quinta-feira, março 12, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece safra de morango no Rio Grande do Sul



Colheita de morango segue estável nas regiões gaúchas



Foto: Seane Lennon

A produção de morango avança de forma diferenciada nas regiões acompanhadas pela Emater/RS-Ascar, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (1). Em Caxias do Sul, a predominância de dias ensolarados e a elevada amplitude térmica registrada nas últimas duas semanas favoreceram o desenvolvimento das lavouras e a maturação dos frutos. O resultado foi melhora no calibre, na coloração e no sabor da produção.

Em Gramado, a sanidade dos morangueiros permanece sob controle na atual safra. Houve registros pontuais de doenças fúngicas e pragas em períodos de maior instabilidade climática, com ocorrência de mofo-cinzento em cultivos localizados nas bancadas laterais das estufas. A intensificação do fluxo turístico no período natalino sustentou os preços, que variam entre R$ 20,00 e R$ 35,00 por quilo para frutos in natura e entre R$ 10,00 e R$ 15,00 por quilo para o produto congelado.

Na região de Pelotas, a demanda pela fruta aumentou em função das festas de fim de ano. Mesmo com a redução do calibre, os preços permanecem estáveis. As cultivares tradicionais se aproximam do encerramento do ciclo produtivo, enquanto as variedades de dias neutros seguem em plena produção.

Em Erechim, a colheita ocorre dentro da normalidade, com produção considerada regular e preços em torno de R$ 25,00 por quilo. Já na região de Santa Maria, as cultivares de dias neutros estão em fase produtiva, enquanto as de dia curto se aproximam do fim do ciclo. Em Agudo, os valores apresentam ampla variação conforme o ponto de comercialização, chegando a oscilar entre R$ 30,00 e R$ 50,00 por quilo nas vendas realizadas às margens da BR-287.





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Abrafrigo: Salvaguardas da China ameaçam exportações de carne bovina do Brasil


Contêineres em um porto para ilustrar que exportações na Bahia tiveram queda em julho
Foto: Pexels

A decisão da China de aplicar salvaguardas às importações de carne bovina acende um alerta para o desempenho das exportações brasileiras a partir de 2026. A avaliação é da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Em nota, a entidade afirma que a medida representa um risco imediato tanto para as vendas externas quanto para o equilíbrio da cadeia produtiva da pecuária no Brasil. A preocupação envolve impactos comerciais, produtivos e econômicos.

A decisão foi publicada pelo Ministério do Comércio da China na última quarta-feira (31) e prevê a imposição de cotas às importações de carne bovina pelos próximos três anos, entre 2026 e 2028.

Limite de exportação e impacto financeiro

Para 2026, o Brasil terá uma cota de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina destinadas ao mercado chinês. O volume autorizado terá crescimento próximo de 2% nos dois anos seguintes.

As exportações que ultrapassarem o limite estabelecido estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 55%. Segundo a Abrafrigo, esse nível de taxação tende a inviabilizar os embarques fora da cota.

A entidade estima que o impacto financeiro da medida pode chegar a uma perda de até US$ 3 bilhões em receita já em 2026. O número ganha relevância diante da expectativa de que o setor encerre 2025 com exportações superiores a US$ 18 bilhões.

Dependência do mercado chinês

A China é hoje o principal destino da carne bovina brasileira. Em 2025, o país asiático deve responder por mais de 1,6 milhão de toneladas embarcadas, o equivalente a 55% das exportações de carne bovina in natura.

A receita com vendas ao mercado chinês deve alcançar cerca de US$ 9 bilhões neste ano. Esse avanço consolida a China como o maior comprador do produto brasileiro, tanto em volume quanto em faturamento.

Segundo a Abrafrigo, essa elevada concentração aumenta a sensibilidade do setor a mudanças na política comercial chinesa.

