sábado, maio 16, 2026

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Preço do boi gordo cai após feriado e tarifas dos EUA


O mercado do boi gordo iniciou a quinta-feira (10) com retração nas praças paulistas, segundo a análise “Tem Boi na Linha”, divulgada pela Scot Consultoria. A combinação do feriado estadual e do anúncio de novas tarifas comerciais de 50% contra o Brasil pelo presidente dos Estados Unidos gerou incertezas e afastou os principais compradores do mercado.

De acordo com a consultoria, “a grande parcela da indústria exportadora do estado tinha saído das compras e, se não saiu, estava prestes a sair, independentemente se exporta seus produtos aos Estados Unidos da América ou não”. O movimento de retração atingiu também os compradores voltados ao mercado interno, ainda que de forma mais moderada.

A menor atuação da indústria favoreceu a permanência de uma pequena parte dos compradores no mercado, que buscaram alongar as escalas de abate diante da ausência de concorrência. As escalas mais confortáveis dos últimos dias permitiram que as indústrias se retirassem das compras sem comprometer a produção de curto prazo. A percepção predominante no setor é de preocupação.

Apesar do cenário de retração, negócios esporádicos foram registrados no início da manhã, durante o feriado e nos primeiros dias da semana. Nessas operações, a oferta superou a demanda, o que resultou na queda de R$1,00 por arroba para os machos e de R$2,00 por arroba para as fêmeas. Em São Paulo, as escalas de abate estão, em média, para oito dias.

Em Mato Grosso do Sul, a situação também foi marcada por lentidão nas negociações. A maior oferta de animais nas últimas semanas pressionou os preços em algumas regiões, acompanhando o movimento de cautela observado em São Paulo.

Na região de Três Lagoas, o preço do boi gordo recuou R$3,00 por arroba. Para as fêmeas, as cotações permaneceram estáveis. As escalas de abate na localidade estão projetadas, em média, para nove dias.

Já em Dourados, os preços se mantiveram estáveis e as escalas estão, em média, para seis dias.

 





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Microrganismos ajudam no reflorestamento e enfrentam crise climática



Uma solução natural para restaurar florestas degradadas

Pesquisadores do Paraná estão desenvolvendo uma alternativa inovadora para tornar o reflorestamento mais eficiente, resiliente e adaptado às mudanças climáticas. O projeto NAPI Biodiversidade Ristore estuda o uso de microrganismos, como fungos e bactérias, na formação de mudas mais fortes, capazes de resistir melhor à seca e a outros estresses ambientais.

Coordenado por Jesiane Stefania da Silva Batista, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o projeto já avança em três níveis de pesquisa: laboratório, viveiro e campo. Os testes envolvem mais de 2 mil microrganismos analisados, muitos deles com resultados positivos no desenvolvimento de espécies florestais nativas.


Projeto paranaense tem apoio internacional e foco em bioinsumos

Inovação com base na natureza

Financiado pela Fundação Araucária, o NAPI é uma iniciativa pública que reúne universidades do Paraná e instituições internacionais como a Universidade de Munique (Alemanha) e a Universidade de Marselha (França). O foco é desenvolver soluções baseadas na natureza, conceito que se destaca nas políticas de restauração ecológica global.

Jesiane explica que a tecnologia é inspirada no uso de bioinsumos na agricultura, já comuns em culturas como soja e milho, e agora adaptados para a restauração florestal. O objetivo é fazer com que bactérias e fungos ajudem as plantas a adquirir nutrientes e suportar estresses bióticos e abióticos, como a seca prolongada.


Como funciona o processo: da seleção ao campo

Três etapas de pesquisa

O estudo é dividido em três fases principais:

  1. Laboratório: seleção e testes iniciais de microrganismos com potencial promissor.
  2. Viveiro e casa de vegetação: aplicação em condições controladas para medir o desempenho das mudas.
  3. Campo: testes em áreas abertas com clima real, como na região de Ponta Grossa (PR).

Entre os resultados já observados, destacam-se:

  • Maior altura das mudas
  • Aumento do diâmetro do caule (coleto)
  • Desenvolvimento mais robusto do sistema radicular
  • Melhoria na tolerância ao estresse hídrico
  • Maior taxa de sobrevivência no campo

Próximos passos: levar a tecnologia a quem planta

A meta atual do NAPI Biodiversidade é transformar a ciência em ação prática. “Não queremos que a tecnologia fique só no artigo. Nosso objetivo é que ela chegue a ONGs, viveiristas, empresas e projetos de restauração, para ajudar de fato quem está na ponta”, afirma Jesiane.

O projeto busca parceiros e stakeholders que queiram aplicar a tecnologia em áreas degradadas, ampliando o impacto positivo no campo e contribuindo para metas nacionais e internacionais de restauração ambiental.


Por que isso importa para o agronegócio sustentável?

