sábado, maio 16, 2026

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Às vésperas do USDA, veja como ficaram os preços de soja



O mercado de soja no Brasil encerrou esta quinta-feira (10) com preços mais altos. O motivo foi a combinação de dois fatores: a alta do dólar e valorização na bolsa de Chicago. A movimentação nas tradings também foi destaque, especialmente em estados como Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, onde foram registrados negócios ativos, além de operações nos portos.

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“As tradings estiveram mais agressivas, com melhores preços praticados. A indústria ainda está um pouco de lado, o vendedor segue forçando os spreads, e a conta de basis segue alta frente à paridade de exportação”, explicou Rafael Silveira, consultor da Safras & Mercado. Ele destaca que os prêmios pouco mudaram, com pequenos ajustes, mas o efeito cambial foi positivo para as cotações.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 128,00 pra R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 129,00 pra R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 pra R$ 137,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 129,00 pra R$ 131,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 134,00 pra R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 116,00 pra R$ 119,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 118,00 pra R$ 121,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 117,00 pra R$ 120,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam com alta, impulsionados por recuperação técnica e reposicionamento de carteiras às vésperas da divulgação do relatório do USDA. Após encostar no menor nível em três meses, o mercado reagiu, embora os ganhos tenham sido limitados pelas boas condições climáticas nos Estados Unidos.

A política tarifária de Donald Trump segue no radar. Embora a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros não atinja diretamente grãos, a valorização do dólar tende a impulsionar as exportações brasileiras.

Expectativa do USDA

O USDA deve anunciar leve corte na produção de soja dos EUA em 2025/26, com aumento nos estoques. O relatório será divulgado nesta sexta-feira (11), às 13h.

A expectativa é de uma safra americana em 4,331 bilhões de bushels (ante 4,340 bilhões de junho) e estoques de 304 milhões de bushels para 2025/26. Para 2024/25, os estoques devem subir de 350 para 358 milhões.

Em nível mundial, os estoques finais de 2024/25 devem passar de 124,2 para 124,3 milhões de toneladas, com estimativa de 125,5 milhões para 2025/26. A safra do Brasil deve subir de 169 para 169,4 milhões de toneladas, e a da Argentina de 49 para 49,2 milhões.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto subiram 3,50 centavos (0,34%), a US$ 10,12 1/2 por bushel. A posição novembro avançou 6,50 centavos (0,64%), a US$ 10,13 3/4. No farelo, o contrato de agosto subiu US$ 2,00 (0,74%), a US$ 271,40. No óleo, alta de 0,20 centavo (0,37%), a 53,49 centavos de dólar.

Tarifas de Trump

Segundo Gabriel Viana, analista da Safras & Mercado, o maior impacto da tarifa de Trump é indireto, via câmbio. “Como o Brasil não exporta grão, farelo ou óleo de soja para os EUA, os efeitos são secundários, mas o dólar mais alto influencia os prêmios e melhora a competitividade externa.”

No mercado de óleo, um fator adicional é a tarifa sobre o sebo bovino, que deve reduzir drasticamente as exportações brasileiras e aumentar a oferta interna. Isso tende a derrubar os preços do sebo e pressionar o óleo de soja, já que ambos têm ligação na produção de biodiesel.

Dólar

O dólar comercial subiu 0,69%, cotado a R$ 5,5407 para venda e R$ 5,5387 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,5250 e R$ 5,6215.



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Campanha que atribui leite a doenças gastroentestinais é repudiada pelo setor



Cinco entidades do setor de laticínios, incluindo a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), repudiaram a mais recente campanha publicitária da empresa chilena NotCo, especializada em bebidas vegetais.

Nas peças, a empresa associa a ingestão de leite de vaca a doenças gastroentestinais. Para ilustrar a propaganda, a companhia faz uso de adultos vestindo fantasias de animais mamíferos, remetendo aos icônicos comerciais da Parmalat na década de 1990 que traziam crianças tomando leite.