Reflexos sobre a cadeia produtiva

A associação destaca que a adoção das salvaguardas ocorre em um momento delicado da pecuária nacional. O setor atravessa uma fase de menor oferta de animais e de transição do ciclo pecuário.

Para a entidade, a limitação das exportações pode desestimular investimentos do produtor rural e comprometer decisões de aumento da produção. Os efeitos, segundo a avaliação, tendem a se espalhar por toda a cadeia, com impacto sobre renda, emprego e investimentos no campo.

Diante do cenário, a Abrafrigo defende uma atuação diplomática coordenada do governo brasileiro. O objetivo seria ampliar o acesso a novos mercados e reduzir a dependência das vendas para a China, mitigando os efeitos das salvaguardas sobre o setor.

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Cotas da China reduzem espaço para carne bovina brasileira em 2026, diz analista


carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

A adoção de cotas pela China para as importações de carne bovina torna o cenário de exportações do Brasil menos favorável em 2026. A avaliação é de Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado.

Segundo ele, os embarques brasileiros devem cair em relação a 2025. Ao mesmo tempo, o país deve sair de um cenário de menor oferta interna para uma disponibilidade maior de carne no mercado doméstico.

Como funcionam as cotas chinesas

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Exportadoras de Carnes (Abiec), a China estabeleceu uma cota crescente para os próximos três anos. No primeiro ano, o limite é de 1,106 milhão de toneladas.

Os volumes dentro da cota pagam tarifa de 12%. Já as cargas que excederem esse limite enfrentam sobretaxa de 55%, o que eleva a tarifa total para 67% fora da cota.

Mesmo com a medida, o Brasil segue como o principal fornecedor da China. Do total previsto de 2,7 milhões de toneladas em 2026, o país ainda detém a maior fatia. Para Iglesias, porém, a decisão abre um precedente preocupante, diante da forte dependência brasileira do mercado chinês.

Impactos para outros exportadores de carne bovina

A avaliação da Safras indica que as cotas impostas à Nova Zelândia, de 206 mil toneladas, foram menos restritivas. Já Argentina e Uruguai receberam limites de 511 mil toneladas e 324 mil toneladas, respectivamente, o que pode até estimular a recomposição dos rebanhos nesses países.

Para Estados Unidos e Austrália, as cotas de 164 mil toneladas e 205 mil toneladas são consideradas mais proibitivas. No caso norte-americano, o impacto tende a ser menor, já que o país deve priorizar o consumo interno em 2026, em meio à redução do rebanho.

Segundo Iglesias, a imposição das cotas deve alterar de forma relevante a dinâmica do comércio global de carne bovina. Quando os embarques superarem os volumes permitidos, países como Brasil, Austrália e Estados Unidos enfrentarão a tarifa adicional de 55%.

As medidas terão validade de três anos. A cota total deve crescer gradualmente, alcançando 2,8 milhões de toneladas em 2028.

Produção, exportações e oferta interna em 2026

Com as restrições da China, a Safras revisou o cenário inicialmente projetado para o Brasil em 2026. Antes, a expectativa era de crescimento da produção e das exportações, com queda da oferta interna.

Agora, a consultoria estima produção de 10,984 milhões de toneladas de carne bovina em equivalente carcaça em 2026. Com isso, o volume fica 3,58% abaixo do recorde previsto para 2025, de 11,392 milhões de toneladas.

As exportações brasileiras devem somar 4,577 milhões de toneladas em equivalente carcaça, queda de 8,62% frente às 5,009 milhões de toneladas projetadas para 2025.

Já a oferta interna, por outro lado, deve alcançar 6,453 milhões de toneladas em 2026, aumento de 0,51% em relação às 6,420 milhões de toneladas previstas para 2025.

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Soja e milho: o que esperar da safra 2025/26 no Brasil


soja e milho
Fotos: Pixabay

As projeções para a safra 2025/26 indicam um cenário de maior protagonismo do Brasil nos mercados globais de soja e milho. As estimativas iniciais apontam produção elevada, com impactos diretos sobre preços, exportações e formação de estoques.