A restauração florestal não é apenas uma pauta ambiental. Ela é estratégica para o agro que quer proteger seus recursos hídricos, reduzir riscos climáticos e agregar valor socioambiental à produção. Com tecnologias como essa, baseadas em biotecnologia e biodiversidade, é possível acelerar o reflorestamento e ainda fortalecer o protagonismo do Brasil no cenário ambiental global.



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Favaro pede o fim de restrições ao frango brasileiro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, pediu à União Europeia que reconheça o Brasil como país livre de gripe aviária para a retomada das exportações de frango ao bloco. A solicitação foi feita ao comissário de saúde e bem-estar animal da União Europeia (UE), Olivér Várhelyi, nesta quinta-feira (10), em reunião por videoconferência. O comissário europeu pediu informações adicionais ao governo brasileiro para análise da retomada das importações.

Em nota, o Ministério da Agricultura afirmou que o encontro visava discutir os próximos passos para a retirada das restrições impostas pelo bloco às exportações de carne de frango brasileira, após a confirmação de um foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial em Montenegro (RS), em maio. Desde 16 de maio, estão suspensas exportações de frango de todo o território brasileiro ao bloco europeu, conforme previsto no protocolo acordado entre o Brasil e a UE.



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Tarifaço de Trump força os políticos a pensarem no país, não em si mesmos



A tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros é um soco no estômago da economia nacional. Mas talvez, mais do que um ataque estrangeiro, ela funcione como um espelho cruel: mostrou que o Brasil está vulnerável não apenas lá fora — mas aqui dentro, onde a política virou teatro de vaidades.

Por meses, o país tem sido refém de disputas pequenas, onde Executivo, Congresso e Judiciário se atacam como se o colapso do outro fosse a salvação. A máquina pública virou palco de interesses pessoais, estratégias eleitorais e revanches institucionais. Não há pacto. Não há rumo. E, pior, não há vergonha.

Mas agora, com um inimigo externo pressionando, talvez seja o momento de deixar de lado o egoísmo que tomou Brasília, e finalmente vestir a camisa do país.

A medida dos EUA, ao mirar o agronegócio, a indústria e o comércio exterior brasileiro, atinge não apenas setores econômicos, mas a autoestima de uma nação. E diante disso, cresce o consenso de que é hora de reagir como país, e não como facções ideológicas brigando por likes e narrativas.

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Nos bastidores, líderes dos Três Poderes começaram a ensaiar uma articulação para uma resposta institucional coordenada. Não porque viraram patriotas de repente, mas porque entenderam que o dano político pode ser ainda maior que o comercial. A verdade é simples: o Brasil só sobrevive se deixar de ser um campo de batalha interno.

Está na hora de Brasília acordar. A classe política precisa parar de brincar com o país como se fosse um tabuleiro de xadrez particular. A tarifa de Trump é o alerta final: ou se constrói um projeto de nação, que envolva soberania econômica, diplomacia estratégica e reconstrução produtiva, ou o Brasil continuará sendo alvo fácil para potências que sabem muito bem o que querem.

Enquanto nossos líderes jogam para a torcida, outros países jogam para vencer. O mundo não espera. E o povo brasileiro não aguenta mais pagar a conta da irresponsabilidade política.



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volume exportado foi o menor da história, mas arrecadação foi recorde



A safra brasileira 2024/25 encerrou oficialmente em junho de 2025 e com um fato que chama a atenção: o país registrou o menor volume exportado da série histórica da Secex (iniciada em 1997). Ainda assim a receita com os embarques foi recorde. 

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), avaliam que a turbulenta safra 2024/25 se encerra em um contexto de incerteza quanto à recuperação plena do consumo externo de suco. 

Parte dos agentes de mercado consultados pelo instituto manifesta receio de que a demanda internacional não se restabeleça completamente , ora devido à estagnação do consumo, ora pelos efeitos ainda indefinidos dos aumentos tarifários implementados pelo governo Trump sobre produtos brasileiros. 

Até o momento, pesquisadores do Cepea afirmam que o impacto da elevação de 10% nas tarifas acabou sendo minimizado pela oferta restrita do Brasil, que sustentou os embarques. 

No entanto, permanece incerta a magnitude dos efeitos de um possível aumento tarifário para patamares de até 50% sobre o suco de laranja, especialmente diante da perspectiva de maior produção nacional nas próximas temporadas. 

Assim, ainda conforme o centro de pesquisas, o acúmulo de divisas oriundas das exportações na temporada 2024/25 foi extremamente favorável, permitindo ao setor uma capitalização importante frente aos desafios futuros. 

Na comparação com a safra anterior, a receita cresceu expressivos 28,4%, totalizando US$ 3,48 bilhões, um recorde.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Projeção da Fazenda para IPCA de 2025 passa de 5,0% para 4,9%; estimativa para 2026 é de 3,6%



O Ministério da Fazenda revisou a sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 para 4,9% – acima do teto da meta, de 4,5% – no Boletim Macrofiscal divulgado nesta sexta-feira (11) pela Secretaria de Política Econômica (SPE). A projeção era de 5,0% no boletim anterior, de maio, e de 4,8% no documento “2024 em retrospectiva e o que esperar de 2025”, publicado em fevereiro.

