terça-feira, março 17, 2026

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Mergulho noturno revela interação inédita entre peixes e anêmonas


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Foto: Richard Collins

A relação entre o peixe-palhaço (Amphiprion ocellaris) e suas casas vivas de anêmonas é um exemplo de mutualismo bastante explorado pela literatura científica, mas essas associações parecem não se limitar ao pequenino tricolor laranja, preto e branco.

É o que relata um artigo publicado no Journal of Fish Biology com participação da USP.

Fotografias da parte superficial do mar permitiram analisar a associação de quatro famílias de peixes (MonacanthidaeAriommatidaeBramidae Carangidae) com três famílias de antozoários, todos em estágio de vida inicial: Arachnactidae Cerianthidae (Ceriantharia).

As classes são popularmente conhecidas como anêmonas tubulares – ou que habitam tubos; e Sphenopidae (Zoanthidea), frequentemente referidas como anêmonas incrustantes ou zoantídeos.

“Pela primeira vez, foi documentado esse comportamento entre peixe-anêmona de outras espécies, que era restrito ao peixe-palhaço, em ambiente recifal”, afirma Murilo Pastana, coautor do artigo e professor associado ao Museu de Zoologia (MZ) da USP.

Registros e identificação

Mergulhadores de águas escuras (mergulho à noite) registraram os zooplânctons (organismos que vivem em suspensão no ambiente aquático) na Flórida, nos Estados Unidos.

“É um completo breu, um mergulho assustador. Demos sorte de descobrir que isso era o hobby de alguém”, conta Pastana.

Ele explica que nunca houve registro desse comportamento, exatamente por essa dificuldade de documentar águas epipelágicas (da superfície até aproximadamente 200 metros ou 660 pés de profundidade) no ambiente de mar aberto à noite.

As coletas usuais, que conservam espécimes com químicos em potes fechados, não são propícias para se observar o mutualismo entre elas. 

“Podemos observar eles vivos nessas fotos e vídeos. Com base nisso, temos acesso a uma qualidade, uma quantidade de informação que não tínhamos antigamente”, finaliza o professor.

Além disso, essas relações são caracterizadas por benefícios mútuos. A hipótese dos autores é que as toxinas liberadas a partir da dispersão das larvas de anêmonas protegem os peixes filhotes. Eles explicam, ainda, que essa interação é facultativa, e ocorre apenas nas fases iniciais da vida.

A identificação taxonômica das fotos foi baseada em informações da localidade, por outras fotografias, comparações com descrições da literatura e com espécimes do acervo do MZ, além do registro da observação dos mergulhadores. 

Mergulho e parceria 

Pequeno peixe translúcido, com corpo alongado e nadadeiras finas. Sua cabeça é desproporcionalmente grande em relação ao corpo, e a boca carrega uma estrutura curva e alaranjada parecida com um gancho (uma anêmona). O fundo é totalmente preto.
Foto: Richard Collins

Mergulhar para tirar essas fotografias em mar aberto à noite é um hobby caro e novo, conforme o pesquisador. Do equipamento de mergulho às câmeras fotográficas com flashes potentes capazes de registrar animais tão pequenos, são muitos recursos necessários para realização da tarefa.

Richard Collins, mergulhador e fotógrafo responsável pelos registros do artigo, diz que as dificuldades não estão nos recursos, mas na dificuldade para captar boas imagens.

“É uma hora ou mais de carro até o barco, uma hora ao cais, mais uma para chegar à água onde vamos mergulhar. Mergulhamos por algumas horas, voltamos para casa e tenho que trabalhar no espécime”, explica o mergulhador ao Jornal da USP.

Esse trabalho exaustivo torna mais restrito o público que pratica mergulho, mas Collins diz que se sente grato em contribuir com a ciência com informações ainda pouco entendidas.

“A recompensa é poder participar e trabalhar com cientistas de renome mundial, alguns dos melhores zoólogos de invertebrados do mundo. É bom ter um hobby com propósito e valor”, vislumbra o fotógrafo.

Esse resultado é apenas um dos trabalhos em que seus registros estão sendo usados.

