sábado, maio 16, 2026

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Tarifa de Trump pode causar perdas de R$ 138 milhões ao arroz brasileiro



A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) divulgou nota nesta sexta-feira (11) em que manifesta temor pelos impactos à exportação de arroz beneficiado brasileiro aos Estados Unidos após o anúncio de tarifa de 50% sobre os embarques nacionais a aquele país.

“Os Estados Unidos são hoje um dos mercados mais importantes para o arroz brasileiro, absorvendo 19% do valor exportado de arroz branco em 2024 — produto de mais alta qualidade e maior valor agregado”, destaca o texto.

Entretanto, a entidade ressalta que a relação comercial é, historicamente, marcada por forte desigualdade: enquanto os Estados Unidos possuem ampla facilidade para substituir o arroz brasileiro, o Brasil depende desse mercado para escoar um volume relevante de sua produção beneficiada, fruto de décadas de investimento e promoção.

“A decisão de impor um aumento tarifário tão expressivo elimina, na prática, a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano frente à concorrência, o que pode gerar perdas estimadas de até US$ 25 milhões (cerca de R$ 138,6 milhões) por ano para a indústria arrozeira nacional.”



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Haja chuva! Enquanto parte do Brasil se beneficia, outra ‘luta’ contra a seca



Os produtores de soja de Roraima devem se beneficiar de volumes entre 70 e 80 mm de chuva neste momento da safra. A umidade chega em boa hora para o desenvolvimento das lavouras. Já em outras regiões do país, as chuvas têm sido excessivas, especialmente na faixa leste do Nordeste, onde continua chovendo com regularidade. A região do Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia) também apresenta boas condições hídricas, favorecendo a terceira safra com pancadas de chuva bem distribuídas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

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Tempo seco e sem chuvas

Por outro lado, áreas do interior do país enfrentam um cenário de tempo seco e preocupante para o campo. O solo apresenta baixos níveis de umidade, o ar está extremamente seco e, para piorar, as temperaturas disparam nas horas mais quentes do dia, ultrapassando facilmente os 35 °C em algumas localidades. Essa combinação de fatores cria um ambiente difícil para o desenvolvimento das lavouras da segunda safra, especialmente em regiões como o oeste da Bahia, o interior de Goiás e parte do Tocantins.

Como fica o tempo no Sul?

No Sul do Brasil, a chuva deve ganhar força entre os dias 17 e 18 de julho com a passagem de uma nova frente fria. A expectativa é de que esse sistema provoque precipitações nos três estados da região, mas os volumes acumulados ainda não devem ser muito elevados. Ou seja, apesar do retorno das chuvas, ainda não se trata de uma recuperação da umidade do solo.



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México e Reino Unido retomam importação de frango do RS



México e Reino Unido retomaram a compra de frango proveniente do Rio Grande do Sul, informou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua. Os países comunicaram ao governo brasileiro o fim das restrições ao frango gaúcho. Ao todo, após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o encerramento do caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) registrado em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, 27 países importadores já retomaram a compra do frango brasileiro.

As exportações foram retomadas sem qualquer tipo de embargo para África do Sul, Argélia, Argentina, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cingapura, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Reino Unido, República Dominicana, Sri Lanka, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

Em contrapartida, as exportações de carne de frango de todo o território brasileiro continuam suspensas para 10 destinos. Estão pausados temporariamente os embarques de produtos avícolas brasileiros para Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Peru, Timor-Leste e União Europeia.

A lista de mercados para os quais ainda estão suspensas as exportações do frango brasileiro inclui as nações que suspenderam as importações de produtos avícolas do Brasil e para os quais o Brasil interrompeu a certificação das exportações conforme prevê o acordo sanitário estabelecido com cada país. As suspensões temporárias e cautelares de compras de frango brasileiro de todo o território brasileiro, do estado do Rio Grande do Sul, do município de Montenegro ou do raio de 10 km de onde o foco foi detectado estão previstas no protocolo sanitário acordado com o Brasil e os países importadores.

Há ainda 15 mercados para os quais estão impedidas as exportações de frango proveniente do Rio Grande do Sul. É o caso de Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Belarus, Casaquistão, Coreia do Sul, Kuwait, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia.

Catar e Jordânia suspenderam as compras de carne de frango e derivados do município de Montenegro (RS), onde o foco da doença foi detectado, conforme prevê o protocolo acordado pelos países com o Brasil. Já o Japão interrompeu a importação de frango dos municípios de Montenegro (RS), Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO), onde foram notificados casos de gripe aviária em produção de subsistência. Outros seis mercados limitaram a suspensão dos embarques para um raio de 10 quilômetros do foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP): Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão.

