segunda-feira, maio 11, 2026

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Chuva de 70 mm e temperaturas de 40°C são destaques da semana



Temperaturas nas alturas e chuva volumosa fazem parte dos destaques climáticos para a última semana de agosto. Acompanhe a previsão do tempo elaborada pelo meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, entre esta segunda (25) e a próxima sexta (29):

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A frente fria ainda influencia o clima na Região Sul, levando chuva tanto na segunda (25) quanto na terça-feira (26), com volumes que devem variar entre 20 mm e 40 mm em Santa Catarina e no Paraná, sem previsão de temporais nestes dias. A chuva diminui no Rio Grande do Sul, sem previsão de volumes significativos, com tempo mais aberto. As temperaturas permanecem mais amenas nos três estados e a qualidade do ar deve melhorar no extremo norte paranaense. Há risco de geada em áreas de baixada no centro-sul gaúcho, onde as temperaturas mínimas ficarão em torno de 3°C já nesta segunda-feira. Contudo, a partir de terça, a tendência é a de que os termômetros se elevem aos poucos. A partir de quarta-feira (27) até sexta (29), o tempo na Região é firme.

Sudeste

A partir de terça-feira (26) chove no litoral e na capital paulista, além de no Rio de Janeiro, Espírito Santo e extremo nordeste de Minas Gerais, com volumes que podem chegar a 50 mm, o que alivia o tempo quente e seco nestas áreas. As temperaturas seguem baixas no sul de São Paulo, com melhora da umidade do ar, mas nas demais regiões do Sudeste o calor predomina. No centro-leste mineiro deve chover em torno de 15 mm. Atenção para o risco de focos de incêndio no centro-oeste paulista, centro-oeste mineiro e na região do Triângulo, áreas onde a temperatura máxima deve se manter em torno de 35°C a 37°C.

Centro-Oeste

Não há qualquer previsão de chuva para o centro-norte de Mato Grosso do Sul, além de em grande parte de Goiás e de Mato Grosso. Nestas áreas, as temperaturas máximas devem se manter entre 38°C e 40°C ao longo da semana. Contudo, nesta segunda (25), haverá pancadas de chuva nas demais áreas de Mato Grosso do Sul ao longo do dia. No sul do estado e também no sul mato-grossense as temperaturas permanecem mais baixas, apesar do predomínio do sol. A chuva deve predominar entre segunda e terça-feira no centro-sul do território sul-mato-grossense, especialmente nas áreas de fronteira com o Paraguai, com acumulados que variam entre 20 mm e 30 mm.

Nordeste

Ondas de leste continuam a atuar no litoral da Região Nordeste, levando chuva para Bahia, Sergipe, Alagoas, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Norte, com volumes entre 10 mm e 20 mm no decorrer da semana. Apesar disso, as temperaturas permanecem elevadas em quase todos os estados da Região, principalmente nos municípios do interior, onde os termômetros devem atingir até 38°C. Essa condição, além de reduzir a umidade relativa do ar, gerando desconforto, aumenta o risco para focos de incêndio.

Norte

O destaque da Região vai para o Amazonas e Roraima, onde no decorrer da semana a chuva deve chegar até a 70 mm. No Acre também chove, mas em menor escala, enquanto no centro-norte amazonense há risco de temporais. As precipitações também avançam sobre áreas do norte do Pará, mas de forma branda. Nas demais áreas do território paraense, pancadas que variam entre 20 mm e 30 mm, reduzindo o risco de focos de incêndio. Contudo, o padrão de nebulosidade se mantém e as temperaturas seguem altas em toda a Região. Atenção para o calorão e tempo seco no Acre, Rondônia e Tocantins, onde as máximas chegam facilmente aos 38°C.



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Câmara Setorial apoiará produtores de citros



Os produtores de citros da Bahia poderão contar com mais um espaço de apoio ao setor. Isso porque a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), em parceria com a Prefeitura de Rio Real, anunciou nesta quinta-feira (21) a reativação das atividades da Câmara Setorial da Citricultura.

