segunda-feira, março 16, 2026

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Chuvas podem superar 150 mm nos próximos dias, alerta Inmet


alerta de chuva forte, , cuasada por frente fria
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A formação de um canal de confluência de umidade, com potencial para se organizar como uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), deve marcar o padrão de chuvas no Brasil ao longo desta semana. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o sistema pode provocar grandes volumes de chuva por até cinco dias consecutivos, especialmente em áreas do Norte, Centro-Oeste e Sudeste do país.

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A faixa mais afetada se estende do Norte do Brasil em direção ao Sudeste, com orientação noroeste-sudeste, atingindo principalmente os estados do Amazonas, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Norte concentra os maiores acumulados

Na região Norte, as áreas de instabilidade mais intensas devem se concentrar sobre todo o Amazonas, favorecidas pela combinação de calor e alta umidade, além da circulação local. Também há previsão de chuva expressiva no norte do Amapá, em função da proximidade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Os acumulados previstos variam entre 60 e 150 milímetros, podendo superar 150 mm em sete dias em pontos alinhados ao canal de umidade. Em outras áreas da região, os volumes devem ficar entre 50 e 70 mm no período.

Por outro lado, o sul do Amapá, norte do Pará e Roraima devem enfrentar uma semana mais seca, com pouca ou nenhuma chuva, restrita a pancadas rápidas e isoladas. A umidade relativa do ar seguirá elevada na maior parte da Região Norte, acima de 60%, mas pode cair para 30% a 40% no norte do Pará e em Roraima, devido à ausência de chuvas.

Nordeste segue com tempo seco e baixa umidade

No Nordeste, o Inmet aponta predomínio de tempo seco ao longo da semana. A exceção fica para o norte do Maranhão e do Piauí, onde podem ocorrer pancadas de chuva a partir de quarta-feira, porém com baixos acumulados.

A região também deve enfrentar índices críticos de umidade relativa do ar, principalmente na área que abrange Piauí, Ceará, Pernambuco e Bahia, com valores entre 20% e 30%, podendo ficar abaixo de 15% em pontos entre Pernambuco e o norte da Bahia. No extremo oeste baiano, a umidade tende a ser mais elevada, em torno de 50% ou mais.

Centro-Oeste em alerta para chuva excessiva

A Região Centro-Oeste concentra um dos principais alertas da semana. A previsão indica chuvas volumosas em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, com acumulados entre 100 e 200 mm em sete dias.

O maior destaque vai para a faixa que se estende do norte do Mato Grosso ao sul de Goiás, diretamente sob influência do canal de convergência de umidade. Nesses pontos, os volumes podem superar 300 mm, especialmente entre os dias 17 e 21 de dezembro, quando as pancadas tendem a ser mais intensas e persistentes.

Em Mato Grosso do Sul, o cenário é um pouco diferente, com menor favorecimento de chuvas e acumulados mais baixos ao longo da semana. A umidade relativa do ar permanece elevada na maior parte da região, entre 60% e 80%, mas pode cair para 40% a 50% no oeste sul-mato-grossense.

Sudeste pode registrar tempestades e acumulados elevados

No Sudeste, a previsão aponta chuvas volumosas até o dia 18 de dezembro em grande parte de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, com avanço para o sul do Espírito Santo a partir dessa data. A atuação de uma frente fria pelo oceano deve limitar os acumulados em algumas áreas.

Há risco de tempestades em regiões como o Vale do Paraíba, Serra do Mar, Serra da Mantiqueira, sul e Triângulo Mineiro, além da Serra Fluminense e praticamente todo o estado do Rio de Janeiro. Em alguns pontos, os volumes podem atingir 100 a 200 mm em apenas 48 horas.

Em São Paulo e no Espírito Santo, a chuva deve ocorrer de forma mais isolada, com acumulados menores. A umidade relativa do ar tende a ficar entre 65% e 75%, com exceção do extremo norte de Minas Gerais, onde pode cair para cerca de 50%.

Sul tem chuva forte no início da semana

Na Região Sul, a semana começa com chuvas intensas, principalmente entre os dias 15 e 16 de dezembro, devido à passagem de uma nova frente fria. Os maiores volumes devem ocorrer no oeste do Paraná e no Rio Grande do Sul, com acumulados que podem superar 100 mm em 24 horas.

No dia 17, ainda há previsão de chuva em Santa Catarina, porém com volumes menores. A partir da segunda metade da semana, o tempo tende a ficar mais seco e estável em toda a região Sul.

A umidade relativa do ar permanece elevada no início da semana, em torno de 70%, mas deve cair para 40% a 50% nos dias seguintes.

