segunda-feira, março 16, 2026

News

News

Após críticas do agro, governo ajusta Plano Clima e amplia incentivos a produtores rurais


Plano Clima
Foto: Agência Gov

Após críticas de entidades, especialistas e lideranças do setor agropecuário, o governo federal incorporou demandas do agro no texto final do Plano Clima, aprovado na segunda-feira (15). O documento traz incentivos financeiros, estímulo a práticas sustentáveis e valorização da preservação de áreas verdes em imóveis rurais.

As alterações foram detalhadas pelo secretário nacional de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio Melo, em entrevista ao Canal Rural nesta terça-feira (16).

Segundo o secretário, o texto aprovado é resultado de um processo amplo de negociação e diálogo. “A gente está bastante contente e satisfeito com o resultado desse trabalho que levou à aprovação do Plano Clima. Foi um esforço que envolveu muitos órgãos do governo federal, mas também muita participação da sociedade civil, do setor privado e dos governos estaduais e municipais”, afirmou.

O Plano Clima foi coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Casa Civil, com apoio técnico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e contou com a participação de cerca de 25 ministérios. O documento reúne ações previstas até 2035 e está estruturado em dois grandes eixos: adaptação aos efeitos das mudanças climáticas e mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

No eixo da mitigação, ponto que concentrou parte das críticas do setor agropecuário, foram definidos oito planos de ação, dos quais três estão diretamente ligados à agropecuária e ao uso da terra. Aloisio Melo explicou que, durante a consulta pública, representantes do setor questionaram a forma como as emissões e as áreas rurais eram tratadas na versão preliminar.

“A abordagem inicial agregava todas as emissões associadas às atividades agropecuárias nos imóveis rurais, incluindo áreas que não são privadas, como assentamentos e territórios quilombolas. Isso foi objeto de questionamento, porque são áreas sob gestão pública e com políticas específicas”, disse.

Diante dessas manifestações, o governo optou por um redesenho do plano. “Houve uma redefinição e uma realocação das áreas. Criamos um bloco específico para os imóveis rurais privados, que constam das bases cadastrais oficiais, e outros planos voltados às áreas públicas e aos territórios coletivos”, explicou o secretário.

Segundo ele, a mudança trouxe mais clareza sobre responsabilidades e instrumentos de política pública. “Isso deixa mais claro quais são os núcleos de ação e quem responde por cada frente, tanto no governo quanto no setor produtivo”, afirmou.

Outro ponto destacado por Aloisio Melo foi a incorporação mais explícita de instrumentos econômicos para estimular a preservação ambiental. “Ficou claro que não se trata de criar novas obrigações legais. O Plano Clima não é um plano de comando e controle. Ele é um plano orientador, que aponta caminhos e instrumentos”, ressaltou.

Entre os mecanismos previstos estão o fortalecimento do Plano ABC/ABC+ (RenovaAgro), linhas de financiamento específicas, pagamento por serviços ambientais e a ampliação do uso da Cota de Reserva Ambiental (CRA).

“A ideia é que manter floresta no imóvel rural seja visto como um ativo. Existem mecanismos para atribuir valor a essa vegetação excedente, permitindo remuneração ao produtor”, disse.

O secretário também citou iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas. “Temos um estoque enorme de áreas de pastagens degradadas ou de baixíssima produtividade. O plano organiza instrumentos de financiamento para que essas áreas sejam recuperadas, seja com florestas, seja com sistemas produtivos mais eficientes”, afirmou.

Como exemplo, Aloisio Melo mencionou o Ecoinvest, modalidade vinculada ao Fundo Clima. “Recentemente fizemos uma chamada que recebeu propostas com a meta de recuperar cerca de 1,3 milhão de hectares de áreas degradadas”, disse.

Para o secretário, o redesenho do Plano Clima atende às principais preocupações apresentadas pelo setor agropecuário. “Esse desenho consegue um melhor alinhamento. Ele consolida políticas que já existem, reforça incentivos e deixa claro como o setor pode continuar crescendo sem aumento das emissões”, afirmou.