O evento reuniu mais de 150 representantes da cadeia produtiva de frutas cítricas de 20 municípios, e na ocasião, foram definidas as primeiras ações para a reestruturação da Câmara. Entre elas está o cadastramento de instituições representativas do setor citrícola, a indicação de membros titulares e suplentes e a definição de um cronograma de reuniões.

A iniciativa chega em um momento em que os produtores da região enfrentam altos custos de produção, oscilação de preços e problemas de logística. 

Escoamento de produção travado

O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Rio Real, Fernando Braz, destacou que a reativação acontece em um momento decisivo. “A Câmara Setorial devolve representatividade ao setor e nos dá ferramentas para transformar desafios em oportunidades”, diz.

No começo de agosto, o Canal Rural trouxe uma reportagem produzida pelo jornalista Vinicius Ramos, que mostrava o cenário de crise dos produtores no escoamento da produção de laranjas na região conhecida como Sealba, que abriga os estados de Sergipe, Alagoas e Bahia. Um dos relatos dessas dificuldades veio do Luan Roger, citricultor no município de Rio Real. 

Segundo ele, os pomares enfrentam um problema de descompasso na produção, o que leva os frutos a atingirem diferentes estágios de maturação ao mesmo tempo. “A floração, a carga… se torna muito complicado. Você luta para ter uma produção de laranja toda igual, mas acaba ficando madura, verdosa e já vem outra floração em cima. Como segurar essa, sendo que o fruto anterior já deveria ter sido colhido?”, questionou.

Preços que não compensam

Em Estância, Sergipe, parte das laranjas foram descartadas por não atenderem aos padrões exigidos pelo mercado de sucos. Além disso, caminhões carregados se acumulavam nas indústrias. O citricultor Reginaldo Corsino relatou um cenário de preços que não compensam aos produtores.

“Hoje nós estamos com a demanda de laranja na planta, porque não temos preço. O valor pago pela indústria é de R$ 270 por tonelada, não compensa. Já a laranja de mesa gira em torno de R$ 500, mas só para produzir gastamos entre R$ 350 e R$ 400 por tonelada. A planta está sofrendo com a carga, já vem outra floração, e nós citricultores estamos perdendo muito devido ao preço”, explicou.

Papel das Câmaras

Criadas pelo governo da Bahia em 2023, as Câmaras Setoriais Agropecuárias são órgãos consultivos que reúnem representantes do poder público e da cadeia produtiva, com a missão de propor políticas e ações para fortalecer as principais atividades do estado.

Na avaliação do secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo, a reativação da Câmara Setorial da Citricultura representa um marco para a citricultura baiana. “Queremos construir pontes entre os produtores e as políticas públicas, transformando assim o setor em uma vertente capaz de se desenvolver e gerar emprego e renda”, afirma.



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Safra recorde e tecnologia impulsionam o agro



A tecnologia tem sido adotada por médios produtores de soja e milho



A tecnologia tem sido adotada por médios produtores de soja e milho
A tecnologia tem sido adotada por médios produtores de soja e milho – Foto: Canva

O agronegócio brasileiro se aproxima de uma colheita histórica. A Conab projeta uma produção de 345,2 milhões de toneladas de grãos em 2024/25, superando em mais de 24 milhões de toneladas o recorde anterior de 2022/23. O avanço não se deve apenas à expansão da área plantada, mas também ao uso crescente de tecnologias digitais e ferramentas de análise de qualidade, que tiveram crescimento de 23% no primeiro semestre de 2025, segundo a Pensalab.

A tecnologia tem sido adotada por médios produtores de soja e milho, que utilizam equipamentos NIR de bancada para analisar rapidamente umidade e proteína dos grãos. Essa prática melhora a negociação com cooperativas e tradings, otimiza o momento da colheita e evita perdas financeiras, antes restrita apenas a grandes grupos.

“A prática evita descontos na comercialização, otimiza o momento da colheita e melhora a negociação com tradings e cooperativas. Esse movimento mostra que a análise deixou de ser exclusividade de grandes estruturas e passou a fazer parte da rotina produtiva também dos médios produtores”, comenta o gerente de aplicação e produtos da Pensalab, Rafael Cares.

