sábado, agosto 15, 2026

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Frente fria deve provocar chuva de 120 mm, granizo e ventos de 100 km/h; veja a previsão da semana



Quer começar e terminar a semana bem informado sobre o clima em sua região? Então confira a previsão do tempo entre esta segunda-feira (9) e a próxima sexta-feira (13). Há alertas para chuva forte, vendavais e granizo:

Sul

O tempo continua muito instável entre o norte do Rio Grande do Sul e o Paraná, com altos acumulados de chuva e risco de temporais. Esses fenômenos estão associados a uma sequência de acontecimentos: frente fria, cavado meteorológico, ventos úmidos do oceano, ventos quentes do Norte e um sistema de baixa pressão entre Paraná, Mato Grosso do Sul e Paraguai.

Nas demais áreas do território gaúcho, o tempo será estável, com temperaturas mais amenas. Em cinco dias o acumulado de chuva pode chegar a 120 mm no oeste do Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina e todo estado do Paraná. Nesses locais, o solo se encontra com excesso de umidade e, assim, ficam sob risco de alagamentos e deslizamentos de terra.

Nas demais áreas da Região Sul, o acumulado de chuva é de cerca de 50 mm, o que também pode gerar transtornos. Esse temporais devem durar até quarta feira (11), com possibilidade de queda de granizo e rajadas de vento acima de 100 km/h. Lembrando que, no último sábado (7), os ventos chegaram a 117 km/h em Laranjeiras do Sul (PR), com acumulado de chuva acima de 200 mm em 48 horas no no mesmo local, conforme dados do Inmet.

Há o alerta para a formação de novo ciclone extratropical a partir do próximo final de semana, deixando os três estados do Sul sob risco de tempo severo (granizo e vendaval) e chuva intensa novamente.

Sudeste

O sol predomina, com temperaturas acima dos 30°C em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo ao longo dos próximos dias. Há alerta para baixa umidade no norte e centro-norte de Minas. Já em São Paulo, pancadas de chuva estão previstas para a tarde e noite.

Em cinco dias, os acumulados devem se concentrar nas áreas ao leste dos estados paulista, fluminense e capixaba, bem como no norte mineiro com mais de 100 mm a partir desta segunda-feira (9) à noite devido ao avanço de uma frente fria do sul do país. Assim, a chuva pode vir na forma de temporais, podendo causar alagamentos e transtornos nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro. Nas demais áreas do Sudeste, o volume varia entre 30 e 50 mm, o que pode contribuir com a florada do cafezal e a recuperação de pastagens.

Há risco de temporais nesta segunda e terça feira no estado de São Paulo com risco para rajadas de vento ultrapassando 60 km/h e queda de granizo no interior do estado. No geral, o avanço do sistema ajudará as lavouras em desenvolvimento e aliviará o calorão desta semana com o avanço de um ar mais frio sobre os quatro estados.

Centro-Oeste

O tempo fica instável em Mato Grosso do Sul, com chuva moderada, raios e trovoadas. Em Mato Grosso e Goiás, o sol predomina, com pancadas rápidas e isoladas no centro e norte de Mato Grosso. Nos próximos cinco dias o acumulado de chuva varia de 30 a 50 mm nas áreas produtoras nos três estados da Região, o que ajuda a manter a boa umidade do solo sem atrapalhar as operações em campo.

O retorno do sol deve contribuir principalmente para o fotoperíodo das lavouras em desenvolvimento. O produtor deve aproveitar esta janela de tempo firme para realizar os tratos culturais e o tratamento fitosanitário, já que na próxima semana a tendência é que a chuva retorne com maior volume nos três estados novamente, com acumulados que devem superar os 100 mm.

Atenção para o oeste de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso, com a elevação de temperatura nesta semana, onde os termômetros podem chegar aos 38ºC, provocando estresse térmico no gado em confinamento.

Nordeste

A chuva será pontual e isolada no Maranhão, Piauí e Ceará. No litoral entre Salvador (BA) e Natal (RN), há possibilidade de chuva fina e passageira. No interior da Região, o tempo segue seco e quente, com máximas acima de 30°C. A chuva em cinco dias deve trazer entre 10 e 15 mm para os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, o que ajuda a elevar a umidade relativa do ar, mas sem ajudar a repor a umidade do solo.

Chove também no oeste da Bahia, do Piauí e Maranhão com acumulados em todas estas áreas variando entre 50 e 70 mm ao longo da semana, o que ajuda a aliviar o calor. Essa precipitação será proveniente da manutenção do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), que deixa estas áreas também sob risco de temporais.

Semana mais quente e seca na faixa leste da Bahia e da Paraíba, com acumulados de chuva que não devem ultrapassar 10 mm e temperatura máxima voltando a subir para os 35ºC.