“O leite é um alimento de origem animal rico em vitaminas, cálcio e de alto valor biológico. É uma fonte de proteína de custo acessível a milhares de famílias brasileiras, integrando a dieta de diferentes faixas etárias e classes sociais”, diz a nota.

Conforme as entidades, a produção da bebida envolve mais de 1 milhão de produtores no país, responsáveis por um rebanho de 15,6 milhões de vacas que rendem 35 bilhões de litros ao ano, gerando renda em todas as regiões do Brasil. “Alimento de alto valor nutricional, o leite é recomendado pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde como alternativa indispensável para uma dieta saudável e devido desenvolvimento humano.”

Para as entidades, a campanha veiculada pela empresa NotCo e assinada pela agência David representa um desserviço ao associar o leite a doenças gastrointestinais de forma generalista, sem embasamento científico e compromisso com a verdade.

“As peças se apropriam de símbolos da memória afetiva do povo brasileiro na tentativa de desacreditar o produto leite sem compromisso com a sociedade, tampouco com a saúde pública. Valendo-se de uma linguagem totalmente inapropriada e jocosa, a NotCO incita medo e desinformação”, continua a nota.

A posição do setor lácteo foi referendada na última sexta-feira (4) pelo Conselho Nacional Autorregulamentação Publicitária (Conar), que recomendou a retirada das peças de circulação.

Com isso, as entidades exigiram a imediata interrupção da distribuição do conteúdo por parte das plataformas de serviços digitais, obedecendo a orientação de coibição de fake news.

“Também se demanda providências frente aos danos sofridos pelo setor produtivo. Entende-se que o ataque atinge não apenas à empresa diretamente associada à campanha Mamíferos, mas a todos os consumidores, produtores e empresas que trabalham com leite no país”, conclui o texto.

Além da Abraleite, a nota é assinada pela Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos), Associação Brasileira das Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios (G-100), Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ) e Associação Brasileira de Leite Longa Vida (ABLV).

Até a publicação desta reportagem, a campanha da NotCo continuava no ar no YouTube.



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Leilão de sêmen? Entenda como funciona


Um leilão só de sêmen: afinal, isso funciona?

Os leilões de sêmen bovino estão ganhando cada vez mais espaço no calendário da pecuária nacional. Especializados na venda de doses genéticas de touros provados, esses eventos atraem um público técnico, focado em resultados e que enxerga na genética uma ferramenta para acelerar ganhos econômicos no rebanho.

A dinâmica é semelhante à de um leilão tradicional, mas em vez de animais no recinto, são ofertadas doses de sêmen com laudos, índices genéticos e projeções de desempenho. Tudo com base em programas de melhoramento genético reconhecidos e na reputação das centrais e dos touros.

Como funciona um leilão de sêmen?

O formato é simples e direto. Cada touro ofertado tem lotes de sêmen disponíveis em pacotes predeterminados, geralmente em 100, 300 ou 500 doses. O criador interessado adquire as doses durante o evento e, em alguns casos, pode contar com condições comerciais diferenciadas, como prazos ou frete facilitado.

Um exemplo é o 12º Megaleilão EAO Baviera – Etapa Sêmen, que oferta reprodutores como Ormon da EAO (imagem abaixo), com pacotes de doses à venda diretamente no catálogo. A seleção dos touros é feita com base em critérios técnicos, como DEP, avaliação morfológica e desempenho produtivo em campo.

Exemplo de catálogo 12º Megaleilão EAO Baviera - Etapa Sêmen
Exemplo de catálogo 12º Megaleilão EAO Baviera – Etapa Sêmen | Imagem: Site Lance Rural

Papel dos programas de melhoramento genético

Boa parte dos reprodutores ofertados nesses leilões integra programas oficiais de avaliação, como:

  • PNAT (Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens da ABCZ): identifica e prova jovens touros da raça zebuína com foco em desempenho a pasto.
  • PMGZ (Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos): reúne dados fenotípicos e genômicos para definir as DEP (Diferenças Esperadas na Progênie).
  • Programa Embrapa/Geneplus: usado em raças como Nelore e Senepol, foca em ganho de peso, precocidade, fertilidade e características de carcaça.