Inovações em automação, inteligência artificial e portabilidade estão transformando a instrumentação analítica. Equipamentos NIR com calibrações inteligentes e ICP-OES de alta sensibilidade permitem análises rápidas e precisas de diferentes cultivares, tornando a agricultura de precisão acessível a produtores menores.

“O acesso a tecnologias como o NIR portátil ou de bancada, por exemplo, já permite ao produtor avaliar a qualidade dos grãos na própria fazenda, sem esperar a análise do armazém ou da cooperativa. Isso antecipa decisões de colheita e reduz perdas. Além disso, a maior disponibilidade de laboratórios regionais equipados com ICP-OES, que atendem pequenos produtores com análise de solo e fertilizantes, democratiza o acesso à agricultura de precisão. A tendência é que esses instrumentos deixem de ser apoio técnico e passem a ser ferramentas estratégicas no dia a dia do campo”, conclui

 





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Estudo analisa impacto do El Niño e da La Niña no cultivo de grãos



Um estudo inédito analisou três décadas de dados sobre a produção de feijão, milho e soja em Goiás e no Distrito Federal. O estudo mostrou que fenômenos como o El Niño e a La Niña não apenas alteram o regime de chuvas mas também influenciam diretamente a produtividade agrícola. Nos anos de El Niño a pesquisa registrou quedas de rendimento mais acentuadas do que o esperado. Por outro lado, os anos de La Niña ficaram associados a ganhos mais frequentes.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Alfredo Luiz, o trabalho integra projeto Avaliação de Risco e Resiliência Agroclimática e busca oferecer subsídios para tornar mais flexível o Zoneamento Agrícola de Risco Climático. O Zarc é a principal ferramenta nacional que indica o melhor época para o plantio com o menor risco de perdas pelo clima para cada tipo de solo, cultura e município.

Atualmente o Zarc oferece duas datas fixas para o plantio. Assim, os pesquisadores defendem que o avanço previsões sobre o El Niño possibilitaria ajustar essas recomendações de forma anual.

A equipe analisou séries históricas de precipitação diária obtidas na Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A cobertura abrangeu 159 estações meteorológicas em Goiás e no DF. O recorte foram os meses de outubro a março, abrangendo a safra de verão onde as três culturas são semeadas e colhidas respeitando as recomendações oficiais do Zarc.

Os dados foram então cruzados com o Índice Oceânico Ninõ (ION), da Nattional Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). O ION é calculado a partir da diferença entre a temperatura média da superfície do mar em uma faixa específica do Pacífico Equatorial (região Niño 3.4) e sua média histórica: El Niño: Índice Oceânico Niño acima de +0,5°C; La Niña: Índice Oceânico Niño abaixo de -0,5°C; e Neutro: entre -0,5°C e +0,5°C. De 1992 a 2021, foram identificados oito anos de El Niño, oito de La Niña e 14 anos neutros.

Análise de produtividade

Os dados sobre produção agrícola analisados vieram da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE, e abrangeram 35 municípios produtores de feijão, 62 de milho e 34 de soja. Para evitar  que o avanço tecnológico mascarasse a influência do clima, a equipe aplicou regressões lineares por município e cultura, dssa forma estimaram a tendência natural de crescimento da produtividade ao longo dos anos.

Com essa linha de base definida, se classificaram como anomalias positivas as produtividades que superaram a estimativa em mais de um desvio-padrão e como anomalias negativas as que ficaram abaixo desse limite. “O ajuste estatístico indicou crescimento constante na produtividade em todas as culturas e municípios. Os coeficientes de determinação médios foram de 0,47 para feijão, 0,50 para milho e 0,62 para soja, chegando a valores máximos próximos de 0,88”, destaca Fernando Macena da Silva, pesquisador da Embrapa Cerrados.

