quarta-feira, março 11, 2026

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Moratória da Soja: ‘É uma vitória aos sojicultores que foram prejudicados’, diz Aprosoja MT


Divulgação Aprosoja MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) comemorou a decisão de grandes tradings agrícolas de comunicar formalmente às organizações da sociedade civil sua saída do acordo da Moratória da Soja.

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Em nota, a entidade afirmou que a decisão representa “uma vitória dos produtores de soja que, por tantos anos, foram prejudicados por um acordo privado e ilegal, incompatível com a legislação nacional, aplicado de forma assimétrica e injusto para quem cumpre o Código Florestal Brasileiro”.

Segundo a Aprosoja MT, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a eficácia da Lei nº 12.709/2024 e o consequente restabelecimento da norma estadual, reforça a segurança jurídica, a livre iniciativa e a soberania dos produtores rurais.

A associação também destacou a atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que identificou indícios de cartel e possível afronta à ordem econômica no contexto da Moratória da Soja. De acordo com decisão do próprio órgão, a eficácia da Moratória deixou de ter validade a partir de 1º de janeiro de 2026.

O objetivo, desde o começo, foi contestar um acordo considerado incompatível com a legislação brasileira, desigual na aplicação e prejudicial aos produtores que cumprem integralmente o Código Florestal.

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Porta-voz da União Europeia diz que bloco deve assinar acordo com o Mercosul ‘em breve’


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Foto: Camex

A porta-voz-chefe da União Europeia (UE), Paula Pinho, afirmou nesta segunda-feira (5) que “houve progresso nas discussões sobre o acordo com o Mercosul nas duas últimas semanas”, ao comentar o estado das negociações comerciais entre os dois blocos durante coletiva de imprensa em Bruxelas.

Questionada sobre rumores de que a assinatura ocorreria em 12 de janeiro, ela disse que, apesar do avanço, “ainda não temos uma data específica para o acordo”, mas destacou que “estamos no caminho certo” para assinar o tratado com o Mercosul “em breve”.

As declarações de Pinho ocorrem após o adiamento da assinatura do pacto comercial UE-Mercosul, inicialmente prevista para 20 de dezembro e remarcada para o início de janeiro de 2026. O acordo avançou apesar de resistências internas, concentradas sobretudo na França e na Itália, enquanto a maioria dos Estados-membros europeus segue favorável à sua conclusão.

Anteriormente, em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, reafirmaram o compromisso de concluir a assinatura em janeiro, explicando que o adiamento se deve à finalização de procedimentos internos no Conselho.

A resistência italiana, alinhada à francesa, está ligada a pressões do setor agrícola por maiores garantias. Para contornar essas objeções, o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas mais rígidas para produtos sensíveis, além da proposta de um fundo de compensação de 1 bilhão de euros e reforço nos controles fitossanitários. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, indicou que Roma pode apoiar o acordo “em no máximo um mês”.

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Brasil fecha 2025 com recorde de registros de bioinsumos e avanços regulatórios


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Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou o balanço dos registros de defensivos agrícolas e bioinsumos concedidos ao longo de 2025. Os dados confirmam recorde histórico na liberação de produtos biológicos e avanços na organização do marco regulatório do setor.

Segundo o Mapa, o ano terminou com 912 registros concedidos. Desse total, 323 correspondem a produtos técnicos, destinados exclusivamente ao uso industrial, sem comercialização direta ao produtor rural.

O levantamento também aponta a liberação de 162 bioinsumos, o maior número já registrado no país. A categoria inclui produtos biológicos, microbiológicos, bioquímicos, extratos vegetais, reguladores de crescimento e semioquímicos, inclusive para a agricultura orgânica.

Em 2025, o Brasil ainda aprovou seis produtos técnicos inéditos e 19 produtos formulados à base de ingredientes ativos novos, reforçando a modernização do portfólio fitossanitário disponível no mercado.

Ingredientes ativos novos e defesa fitossanitária

A entrada de novos ingredientes ativos é considerada estratégica para a defesa fitossanitária. Diferentemente dos produtos equivalentes, essas moléculas ampliam os modos de ação disponíveis e contribuem para o manejo integrado de pragas e doenças.

Entre os ativos registrados em 2025 estão Ipflufenoquina, Fluoxastrobina, Fluazaindolizine, Isopirazam, Fenpropidin e Ciclobutrifluram. Segundo o Mapa, essas incorporações fortalecem a eficiência do controle fitossanitário e estimulam a inovação tecnológica no setor agrícola.

