segunda-feira, março 16, 2026

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Brasil abre mercado para produtos do agro nos Emirados Árabes, em Gana e no Peru


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Foto: Porto de Paranaguá

O Brasil passará a exportar embriões bovinos para os Emirados Árabes Unidos, anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). De acordo com a pasta, a abertura de mercado reflete o reconhecimento internacional à qualidade genética do rebanho nacional.

Entre janeiro e novembro de 2025, o país do Oriente Médio importou mais mais de US$ 2,3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros.

Novas oportunidades para o mercado pecuário também foram firmadas em Gana. As autoridades do país africano aprovaram a compra de bovinos vivos e sêmen. Segundo o Ministério, o material genético de alto valor agregado do Brasil contribuirá para o aumento da produtividade do rebanho no país importador.

“Com população estimada em 34 milhões de habitantes e demanda crescente por alimentos, Gana importou mais de US$ 315 milhões em produtos agropecuários brasileiros entre janeiro e novembro de 2025”, destaca o Mapa.

Já para o Peru, o Brasil recebeu autorização para exportar sementes de sorgo. O Ministério ressalta que as sementes brasileiras são reconhecidas internacionalmente por sua qualidade genética, alta taxa de germinação e sanidade, resultado de investimentos contínuos em pesquisa e inovação.

“Esses atributos contribuem para aumentar a produtividade e a segurança alimentar em países parceiros. Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou mais de US$ 675 milhões em produtos agropecuários para o Peru”, afirma o Minstério.

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Soja: safra menor deve reduzir exportações de Mato Grosso em 2025/26, aponta Imea


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Foto: Imea/Divulgação

A safra de soja 2025/26 em Mato Grosso deve registrar menor volume de produção e, consequentemente, redução nas exportações do estado. A avaliação consta no Boletim Semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea).

Para o ciclo 2025/26, o Imea projeta a área cultivada com soja em 13,01 milhões de hectares, crescimento de 1,67% em relação à safra anterior. O avanço moderado reflete a postura mais cautelosa dos produtores diante do aumento nos custos de produção.

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Apesar de a semeadura ter começado no ritmo mais acelerado dos últimos cinco anos, a estiagem e as altas temperaturas registradas em diferentes regiões do estado reduziram os indicadores para níveis abaixo da média histórica. O cenário elevou as preocupações quanto ao desenvolvimento das lavouras, especialmente aquelas que enfrentaram estresse hídrico nas fases iniciais.

Diante dessas condições, a produtividade média foi estimada em 60,45 sacas por hectare, queda de 8,81% em comparação com a safra 2024/25. Com isso, a produção estadual foi projetada em 47,18 milhões de toneladas, retração de 7,29% na mesma base de comparação.

Comercialização

No que diz respeito à comercialização da safra 2025/26, até novembro de 2025 cerca de 38,42% da produção prevista havia sido negociada, percentual que representa atraso de 2,67 pontos percentuais em relação ao mesmo período da temporada passada.

Com a menor oferta projetada e o aumento do consumo pelas indústrias esmagadoras, as exportações de soja de Mato Grosso foram estimadas em 29,33 milhões de toneladas no ciclo 2025/26.

Com informações da consultoria Safras & Mercado.

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Ameaçada de desertificação, Caatinga terá área recuperada


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Foto: Gabriel Carvalho/ Setur-BA

Importante sumidouro de gás carbônico e com enorme capacidade de infiltrar água no solo e garantir a recarga de aquíferos no semiárido brasileiro, a Caatinga é o bioma mais ameaçado pela desertificação.

A recuperação de 10 milhões de hectares de terras degradadas do bioma é uma das principais metas Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil), lançado na terça-feira (16), em Brasília.

Apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o plano prevê 175 iniciativas focadas em combater à desertificação e recuperar terras degradadas em todos os biomas até 2045.

“Com isso, queremos alavancar todo o processo de restauração socioprodutiva, assegurando a recuperação do solo degradado, da recomposição vegetal, da disponibilidade de água, da produção de alimentos saudáveis, da geração de trabalho e emprego e de outros serviços ecossistêmicos”, afirmou o diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, Alexandre Pires.

