terça-feira, março 17, 2026

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Altas temperaturas impactam produção de morango


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11), a cultura do morango apresentou comportamentos distintos nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul ao longo da última semana.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a ausência de chuvas aliada à amplitude térmica favoreceu a maturação dos frutos. A Emater informou que “as temperaturas elevadas, com máximas acima de 35 ºC e mínimas acima de 10 ºC, resultaram em frutos de melhor qualidade e maior oferta”. A colheita seguiu com volumes expressivos, embora ainda haja registros de ácaro-rajado, drosófila-da-asa-manchada e oídio. Os preços pagos aos produtores permaneceram estáveis, variando de R$ 12,00 a R$ 20,00/kg nas vendas a intermediários e Ceasas, e de R$ 18,00 a R$ 35,00/kg na comercialização direta. Os frutos congelados foram vendidos entre R$ 10,00 e R$ 15,00/kg.

Na região de Pelotas, a produção das cultivares de dias curtos começou a diminuir gradualmente, enquanto as cultivares de dias neutros mantiveram bom desempenho. O informativo destaca que “o aspecto fitossanitário continua adequado”, embora tenham sido registrados ataques de tripes e ácaros. Os preços apresentaram leve redução em algumas localidades, variando entre R$ 12,00 e R$ 40,00/kg, dependendo do município.

Na região de Santa Rosa, os produtores mantiveram o controle fitossanitário e a adubação de manutenção. A colheita seguiu com boa oferta, e a comercialização ocorreu tanto nas propriedades quanto no comércio local.

Na região de Bagé, em São Gabriel, os produtores relataram resultados positivos. Segundo a Emater, “as frutas estão com ótimo tamanho, além de cor e sabor intensos”, e o excedente tem sido comercializado em Rosário do Sul.

Na região de Lajeado, em Bom Princípio, a cultura manteve bom desenvolvimento mesmo com temperaturas elevadas. A produção permaneceu estável, ainda que os frutos tenham apresentado menor tamanho. A comercialização registrou preço médio de R$ 15,00/kg.

Na região de Soledade, as altas temperaturas prejudicaram as lavouras, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo. Os picos acima de 40 ºC provocaram abortamento de flores e frutos, além de deficiência de cálcio, que poderá comprometer a próxima floração. A Emater observou que “os produtores instalaram sombrites, mas os problemas persistem devido ao calor extremo”.

temperaturas. 





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Estudo aponta ação anti-inflamatória de planta brasileira


planta, periquito-da-praia
Foto: Fabrício Riella/iNaturalist

Estudo de pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), do Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran), Unicamp e da Unesp confirmou a segurança e a ação anti-inflamatória, analgésica e antiartrítica da planta Alternanthera littoralis, conhecida como periquito-da-praia.

Nativa do litoral brasileiro e tradicionalmente utilizada na medicina popular para combater inflamações, infecções microbianas e doenças parasitárias, até então havia poucas evidências farmacológicas que sustentassem essas aplicações e analisassem sua segurança.

Apesar do desfecho encorajador, ainda não é possível recomendar o seu uso clínico imediato. Por isso, novas análises toxicológicas complementares são necessárias, assim como estudos clínicos e a padronização do extrato, garantindo segurança, eficácia e qualidade farmacotécnica.

Além disso, o caminho até a aplicação terapêutica requer mais etapas regulatórias.

O experimento

O primeiro passo do trabalho, publicado no Journal of Ethnopharmacology, foi realizar análises fitoquímicas do vegetal para identificar os principais compostos bioativos do extrato etanólico das suas partes aéreas, conduzidas pelo farmacêutico Marcos Salvador, do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp.

Em seguida, a equipe da farmacologista Candida Kassuya, da Faculdade de Ciências da Saúde da UFGD, avaliou a eficácia anti-inflamatória em modelos experimentais de artrite.

“Finalmente, realizamos as análises toxicológicas sob minha coordenação”, explica Arielle Cristina Arena, professora associada do Departamento de Biologia Estrutural e Funcional do Instituto de Biociências do campus de Botucatu da Unesp.

Resultados promissores

Os resultados mostraram que o extrato etanólico da A. littoralis apresenta efeito anti-inflamatório significativo em animais de laboratório.

“Nos modelos experimentais, observamos redução do edema, melhora dos parâmetros articulares e modulação de mediadores inflamatórios, sugerindo uma ação antioxidante e protetora dos tecidos”, conta Arielle Cristina.

