quarta-feira, março 11, 2026

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Bezerros natimortos seguem como desafio nas fazendas de cria: o que o pecuarista deve saber?


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A alta taxa de bezerros natimortos e a mortalidade neonatal constituem um dos principais desafios da pecuária nacional. Estima-se que as perdas variem de 8% a 18% até o desmame, sendo que 50% dessas mortes ocorrem nos primeiros cinco dias de vida. O alerta foi deixado pelo professor Enrico Ortolani, titular da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em clínica de ruminantes, em entrevista ao Giro do Boi.

Ortolani afirmou que a maior parte das perdas acontece “dentro da porteira” e pode ser evitada com manejo e nutrição adequados. A aceleração do ciclo pecuário, com fêmeas sendo emprenhadas cada vez mais jovens, trouxe um desafio biológico extra para o controle de bezerros natimortos.

Segundo o especialista, essa situação é preocupante, pois a nutrição inadequada nos últimos quatro meses de gestação, fase em que ocorre setenta por cento do crescimento do bezerro, resulta no nascimento de neonatos fracos e sem vigor.

Confira:

Manejo e nutrição adequados

Ortolani destacou que fêmeas superprecoces possuem o coxal menos desenvolvido. O cruzamento com touros que imprimem muito peso ao nascimento pode resultar em partos difíceis e falta de oxigenação do bezerro. Para novilhas, a recomendação é utilizar touros com Diferença Esperada na Progênie (DEP) para baixo peso ao nascimento ou sêmen sexado de fêmea, que nasce de dois a três quilos mais leve.

Além disso, doenças infecciosas são responsáveis por uma parcela considerável de abortamentos e bezerros que nascem sem força de sobrevivência. Quando ocorre um parto difícil, a ação imediata do campeiro pode salvar o animal de se tornar mais uma estatística de bezerros natimortos.

Revisão do planejamento logístico

Para reduzir a mortalidade neonatal, o planejamento logístico da fazenda de cria deve ser revisado em 2026. A morte de bezerros é considerada o maior ralo de dinheiro na cria. Investir em genética de parto fácil para novilhas, vacinação rigorosa e água de qualidade nos bebedouros são os passos fundamentais para que o pecuarista não perca a safra logo no nascimento.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Pela primeira vez, Brasil exporta hortifrútis frescos em voo direto para ilha africana


produtos do agro brasileiro para a Ilha do Sal
Foto: Fermac

Pela primeira vez, um cargueiro fretado realizou a entrega de hortifrútis brasileiros diretamente na Ilha do Sal, um dos destinos mais procurados do arquipélago de Cabo Verde, próximo à costa noroeste da África, informa o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta quarta-feira (11).

A operação partiu no domingo (8) do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas São Paulo, após inspeção da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro).

Segundo a chefe da Vigiagro em Viracopos, Rita Lourenço, o mercado de Cabo Verde já recebia produtos brasileiros, mas a logística anterior envolvia escalas em aeroportos europeus e posterior transporte marítimo até a ilha.

“O primeiro embarque incluiu pequenas quantidades de diferentes produtos agrícolas. A ideia é testar para verificar a viabilidade de adotar essa entrega direta com mais frequência”, afirmou.

Entre os produtos enviados estão itens mais sensíveis, como alface, tomate e pimentão. A expectativa é que os hortifrútis brasileiros abasteçam hotéis e resorts da ilha.

Segundo a servidora do Mapa, voos diretos contribuem para ampliar o tempo de prateleira e melhorar a conservação, a apresentação e a durabilidade dos alimentos. Outro diferencial da operação é que os hortifrútis seguiram diretamente da produção para o destino final, sem intermediários, o que agrega valor e qualidade aos produtos brasileiros.

