segunda-feira, agosto 17, 2026

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Adidos agrícolas brasileiros na China, Estados Unidos e Irã buscam aberturas de mercado



Brasília cedia até a próxima sexta-feira (29) o Encontro Nacional dos Adidos Agrícolas, vindos de países onde o governo brasileiro tem representação. Trata-se de uma forma de acelerar as exportações e buscar novos mercados aos produtos nacionais.

São mais de 500 reuniões entre o governo, os representantes, equipes técnicas e setores produtivos de alimentos e bebidas para contribuir com o aumento do acesso aos mercados internacionais. Ao todo, são 40 adidos agrícolas brasileiros pelo mundo, em todos os continentes.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil no mundo e conta com dois adidos brasileiros. Um deles, Leandro Feijó, conta como é feito esse trabalho. “Nós desenvolvemos várias ações que fazem com que a gente possa entender melhor como é o nosso parceiro e como nós devemos atuar. Então, nesse sentido, a gente tem uma interlocução muito forte e estreita com as autoridades governamentais na China. Tratamos da discussão de temas sanitários, fitossanitários, de barreiras. Fazemos um monitoramento do marco regulatório das legislações que são criadas e que são revisadas”, conta.

Brasil e Estados Unidos

Já a Ana Lucia Paiva Viana é adida agrícola do Brasil nos Estados Unidos, onde o principal tema tratado, no momento, é a transição energética e os biocombustíveis. Contudo, a entrada das principais commodities agrícolas, como café, algodão e carnes bovina e suína também são discutidas com as autoridades norte-americanas.

“Faço toda essa questão de cooperação, também buscando a troca de tecnologia entre a produção norte-americana para a produção brasileira. Os Estados Unidos é um grande player, um grande produtor, assim como o Brasil. Não podemos nos considerar como grandes competidores, embora produzimos as mesmas commodities, mas temos que ser um país parceiro para garantir a questão da segurança alimentar e também a busca de investimentos”.

Nova adidância no Irã

Assim como China e Estados Unidos, o Irã é um parceiro histórico do Brasil no agronegócio. Nos últimos 15 anos, se transformou no principal comprador dos produtos agrícolas no Oriente Médio, como milho, açúcar, óleo de soja e carnes. Entretanto, o país sofre com sanções que dificultam as importações. Esse cenário requer a atuação do adido agrícola.

“Com a ida do novo adido agrícola, um posto que está sendo aberto, porque, até então, não tínhamos um posto de adido agrícola no Irã, a gente pretende que esse bom relacionamento político também se espalhe para áreas operacionais e áreas técnicas de relacionamento direto entre o Ministério da Agricultura e demais Ministérios”, diz o novo adido agrícola do Irã, Marlos Schuck Vicenzi.



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Mercado do boi gordo passa a estabilizar preços após altas históricas



O mercado físico do boi gordo apresentou preços acomodados nesta quarta-feira (27). O ambiente de negócios ainda sugere por reajuste dos preços.

“No entanto, este movimento aparenta estar perdendo intensidade, o que é bastante compreensível após movimento tão robusto de alta”, destaca o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, é importante mencionar que não há avanço consistente das escalas de abate de gado, da mesma maneira que as exportações seguem bastante representativas na atual temporada, com o país caminhando para um recorde absoluto.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 341,48

Mercado atacadista

O atacado apresenta firmeza em seus preços no decorrer da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta no curto prazo, mas o movimento tende a perder intensidade.

Isso ocorre conforme o processo de migração do consumidor brasileiro para as proteínas concorrentes, em especial para a carne de frango.

O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 20,50 por quilo. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 26,50, por quilo. Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,81%, sendo negociado a R$ 5,9134 para venda e a R$ 5,9114 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8015 e a máxima de R$ 5,9295.