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O preço da soja vai cair?



A oferta brasileira permanece como um dos principais fatores de peso sobre as cotaçõe


A oferta brasileira permanece como um dos principais fatores de peso sobre as cotações
A oferta brasileira permanece como um dos principais fatores de peso sobre as cotações – Foto: Pixabay

O mercado internacional da soja segue marcado por um quadro de ampla oferta e incertezas quanto ao ritmo da demanda, o que mantém os preços futuros pressionados. Análise da TF Agroeconômica indica que a combinação entre produção elevada na América do Sul e desempenho fraco das exportações dos Estados Unidos sustenta um ambiente majoritariamente baixista para o curto e médio prazos.

A oferta brasileira permanece como um dos principais fatores de peso sobre as cotações. Apesar de um ajuste recente, a projeção oficial aponta produção em torno de 177,1 milhões de toneladas em 2025/26, ainda com viés de recorde. A recuperação de áreas do Sul após problemas climáticos amplia a disponibilidade do grão sul-americano no mercado global e reduz a necessidade imediata de valorização dos preços no CBOT. Esse cenário é reforçado pela oferta global robusta, que limita movimentos de alta antes do início da próxima safra.

Nos Estados Unidos, o ritmo das exportações segue significativamente abaixo do registrado no ano comercial anterior. Esse atraso pressiona os contratos futuros, refletindo excesso relativo de oferta doméstica e perda de espaço para o produto brasileiro no comércio internacional, o que intensifica a pressão baixista no curto e médio prazos.

Do lado da demanda, a China deve elevar o consumo, mas ainda há incertezas sobre a efetiva execução dos contratos e o ritmo das importações. Projeções oficiais indicam crescimento, enquanto estimativas de mercado trabalham com volumes ainda maiores, embora as compras confirmadas permaneçam aquém do histórico recente. Caso haja aceleração consistente, parte da oferta adicional pode ser absorvida, oferecendo algum suporte às cotações.





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Rastreabilidade bovina obrigatória? ABCZ defende posição em Brasília


Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja
Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) defendeu, em Brasília, que a rastreabilidade bovina não seja obrigatória no Brasil. A posição foi apresentada durante audiência no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), como parte das discussões sobre o sistema nacional em estudo.

A entidade protocolou um ofício no ministério com a proposta de que a adesão dos produtores ao futuro sistema ocorra de forma voluntária. No documento, a associação também se colocou à disposição para colaborar na gestão do banco de dados que deve sustentar o modelo nacional de rastreabilidade.

O encontro ocorreu com o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Marcelo de Andrade Mota. A ABCZ argumentou que a construção do sistema precisa considerar a realidade produtiva do país e a diversidade dos sistemas de criação.

Adesão do produtor e viabilidade econômica

Para a ABCZ, a rastreabilidade é um instrumento relevante para a inserção da carne brasileira em mercados internacionais. No entanto, a entidade avalia que o avanço do modelo depende de incentivos econômicos claros ao produtor rural.

Segundo o presidente da associação, Gabriel Garcia Cid, a adoção ampla do sistema passa, necessariamente, pela remuneração do pecuarista. Ele avalia que não é possível exigir rastreabilidade total sem políticas públicas que ampliem o acesso a tecnologias e melhorias produtivas.

A entidade defende que a rastreabilidade seja tratada como uma etapa de evolução do sistema produtivo. Na avaliação da ABCZ, antes de qualquer exigência, é preciso criar condições para que todos os produtores consigam atender aos critérios técnicos e operacionais.

Proposta de parceria institucional

No ofício entregue ao Mapa, a ABCZ sugeriu uma atuação conjunta com o governo federal na administração do banco de dados do sistema nacional. A proposta prevê cooperação técnica e institucional na estruturação e no gerenciamento das informações.

A associação argumenta que sua experiência com registros zootécnicos e genéticos pode contribuir para a eficiência e a credibilidade do sistema. A intenção, segundo a entidade, é apoiar a construção de um modelo funcional e alinhado às demandas do setor.

Participaram da reunião representantes das áreas internacional e técnica da ABCZ, além de integrantes ligados a projetos de promoção da carne brasileira no exterior.

Genética como base da rastreabilidade

A ABCZ também destacou o papel da genética como elemento central para o avanço da rastreabilidade no país. A entidade avalia que a melhoria genética amplia a eficiência produtiva e facilita o controle dos rebanhos.

De acordo com Gabriel Garcia Cid, a valorização da produção, associada a sistemas mais eficientes, cria o ambiente necessário para que o produtor avance, de forma gradual, para modelos mais completos de rastreamento.