Pesquisadores do Cepea avaliam que, apesar de fatores externos e climáticos, o país tende a manter posição central no abastecimento mundial dos grãos ao longo de 2026.

Soja: Brasil ganha espaço no comércio internacional

A safra brasileira de soja 2025/26 caminha para um novo recorde de produção, enquanto a oferta global deve encolher. A redução está concentrada, principalmente, nos Estados Unidos e na Argentina. Esse descompasso entre oferta e demanda reforça o papel do Brasil no mercado internacional.

Segundo pesquisadores do Cepea, o país pode responder por cerca de 60% do fornecimento mundial de soja. Esse cenário sustenta expectativas de melhora nos preços externos e nas negociações de embarques pelos portos brasileiros no primeiro semestre de 2026.

Parte do movimento de recuperação está ligada ao acordo comercial entre China e Estados Unidos. O compromisso prevê aumento das compras chinesas de soja norte-americana entre 2026 e 2028. Ainda assim, a avaliação é de que a demanda chinesa pela soja brasileira deve permanecer elevada, garantindo sustentação aos prêmios de exportação.

No mercado interno, a taxa de câmbio segue como variável central na formação de preços. No cenário internacional, o dólar tende a enfrentar pressão após o Federal Reserve reduzir os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano.

Por outro lado, o avanço das cotações pode encontrar limites na maior competitividade da Argentina. O governo argentino reduziu as retenciones sobre o complexo soja, medida que tende a estimular as exportações do país vizinho.

Milho: oferta elevada limita reação de preços no início do ano

O mercado brasileiro de milho inicia 2026 com ampla disponibilidade interna. Estoques de passagem acima dos registrados na temporada anterior e a expectativa de crescimento da primeira safra pesam sobre os preços domésticos, segundo o Cepea.

Na B3, os contratos operam abaixo dos níveis da safra passada. Já no mercado externo, os futuros negociados na CME indicam trajetória de alta ao longo do primeiro semestre, sustentados pelo ritmo forte das exportações dos Estados Unidos e por um quadro global de estoques mais ajustados.

A área cultivada no Brasil deve atingir novo recorde na safra 2025/26, estimada pela Conab em 22,7 milhões de hectares. No entanto, a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas no Centro-Oeste seguem como pontos de atenção. Esses fatores podem afetar a soja e reduzir a janela ideal de plantio do milho de segunda safra, responsável por cerca de 80% da produção nacional.

A produção total prevista deve ser a segunda maior da história. Ao mesmo tempo, o consumo interno tende a alcançar novo recorde, impulsionado pela expansão do etanol de milho e pela demanda da cadeia de proteínas animais. Esse equilíbrio entre oferta e demanda pode favorecer o crescimento das exportações brasileiras ao longo de 2026.

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Temporais e rajadas de vento de até 50 km/h marcam a sexta-feira em grande parte do Brasil


temporal com raios
Pixabay

A previsão do tempo para esta sexta-feira (02) indica um dia de instabilidade em grande parte do país. De acordo com o Climatempo, a combinação entre frentes frias, cavado meteorológico e o transporte de calor e umidade mantém o alerta para chuvas de moderada a forte intensidade, temporais e rajadas de vento entre 40 e 50 km/h, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

As temperaturas seguem elevadas em diversas áreas. Confira a previsão por região:

Região Sul

Desde a madrugada, a passagem de uma frente fria e o fluxo de calor e umidade influenciam o tempo no Paraná, com chuva fraca a moderada pela manhã e pontos de maior intensidade. Também há registro de chuva fraca no sul e oeste de Santa Catarina, além do litoral norte e da Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

À tarde, as pancadas ganham força no Paraná e no norte e sul catarinense, com chuva moderada a forte e risco de temporais, principalmente no leste e noroeste paranaense. No Rio Grande do Sul, a aproximação de uma nova frente fria favorece pancadas mais intensas, com chance de granizo na metade oeste do estado.