Norte

O tempo será carregado, com pancadas fortes de chuva no Amazonas, Acre, Rondônia, sul de Roraima e interior do Amapá ao longo da semana. Já no Pará e Tocantins, o sol aparece entre nuvens, sem previsão de chuva. Em cinco dias o acumulado de chuva varia entre 60 e 80 mm em todos os estados da Região.

No centro-norte do Pará, o retorno da umidade é especialmente bem-vinda, ajudando no desenvolvimento ou implantação da safra. A chuva também ajudará a diminuir o risco para focos de incêndio no estado paraense, já que mais de 53 mil ocorrências foram registradas na região desde janeiro, sendo o estado com o maior índice do país, superando, inclusive, Mato Grosso, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os rios na região continuam sob recuperação lenta. Contudo, projeta-se melhoria deste cenário para o final deste mês de dezembro e início de 2025.



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Terras indígenas da Amazônia influenciam chuvas que abastecem o agro



Estudo divulgado nesta terça-feira (2) pelo Instituto Serrapilheira indica que terras indígenas da Amazônia influenciam as chuvas que abastecem 80% da área das atividades agropecuárias no país.

Os dados indicam que, em 2021, a renda econômica do setor agrícola nas áreas mais beneficiadas por essa dinâmica chegou a R$ 338 bilhões — 57% do total nacional.

“A conclusão é que o impacto da preservação das TIs [terras indígenas] vai além do meio ambiente, destacando-se como peça-chave para a segurança hídrica, alimentar e econômica do Brasil”, destacou o instituto.

Estados que se beneficiam

O estudo revela que pelo menos 18 estados e o Distrito Federal encontram-se parcial ou totalmente dentro da área de influência de terras indígenas amazônicas.

“Em estados como o Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, há regiões onde a chuva proveniente da reciclagem de água feita pelas florestas das TIs amazônicas chega a um terço do total anual de cada local.”

De acordo com o instituto, até 30% da chuva média que cai sobre as terras agropecuárias do país está diretamente relacionada à eficiente reciclagem de água nesses territórios.

Apesar das conclusões, Rondônia e Mato Grosso, que figuram entre os nove estados mais influenciados por essa chuva, estão entre os que mais desmataram florestas desde 1985.

Segurança alimentar

Os dados mostram que as chuvas provenientes dessas terras indígenas também contribuem diretamente para a segurança alimentar nacional, uma vez que a participação da agricultura familiar no valor da produção total supera 50% em vários estados influenciados.

“Na prática, a Amazônia ‘irriga’ grande parte do país por meio dos chamados ‘rios voadores’: a umidade reciclada nas florestas das terras indígenas amazônicas é transportada pela atmosfera e se torna chuva em outras regiões do Brasil, como o Centro-Oeste e o Sul”, destacou o Instituto Serrapilheira.

Segundo o estudo, esse mecanismo natural de geração de chuva depende da manutenção de áreas de florestas nativas conservadas, responsáveis pelo bombeamento de umidade para a atmosfera.

Entenda como o processo ocorre

As terras indígenas ocupam atualmente cerca de 23% da chamada Amazônia Legal, incluem mais de 450 territórios e abrigam cerca de 403,6 mil pessoas.

“Elas atuam como barreira ao desmatamento ao longo da história: dos 4,4 milhões de hectares desmatados no bioma Amazônia entre 2019 e 2023, apenas 3% (130,2 mil hectares) ocorreram dentro de TIs.”

De acordo com o instituto, isso acontece porque grande parte das atividades desenvolvidas em terras indígenas é realizada de maneira integrada ao ecossistema, envolvendo formas de uso e manejo que não necessariamente implicam remoção da vegetação nativa.

“Existe, assim, relação intrínseca entre a proteção territorial de povos indígenas e a conservação de ecossistemas”, concluiu.



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TCP impulsiona o comércio exterior paraguaio



O setor de carne bovina é um exemplo de sucesso dessa parceria



O  transporte rodoviário até Paranaguá tem se mostrado uma alternativa mais ágil e previsível
O transporte rodoviário até Paranaguá tem se mostrado uma alternativa mais ágil e previsível – Foto: Divulgação

O Paraguai desempenha um papel essencial no comércio internacional, exportando produtos como carne bovina, madeira e amendoim, e importando itens fundamentais como máquinas, fertilizantes e defensivos agrícolas. Grande parte desse fluxo comercial transita pelo Brasil, com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) se destacando como um parceiro estratégico, oferecendo soluções logísticas eficientes. Entre janeiro e outubro de 2024, o TCP registrou um aumento de 129% nas cargas movimentadas com o Paraguai, totalizando 7.673 TEUs.  