Produtos equivalentes e organização regulatória

A maior parte dos registros concedidos em 2025 se refere a produtos equivalentes. O objetivo é ampliar a concorrência, garantir o abastecimento e reduzir custos ao produtor. O ministério destaca que parte dessas liberações decorre de decisões judiciais ligadas ao descumprimento de prazos legais em processos antigos.

Para melhorar a previsibilidade e a transparência da análise, o Mapa publicou, em dezembro, norma que centraliza o protocolo e a tramitação dos pedidos. Desde setembro, todos os novos processos passaram a ser protocolados exclusivamente pelo Sistema Eletrônico de Informações.

A prioridade inicial foi dada a produtos com ingredientes ativos novos e bioinsumos com menor potencial de impacto à saúde humana e ao meio ambiente, preservando os fluxos dos processos mais antigos.

Uso no campo, fiscalização e próximos passos

O ministério reforça que o número de registros não indica aumento automático do uso no campo. Em 2024, mais da metade das marcas de defensivos químicos registradas não foi comercializada.

O processo de registro segue modelo tripartite, com análises da Anvisa, do Ibama e do próprio Mapa. Em 2025, ações de fiscalização resultaram na suspensão cautelar de 34 produtos e na apreensão de 1.946 litros de defensivos ilegais.

Para 2026, a expectativa é o lançamento do Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica, que deve consolidar o modelo de protocolo único previsto na legislação recente.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de fertilizantes busca equilíbrio em meio a ajustes



No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400/ton


No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400 por tonelada CFR
No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400 por tonelada CFR – Foto: Canva

O mercado global de fertilizantes iniciou o período recente com sinais mistos, refletindo movimentos pontuais de recuperação em meio a um quadro ainda marcado por oferta elevada e demanda seletiva. De acordo com análise da Agrinvest Commodities, o segmento de nitrogenados encontrou suporte temporário com o retorno da Índia às compras de Ureia, interrompendo a sequência de quedas observada nas semanas anteriores. Apesar desse movimento, o equilíbrio global segue pressionado, já que a oferta permanece abundante e a demanda fora do mercado indiano continua limitada.

No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400 por tonelada CFR, o que trouxe algum alívio ao mercado doméstico. Nesse contexto, o custo do ponto de nitrogênio voltou a favorecer a ureia em relação ao sulfato de amônio, mesmo diante de fretes mais elevados e de custos de nacionalização mais altos. Ainda assim, o ambiente segue cauteloso, com compradores atentos à sustentabilidade desse ajuste diante do cenário internacional.

Para os fosfatados e potássicos, o quadro é de maior firmeza. As restrições impostas pela China para 2026, combinadas com o enxofre acima de US$ 500 por tonelada e os anúncios de cortes de produção, têm sustentado os preços dos fosfatados, mesmo com uma demanda doméstica mais contida. No mercado de potássio, o contrato firmado pela China trouxe suporte aos preços globais, mantendo o KCl entre US$ 360 e US$ 370 por tonelada CFR Brasil. Os estoques mais ajustados reforçam esse movimento, enquanto a atenção do mercado se volta agora para a definição do próximo acordo envolvendo a Índia, que pode influenciar a dinâmica dos preços nos próximos meses.

 





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Irregularidade das chuvas marca safras de soja e milho no Brasil; o que esperar em 2026?


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Foto: Freepik

O produtor brasileiro, que está sempre de olho na previsão do tempo, conhece bem os efeitos dos fenômenos climáticos. A safra 2024/25 foi regida pela influência do El Niño, com estiagem e sucessivas ondas de calor; já a temporada 2025/26 ocorre sob efeito do La Niña. Apesar das temperaturas mais amenas, o período foi marcado pela irregularidade das chuvas.

“Essa foi a grande diferença”, afirma Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural. Estiagem e quebra de safra, especialmente no Rio Grande do Sul, estão entre os destaques negativos da safra passada. Também houve impactos no Sudeste e no Centro-Oeste. No Matopiba, foi a chuva irregular que provocou perdas pontuais nas lavouras.

O meteorologista, no entanto, avalia que o país conseguiu alcançar uma boa produção geral. Nessa safra, a maior preocupação é com o alto índice de replantio, situação provocada justamente pela falta de regularidade das chuvas.

Chuvas retornam no 1º trimestre

Enquanto 2025 terminou com a irregularidade das precipitações, a expectativa agora é que as chuvas retornem com mais intensidade, principalmente em janeiro, fevereiro e março. Segundo Müller, as condições vão ajudar as lavouras de soja semeadas mais tardiamente, com exceção de quem já está colhendo e plantando milho.