À noite, a chuva se concentra no leste de Santa Catarina e do Paraná, além do nordeste gaúcho. As temperaturas permanecem elevadas, com rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no interior de SC e em áreas do norte, nordeste, centro e litoral sul do RS. O mar segue agitado nesses pontos.

Região Sudeste

Há previsão de pancadas de chuva fortes desde as primeiras horas do dia no norte, oeste, interior, sul e Triângulo Mineiro, além do oeste, nordeste, norte e litoral paulista. A passagem de uma frente fria pela costa de São Paulo, associada ao calor e à umidade, mantém o risco de temporais ao longo do dia.

O alerta é maior para São Paulo, metade sul de Minas Gerais, grande parte do Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo. As temperaturas caem levemente em áreas paulistas e no centro-sul mineiro, enquanto seguem elevadas no nordeste e leste de Minas e no Espírito Santo. As rajadas de vento podem chegar a 50 km/h em toda a região.

Região Centro-Oeste

As pancadas de chuva ocorrem com maior intensidade entre a madrugada e a manhã em grande parte de Goiás, no noroeste de Mato Grosso e no sul e oeste de Mato Grosso do Sul. Um cavado meteorológico em níveis médios da atmosfera mantém o tempo instável, principalmente em MS, sul de MT e GO.

Ao longo do dia, as instabilidades se intensificam em toda a região, com chuva forte e risco de temporais em Mato Grosso do Sul, sul e oeste goiano e no leste e sul mato-grossense. O calor segue predominando, com ventos que podem atingir 50 km/h.

Região Nordeste

A chuva ocorre de forma fraca no oeste da Bahia e no interior do Piauí, mas as instabilidades aumentam ainda pela manhã nessas áreas e também na metade sul do Maranhão, com possibilidade de chuva pontualmente mais forte.

À tarde, as pancadas se espalham e ganham intensidade, inclusive no oeste de Pernambuco. No Ceará e no Rio Grande do Norte, a chuva ocorre de forma fraca e isolada. No restante da região, o tempo segue mais firme e quente.

A umidade relativa do ar entra em atenção, com índices abaixo dos 30% no norte da Bahia, oeste de Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, interior de Pernambuco, grande parte do Ceará e norte do Piauí. No litoral e leste nordestino, as rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h.

Região Norte

As instabilidades persistem no Amazonas, Acre e sul do Pará, com chuva moderada a forte e risco de temporais, principalmente no oeste amazonense. Na metade norte do Pará, nordeste do Amazonas e em Roraima, a chuva ocorre de forma mais fraca ao longo do dia.

Em Tocantins, Rondônia e no norte do Amapá, as pancadas seguem mais intensas em alguns períodos, mantendo o tempo instável ao longo da sexta-feira.

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Percevejo-marrom ameaça produtividade da soja



Os insetos se alimentam ao perfurar estruturas da planta


Os insetos se alimentam ao perfurar estruturas da planta
Os insetos se alimentam ao perfurar estruturas da planta – Foto: Agrolink

O ataque de percevejos representa um dos principais desafios para a produtividade da soja no Brasil, com potencial de comprometer até 30% da produção quando o controle não é eficiente. Entre as espécies que formam o complexo de percevejos, o percevejo-marrom se destaca como a praga mais agressiva, com ampla presença nas lavouras e elevado impacto econômico, atingindo dezenas de milhões de toneladas do grão a cada safra.

Estimativas da pesquisa agropecuária nacional indicam que os prejuízos causados por percevejos na última safra de soja alcançaram cerca de R$ 12 bilhões. Os insetos se alimentam ao perfurar estruturas da planta, retirando nutrientes essenciais, enfraquecendo vagens e ramos e liberando toxinas que comprometem o desenvolvimento da cultura e a qualidade dos grãos. Falhas no manejo podem resultar em perdas expressivas e penalizações na comercialização. “Estamos falando em mais de 50 milhões de toneladas de soja que sofrem com a presença desse inimigo”, explica Luiz Henrique Marcandalli, head de marketing na Rainbow Agro.