A análise revelou padrões distintos de resposta ao El Niño–Oscilação Sul para cada cultura. Para o feijão, anos de La Niña tiveram predominância de anomalias de produtividade positivas, enquanto o El Niño ficou associado a mais perdas. O milho, apresentou desempenho acima da média em anos neutros, mas no El Niño, sofreu prejuízos. Já a soja respondeu melhor à La Niña, com ganhos consistentes, e teve quedas frequentes em anos neutros.

No total, o feijão apresentou 359 anomalias positivas (40,2%) e 346 negativas (38,8%). No milho, 734 positivas (40,2%) e 701 negativas (38,4%) e, na soja, 442 positivas (44,7%) e 342 negativas (34,6%).

Relevância para o produtor

A definição da época de semeadura é uma das decisões mais estratégicas no manejo agrícola, já que pode significar a diferença entre uma boa colheita e um prejuízo. É também uma medida que está ao alcance direto do produtor. O Zarc, reconhecido como uma das tecnologias públicas mais bem-sucedidas da Embrapa, já orienta esse planejamento. Ainda assim, suas recomendações fixas não incorporam as oscilações anuais causadas pelo El Niño–Oscilação Sul.

Segundo os autores, incluir previsões de El Niño ou La Niña, usando indicadores disponíveis para o período anterior ao início da safra, poderia permitir ajustes finos na escolha da data de plantio, reduzindo riscos e melhorando a resiliência das lavouras frente às mudanças climáticas. As mudanças climáticas tendem a aumentar a frequência e a intensidade de eventos extremos, ampliando a importância de previsões climáticas globais no planejamento agrícola.

O estudo reforça que compreender e monitorar o El Niño–Oscilação Sul pode ser decisivo para proteger a segurança alimentar e a competitividade da agricultura no Cerrado. Os próximos passos do projeto Avaliação de Risco e Resiliência Agroclimática incluem o desenvolvimento de modelos que integrem essas informações ao ZARC, permitindo que políticas públicas e estratégias de manejo no campo acompanhem, ano a ano, as oscilações do clima global.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Estoque logístico cresce e supera marca histórica



Esses segmentos têm ampliado suas operaçõe



 Esses segmentos têm ampliado suas operaçõe
Esses segmentos têm ampliado suas operaçõe – Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de galpões logísticos atingiu um marco histórico no segundo trimestre de 2025, ultrapassando 41 milhões de metros quadrados de estoque total, segundo levantamento da consultoria Buildings. O setor cresceu 970 mil m² em relação ao trimestre anterior, impulsionado pelo avanço do e-commerce e pela forte demanda de agronegócio e indústria, que expandem operações e necessitam de mais espaços para armazenagem e distribuição.

A Sort Investimentos, que administra mais de R$ 3 bilhões em ativos logísticos, movimentou R$ 96 milhões em negociações no primeiro semestre, 30% a mais que em 2024. Com taxa de vacância abaixo de 3% e valorização de 15% nos ativos no semestre, a empresa projeta alta de até 20% no valor dos galpões até o fim do ano.

“Além do avanço expressivo de gigantes do comércio eletrônico como Mercado Livre, Shopee e Amazon, que seguem investindo maciçamente em centros de distribuição, setores como agronegócio e indústria também vêm ganhando protagonismo nas negociações. Esses segmentos têm ampliado suas operações e apresentado grande demanda por galpões neste ano, o que surpreendeu o mercado. No caso do agronegócio, o aumento das exportações e a necessidade de armazenagem de insumos e equipamentos têm elevado a demanda por novos espaços. Já a indústria é pelo fato da expansão de parques fabris e a busca por estruturas mais eficientes para distribuição”, explica Douglas Curi, sócio da Sort Investimentos.

Cidades do litoral de Santa Catarina, como Itajaí e Navegantes, registraram valor médio de R$ 4.800/m², enquanto Araquari e Garuva, com preços de R$ 3.500/m², despontam como regiões com maior potencial de valorização em 2025, devido à localização estratégica para escoamento de cargas rumo a São Paulo, principal mercado consumidor do país.