Com a aprovação pelo comitê interministerial, o Plano Clima entra agora na fase de implementação e monitoramento. “O desafio agora é acompanhar, monitorar e dar transparência para mostrar como essas ações estão avançando na prática”, afirma Aloisio Melo.

O post Após críticas do agro, governo ajusta Plano Clima e amplia incentivos a produtores rurais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Conab inicia entrega de mais de 220 maquinários para apoiar a agricultura familiar


Reprodução

Com a entrega simbólica de 13 maquinários a representantes de 13 entidades de agricultores familiares de 13 estados, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) inicia nesta terça-feira (16) a distribuição de 222 equipamentos no âmbito do projeto “Mecaniza+: Modernização da Agricultura Familiar”, lançado pela estatal durante a COP30, e do ”Programa Arroz da Gente”, que completa um ano neste mês. A cerimônia será realizada no auditório da companhia, em Brasília (DF).

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Segundo a Conab, a meta é que todos os equipamentos sejam entregues até o final de março de 2026 às associações e cooperativas das 27 unidades federativas, que comercializam seus produtos por meio das principais políticas públicas operacionalizadas pela estatal.

O investimento total para a aquisição dos equipamentos é de R$ 13 milhões, viabilizado por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Os recursos permitiram a compra de 72 colheitadeiras de arroz e 150 kits multifunção, informou a companhia.

O post Conab inicia entrega de mais de 220 maquinários para apoiar a agricultura familiar apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Preço do etanol sobe em grande parte do Brasil, aponta ANP


etanol preço
Foto: Agência Brasil

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 15 estados e no Distrito Federal, caíram em outros 8 e ficaram estáveis em 3, na semana de 7 a 13 de dezembro. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol subiu 0,69% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,39 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 0,72% na comparação semanal, a R$ 4,21 o litro.

A maior alta porcentual na semana, de 6,22%, foi registrada no Distrito Federal, a R$ 4,78 o litro. A maior queda, de 1,12%, ocorreu no Rio Grande do Norte, para R$ 4,40 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,49 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,05, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,79 o litro.

Competitividade frente à gasolina

O etanol se mostrou mais competitivo em relação à gasolina em apenas três estados, na semana de 7 a 13 de dezembro. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 71,04% ante a gasolina no período, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados: Mato Grosso do Sul (67,95%); Paraná (69,41%) e São Paulo (69,59%).

O post Preço do etanol sobe em grande parte do Brasil, aponta ANP apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Porte de arma: comissão aprova projeto que autoriza uso em imóvel rural


armas no campo
Foto: Pixabay

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê a concessão de porte de arma para proprietários e trabalhadores rurais maiores de 21 anos.

A proposta altera o Estatuto do Desarmamento para incluir essa nova modalidade de licença. Esse porte de arma específico terá validade de dez anos e será restrito aos limites do imóvel rural.

Como tramita em caráter conclusivo, o projeto de lei deverá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Mudanças e críticas

O texto aprovado é a versão da relatora na CCJ, deputada Coronel Fernanda (PL-MT), para o projeto de lei 6717/16, do deputado Afonso Hamm (PP-RS). O original previa o porte de arma em imóvel rural para pessoas com idade mínima de 25 anos.

Serão exigidos os documentos previstos em lei para registro e aquisição da arma, além de comprovante de idoneidade e de residência ou trabalho em área rural. A declaração de duas testemunhas poderá suprir a comprovação de residência.

Ainda na CCJ, o deputado Patrus Ananias (PT-MG) apresentou voto contrário ao projeto de lei. “Cabe às forças públicas o enfrentamento ao crime, sobretudo o organizado, e nunca à população, que deve ser amparada, e não armada”, disse.

O post Porte de arma: comissão aprova projeto que autoriza uso em imóvel rural apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Câmara aprova texto para regulamentar pontos da reforma tributária


votaçao reforma tributária na Câmara
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta segunda-feira (15), o texto-base de regulamentação de pontos da reforma tributária. O texto detalha como o Poder Público vai cobrar e decidir sobre controvérsias do futuro Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributo que unificará os atuais ICMS (estadual) e ISS (municipal).

O projeto de lei complementar saiu do Senado, onde foi aprovado ainda em setembro. O relator, deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), acatou a maior parte do texto aprovado pelos senadores. Serão votados na tarde desta terça-feira (16) os destaques que podem alterar pontos do texto.