Esses programas fornecem informações genéticas confiáveis, como DEP (Diferença Esperada na Progênie), fertilidade, ganho de peso, habilidade materna, qualidade de carcaça, entre outros índices, que ajudam o criador a escolher o touro mais adequado para seus objetivos.

Dicas para comprar sêmen em leilão com segurança

  • Confira a procedência: informações da central, registro e avaliação genética;
  • Estude os dados de DEP e PTA para entender o que o touro transmite;
  • Compare valores com o mercado tradicional e analise o custo-benefício;
  • Pergunte sobre prazos, entrega e condições de pagamento;
  • Peça apoio de um técnico ou assessor.

Leia também: O que faz uma assessoria pecuária e por que ela é essencial

Genética como investimento

Ao apostar na compra de sêmen em leilões especializados, o pecuarista investe diretamente em produtividade, precocidade, fertilidade e lucratividade. Portanto, mais do que adquirir doses, ele aposta no futuro do seu rebanho.

Com o suporte dos programas de melhoramento genético e de uma assessoria técnica bem estruturada, o sêmen certo pode ser o primeiro passo para uma pecuária mais moderna, rentável e eficiente.



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Brasil vai reforçar comércio com 3 regiões do globo para ‘substituir’ EUA, diz Fávaro



O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, se pronunciou em rede social da pasta a respeito da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em taxar em 50% as exportações brasileiras ao país.

No vídeo, o titular da pasta chama a medida de “ação indecente do governo norte-americano” e destaca que o Mapa está agindo de forma proativa em busca de uma solução.

“Telefonei para as principais entidades representativas dos setores mais afetados, o setor de suco de laranja, o setor de carne bovina e o setor de café, para que possamos, juntos, ampliar as ações que já estamos realizando nos dois anos e meio do governo do presidente Lula: em ampliar mercados, reduzir barreiras comerciais e dar oportunidade de crescimento para a agropecuária brasileira”, ressaltou.

Fávaro destaca que reforçará ações de abertura de mercados, buscando os centros mais importantes do Oriente Médio, do Sul Asiático e do Sul Global, que têm grande potencial consumidor e podem ser uma alternativa para as exportações brasileiras.

“As ações diplomáticas do Brasil estão sendo tomadas em reciprocidade. As ações proativas acontecerão aqui no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para minimizar os impactos. Aqui é a casa da agropecuária brasileira. Estamos juntos e vamos superar este momento difícil”, finaliza o ministro.

Ainda nesta quinta-feira, o Itamaraty divulgou nota com o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No texto, há o reforço de que o Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém.





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Nordeste pode perder R$ 16 bilhões ao ano com tarifa de 50% sobre o Brasil



Ceará, Bahia e Maranhão devem ser os estados do Nordeste brasileiro mais prejudicados após o anúncio de uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras por parte dos Estados Unidos.

A conclusão é da Coordenação de Estudos, Pesquisas, Tecnologia e Inovação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que fez uma sondagem para verificar os possíveis impactos da taxação para a Região Nordeste do país.

Só este ano, até o mês de junho, a pauta de exportações do Nordeste para os Estados Unidos somou US$ 1,58 bilhão, o equivalente a R$ 8,7 bilhões, sendo o principal exportador o estado do Ceará, seguido por Bahia e Maranhão. Juntos, eles representaram 84,2% do total exportado.

De acordo com o estudo, em 2024, Bahia, Maranhão, Ceará e Pernambuco protagonizaram as exportações para os norte-americanos, sendo responsáveis por US$ 2,5 bilhões, aproximadamente R$ 14 bilhões.

