sábado, maio 16, 2026

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Frio intenso impacta floricultura paulista e destaca uso de estufas



Estufas ajudam floricultores a enfrentar o frio




Foto: Divulgação

As baixas temperaturas registradas em regiões agrícolas do estado de São Paulo têm provocado impactos significativos na cadeia produtiva da floricultura. De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), o frio intenso compromete o desenvolvimento das plantas, retardando o crescimento e a floração, o que influencia diretamente na qualidade e no período de produção das flores.

A floricultura paulista responde por cerca de 37% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional do setor e movimenta, anualmente, mais de R$ 8,4 bilhões, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A atividade também é responsável por gerar aproximadamente 130 mil empregos diretos.

Para mitigar os efeitos adversos do clima, o uso de estufas tem se mostrado essencial. As estruturas permitem o controle de temperatura, umidade e luz, possibilitando a continuidade da produção mesmo em períodos desfavoráveis. O estado de São Paulo é referência nacional na utilização de ambientes controlados na produção de flores e plantas ornamentais.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), oferece uma linha de crédito voltada à Agricultura Sustentável. O financiamento permite a implementação de estufas com limite de até R$ 250 mil, juros de 3% ao ano, prazo de pagamento de até 84 meses e carência de até 48 meses, respeitando o ciclo produtivo das culturas.





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Paraná pode colher 423 mil toneladas de cevada em 2025


O plantio da cevada no Paraná alcançou 90% da área prevista para a safra de 2025, segundo dados do Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O avanço de 13 pontos percentuais na primeira semana de julho foi favorecido pela boa disponibilidade de água no solo e pela previsão de tempo firme, o que deve garantir a conclusão da semeadura ainda neste mês.

As lavouras vêm sendo implantadas em condições consideradas favoráveis. “A expectativa é de que o ritmo de plantio continue nas próximas semanas, com condições propícias à cultura”, informou o boletim. No entanto, os técnicos alertam para possíveis impactos pontuais das geadas registradas até o momento. Também há preocupação com o excesso de umidade e a baixa incidência de radiação solar em determinados dias, fatores que podem aumentar a incidência de doenças. Segundo o Deral, as aplicações de fungicidas já foram retomadas para conter esse risco.

A previsão meteorológica indica baixa probabilidade de geadas fortes e generalizadas ao longo de julho, o que reforça a projeção positiva para o ciclo atual. Até o momento, 90% das lavouras estão em boas condições, enquanto 10% apresentam situação considerada mediana. Apenas uma parcela mínima encontra-se em condição ruim.

Para 2025, a produção paranaense de cevada está estimada em 423 mil toneladas, volume 43% superior ao registrado em 2024, quando foram colhidas 296 mil toneladas. Esse crescimento é impulsionado pelo aumento de 20% na área cultivada, que deve atingir 96,9 mil hectares ao final da semeadura, ante os 80,5 mil hectares do ciclo anterior.

Segundo o Deral, o resultado dependerá da produtividade ao longo da safra. Em 2024, a média foi de 3,7 toneladas por hectare, impactada pela seca nos Campos Gerais. A expectativa para 2025 é de 4,4 toneladas por hectare, desde que não ocorram eventos climáticos adversos como seca prolongada, geadas tardias ou excesso de chuvas durante a colheita.

Embora alguns produtores iniciem a colheita em agosto, a intensificação dos trabalhos está prevista apenas a partir de outubro.





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Qualidade da mandioca cai após geadas



Temperaturas negativas afetam raízes no campo




Foto: Canva

As lavouras de mandioca do Rio Grande do Sul foram impactadas pelas geadas registradas nos últimos dias, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar. Na região administrativa de Santa Rosa, o frio intenso provocou o encerramento do ciclo vegetativo de plantas que ainda apresentavam folhas, além de reduzir a qualidade das raízes.

De acordo com a Emater, o índice exato de danos ainda será confirmado, mas há preocupação com o endurecimento da casca da raiz em função das baixas temperaturas. A situação também pode comprometer a implantação dos novos cultivos. “Os produtores que não armazenaram ramas devem enfrentar dificuldades, especialmente devido às geadas intensas e às temperaturas que chegaram a níveis inferiores a 0 °C”, informa o boletim.

Na mesma região, o preço da mandioca com casca está em R$ 4,00 por quilo, enquanto a descascada é comercializada entre R$ 7,50 e R$ 9,00 o quilo.