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Projeto de Lei potencializa reforma agrária e beneficia pequenos produtores



O presidente Lula sancionou nesta quarta-feira (27) o Projeto de Lei 2750/2024, que autoriza o aumento da participação da União no Fundo Garantidor de Operações (FGO), com o objetivo de garantir as operações contratadas aos pequenos produtores no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Em pronunciamento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, exaltou que o PL é uma medida muito simples, que não exigiu nem a apreciação de uma lei, e que vai potencializar a reforma agrária de uma forma adequada.

Segundo o ministro, até então o Banco do Brasil levava a leilão as terras dos inadimplentes, onde se pagava 30% a 40% do valor da terra.

“Já o Incra, para desapropriar uma terra na mesma região, pagava às vezes 20% acima do valor do mercado. Isso é uma irracionalidade. De um lado o BB vendia uma terra por 40% do que valia, para recuperar uma parte do crédito, uma vez que o BB não ia ficar com terra em seu ativo, e nós do outro lado pagando 20% acima do que pagaríamos se fosse feita uma compra no mercado. Então o que nós concluímos é que ao invés de irmos para desapropriação, se o valor for adequado, a gente adjudica a terra pelo valor, e consegue por um terço do preço a mesma coisa que faríamos se usássemos o procedimento tradicional”, enfatizou Haddad.

Ainda segundo o ministro, muitas vezes essa terra que é adjudicada [cedida] é uma grande propriedade, já que, muitas vezes, vem com implementos agrícolas, com máquinas e equipamentos que permitem a produção com alta produtividade.

“Então pode-se organizar uma cooperativa de trabalhadores que estão ali assentados ao invés de usar o método tradicional e organizar uma empresa agrícola em nome dos cooperados. Pedi atenção ao MDA nesse aspecto, porque precisamos melhorar a produtividade do campo, sobretudo do pequeno produtor, que não consegue concorrer, muitas vezes, com o agronegócio, e às vezes perde a terra para o agronegócio em função da produtividade. Se nós soubermos utilizar essa terra, vamos fazer a agricultura mudar de nível, assumir novo protagonismo no país”, concluiu.



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Participe do Porteira Aberta Empreender



No dia 20 de dezembro, às 20h, estreia no YouTube e na tela do Canal Rural o programa Porteira Aberta Empreender, feito para você, micro e pequeno produtor rural, que busca inovação e crescimento nos seus negócios.

Este será um espaço para quem quer aprender e fazer a diferença. 

Através de dicas práticas sobre gestão, acesso ao crédito e estratégias de mercado -você vai descobrir como ir além da porteira 

Tudo isso com foco no fortalecimento do empreendedorismo rural.

Não fique de fora! 

Clique no vídeo abaixo para saber mais sobre o programa. Juntos, vamos abrir as portas para o futuro do agronegócio!

Queremos saber suas dúvidas, sugestões e experiências! Compartilhe com a gente através do WhatsApp. Este espaço é seu, produtor!



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AgroNewsPolítica & Agro

Proposta de antecipação do vazio sanitário da soja ganha força no Paraná



A sugestão será encaminhada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)




Foto: Pixabay

Segundo o informado pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento Paraná, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) promoveu, nesta quarta-feira (28), o fórum “Proposta de vazio sanitário e calendário de semeadura da soja – Safra 2025/26”, realizado no auditório do Sistema-Faep, em Curitiba. O encontro concluiu pela necessidade de antecipar em 12 dias o período do vazio sanitário na região Sudoeste do estado.

A sugestão será encaminhada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) até 31 de janeiro de 2025 para avaliação e possível aprovação. Atualmente, os municípios do Sudoeste, classificados como Região 3, são os últimos a iniciar o período de vazio sanitário no estado. Com a proposta, a Região 3 começaria o período em 10 de junho de 2025, encerrando-se em 10 de setembro.

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De acordo com a Secretaria, o vazio sanitário é um período em que não se permite o cultivo ou manutenção de plantas vivas de soja no campo, visando combater o fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. Considerada a principal doença da soja, a ferrugem pode gerar graves impactos na produtividade e elevados custos de controle.