Produtos enviados

O cargueiro deixou o Brasil com cerca de cinco toneladas de amostras de diferentes alimentos:

  • Manga: 576 kg
  • Figo roxo: 240 kg
  • Pitaya: 36 kg
  • Carambola: 7,2 kg
  • Goiaba: 13,8 kg
  • Mamão: 891 kg
  • Tomate fresco: 18 kg
  • Alface fresca: 6,4 kg
  • Pimentão: 234 kg
  • Mandioca: 108 kg
  • Lima ácida Tahiti: 1.310 kg
  • Abacate avocado: 720 kg

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Como ficaram as cotações de soja de hoje? Confira os dados de mercado


vagens de soja no campo
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja apresentou poucos negócios nesta quarta-feira (11), com cotações sem maiores alterações. Houve apenas pequenos lotes negociados no mercado físico, enquanto a Bolsa de Chicago operou em um ambiente de incertezas e encerrou o dia em território positivo.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve poucos players atuando no mercado. O cenário ainda reflete a alta dos fretes marítimos, movimento que ganhou força após a valorização do petróleo no mercado internacional.

De acordo com o analista, muitas tradings estão sem margem para formar preços, o que reduz o número de indicações ao longo do dia. Ao mesmo tempo, o produtor também permanece afastado das negociações neste momento, enquanto a colheita de soja segue avançando no país.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,50 para R$ 125,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 125,50 para R$ 126,00
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 109,00 para R$ 111,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 110,00 para R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 111,00
  • Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 130,50 para R$ 131,00

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado encontrou suporte na forte valorização do petróleo, que chegou a subir mais de 5% em Nova York diante do aumento das tensões no Oriente Médio.

Esse movimento impulsionou principalmente as cotações do óleo de soja, produto utilizado na produção de biodiesel, o que acabou sustentando também os preços da oleaginosa.

A soja também recebeu suporte da expectativa de novas compras de soja norte-americana pela China. Segundo a Dow Jones, autoridades dos Estados Unidos e da China, incluindo o secretário do Tesouro norte-americano Scott Bessent, devem se reunir neste final de semana. Traders esperam que o encontro resulte em um acordo para ampliar as compras chinesas da oleaginosa.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 12,25 centavos de dólar, ou 1,01%, a US$ 12,14 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 12,27 1/4 por bushel, com aceleração de 12,25 centavos de dólar ou 1,00%.

Entre os subprodutos, a posição maio do farelo fechou com ganho de US$ 0,90 ou 0,28% a US$ 315,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio encerraram a 67,16 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 1,54 centavos ou 2,34%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,03%, sendo negociado a R$ 5,1591 para venda e a R$ 5,1571 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1468 e a máxima de R$ 5,1823.

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Nova indústria de whey protein premium pode reduzir importações e fortalecer cadeia do leite


BNDES aprovou financiamento de R$ 197,6 milhões para a Sooro Renner fabricar whey protein
Foto: divulgação

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 197,6 milhões para a Sooro Renner Nutrição S.A. investir na ampliação de sua unidade industrial em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. O projeto inclui a implantação de uma estação de tratamento de efluentes com produção de biogás, que será utilizado na geração de energia térmica para a própria planta.

Os recursos são provenientes das linhas BNDES Finem, BNDES Mais Inovação e Fundo Clima. O objetivo é viabilizar a implantação da primeira indústria brasileira dedicada à produção de ingredientes lácteos com padrão internacional voltado à nutrição infantil, conhecido como Infant Formula Grade.

Esse padrão internacional é utilizado na fabricação de fórmulas para bebês e alimentos especiais, exigindo controles sanitários e industriais muito mais rigorosos que os aplicados aos alimentos convencionais.

Com a implementação do projeto, a Sooro Renner deverá se tornar a primeira empresa brasileira de capital nacional a produzir whey protein concentrado (WPC) e lactose com o nível de pureza e qualidade exigido para esse mercado.

Redução da dependência de importações

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o financiamento busca estimular a produção nacional de derivados lácteos de maior valor agregado.

“Ao apoiar esse projeto o BNDES fomenta a modernização da produção de derivados de alto valor agregado, como a whey protein, reduzindo a dependência de importações”, afirmou.