Murilo Pestana conheceu o trabalho de Collins pelas mídias sociais em um grupo de compartilhamento de fotos feitas em mergulhos em águas escuras criado por um colega do mergulhador.

Como o americano não tem perfil na rede social, foi conhecer Murilo Pastana diretamente no Smithsonian Museum, um dos maiores complexos de museus e centros de pesquisa do mundo localizado nos Estados Unidos (EUA). Depois de um tempo, os dois fizeram uma parceria para realizar esse estudo.

Águas brasileiras 

Por isso, os registros, feitos na zona temperada das águas da Flórida, traz dados inéditos para a ciência que preenchem lacunas no entendimento das interações do zooplâncton em mar aberto.

De acordo com Gabriel Afonso, doutorando no Instituto de Ciências Marinhas da Virgínia e coautor do artigo, essas lacunas podem ser maiores em zonas tropicais devido à rica biodiversidade.

“Por mais que não tenhamos o financiamento necessário para esse tipo de hobby através de métodos mais baratos, como madeiras luminosas, é possível fazer essa coleta em praias ou cais, tanto de dia quanto à noite. Encontraríamos uma diversidade muito interessante, considerando a biodiversidade do Brasil”, afirmou o cientista.

O pesquisador critica essa desigualdade nos recursos entre os EUA e o Brasil, que reconhece a capacidade dos cientistas daqui em fazer muito com pouco.

Ele ainda ressalta que os curadores das coleções recebem os brasileiros muito bem, porque existe uma rede de colaboração forte com diversos brasileiros também formados nessas instituições. O contato com a sociedade nesse trabalho destacou para ele o valor das colaborações.

“O nosso trabalho fica meio fechado nesse ambiente. É muito limitado na associação com o público. Esse trabalho é muito bacana, porque interagimos com pessoas que não são cientistas”, diz Gabriel Afonso.

*Com informações do Jornal da USP/Jean Silva

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Setor leiteiro encerra 2025 defendendo bloqueio às importações para conseguir renda


leite - propriedades leiteiras
Foto: Embrapa

Não podemos viver apenas de paixão e amor. A frase dita pelo presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, resume o balanço do setor em 2025 feito pela entidade.

Segundo ele, o ano foi péssimo devido, principalmente, à baixa remuneração paga pelo litro de leite, o que inviabiliza a sobrevivência da atividade.

“Nós amamos as nossas vacas, nós amamos a raça holandesa, nós amamos o setor leiteiro, mas nós não podemos viver só de paixão e amor. Nós precisamos de renda, nós precisamos ter lucro para a própria subsistência”, destaca.

O dirigente argumenta que a atividade leiteira é uma das principais da economia, capaz de segurar o homem, a mulher e o jovem no campo, mas que, para isso, precisa ser adequadamente reconhecida e melhor remunerada. “Nós precisamos parar de entregar o leite, nós precisamos vender o leite, eu sempre tenho defendido isso”, ressalta.

Importações agravaram o problema

Com relação a 2025, Tang observa que as importações de leite dispararam depois de agosto, causando um problema ainda maior em um cenário onde já houve um aumento da produção local.

“Então, isto vem culminar para um desfecho ruim do ano de 2025. A alta da produção local combinada com altos índices de importação, culminaram com um desfecho de ano bastante difícil”, considera.

Sendo assim, a entidade reivindica medidas urgentes, como reduzir as importações de leite e derivados, impondo regras antidumping, uma pauta defendida em parceria com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Tang também fez críticas à condução política do setor, afirmando que muitos agentes com poder de decisão deixam de agir e que, em alguns casos, os produtores acabam sendo manipulados. Ele ressaltou que parte das críticas dirigidas à indústria leiteira ignora a realidade dos custos de produção. “Metade dos que criticam não conhece o quanto custa produzir leite”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas, o presidente ressaltou que a Gadolando apoia a regulamentação e, por um período, o bloqueio das importações de leite e derivados. O pedido de medidas antidumping já foi aceito, mas o presidente da Gadolando alertou que os resultados devem levar meses para se concretizar.

“Também defendemos que haja trabalhos conjuntos com produtores, indústria, varejo e autoridades no sentido de esclarecer os benefícios do consumo do leite. Nossa posição é a de que o país não seja importador de leite, nós temos um produto de qualidade e podemos, inclusive, sermos exportadores”, avança.