Para a associação, a rastreabilidade deve ser consequência de um sistema produtivo estruturado, e não uma imposição dissociada da realidade do campo.

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Centro-Sul processa 15,99 milhões de toneladas de cana na 2ª quinzena de novembro


colheita de cana-de açúcar
Foto: Neide Makiko/ Embrapa Informática Agropecuária

As unidades produtoras de cana-de-açúcar da região Centro-Sul processaram 15,993 milhões de toneladas na segunda quinzena de novembro, referente à safra 2025/26 (abril a março), volume 21,08% inferior ao registrado em igual período da safra anterior 2024/25, quando a moagem somou 20,266 milhões de toneladas.

As informações constam do levantamento quinzenal da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), divulgado nesta terça-feira (16).

Na segunda metade de novembro, 144 unidades estiveram em operação no Centro-Sul, das quais 124 com processamento de cana, dez produtoras de etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo intervalo do ciclo anterior, 196 unidades estavam ativas. Apenas nos últimos 15 dias do mês, 52 unidades encerraram a moagem, elevando para 173 o total de usinas que já pararam as operações desde o início da safra.

Segundo o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, “até o início de dezembro, cerca de dois terços das unidades já haviam encerrado as operações”.

Açúcar e etanol hidratado em queda

A produção de açúcar na segunda quinzena de novembro totalizou 724 mil toneladas, queda de 32,94% em relação ao igual período da safra 2024/25, quando foram produzidas 1,080 milhão de toneladas. O movimento reflete a continuidade do ajuste no mix produtivo. Na quinzena, a proporção da cana destinada ao açúcar recuou, passando de 64,48% no igual período do ciclo anterior para 35,52%.

“Essa tendência de retração no mix de açúcar tem sido observada pela sétima quinzena consecutiva e o mix de etanol chegou a atingir 64,48% nos últimos 15 dias de novembro”, afirmou Rodrigues.

Com maior direcionamento da matéria-prima ao biocombustível, a produção de etanol na segunda metade de novembro atingiu 1,185 bilhão de litros. Do total, 727 milhões de litros correspondem ao etanol hidratado, recuo de 7,41% na comparação anual, enquanto o etanol anidro somou 457 milhões de litros, alta de 10,21%.

Do volume total de etanol fabricado na quinzena, 31,64% tiveram origem no milho, com produção de 374,82 milhões de litros, recuo de 0,12% ante igual período da safra passada.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o ATR médio da cana processada na segunda quinzena de novembro alcançou 133,78 kg por tonelada, avanço de 6,80% frente aos 125,26 kg por tonelada observados na safra 2024/25.

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Cotações da soja recuam em Chicago com foco na China


O mercado internacional da soja encerrou a semana pressionado por incertezas sobre a demanda e pelo avanço da oferta global, refletindo um ambiente de cautela entre os investidores. De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia e a semana em baixa, diante do ritmo fraco de compras pela China e do anúncio de um novo leilão estatal no país asiático.

O contrato de soja com vencimento em janeiro recuou 1,53%, encerrando a US$ 10,76,75 por bushel, enquanto o março caiu 1,45%, para US$ 10,86,75. No complexo, o farelo de soja para janeiro teve leve alta diária de 0,13%, a US$ 302,50 por tonelada curta, mas o óleo de soja registrou queda de 1,48%, fechando a US$ 50,07 por libra-peso. No acumulado da semana, a soja perdeu 2,58%, o equivalente a 28,50 cents por bushel, o farelo recuou 1,59% e o óleo apresentou baixa mais intensa, de 3,13%.

A pressão sobre os preços está associada à perda de fôlego observada após a trégua tarifária, levando as cotações de volta aos níveis do fim de outubro. O mercado segue atento às compras chinesas, especialmente à expectativa de aquisição de até 12 milhões de toneladas ainda neste ano, volume citado por autoridades norte-americanas. Com relatórios de vendas atrasados e atualização completa prevista apenas para o início de janeiro, os operadores trabalham com números oficiais de 3,377 milhões de toneladas já negociadas ou com estimativas especulativas que apontam para 50% a 60% da meta. O cancelamento de 100 mil toneladas e o anúncio, pela estatal Sinograin, de um leilão de 500 mil toneladas para o mercado interno reforçaram o tom defensivo.

Além disso, o avanço da colheita de uma safra recorde no Brasil e a redução dos impostos de exportação de grãos na Argentina ampliam a percepção de oferta, contribuindo para a pressão baixista em Chicago.