De acordo com as Nações Unidas, a degradação ambiental causada pelo mal uso do solo e a seca intensificada pelas mudanças climáticas são as principais causas da desertificação, que é a perda da capacidade produtiva da terra. As regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas são as mais ameaçadas, mas em todo o mundo 75% da população pode ser atingida nas próximas décadas.

No Brasil, segundo estudo divulgado em junho pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a desertificação ameaça a capacidade produtiva do solo de 18% do território nacional. Na área, concentrada principalmente na Região Nordeste, vivem 39 milhões de pessoas.

Outros biomas ameaçados

Além da Caatinga, o Cerrado e a Mata Atlântica já vivem sob ameaça e, de acordo com relatório apresentado no lançamento do PAB-Brasil, pela primeira vez foram identificadas áreas suscetíveis à desertificação no Pantanal.

Diante disso, todos os povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares (PIPCTAFs) foram incluídos no cadastro de pagamento por serviços ambientais (PSA), uma política pública de promoção do desenvolvimento sustentável, que remunera quem promove a conservação e a melhoria ambiental.

“Somente juntos vamos avançar no combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca”, destacou a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT) do MMA, Edel Moraes.

Entre as iniciativas previstas no PAB-Brasil, estão a construção do Sistema de Alerta Precoce de desertificação e Seca (SAP); o apoio financeiro para elaboração dos Planos Estaduais de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, a criação de unidades de conservação e a conectividade da paisagem por meio de recuperação da vegetação nativa.

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Chuva, ventania e raios devem continuar em região que já recebeu mais de 100 mm


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Foto: Inmet/Reprodução

A última semana da primavera 2025 segue marcada por chuva frequente e temporais em grande parte do Centro-Oeste do Brasil. Desde o início da semana, diversas cidades dos estados de Mato Grosso e Goiás já registraram volumes superiores a 100 mm.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Segundo a Climatempo, nos próximos dias, esse cenário não deve mudar. Isso porque a manutenção da umidade na atmosfera e a atuação de sistemas meteorológicos em altos níveis continuam favorecendo a formação de nuvens carregadas e a ocorrência de temporais na região.

O Mato Grosso segue como o estado mais afetado pelas instabilidades. As pancadas de chuva continuam ocorrendo com moderada a forte intensidade, principalmente entre a tarde e à noite, e podem vir acompanhadas por rajadas de vento, raios e volumes elevados em curto intervalo de tempo.

Em algumas áreas, a chuva forte pode provocar alagamentos pontuais e transtornos em áreas urbanas e rurais, especialmente onde o solo já se encontra bastante encharcado.

Ainda assim, mesmo com a chuva frequente, o calor não dá trégua, e o tempo segue bastante abafado, aumentando a sensação de desconforto ao longo do dia.

Já em Goiás e no Distrito Federal, as instabilidades também seguem atuando. As pancadas de chuva ocorrem de forma mais irregular, mas podem ganhar força em alguns momentos, principalmente durante a tarde, com risco de temporais isolados.

De acordo com a Climatempo, apesar da presença constante das nuvens e da chuva, as temperaturas continuam elevadas em toda a região. O ar quente e úmido mantém o tempo abafado, característica típica desta época do ano, mesmo durante os períodos com chuva.

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Déficit de armazenagem redefine mercado de grãos no Brasil em meio à safra recorde, diz consultoria


soja-armazéns

A safra brasileira de grãos segue em forte expansão e já ultrapassa 320 milhões de toneladas, com expectativa de novo recorde no ciclo 2025/26. O avanço da produção, no entanto, não tem sido acompanhado na mesma proporção pela infraestrutura de armazenagem. Dados da Conab indicam que a capacidade estática do país varia entre 200 e 230 milhões de toneladas, volume suficiente para estocar cerca de dois terços da produção anual.

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Esse descompasso estrutural influencia diretamente a dinâmica do mercado físico e a formação dos preços, sobretudo no pico da colheita. Para a analista de inteligência e estratégia da Biond Agro, Yedda Monteiro, a armazenagem vai além do aspecto físico. “Armazenagem representa tempo de decisão, e tempo é o ativo mais valioso no mercado de grãos. Quando a oferta entra de forma simultânea no sistema, quem não consegue esperar acaba vendendo sob pressão”, afirma.