 





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Café mais caro do Brasil passa pelo processo digestivo de ave


O café do jacu, considerado uma das iguarias mais raras e caras do Brasil, nasce de um processo inusitado: ele passa pelo trato digestivo do jacu, ave nativa da Mata Atlântica. O quilo do café exótico custa em média R$ 1.600. Apesar do valor elevado, o Brasil ocupa apenas a quarta posição no consumo mundial da bebida.

“Atualmente, os maiores consumidores do café são Japão, França, Inglaterra e Brasil”, afirma Henrique Sloper, produtor rural e dono da Fazenda Camocim, localizada nas montanhas do Espírito Santo (ES), próximo à capital Vitória.

Além de curioso, o local se tornou um importante ponto turístico da região serrana, atraindo visitantes interessados em conhecer de perto a produção e experimentar o ‘café do jacu’.

A ave se alimenta dos frutos mais maduros e elimina as sementes junto das fezes. Esse contato com o sistema digestivo provoca uma fermentação natural que transforma o sabor do café, tornando-o suave, aromático e livre de amargor.

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Um homem com uma grande peneira jogando o caféUm homem com uma grande peneira jogando o café
Produtor de café na Fazenda Camocim no Espírito Santo. Foto: Fabiana Bertinelli

Sabor único

“Ele consome não só café, todas as frutas e, tem três funções fundamentais para nós: é alarme de colheita – onde ele está comendo o café está maduro -, ele é selecionador da fruta – então, o café que o jacu consome é só café bom -, e é replantador de fruta na natureza”, diz Sloper.

Após o jacu ingerir o café, o fruto é digerido e o caroço – o grão cru – é expelido em um formato que lembra um pé-de-moleque natural, recolhido manualmente pelos produtores.

“O processo é totalmente manual, porque dentro do resíduo do pássaro você tem sementes de um monte de coisa. Então, não dá para pegar e processar como o café convencional. Tem que separar manualmente, onde o café vai para um lado e o resíduo para outro”, conta o produtor justificando o valor tão alto do quilo do café exótico.

Como a ave prefere frutos no ponto de maturação, o resultado é um lote naturalmente homogêneo e de altíssima qualidade.

“A parte interessante é que ele consome 70% da cafeína. Então, o café do jacu é um ‘low coffee’ — ou seja —, com baixa cafeína”, explica Sloper.

Tradição e sustentabilidade

A produção é limitada, já que depende do comportamento alimentar do jacu e da disponibilidade de frutos maduros. “Eu consigo produzir três toneladas por ano contra 230 toneladas de café normal.”

Além do valor gastronômico, o café da ave carrega um impacto positivo para a preservação ambiental. A criação de áreas de cultivo que convivem com a fauna local estimula práticas sustentáveis e protege a Mata Atlântica.

Além disso, a produção destaque-se por impulsionar o turismo rural e a conscientização sobre a importância da biodiversidade.

“Por que eu tenho o jacu aqui na Camocim? Porque aqui é uma área de regeneração. Então, aqui eu tenho uma agricultura regenerativa”, explica o produtor rural.

Mais do que um café, é um exemplo de como a interação entre fauna e agricultura pode criar oportunidades únicas de negócio e, ao mesmo tempo, preservar a natureza.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, curiosidades, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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Fundo FIAGRO capta R$ 450 milhões para agronegócio



A operação evidencia a crescente atratividade dos FIAGROs



A operação evidencia a crescente atratividade dos FIAGROs
A operação evidencia a crescente atratividade dos FIAGROs – Foto: Canva

O agronegócio brasileiro dá mais um passo rumo à expansão do financiamento via mercado de capitais. Foi estruturado recentemente um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) voltado para viabilizar recursos para atividades do setor agrícola, com potencial de captação de até R$ 450 milhões. A operação reforça a consolidação do FIAGRO como ferramenta eficiente, unindo a força produtiva do campo à sofisticação do mercado financeiro.