Embora 80% do comércio exterior paraguaio utilize a Hidrovia Paraguai-Paraná, desafios como períodos de seca e o recente aumento de 40,49% na tarifa de pedágio pela Argentina incentivam a diversificação das rotas. Nesse cenário, o transporte rodoviário até Paranaguá tem se mostrado uma alternativa mais ágil e previsível. Giovanni Guidolim, gerente da TCP, destaca que a diversificação das rotas garante maior segurança e competitividade para empresas paraguaias.  

O setor de carne bovina é um exemplo de sucesso dessa parceria. Entre janeiro e outubro de 2024, o TCP registrou um aumento de 567% nas exportações de cargas refrigeradas do Paraguai, totalizando 3.216 TEUs. A carne paraguaia, exportada para mais de 40 destinos, ampliou seu alcance para o Canadá e os EUA, fortalecendo sua presença no mercado global. Para atender à alta demanda, o TCP dispõe do maior pátio refrigerado da América do Sul, com 5.268 tomadas.  

Além disso, a TCP oferece serviços especializados que otimizam o fluxo logístico, como o Depósito Franco Paraguaio em Paranaguá, que facilita importações. A infraestrutura do Terminal, com 25 escalas semanais regulares, garante acesso a uma ampla rede global, consolidando a TCP como um aliado estratégico para o desenvolvimento econômico do Paraguai no comércio internacional.

 





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como ficam as exportações após acordo Mercosul-UE


Assinado nesta sexta-feira (6) após 25 anos de negociações, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) não sofreu modificações quanto ao comércio de produtos agropecuários, esclareceu o governo brasileiro no factsheet (documento com resumo) sobre o tratado.

As condições para a entrada na UE de bens agrícolas exportados pelo Mercosul foram mantidas em relação ao texto original de 2019. Alguns produtos como uvas de mesa, por exemplo, terão retirada imediata da taxa de importação. Para outras commodities, esse processo será gradual (veja lista completa abaixo).

O texto final contrariou a expectativa de países como França e Polônia, que queriam restringir os produtos do continente sul-americano para não perderem competitividade. Contudo, existe a possibilidade de Itália, Países Baixos e Áustria se oporem ao acordo.

De acordo com o factsheet divulgado pelo governo brasileiro, café e sete tipos de fruta do Mercosul entrarão na União Europeia sem tarifas e sem cotas. Pela oferta do Mercosul aceita pela UE, as frutas com livre circulação são:

  • Abacate
  • Limão
  • Lima
  • Melão
  • Melancia
  • Uva de mesa; e
  • Maçã.

Tarifas mais baixas ao Mercosul

Outros produtos agropecuários terão cotas (volumes máximos) e tarifas para entrarem na União Europeia, porém mais baixas que as atuais. O acordo prevê a desgravação (retirada gradual da tarifa), de modo a zerar o Imposto de Importação entre os dois blocos e cumprir as condições de uma zona de livre-comércio.

Os prazos para a eliminação de tarifas são de quatro, sete, oito, 10 e 12 anos, variando conforme o item.

As cotas definidas no acordo comercial serão posteriormente divididas entre os países do Mercosul. No caso de as exportações do Mercosul à UE ultrapassarem a cota, os produtos passarão a pagar as alíquotas atuais.

De acordo com o documento do governo brasileiro, a oferta da União Europeia, aceita pelo Mercosul, corresponde a aproximadamente 95% dos bens e 92% do valor das exportações de bens brasileiros à União Europeia.

Produtos sujeitos a cotas ou tratamentos não tarifários (como barreiras ambientais ou sanitárias) representam apenas cerca de 3% dos bens e 5% do valor importado pela União Europeia, com esses tratamentos aplicados principalmente a itens do setor agrícola e da agroindústria.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a abordagem reflete o equilíbrio buscado entre a abertura de mercados e a proteção de setores sensíveis para ambas as partes.