Expectativa para 2026

Para 2026, Tang adianta que a ideia é que haja uma regulamentação urgente das importações, se valorize mais o produtor nacional e local e que o setor possa abrir novos mercados externos.

“Nós precisamos dar andamento, amadurecer a cadeia e virar um país exportador, mas neste momento, como urgência, clamamos que as autoridades políticas e administrativas tomem alguma medida no sentido de regulamentar as importações para salvar os produtores locais”, reforça.

Por fim, o presidente da Gadolando reitera que, mesmo num quadro difícil, que o produtor possa continuar registrando seus animais, fazendo controle leiteiro e classificação morfológica.

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AgroNewsPolítica & Agro

Avanço das lavouras ganha ritmo com clima favorável


O avanço da campanha agrícola argentina ganhou novo fôlego nas últimas semanas, impulsionado por condições hídricas favoráveis em grande parte das áreas produtivas. Os dados mais recentes indicam melhora no ritmo de implantação das lavouras de verão e avanço consistente da colheita dos cultivos de inverno, com reflexos positivos sobre o potencial produtivo nacional.

A semeadura da soja alcançou 58,6% da área projetada de 17,6 milhões de hectares, após avanço semanal expressivo. A maior parte das lavouras apresenta condição entre normal e boa, com ampla predominância de níveis adequados a ótimos de umidade. As áreas de soja de primeira já registram início dos estádios reprodutivos nos principais núcleos produtivos, enquanto a soja de segunda soma 25% da área implantada. Persistem atrasos pontuais no centro da província de Buenos Aires, em função do excesso de umidade no solo.

No milho destinado a grão, a semeadura atingiu 59,2% da área nacional, com destaque para o avanço dentro da janela de plantio tardio, especialmente no centro e sudoeste de Buenos Aires. A condição das lavouras é majoritariamente boa a excelente, sustentada pela boa recarga de umidade nos perfis do solo, o que favorece tanto os plantios tardios quanto os cultivos mais adiantados.

No girassol, as chuvas interromperam temporariamente a colheita no norte do país, mas a condição hídrica permanece adequada na maior parte das áreas em pé. Cerca de 38% das lavouras já se encontram a partir do estágio de botão floral, com expectativas elevadas principalmente nas regiões centrais e do norte agrícola.

A colheita de trigo avançou para 60,2% da área apta, com rendimentos variando amplamente entre as regiões e média nacional estimada em 41,4 sacas por hectare. A produção projetada foi mantida em 25,5 milhões de toneladas. Já a cevada alcançou 17,9% de área colhida, ainda com atraso em relação ao ciclo anterior, mas com produtividade média superior à da última campanha, mantendo a projeção de produção em 5,3 milhões de toneladas. As informações são da Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

 





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Cana: produtividade em novembro cresce no Centro-Sul, aponta CTC


cana-de-açúcar - vbp dp agro mineiro - açúcar
Foto: Embrapa Agroenergia

A produtividade média da cana-de-açúcar na região Centro-Sul alcançou 63,3 toneladas por hectare em novembro, segundo boletim divulgado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

O resultado representa variação de 0,7% frente ao mesmo mês da safra anterior, quando foram registradas 62,8 t/ha. O levantamento integra o Boletim De Olho na Safra.

De acordo com a equipe técnica, o indicador de ATR do mês, que mede a qualidade da cana, teve alta de 8,6%, passando de 123,6 kg/t para 134,3 kg/t.

Acumulado da safra

No acumulado entre abril e novembro, o boletim aponta uma média de 74,7 t/ha, recuo de 4,9% na comparação com as 78,5 t/ha observadas na safra passada, destacou o CTC.

O ATR acumulado está em 136,1 kg ATR/t, contra 137,3 kg ATR/t no mesmo intervalo do último ciclo, redução de 0,9%.

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Segunda parcela do 13º salário deve ser paga até a próxima sexta-feira


mãos segurando notas de cinquenta reais auxílio emergencial renda mínima crédito
Foto: Agência Brasil

A segunda parcela do décimo terceiro salário deve ser depositada a 95,3 milhões de brasileiros até a próxima sexta-feira (19). A primeira foi paga até 28 de novembro, conforme a legislação.