Nesse período, em sua totalidade, a Região exportou pouco mais de R$ 15,6 bilhões, considerando o valor do dólar desta quinta-feira (10).

O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, argumenta que não há ganhadores, só perdedores na sobretaxa anunciada por Trump. “Ao mesmo tempo em que um país exporta, também é importador. O mercado nordestino importou quase US$ 6 bilhões, ou seja, R$ 33,5 bilhões, em 2024 em produtos norte-americanos. Aplicando a regra da reciprocidade, os norte-americanos têm bem mais a perder do que a ganhar com a medida de seu presidente”, destacou.

‘Consequências indiretas mais pesadas’

O coordenador de Estudos, Pesquisas, Tecnologia e Inovação da Sudene, José Farias, classifica a medida de Donald Trump como um “aumento absurdo de tarifa” e diz que, naturalmente, os compradores norte-americanos devem procurar outros fornecedores no mercado mundial.

Para ele, esse desdobramento reflete não apenas na perda do PIB e de empregos, mas também traz “consequências indiretas bem mais pesadas sobre a cadeia produtiva regional, pois os produtos exportados, em geral, suportam uma longa cadeia de atividades no território, mesmo para aqueles produtos primários, como é o caso do cacau enviado para os Estados Unidos.”

O coordenador ainda enfatiza que o aumento das tarifas pode levar a perdas relevantes para os pequenos agricultores e até mesmo para a indústria, principalmente para os quatro estados que mais exportam para os Estados Unidos.

“Estamos falando de uma pauta muito diversificada, indo desde ligas de aço, passando por pastas químicas, pneus e variados produtos da agropecuária que, neste caso, são tipicamente commodities”, reforça.

Produtos do Nordeste aos EUA

Entre os produtos exportados por cada estado, destacam-se:

  • Ceará: frutas, pescados e calçados. “Neste estado, há alta concentração em produtos com valor agregado médio, que podem perder competitividade com taxação adicional”, diz Farias
  • Bahia: cacau, óleos, pneumáticos, frutas, com impacto significativo em setores como cacau (US$ 46 milhões) e pneumáticos (US$ 42 milhões).
  • Maranhão: pastas químicas e minérios.



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El Salvador abre mercado para carne bovina brasileira



O governo de El Salvador aprovou o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a importação de carne bovina do Brasil, segundo anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida representa mais uma vitória para o agronegócio nacional, que segue ampliando sua presença no mercado internacional de exportações.

Com isso, o número de aberturas de mercado alcança 392 desde o início de 2023, resultado de uma atuação coordenada entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). A nova habilitação reforça a confiança internacional na qualidade sanitária e na rastreabilidade da carne brasileira.

Exportações para El Salvador devem crescer nos próximos meses

Em 2024, o Brasil já exportou mais de US$ 105 milhões em produtos do agro para El Salvador. A expectativa é de crescimento expressivo nas vendas de carne bovina, considerando que o país centro-americano importou mais de US$ 283 milhões desse produto no último ano.

Colágeno bovino brasileiro chega à Malásia

Além da habilitação em El Salvador, o Brasil também obteve, recentemente, autorização para exportar colágeno bovino para a Malásia. O produto é utilizado por diversos setores, como o alimentício, farmacêutico e cosmético, e amplia a presença de insumos de origem bovina em mercados asiáticos estratégicos.

Essa conquista sinaliza o avanço da agroindústria brasileira em segmentos de maior valor agregado, reforçando a versatilidade e competitividade do setor exportador nacional. Ao ampliar o acesso a mercados como El Salvador e Malásia, o país reduz a dependência de grandes compradores tradicionais e abre espaço para novos fluxos de receita.