De acordo com a professora, os achados reforçam o potencial medicinal da planta e estabelecem uma base científica sólida para futuras pesquisas pré-clínicas.

O estudo também gera oportunidades para o possível desenvolvimento de produtos fitoterápicos, uma vez que as conclusões sugeriram um perfil de segurança em doses terapêuticas que pode ser promissor também para uso humano.

“Nosso propósito é valorizar a biodiversidade brasileira e o conhecimento tradicional, mas com base científica rigorosa, promovendo o uso seguro e racional de produtos naturais”, finaliza a professora.

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Mercado internacional desaquecido freia vendas de milho em MT, aponta Imea



Menor competitividade do milho no mercado internacional tem pressionado a demanda



Foto: USDA

Segundo dados divulgados pelo Imea, a comercialização da safra 2024/25 de milho em Mato Grosso avançou 2,26 pontos percentuais em novembro, atingindo 83,37% da produção estimada. O movimento reflete a estratégia dos produtores em liberar estoques antigos diante da proximidade da colheita da soja.

Apesar do avanço, o ritmo de vendas ainda está 6,38 pontos abaixo do mesmo período da safra anterior. A menor competitividade do milho no mercado internacional tem pressionado a demanda externa, reduzindo o apetite dos compradores internacionais e limitando a fluidez das negociações no estado.

O boletim aponta ainda uma valorização nos preços. Em novembro, o valor médio do milho comercializado alcançou R$ 48,09 por saca, alta de 1,97% em relação a outubro. Esse cenário pode estar ligado à retração na oferta momentânea e à busca por recomposição de estoques por parte da indústria nacional.

Em contraste, a comercialização da safra 2025/26 segue em ritmo mais lento. O avanço mensal foi de apenas 1,70 ponto percentual, totalizando 25,26% da produção estimada. O desempenho limitado decorre da cautela dos produtores diante das incertezas econômicas e climáticas que cercam o próximo ciclo.

Além do ritmo mais contido, os preços da nova safra registraram queda no mês de novembro. O valor médio ficou em R$ 45,57 por saca, uma redução de 1,38% em relação ao mês anterior. A queda nos preços pode reforçar a estratégia dos produtores em adiar novos contratos, à espera de condições mais favoráveis de mercado.





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Novo projeto busca viabilizar cultivo comercial do pau-rosa na Amazônia


pau-rosa
Foto: Maria José Tupinambá/Embrapa

A Embrapa Amazônia Ocidental (AM) conduz uma pesquisa inovadora para superar entraves e impulsionar a recuperação e o cultivo comercial do pau-rosa (Aniba rosaeodora), árvore nativa da Amazônia historicamente explorada de forma predatória.

Valorizada por seu óleo essencial rico em linalol, composto muito usado nas indústrias de cosméticos e perfumaria fina, a espécie teve sua produção drasticamente reduzida, de 500 toneladas por ano na década de 1970 para apenas 1.480 quilos em 2021.

O projeto tem como foco a seleção de matrizes de alta qualidade e o desenvolvimento e validação de protocolos de clonagem por estaquia, definição de práticas agronômicas para redução de perdas no plantio e maior uniformidade nos cultivos.

Será estabelecida também uma coleção de trabalho, com materiais genéticos de diversas procedências, de forma a oferecer uma ampla base genética para apoiar as atividades de seleção e melhoramento da espécie.

A pesquisa parte de uma população inicial de 80 árvores-matrizes localizadas na propriedade da empresa parceira Litiara/Agroflora, em Rio Preto da Eva, no Amazonas. Entre essas, foram escolhidas, inicialmente, as 10 com maior vigor e teor de óleo na biomassa superior a 1,5%, reproduzidas por sementes.

Reprodução do pau-rosa

Em novembro de 2025, foi iniciada a retirada dos galhos dessas plantas para a produção dos clones, por enraizamento de miniestacas (processo que usa pequenos pedaços de plantas (miniestacas) para que criem raízes e se desenvolvam em novas mudas idênticas à planta mãe), como informa o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental Edson Barcelos, líder da iniciativa.

A reprodução do pau-rosa já foi estudada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), porém ainda não foi aplicada em escala comercial. A meta da Embrapa é aprimorar o método de enraizamento para viabilizar a produção em larga escala de mudas clonadas, como já ocorre com culturas consolidadas como café, eucalipto e erva-mate.

