sábado, maio 16, 2026

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Comunicação assertiva no agro: a chave para liderar com clareza


Em um setor cada vez mais técnico, competitivo e conectado como o agronegócio, saber se comunicar com clareza, objetividade e respeito é um diferencial competitivo. A comunicação assertiva não é apenas uma habilidade interpessoal: é uma ferramenta estratégica que impacta diretamente na qualidade da liderança, na tomada de decisões e nos resultados de qualquer negócio.

O que é comunicação assertiva?

A comunicação assertiva é a capacidade de se expressar de forma clara, direta e respeitosa, levando em conta tanto a própria intenção quanto a escuta ativa do outro. Trata-se de um equilíbrio entre firmeza e empatia, sem recorrer à agressividade ou à passividade.

“Ser assertivo é dizer o que precisa ser dito, no tom e na hora certos, com foco em soluções”, afirma Edna, especialista em liderança e comunicação com mais de 35 anos de experiência no setor comercial.

Edna Vasselo GoldoniEdna Vasselo Goldoni
Arquivo Pessoal cedido por Edna Vasselo Goldoni

Por que isso é importante no agronegócio?

Negociações com fornecedores, gestão de equipes, reuniões com investidores, relacionamento com clientes, comunicação com parceiros rurais ou técnicos: todos esses momentos exigem clareza, objetividade e preparo emocional.

Uma fala mal colocada pode gerar ruídos, conflitos e retrabalho. Por outro lado, uma postura assertiva evita desgastes, otimiza o tempo e fortalece o respeito mútuo nas relações de trabalho.

Três pilares da comunicação assertiva

1. Autoconhecimento

Saber como você reage em situações de pressão é o primeiro passo. Quais são seus gatilhos emocionais? Como você costuma responder a críticas ou cobranças? Identificar esses padrões ajuda a evitar respostas impulsivas.

2. Gestão emocional

A inteligência emocional é parte fundamental da assertividade. Técnicas como respiração consciente, atenção plena (mindfulness) e pausas estratégicas ajudam a manter o controle em momentos de tensão, garantindo respostas mais eficazes.

3. Escuta ativa

A comunicação não é só o que se fala, mas também o quanto se escuta. Saber ouvir com atenção permite entender o ponto de vista do outro, antecipar objeções e conduzir a conversa com mais estratégia.

Como aplicar a assertividade na prática?

Aqui estão alguns exemplos práticos de aplicação da comunicação assertiva no dia a dia do agro:

  • Negociações: expresse seus limites com clareza, sem atacar o outro lado. Exemplo: “Essa condição está fora da nossa política atual, mas estou aberto a discutir alternativas”.
  • Gestão de equipe: ofereça feedback com objetividade, sempre baseado em fatos, não em julgamentos. Exemplo: “Notei que o relatório não foi entregue no prazo. Como podemos melhorar isso juntos para a próxima vez?”
  • Relacionamento com clientes: mantenha a postura profissional mesmo diante de críticas. Ouça, acolha e responda com soluções, sem levar para o lado pessoal.

Dicas rápidas para aprimorar sua comunicação

  • Fale no tempo certo: não interrompa, mas também não demore para se posicionar.
  • Use dados e fatos, evite suposições.
  • Olhe nos olhos e mantenha uma postura corporal coerente com sua fala.
  • Evite rodeios: vá direto ao ponto com educação.
  • Pratique escuta ativa: preste atenção ao que está sendo dito antes de responder.

Um recado especial para as mulheres do agro

Se você é mulher e atua no agronegócio, saiba que existe um espaço feito especialmente para você. Em uma entrevista exclusiva ao portal A Protagonista, Edna compartilha experiências e conselhos voltados à mulher que lidera, negocia e decide no campo, enfrentando os desafios diários com coragem e inteligência emocional. É um conteúdo inspirador, feito para fortalecer o protagonismo feminino no setor.
👉 Leia a matéria completa em A Protagonista



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Tarifas ameaçam recorde nas vendas brasileiras de cacau aos EUA, alerta setor



A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) divulgou nota nesta sexta-feira (11) em que expressa profunda preocupação com a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo governo dos Estados Unidos.