Confira a situação por produto

pó de cafépó de café
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
  • Café: exigência de que 40% do café verde e 50% do café solúvel sejam originários do Brasil. Para os três tipos de café (verde, torrado e solúvel), as tarifas, atualmente entre 7,5% e 11%, serão eliminadas de quatro a sete anos
  • Uvas frescas de mesa: retirada imediata da tarifa de 11%, com livre-comércio
  • Abacates: alíquota de 4% retirada em quatro anos
  • Limões e limas: tarifa de 14% retirada em até sete anos
  • Melancias e melões: alíquota atual de 9% eliminada em sete anos
  • Maçãs: tarifa atual de 10% retirada em dez anos
  • Etanol industrial: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 450 mil toneladas sem tributo quando o acordo entrar em vigor
  • Etanol combustível e para outros usos: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 200 mil toneladas, com um terço da tarifa europeia (6,4 euros ou 3,4 euros a cada cem litros), com volume crescente em seis estágios até cinco anos após a entrada em vigor do acordo
  • Açúcar: tarifas zeradas gradualmente, cota de 180 mil toneladas com tarifa zero e tarifas atuais, entre 11 euros e 98 euros por tonelada, sobre o que ultrapassar a cota. Cota específica de 10 mil toneladas para o Paraguai, com alíquota zero
  • Arroz: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 60 mil toneladas com alíquota zero a partir da entrada em vigor do acordo e volume crescente de seis estágios em cinco anos
  • Mel: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 45 mil toneladas com alíquota zero a partir da vigência do acordo e volume crescente em seis estágios em cinco anos.
  • Milho e sorgo: tarifas zeradas gradualmente, cota de 1 milhão de toneladas com alíquota zero na entrada em vigor do acordo, com volume crescente em seis estágios anuais em cinco anos
  • Ovos e ovoalbumina: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 3 mil toneladas com alíquota zero a partir da vigência do acordo, com volume crescente em seis estágios anuais em cinco anos
  • Carne bovina: cota de 99 mil toneladas de peso carcaça, 55% resfriada e 45% congelada, com tarifa reduzida de 7,5% e cota crescente em seis estágios. Cota Hilton, de 10 mil toneladas, com alíquota reduzida de 20% para 0% a partir da entrada em vigor do acordo
  • Carne de aves: cota de 180 mil toneladas de peso carcaça com tarifa zero, das quais 50% com osso e 50% desossada e volume crescente em seis estágios
  • Carne suína: cota de 25 mil toneladas com tarifa de 83 euros por tonelada e volume crescente em seis estágios
  • Suco de laranja: redução a zero da alíquota em 7 e 10 anos e margem de preferência (redução de alíquota em relação à atual) de 50%
  • Cachaça: liberação do comércio em quatro anos de garrafas de menos de 2 litros, cota de 2,4 mil toneladas com alíquota zero e volume crescente em cinco anos para cachaça a granel. Atualmente, a aguardente paga alíquota em torno de 8%
  • Queijos: cota de 30 mil toneladas com volume crescente e com alíquota decrescente em 10 anos (exclusão de muçarela do acordo)
  • Iogurte: margem de preferência de 50%
  • Manteiga: margem de preferência de 30%



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Acordo UE-Mercosul é celebrado pela ABAG



Para o agronegócio, o acordo prevê a eliminação de tarifas



Para o agronegócio, o acordo prevê a eliminação de tarifas
Para o agronegócio, o acordo prevê a eliminação de tarifas – Foto: Pixabay

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) celebrou o avanço do Acordo União Europeia-Mercosul, destacando sua importância estratégica para a segurança alimentar e energética europeia, especialmente em um contexto geopolítico desafiador. O acordo promete impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) do Mercosul por meio de investimentos facilitados e redução de tarifas para produtos sul-americanos, fortalecendo o desenvolvimento sustentável e atendendo demandas socioambientais globais.  

Para o agronegócio, o acordo prevê a eliminação de tarifas sobre mais de 80% das importações agrícolas do Mercosul pela UE em até 10 anos. Produtos como frutas, suco de laranja, óleos vegetais e peixes terão isenção total, enquanto carnes, açúcar e etanol estarão sujeitos a cotas com tarifas reduzidas. O Brasil, como parceiro confiável, será peça-chave na oferta de cadeias produtivas descarbonizadas e sustentáveis, alinhadas às metas climáticas europeias.  

Segundo Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da ABAG, o acordo representa uma oportunidade institucional de grande relevância, com benefícios de longo prazo para a economia brasileira, especialmente na produtividade da agroindústria. Já o vice-presidente Ingo Plöger destacou o fortalecimento de cooperações entre blocos democráticos, promovendo novas agendas em combustíveis, tecnologias e inovação, com foco na sustentabilidade e na diversificação de mercados.  

“A ABAG em suas atuações internacionais agora será ainda mais demandada para buscar estas conjugações. Mais mercado, melhor cooperação, competição na diversidade e inovação, e expandindo a participação do privado nos desenvolvimentos sustentáveis”, conclui.

 





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Viu isto? Polícia apreende aviões e dezenas de veículos de quadrilha que deu golpe de R$ 40 mi em produtores


Uma megaoperação realizada pela Polícia Civil de Goiás desmantelou uma quadrilha que aplicava golpes milionários em produtores rurais. A ação, chamada de Operação Deméter, resultou na apreensão de 468 veículos, dois aviões, sete imóveis e no bloqueio de contas bancárias que somam cerca de R$ 19 milhões. A notícia foi uma das mais lidas no portal do Canal Rural na última semana.