Hoje, grande parte dos ingredientes utilizados na fabricação de fórmulas infantis no Brasil ainda é importada, o que aumenta custos e vulnerabilidade da cadeia produtiva.

Geração de empregos e impacto regional

Além do avanço industrial, o projeto também deve gerar impactos positivos na economia regional. A expectativa é de criação de cerca de 250 empregos diretos durante a execução do investimento.

Também devem ser abertas aproximadamente 1.250 vagas indiretas, ligadas às obras e às atividades da cadeia produtiva.

A iniciativa deve contribuir para dinamizar a economia de Francisco Beltrão e região, fortalecendo a cadeia do leite e ampliando a geração de renda local.

Biogás e eficiência energética

Outro destaque do projeto é a implantação de uma nova estação de tratamento de efluentes. O sistema permitirá aproveitar resíduos líquidos do complexo industrial para a produção de biogás, que será utilizado na geração de energia térmica.

A tecnologia permitirá dar destinação adequada a efluentes com alta carga orgânica, além de reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a eficiência energética da operação.

Ao transformar resíduos industriais em fonte de energia renovável, a iniciativa também contribui para reduzir impactos ambientais e fortalecer práticas de economia circular.

Alinhamento com política industrial e agenda climática

O financiamento do BNDES está alinhado às diretrizes da Nova Política Industrial (NIB) e ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que incentivam projetos voltados à descarbonização, bioeconomia e gestão sustentável de resíduos.

Outro ponto relevante é que a maior parte das máquinas e equipamentos utilizados na implantação da estação de tratamento será produzida por indústrias brasileiras, o que fortalece a cadeia nacional de fornecedores e amplia o impacto econômico do investimento.

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AgroNewsPolítica & Agro

Grande movimentação na Expodireto Cotrijal reforça perseverança dos produtores rurais


A Expodireto Cotrijal 2026 chega ao seu terceiro dia de realização com ruas e estandes lotados de pessoas vindas de todas as partes do Brasil. Tradicionalmente, a quarta-feira é um dos dias mais movimentados no parque. O grande número de visitantes anima o setor e remete à perseverança dos produtores rurais gaúchos, que vêm enfrentando dificuldades devido aos consecutivos anos de impacto climático na produção.

O papel da feira no sentido de apontar soluções para o agronegócio foi destacado por Nei César Manica, presidente da Cotrijal, cooperativa que organiza a feira, durante o café para imprensa e para patrocinadores na manhã desta quarta-feira (11). Ele reforçou que 50% do sucesso da atividade está nas mãos do produtor rural, que tem feito a sua parte para superar os desafios.

“A Expodireto é o grande palco em que o produtor encontra as informações, tecnologias e negócios que contribuem para a sustentabilidade da propriedade, além de servir como um canal para buscarmos o apoio necessário para superar as dificuldades”, afirmou.

A feira chega a sua 26ª edição neste ano. A primeira aconteceu em 2000, em 32 hectares, com 114 expositores e 41 mil visitantes. Hoje, são 131 hectares, com mais de 600 expositores e cerca de 300 mil visitantes anualmente. “Não imaginávamos esse crescimento quando idealizamos a feira. Ele só foi possível porque produtores, expositores, imprensa e patrocinadores acreditaram no projeto”, complementou o presidente Manica.

Os dois primeiros dias da Expodireto Cotrijal são marcados pela presença de grande número de autoridades e lideranças. “Essa participação é importante, porque gera oportunidade de levarmos aos órgãos estaduais e federais os pleitos das entidades, das cooperativas e do agronegócio como um todo”, disse o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, concluindo que a feira deste ano terá como uma das marcas essa defesa por auxílio ao produtor, através da securitização, do seguro agrícola, e também por trazer muitas inovações e tecnologias, para todos os tamanhos de propriedade.

Os dirigentes também agradeceram à imprensa pela ampla divulgação da feira. “É um trabalho sério e que ajuda a fortalecer não somente a Expodireto Cotrijal, mas o setor como um todo”, afirmou Schroeder.