Especialistas apontam que o controle preventivo, iniciado ainda nos estágios iniciais da infestação, é fundamental para reduzir a pressão da praga ao longo do ciclo da cultura. Nesse contexto, o Manejo Integrado de Pragas surge como estratégia central, ao orientar o produtor a adotar monitoramento constante, critérios técnicos de decisão e uso racional de inseticidas.

O avanço tecnológico tem ampliado as opções de controle, com soluções que combinam diferentes mecanismos de ação para maior eficácia e efeito prolongado, inclusive sobre percevejos adultos. “A solução da Rainbow proporciona proteção eficaz à lavoura, minimizando perdas causadas pelos percevejos, como redução de perdas da qualidade dos grãos e penalizações na comercialização”, conclui o head de marketing.

 





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Veto de R$ 160 milhões expõe o exagero dos fundos eleitorais no Brasil digital


Foto: José Cruz/Agência Brasil.
Foto:
José Cruz/Agência Brasil.

O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a cerca de R$ 160 milhões no Fundo Partidário, durante a sanção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, reacendeu um debate que o Brasil insiste em empurrar para debaixo do tapete: faz sentido manter fundos bilionários para financiar partidos e campanhas em plena era digital?

À primeira vista, o valor vetado parece expressivo. Mas, quando colocado em perspectiva, ele se transforma quase em detalhe. O mesmo Orçamento que discute esse corte convive com um Fundo Eleitoral estimado em R$ 4,9 bilhões para as eleições de 2026. É aí que mora o verdadeiro problema.

Dois fundos, um mesmo objetivo

O sistema brasileiro mantém dois grandes cofres públicos para alimentar a política eleitoral.

O Fundo Partidário banca o funcionamento cotidiano dos partidos: estrutura, pessoal, despesas administrativas e parte das atividades políticas. Já o Fundo Eleitoral, criado após a proibição das doações empresariais, é destinado exclusivamente às campanhas.

Na prática, são dois instrumentos diferentes financiando o mesmo objetivo final: eleger políticos e manter máquinas partidárias operando. E ambos são abastecidos com dinheiro do contribuinte.

O veto de R$ 160 milhões pode até soar como gesto de responsabilidade fiscal, mas ele perde relevância quando se observa o quadro completo. O elefante na sala não está no Fundo Partidário, está no Fundão.

A política virou campanha permanente

O argumento tradicional para justificar cifras tão elevadas sempre foi o custo das campanhas. Mas esse raciocínio ficou velho.

Hoje, deputados e senadores vivem em campanha permanente, impulsionados por redes sociais, vídeos curtos, transmissões ao vivo, polêmicas calculadas, frases de efeito e até “piadinhas” estrategicamente pensadas para viralizar. A vitrine política está aberta 24 horas por dia, durante os quatro anos de mandato.

Nunca foi tão barato alcançar milhões de pessoas. Nunca foi tão fácil construir imagem, atacar adversários ou mobilizar seguidores. Ainda assim, o sistema insiste em tratar eleição como se estivéssemos nos anos 1990, dependentes de santinhos, carros de som e grandes estruturas físicas.

A pergunta é simples e incômoda: se a tecnologia reduziu drasticamente o custo de visibilidade, por que o financiamento público só cresce?

O teste político do veto

O veto presidencial ainda será analisado pelo Congresso. Deputados e senadores podem derrubá-lo, se assim desejarem. A votação será, mais do que técnica, simbólica.

Quem votar pela derrubada estará assumindo publicamente que considera legítimo ampliar recursos partidários em um país que discute ajuste fiscal, carga tributária elevada e serviços públicos precários. É um teste de coerência, e de coragem.