 





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Após críticas do agro, governo ajusta Plano Clima e amplia incentivos a produtores rurais


Plano Clima
Foto: Agência Gov

Após críticas de entidades, especialistas e lideranças do setor agropecuário, o governo federal incorporou demandas do agro no texto final do Plano Clima, aprovado na segunda-feira (15). O documento traz incentivos financeiros, estímulo a práticas sustentáveis e valorização da preservação de áreas verdes em imóveis rurais.

As alterações foram detalhadas pelo secretário nacional de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio Melo, em entrevista ao Canal Rural nesta terça-feira (16).

Segundo o secretário, o texto aprovado é resultado de um processo amplo de negociação e diálogo. “A gente está bastante contente e satisfeito com o resultado desse trabalho que levou à aprovação do Plano Clima. Foi um esforço que envolveu muitos órgãos do governo federal, mas também muita participação da sociedade civil, do setor privado e dos governos estaduais e municipais”, afirmou.

O Plano Clima foi coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Casa Civil, com apoio técnico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e contou com a participação de cerca de 25 ministérios. O documento reúne ações previstas até 2035 e está estruturado em dois grandes eixos: adaptação aos efeitos das mudanças climáticas e mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

No eixo da mitigação, ponto que concentrou parte das críticas do setor agropecuário, foram definidos oito planos de ação, dos quais três estão diretamente ligados à agropecuária e ao uso da terra. Aloisio Melo explicou que, durante a consulta pública, representantes do setor questionaram a forma como as emissões e as áreas rurais eram tratadas na versão preliminar.

“A abordagem inicial agregava todas as emissões associadas às atividades agropecuárias nos imóveis rurais, incluindo áreas que não são privadas, como assentamentos e territórios quilombolas. Isso foi objeto de questionamento, porque são áreas sob gestão pública e com políticas específicas”, disse.

Diante dessas manifestações, o governo optou por um redesenho do plano. “Houve uma redefinição e uma realocação das áreas. Criamos um bloco específico para os imóveis rurais privados, que constam das bases cadastrais oficiais, e outros planos voltados às áreas públicas e aos territórios coletivos”, explicou o secretário.

Segundo ele, a mudança trouxe mais clareza sobre responsabilidades e instrumentos de política pública. “Isso deixa mais claro quais são os núcleos de ação e quem responde por cada frente, tanto no governo quanto no setor produtivo”, afirmou.

Outro ponto destacado por Aloisio Melo foi a incorporação mais explícita de instrumentos econômicos para estimular a preservação ambiental. “Ficou claro que não se trata de criar novas obrigações legais. O Plano Clima não é um plano de comando e controle. Ele é um plano orientador, que aponta caminhos e instrumentos”, ressaltou.

Entre os mecanismos previstos estão o fortalecimento do Plano ABC/ABC+ (RenovaAgro), linhas de financiamento específicas, pagamento por serviços ambientais e a ampliação do uso da Cota de Reserva Ambiental (CRA).

“A ideia é que manter floresta no imóvel rural seja visto como um ativo. Existem mecanismos para atribuir valor a essa vegetação excedente, permitindo remuneração ao produtor”, disse.

O secretário também citou iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas. “Temos um estoque enorme de áreas de pastagens degradadas ou de baixíssima produtividade. O plano organiza instrumentos de financiamento para que essas áreas sejam recuperadas, seja com florestas, seja com sistemas produtivos mais eficientes”, afirmou.

Como exemplo, Aloisio Melo mencionou o Ecoinvest, modalidade vinculada ao Fundo Clima. “Recentemente fizemos uma chamada que recebeu propostas com a meta de recuperar cerca de 1,3 milhão de hectares de áreas degradadas”, disse.

Para o secretário, o redesenho do Plano Clima atende às principais preocupações apresentadas pelo setor agropecuário. “Esse desenho consegue um melhor alinhamento. Ele consolida políticas que já existem, reforça incentivos e deixa claro como o setor pode continuar crescendo sem aumento das emissões”, afirmou.

Com a aprovação pelo comitê interministerial, o Plano Clima entra agora na fase de implementação e monitoramento. “O desafio agora é acompanhar, monitorar e dar transparência para mostrar como essas ações estão avançando na prática”, afirma Aloisio Melo.

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Conab inicia entrega de mais de 220 maquinários para apoiar a agricultura familiar


Reprodução

Com a entrega simbólica de 13 maquinários a representantes de 13 entidades de agricultores familiares de 13 estados, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) inicia nesta terça-feira (16) a distribuição de 222 equipamentos no âmbito do projeto “Mecaniza+: Modernização da Agricultura Familiar”, lançado pela estatal durante a COP30, e do ”Programa Arroz da Gente”, que completa um ano neste mês. A cerimônia será realizada no auditório da companhia, em Brasília (DF).