A Adapar é responsável pela fiscalização no Paraná, monitorando o cumprimento do vazio sanitário. Os produtores que não erradicarem as plantas vivas de soja durante o período estarão sujeitos a penalidades previstas na legislação.





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Concurso premia os melhores grãos de café de São Paulo



A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo realizou nessa terça-feira (26) a cerimônia do tradicional concurso “Qualidade do Café de São Paulo”, na sede do Instituto Agronômico (IAC-Apta), em Campinas.

Em sua 23ª edição, foram avaliadas mais de 300 amostras de todo o estado e a disputa entre os melhores grãos ocorreu em cinco categorias: natural, cereja descascado, fermentado, orgânico e a novidade foi a inclusão de uma nova categoria: coffea canephora, que representa cerca de 40% da produção nacional de café.

Os três cafeicultores com a melhor pontuação em cada uma das variedades que receberam os troféus foram:

  • Teixeira de Macedo Jr., do município de São Sebastião da Grama, na categoria: coffea arabica convencional preparado por via úmida;
  • Alexandre Magno Belchior Ribeiro, de São Sebastião da Grama, na categoria: coffea arabica convencional preparado por via fermentação induzida;
  • Elio Noboru Savazaki, da cidade de Getulina, na categoria: coffea canephora preparado por via seca

“O café é a essência de São Paulo, o estado começou com o café. Parabéns aos vencedores e a todos os competidores do concurso, pois, isso agregará muito valor e contribuirá a evoluir ainda mais este produto de excelência”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

O concurso é organizado pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), juntamente com Apta Regional, Instituto Agronômico (IAC), Instituto de Economia Agrícola (IEA) e Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), institutos de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), vinculadas à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.



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Previsão do tempo mostra frente fria e traz alerta de temporais; confira



As condições climáticas nesta quinta-feira (28) indicam instabilidades em diversas áreas do Brasil. Além disso, a Climatempo mostra que uma frente fria avança pela região Sul, e há chance de temporais pelo país. Confira a previsão do tempo por região.

Sul

Uma frente fria avança pela costa da região, espalhando pancadas de chuva pelos três estados. O amanhecer será marcado por chuva em boa parte do Rio Grande do Sul, acompanhada de raios e ventos. 

À tarde, os núcleos de chuva avançam para Santa Catarina e Paraná, com risco de temporais entre o meio e o fim da tarde.

Sudeste

As instabilidades ganham força no interior de São Paulo, com pancadas de chuva à tarde. Entre o fim da tarde e o início da noite, a chuva se espalhará pelo Triângulo Mineiro e pelas regiões oeste e noroeste de Minas Gerais. 

No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, o dia será marcado por tempo estável.

Centro-Oeste

A chuva ganha intensidade em Mato Grosso do Sul, acompanhada de raios à tarde. Em Campo Grande, o tempo segue abafado, mas sem previsão de chuva. 

Em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, pancadas isoladas ocorrem à tarde.

Nordeste

A chuva será mais consistente no interior da Bahia, especialmente entre Salvador e Teixeira de Freitas. Também há previsão de chuva no sul do Maranhão. 

Na costa leste, ventos úmidos do oceano seguirão estimulando chuvas isoladas em cidades como Maceió (AL) e João Pessoa (PB).

Norte

As instabilidades continuam favorecendo a formação de nuvens carregadas. No entanto, a chuva será mais irregular no Amazonas, Pará e Rondônia. 

Acre e Tocantins terão pancadas mais consistentes, com potencial para temporais acompanhados de raios à tarde.



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Confira as cotações da soja em dia de poucos negócios



O preço da soja subiu no Brasil nesta quarta-feira (27), impulsionado pelo dólar forte e por bons momentos na Bolsa de Chicago. Apesar da valorização, os negócios foram pouco expressivos, com as transações ocorrendo em volumes reduzidos. Segundo a Safras & Mercado, o aumento nos preços foi observado tanto nos portos quanto no mercado interno, com a safra nova valorizando as ofertas.