Menos fundo, mais controle

O debate não deveria ser ideológico, mas pragmático. Se o financiamento público continuar existindo, ele precisa mudar de lógica:

  • Teto rígido para os fundos, sem crescimento real automático.
  • Transparência em tempo real, com prestação de contas acessível ao cidadão comum.
  • Critérios mais duros de desempenho, reduzindo recursos para partidos sem representatividade real.
  • Incentivo à doação de pessoa física, rastreável e transparente, diminuindo a dependência do Tesouro.

O veto de R$ 160 milhões é um gesto. Mas, sozinho, ele não resolve o problema. O Brasil precisa decidir se quer um sistema político compatível com o século XXI ou se continuará financiando, a peso de ouro, uma estrutura que já não se justifica.

No país da internet onipresente e da campanha permanente, o que está em jogo não é apenas dinheiro público, é o respeito com quem paga a conta.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Manejo do mato impacta produtividade do café



A presença de plantas daninhas reduz diretamente a disponibilidade de água


A presença de plantas daninhas reduz diretamente a disponibilidade de água e nutrientes
A presença de plantas daninhas reduz diretamente a disponibilidade de água e nutrientes – Foto: Pixabay

A competição com plantas daninhas está entre os fatores menos perceptíveis e mais relevantes para a queda do desempenho produtivo das lavouras de café, afetando resultados ao longo de toda a safra. Segundo Márcio Raminelli, especialista comercial, esse tipo de interferência atua de forma contínua e compromete o equilíbrio do sistema produtivo.

A presença de plantas daninhas reduz diretamente a disponibilidade de água e nutrientes, recursos essenciais para o desenvolvimento adequado do cafeeiro. Ao disputar esses elementos, o mato eleva o estresse fisiológico das plantas, limita o vigor vegetativo e cria condições mais favoráveis à ocorrência de pragas e doenças. Esse conjunto de efeitos compromete o potencial produtivo e acaba refletindo em aumento dos custos operacionais, já que exige mais intervenções e correções ao longo do ciclo.

Dentro desse cenário, o controle eficiente e sustentável do mato passa a ser um componente estratégico do manejo da lavoura. Uma das soluções disponíveis é o uso de herbicidas pré-emergentes de alta tecnologia, como o Alion®, desenvolvido para estabelecer a base de um manejo moderno e eficiente desde o início do ciclo. A proposta é atuar de forma preventiva, reduzindo a emergência das plantas daninhas e proporcionando maior estabilidade ao sistema produtivo.

Entre os resultados associados a esse tipo de manejo estão o controle consistente do mato, a possibilidade de realizar a adubação em área limpa, a diminuição do número de entradas na lavoura e a maior proteção do solo. Com isso, há ganhos expressivos em eficiência operacional, além de melhor aproveitamento da água e dos nutrientes disponíveis no ambiente. Nesse contexto, o manejo adequado do mato deixa de ser visto como custo e passa a ser entendido como uma forma de proteger o potencial produtivo da lavoura de café.

 





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Centro-Oeste lidera procura por terras rurais em 2025, aponta levantamento


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

A região Centro-Oeste concentrou a maior parte da procura por terras rurais no Brasil em 2025. É o que mostra um levantamento da plataforma Chãozão, especializada na venda de imóveis rurais, que listou os 20 municípios mais consultados por pessoas interessadas em investir no setor ao longo do ano.

Ao todo, dez cidades do ranking estão localizadas no Centro-Oeste. O município de Cocalinho, em Mato Grosso, aparece na primeira posição, com preço médio do hectare de R$ 15.247,19, conforme o Índice Chãozão Valor do Hectare (ICVH).

Em seguida, está Paratininga, também em Mato Grosso, onde o hectare é avaliado em média em R$ 28.327,52. O terceiro lugar ficou com Tatuí, em São Paulo, com valor médio de R$ 176.045,16 por hectare.