A proposta é estabelecer um modelo completo de cultivo, que abranja desde a seleção genética até o manejo no campo, fortalecendo a cadeia produtiva regional.

Ainda serão avaliados diversos parâmetros agronômicos para consolidar um sistema de produção robusto e sustentável, tais como: época ideal e altura da poda, espaçamento entre plantas, tipos e doses de adubação e estratégias para controle de pragas e doenças.

“Para plantar cinco hectares, são necessárias cinco mil mudas. Mas não há sementes suficientes e, quando há, o material genético é muito heterogêneo. As plantas crescem de forma desigual e o teor de óleo varia drasticamente”, explica Barcelos.

A essência do pau-rosa (seu óleo essencial), é valorizada principalmente por ser uma fonte natural de linalol, composto químico que representa mais de 80% do óleo e possui diversas aplicações comerciais e potenciais. A pesquisa tem como foco a produção sustentável voltada para esses usos, extraindo o óleo de folhas e galhos, e mantendo a árvore viva.

Manejo e cultivo

Durante décadas, o pau-rosa foi explorado sem critérios técnicos: as árvores eram cortadas rente ao solo para extração do óleo, sem replantio ou manejo adequado. Após sua inclusão na lista de espécies ameaçadas de extinção, essa prática foi proibida.

No entanto, o Brasil ainda não desenvolveu tecnologia suficiente para o cultivo comercial da espécie, cuja área plantada hoje não ultrapassa 50 hectares, e está concentrada nos municípios amazonenses de Maués, Novo Aripuanã e Itacoatiara.

Um dos principais obstáculos é a escassez de mudas de qualidade. Plantios realizados a partir de sementes apresentam alta taxa de mortalidade, entre 70% e 90%, além de grande variabilidade genética, o que compromete a uniformidade das plantas e o teor de óleo, que pode variar de 0,5% a 2,0%. Soma-se a isso a limitada experiência com sistemas de plantio e manejo adequados.

Desafios e perspectivas

Além da escassez de mudas de qualidade e a alta mortalidade de plantios, outro entrave da cultura é a burocracia excessiva na comercialização do óleo essencial de pau-rosa. As muitas exigências estão afastando os compradores que preferem substituir o pau-rosa por outros óleos.

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Chuva ganha força e acumulados podem alcançar até 100 milímetros em algumas regiões; veja quais


A previsão do tempo entre os dias 15 e 19 de dezembro indica mudanças importantes nas condições climáticas em todas as regiões do Brasil.

De acordo com o meteorologista Arthur Müller, frentes frias, áreas de baixa pressão e sistemas típicos do verão devem influenciar o volume de chuvas, as temperaturas e o ritmo das atividades no campo.

Veja o detalhamento por região:

Região Sul

A chegada de uma nova frente fria provoca instabilidade no Sul do país. Chuvas ocorrem de forma moderada a forte, com risco de temporais, especialmente no oeste do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná entre segunda (15) e terça-feira (16). Há possibilidade de rajadas de vento e queda pontual de granizo devido à atuação conjunta da frente fria e de um cavado em médios níveis da atmosfera.

A partir de quarta-feira (17), o tempo volta a ficar firme, com queda acentuada das temperaturas. As mínimas podem ficar abaixo de 10°C no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, sem risco de geada. Na sexta-feira (19), as temperaturas sobem novamente, com máximas acima de 35°C no território gaúcho. O acumulado de chuva na semana varia entre 20 e 40 milímetros.

Região Sudeste

As chuvas seguem presentes desde as primeiras horas do dia em áreas do oeste e sudoeste de São Paulo, além do interior e noroeste de Minas Gerais. Ao longo do período, as instabilidades avançam também para o Rio de Janeiro, com risco de temporais em pontos de São Paulo, Minas e interior fluminense.

A formação de uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul favorece volumes elevados de chuva. Em São Paulo, os acumulados podem chegar a 100 milímetros no centro-norte do estado. Volumes semelhantes são esperados para o sul e o centro de Minas Gerais, Rio de Janeiro e extremo sul do Espírito Santo, o que pode atrasar operações no campo. No norte capixaba e nordeste mineiro, o tempo segue mais seco.