“A mudança reflete variações menores que as esperadas para o índice nos meses de maio e junho, além de revisões no cenário à frente, condicionadas principalmente pela menor cotação projetada para o real frente ao dólar. Além da expectativa de real mais valorizado até o final do ano, também contribuíram para reduzir a inflação projetada para o IPCA em 2025 a deflação mais acentuada dos preços no atacado agropecuário e industrial e a maior concorrência com produtos importados, repercutindo o avanço da deflação ao produtor na China”, diz o boletim.

No cenário considerado, projeta-se redução da inflação de junho a agosto, reversão dessa trajetória em setembro por conta da saída dos efeitos do bônus de Itaipu, e nova redução em seguida, até dezembro. Para 2026, a projeção de IPCA se manteve praticamente constante, em 3,6%, dentro do intervalo da meta de inflação. “De 2027 em diante, espera-se convergência da inflação ao centro da meta”, enfatizou a SPE.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, a projeção da SPE passou de 4,9% para 4,7% enquanto a para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi 5,6% para 4,6%. Para 2026, o INPC saiu 3,5% para 3,3% e o IGP-DI, de 4,9% para 5,0%.



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exportações atingem o melhor desempenho desde 1997



As exportações brasileiras de ovos, incluindo produtos in natura e processados, registraram o melhor desempenho para um primeiro semestre desde o início da série histórica da Secex, iniciada em 1997. 

Segundo números analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), entre janeiro e junho deste ano, o volume embarcado cresceu expressivos 192% em relação ao mesmo período de 2024, somando 24,9 mil toneladas. 

A receita obtida com as vendas também foi recorde, atingindo US$ 57,8 milhões nos seis primeiros meses de 2025. O montante foi 216% superior ao obtido em igual intervalo do ano passado. 

Por outro lado, no mercado doméstico, levantamentos do Cepea mostram que os preços dos ovos vêm caindo na maioria das regiões acompanhadas. Apesar do leve aumento na liquidez nesta primeira quinzena, a pressão por descontos nas negociações se intensificou. 

Colaboradores do Cepea estão atentos ao comportamento das vendas neste mês de férias escolares. Neste período, parte da produção acaba sendo direcionada ao consumo doméstico, pressionando ainda mais os valores.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Após tarifaço de Trump, preço da arroba do boi gordo recua



O tarifaço das exportações brasileiras anunciado por Donal Trump, presidente dos EUA, resultou em baixa liquidez e queda nas cotações no mercado de boi na quinta-feira (10), de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Vendedores e compradores estão cautelosos e os frigoríficos esperam uma melhor definição de preços e condições para fecharem grandes compras. Já os pecuaristas temem que o aumento da taxa pelos EUA travem as exportações de carne brasileira e consequentemente pressionem o preço do boi gordo.

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Diante desse cenário de indefinição, agentes praticaram preços mais baixos. Em São Paulo, agentes negociaram o preço da arroba na faixa de R$ 295 a R$ 300. O indicador Cepea/Esalq fechou em R$ 299,70 a arroba, recuando 1,74%. Os cortes dianteiro e traseiro deram uma ligeira enfraquecida, recuando cerca de 0,5%. A carcaça casada de boi teve média de R$ 21,18 por quilo à vista no atacado da Grande SP.



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no início de junho preços seguem em queda



Os preços da carne de frango iniciram julho em queda em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, a pressão vem da oferta acima da demanda, que ainda está atrelada às restrições às exportações brasileiras. Estas foram  impostas por alguns países após a confirmação de um caso de influenza aviária em uma granja comercial no município de Montenegro (RS), no dia 15 de maio. 

Neste cenário, alguns dos mais importantes parceiros comerciais já vem retomando gradualmente as compras da carne brasileira. Ainda assim, o mercado doméstico ainda não conseguiu equilibrar a disponibilidade à procura, afirmam os pesquisadores. 

Nessa terça-feira, 8, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou nota informando que Filipinas, Singapura e África do Sul já retiraram as restrições aos embarques.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Geada antecipa fim da colheita da batata-doce em Feliz



Produtores já preparam nova safra em Feliz no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita da batata-doce está em fase final na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, especificamente no município de Feliz. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10), as geadas registradas nos últimos dias praticamente encerraram a safra 2024.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “os produtores já estão encomendando mudas para a próxima safra”. Apesar das baixas temperaturas que marcaram o fim do ciclo, não foram registrados problemas fitossanitários nas lavouras.

A comercialização da batata-doce tem variado entre R$ 1,50 e R$ 2,00 o quilo, conforme apuração da entidade.





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