A iniciativa contou com a liderança da Integral Investimentos na modelagem e gestão estratégica do fundo, enquanto a Integral Trust forneceu soluções tecnológicas e atuou como servicer. A Kinea Investimentos assumiu o papel de investidor âncora, reforçando seu compromisso com ativos de renda fixa ligados ao agronegócio. A Eurochem, empresa global de fertilizantes, é a principal beneficiária da estrutura, que também teve participação da Ace na validação jurídica dos contratos e da Oliveira Trust como administrador e custodiante.

A operação evidencia a crescente atratividade dos FIAGROs para investidores que buscam rentabilidade com risco equilibrado, além de demonstrar a importância de estruturas robustas e especializadas para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. “Apoiarmos um dos principais players globais do mercado de fertilizantes como a Eurochem reforça nosso objetivo de oferecer soluções financeiras customizadas e saudáveis para o setor do agronegócio. Além disso, o Fiagro Fidc Eurochem é um exemplo do nosso compromisso em buscar resultados balanceando riscos e rentabilidade para nossos investidores”, afirma Felipe Greco, gestor dos Fiagros da Kinea.

Com a captação prevista de R$ 450 milhões, o fundo reforça o papel da securitização como instrumento estratégico para financiar a expansão do setor agroindustrial, mostrando que o casamento entre campo e mercado financeiro pode gerar resultados expressivos e sustentáveis. “Essa operação representa mais um passo relevante na consolidação do FIAGRO FIDC como ferramenta eficiente de financiamento para o agronegócio. Conseguimos estruturar uma solução sob medida para um player global como a Eurochem, conectando a força do campo à inteligência do mercado financeiro de forma segura, transparente e escalável”, comenta Cristiano Greve, head de estruturação da Integral Investimentos.

 





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Energia solar impulsiona o agronegócio



Diante desse cenário, a energia solar fotovoltaica surge como alternativa estratégica



Diante desse cenário, a energia solar fotovoltaica surge como alternativa estratégica
Diante desse cenário, a energia solar fotovoltaica surge como alternativa estratégica – Foto: Divulgação

O agronegócio brasileiro, responsável por 23,2% do PIB em 2024 e por mais de 28 milhões de postos de trabalho no último ano, também é um dos maiores consumidores de energia do país, respondendo por 5,7% da eletricidade usada, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A análise é de David Lobo Sigismondi, diretor Comercial na Axial Brasil.

Diante desse cenário, a energia solar fotovoltaica surge como alternativa estratégica para reduzir custos e emissões no campo. Além de alimentar sistemas de irrigação e refrigeração de grãos, a geração própria pode ser utilizada em máquinas agrícolas, diminuindo a dependência de combustíveis fósseis e ampliando a eficiência energética das propriedades.

Uma inovação em destaque é o Agritracker, tecnologia já consolidada no exterior e que começa a ganhar espaço no Brasil. O sistema ajusta dinamicamente os painéis de acordo com o movimento do sol, garantindo maior captação de radiação e permitindo a conciliação entre o cultivo agrícola e a produção de energia limpa em uma mesma área.

Projetados para diferentes tipos de cultura e com estrutura adaptada até para a passagem de colheitadeiras, os painéis móveis oferecem robustez e confiabilidade mesmo em condições extremas. Para Sigismondi, o avanço tecnológico e a queda nos custos devem tornar esse tipo de solução cada vez mais comum nas fazendas brasileiras.

“Acredito que os empreendedores do campo que adotarem os painéis solares móveis em suas propriedades terão em mãos uma solução inovadora e sustentável para o agronegócio. Com o contínuo avanço da tecnologia e a redução dos custos, a expectativa é de que o sistema se torne cada vez mais comum nas propriedades rurais país adentro”, conclui.

 





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Oriente Médio amplia dependência das importações de trigo


O Oriente Médio, que reúne países da Ásia Ocidental e o Egito, no norte da África, concentra cerca de 411 milhões de habitantes e apresenta forte dependência de importações de trigo devido à limitada capacidade de produção local. Grande parte da oferta vem de exportadores do Mar Negro, o que reforça a vulnerabilidade da região a oscilações de mercado e tensões geopolíticas. Egito, Irã, Turquia, Iraque e Arábia Saudita estão entre os principais produtores e importadores, cada qual enfrentando desafios específicos de abastecimento.