As investigações começaram em junho, após a denúncia de que um corretor de grãos em Rio Verde (GO) teria aplicado um golpe e fugido do país. Desde então, a Polícia Civil identificou 13 vítimas e prejuízos estimados em R$ 40 milhões.

alguns dos veículos apreendidos em poder dos criminososalguns dos veículos apreendidos em poder dos criminosos
Foto: Policia Civil de Goiás

A organização criminosa era especializada em crimes como sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e estelionato. Os mandados judiciais foram cumpridos nos dias 28 e 29 de novembro, em cidades goianas como Morrinhos, Goiânia, Santo Antônio da Barra e Montividiu, além de uma operação internacional nos Estados Unidos. Dois investigados permanecem foragidos.

O nome “Deméter” faz referência à deusa grega da agricultura, destacando que as vítimas da quadrilha eram produtores rurais. Segundo a Polícia Civil, a operação foi coordenada pelo Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais de Rio Verde (8ª DRP).



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“Acordo Mercosul e UE é marco histórico”, diz ABIEC



“Pelo alcance desta conquista, agradecemos os esforços continuados”



Segundo a entidade, o tratado reforça a complementaridade entre as produções das nações envolvidas
Segundo a entidade, o tratado reforça a complementaridade entre as produções das nações envolvidas – Foto: Pixabay

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) celebrou a concretização do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul, após 25 anos de negociações. Em nota oficial, a entidade destacou que a formalização do tratado representa um marco diplomático histórico, com potencial para transformar de maneira duradoura as relações comerciais entre as duas regiões.  

A ABIEC, que integra o Foro Mercosul da Carne (FMC) junto a representantes das cadeias produtivas de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, tem defendido a oficialização do acordo há mais de duas décadas. A associação expressou gratidão aos esforços do Governo Brasileiro, do Itamaraty e das entidades governamentais e diplomáticas de todos os países do Mercosul para alcançar essa conquista.  

Segundo a entidade, o tratado reforça a complementaridade entre as produções das nações envolvidas. No caso do setor de carne bovina brasileiro, a ABIEC manifestou o desejo de ampliar parcerias com o setor europeu, sinalizando o alinhamento estratégico entre os dois mercados.  

Apesar de o acordo ainda não entrar em vigor imediatamente, a sua assinatura é considerada um avanço significativo para a integração econômica entre Mercosul e União Europeia. A ABIEC ressaltou que aguarda com expectativa os próximos desdobramentos do tratado e suas implicações para o comércio global.

“Pelo alcance desta conquista, agradecemos os esforços continuados do Governo Brasileiro e do Itamaraty, bem como das entidades governamentais e diplomáticas de todos os países do bloco. Importante salientar que o acordo visa a complementaridade da produção, entre as nações do Mercosul e da Europa. Em específico, o setor da carne bovina no Brasil reforça o seu desejo de parceria com o mesmo setor na Europa. Embora sua entrada em vigor não seja imediata, a assinatura do acordo já representa um avanço significativo”, diz a nota.

 





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Folha da fruta-do-conde tem substância que combate dores, inflamações e artrite, mostra pesquisa


Pesquisadores identificaram nas folhas da árvore da fruta-do-conde ou pinha (Annona squamosa) uma substâncias com ação analgésica, anti-inflamatória, anti-hiperalgésica (combate à dor persistente) e antiartrítica.

Os resultados da investigação, apoiada pela Fapesp por meio de cinco projetos, foram divulgados na revista Pharmaceuticals.

O trabalho envolveu cientistas das universidades Federal da Grande Dourados (UFGD), Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp). O grupo avaliou o extrato metanólico da planta (o metanol é usado como solvente e depois removido por evaporação, obtendo-se um extrato seco) e uma substância isolada denominada palmatina.

Antiviral e anti-inflamatória

A Annona squamosa já é usada em diversos países com fins medicinais e é empregada na medicina popular para tratar dor e artrite substânciasA Annona squamosa já é usada em diversos países com fins medicinais e é empregada na medicina popular para tratar dor e artrite substâncias
Foto: Marcos José Salvador/Fapesp

Como explicam os autores, a annona squamosa já é usada em diversos países com fins medicinais e é empregada na medicina popular para tratar dor e artrite. Foram observadas diversas propriedades farmacológicas, por exemplo, gastroprotetora, antibacteriana, antiviral e anti-inflamatória.

Ela representa uma possível opção aos principais tratamentos farmacológicos para dor, os analgésicos opioides e os anti-inflamatórios não esteroides, cujo uso prolongado pode causar vários efeitos colaterais, como dependência, úlceras e eventos trombóticos cardiovasculares.

Também pode ser alternativa aos principais medicamentos contra inflamação, como os análogos dos glicocorticoides e os anti-inflamatórios não esteroides, que em tratamentos crônicos podem levar à insuficiência adrenal e resistência à insulina, entre outros problemas.

“Em vista disso, o objetivo do estudo foi investigar o potencial analgésico, antiartrítico e anti-inflamatório do extrato metanólico e da palmatina, obtidos a partir da annona squamosa”, conta o professor titular do Departamento de Biologia Vegetal da Unicamp e coautor da pesquisa, Marcos José Salvador.