Embora os números agregados sugiram relativa suficiência, a realidade operacional é mais restritiva. A produção brasileira se concentra em janelas curtas, especialmente entre março e junho, período em que a colheita da soja se sobrepõe ao avanço do milho. Armazéns já ocupados, gargalos logísticos e limitações operacionais reduzem de forma significativa a capacidade efetivamente disponível no momento crítico.

Segundo a analista, o déficit de armazenagem não se manifesta como ausência absoluta de espaço, mas como incapacidade funcional de absorver grandes volumes no pico da oferta. “É nesse intervalo que o mercado físico ajusta os preços de maneira mais agressiva”, explica.

O impacto é ainda mais intenso em regiões altamente produtivas, onde a relação entre capacidade de armazenagem e produção pode cair para 60% ou menos durante a colheita. Além disso, cerca de 83% da capacidade de armazenagem do país está fora das propriedades rurais, concentrada em cooperativas, tradings e grandes operadores, o que cria uma assimetria estrutural de poder na cadeia.

Nesse contexto, o diferencial de base, conhecido como basis, passa a ser o principal termômetro do mercado físico brasileiro. Enquanto a Bolsa de Chicago (CBOT) reflete expectativas globais e fluxos financeiros, o basis incorpora fatores locais como volume disponível, logística, necessidade de caixa e capacidade de armazenagem.

Excesso de oferta

Em períodos de excesso de oferta, a deterioração da base funciona como mecanismo de ajuste, forçando a saída de volume. No pico da colheita, esse desconto pode superar R$ 15 a R$ 25 por saca, enquanto o custo médio de armazenagem varia entre R$ 2,50 e R$ 4,00 por saca ao mês. A diferença evidencia como a venda forçada transfere margem ao longo da cadeia, penalizando o produtor sem estrutura própria.

“Armazenagem não cria preço, mas define quem consegue esperar. Quem tem estrutura transforma um custo fixo em preservação de margem; quem não tem, paga esse custo todos os anos, mesmo sem perceber”, completa Yedda Monteiro.

Juros elevados

Com juros elevados e maior seletividade no crédito, a armazenagem também assume papel financeiro estratégico. Ao reduzir a necessidade de vendas imediatas para gerar caixa, o produtor ganha flexibilidade para planejar a comercialização ao longo do ano, combinando vendas físicas, travas financeiras e operações de hedge.

Nesse cenário, a estrutura de armazenagem deixa de ser apenas suporte operacional e se consolida como elemento central do gerenciamento de risco. Em um mercado onde a produção cresce mais rápido que a infraestrutura, quem controla o tempo da venda tende a capturar melhores preços e preservar margem, mesmo em ambientes de maior volatilidade.

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AgroNewsPolítica & Agro

Câmara aprova segundo projeto de regulamentação da reforma tributária


A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, 16, o texto-base do segundo projeto de regulamentação da reforma tributária, com regras sobre a gestão e a fiscalização do IBS – Imposto sobre Bens e Serviços e da CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços, além da incidência do ITCMD – Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações.

O plenário aprovou, por 330 votos a 104, o parecer do relator, deputado Mauro Benevides Filho, que acatou a maior parte do texto do Senado para o PLP 108/24, do Poder Executivo. Os destaques que podem alterar pontos do texto seriam votados na tarde desta terça-feira, 16.

Novo imposto

O IBS foi criado pela reforma tributária para substituir o ICMS, de competência estadual, e o ISS, de competência municipal.

O novo imposto será gerido pelo CG-IBS – Comitê Gestor do IBS, que reunirá representantes de todos os entes federados para coordenar a arrecadação, a fiscalização, a cobrança e a distribuição do imposto aos entes federados, elaborar a metodologia e o cálculo da alíquota, entre outras atribuições.

Votação em separado

Algumas mudanças destacadas por partidos seriam analisadas em votação em separado, como alíquota máxima de 2% de Imposto Seletivo para bebidas açucaradas, redefinição de medicamentos que serão isentos desses tributos e diminuição de alíquotas para as SAFs – Sociedades Anônimas do Futebol.

Segundo o texto já votado, bebidas vegetais à base de cereais, frutas, leguminosas, oleaginosas e tubérculos passaram a contar com redução de 60% das alíquotas dos novos tributos.