“O movimento de quem acredita no campo”

Com o tema “O movimento de quem acredita no campo”, a Expodireto Cotrijal 2026 segue até sexta-feira (13). A programação inclui ampla agenda de fóruns, debates e painéis sobre tecnologia, inovação, desafios e soluções para o agronegócio. Para mais detalhes, acesse aqui!

A campanha de divulgação evidencia a Expodireto Cotrijal como um sistema em transformação, sempre evoluindo e alcançando novos patamares, sem se distanciar dos objetivos, valores e ideais que basearam a fundação da feira. Ressalta ainda a determinação de quem acredita no campo, mesmo diante de desafios, incertezas e adversidades. Essa convicção foi fundamental nos últimos anos, marcados por frustrações de safras em decorrência de condições climáticas adversas. Nesse cenário, os homens e as mulheres que acreditam no campo seguiram produzindo, esperando que novas safras trouxessem mais prosperidade.

O mote da campanha também resgata a origem da feira, criada a partir da mobilização de produtores rurais associados da Cotrijal, que buscavam se aproximar das principais inovações e tecnologias para aprimorar os sistemas de produção. Desta forma, a dimensão atual da Expodireto é resultado do trabalho, cooperação e dedicação das pessoas e entidades que movem o agronegócio.

Além de apresentar inovações e gerar negócios, a feira promove o desenvolvimento, estimula debates estratégicos e fomenta a evolução no campo. “Nesse sentido, em momentos desafiadores, também buscamos alternativas para apoiar os produtores rurais. Desta forma, a Expodireto Cotrijal também é fonte de esperança de um futuro melhor para quem produz”, afirmou o presidente da Cotrijal, Nei César Manica.

Neste ano, a campanha de divulgação da feira tem os seguintes patrocinadores: cota ouro – Bradesco, Banco do Brasil e Caixa – Governo do Brasil; cota prata – Banrisul, Sistema Ocergs e Syngenta; cota bronze – Intacta 2Xtend e Yara Fertilizantes.





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Fórum do Canal Rural debate clima, mercado e desafios do agro na Expodireto Cotrijal


Fórum Canal Rural Expodireto
Foto: Expodireto Cotrijal/divulgação

A 26ª edição da Expodireto Cotrijal destaca, além das tecnologias e dos negócios, debates importantes para o setor. Entre os principais temas estão o avanço da produção de soja destinada aos biocombustíveis e a crise do setor leiteiro, que será discutida em uma audiência pública.

Produtores e visitantes passam pela feira para conhecer lançamentos em tecnologia, cultivares, soluções e máquinas, além de fechar negócios e acompanhar debates sobre o setor.

Nesta terça-feira (11), o Fórum da Soja discutiu questões que vêm impactando a cultura no Rio Grande do Sul, entre elas os efeitos do clima. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) apontou uma quebra superior a 11% na safra de soja.

Diante desse cenário, especialistas discutem alternativas para enfrentar os desafios de preços e de mercado. Uma das possibilidades é ampliar a destinação da soja para a produção de biodiesel. A estimativa é que, até 2030, cerca de 30% da produção da oleaginosa seja destinada aos biocombustíveis.

Destaques do evento

Durante a feira, o governador Eduardo Leite entregou a licença prévia para a instalação de uma usina processadora de biodiesel. O empreendimento será operado pelas cooperativas Cotrijal, Cotrisal e Cotripal e deve ser instalado no município de Cruz Alta, com início das operações previsto para 2028.

Outro tema em destaque é a crise no setor leiteiro. Nesta sexta-feira (13), uma audiência pública será realizada na feira para discutir o PL 4.712/25, que proíbe a reidratação de leite em pó importado para comercialização como leite fluido no Rio Grande do Sul.

A medida é considerada fundamental por produtores para reduzir a concorrência com as importações de lácteos do Mercosul. Estados como Goiás, Santa Catarina e Paraná já possuem legislações semelhantes. O setor pede que a Assembleia Legislativa analise o projeto com celeridade, diante da crise enfrentada pelos produtores, marcada pela forte queda nos preços pagos pelo litro de leite.