Região Centro-Oeste

Instabilidades atuam desde cedo em Mato Grosso do Sul e avançam ao longo do dia para Mato Grosso e Goiás. As chuvas ocorrem com intensidade moderada a forte, com risco de temporais, raios e rajadas de vento entre segunda e terça-feira.

Os acumulados previstos variam entre 40 e 50 milímetros, podendo chegar a 100 milímetros em áreas do norte de Mato Grosso do Sul, Goiás e centro-leste de Mato Grosso. A chuva contribui para o desenvolvimento das lavouras, especialmente onde houve replantio, mas pode causar transtornos em áreas urbanas.

Região Nordeste

Há previsão de pancadas de chuva no oeste e sudoeste da Bahia, além do interior do Maranhão e do Piauí. Nessas áreas, a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis aumenta o risco de temporais e rajadas de vento. Os volumes acumulados ficam em torno de 40 a 50 milímetros.

No restante da região, o tempo segue mais firme, com temperaturas elevadas. Em algumas áreas, as máximas podem ultrapassar 37°C, intensificando o déficit hídrico e o risco de incêndios. Há indicação de retorno pontual da umidade na semana do Natal, sem volumes expressivos.

Região Norte

Chuvas seguem frequentes no Amazonas, Rondônia, Acre, Tocantins, Amapá e grande parte do Pará, com risco de temporais em alguns pontos. A atuação da Alta da Bolívia contribui para acumulados entre 70 e 80 milímetros em áreas produtoras do Acre, Rondônia, Amazonas e oeste do Pará.

No Tocantins e no restante do Pará, os volumes superam 50 milímetros, podendo ultrapassar 100 milímetros no sul tocantinense. No Amapá, a Zona de Convergência Intertropical favorece acumulados acima de 150 milímetros. O período mais úmido contribui para a manutenção das pastagens e para a redução do estresse térmico do rebanho.

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Falta de chuva preocupa produtores de citros


O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar detalha o andamento da safra de citros em diferentes regiões do Estado. Na área administrativa de Caxias do Sul, seguem os tratamentos para ácaro-da-ferrugem, larva-minadora e mosca-das-frutas. Segundo o documento, “os pomares apresentam boa sanidade”, mas as altas temperaturas e o tempo seco já indicam “sinais de déficit hídrico” nas plantas. Produtores com sistemas de irrigação utilizam o recurso para reduzir o estresse hídrico.

A colheita das laranjas Valência e Umbigo (Monte Parnaso) está em andamento, enquanto a de bergamota Ponkan Montenegrina e Murcott foi encerrada. Em Guaporé, o preço da Valência varia entre R$ 0,80 e R$ 1,00 por quilo, com valor de R$ 0,50 para o produto destinado ao suco. A Monte Parnaso oscila entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por quilo. Em Cotiporã, o quilo para consumo in natura permanece em R$ 1,50, e em Veranópolis a Valência é comercializada a R$ 1,30 para mesa e R$ 0,90 para suco.

Na região de Erechim, a colheita continua e o preço ao produtor é de R$ 1.000,00 por tonelada para indústrias e R$ 1.200,00 por tonelada para o mercado in natura. Já em Lajeado, a safra de bergamota e laranja está encerrada. A Emater informa preocupação com a falta de chuvas nas últimas semanas, destacando o relato de aumento na ocorrência de mosca-branca, embora ainda não haja danos relevantes associados à baixa umidade.

Em São Sebastião do Caí, a roçada avança para a etapa final e, com o aumento das temperaturas, são intensificados os manejos fitossanitários preventivos. De acordo com o informativo, têm sido realizadas ações de controle para “ácaros, pulgões e mosca-branca”, além de monitoramento e aplicações voltadas ao manejo de doenças fúngicas, com destaque para a pinta-preta.

No município de São José do Hortêncio, cerca de 70% da área de 180 hectares de laranja Valência destinada ao mercado de mesa já foi colhida, com preços entre R$ 40,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 quilos. Para a indústria, a colheita chega a 80%, e o valor é de R$ 12,00 por caixa. Na cultivar Monte Parnaso, com 40 hectares, aproximadamente 90% da safra está colhida, com preços que variam entre R$ 60,00 e R$ 70,00 por caixa.