Um dos principais benefícios trabalhistas do país, o salário extra injetará R$ 369,4 bilhões na economia neste ano, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em média, cada trabalhador com carteira assinada deverá receber R$ 3.512, somadas as duas parcelas.

Essas datas valem apenas para os trabalhadores na ativa. Como nos últimos anos, o décimo terceiro dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi antecipado. A primeira parcela foi paga entre 24 de abril e 8 de maio e a segunda, entre 26 de maio e 6 de junho.

Quem tem direito ao 13º?

A Lei 4.090/1962, que criou a gratificação natalina, determina que têm direito ao décimo terceiro aposentados, pensionistas e quem trabalhou com carteira assinada por pelo menos 15 dias. Com isso, o mês em que o empregado tiver trabalhado 15 dias ou mais será contado como mês inteiro, com pagamento integral da gratificação correspondente àquele mês.

Trabalhadores em licença-maternidade e afastados por doença ou por acidente também recebem o benefício. No caso de demissão sem justa causa, o décimo terceiro deve ser calculado proporcionalmente ao período trabalhado e pago junto com a rescisão. No entanto, o trabalhador perde o benefício se for dispensado com justa causa.

Cálculo proporcional

O décimo terceiro salário só será pago integralmente a quem trabalha há pelo menos um ano na mesma empresa.

Quem trabalhou menos tempo receberá proporcionalmente. A cada mês em que trabalha pelo menos 15 dias, o empregado tem direito a um doze avos (1/12) do salário total de dezembro. Dessa forma, o cálculo do décimo terceiro considera como um mês inteiro o prazo de 15 dias trabalhados.

A regra que beneficia o trabalhador o prejudica no caso de excesso de faltas sem justificativa. O mês inteiro será descontado do décimo terceiro se o empregado deixar de trabalhar mais de 15 dias no mês e não justificar a ausência.

Tributação no 13º salário

O trabalhador deve estar atento quanto à tributação do décimo terceiro. Sobre o décimo terceiro, incide tributação de Imposto de Renda, INSS e, no caso do patrão, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No entanto, os tributos só são cobrados no pagamento da segunda parcela.

A primeira metade do salário é paga integralmente, sem descontos. A tributação do décimo terceiro é informada num campo especial na declaração anual do Imposto de Renda Pessoa Física.

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Você viu? La Niña deve provocar verão com muita chuva e extremos climáticos


Chuvas volumosas atingem diversas regiões do Brasil nos próximos dias
Foto: Freepik

O boletim mais recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) confirma que o fenômeno La Niña deve persistir durante o verão 2025/26 no Hemisfério Sul. Essa foi uma das matérias mais lidas do site do Canal Rural na última semana.

A análise foi detalhada pelo meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, que explicou como o padrão oceânico-atmosférico deve impactar chuva, temperatura e desenvolvimento das lavouras nos próximos meses.

Segundo Müller, os modelos climáticos continuam mostrando predominância da La Niña no início do verão, com probabilidade maior de neutralidade a partir de fevereiro e março de 2026.

No curto prazo, o efeito mais evidente será a manutenção das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste, cenário que beneficia produtores que precisaram realizar replantio de milho, algodão e soja.

Uma mudança relevante trazida pelo novo boletim é o aumento do sinal associado ao possível retorno do El Niño na primavera de 2026, o que poderia influenciar de maneira significativa a safra 2026/27.

“Se essas águas começarem a aquecer, teremos mais uma engrenagem somada ao quadro atual, que já envolve oceanos muito aquecidos no globo”, afirmou Müller.

Ele alerta que condições semelhantes às de 2023 e 2024, como ondas de calor acima de 44°C, secas severas na Amazônia e extremos meteorológicos, podem voltar a ocorrer caso o El Niño se consolide.

