quinta-feira, março 12, 2026

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EUA vão administrar a Venezuela durante transição política, afirma Trump


Donald Trump em coletiva de imprensa sobre ação militar na Venezuela
Foto: Reprodução/Youtube

Os Estados Unidos vão assumir a administração da Venezuela por tempo indeterminado após a ofensiva militar que resultou na captura de Nicolás Maduro. A informação foi confirmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, neste sábado (3).

Em pronunciamento oficial, Trump afirmou que o comando provisório do país seguirá até que seja possível organizar uma transição política considerada “segura” pelo governo dos Estados Unidos. Segundo ele, Washington não pretende indicar um novo líder de forma imediata.

A declaração foi feita poucas horas depois da operação militar que retirou Maduro do poder e marcou uma mudança profunda no cenário político da Venezuela, país-chave para o mercado energético global.

Administração temporária e discurso de transição

De acordo com Trump, a presença norte-americana na Venezuela já está consolidada. O presidente afirmou que o objetivo é evitar a repetição de ciclos de instabilidade política no país.

O discurso indica que os Estados Unidos pretendem exercer controle direto sobre a gestão institucional até a definição de um novo arranjo político. Trump afirmou que a atuação será mantida enquanto a transição não for considerada adequada.

A fala foi transmitida de Mar-a-Lago, residência do presidente na Flórida, e reforçou o caráter excepcional da intervenção, segundo a avaliação do governo norte-americano.

Operação militar e acusações contra Maduro

Trump descreveu a ofensiva como uma ação rápida e coordenada, conduzida durante a madrugada, que teria neutralizado as defesas venezuelanas. Segundo ele, não houve baixas entre militares dos Estados Unidos.

O presidente afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram detidos e levados para enfrentar a Justiça norte-americana. Ambos, segundo Trump, respondem a processos relacionados a acusações de narcotráfico.

Ainda segundo o presidente, a operação contou com recursos tecnológicos que teriam afetado a infraestrutura elétrica da capital venezuelana durante a ação.

Petróleo no centro da estratégia

O setor de petróleo foi citado como um dos pilares da nova fase da Venezuela sob administração norte-americana. Trump afirmou que empresas dos Estados Unidos passarão a atuar diretamente na recuperação da infraestrutura petrolífera do país.

A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo conhecidas do mundo, mas enfrenta queda acentuada na produção nos últimos anos. Para Trump, investimentos privados norte-americanos podem reverter esse quadro.

O presidente também afirmou que novas ações militares não estão descartadas caso haja resistência interna à presença dos Estados Unidos.

O anúncio amplia as incertezas sobre os impactos econômicos e geopolíticos da intervenção, especialmente para o mercado internacional de energia e para países da América do Sul que mantêm relações comerciais com a Venezuela.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safras cheias moldam preços dos grãos em 2025



A soja iniciou 2025 em forte desvalorização


A soja iniciou 2025 em forte desvalorização
A soja iniciou 2025 em forte desvalorização – Foto: Pexels

O cenário macroeconômico do agronegócio em 2025 foi marcado por ampla oferta de grãos e efeitos diretos sobre as cotações das principais commodities. Segundo análise da Céleres, estoques elevados e expectativas de safras cheias pressionaram os preços da soja e do milho ao longo do ano, com movimentos distintos entre os semestres.

A soja iniciou 2025 em forte desvalorização, influenciada por estoques de passagem elevados e pela perspectiva de uma safra recorde no Brasil. Durante o pico da colheita 2024/25, as cotações em Mato Grosso chegaram a R$ 110,0, refletindo o excesso de oferta no mercado interno. Esse movimento limitou a rentabilidade do produtor nos primeiros meses do ano e reforçou a pressão sobre os preços regionais.

No segundo semestre, porém, o quadro mudou. A entressafra coincidiu com o agravamento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, o que levou o país asiático a reduzir as importações de soja americana. Nesse contexto, o Brasil consolidou-se como principal fornecedor, com exportações que alcançaram 107,5 milhões de toneladas ao longo do ano. Esse reposicionamento no comércio internacional permitiu a recuperação das perdas acumuladas no início de 2025, com tendência de encerramento do ano em patamar mais valorizado.

No mercado de milho, o primeiro semestre foi marcado por valorização no mercado interno. Problemas climáticos na safra de verão, associados aos efeitos do El Niño, além de estoques de passagem restritos e demanda doméstica aquecida, especialmente pela indústria de etanol, sustentaram o avanço das cotações. Já no segundo semestre, a combinação de produção recorde e retração das exportações, impactadas pela valorização do real e pela elevação da paridade de exportação, resultou em sobreoferta no mercado interno, pressionando os preços para baixo.