O texto estabelece também procedimentos para criação e funcionamento do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS). Será o CGIBS o responsável por gerir o novo imposto, o IBS. O comitê gestor vai reunir representantes de todos os entes federados para coordenar a arrecadação, a fiscalização, a cobrança e a distribuição desse imposto; elaborar a metodologia e o cálculo da alíquota, entre outras atribuições.

A votação ocorreu quase de madrugada. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o projeto deve tornar o Brasil mais eficiente com a simplificação na cobrança de impostos.

“Vamos dar condições de termos, a partir do mês de janeiro, nosso novo sistema tributário entrando em vigor. Espero que traga menos burocracia, mais agilidade, menos custo para que o cidadão pagador de impostos possa entender melhor o sistema tributário brasileiro. Simplificando, trazendo modelos que internacionalmente têm dado certo e que, sem dúvida, vai ajudar bastante que o Brasil possa ser, ao final, um país mais eficiente, que tenha um sistema tributário que funcione”.

Esse é o segundo texto que tramita no Congresso com o objetivo de regulamentar pontos da reforma tributária. A reforma foi aprovada no fim de 2023 e a primeira regulamentação foi sancionada no início deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse texto tratava das regras de incidência do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA Dual), que se subdivide em dois tributos básicos sobre o consumo: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), arrecadado em nível federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

O post Câmara aprova texto para regulamentar pontos da reforma tributária apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Parlamento Europeu endurece regras para acordo UE-Mercosul e amplia apoio a agricultores


PROTESTO NA FRANÇA
Em dezembro, agricultores franceses protestaram em frente ao Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu avançou em duas frentes sensíveis para o agronegócio nesta terça-feira (16). De um lado, aprovou o reforço dos controles sobre importações agrícolas no acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. De outro, deu sinal verde a regras mais flexíveis e maior apoio financeiro aos agricultores europeus dentro da Política Agrícola Comum (PAC).

Acordo UE-Mercosul enfrenta novas exigências

No caso do acordo com o Mercosul, os deputados europeus defenderam mecanismos de proteção mais rígidos do que os propostos inicialmente pela Comissão Europeia. A principal mudança foi a redução do gatilho para abertura de investigações de salvaguarda, que caiu de 10% para 5% em casos de aumento das importações ou queda acentuada de preços.

A proposta também prevê prazos mais curtos para adoção dessas medidas e a possibilidade de restrições caso produtos importados não atendam aos padrões de produção exigidos pela União Europeia. Entre os itens considerados sensíveis estão carne bovina, aves e açúcar, todos de interesse direto do agronegócio brasileiro.

A votação ocorreu em meio a tensões políticas. França e Itália pressionaram pelo adiamento da análise, enquanto a Comissão Europeia busca apoio suficiente entre os países-membros para avançar com a assinatura do acordo, concluído em dezembro do ano passado após cerca de 25 anos de negociações.

Agora, será necessário negociar um consenso com o Conselho da União Europeia, que representa os governos do bloco.

O que são as salvaguardas

As salvaguardas definem em que situações a União Europeia poderá suspender temporariamente as vantagens tarifárias concedidas ao Mercosul no acordo comercial.

Na prática, se as importações de um determinado produto agrícola considerado sensível aumentarem em 5%, na média de três anos, a UE poderá abrir uma investigação para avaliar a suspensão dos benefícios. Na proposta original da Comissão Europeia, divulgada em outubro, esse limite era de 10%.

O texto aprovado pelo Parlamento também prevê a aplicação de salvaguardas caso as importações agrícolas do Mercosul não estejam em conformidade com os padrões de produção adotados pela União Europeia.

PAC: mais apoio e menos burocracia para agricultores europeus

Paralelamente ao debate comercial, o Parlamento aprovou mudanças nas regras da Política Agrícola Comum com foco na simplificação e no fortalecimento do apoio aos produtores. O acordo preliminar foi aprovado por ampla maioria.

Entre os pontos aprovados está o aumento do auxílio anual aos pequenos agricultores, que poderá chegar a 3 mil euros, além de um pagamento único de até 75 mil euros para o desenvolvimento das explorações.