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Ainda tem frio e até chuva em áreas do Brasil nesta sexta-feira; veja previsão da Climatempo



Nesta sexta-feira (11), o tempo firme continua predominando sobre grande parte do Brasil, segundo a previsão da Climatempo. O sol aparece entre poucas nuvens em boa parte do Sudeste, no Centro-Oeste e no interior do Nordeste.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Nessas regiões, a umidade relativa do ar cai durante a tarde e pode ficar abaixo de 30%, especialmente no interior de São Paulo, Triângulo Mineiro, boa parte dos estados do Centro-Oeste, interior do Nordeste, Tocantins, Rondônia, metade sul do Pará e sudeste do Amazonas.

Os índices de umidade ficam ainda mais críticos entre o norte de Mato Grosso e o Pará, além do noroeste de Mato Grosso do Sul e extremo sul mato-grossense, onde os valores podem ficar abaixo de 20%, caracterizando estado de alerta para baixa umidade.

No Espírito Santo e sul da Bahia, são previstas pancadas de chuva que podem ser fortes. Já entre Alagoas e Paraíba, a chuva tende a ser intensa, com risco de temporais, devido aos ventos úmidos que sopram do oceano para o continente e à circulação de ventos em baixos níveis da atmosfera.

Na região Norte, chove a qualquer momento do dia no Amazonas, Roraima e Amapá, com temporais mais concentrados no período da tarde.

No Sul, o predomínio é de tempo firme, com temperaturas baixas ao amanhecer e possibilidade de geada isolada em pontos da serra catarinense. Durante a tarde, as temperaturas se elevam, mas permanecem mais amenas, especialmente no Rio Grande do Sul.

O amanhecer também será frio em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, com chance de formação de nevoeiro em áreas que vão do Sul ao Sudeste, incluindo as capitais Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.



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Indea multa produtores durante o período de vazio sanitário em MT



O vazio sanitário da soja começou em junho, em Mato Grosso, e já acende o alerta das autoridades. Em apenas um mês, 12 produtores foram multados por descumprirem a norma que proíbe a presença de plantas vivas nas lavouras durante o período. A medida, que segue até 6 de setembro, é essencial para conter a ferrugem asiática.

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Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT), entre os dias 8 de junho e 6 de julho, foram realizadas mais de 2 mil fiscalizações. Nessas ações, foram aplicados 12 autos de infração que somam cerca de 1,6 mil Unidades Padrão Fiscal (UPFs).

A doença é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que compromete o desenvolvimento da planta e pode gerar perdas na produção. Ela se espalha facilmente, principalmente em períodos chuvosos, e exige o uso constante de defensivos agrícolas, o que eleva os custos para os produtores.

O que é o vazio sanitário da soja?

O vazio sanitário da soja é uma estratégia de manejo fitossanitário que determina a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras por um período de 90 dias. A medida impede que o fungo causador da ferrugem sobreviva entre uma safra e outra.

Como identificar a ferrugem asiática na lavoura:

  • Manchas amareladas nas folhas, nos estágios iniciais;
  • Pontos marrons (ou cor de ferrugem) na parte inferior das folhas;
  • Queda precoce da folhagem;
  • Grãos malformados ou com peso abaixo do ideal;
  • Redução na produtividade geral da lavoura.



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Após 11 anos, Acácia FIV supera recorde na categoria vaca jovem do Guzerá Leiteiro


 

A raça Guzerá Leiteiro acaba de alcançar um novo marco histórico. A matriz GenBra Acácia FIV registrou 10.801 kg de leite aos 360 dias de lactação, superando o recorde anterior de Haical FIV Boa Lembrança, que era de 9.689 kg, e permanecia imbatível há mais de 11 anos na categoria vaca jovem — destinada a fêmeas com parto até os 48 meses.

O feito reforça a força da linhagem Ciranda Boa Lembrança, já que tanto Haical quanto Acácia são descendentes diretas dessa matriz fundadora. Com isso, a GenBra Agropecuária passa a deter os recordes mundiais nas três categorias máximas da raça: fêmea jovem, vaca jovem e vaca adulta.