 





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Primeira massa de ar frio do ano já tem chegada prevista; saiba onde


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Foto: Freepik

Os primeiros dias do ano seguem marcados pela atuação de sistemas típicos do verão, mas uma mudança importante no padrão das temperaturas já começa a ser observada em áreas do Sul e do Sudeste do Brasil.

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Segundo informações da Climatempo, o avanço de uma frente fria pela costa dessas regiões abre caminho para a primeira massa de ar frio de origem polar. O fenômeno, embora não seja intenso, será suficiente para reduzir as temperaturas e aliviar o calor e o abafamento registrados nas últimas semanas.

Frente fria avança e organiza a instabilidade

A frente fria atua inicialmente provocando chuvas em amplas áreas do centro-sul do país. Nos próximos dias, o sistema tende a permanecer semiestacionário sobre a costa, contribuindo, em conjunto com outros mecanismos atmosféricos, para a formação de um novo episódio de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

Enquanto a chuva ganha destaque em várias regiões, o deslocamento da frente fria permite a entrada de uma massa de ar frio de origem polar, que avança logo na retaguarda do sistema.

Ar polar provoca queda das temperaturas no Sul

A primeira massa de ar polar do ano não apresenta características extremas, mas será suficiente para provocar uma queda significativa das temperaturas, especialmente no Sul do Brasil. O impacto mais evidente ocorre nas temperaturas mínimas, trazendo alívio para noites, madrugadas e manhãs que vinham sendo marcadas por forte abafamento.

Em áreas da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense, as temperaturas podem ficar abaixo dos 10 °C nas primeiras horas da manhã deste domingo (04). Ao longo do dia, o efeito do ar frio também será sentido, principalmente na metade leste do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, onde as tardes ficam mais amenas.

Esse padrão de temperaturas mais baixas deve persistir até o início da próxima semana, com retomada gradual do aquecimento a partir de terça-feira (06).

Alívio no calor também chega ao Sudeste

No Sudeste, os efeitos da massa de ar frio serão mais perceptíveis no leste do estado de São Paulo, incluindo a Região Metropolitana da capital. A segunda-feira deve ser marcada por redução das temperaturas máximas e mínimas, proporcionando alívio no calor intenso dos últimos dias.

No Rio de Janeiro, inclusive na capital, a queda de temperatura tende a ser mais sutil, mas suficiente para diminuir a sensação de calor excessivo, sem expectativa de frio intenso.

Tendência para os próximos dias

O avanço dessa massa de ar polar marca um breve período de temperaturas mais amenas em parte do Sul e do Sudeste. No entanto, a tendência é de que o calor volte a ganhar força de forma gradual ao longo da próxima semana.

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‘Venezuela teve que ‘brincar um pouco’ para ver o que somos capazes’, diz secretário de defesa dos EUA


Venezuela
Foto: Pixabay

Em coletiva realizada neste sábado (3), o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma operação conduzida pelas forças americanas, foi uma demonstração clara da capacidade militar dos EUA de atuar em qualquer lugar do mundo.

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Segundo Hegseth, a ação foi um ataque conjunto executado por tropas de elite, com alto nível de coordenação, precisão e letalidade. “Foi uma força feita com precisão e com a glória dos americanos. Nossos guerreiros são a elite da América e não se comparam a ninguém”, declarou.

O secretário ressaltou que nenhum outro país ou presidente havia demonstrado um poder semelhante, destacando o apoio do presidente Donald Trump às forças armadas. “Mais uma vez, Trump mostrou que apoia os guerreiros da América. Os Estados Unidos podem projetar seu poder em qualquer lugar, a qualquer hora”, afirmou.

Hegseth disse ainda que Maduro “teve sua chance”, fazendo uma comparação com o Irã. “Eles tiveram que brincar um pouco para ver quem somos e do que somos capazes de fazer. É uma questão de força”, declarou.

De acordo com o secretário, a operação evidenciou “a combinação de poder mais forte que o mundo já viu”, com uma atuação marcada por coordenação, precisão, letalidade e alcance de longo prazo. Ele afirmou que a chamada “justiça americana” foi exibida em uma ação realizada durante a madrugada.

Ao encerrar a coletiva, Hegseth afirmou que o governo Trump está determinado a combater gangues de drogas acusadas de roubar petróleo e tentar dominar regiões estratégicas. “É uma questão de prosperidade para o povo americano. Isso é paz por meio da força. Bem-vindo a 2026. A América está de volta”, concluiu.