Lavoura e pecuária puxam a demanda

Segundo a CEO do Chãozão, Geórgia Oliveira, a concentração da procura no Centro-Oeste está relacionada ao perfil produtivo da região.

“Especialmente em estados como Mato Grosso e Goiás, a região Centro-oeste concentra grande parte das principais áreas produtivas do país para lavoura e pecuária, que tiveram grande procura durante este ano”, afirma.

De acordo com os dados da plataforma, terras com aptidão para lavoura representaram cerca de 36% das buscas registradas em 2025. As áreas destinadas à pecuária responderam por aproximadamente 32% do total.

Mato Grosso e Goiás na liderança

Na análise por estado, Mato Grosso liderou o ranking, com seis municípios entre os mais consultados. Goiás aparece em seguida, com quatro cidades. São Paulo foi o principal destaque da região Sudeste, com cinco municípios listados.

Também figuram no levantamento cidades de Minas Gerais, Tocantins e Pará. A presença dos dois últimos reforça o interesse por áreas produtivas na região Norte do país.

Diversidade regional no ranking

Para Oliveira, a distribuição dos municípios no ranking indica um movimento de diversificação do interesse dos investidores. “Chama a atenção pela diversidade de regiões representadas nas primeiras posições do ranking, cada uma com suas inúmeras aptidões produtivas, que vão da pecuária à agricultura de alta performance”, avalia.

Ainda segundo a CEO, esse cenário pode influenciar os próximos anos. “É um bom indício de que, em 2026, essa diversidade pode alavancar ainda mais o Brasil como uma potência única no agro”, completa.

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Julgamento define limites de isenção no seguro rural



A isenção não pode ser ampliada além do que a lei autoriza


A isenção não pode ser ampliada além do que a lei autoriza
A isenção não pode ser ampliada além do que a lei autoriza – Foto: Pixabay

Em setembro de 2025, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais julgou um processo relevante para a tributação de empresas com operações ligadas ao seguro rural e à política de remuneração variável. A análise tem como base explicação de Roberta Gemente, advogada tributarista, sobre o julgamento do processo nº 16327.721107/2021-85, que tratou de autuações de IRPJ e CSLL relativas aos anos-calendário de 2017 e 2018.

A controvérsia envolveu, de um lado, a exclusão de receitas provenientes de operações de seguro rural, sustentada pela empresa com fundamento na isenção prevista no artigo 19 do Decreto-Lei nº 73/66, e, de outro, a glosa de despesas com Participação nos Lucros e Resultados paga a administradores que também mantinham vínculo empregatício. No exame da primeira questão, o colegiado discutiu o alcance da expressão isenção irrestrita de quaisquer tributos federais sobre operações de seguro rural. A fiscalização defendeu interpretação restritiva, enquanto o contribuinte alegava que a norma permitiria afastar a incidência do IRPJ e da CSLL.

O acórdão firmou entendimento de que a isenção não pode ser ampliada além do que a lei autoriza, em respeito às regras do Código Tributário Nacional e da Constituição. Assim, concluiu-se que o benefício alcança apenas o IOF, tributo diretamente ligado à operação de seguro, não sendo aplicável aos tributos incidentes sobre o lucro. O tema foi decidido por voto de qualidade em relação ao IRPJ e por unanimidade quanto à CSLL.

Na segunda discussão, o CARF analisou a dedutibilidade da PLR paga a administradores empregados, diante do conflito entre normas antigas que vedavam a dedução e a Lei nº 10.101/2000, que autoriza o abatimento das parcelas pagas a empregados. O colegiado reconheceu a antinomia normativa e, aplicando os critérios clássicos de solução de conflitos, concluiu que a lei mais recente deve prevalecer, permitindo a dedução da despesa, independentemente do cargo ocupado pelo empregado.

 





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