Para o período mais imediato, de dezembro a março, o meteorologista destaca a tendência de chuvas acima da média em grandes áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba. Esse excesso, porém, pode trazer desafios. Em fevereiro e março, a continuidade das precipitações nessas regiões pode atrasar a semeadura do milho safrinha, especialmente nas áreas onde houve replantio.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

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AgroNewsPolítica & Agro

Demanda chinesa aquece exportações de soja


As exportações brasileiras de soja continuam em trajetória de alta. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o Brasil exportou 4,20 milhões de toneladas do grão em novembro de 2025, um salto de 64,40% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

No acumulado entre janeiro e novembro, os embarques nacionais somaram 104,80 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6,06% frente ao mesmo período de 2024. O desempenho reforça a relevância da oleaginosa nas pautas de exportação do país e evidencia a retomada da demanda internacional, especialmente por parte da China.

Mato Grosso, principal estado produtor de soja, foi o grande destaque do período. Em novembro, o estado exportou 898,68 mil toneladas, um expressivo aumento de 840,25% em relação a novembro de 2024. No acumulado de 2025 até novembro, os embarques somaram 31,12 milhões de toneladas, alta de 26,26% no comparativo anual.

A participação de Mato Grosso nas exportações nacionais alcançou 29,69% entre janeiro e novembro de 2025. Segundo o Imea, esse desempenho é resultado da maior produção registrada na safra 2024/25, somada à elevada demanda internacional, com destaque para a China, responsável por 70,34% das aquisições do grão mato-grossense no ano — o equivalente a 21,89 milhões de toneladas.

A projeção do Imea para as exportações totais de soja de Mato Grosso na safra 2024/25 é de 31,40 milhões de toneladas, o que, se confirmado, representará um crescimento de 26,99% em relação à safra anterior. Esse avanço consolida o papel estratégico do estado no comércio exterior brasileiro do setor.

 





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Único museu do Brasil dedicado aos insetos vira opção de passeio nas férias


Barata
Foto: Museu do Instituto Biológico

As férias chegaram e uma das melhores programações gratuitas na cidade de São Paulo para toda a família é a visita ao Planeta Inseto, a exposição permanente do Museu do Instituto Biológico, na Vila Mariana. Único museu dedicado aos insetos no Brasil, o espaço oferece uma imersão divertida e educativa no universo desses pequenos seres essenciais para o equilíbrio ambiental.

Instalado em um charmoso casarão histórico da década de 1940, o Planeta Inseto reúne atrações interativas para todas as idades, incluindo o famoso Jardim dos Insetos, painéis sensoriais, insetos vivos, laboratório com lupas e a adorada corrida das baratas. O público também pode observar colmeias com câmeras internas, formigueiros reais, cupinzeiros e até acompanhar o ciclo do bicho-da-seda.

Pensada para acessibilidade e inclusão, a mostra conta com áudio-guia, mapa tátil, plataforma elevatória, painéis em braille e cenografias imersivas, garantindo que todos possam explorar, aprender e se encantar.

Localizado próximo ao Parque Ibirapuera, o museu permite um passeio completo em um único dia. A visita dura cerca de 1 hora indicada para crianças, estudantes e adultos curiosos pela natureza.

Serviço:

Planeta Inseto

Endereço: Av. Dr. Dante Pazzanese, 64 – Vila Mariana, São Paulo – SP

Visitação: terça a domingo, das 9h às 16h

Entrada gratuita

Informações: (11) 2613-9500 | planetainseto@biologico.sp.gov.br

Acessibilidade e estacionamento gratuito disponíveis

Não é permitido entrar com alimentos. Não há fraldário.

Para quem quer unir diversão, ciência e contato direto com o mundo dos insetos, o Planeta Inseto é a pedida ideal para estas férias.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Região da Mogiana é premiada com três medalhas no Concurso Paulista de Cachaça


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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Cachaça Barra Grande, de Itirapuã (SP), recebeu três medalhas de prata no 2º Concurso Paulista de Cachaça. A premiação ocorreu durante o lançamento das Rotas da Cachaça de São Paulo, iniciativa do governo estadual que organiza produtores em trajetos turísticos dedicados ao destilado.

Com o resultado, a Barra Grande passa a integrar a Rota da Cachaça Mogiana Paulista, ao lado de outros empreendimentos rurais que compõem o circuito de turismo gastronômico e artesanal do estado.