Para a entidade, caso a medida seja efetivada em 1 de agosto, como divulgou o presidente norte-americano Donald Trump na última quarta-feira (9), a competitividade das exportações brasileiras de derivados de cacau, posisionado entre os segmentos mais dinâmicos do agronegócio nacional nos últimos anos, será fortemente afetada.

Entre 2020 e 2024, os Estados Unidos responderam, em média, por 18% do valor total exportado de derivados de cacau pelo Brasil. Em 2024, esse valor atingiu US$ 72,7 milhões, com um volume de 8,1 mil toneladas, mostra a AIPC.

“Apenas no primeiro semestre de 2025, o país já importou US$ 64,8 milhões em derivados brasileiros, representando mais de 25% das exportações totais do setor no período. Com a manutenção desse ritmo, o ano de 2025 tem potencial para ser o maior da série histórica — cenário agora ameaçado pela nova tarifa”, diz a nota da entidade.

Tarifa chega no ‘pior momento’

A Associação enfatiza que a medida do governo Trump chega em um momento de forte pressão sobre a indústria brasileira de cacau, que enfrenta sucessivas quebras de safra, restrição na oferta interna da amêndoa e preços internacionais em patamares recordes.

“Em 2025, a moagem nacional de cacau já registra queda significativa, com a exportação de derivados funcionando como uma das principais válvulas de escape para a sustentação das atividades industriais e da geração de empregos nas regiões produtoras”, contextualiza a AIPC.

Para a Associação, além do impacto comercial, a tarifa traz riscos fiscais e operacionais severos. Isso porque as exportações de derivados de cacau se dão no âmbito do regime de Drawback, que permite a importação de insumos com suspensão de tributos, desde que destinados à exportação.

De acordo com a entidade, a impossibilidade de honrar contratos firmados sob esse regime, devido à inviabilidade econômica imposta pela tarifa, poderá resultar em multas, exigência de recolhimento de tributos suspensos e insegurança jurídica para o setor exportador.

Risco jurídico e logístico à cadeia do cacau

A presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi, ressalta que a imposição da tarifa representa um risco não apenas econômico, mas também jurídico e logístico. “É fundamental preservar os canais de exportação que garantem o funcionamento da indústria, a geração de empregos e a agregação de valor à produção brasileira de cacau”, afirma.

Por fim, a AIPC defende a adoção urgente de medidas diplomáticas e comerciais, com a atuação coordenada entre os governos brasileiro e norte-americano, para mitigar os impactos da medida e buscar alternativas que preservem a previsibilidade e a estabilidade das operações de exportação.



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Pré-desmama e imunidade: como proteger seu bezerro na fase mais crítica


O período de pré-desmama é uma verdadeira prova de fogo para a imunidade do bezerro. Com o fim da proteção passiva do colostro, mudanças na dieta, separação da mãe e, muitas vezes, o impacto da seca e do frio, essa fase se torna um gatilho para doenças. Quer proteger seus bezerros e garantir um rebanho mais resistente? Assista à entrevista completa abaixo!

Segundo estudo do Grupo ETCO da Unesp de Jaboticabal e da empresa BE.Animal, a mortalidade de bezerros no Brasil pode chegar a 10% entre o nascimento e o desmame, principalmente por doenças infecciosas e falhas de manejo.

Na edição desta segunda-feira (7/7) do Giro do Boi, o médico-veterinário Miguel Tomaz, da Vet BR, deu dicas valiosas para reforçar a imunidade dos bezerros e proteger o rebanho nesse momento decisivo.