Preços de hoje

  • Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 133,00 para R$ 134,50
  • Missões (RS): preço aumentou de R$ 132,00 para R$ 133,50
  • Porto de Rio Grande (RS): preço subiu de R$ 141,00 para R$ 143,50
  • Cascavel (PR): preço subiu de R$ 135,00 para R$ 139,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço aumentou de R$ 141,00 para R$ 144,00
  • Rondonópolis (MT): preço subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
  • Dourados (MS): preço subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Rio Verde (GO): preço subiu de R$ 134,00 para R$ 136,00

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam com leve alta, em um movimento de correção e ajustes antes do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. O desempenho positivo do dólar, que perdeu força frente a outras moedas, também favoreceu os preços da soja.

Além disso, as vendas de soja americana para a China ajudaram a sustentar os preços. O contrato de soja para janeiro fechou a US$ 9,88 3/4 por bushel, com queda de 5,25 centavos (0,53%), enquanto a posição de março foi negociada a US$ 9,97, com perda de 3,00 centavos (0,3%).

Nos subprodutos da soja, o farelo de soja para dezembro fechou com baixa de US$ 2,40 (0,83%), a US$ 290,50 por tonelada, e o óleo de soja para dezembro caiu 1,84 centavo (4,32%), fechando a 40,75 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,81%, negociado a R$ 5,9134 para venda e R$ 5,9114 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8015 e a máxima de R$ 5,9295.



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Haddad deve anunciar isenção de IR até R$ 5 mil no pacote fiscal



O pronunciamento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que será veiculado em rede nacional de TV pelo governo às 20h30 desta quarta-feira (27) inclui o anúncio da isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

A medida é uma promessa de campanha reiterada diversas vezes pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia é divulgá-la junto com o pacote fiscal para balancear o conteúdo impopular da contenção de despesas.

Apesar de a mensagem já ter sido gravada, integrantes da cúpula do governo afirmaram que ainda não há martelo batido sobre o IR.

Confirmada a isenção, ela poderia valer já em 2025, dependendo da votação no Congresso Nacional. Também será uma vitória da ala política. A equipe econômica era contra a medida.

Contenção de despesas

Além da fala sobre o Imposto de Renda, a declaração de Haddad também deverá comunicar ponto a ponto quais são as medidas de ajuste fiscal. O pronunciamento fará do ministro da Fazenda a “cara” da contenção de despesas, em uma tentativa de minimizar o dano de imagem a Lula.

Interlocutores relataram que no início das discussões sobre o pacote de contenção de despesas, houve conversas sobre medidas que poderiam amenizar o eventual impacto negativo das medidas.

A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil chegou a ser mencionada nesse contexto, mas a ideia havia sido abandonada. A retomada do tema nesta semana coincidiu com o fechamento do pacote de gastos e discussão sobre a apresentação das medidas ao Congresso antes de torná-las públicas.

Parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) queriam que o governo anunciasse a medida de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil. No entanto, o Ministério da Fazenda foi contra a proposta ao citar o impacto em torno de R$ 40 bilhões aos cofres públicos com a aprovação da medida.

Cortes aos mais ricos

Deputados ouvidos pela reportagem reiteram a necessidade de divulgar propostas que atinjam o “andar de cima”, em referência à parcela mais rica da população, até como forma de evitar um desgaste da imagem do presidente e do partido.

Isso porque as medidas em estudo pela equipe econômica preveem alterações nas regras de benefícios sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e nos valores do salário mínimo, pontos sensíveis para o eleitorado petista.