Na região de Soledade, a colheita segue em andamento. No entanto, as geadas e o frio também levantam dúvidas sobre a qualidade das raízes. Os preços praticados nesta safra variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por caixa de 22 quilos, valores considerados inferiores aos registrados em períodos anteriores.





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queda na arroba bovina marca início de julho



Concorrência com frango segura preço da carne




Foto: Pixabay

A cotação da arroba bovina apresentou queda de 3,72% nos primeiros dias de julho, sendo negociada a R$ 305,60 (equivalente a US$ 56,11), conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A informação consta no Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (10) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Segundo o Deral, o cenário nacional mostra que os abatedouros vêm operando com escalas de abate suficientemente amplas, o que lhes permite maior poder de barganha na hora de negociar preços com produtores. “Essa condição tem contribuído para segurar as cotações da arroba”, destaca o boletim.

No atacado paranaense, os preços tiveram ligeira elevação entre o fim de junho e a primeira semana de julho. O movimento foi impulsionado pela entrada dos salários na economia, o que costuma estimular o consumo. Conforme a pesquisa de preços do Deral, o dianteiro bovino foi comercializado por R$ 19,07 por quilo, enquanto o traseiro atingiu R$ 25,25 por quilo.

Apesar do leve aumento observado no Paraná, a concorrência com outras proteínas, como carne suína e frango — tradicionalmente mais baratas — continua a pressionar os valores da carne bovina no mercado interno.





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Floração precoce do pêssego preocupa



Pêssego precoce floresce sob risco de geadas




Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar aponta que os produtores de pêssego da região de Caxias do Sul seguem atentos ao clima diante do avanço da floração em cultivares precoces. Nas áreas onde são cultivadas variedades como PS do Cedo, Rubinel e Kampai, já foram realizadas a poda seca e o arqueamento das pernadas em plantas jovens.

Segundo a Emater, essas cultivares, além de outras de ciclo intermediário, iniciaram o processo de floração, o que tem gerado preocupação entre os agricultores. “A possível ocorrência de geadas severas pode provocar perdas, com queima de flores ou frutos em início de desenvolvimento”, alerta o boletim.

As variedades de ciclo médio e tardio, por outro lado, permanecem em estágio de dormência, o que tem sido favorecido pelas baixas temperaturas dos últimos dias. O período sem chuvas e com dias ensolarados contribuiu para o avanço dos tratos culturais. “Foi possível intensificar a poda de frutificação e realizar tratamentos de inverno com calda sulfocálcica”, informa a Emater.

Na região de Pelotas, as condições de frio continuam mantendo as plantas em dormência, o que auxilia no controle de pragas e doenças. Os produtores seguem realizando manejos culturais e preparando os pomares para a próxima safra. Também está em andamento o plantio de cultivares tardias, como a Eldorado, em resposta à demanda de mercado.





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Agricultores entregam 149 tonelada de alimentos no Espírito Santo



PAA distribui alimentos em São Gabriel e São Mateus




Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou nesta semana o acompanhamento das entregas de alimentos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Espírito Santo. As ações são realizadas em parceria com a Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa do Estado do Espírito Santo (CPC) e envolvem agricultores familiares de São Gabriel da Palha e São Mateus.

Em São Gabriel da Palha, a entrega ocorreu na quarta-feira (9), com a distribuição de aproximadamente 2,7 toneladas de alimentos para instituições socioassistenciais locais. De acordo com a Conab, o projeto prevê a participação de 57 agricultores familiares, que deverão fornecer cerca de 149 toneladas de alimentos ao longo de um a dois anos. A proposta contempla seis unidades recebedoras e deve beneficiar 1.727 pessoas.

A segunda entrega está prevista para esta quinta-feira (10), no município de São Mateus. A operação contará com a participação de 41 produtores, que entregarão 500 quilos de alimentos. O projeto total no município prevê o fornecimento de 604 toneladas para oito unidades recebedoras, com atendimento estimado de 1.100 pessoas durante o período de vigência.

As quantidades previstas para os dois municípios se referem ao volume total programado no âmbito da proposta do PAA, a ser entregue ao longo do tempo de execução do projeto.





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Queda em preços de alimentos no IPCA de junho sucede sequência de 9 meses de altas, diz IBGE



A queda nos preços dos alimentos em junho interrompeu uma sequência de nove meses de aumentos.