Como o corpo do bezerro reage na pré-desmama

Bovinos em fase de recria no pasto. Foto: ReproduçãoBovinos em fase de recria no pasto. Foto: Reprodução
Bovinos em fase de recria no pasto. Foto: Reprodução

Durante a entrevista, Tomaz explicou por que a queda da imunidade é natural nessa fase. Veja os principais fatores:

  • Fim da imunidade passiva: A proteção vinda do colostro materno desaparece aos poucos.
  • Estresse do desmame: O distanciamento da vaca causa estresse emocional e imunológico.
  • Nova dieta e ambiente: O bezerro precisa se adaptar a alimentos e locais novos.

Com isso, aumenta a vulnerabilidade a clostridioses, verminoses, doenças respiratórias e até perdas por infecções bacterianas.

Vacinação e vermifugação: o calendário ideal

Vacas com bezerro ao pé em área de pasto. Foto: ReproduçãoVacas com bezerro ao pé em área de pasto. Foto: Reprodução
Vacas com bezerro ao pé em área de pasto. Foto: Reprodução

Para atravessar esse momento com sucesso, o segredo é planejamento sanitário antecipado. O especialista recomenda:

  • Vacinação pré-desmame: Contra clostridioses e raiva, entre 3 e 5 meses de idade. A dose de reforço deve ocorrer 30 dias depois.
  • Evite vacinar no dia do desmame, pois o estresse compromete a resposta imunológica.
  • Vermifugação: A partir dos 3 meses, com produtos de longa ação como o Ivomec Gold.
  • Matrizes no terço final de gestação: Devem ser vermifugadas para reduzir contaminação no ambiente dos recém-nascidos.

Essas práticas fortalecem a saúde do rebanho e reduzem os riscos de perdas nesse período-chave.

Manejo racional e bem-estar animal no desmame

Bovinos em fase de recria no pasto. Foto: ReproduçãoBovinos em fase de recria no pasto. Foto: Reprodução
Bovinos em fase de recria no pasto. Foto: Reprodução

O veterinário também reforçou a importância de um manejo cuidadoso, inspirado nas lições do professor Mateus Paranhos. O chamado “desmame lado a lado”, sem gritos, permite que vaca e bezerro se acostumem à separação com menos estresse.

Além de respeitar o bem-estar animal, essa prática favorece a manutenção da imunidade do bezerro, prevenindo doenças.

E no confinamento? Planeje também

Bovinos de corte em confinamento. Foto: ReproduçãoBovinos de corte em confinamento. Foto: Reprodução
Bovinos de corte em confinamento. Foto: Reprodução

Para gado em confinamento ou em terminação intensiva a pasto (TIP), os protocolos mudam:

  • Confinamento: Requer foco em doenças respiratórias. A vacinação na chegada e o uso de anti-inflamatórios como o Metacam são recomendados.
  • TIP: A atenção deve ser maior com carrapatos e moscas, escolhendo produtos com menor período de carência.

A dica final de Miguel Tomaz é pensar no manejo com meses ou anos de antecedência. A Vet BR e a Boehringer Ingelheim oferecem suporte técnico em todo o Brasil para montar calendários sanitários personalizados.

“O planejamento anual é a chave para a pecuária moderna e lucrativa”, reforça o especialista.



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China critica tarifaço de Trump contra o Brasil



O Ministério das Relações Exteriores da China criticou nesta sexta-feira (11) a tarifa de importação de 50% a produtos brasileiros anunciada esta semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“A igualdade soberana e a não interferência em assuntos internos são princípios importantes da Carta das Nações Unidas e normas básicas nas relações internacionais”, disse a porta-voz do ministério, Mao Ning, ao ser questionada por uma repórter sobre o que achava da tarifa de 50% a produtos brasileiros anunciada por Trump.

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“As tarifas não devem ser uma ferramenta de coerção, intimidação ou interferência”, concluiu Mao Ning.

No início da semana, quando Trump deu início ao envio das cartas aos parceiros comerciais com as ameaças de aumento de tarifas, Mao Ning já havia criticado o protecionismo norte-americano.