A lima ácida Tahiti deve registrar redução nos valores nas próximas semanas. Em São Sebastião do Caí, onde há 185 hectares cultivados, os preços variam entre R$ 45,00 e R$ 60,00 por caixa de 25 quilos. Em Pareci Novo, com 26 hectares, o preço médio é de R$ 65,00 por caixa. Em São José do Hortêncio, com 95% da safra concluída nos 25 hectares de cultivo, o valor praticado é de R$ 70,00 por caixa.





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Feijão-vagem com colheita concentrada ganha espaço entre produtores


Feijão-vagem
Foto: Agristar do Brasil

Produtores de regiões tradicionais do cultivo de feijão-vagem têm buscado materiais que facilitem o manejo e ofereçam vagens mais uniformes. A concentração da colheita em uma única janela e o bom desempenho pós-colheita são pontos que vêm orientando o planejamento das lavouras.

Especialistas apontam que essas características ajudam a elevar o padrão comercial do produto e a organizar melhor as operações no campo.

Vantagens no manejo e na organização da colheita

A adoção de materiais com colheita concentrada tem avançado em áreas de São Paulo, Sul de Minas, Goiás, Paraná e Santa Catarina. Nessas regiões, produtores têm priorizado variedades de ciclo mais curto e plantas com maior vigor, o que facilita a rotina de campo.

O especialista em Cinturão Verde, Roberto Araújo, explica que algumas variedades chegam a concentrar até 90% das vagens no mesmo período de maturação. Segundo ele, isso reduz a necessidade de múltiplas passadas na lavoura. “Há materiais que podem ser colhidos praticamente de uma só vez, evitando danos às plantas e mantendo a produtividade”, afirma.

A uniformidade também favorece propriedades que utilizam mecanização, já que operações únicas e mais precisas diminuem perdas e aceleram o processo de colheita. Além disso, a concentração do trabalho em um período curto ajuda na organização da mão de obra e no planejamento logístico.

Qualidade visual e maior durabilidade das vagens

Outro ponto destacado pelos produtores é o padrão visual do feijão-vagem determinado. Araújo observa que materiais com coloração verde mais escura têm se mostrado vantajosos no varejo. Esse tom preserva a aparência de produto fresco por mais tempo, reduzindo perdas após a colheita.

As vagens também apresentam formato cilíndrico e baixa presença de fibras, características valorizadas na comercialização e que contribuem para textura mais uniforme. Segundo o especialista, a formação mais lenta das sementes amplia a janela de colheita sem prejudicar o aspecto final do produto.

“Quando a semente se desenvolve rápido, qualquer atraso na colheita reduz o valor da vagem. Nesse caso, a perda é menor”, explica.

Desempenho no campo e recomendações ao produtor

Com ciclo médio entre 50 e 60 dias, o feijão-vagem determinado mantém boa adaptação a diferentes condições de cultivo e se consolida como alternativa para quem busca manejo simples e padrão mais elevado de vagens.

Araújo reforça a importância de observar as janelas de plantio para evitar períodos de frio intenso ou risco de geada, fatores que podem comprometer o desenvolvimento da cultura. Segundo ele, o ajuste correto do calendário ainda é decisivo para garantir o desempenho esperado no campo.

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Aprovada extensão da CPR para insumos e máquinas da pecuária



Comissão aprova mudança que estende crédito rural a insumos da pecuária



Foto: Canva

De acordo com as informações divulgadas pela Agência Câmara Notícias, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4647/25, que propõe substituir a expressão “insumos agrícolas” por “insumos agropecuários” na legislação que regulamenta a Cédula de Produto Rural (CPR). A mudança incorpora produtos destinados à pecuária entre os itens que podem lastrear operações financeiras vinculadas ao título.

O autor da proposta, deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP), afirmou que a regra atual não contempla atividades ligadas à produção e comercialização de insumos, máquinas e implementos usados na pecuária, conforme os dados dos Agência Câmara de Notícias. Segundo ele, a legislação vigente não corresponde ao funcionamento do setor. Para Carvalho, agricultura e pecuária “se integram em cadeias produtivas cada vez mais interdependentes”.

O relator, deputado Thiago Flores (Republicanos-RO), recomendou a aprovação e sustentou que a alteração amplia a segurança jurídica das operações com CPR. “Isso possibilita a inclusão de novos emissores, reforçando a mobilização de recursos privados para atividades rurais não atendidas pelo crédito oficial”, afirmou.

A proposta modifica a Lei 8.929/94, que instituiu a CPR, e tramita em caráter conclusivo. O texto seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, ainda necessita do aval da Câmara e do Senado.