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Família de Santa Catarina inova e transforma banana em passa e chips


Em Criciúma,(SC), agroindústria familiar está fazendo história ao aliar inovação e tecnologia na produção de bananas prata e nanica. No começo, a produção da fruta era só para a comercialização em mercados, mas a atividade evoluiu ao longo do tempo.

O Jefferson Dagostim, que faz parte da quarta geração da família em uma propriedade de 25 hectares, destaca o crescimento:

“Na década de 70, quando foi construída a BR-01, se abriu o mercado para o Rio Grande do Sul e Paulista, e a gente baniu os cachos de banana, despencando elas e colocando em caixas. Em seguida, veio a evolução dos buquês e por fim, as tecnologias começaram a chegar a partir da década de 80″, afirma Dagostim. 

Só que as frutas, nem sempre tinham o mesmo padrão, algumas estavam nascendo pequenas e fora do padrão comercial, e a família, em 2015, tomou uma decisão inovadora: para evitar o desperdício, eles decidiram investir na agroindústria  transformando a fruta em chips e em banana-passa.

Homem em pé com várias pencas de bananaHomem em pé com várias pencas de banana
Jefferson Dagostim faz parte da quarta geração do agronegócio familiar. Foto: Arquivo Pessoal

Os resultados estão sendo positivos, tanto que recentemente, a propriedade recebeu uma comitiva que faz parte do projeto Santa Catarina e o Agro 5.0 – que busca aproximar a cadeia produtiva e disseminar os bons exemplos. O grupo é formado por autoridades e representantes do agronegócio catarinense.

Vanir Zaratta, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), destacou a importância da valorização dos produtos processados para fortalecer a agricultura local.

“Tem que agregar valor, tem que verticalizar os produtos e é por isso que Santa Catarina melhora e está melhorando. O nosso produtor está se profissionalizando e assim, a gente consegue levar o conhecimento para outras propriedades e a outros agricultores” disse Zaratta.

Outro ponto importante destacado pela comitiva foi a sucessão familiar na agricultura. Clemente Pedroso, vice-presidente da Faculdade de Educação de Santa Catarina (Faesc), enfatiza a relevância de manter novas gerações no campo, assegurando o futuro da produção agrícola.

“A questão da sucessão familiar, que aqui já estamos na quarta, indo para quinta geração, a gente vê o uso das tecnologias e o cuidado do produtor rural com meio ambiente”, afirmou Pedroso.

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O Secretário de Agricultura de Santa Catarina, Valdir Colatto, complementou destacando que o incentivo à agregação de valor e à inovação são essenciais para transformar o jovem agricultor em empreendedor.

“Agregar valor ao produto faz com que o jovem se torne um empreendedor, porque a atividade agrícola tem que ter resultado, tem que ter lucro, senão as pessoas não ficam no campo”, afirmou Colatto.

Em Santa Catarina, mais de 350 mil propriedades de pequeno porte contribuem para a economia local com produções diversificadas que vão desde a fruticultura até a pecuária. 

No estado, cadeias de proteínas têm grande destaque, por isso após a visita, a comitiva foi recebida com um almoço temático à base de carne suína e frango, preparados pelo chefe de cozinha Saimon Novak, que realçou o potencial gastronômico dos produtos locais.

“Esses dois cortes sempre estão presentes nas melhores mesas e a gente consegue fazer pratos incríveis utilizando o nosso frango de todos os dias”, ressaltou Novak.

Jorge Lima, diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne), destacou o papel do estado na produção e exportação de proteínas, especialmente de carne suína.

“Nós somos o primeiro produtor e primeiro exportador de carne suína do Brasil, com mais de 50%. Somos o segundo produtor em aves e segundo exportador. Na cadeia do leite, por exemplo, somos o quarto. Os nossos produtos, estão agregando em pequenas propriedades para a produção de alimento com qualidade, para termos sempre o melhor e conquistarmos os melhores mercados”, finalizou Lima. 

Acesse AQUI e confira a reportagem completa da Eliza Maliszewski no YouTube.



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