“A posição da China sobre as tarifas é consistente e clara. Não há vencedores em uma guerra comercial ou tarifária. O protecionismo prejudica os interesses de todos”, afirmou.

Entenda

Na última quarta-feira (9), o presidente dos EUA, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciando a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano, a partir do dia 1º de agosto. No documento, Trump justifica a medida citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

No mesmo dia, o presidente Lula defendeu a soberania do Brasil e disse que a elevação de tarifas de forma unilateral será respondida com a Lei de Reciprocidade Econômica. Ontem (10), Lula afirmou que o governo federal vai abrir uma reclamação oficial à Organização Mundial do Comércio (OMC), para tentar reverter as tarifas.



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Plantio de soja deve crescer 1,2% em 25/26, aponta consultoria



A área plantada com a soja no Brasil deve crescer 1,2% na safra 2025/26, chegando a 48,217 milhões de hectares. A projeção faz parte do levantamento de intenção de plantio divulgado pela consultoria Safras & Mercado. Na temporada anterior, a área cultivada foi de 47,641 milhões de hectares.

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Além do avanço de área, a consultoria aponta uma possível elevação na produtividade média, que pode subir de 3.627 quilos para 3.749 quilos por hectare. Com isso, a produção nacional de soja pode alcançar 179,875 milhões de toneladas, um crescimento de 4,6% em relação às 171,931 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. Se confirmada, será a maior safra da história do país.

De acordo com Rafael Silveira, analista e consultor da Safras & Mercado, o aumento de área deve se concentrar especialmente nas regiões Centro-Oeste e Nordeste. No entanto, ele destaca que os custos de produção seguem elevados, com juros ainda altos, o que pode limitar os investimentos em tecnologia. Esse fator pode reduzir o potencial de produtividade em diversas lavouras.

Apesar do crescimento estimado, a expansão não será agressiva. Os preços da soja durante o ano não foram o principal estímulo à rentabilidade. Mesmo assim, a maior parte dos estados registrou bons níveis de produtividade, o que ajudou a reduzir o custo médio por saca e garantir margens positivas para o produtor.

Situação da soja por região do Brasil

No Rio Grande do Sul, o cenário é diferente. O estado tem enfrentado sucessivos problemas climáticos, o que resultou em perdas nas últimas safras. Com isso, não há expectativa de aumento na área plantada, e os investimentos em tecnologia também devem ser menores, deixando as lavouras mais vulneráveis a novas adversidades climáticas.

No Centro-Oeste, por outro lado, há grande disponibilidade de áreas de pastagem que ainda podem ser convertidas para o cultivo da soja. Em 2025, o Mato Grosso passou por uma recuperação de produtividade e deve continuar liderando a produção nacional na próxima temporada.

Do ponto de vista de mercado, as tensões comerciais entre China e Estados Unidos influenciaram os preços ao longo do ano, mantendo-os relativamente estáveis mesmo com a oferta recorde do Brasil. Embora não estejam em níveis considerados ideais, os preços foram satisfatórios para a atividade, o que se refletiu no comportamento dos prêmios de exportação.

No Nordeste, em especial na região do Matopiba, os resultados surpreenderam positivamente. As boas produtividades devem estimular tanto a ampliação de área quanto os investimentos tecnológicos em 2025. Já no Sudeste, a tendência é de crescimento mais contido.

No Sul, e especialmente no Rio Grande do Sul, as perspectivas continuam limitadas pelo risco climático. A redução na tecnificação das lavouras reforça a preocupação com os impactos do clima sobre a produção.

Mesmo assim, se as condições climáticas forem favoráveis, o Brasil poderá registrar mais um ano de forte produção de soja. A estimativa de Safras & Mercado é que a safra 2025/26 alcance 179,8 milhões de toneladas, o que poderá influenciar os preços e exigir atenção especial à logística de escoamento da produção.