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Frente fria avança no RS e favorece desenvolvimento das lavouras



Fim de semana deve ser de tempo quente com pancadas de chuva



Foto: Arquivo

A partir desta sexta-feira (12), o tempo começa a mudar com aumento da nebulosidade no Norte, o que pode provocar chuvas em pontos como Rosário do Sul e Bagé. As temperaturas variam entre 22 °C e 24 °C na metade Norte, e sobem para até 32 °C no Sul.

No sábado (13), um sistema de baixa pressão atmosférica deve ampliar a instabilidade em todas as regiões, trazendo pancadas isoladas de chuva e temperaturas que alcançam até 32 °C no Sul.

O domingo (14) será de predomínio de sol, mas com chance de pancadas de chuva devido ao aquecimento diurno. As máximas devem atingir 35 °C no Oeste e Centro do Estado, além da Região Metropolitana.

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Na segunda-feira (15), a frente fria avança e deve provocar chuvas principalmente na metade Oeste e Sul. Apesar disso, o calor persiste, com temperaturas que podem chegar a 32 °C em regiões como o Litoral Norte e o Nordeste.

Na terça (16), uma massa de ar frio e seco estabiliza a atmosfera, proporcionando um dia ensolarado com mínimas de 16 °C e máximas entre 26 °C e 30 °C. Na quarta-feira (17), o sol volta a predominar, com elevação das temperaturas, chegando a 35 °C na Fronteira Oeste.

Segundo o Boletim Agrometeorológico 50/2025, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Emater/RS-Ascar e Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), as chuvas previstas, mesmo que irregulares, associadas a temperaturas elevadas e boa radiação solar, criam condições mais favoráveis ao desenvolvimento das culturas em campo.





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Mancha oleosa é desafio para a cultura do maracujá


O Brasil mantém a liderança mundial na produção e no consumo de maracujá, respondendo por aproximadamente 70% do volume global. Segundo dados do setor, o país produz perto de 700 mil toneladas anuais, distribuídas em cerca de 46 mil hectares cultivados. A cadeia produtiva, de forte relevância social e econômica, sustenta o abastecimento interno e gera renda a agricultores de diferentes perfis, incluindo pequenos produtores.

Mesmo com a expansão da cultura, desafios fitossanitários continuam a limitar o desempenho dos pomares, sobretudo em áreas de alta umidade. Entre eles, destaca-se a mancha oleosa, doença bacteriana que compromete a produtividade. Especialistas alertam que, sem manejo adequado, as perdas podem superar 80%.

A incidência da mancha oleosa é mais intensa no Nordeste, especialmente na Serra da Ibiapaba (CE), onde o cultivo ocorre o ano todo. De acordo com Ricardo Joaquim Carvalho da Silva, representante técnico comercial da Nordeste Atacado, o período chuvoso, de dezembro a junho, favorece o avanço da doença. “Os danos são visíveis nas folhas, com grande perda foliar, comprometendo ramos e até os frutos, que ficam manchados e perdem valor comercial”, afirma. Segundo ele, “controlar a mancha oleosa no período de chuva é fundamental para garantir produtividade e qualidade”.

Francisco Fernando, técnico agrícola da Satis e responsável técnico de vendas no Ceará e no Rio Grande do Norte, destaca os efeitos diretos sobre o desempenho das plantas. “A mancha oleosa reduz a fotossíntese, enfraquece a planta e prejudica a formação e o enchimento dos frutos. No início das chuvas, esse risco aumenta e a atenção ao manejo deve ser redobrada,” explica.

Em resposta ao avanço da doença, produtores têm buscado alternativas que combinem ação direta contra a bactéria e estímulo fisiológico às plantas. Entre as tecnologias utilizadas está o Fulland, desenvolvido pela Satis, apontado como indutor de resistência, facilitador da translocação de fungicidas e intensificador do efeito de defensivos. Ricardo observa que o produto “age no controle da bactéria, tanto preventivamente quanto de forma curativa, e pode ser utilizado em conjunto com outros defensivos”.

Além da mancha oleosa, a última safra também registrou prejuízos causados pelo Tripes, praga mais comum no período seco, de julho a dezembro. Técnicos reforçam que o manejo deve incluir atenção constante à broca do maracujá, à mosca das frutas e aos ácaros, com estratégias permanentes e uso integrado de tecnologias.





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