Regras ambientais e menos inspeções

As novas normas também reduzem a carga burocrática. A partir de 1º de janeiro de 2026, áreas classificadas como terras aráveis manterão essa condição mesmo sem lavoura ativa. Agricultores certificados como produtores orgânicos serão automaticamente considerados em conformidade com as exigências ambientais.

Outra mudança relevante é a limitação das inspeções no local. Os agricultores estarão sujeitos a apenas um controle oficial por ano, seguindo o princípio da “declaração única”. Para o relator do texto, o deputado europeu André Rodrigues, as mudanças buscam equilíbrio entre apoio ao produtor e manutenção das exigências ambientais e sociais.

O pacote ainda precisa de aprovação formal do Conselho da União Europeia para entrar em vigor.

O post Parlamento Europeu endurece regras para acordo UE-Mercosul e amplia apoio a agricultores apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Plantio de soja 25/26 atinge 94,1% de área no Brasil; cinco estados concluem a semeadura


plantio soja grupo bom futuro em mato grosso
Foto: Bom Futuro/Divulgação

O plantio da safra 2025/26 de soja atingiu 94,1% da área no Brasil, conforme relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados até 13 de dezembro. Na comparação com a semana passada, quando a semeadura alcançava 90,3% da área, houve avanço de 3,8 pontos percentuais.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Em relação ao mesmo período da safra anterior, quando o plantio somava 96,8%, o ritmo atual está 2,7 pontos percentuais abaixo. Já na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 90,6%, o índice atual está 3,5 pontos percentuais acima.

Plantio de soja por região

Regionalmente, os estados com 100% da área plantada são Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Na sequência aparece o estado de Tocantins, com 98%, Goiás e Bahia, ambos com 97%, Piauí, com 88%, Santa Catarina, com 86%, Rio Grande do Sul, com 81%, e Maranhão, com 42% da área semeada.

O post Plantio de soja 25/26 atinge 94,1% de área no Brasil; cinco estados concluem a semeadura apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Confira como está o mercado da soja


O Rio Grande do Sul concentra hoje o maior grau de incerteza da safra nacional, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 132,14/sc semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 136,00. Já em Panambi, o mercado físico apresentou manutenção, com o preço de pedra recuando para R$ 121,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Em Santa Catarina, os produtores, atentos ao risco climático contínuo, priorizam o armazenamento como estratégia defensiva, aguardando normalização do line-up para negociar volumes maiores. “Mesmo com o plantio de soja finalizado, a instabilidade climática persiste como fator de preocupação após danos por granizo em novembro, reforçando a necessidade de gestão criteriosa do estoque físico. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,52 (-0,08%)”, completa.

No Paraná, qualquer gargalo logístico no corredor de exportação tende a se refletir rapidamente em queda nos preços de balcão, reforçando o armazenamento como principal ferramenta de defesa comercial. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,82. Em Cascavel, o preço foi R$ 131,15 (-0,38%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,29 (-0,50%). Em Ponta

Grossa o preço foi a R$ 133,39 (+0,13%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 142,52 (+0,23%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 122,00”, indica.

No mercado físico do Mato Grosso do Sul, a soja opera com estabilidade, sustentada pela demanda interna e pela possibilidade de direcionamento tanto ao mercado externo quanto à indústria doméstica. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 128,20 (+1,09%), Campo Grande em R$ 128,20 (+1,09%), Maracaju em R$ 128,20 (+1,09%), Chapadão do Sul a R$ 123,56 (+0,26%), Sidrolândia a em R$ 128,20 (+1,09%)”, informa.

Mato Grosso segue como o principal pilar da oferta nacional de soja. “Campo Verde: R$ 122,70 (+0,02%). Lucas do Rio Verde: R$ 119,85 (+0,95%), Nova Mutum: R$ 119,85 (+0,95%). Primavera do Leste R$ 122,70 (+0,02%). Rondonópolis: R$ 122,70 (+0,02%). Sorriso: R$ 119,85 (+0,95%)”, conclui.