“Esse era o recorde que faltava para a GenBra. Já tínhamos a recordista vaca adulta e a recordista fêmea jovem. Agora completamos o ciclo com um feito técnico e genético que consolida nosso trabalho de seleção ao longo dos anos”, destaca Eros Gazzinelli, sócio-proprietário da GenBra Agropecuária ao Canal do Criador.

Eros Gazzinelli, da GenBra Agropecuária, segura troféu e certificado em homenagem à vaca Acácia FIV, nova recordista na categoria vaca jovem do Guzerá Leiteiro.Eros Gazzinelli, da GenBra Agropecuária, segura troféu e certificado em homenagem à vaca Acácia FIV, nova recordista na categoria vaca jovem do Guzerá Leiteiro.
Eros Gazzinelli, da GenBra, comemora o feito histórico de Acácia FIV durante premiação. Foto: Patrick Vitoriano e Marcelo Cordeiro

Genética consistente, de ponta a ponta

O desempenho da Acácia é resultado de um projeto de melhoramento genético sólido e baseado em dados. Pela linha materna, ela é filha de Juruá FIV Boa Lembrança, vaca ranqueada entre as melhores do país, com DEP de +888kg de leite em 2025, conforme o Programa Nacional de Melhoramento do Guzerá para Leite – Avaliação Genética Nacional do CBMG/Ministério da Agricultura e Pecuária.

Juruá também foi campeã de Progênie de Mãe na ExpoZebu 2025 e também é mãe de animais como Panamá FIV Boa Lembrança.

Já pela linha paterna, Acácia é filha de Cravo TE PEAC, que já liderou o Sumário de Touros Guzerá Leiteiro e se destaca por ser um dos poucos líderes sem sangue do tradicional Édipo de Alagoinha. Cravo também é pai de GenBra Alkaia FIV, recordista anterior na categoria fêmea jovem.

“Todas essas recordistas estão no topo do sumário. A vaca adulta é filha do Remanso, que foi líder do sumário por muitos anos. A Acácia e a Alkaia, irmãs por parte de pai, são filhas do Cravo — outro touro que também liderou o sumário. Essa consistência mostra que o resultado vem de um trabalho técnico bem planejado”, reforça Eros.

Leia também: Touro de central ou de campo? O que o produtor deve considerar na escolha

Manejo técnico e bem-estar no centro da produção

Além da genética, a alta performance da Acácia é reflexo de um manejo nutricional e sanitário de excelência.

“Esse é um animal que teve suplementação feita por profissionais. Um sistema balanceado de feno, ração de qualidade, silo excelente, água e minerais em abundância. É importante deixar claro: ela não produziu esse leite só a pasto. A vaca cobra para dar leite — ela precisa comer bem, beber, estar tranquila, em conforto térmico, sem estresse. E foi exatamente isso que oferecemos”,reforça.

O protocolo de manejo da GenBra prioriza a doma racional, o bem-estar animal e o acompanhamento técnico individualizado desde os primeiros meses de vida.

GenBra Acácia FIV: Uma matriz feita para brilhar

Antes mesmo de seu primeiro parto natural, Acácia já produzia prenhezes via FIV. E os resultados logo apareceram nas pistas:

“Ela ganhou três campeonatos na ExpoZebu 2024, dois na ExpoZebu 2025 e, agora, foi campeã de progênie de mãe na Megaleite. Entre dez lotes, ela se destacou. Acácia não é apenas uma recordista — é uma matriz consolidada, que entrega o que prometeu,”afirma.

O Guzerá Leiteiro sob os holofotes

A quebra de um recorde tão duradouro repercute dentro e fora da raça. Para Eros, a Acácia representa o animal completo:

“Se você quer alto valor genético, ela te entrega. Se precisa melhorar úbere, temperamento, conformação ou desempenho, ela também entrega. Ela lidera o ranking de matrizes em 2025 e quebra um recorde que durava 11 anos. É um animal que joga luz sobre o que há de mais moderno, eficiente e equilibrado na raça”, finaliza.



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