Testes em camundongos

Para isso, as folhas da planta passaram por um processo de secagem e foram transformadas em pó. Então, extraíram-se as substâncias que seriam analisadas.

O extrato metanólico e o alcaloide palmatina foram administrados oralmente em camundongos, sendo estudados em diferentes modelos experimentais, incluindo pleurisia (inflamação das pleuras, membranas que revestem os pulmões e a parede torácica) induzida por uma substância chamada carragenina; inflamação articular induzida por zimosana; e hiperalgesia mecânica (sensibilidade elevada a estímulos dolosos) induzida por TNF (fator de necrose tumoral, proteína sinalizadora produzida por células de defesa e que desempenha papel crucial na regulação da resposta imune).

“Os resultados mostraram que o extrato metanólico e a palmatina extraídos da a. squamosa têm potencial analgésico e anti-inflamatório. A palmatina tem ainda propriedades anti-hiperalgésicas, que podem envolver a inibição da via mediada pelo fator de necrose tumoral”, explica Salvador. “Concluímos também que a palmatina pode ser um dos constituintes responsáveis pelas propriedades antiartríticas da planta.”

Necessidade de novos estudos

As conclusões obtidas na análise são muito relevantes e ajudam a comprovar os efeitos terapêuticos das amostras analisadas e a elucidar seus mecanismos de ação, que ainda não foram totalmente esclarecidos. Entretanto, novos estudos precisam ser feitos antes que possam ser utilizados na prática para o tratamento de doenças.

“Mais estudos são necessários para avaliar se, em outras formulações, seriam alterados os efeitos e as propriedades farmacocinéticas da palmatina”, afirma o pesquisador, ressaltando também ser necessárias novas pesquisas para avaliar a toxicidade dos compostos e as doses necessárias para obter o efeito terapêutico para uso clínico.

O artigo Analgesic and Anti-Arthritic Potential of Methanolic Extract and Palmatine Obtained from Annona squamosa Leaves pode ser lido aqui.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Anemia ferropriva em suínos pode ser prevenida



“Nos leitões recém-nascidos, a quantidade de ferro disponível no colostro”



"Nos leitões recém-nascidos, a quantidade de ferro disponível no colostro"
“Nos leitões recém-nascidos, a quantidade de ferro disponível no colostro” – Foto: Embrapa – MORÉS, Nelson

A anemia ferropriva é uma condição comum em leitões recém-nascidos, especialmente em sistemas de produção intensiva, onde o acesso ao Ferro natural é limitado. De acordo com Marcella Vilhena, médica-veterinária e gerente de marketing da Syntec, o Ferro é essencial para a formação da hemoglobina, proteína que transporta oxigênio no sangue. A deficiência desse mineral pode causar fraqueza, palidez e baixo ganho de peso, comprometendo o crescimento e a saúde dos animais.

Nas primeiras semanas de vida, o colostro das matrizes fornece quantidades limitadas de ferro, insuficientes para as necessidades dos leitões. Por isso, a suplementação desse mineral logo após o nascimento é imprescindível. O ferro pode ser administrado por injeções ou suplementação na ração ou líquidos, garantindo não apenas a prevenção da anemia, mas também o fortalecimento do sistema imunológico e a melhoria na eficiência alimentar.

Além de prevenir problemas de saúde nos animais, a suplementação de ferro contribui para a produtividade e a rentabilidade das granjas, promovendo um melhor desempenho zootécnico. Para atender essa necessidade, a Syntec disponibiliza o Dosefer, um medicamento injetável que combina Ferro Elementar e Vitamina B12, indicado para tratar anemias causadas por déficit nutricional, doenças parasitárias e outras condições que afetam a saúde dos suínos.

“Nos leitões recém-nascidos, a quantidade de ferro disponível no colostro – que é o primeiro leite materno – é limitada, o que torna esses animais vulneráveis à deficiência. Em consequência, a falta desse nutriente pode causar a anemia ferropriva, que pode causar alguns sintomas característicos como fraqueza, palidez e baixo ganho de peso, prejudicando o bem-estar animal”, esclarece Marcella.

 





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Embrapa moderniza plataforma interativa sobre logística para o agro


A Embrapa lançou na última semana uma nova versão do Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária Brasileira (Site-MLog). A apresentação da plataforma ocorreu durante reunião da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio (CTLog) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na sede da Embrapa Territorial, em Campinas, São Paulo.

Gratuita e acessível pelo portal da Embrapa, a ferramenta oferece informações atualizadas sobre dez cadeias produtivas: algodão, bovinos, café, cana-de-açúcar, galináceos, laranja, madeira para papel e celulose, milho, soja e suínos.