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AgroNewsPolítica & Agro

Aveia-branca ocupa mais de 90% da área prevista



Geadas afetam fase reprodutiva da aveia no RS




Foto: Canva

A semeadura da aveia-branca alcançou 92% da área prevista no Rio Grande do Sul, conforme dados do Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (10). O avanço foi favorecido por dias consecutivos de sol e pela redução da umidade excessiva no solo.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “a continuidade do tempo firme e a elevada radiação solar favoreceram o estabelecimento das áreas recentemente semeadas e contribuíram para a recuperação das lavouras implantadas em junho”. As lavouras estão, em sua maioria, na fase vegetativa (88%), enquanto 9% se encontram em floração e 3% no enchimento de grãos, principalmente na região Noroeste do estado.

As geadas intensas registradas nos últimos dias causaram danos pontuais nas folhas e atingiram estruturas reprodutivas em lavouras mais adiantadas, o que poderá reduzir o potencial produtivo nessas áreas. O estado fitossanitário, no entanto, é considerado satisfatório até o momento.

Os produtores seguem com os tratos culturais, com foco na adubação nitrogenada em cobertura, aplicação preventiva de fungicidas e controle de plantas daninhas. A estimativa é de que sejam cultivados 401.273 hectares, com produtividade média prevista de 2.254 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, o avanço da semeadura ocorreu com a melhora das condições de solo, mas o acesso de máquinas ainda foi dificultado em áreas mais úmidas. Em Hulha Negra, o excesso de chuvas em junho resultou em baixa densidade de plantas, exigindo replantio em extensas áreas. Em alguns casos, houve necessidade de uso de grade para corrigir sulcos provocados pela erosão.

Na região de Frederico Westphalen, 70% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 30% em florescimento, fase prejudicada pelas temperaturas mais baixas. Já na região de Ijuí, as lavouras apresentaram melhora no desenvolvimento e na coloração foliar, mas as geadas afetaram plantas em estádio reprodutivo, com danos observados em inflorescências e necrose nas hastes principais em fase de emissão de panícula. Apesar disso, a área comprometida é pequena em relação ao total cultivado.





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CNA e Mapa discutem modernização da classificação de soja



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, nesta semana, com o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura, Hugo Caruso, para tratar de temas ligados à classificação de soja.

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No encontro, o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, André Dobashi, destacou a importância de se aperfeiçoar os parâmetros utilizados na classificação da oleaginosa, principalmente na referência de umidade utilizada e o critério de quebra aplicado.

Critérios adotados para a soja

A CNA defende critérios mais justos no processo de avaliação dos grãos e mais transparência na apuração da qualidade. “Precisamos garantir critérios objetivos e justos, que não penalizem o produtor de forma indevida e que estejam alinhados com a realidade do campo”, afirmou.

Já o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, reforçou que a entidade tem atuado no desenvolvimento de soluções tecnológicas para automatizar os processos de classificação. “Estamos avançando com testes e parcerias que permitam tirar a subjetividade da análise visual, promovendo mais rapidez e segurança para o setor”, explicou.

Durante o encontro, o diretor do Mapa mencionou as recentes conversas com autoridades chinesas sobre a qualidade da soja brasileira, sinalizando que o tema tem sido acompanhado com atenção pelos principais mercados compradores.

A coordenadora de produção agrícola da CNA, Ana Lígia Lenat, disse que a CNA mantém o diálogo com governo e setor privado para fortalecer a pauta da classificação de grãos como elemento principal para a competitividade da produção brasileira.





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Trump diz que deve conversar com Lula ‘em algum momento’ sobre taxação de produtos brasileiros



Donald Trump disse nesta sexta-feira (11) que deve conversar com Lula “em algum momento, mas não agora” sobre a taxação de 50% das exportações brasileiras. A declaração foi feita para a repórter Raquel Krähenbühl, da TV Globo, durante entrevista com jornalistas.

