mato Grosso do Sul funciona como âncora de demanda, sustentando prêmios atrativos mesmo em momentos de pressão nos mercados externos. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 127,01 (+0,28%), Campo Grande em R$ 126,66 (+0,00%), Maracaju em R$ 126,66 (+0,00%), Chapadão do Sul a R$ 122,91 (+0,15%), Sidrolândia a em R$ 127,01 (+0,28%)”, informa.
No Mato Grosso, o replantio resulta em mais custos para o produtor. “Campo Verde: R$ 121,95 (+0,43%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,26 (+0,04%), Nova Mutum: R$ 117,26 (+0,04%). Primavera do Leste R$ 121,95 (+0,43%). Rondonópolis: R$ 121,95 (+0,43%). Sorriso: R$ 117,26 (+0,04%)”, conclui.