Fórum do Canal Rural

Nesta quinta-feira (12), às 13h30, será realizado no auditório da Expodireto o Fórum do Canal Rural, que vai discutir clima, mercado e os desafios enfrentados pelos produtores gaúchos após safras marcadas por dificuldades. O evento terá transmissão pelo YouTube.

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Superávit do agro paulista cai 7,3% no primeiro bimestre de 2026


Brasil; exportação
Foto: divulgação/Mapa

Nos dois primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista registrou superávit de US$ 2,79 bilhões no comércio exterior. O saldo decorre de exportações que somaram US$ 3,76 bilhões e de importações que totalizaram US$ 0,97 bilhão.

Apesar da balança positiva, o número representa queda de 7,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de US$ 3,01 bilhões: US$ 4,03 bilhões em exportação e US$ 1,02 bilhão em importação.

A participação dos embarques de produtos do agro no total comercializado em janeiro e fevereiro deste ano em São Paulo foi de 40,2%, enquanto as importações do setor corresponderam a 7,5% do total.

Sem citar o decréscimo nos resultados, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, destaca que “o resultado do primeiro bimestre confirma a força e a diversidade do agro paulista no comércio internacional. Carnes, produtos florestais e o complexo sucroenergético seguem mostrando a competitividade do nosso setor produtivo.”

Principais produtos exportados

O complexo sucroalcooleiro representou 28% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$ 1,05 bilhão. Deste total, o açúcar representou 94,7% e o etanol 5,3%.

Em seguida, o setor de carnes veio com 16,6% das vendas externas do setor, totalizando US$ 623 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,1%. Produtos florestais representaram 15,3% do volume exportado, com US$ 576,34 milhões, com 67,8% de celulose e 26,9% de papel.

Sucos responderam por 9% de participação, somando US$ 337,70 milhões, dos quais 96,8% são referentes à bebida de laranja. Em seguida, o café, com 7,4% de participação na pauta de exportações, somando US$ 279,17 milhões, 72,9% referentes ao café verde e 24% ao solúvel.

Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 76,3% das exportações do agronegócio paulista.

E na oitava posição, o complexo soja, que teve participação de 3,2% do total exportado, registrando US$ 120,48 milhões, 57,9% referentes à soja em grão e 24,1% de farelo de soja.

Nesse sentido, ressalta-se que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de produtos florestais (+16,5%), carnes (+9,8%) e quedas nos grupos de sucos (-44,3%), complexo soja (-39,4%), sucroalcooleiro (-8%), café (-5,9%).

Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

Principais destinos das exportações

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 20,5% de participação, adquirindo principalmente produtos florestais, carnes, fibras têxteis e itens do complexo soja.

A União Europeia vem em seguida com fatia de 16,9%, ao passo que os Estados Unidos somaram 9,7%.

Participação no agro nacional

Fonte: elaborado pelo IEA-Apta a partir dos dados do ComexStat do MDIC

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o 2º lugar no ranking de exportações, com 16,6% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,5%).

A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

*Sob supervisão de Victor Faverin

 

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Você sabia que a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26 já está aberta?


Imagem gerada por IA

Ei, você: sabia que já está aberta a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26? Para participar é simples: basta acessar o link da votação e escolher seu produtor e um pesquisador favorito. Os canditados são aqueles que fazem a diferença na cadeia da soja no país. Confira os indicados:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!

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Você sabia que a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26 já está aberta?


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Você sabia que já está aberta a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26? Para participar é simples, basta acessar o link da votação e escolher um produtor e um pesquisador que fazem a diferença na cadeia da soja no país.

A iniciativa reconhece profissionais que contribuem para o avanço da produção, da tecnologia e da sustentabilidade no campo. A participação é simples: acesse o link, preencha seus dados e escolha os nomes que, na sua opinião, mais contribuem para o desenvolvimento da soja no Brasil.