O aceno de uma possibilidade de negociação com Brasil do presidente americano vem após Trump anunciar na quarta-feira (9) enviar uma carta para Lula, anunciando uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A previsão é que a nova taxa entre em vigor m 1º de agosto.

Ainda durante a entrevista, o republicano defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Ele [Lula] está tratando o presidente Bolsonaro de forma muito injusta”, continuou Trump. “Eu o conheço bem, já negociei com ele e ele é um bom negociador. Posso te falar que ele é um homem muito honesto e ama o povo brasileiro”, disse.



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Você sabe o que acontece com as embalagens usadas no campo? Mato Grosso dá exemplo



O que antes era tratado como lixo perigoso, hoje é energia limpa, matéria-prima para a indústria e fonte de renda para centenas de famílias brasileiras.

O Brasil é líder mundial na devolução de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Em Mato Grosso, esse trabalho virou referência global de economia circular, com impacto direto na agricultura, no meio ambiente e nas cidades.


O exemplo de Mato Grosso: 20 mil toneladas em uma única safra

Na fazenda Santo Expedito, em Jaciara (MT), onde a produção de soja, milho, algodão e milheto ocupa 4.800 hectares, a sustentabilidade começa no detalhe.

Cada embalagem de defensivo agrícola segue um processo rigoroso:

  • Uso consciente
  • Tríplice lavagem
  • Devolução nos pontos autorizados

O volume impressiona: cerca de cinco carretas por safra saem apenas dessa propriedade. A cultura da logística reversa está tão enraizada que atravessa gerações.

“A gente passa isso pros filhos e netos. Já crescem com a consciência de preservar, porque o futuro depende deles”, diz o agricultor Paulo Roberto Rossato.

Na última safra, mais de 20 mil toneladas de embalagens foram devolvidas em Mato Grosso — quase 30% do total nacional. A estimativa é que esse número cresça entre 7% e 9% até 2025.


Coleta itinerante: capilaridade que inclui o pequeno produtor

O programa Campo Limpo, responsável pela gestão da devolução, também atua com coletas itinerantes, buscando incluir até o agricultor que usa apenas 1 ou 2 litros de produto por ano.

Esse esforço garante capilaridade e efetividade na logística reversa, respeitando a realidade da agricultura familiar.


As embalagens coletadas seguem para unidades industriais de reciclagem, onde são transformadas em mais de 30 tipos de produtos, incluindo:

  • Novas embalagens de defensivos
  • Dutos para cabos elétricos (até 250 mm)
  • Sistemas de drenagem para agricultura, rodovias e aeroportos
  • Peças para infraestrutura urbana e civil

“O nosso carro-chefe é refazer as embalagens agrícolas. Isso é economia circular real e feita no Brasil”, diz a engenheira agrônoma, Rosangela Gomes Soto, do Instituto Nacional De Processamento De Embalagens Vazias (InpEV).


Tecnologia e sustentabilidade no processo produtivo

O processo é 100% sustentável, desde a moagem até a moldagem dos produtos. Destaques:

  • Embalagens são trituradas, lavadas e secas
  • Plástico vira pellets, depois moldados em novos produtos
  • Toda a água utilizada é tratada e reaproveitada
  • O resíduo sólido, rico em celulose, é usado em projetos de pavimentação ecológica

A Plastibras de Cuiabá (MT) é uma das indústrias parceiras do sistema transforma essas embalagens em dutos utilizados na construção civil, no agronegócio e na infraestrutura urbana.

A unidade opera 24 horas por dia, 7 dias por semana, com 215 colaboradores diretos. O plástico reciclado é o polietileno de alta densidade (PAD), 100% oriundo do agro brasileiro.

Além de abastecer o mercado nacional, os produtos são exportados para Chile, Peru e Argentina.