“O produtor acaba perdendo a janela ideal de umidade para o desenvolvimento do milho segunda safra”, diz.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que o plantio da soja está praticamente finalizado, com 97,9% da área total semeada. Para o milho verão, a estatal aponta que a semeadura atingiu 85,6%. Conforme o resultado, as duas culturas estão com os trabalhos adiantados na comparação com a média dos últimos cinco anos.

O meteorologista do Canal Rural destaca que a soja deve manter um bom patamar de produção. Segundo estimativa da Conab, a colheita da oleaginosa deve atingir 177,1 milhões de toneladas, um aumento de 3,3% em relação à temporada anterior. Contudo, ele faz uma ressalva sobre os impactos do replantio na produção da segunda safra de milho, que é a principal no Brasil.

“Há um comprometimento relevante do volume do milho de segunda safra, porque nas áreas onde houve replantio, muito provavelmente o produtor vai optar por outro cultivo”, afirma. Entre o fim de abril e o início de maio, que marca o fim do plantio da cultura, a tendência é de diminuição nos volumes de chuva.

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Após captura de Maduro, presidente interina da Venezuela fala em colaboração com os EUA


Foto: Reprodução Redes Sociais

Em carta pública endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez , classifica como prioritário avançar para um relacionamento “equilibrado e respeitoso” com o país norte-americano, “baseado na igualdade e não na ingerência”.

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No documento, divulgado nas redes sociais, Delcy faz um convite ao governo dos EUA para trabalharem conjuntamente em uma agenda de cooperação, voltada ao desenvolvimento compartilhado, no marco da legalidade internacional e de forma a fortalecer “uma convivência comunitária duradoura”.

Ela diz: “Presidente Donald Trump, nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra. Esse sempre foi o predicamento do presidente Nicolás Maduro e é o de toda a Venezuela neste momento. Essa é a Venezuela em que acredito, à qual dediquei minha vida.”
A presidente interina conclui a carta destacando que a Venezuela tem direito à paz, ao desenvolvimento, à soberania e ao futuro.

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Ações de petrolíferas dos EUA disparam após intervenção militar de Trump na Venezuela


Donald Trump em coletiva de imprensa sobre ação militar na Venezuela
Foto: Reprodução/Youtube

As ações de empresas petrolíferas dos Estados Unidos registraram forte alta no pré-mercado desta segunda-feira (5) após declarações do presidente Donald Trump indicando que os EUA pretendem “administrar” a Venezuela depois da captura de Nicolás Maduro no fim de semana.

O movimento foi puxado pela Chevron, única grande petrolífera norte-americana que mantém operações no país sob autorização especial do governo dos EUA. Os papéis da companhia chegaram a avançar até 10% nas negociações iniciais. Também houve valorização das ações da ConocoPhillips e da Exxon Mobil, refletindo a expectativa do mercado sobre possíveis mudanças no cenário energético venezuelano.

Expectativa sobre acesso às maiores reservas do mundo

Entre as empresas do setor, a Chevron é considerada a mais bem posicionada para se beneficiar rapidamente de um eventual maior controle norte-americano sobre a indústria petrolífera venezuelana. A companhia permaneceu no país mesmo após a nacionalização de ativos estrangeiros no início dos anos 2000, mantendo presença operacional contínua.

Já a ConocoPhillips tem a receber mais de US$ 8 bilhões do governo venezuelano, conforme decisões de arbitragens internacionais relacionadas à expropriação de seus ativos. No caso da Exxon Mobil, os créditos reconhecidos giram em torno de US$ 1 bilhão, também decorrentes de processos arbitrais.

Cautela das empresas e dúvidas do mercado

Apesar do otimismo refletido nas ações, analistas avaliam que ainda há muitas incertezas sobre o interesse das grandes petrolíferas globais em realizar aportes expressivos de capital em um país que pode ser administrado por um governo de transição apoiado pelos Estados Unidos. A ausência de um marco legal e fiscal consolidado é vista como um fator de risco relevante.

A ConocoPhillips afirmou que considera prematuro especular sobre futuras atividades na Venezuela, embora tenha recebido, em 2024, licenças que a colocam em posição mais favorável para tentar recuperar parte das perdas acumuladas no passado.

A Exxon Mobil, por sua vez, também adotou um discurso cauteloso, lembrando que seus ativos já foram expropriados anteriormente, o que pesa na avaliação de novos investimentos.

Infraestrutura é gargalo para retomada da produção

No caso da Chevron, as operações seguem normalmente, com exportações de petróleo mantidas mesmo após o início de um bloqueio marítimo parcial imposto pelos Estados Unidos. Ainda assim, especialistas destacam que a recuperação plena da produção venezuelana não será imediata.