A premiação valoriza histórias de dedicação à pesquisa e à produção agrícola, destacando pessoas que ajudam a transformar desafios do campo em soluções para o setor.

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!

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Superávit global de açúcar cai e pode ficar abaixo de 1 milhão de toneladas


cubos de açúcar
Foto: Pixabay

O superávit global de açúcar deve ser menor na temporada 2025/26. Novas estimativas indicam que o saldo entre produção e consumo pode ficar abaixo de 1 milhão de toneladas, após revisões nas projeções de safra da Índia e mudanças no direcionamento da produção no Brasil.

Segundo informações divulgadas pela StoneX, o excedente mundial foi revisado de 2,9 milhões para cerca de 870 mil toneladas no ciclo que vai de outubro de 2025 a setembro de 2026.

O principal ajuste veio da Índia. A produção do país foi reduzida de 32,3 milhões para 29,7 milhões de toneladas, reflexo de uma safra mais curta no estado de Maharashtra e de produtividade abaixo do esperado em Uttar Pradesh. Mesmo com o corte, o volume ainda representa crescimento anual de cerca de 14%.

De acordo com o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Marcelo Di Bonifácio Filho, o mercado passa por um período de ajustes, mas ainda sem ruptura no equilíbrio global.

“Apesar dos cortes recentes nas estimativas de produção de países importantes como Índia e Brasil, o mercado internacional ainda trabalha com um pequeno superávit. Isso tem limitado movimentos de alta mais consistentes nos preços”, afirma.

Outras regiões ampliam oferta

A revisão das estimativas também considera desempenho melhor em outras regiões produtoras.

Na Europa, a safra de beterraba superou as expectativas, com produção cerca de 2 milhões de toneladas acima das previsões anteriores, resultado de ganhos de produtividade na União Europeia e na Ucrânia.

No México, a produção foi revisada de 5,1 milhões para 5,4 milhões de toneladas, impulsionada por melhores resultados nos canaviais.

Mesmo com os ajustes na oferta global, o comércio internacional segue marcado por sinais de excesso de produto. Importações mais lentas em alguns grandes mercados consumidores e estoques elevados têm mantido as cotações pressionadas.

Segundo Di Bonifácio, os preços internacionais continuam próximos de 14 centavos de dólar por libra-peso.

Mix pode mudar no Brasil

No Brasil, maior produtor e exportador global de açúcar, as projeções indicam mudanças no direcionamento da cana.

Para a safra 2026/27 no Centro-Sul, a estimativa aponta moagem de 620,5 milhões de toneladas, com leve aumento na área colhida e recuperação parcial da produtividade.

Apesar do avanço na moagem, o mix açucareiro foi revisado para 48,7%, abaixo dos 49,3% estimados anteriormente. Com isso, a produção de açúcar deve ficar próxima de 40 milhões de toneladas, cerca de 700 mil toneladas abaixo da projeção anterior.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Rafael Borges, a relação entre os preços do açúcar e do etanol tem influenciado as decisões das usinas.

“Com o açúcar menos valorizado no mercado internacional, muitas usinas tendem a priorizar o etanol no início da safra. Esse movimento reduz o mix açucareiro”, afirma.

Etanol pode bater recorde

Enquanto a produção de açúcar tende a crescer pouco, o mercado de biocombustíveis pode avançar.

A estimativa é que a produção total de etanol no Centro-Sul alcance 37,2 bilhões de litros na safra 2026/27, aumento de 10,2% na comparação anual e novo recorde histórico, impulsionado principalmente pelo etanol de milho.

Para Borges, essa expansão amplia a flexibilidade do setor sucroenergético brasileiro.

“O aumento da produção de etanol, especialmente de milho, amplia a capacidade do setor de reagir rapidamente aos sinais de preço entre açúcar e biocombustível”, afirma.

Diante desse cenário, o mercado internacional deve continuar atento às decisões de produção no Brasil, que seguem determinantes para o equilíbrio global de oferta e demanda.

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