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Orçamento: FPA reage à veto de Lula que retira proteção ao seguro rural e à Embrapa


atraso na votação do orçamento afeta o Plano Safra
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 gerou reação imediata da bancada do agronegócio no Congresso Nacional. Entre os pontos barrados está a proteção contra contingenciamento de recursos do seguro rural e de áreas como a Embrapa.

Publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 31 de dezembro de 2025, a lei teve o total de 26 vetos. Segundo o governo, a exclusão dessas despesas busca preservar o cumprimento das metas fiscais previstas no arcabouço fiscal.

Em uma publicação nas redes sociais, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), classificou a decisão como preocupante para o setor produtivo. “Começamos o ano com uma notícia muito ruim para o agro brasileiro”, afirmou.

De acordo com ele, o Congresso havia incluído no texto da LDO um dispositivo justamente para impedir cortes no orçamento do seguro rural. Além disso, o deputado lembrou que, em 2025, não houve liberação de recursos para a subvenção ao seguro agrícola. Mesmo assim, segundo ele, os produtores seguem pagando esses custos.

Para Lupion, o produtor rural acaba arcando com o impacto das decisões fiscais do governo. “Mais uma vez, quem paga a conta é o produtor rural brasileiro”, concluiu.

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AgroNewsPolítica & Agro

Indústria recebe R$ 643 bilhões e amplia projetos no país


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que, em 2025, consolidou e ampliou programas e ações estruturantes desenvolvidos desde 2023, no âmbito da política industrial brasileira. Segundo a pasta, as iniciativas reforçam o compromisso com um modelo industrial voltado à inovação, à exportação, à sustentabilidade, à competitividade e à inclusão.

Sob a gestão do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o MDIC atuou para ampliar o acesso a novos mercados, atrair investimentos estrangeiros e melhorar o ambiente de negócios. De acordo com o ministério, essas ações contribuíram para mitigar os efeitos do aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O MDIC destacou que as negociações para a redução das tarifas adicionais exigiram meses de diálogo com autoridades norte-americanas e representantes do setor empresarial dos dois países. Como resultado, foi estruturado o Plano Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 40 bilhões em crédito para empresas afetadas, além de outras medidas. Paralelamente, o processo levou à eliminação das tarifas sobre grande parte dos produtos exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano.

Ainda em 2025, os recursos do Plano Mais Produção, instrumento de financiamento da Nova Indústria Brasil (NIB), alcançaram R$ 643,3 bilhões. Segundo o MDIC, 93% desse montante já foi contratado e direcionado a cerca de 406 mil projetos industriais em todas as regiões do país.

Entre os programas vinculados à NIB, o ministério apontou como destaques o Carro Sustentável, que zerou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos de entrada, e a Política Nacional de Datacenter. Esta última criou o programa Redata, com foco no estímulo à construção de centros de dados no Brasil e no desenvolvimento de cadeias produtivas associadas a semicondutores, tecnologia da informação e cabos submarinos, em articulação com investimentos em energia renovável.

Em um contexto de retração do comércio internacional, marcado pelo avanço do protecionismo e de barreiras tarifárias, o governo brasileiro reafirmou, em 2025, a defesa do multilateralismo. Conforme o MDIC, esse posicionamento se traduziu na busca pela abertura de novos mercados para produtos nacionais, com destaque para a assinatura do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e os países da EFTA e o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia.

O ministério informou ainda que avançaram, ao longo do período, iniciativas voltadas à redução de custos e prazos para a realização de negócios, por meio da facilitação, simplificação e desburocratização de processos. Também foram intensificados esforços para ampliar a competitividade da indústria nacional, com medidas de defesa comercial, contenção de surtos de importação e redução tarifária para produtos e insumos não produzidos no país.





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Produção orgânica avança com crédito rural e apoio técnico à transição ecológica


orgânicos
Fonte: Paulo H. Carvalho/Sead

A produção orgânica tem ganhado espaço no campo paulista, impulsionada pela demanda por alimentos mais saudáveis e por políticas públicas voltadas à transição agroecológica. O movimento amplia oportunidades ao produtor rural e fortalece sistemas produtivos com menor impacto ambiental.

No estado de São Paulo, esse avanço é sustentado por duas frentes principais: crédito rural específico e orientação técnica. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento oferece a linha Projeto Orgânicos Agro SP, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio (FEAP), além do Protocolo de Transição Agroecológica (PTA).

Criada em 2025, a linha de crédito busca dar segurança financeira ao produtor durante a mudança do sistema convencional para o orgânico. O foco é reduzir riscos, garantir investimento e manter a viabilidade econômica da atividade.