Pessoas com deficiência

Em relação aos descontos para a compra de automóveis por pessoas com deficiência, o substitutivo do Senado alterou a lei para aumentar de R$ 70 mil para R$ 100 mil o valor máximo do veículo que poderá ser comprado com o desconto.

O intervalo de troca do veículo contando com o benefício também diminuiu de quatro anos para três anos.

Sistema financeiro

As alíquotas do sistema financeiro foram fixadas pelo substitutivo do Senado para o período de 2027 a 2033, descartando critérios de cálculo da lei atual com base na manutenção da carga dos tributos a serem extintos que incidiram de 2022 a 2023 sobre serviços financeiros, exceto operações com títulos da dívida pública.

A soma das alíquotas de IBS e CBS ficou definida em 10,85% em 2027 e 2028; 11% em 2029; 11,15% em 2030; 11,3% em 2031; 11,5% em 2032; e 12,5% em 2033.

Além disso, o texto previu reduções caso a CBS e o IBS sejam cobrados junto com o ISS durante a transição: 2 pontos percentuais em 2027 e 2028; 1,8 em 2029; 1,6 em 2030; 1,4 em 2031; e 1,2 em 2032.

Administradoras de programas de fidelização, como milhagem aérea, passaram a ser tributadas também com o regime específico do sistema financeiro.

Ao final, o plenário aprovou o texto-base do PLP 108/24, do Poder Executivo, com regras para gestão e fiscalização do IBS e da CBS, incidência do ITCMD e parâmetros específicos para temas como bebidas, PcD, sistema financeiro e programas de fidelização, ficando a análise dos destaques para a tarde desta terça-feira, 16.





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São Paulo atinge 50% das propriedades rurais com regularidade ambiental


Agricultura
Foto: Pixabay

Durante a cerimônia de premiação do Ranking Município Agro e do lançamento de um pacote de investimentos para a agropecuária paulista, realizada nesta segunda-feira (15), no Palácio dos Bandeirantes, o governo de São Paulo alcançou a marca de 200 mil Cadastros Ambientais Rurais (CAR).

Com a validação de 200 mil Cadastros Ambientais Rurais, São Paulo alcança aproximadamente 50% dos imóveis rurais com regularidade ambiental reconhecida, assumindo a liderança nacional na implementação do Código Florestal.

“O produtor regularizado tem segurança jurídica, acesso a crédito e pode planejar o futuro da sua propriedade. Colocamos essa agenda como prioridade porque ela organiza o território, protege o meio ambiente e fortalece o agro paulista”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

O evento também foi marcado pela entrega do primeiro Cadastro Ambiental Rural (CAR) a um assentado, concedido ao produtor Marco Antônio Reis, do Assentamento Dom Evaristo Arns, em Marabá Paulista. Ele e sua família também receberam a primeira unidade habitacional rural construída por meio da parceria entre o Itesp e a CDHU.

O governador, Tarcísio de Freitas, destacou que os avanços ambientais caminham lado a lado com o desempenho econômico do estado. “O estado amplia ano após ano a área de preservação de vegetação nativa, que hoje representa cerca de 26% do território paulista. Isso prova que é possível crescer, gerar renda e liderar o agro nacional”, afirmou.

Com metade das propriedades rurais paulistas regularizadas ambientalmente, São Paulo consolida-se como referência nacional em governança ambiental, inovação na gestão pública e desenvolvimento sustentável do agronegócio.

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STF forma maioria de votos contra marco temporal de terras indígenas


Supremo Tribunal Federal - STF, ABCZ
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quarta-feira (17) maioria de votos pela inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Até o momento, a Corte tem placar de 6 votos a 0 contra a restrição às demarcações. A maioria foi formada pelos votos dos ministros Gilmar Mendes, relator, Flavio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Faltam quatro votos.

A votação virtual começou na segunda-feira (15) e fica aberta até quinta-feira (18), às 23h59.