Impacto ambiental: 1 milhão de toneladas de CO₂ evitadas

Segundo dados do sistema Campo Limpo:

  • 1 milhão de toneladas de CO₂ deixaram de ser emitidas
  • Foram economizados 43 milhões de litros de água
  • A geração de energia atende milhares de residências

“Estamos trabalhando para que no futuro possamos reciclar tudo. A reciclagem é o processo mais nobre quando se fala em sustentabilidade”, destaca Rosangela Gomes.


O papel do produtor rural no sucesso do sistema

Nada disso seria possível sem o engajamento direto do agricultor. A responsabilidade ambiental começa no campo e se estende até a indústria e à sociedade.

“Se o produtor não tivesse esse compromisso com o campo limpo, não existiria todo esse avanço. É um case mundial, reconhecido até pela (Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), afirma Adilson Valera Ruiz da Plastibras.



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Possível retorno do La Niña? Veja como fica o tempo no Brasil até agosto



Um relatório divulgado na quarta-feira (10) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) apontou a possibilidade de retorno do fenômeno La Niña ainda este ano. A análise, destacada pela Rural Clima e repercutida pela consultoria Safras & Mercado, reacende o alerta para impactos do tempo no início da próxima safra de soja brasileira. Afinal, o fenômeno chega às lavouras ou não?

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
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Inverno seco

O meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, projeta um inverno mais seco e quente no Brasil, sobretudo nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. A tendência para julho e agosto é de pouca chuva e temperaturas mais elevadas.

Segundo Müller, a boa notícia é que as chuvas devem retornar a partir de setembro, com volumes acima da média nas principais regiões produtoras de soja. “O inverno será seco e quente, mas a chuva volta no momento certo para quem vai plantar soja”, afirma.

A dúvida que permanece é se o Pacífico continuará em neutralidade ou se o La Niña será oficialmente configurado. As próximas atualizações climáticas devem ser decisivas para a definição do cenário da safra brasileira.

Como fica o tempo no plantio da soja?

O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos explica que, embora o fenômeno possa marcar o início do plantio, a tendência é de retorno à neutralidade a partir da primavera. “As condições indicam que a safra brasileira poderia iniciar sob efeito do La Niña, mas que, a partir da primavera, o clima voltaria para uma neutralidade”, afirma.

Segundo ele, o principal risco está na Região Sul, que pode enfrentar chuvas mais irregulares em dezembro. “Não se descarta que, entre novembro e fevereiro, áreas do Rio Grande do Sul apresentem alguns períodos de estiagem, com duração entre 20 a 30 dias”, comenta. No entanto, Santos ressalta que ainda é preciso aguardar novas rodadas de dados para confirmar se haverá uma queda consistente de temperatura no Pacífico, o que caracterizaria oficialmente o retorno do fenômeno.

Mesmo sem uma confirmação oficial de La Niña na safra passada, o especialista lembra que a atmosfera respondeu como se o fenômeno estivesse ativo. Isso provocou estiagens em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Previsão do tempo para os próximos dias

Para o curto prazo, Santos prevê tempo aberto em grande parte do país até domingo (14), com exceção do extremo norte da Região Norte e do litoral do Nordeste, onde podem ocorrer chuvas isoladas.

A partir de domingo, pancadas ocasionais de chuva devem atingir o Rio Grande do Sul e partes de Minas Gerais. Já entre os dias 16 e 17, está previsto o retorno das chuvas em maior volume ao território gaúcho, embora o tempo deva firmar novamente a partir do dia 18.

Com o predomínio das massas de ar polar, o meteorologista projeta um mês de julho marcado por dias de grande amplitude térmica, com manhãs frias e temperaturas mais elevadas ao longo do dia.

Chuvas nos Estados Unidos favorecem lavouras

Nos Estados Unidos, o cenário segue monitorado. As chuvas continuam no Texas, o que mantém as preocupações com alagamentos. Já para o Meio-Oeste norte-americano, onde se concentram grandes áreas de cultivo de milho e soja, as previsões apontam chuvas dentro da média nos próximos 15 dias, o que deve favorecer o desenvolvimento das lavouras.



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