Crédito facilita investimento e escoamento

A linha FEAP Orgânicos Agro SP permite financiamento de até R$ 250 mil por produtor e até R$ 800 mil para associações e cooperativas. Em 2025, foram deliberados R$ 3 milhões para a iniciativa. Os juros variam entre 2% e 4% ao ano.

Os prazos podem chegar a 84 meses, com carência de até 12 meses. Em projetos com componente florestal, o prazo é de até 120 meses, com carência de 24 meses.

O produtor Samuel Squarize, de São José da Bela Vista, utilizou o crédito para adquirir um veículo. Segundo ele, o investimento facilitou o escoamento da produção de mandioca e banana e contribuiu para reduzir custos operacionais.

Samuel afirma que o manejo orgânico permitiu aumentar a produtividade em áreas já utilizadas, com redução significativa das despesas. Para ele, o sistema trouxe eficiência produtiva e melhoria na qualidade do alimento entregue ao consumidor.

Outro beneficiado é Gregório Martins, produtor de frutas e hortaliças em Nazaré Paulista. Certificado como orgânico há mais de 15 anos, ele destina a produção a feiras na Capital, na Grande São Paulo e à merenda escolar municipal.

Com o apoio do FEAP, Gregório financiou um veículo mais adequado para o transporte dos produtos. Ele destaca que o crédito foi decisivo para manter a logística e a presença nas feiras.

Orientação técnica apoia mudança de sistema

Além do crédito, o produtor conta com o Protocolo de Transição Agroecológica. Criado em 2016, o PTA oferece assistência técnica, extensão rural e orientação para adoção de práticas sustentáveis.

Segundo a gestora do programa, Araci Kamiyama, o protocolo apoia a redução do uso de agrotóxicos, o manejo ecológico do solo e a regularização da propriedade. O produtor também pode obter um certificado de transição agroecológica.

Araci ressalta que a fase de transição costuma exigir mais mão de obra e pode reduzir a produtividade inicial. Por isso, linhas de crédito com juros acessíveis são consideradas fundamentais para atravessar esse período.

Em dezembro de 2025, a CATI promoveu o 1º Encontro de Agroecologia em Nazaré Paulista. O evento reuniu produtores e técnicos e apresentou a linha FEAP Orgânicos SP como instrumento de apoio à conversão produtiva.

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Lula condena ação dos EUA à Venezuela e cobra resposta da ONU


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou, neste sábado (3), a ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Para Lula, o episódio representa uma violação do direito internacional e da soberania de um país sul-americano.

A manifestação foi feita por meio das redes sociais. O presidente brasileiro afirmou que o ataque ultrapassa limites aceitáveis nas relações entre Estados e cria um precedente perigoso para a ordem internacional. Segundo ele, o uso da força compromete a estabilidade global e enfraquece o multilateralismo.

Críticas à ação militar

Na avaliação do presidente, os bombardeios em solo venezuelano e a detenção do chefe de Estado configuram uma afronta direta à soberania nacional. Lula alertou que esse tipo de iniciativa estimula um ambiente de insegurança, no qual prevalece a imposição pela força, em detrimento das regras internacionais.

O presidente também destacou que a prática contraria princípios básicos do direito internacional, que estabelecem limites claros para intervenções militares. Para ele, ataques dessa natureza ampliam o risco de conflitos e instabilidade política, não apenas na América do Sul, mas em outras regiões do mundo.

Lula ressaltou ainda que a postura brasileira é coerente com posicionamentos adotados em episódios recentes envolvendo outros países. Segundo o presidente, o Brasil mantém uma posição histórica de rejeição ao uso da força como instrumento de solução de conflitos.

Além da condenação à ação dos Estados Unidos, Lula cobrou uma resposta firme da Organização das Nações Unidas. Para o presidente, cabe à ONU se posicionar de forma clara diante de violações à soberania de Estados-membros e à legislação internacional.

O presidente afirmou que o episódio remete a períodos de forte interferência externa na política da América Latina e do Caribe. Na avaliação do governo brasileiro, esse tipo de atuação compromete esforços para manter a região como uma zona de paz.

Lula também reforçou a disposição do Brasil em atuar por meio do diálogo e da cooperação internacional. Segundo ele, a solução de impasses políticos deve ocorrer por vias diplomáticas, com respeito às instituições multilaterais.

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Maduro fora do poder: justiça, petróleo e o difícil pós-intervenção


Nicolas Maduro, Venezuela

A deposição e a transferência de Maduro para julgamento nos Estados Unidos marcam uma ruptura com a via multilateral. Washington optou por agir sem a mediação de instâncias como a OEA ou a ONU, alegando a existência de crimes transnacionais, sobretudo o vínculo do regime com o narcotráfico, e a falência prolongada das instituições venezuelanas.