Entenda

Dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema. Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023 , na qual o Congresso validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

Senado

Em paralelo ao julgamento do Supremo, o Senado aprovou na semana passada a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

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‘Se não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo’, diz Lula sobre possível adiamento do tratado UE-Mercosul


Foto: Secom

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dedicou parte da última reunião ministerial do ano, realizada nesta quarta-feira (17), para tratar das dificuldades na conclusão do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo o chefe do Executivo, o entendimento corre risco de não ser finalizado diante das recentes movimentações do presidente da França, Emmanuel Macron, e da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que atuam para adiar a assinatura do tratado.

A expectativa do governo brasileiro era de que o acordo fosse assinado no próximo sábado (20), durante a Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR). No entanto, Lula afirmou aos ministros que foi informado de que a União Europeia não conseguirá concluir os trâmites internos a tempo.

“Depois eu vou fazer a reunião do Mercosul. É importante lembrar que essa reunião era para ser no dia 2 de dezembro. Eu mudei para o dia 20 de dezembro porque a União Europeia pediu, disse que só conseguiria aprovar o acordo com o Mercosul no dia 19. E agora eu estou sabendo que eles não vão conseguir aprovar”, afirmou o presidente.

Demonstrando contrariedade com o impasse nas negociações, Lula fez questão de enviar um recado direto aos líderes europeus e reforçou que o Brasil já fez concessões relevantes ao longo das tratativas, que se arrastam há mais de duas décadas.

“Eu já avisei para eles: se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente. É bom saber. Faz 26 anos que a gente espera esse acordo. Vinte e seis anos. O acordo é mais favorável para eles do que para nós”, disse.

O presidente também destacou a dimensão estratégica e geopolítica do acordo, especialmente para a Europa, em um momento de tensões no comércio internacional e de questionamentos ao multilateralismo.

“O acordo é mais favorável para eles do que para nós. O Macron não quer fazer por causa dos agricultores deles. A Itália não quer fazer, não sei por causa do quê. O dado concreto é que nós, do Brasil, e nós, do Mercosul, trabalhamos muito para aceitar esse acordo”, afirmou.

Lula ressaltou ainda que o objetivo do tratado vai além do comércio e envolve um posicionamento político global. “Nós queríamos fazer o acordo para mostrar ao mundo que uma população de 722 milhões de habitantes e um PIB de 22 trilhões estavam fazendo um acordo para defender o multilateralismo, num momento em que você tem um presidente dos Estados Unidos querendo fragilizar o multilateralismo e fortalecer o unilateralismo”, completou.

Por fim, o presidente afirmou que seguirá para Foz do Iguaçu na expectativa de um desfecho positivo, mas deixou claro que o Brasil poderá adotar uma postura mais rígida caso o acordo seja novamente adiado.

“Eu vou para Foz do Iguaçu na expectativa de que eles digam sim e não digam não. Mas, se disserem não, nós vamos ser duros daqui para frente com eles, porque nós cedemos a tudo que era possível a diplomacia ceder”, afirmou Lula.

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Chuvas frequentes impulsionam o plantio da soja 25/26 em Minas Gerais


plantio soja
Divulgação

O plantio da safra 2025/26 de soja em Patos de Minas, no centro-oeste de Minas Gerais, alcançou cerca de 90% da área estimada de 33 mil hectares. As informações são da Emater local. As informações são da consultoria Safras & Mercado.

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De acordo com o engenheiro agrônomo, Fernando José da Silva, as chuvas diárias registradas na região têm contribuído para o bom desenvolvimento das lavouras, que atualmente se encontram entre as fases de germinação e crescimento vegetativo. A previsão indica a continuidade de volumes elevados de precipitação nos próximos dias, o que tende a manter condições favoráveis para a cultura.

Caso o clima siga colaborando ao longo do ciclo, a expectativa dos produtores do município é de uma produtividade média em torno de 3.900 quilos por hectare.

A soja em Minas Gerais

No cenário estadual, levantamento da consultoria aponta que a área destinada ao cultivo da soja em Minas Gerais deve atingir 2,41 milhões de hectares na temporada 2025/26, crescimento de 1,3% em relação aos 2,38 milhões de hectares semeados na safra anterior.

A produção mineira é estimada em 9,544 milhões de toneladas, avanço de 1,8% frente às 9,378 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. Já o rendimento médio esperado é de 3.980 quilos por hectare, levemente superior aos 3.960 quilos por hectare registrados na última temporada.

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