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Segundo a Conab, a meta é que todos os equipamentos sejam entregues até o final de março de 2026 às associações e cooperativas das 27 unidades federativas, que comercializam seus produtos por meio das principais políticas públicas operacionalizadas pela estatal.

O investimento total para a aquisição dos equipamentos é de R$ 13 milhões, viabilizado por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Os recursos permitiram a compra de 72 colheitadeiras de arroz e 150 kits multifunção, informou a companhia.

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Preço do etanol sobe em grande parte do Brasil, aponta ANP


etanol preço
Foto: Agência Brasil

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 15 estados e no Distrito Federal, caíram em outros 8 e ficaram estáveis em 3, na semana de 7 a 13 de dezembro. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol subiu 0,69% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,39 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 0,72% na comparação semanal, a R$ 4,21 o litro.

A maior alta porcentual na semana, de 6,22%, foi registrada no Distrito Federal, a R$ 4,78 o litro. A maior queda, de 1,12%, ocorreu no Rio Grande do Norte, para R$ 4,40 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,49 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,05, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,79 o litro.

Competitividade frente à gasolina

O etanol se mostrou mais competitivo em relação à gasolina em apenas três estados, na semana de 7 a 13 de dezembro. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 71,04% ante a gasolina no período, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados: Mato Grosso do Sul (67,95%); Paraná (69,41%) e São Paulo (69,59%).

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Porte de arma: comissão aprova projeto que autoriza uso em imóvel rural


armas no campo
Foto: Pixabay

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê a concessão de porte de arma para proprietários e trabalhadores rurais maiores de 21 anos.

A proposta altera o Estatuto do Desarmamento para incluir essa nova modalidade de licença. Esse porte de arma específico terá validade de dez anos e será restrito aos limites do imóvel rural.

Como tramita em caráter conclusivo, o projeto de lei deverá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Mudanças e críticas

O texto aprovado é a versão da relatora na CCJ, deputada Coronel Fernanda (PL-MT), para o projeto de lei 6717/16, do deputado Afonso Hamm (PP-RS). O original previa o porte de arma em imóvel rural para pessoas com idade mínima de 25 anos.

Serão exigidos os documentos previstos em lei para registro e aquisição da arma, além de comprovante de idoneidade e de residência ou trabalho em área rural. A declaração de duas testemunhas poderá suprir a comprovação de residência.

Ainda na CCJ, o deputado Patrus Ananias (PT-MG) apresentou voto contrário ao projeto de lei. “Cabe às forças públicas o enfrentamento ao crime, sobretudo o organizado, e nunca à população, que deve ser amparada, e não armada”, disse.

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Câmara aprova texto para regulamentar pontos da reforma tributária


votaçao reforma tributária na Câmara
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta segunda-feira (15), o texto-base de regulamentação de pontos da reforma tributária. O texto detalha como o Poder Público vai cobrar e decidir sobre controvérsias do futuro Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributo que unificará os atuais ICMS (estadual) e ISS (municipal).

O projeto de lei complementar saiu do Senado, onde foi aprovado ainda em setembro. O relator, deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), acatou a maior parte do texto aprovado pelos senadores. Serão votados na tarde desta terça-feira (16) os destaques que podem alterar pontos do texto.

O texto estabelece também procedimentos para criação e funcionamento do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS). Será o CGIBS o responsável por gerir o novo imposto, o IBS. O comitê gestor vai reunir representantes de todos os entes federados para coordenar a arrecadação, a fiscalização, a cobrança e a distribuição desse imposto; elaborar a metodologia e o cálculo da alíquota, entre outras atribuições.

A votação ocorreu quase de madrugada. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o projeto deve tornar o Brasil mais eficiente com a simplificação na cobrança de impostos.

“Vamos dar condições de termos, a partir do mês de janeiro, nosso novo sistema tributário entrando em vigor. Espero que traga menos burocracia, mais agilidade, menos custo para que o cidadão pagador de impostos possa entender melhor o sistema tributário brasileiro. Simplificando, trazendo modelos que internacionalmente têm dado certo e que, sem dúvida, vai ajudar bastante que o Brasil possa ser, ao final, um país mais eficiente, que tenha um sistema tributário que funcione”.

Esse é o segundo texto que tramita no Congresso com o objetivo de regulamentar pontos da reforma tributária. A reforma foi aprovada no fim de 2023 e a primeira regulamentação foi sancionada no início deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse texto tratava das regras de incidência do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA Dual), que se subdivide em dois tributos básicos sobre o consumo: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), arrecadado em nível federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

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