No Egito, o USDA projeta para 2025/26 uma safra de 9,3 milhões de toneladas, frente a importações de 13 milhões. O consumo deve atingir 20,4 milhões, impulsionado pelo crescimento populacional, que deve levar o país de 107 milhões para 124 milhões de habitantes até 2030, segundo a CAPMAS. Apesar de limitações como falta de água e urbanização crescente, o país se mantém como o maior importador mundial. A inflação de pães e derivados caiu de 47% para 7,2% entre fevereiro de 2024 e 2025, reflexo de maior estabilidade cambial.

O Irã, em meio a tensões com Israel, deve colher 13 milhões de toneladas, abaixo dos 16 milhões do ciclo anterior, segundo o Conselho Internacional de Grãos. As importações estão estimadas em 2,5 milhões, com destaque para a forte presença do trigo russo. Apesar do cenário de conflito, o governo afirma que o programa estratégico de compras internas segue sem interrupções, com mais de 3,8 milhões de toneladas adquiridas junto a produtores locais na primavera. Já a Turquia deve registrar produção de 18,5 milhões de toneladas, afetada por clima seco. Mesmo assim, o consumo segue elevado, com o pão ainda central na dieta, embora mudanças demográficas e de renda venham reduzindo a demanda per capita.

No Iraque, a produção prevista é de 5 milhões de toneladas, abaixo dos 6,3 milhões do ciclo anterior, com importações estimadas em 2,1 milhões. Apesar de recentes declarações oficiais de autossuficiência, a FAO alerta para perdas de produtividade ligadas à baixa precipitação. Reservas estratégicas de 5,5 milhões de toneladas garantem algum fôlego ao abastecimento. Já na Arábia Saudita, a produção local deve subir 25%, alcançando 1,5 milhão de toneladas, enquanto as importações recuam para 3,2 milhões. O consumo, projetado em 4,6 milhões, é puxado pelo crescimento do setor de alimentação fora do lar, impulsionado por megaprojetos e pelo turismo religioso e de lazer.

 





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Milho dos EUA impulsiona produção global de grãos



O milho deve atingir 1,299 bilhão de toneladas



O milho deve atingir 1,299 bilhão de toneladas
O milho deve atingir 1,299 bilhão de toneladas – Foto: Agrolink

A produção mundial de grãos deve alcançar um recorde de 2,404 bilhões de toneladas no ciclo 2025-26, segundo o Relatório de Mercado de Grãos divulgado pelo Conselho Internacional de Grãos (IGC) em 21 de agosto. O crescimento é impulsionado principalmente por uma revisão maior na produção de milho, especialmente nos Estados Unidos, que registraram aumento nas projeções de área plantada e produtividade.

O milho deve atingir 1,299 bilhão de toneladas, volume 5% superior ao recorde histórico de 2024, representando o maior salto individual entre os grãos. O trigo também caminha para uma colheita recorde, com estimativa de 811 milhões de toneladas, 1,3% acima do ano anterior. Além disso, o conselho prevê ganhos menores para sorgo e aveia.

No consumo, a tendência é de expansão, com previsão de crescimento de 49 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior, chegando a 2,391 bilhões de toneladas — também um recorde. Após três anos de estoques em queda, a expectativa é de um leve aumento de 13 milhões de toneladas nos estoques finais, embora ainda abaixo da média histórica.

A soja segue o mesmo movimento. O IGC elevou ligeiramente sua projeção de produção global para 430 milhões de toneladas, acima das 425 milhões do ano passado, mesmo com ajustes para baixo na safra norte-americana. O consumo deve crescer 18 milhões de toneladas, sustentado pela demanda firme. O Índice de Grãos e Oleaginosas (GOI) avançou 1% no mês, apoiado pelos preços de milho e soja, mas permanece estável frente a 2024-25, já que a forte queda de 33% nos preços do arroz compensou as altas de outras commodities.

 





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