A avaliação é de que serão necessários anos de investimentos para reconstruir a infraestrutura crítica do setor e permitir que o petróleo volte a fluir em maior escala. Atualmente, a Venezuela responde por menos de 1% da oferta global, apesar de concentrar as maiores reservas de petróleo do mundo.

O cenário segue no radar dos mercados globais, que acompanham de perto os desdobramentos políticos e seus possíveis impactos sobre o setor energético internacional.

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Selic se mantém estável para 2026 no primeiro Boletim Focus do ano; IPCA sobe


Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

A previsão do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) se manteve estável em 12,25% para 2026 no primeiro Boletim Focus do ano, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central (BC).

A estimativa é divulgada semanalmente pela instituição com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027 e 2028, as previsões também se mantiveram em 10,50% e 9,75%, respectivamente.

Expectativa para o IPCA

Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – subiu de 4,05% para 4,06% este ano, enquanto para 2027, a estimativa permaneceu em 3,80%. Já a previsão para 2028 continuou em 3,50%.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano se manteve em 1,80% pela quarta semana em sequência. Para 2027, a projeção também se manteve em 1,80%, enquanto para 2028, continuou em 2% (há 95 semanas).

Já a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,50 para o fim deste ano, mesma projeção para o final de 2027. Para 2028, a estimativa é de que o dólar fique em R$ 5,52, a mesma da semana anterior.

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França endurece regras para importação de frutas do Mercosul


Divulgação /Abrafrutas

O governo da França anunciou que vai interromper a entrada de produtos agrícolas importados da América do Sul que apresentem resíduos de defensivos agrícolas proibidos pela União Europeia. A decisão foi comunicada neste domingo (4) pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, em publicação nas redes sociais.

Segundo Lecornu, a medida será formalizada nos próximos dias por meio de uma portaria a ser editada pelo Ministério da Agricultura, comandado por Annie Genevard. O texto deverá vetar a importação de mercadorias que contenham resíduos de mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim, substâncias que já não são autorizadas no território europeu.

Entre os produtos citados pelo primeiro-ministro estão frutas como abacate, manga, goiaba, cítricos, uvas e maçãs. Segundo ele, cargas provenientes da América do Sul ou de qualquer outra região que não atendam às exigências sanitárias não poderão mais entrar no país. A fiscalização também será reforçada, com a criação de uma brigada especializada para intensificar os controles nas fronteiras.

Proteção ao produtor e reação à concorrência externa

De acordo com Lecornu, a iniciativa faz parte de uma estratégia inicial para fortalecer as cadeias produtivas francesas e garantir maior segurança aos consumidores. O primeiro-ministro afirmou ainda que a medida busca enfrentar práticas consideradas desleais no comércio internacional, especialmente quando envolvem padrões sanitários diferentes dos exigidos aos agricultores europeus.

O anúncio ocorre em um contexto de forte pressão do setor agrícola francês. Desde dezembro, produtores realizam protestos e bloqueios em diversas regiões do país, criticando tanto a condução do governo no combate à dermatose nodular contagiosa (DNC) bovina quanto o avanço das negociações entre a União Europeia e o Mercosul.

*Com informações da RFI e Reuters

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de feijão fecha ano com forte seletividade



A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial ampliou


A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial se ampliou
A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial se ampliou – Foto: Canva

O mercado brasileiro de feijão atravessou 2025 sob um cenário de consumo estagnado, estoques elevados e crescente diferenciação entre produtos, com a qualidade assumindo papel central na formação de preços. A avaliação consta em retrospectiva da Safras & Mercado sobre o desempenho do setor ao longo do ano.

A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial se ampliou de forma estrutural, refletindo uma demanda interna retraída, exportações usadas apenas como alívio parcial e retenção de lotes superiores. O início do ano foi marcado pela oferta crescente de grãos intermediários, escassez de padrões elevados e liquidez seletiva, com impacto direto das condições climáticas sobre a qualidade em importantes estados produtores.

No primeiro trimestre, o carioca de melhor padrão manteve firmeza, enquanto os produtos comerciais enfrentaram dificuldade de escoamento. Já o feijão preto operou com oferta confortável, sustentado por excedentes e embarques externos, mas com preços pressionados pela apatia do consumo doméstico. No segundo trimestre, a lentidão se intensificou, com mínima liquidez, varejo abastecido e preços sustentados apenas pela escassez de grãos nobres.

O terceiro trimestre revelou colapso da fluidez e afastamento dos compradores, seguido por leve reação no carioca premium ao final do período, enquanto o feijão preto permaneceu dependente das exportações. No último trimestre, consolidou-se o padrão de seletividade extrema, demanda fraca e sustentação apenas nominal para os produtos de maior qualidade, encerrando o ano com pressão contínua na base do mercado.

 





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