Mapas e gráficos

Macrologística Agropecuária EmbrapaMacrologística Agropecuária Embrapa
Foto: Reprodução

Capaz de gerar milhares de mapas e gráficos sobre a produção e a exportação dessas cadeias, o Site-MLog agora inclui painéis interativos que permitem análises personalizadas sobre produção, exportação, armazenagem, processamento e demanda por insumos agrícolas.

A primeira versão do sistema foi criada em 2018, a pedido do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para integrar dados que antes estavam dispersos em bancos de diferentes fontes.

“A grande vantagem do Site-MLog é a economia de tempo e a padronização das informações, que agora estão organizadas e acessíveis em uma única interface. Isso facilita análises rápidas e estratégias mais eficientes para o setor agropecuário”, afirma o chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti.

Séries históricas e concentrações regionais

Na nova versão, os dados de produção agropecuária estão disponíveis em uma série histórica que vai de 1990 a 2023. É possível visualizar no mapa ou em uma tabela qual o volume e valor obtido em cada microrregião do país. O mesmo painel apresenta um mapa com a concentração espacial da produção, organizando as localidades em quatro grupos, chamados de quartéis.

Um exemplo é o dado de concentração da produção de milho: apenas quatro microrregiões são responsáveis por 25% de toda a produção nacional. Na criação de bovinos, a concentração é um pouco menor; ainda assim, um quarto da produção está em apenas 21 das 557 microrregiões brasileiras.

O sistema também permite obter esse indicador no contexto de apenas uma unidade federativa ou uma das cinco grandes regiões. Por exemplo, a microrregião de Bauru não está no grupo das que respondem por 25% da produção nacional de bovinos; mas, quando se considera apenas o estado de São Paulo, figura entre as quatro que concentram um quarto do rebanho.

“Esse indicador de concentração ajuda a definir prioridades para políticas públicas e investimentos privados. Ele permite identificar quais áreas merecem atenção especial, seja para fomentar a produção ou melhorar a infraestrutura existente”, explica o analista da Embrapa André Farias.

“Por exemplo, alguém pode fazer uma simples seleção e obter as regiões que concentram 25%, 50% e 75% da produção de soja no Brasil. A partir desses cenários, pode-se estabelecer uma estratégia diferenciada de investimento para a cultura, com redução de tempo e de recursos empregados”, detalha Farias.

Monitoramento de rotas e subprodutos na plataforma

Exportação histórica de soja no Porto de Paranaguá.Exportação histórica de soja no Porto de Paranaguá.
Foto: Ivan Bueno/Embrapa

Na área dedicada à exportação, o usuário encontra o volume e o valor da exportação agropecuária registrado em cada microrregião do país, para os dez produtos que integram o Site-MLog, entre 1997 e 2023. Também estão disponíveis dados por subproduto. Por exemplo, a microrregião do sudoeste de Goiás colocou 10 milhões de toneladas de soja no mercado internacional, no ano de 2023, o que gerou US$ 5,3 bilhões.

Desse volume, 12% foram exportados na forma de farelo e 1,8% como óleo de soja. O sistema ainda mostra qual o volume e valor exportado por porto ou terminal de escoamento, bem como os países de destino. O Porto de Santos é ponto de partida da maior parte das cargas para oito das dez cadeias produtivas. Galináceos e suínos são exceção e têm grande parcela dos embarques nos portos da região Sul, onde também está concentrada a produção.

Bacias logísticas

Com os dados de produção e exportação do Site-MLog, a Embrapa Territorial analisou por qual porto cada microrregião brasileira exportadora embarca grãos (soja e milho) para o mercado internacional. A partir dessa informação, delimitou oito bacias logísticas, áreas do território nacional que preferencialmente enviam cargas para o exterior pelo mesmo terminal marítimo.

Assim, é possível visualizar, facilmente, no mapa, que até mesmo municípios no extremo oeste de Mato Grosso, quase na fronteira com a Bolívia, exportam preferencialmente pelo porto de Santos. Já para o extremo norte do estado, a rota para os portos do Pará e Amapá mostrou-se mais atrativa.

O conceito das bacias logísticas foi desenvolvido na primeira versão do Site-MLog. A nova plataforma traz a configuração atualizada com dados de 2023. Para o chefe-geral do centro de pesquisa, o conceito e a delimitação das bacias logísticas estão entre as principais contribuições da ferramenta.

Spadotti destaca que essas análises são fundamentais para planejar melhorias na infraestrutura logística. “A partir da configuração dessas bacias logísticas, identificamos os principais gargalos no escoamento de grãos para a exportação e pudemos propor a priorização de obras para solucioná-los”, conta.

Armazenagem e processamento

Uma das principais inovações da nova versão do Site-MLog é a localização dos estabelecimentos nos quais parte da produção é estocada ou processada. Os mapas identificam armazéns, usinas de açúcar e etanol, frigoríficos e outros estabelecimentos que processam carnes, além de beneficiadoras de algodão, milho e soja.