O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma alta de 0,17% em maio para um recuo de 0,18% em junho, uma contribuição de -0,04 ponto porcentual para a taxa de 0,24% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do último mês, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, os preços dos alimentos caem devido a um aumento na oferta desses produtos. O custo da alimentação no domicílio caiu 0,43% em junho. As famílias pagaram menos pelo:

  • Ovo de galinha (-6,58%);
  • Arroz (-3,23%;) e
  • Frutas (-2,22%)

Por outro lado, o tomate ficou 3,25% mais caro. Após meses de pressão, o café moído diminuiu o ritmo de alta, com elevação de 0,56% em junho, em meio às expectativas pela safra maior.

“O café vinha num processo de alta, permanece numa variação positiva”, lembrou Gonçalves, ponderando que o aumento na colheita já começa a ser percebido, embora necessite ainda de um tempo até chegar de fato às prateleiras. “O preço no atacado começa a reduzir, e a gente espera um efeito na cadeia de produção chegando ao consumidor final.”

A alimentação fora do domicílio subiu 0,46% em junho: o lanche avançou 0,58%, e a refeição fora de casa subiu 0,41%.



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Cotações do boi gordo: taxação dos EUA mexe com o mercado



O mercado físico do boi gordo vai sofrendo os impactos da imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias sinaliza que, durante o dia, diversos frigoríficos passaram a se ausentar da compra de gado por conta da “turbulência” causada pelo anúncio de taxa de 50% aos produtos brasileiros exportados aos norte-americanos.

“O mercado futuro também apresentou intenso movimento de queda, considerando a relevância dos Estados Unidos, que em 2025 respondem por aproximadamente 15% das exportações brasileiras. Diante do aumento da tarifação o Brasil perde competitividade em relação a Austrália, Argentina e Uruguai, e se não houver mudanças até o final do mês a expectativa é de perda de participação no mercado norte-americano”, disse.

  • São Paulo: R$ 305
  • Goiás: R$ 286,43
  • Minas Gerais: R$ 293,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 309,32
  • Mato Grosso: R$ 311,28

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços mistos. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por algum espaço para reajustes no decorrer da primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Entretanto, vale destacar que a carne de frango ganhou grande competitividade em relação às concorrentes, em especial na comparação com a carne bovina”, pontuou.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 22,50 por quilo, queda de R$ 0,50; o quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,75 por quilo; e a ponta de agulha foi precificada a R$ 18,50 por quilo, alta de R$ 0,25.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,69%, sendo negociado a R$ 5,5407 para venda e a R$ 5,5387 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5250 e a máxima de R$ 5,6215.



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Brasil ainda importa mais arroz do que vende



Expectativa é de que o ritmo das negociações ganhe força nas próximas semanas




Foto: Pixabay

O primeiro semestre de 2025 apresentou mudanças relevantes no fluxo comercial do arroz brasileiro. Enquanto as exportações aumentaram, as importações do grão recuaram. Mesmo assim, o Brasil segue com um saldo negativo na balança do arroz, tendo adquirido volume maior do que embarcou para outros países.

Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), entre janeiro e junho deste ano foram exportadas 613,17 mil toneladas de arroz em equivalente casca, o que representa um avanço de 10,2% na comparação com o mesmo período de 2024. Já as importações recuaram 12,8%, somando 694,5 mil toneladas no acumulado do semestre.

Apesar da queda nas compras externas, o país ainda depende de importações para abastecer o mercado interno. O cenário evidencia a importância de acompanhar as políticas de abastecimento e incentivo à produção nacional, especialmente após os impactos climáticos registrados no sul do país nos últimos meses.

No início de julho, o mercado do arroz em casca no Rio Grande do Sul — principal estado produtor — segue com baixa liquidez. Conforme levantamento do Cepea, os agentes estão cautelosos, aguardando melhores condições de mercado para efetivar negócios. As cotações têm oscilado entre as microrregiões analisadas. Em áreas com maior oferta do produto, os preços recuaram. Por outro lado, em regiões com disponibilidade limitada, houve valorização diante da demanda para reposição de estoques.

O cenário indica que o mercado segue em compasso de espera, com a formação de preços sendo influenciada principalmente pela oferta regional e pelo comportamento do consumo interno. A expectativa é de que o ritmo das negociações ganhe força nas próximas semanas, à medida que o mercado volte a se equilibrar.





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