Premiação e critérios técnicos

A produtora foi reconhecida em todas as categorias em que participou. Os rótulos Barra Grande Tradicional, Barra Grande Ouro e Barra Grande Dorotea receberam medalhas nas modalidades armazenada, envelhecida em carvalho e blend de madeiras, respectivamente.

O concurso contou com aumento no número de inscrições e manteve critérios técnicos rigorosos. Para participar, cada empresa precisa apresentar análise físico-química completa e comprovar registro dos rótulos no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Segundo Maurílio Cristófani, diretor da Fazenda Barra Grande, a avaliação deste ano foi considerada uma das mais criteriosas pelos jurados, reforçando a relevância do reconhecimento.

 Diretores da Fazenda Barra Grande, com os certificados das três medalhas do Concurso Paulista de Cachaça (Foto: Divulgação)

Rota turística e relevância econômica

As Rotas da Cachaça reúnem 65 produtores distribuídos em oito trajetos estaduais. O projeto segue o modelo de outras rotas já consolidadas, como as do vinho, do café e do queijo, e busca ampliar o fluxo de visitantes e fortalecer o turismo rural.

São Paulo lidera as exportações brasileiras de cachaça, com 46% do volume total enviado ao exterior. O estado também reúne quase um terço dos empregos do setor, combinando produção artesanal e destilarias modernas.

Os rótulos premiados receberão selos oficiais que identificarão os lotes reconhecidos pelo concurso. Para Cristófani, o selo reforça a transparência e dá segurança ao consumidor, já que os identificadores são aplicados apenas nas partidas que participaram da avaliação.

O avanço do concurso e o interesse crescente do público indicam maior valorização da produção paulista. Para a Barra Grande, o resultado fortalece a atuação da marca no mercado e reforça a importância da cachaça como patrimônio cultural brasileiro.

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Altas temperaturas impactam produção de morango


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11), a cultura do morango apresentou comportamentos distintos nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul ao longo da última semana.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a ausência de chuvas aliada à amplitude térmica favoreceu a maturação dos frutos. A Emater informou que “as temperaturas elevadas, com máximas acima de 35 ºC e mínimas acima de 10 ºC, resultaram em frutos de melhor qualidade e maior oferta”. A colheita seguiu com volumes expressivos, embora ainda haja registros de ácaro-rajado, drosófila-da-asa-manchada e oídio. Os preços pagos aos produtores permaneceram estáveis, variando de R$ 12,00 a R$ 20,00/kg nas vendas a intermediários e Ceasas, e de R$ 18,00 a R$ 35,00/kg na comercialização direta. Os frutos congelados foram vendidos entre R$ 10,00 e R$ 15,00/kg.

Na região de Pelotas, a produção das cultivares de dias curtos começou a diminuir gradualmente, enquanto as cultivares de dias neutros mantiveram bom desempenho. O informativo destaca que “o aspecto fitossanitário continua adequado”, embora tenham sido registrados ataques de tripes e ácaros. Os preços apresentaram leve redução em algumas localidades, variando entre R$ 12,00 e R$ 40,00/kg, dependendo do município.

Na região de Santa Rosa, os produtores mantiveram o controle fitossanitário e a adubação de manutenção. A colheita seguiu com boa oferta, e a comercialização ocorreu tanto nas propriedades quanto no comércio local.

Na região de Bagé, em São Gabriel, os produtores relataram resultados positivos. Segundo a Emater, “as frutas estão com ótimo tamanho, além de cor e sabor intensos”, e o excedente tem sido comercializado em Rosário do Sul.

Na região de Lajeado, em Bom Princípio, a cultura manteve bom desenvolvimento mesmo com temperaturas elevadas. A produção permaneceu estável, ainda que os frutos tenham apresentado menor tamanho. A comercialização registrou preço médio de R$ 15,00/kg.

Na região de Soledade, as altas temperaturas prejudicaram as lavouras, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo. Os picos acima de 40 ºC provocaram abortamento de flores e frutos, além de deficiência de cálcio, que poderá comprometer a próxima floração. A Emater observou que “os produtores instalaram sombrites, mas os problemas persistem devido ao calor extremo”.

temperaturas. 





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