A filtragem de informações no painel permite saber que a maior parte dos armazéns do Nordeste é do tipo convencional, mas a capacidade instalada está concentrada nos de categoria graneleiro e nas baterias de silos.

A microrregião de Barreiras (BA) tem a maior quantidade de armazéns: são 449 unidades. Neles, é possível estocar até 5,2 milhões de toneladas de grãos. O sistema apresenta o nome, tipo, endereço e capacidade instalada de cada um deles.

Navegando pelos painéis sobre as estruturas de processamento, o usuário descobre que há 22 usinas produtoras de etanol de milho em operação no país, além de 11 projetadas e 9 em processo de autorização para construção. Diferentemente das que processam apenas cana-de-açúcar, elas estão concentradas na Região Centro-Oeste.

A analista da Embrapa Jaudete Daltio conta que a armazenagem já estava presente nos estudos logísticos da primeira versão do Site-MLog e, agora, esses dados são apresentados também na forma de painéis dinâmicos. O objetivo é ampliar o entendimento sobre os caminhos dos produtos até o destino. “Mostramos o que uma localidade produziu e para onde está exportando, mas e o meio do caminho? O tema era, de fato, muito relevante”, declara.

Farias avalia que regiões com mais estruturas de estocagem e processamento oferecem aos agricultores e pecuaristas melhores condições de negociar sua produção. “Ter uma condição adequada de armazenagem permite que os produtores tenham condição de escolher o período favorável à comercialização.

Da mesma forma, as unidades de beneficiamento representam uma possibilidade de ganho e de agregação de valor aos produtos. Regiões que não têm essas estruturas ficam mais condicionadas a uma única via e isso pode trazer vulnerabilidade. Por isso, nessa segunda versão da plataforma, representamos essa diversidade e complexidade da logística da agropecuária, que não é apenas produção, nem apenas levar ao porto”, explica.

Demanda por nutrientes agrícolas

A eficiência da logística agropecuária também é importante para o suprimento de insumos no campo, em especial os nutrientes agrícolas. Pela primeira vez, o Site-MLog apresenta um mapa interativo com a quantidade demandada de calcário, gesso e nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) de sete culturas agrícolas: algodão, café, cana-de-açúcar, eucalipto, laranja, milho e soja.

O analista da Embrapa Rafael Mingoti conta que as estimativas de demanda foram feitas considerando não só o volume de produção de cada microrregião, mas também a taxa de exportação de nutrientes, com base em dados retirados de artigos científicos.

“As estimativas foram feitas com o método científico, baseado em indicadores de pesquisa, mostrando a quantidade de nutrientes que se deve repor no solo após o cultivo. Esse levantamento feito para tantas culturas e para o Brasil todo é inédito”, destaca. O Sistema apresenta também mapas indicando onde há disponibilidade de nutrientes no território nacional para atender a demanda.

O Site-MLog conta ainda com uma área de estudos logísticos, com publicações técnicas e científicas, e análises feitas pela Embrapa Territorial a partir da ferramenta, desde 2018.

Plataforma: dados brutos em mapas interativos

Desde a primeira versão, a construção do Site-MLog envolve muito mais do que coletar informações e disponibilizá-las em uma única plataforma. O tratamento dos dados brutos exige análises cuidadosas e discussões de equipe para padronizar unidades de medida, agregar categorias e fazer adaptações. A série histórica do painel de produção começa em 1990 e a de exportação, em 1997.

Nesse longo período, houve alterações de metodologia na obtenção dos dados pelos institutos de pesquisa, países foram desmembrados ou unificados, entre outras mudanças. Tudo isso precisa ser tratado para que seja possível estabelecer comparações.

A apresentação dos dados sobre exportação já existia na primeira versão, mas a maneira como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) os disponibiliza mudou. A forma como os dados são disponibilizados mudou ao longo do tempo, o que trouxe um desafio para a equipe. “Isso trouxe um complicador: como manter as possibilidades de análises que tínhamos com dados que agora são diferentes”, conta Daltio.

Outra mudança importante está na forma de apresentar o destino das exportações. A primeira versão considerava apenas os portos, que eram 15. Agora, passaram a ser contempladas todas as unidades em que a Receita Federal registra saída de produtos para o mercado internacional, o que inclui municípios fronteiriços e outros pontos de escoamento.

A analista da Embrapa detalha que “todo esse esforço é um trabalho de formiguinha. Quando você pega o volume dos dados, os registros puros de exportação, você só tem uma planilha. O nosso papel é qualificar esses números e espacializar em mapas, para apresentar uma ferramenta que permita ao usuário transformá-los em informação que apoie sua tomada de decisão”.



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