 





Source link

News

Indicadores do etanol são os maiores da safra 25/26


Melaço - Cana-de-açúcar
Foto: Pixabay

Impulsionados pela oferta restrita no mercado spot paulista, os preços dos etanóis atingiram, na última semana, o maior patamar nominal da safra 2025/26. Isso é o que  apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Entre 8 e 12 de dezembro, o Indicador do hidratado Cepea/Esalq para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,9092/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), alta de 0,83% no comparativo ao período anterior. Trata-se da nona semana consecutiva de aumento. Para o anidro, o Indicador Cepea/Esalq subiu 0,39%, a R$ 3,3256/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), o oitavo avanço semanal seguido.

De acordo com o instituto, os vendedores seguem com baixo interesse de realizar novos negócios, sem pressa para finalizar seus estoques, que continuam pequenos. Além disso, ao longo da semana passada, chuvas em boas proporções em regiões de São Paulo levaram outras usinas a encerrarem a moagem da safra 2025/26.

Do lado da demanda, pesquisadores explicam que muitos compradores indicam ter bons volumes para as próximas semanas. Assim, o interesse seguiu pontual, com distribuidoras focadas no encerramento do ano com estoques mais enxutos.

Açúcar oscila com força no spot paulista

O Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal branco (Icumsa 130 a 180) do estado de São Paulo registrou volatilidade expressiva ao longo da semana passada. Segundo o instituto a amplitude foi de aproximadamente 3 Reais por saca de 50 kg entre o piso e o teto.

No balanço de 8 a 12 de dezembro, a média do Indicador foi de R$ 110,30/sc, alta de 2,09% frente à do período anterior. Segundo o instituto, a demanda esteve mais ativa no spot paulista, com empacotadores e indústrias buscando açúcar de qualidade superior, especialmente o Icumsa 150, devido aos estoques reduzidos.

Do lado da oferta, pesquisadores explicam que agentes de usinas estiveram firmes nos preços, contrariando expectativas de maior disponibilidade. Diversas unidades têm reduzido sua participação no spot, uma vez que parcela significativa da produção já está comprometida com contratos de exportação e de abastecimento interno.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

O post Indicadores do etanol são os maiores da safra 25/26 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Alta do milho ganha força


O mercado de milho vive um momento de valorização tanto no cenário internacional quanto no Brasil, impulsionado principalmente pela força da demanda e por ajustes nas expectativas de oferta. Segundo análise da TF Agroeconômica, o viés atual é claramente positivo para os preços, apesar de fatores que podem atuar como limite no médio prazo.

No mercado internacional, a tendência de alta é sustentada por exportações recordes dos Estados Unidos e estoques mais apertados. O Departamento de Agricultura dos EUA elevou a projeção de exportações da safra 2025/26 para 81,28 milhões de toneladas, o maior volume da história, reforçando a competitividade do milho americano. As vendas semanais também surpreenderam, com 2,38 milhões de toneladas negociadas em meados de novembro, acima das estimativas do setor privado, além de novos negócios confirmados para destinos não revelados. 

Esse ritmo consistente de demanda tem dado suporte às cotações na Bolsa de Chicago, onde os contratos se aproximaram de US$ 4,40 por bushel, patamar não visto desde junho. A demanda adicional do setor de etanol, que registrou níveis semanais recordes de produção, também contribui para absorver mais milho.

No Brasil, o movimento altista é impulsionado pela demanda interna aquecida, retração dos vendedores e riscos relacionados à safrinha. Os preços no mercado físico se aproximam de R$ 70 por saca, enquanto os contratos na B3 chegaram a R$ 76. Indústrias e exportadores seguem ativos, ao mesmo tempo em que produtores reduzem a oferta imediata. A preocupação com atrasos na janela de plantio da segunda safra aumenta a percepção de menor disponibilidade futura, sustentando as cotações no curto prazo.

Como contraponto, a oferta aparece como principal fator de equilíbrio. A Conab revisou a produção brasileira para 138,88 milhões de toneladas, acima da estimativa do USDA, além de manter projeção mais elevada para as exportações. Esse volume maior pode limitar a valorização internacional no médio prazo, mas, no momento, o mercado reage mais à força das exportações americanas e à demanda interna brasileira.

 





Source link