É uma escolha que acelera resultados, mas cobra um preço político alto: o precedente de intervenção direta.

Ditadura, colapso social e responsabilidade do regime

Há anos a Venezuela convive com repressão, empobrecimento e erosão do Estado de Direito. Crimes graves prosperaram em um ambiente de impunidade e omissão do poder central. O argumento central dos EUA sustenta que o chefe do Executivo não apenas falhou em conter esses crimes como teria se tornado parte do problema, ao liderar um esquema criminoso com impactos regionais.

O petróleo como eixo estratégico

É impossível ignorar o fator energético. A Venezuela concentra as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta. Para os Estados Unidos, a proximidade geográfica e o potencial de investimentos privados oferecem uma oportunidade de reduzir dependências externas e reforçar a segurança energética. A leitura realista é simples: justiça e geopolítica caminham juntas; o petróleo está no centro da equação.

O nó da transição: quem governa agora?

Derrubar um regime é diferente de construir uma democracia funcional. O pós-intervenção abre um campo minado de decisões:

  • Eleições rápidas podem carecer de legitimidade institucional.
  • Governo de transição liderado por venezuelanos exige consenso mínimo, hoje escasso.
  • Recondução de lideranças eleitas no passado enfrenta obstáculos legais e políticos.

Nada indica que a estabilização será simples. O risco de fragmentação, disputas internas e frustração social é elevado.

O impacto regional, e a oportunidade para o Brasil

Se a Venezuela conseguir se reorganizar e transformar petróleo em renda e desenvolvimento, o efeito positivo se espalha. Para o Brasil, um vizinho em recuperação significa mercado para alimentos, proteínas e produtos do agronegócio. A normalização econômica venezuelana pode aliviar pressões migratórias e reativar fluxos comerciais hoje interrompidos.

A saída de Maduro é um marco, não um desfecho. Entre justiça, interesses estratégicos e reconstrução institucional, o desafio real começa agora. Torcer para que “dê certo” é legítimo; compreender a complexidade do caminho é indispensável. A história mostra que intervenções resolvem o imediato, mas apenas projetos políticos sólidos resolvem o futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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AgroNewsPolítica & Agro

Europa compra menos e indústria fica mais cautelosa


O ano de 2026 tende a ser um dos mais desafiadores para a citricultura brasileira, segundo dados que foram divulgados pelo Cepea. Apesar de a safra 2025/26 indicar um bom volume de produção, fatores sanitários e climáticos vêm limitando o desempenho esperado no campo.

Pesquisadores do Cepea apontam que o potencial produtivo tem sido parcialmente comprometido pelas elevadas quedas de frutos. Esse movimento está relacionado ao avanço de doenças como o greening e o cancro, além de condições climáticas desfavoráveis em etapas relevantes do desenvolvimento da temporada.

Enquanto a produção enfrenta esses entraves, o mercado também lida com um ambiente mais difícil do lado da demanda. Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, as compras de suco de laranja na Europa seguem em ritmo mais lento, o que tem dificultado as negociações da commodity nos patamares atuais de preços.

Com o enfraquecimento das vendas, a tendência é de recomposição dos estoques de suco nas processadoras. Pesquisadores do Cepea indicam que esse movimento reduz a urgência da indústria em adquirir novas cargas de fruta, mudando a dinâmica das negociações no curto prazo.

Nesse contexto, a disputa entre vendedores e compradores de suco se intensifica. Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, a indústria tem adotado postura mais cautelosa nas compras e repassado a pressão do mercado aos valores pagos aos produtores.

Pelo lado da oferta, a safra 2025/26 deve somar pouco menos de 300 milhões de caixas de 40,8 kg, conforme apontam pesquisadores do Cepea. Ainda assim, a temporada tem contribuído para recompor estoques, já que, apesar de mais tardia, apresentou frutas de boa qualidade.

O olhar do setor, porém, já se volta para 2026/27. Pesquisadores do Cepea destacam a preocupação com a persistência do greening e do cancro cítrico, que continuam elevando os custos de produção e limitando ganhos de produtividade.

Quanto ao desenvolvimento da safra 2026/27, o clima mais heterogêneo entre regiões tende a criar condições bastante distintas entre as praças produtoras, sobretudo em relação à primeira florada, segundo dados que foram divulgados pelo Cepea.

A segunda florada, por sua vez, vem ocorrendo em condições melhores na maior parte das regiões. Pesquisadores do Cepea indicam que isso pode, novamente, tornar a temporada mais tardia, repetindo o padrão observado em 2025/26.





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