A expectativa do governo é de que após o encerramento do foco da doença em plantel comercial e do reconhecimento da OMSA do Brasil como novamente livre de gripe aviária no plantel comercial, mais países importadores flexibilizem as restrições ao frango nacional.



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Agronegócio brasileiro exporta US$ 82 bilhões no primeiro semestre de 2025



O agronegócio brasileiro exportou US$ 82 bilhões no primeiro semestre de 2025, mantendo-se praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior (-0,2%). Mesmo diante da queda nos preços internacionais, o setor sustentou sua relevância na balança comercial, respondendo por 49,5% de tudo o que o país exportou no período.

Em junho, as exportações somaram US$ 14,6 bilhões, influenciadas por um cenário de retração nos preços globais. O índice de alimentos do Banco Mundial, por exemplo, recuou 7,3% em relação a junho de 2024. Ainda assim, o Brasil manteve-se competitivo, com uma pauta diversificada e presença consolidada entre os principais fornecedores mundiais de alimentos.

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Entre os destaques do mês estão produtos como celulose (com recorde de volume exportado), suco de laranja, farelo de soja, algodão, óleo de amendoim, ovos, gelatinas, pimenta-do-reino moída e chocolates com cacau). A variedade da pauta reflete um esforço estratégico de ampliação de mercados promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Reconhecimento internacional

Outro marco do semestre foi o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A certificação foi entregue em junho, durante cerimônia em Paris, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Em nota, o Ministério da Agricultura destacou que a conquista é resultado de décadas de investimentos em vigilância sanitária, cooperação entre os estados e parceria com o setor
produtivo. O novo status sanitário abre caminho para a ampliação do acesso a mercados de maior valor agregado e reforça a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos seguros e de qualidade no cenário internacional.

Mais destinos

A China manteve-se como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras em junho, com US$ 5,88 bilhões em compras, o equivalente a 40,3% da pauta do mês. União Europeia (US$ 1,9 bilhão) e Estados Unidos (US$ 1,04 bilhão) vieram na sequência. Também houve crescimento nos embarques para Japão, Vietnã, Tailândia e Indonésia, sinalizando o avanço do Brasil em mercados menos tradicionais, mas com grande potencial.

Ainda segundo o Mapa, a atuação estratégica da pasta busca valorizar produtores de todos os portes, ampliar mercados, garantir sanidade e agregar valor à produção nacional. O desempenho do primeiro semestre reafirma a importância do agro como motor da economia brasileira e pilar da presença do país no comércio internacional.



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Agricultura espacial: o que o agro pode aprender com Marte


Agricultura fora da Terra já é realidade — e pode transformar o campo

Parece ficção científica, mas é pura ciência aplicada: já é possível plantar alimentos fora da Terra, em ambientes como a Estação Espacial Internacional e, futuramente, em bases na Lua e em Marte. Mais do que preparar a alimentação de astronautas, os avanços da agricultura espacial estão abrindo caminhos para tornar o agronegócio na Terra mais eficiente, sustentável e resiliente.

O que é agricultura espacial?

A agricultura espacial é um ramo da astrobiologia que pesquisa como cultivar alimentos fora da Terra — seja em naves espaciais, na órbita terrestre, na Lua ou em Marte. Essa área busca desenvolver sistemas agrícolas eficientes, autossuficientes e adaptáveis a condições extremas, com foco na segurança alimentar de futuras missões espaciais.

Por que plantar no espaço?

Levar comida para Marte, por exemplo, é logísticamente inviável. Uma missão até o planeta vermelho pode durar mais de dois anos, e depender do reabastecimento por foguetes representa um risco alto. Produzir alimentos localmente garante segurança alimentar, melhora a saúde mental dos astronautas e reduz custos operacionais.

Além disso, alimentos frescos preservam melhor os nutrientes, como antioxidantes, essenciais para proteger o corpo da radiação cósmica em ambientes extremos.

O que isso tem a ver com o agro brasileiro?

Muita coisa. Segundo Rebeca Gonçalves — bióloga, astrobióloga e referência global em agricultura espacial, os sistemas desenvolvidos para Marte têm aplicações diretas no campo brasileiro:

  • Otimização de recursos (água, energia, solo)
  • Recuperação de áreas degradadas
  • Técnicas de plantio mais sustentáveis
  • Eficiência em ambientes hostis ou de baixa fertilidade

“O solo marciano é praticamente pedra moída, sem nutrientes biodisponíveis. As soluções que funcionam ali podem transformar regiões áridas ou degradadas do nosso planeta”, explica Rebeca.

Rebeca GonçalvesRebeca Gonçalves
Imagem cedida por Rebeca Gonçalves

O experimento que pode revolucionar o campo

Rebeca liderou um estudo inédito publicado em 2023, em que aplicou a técnica da policultura — o cultivo simultâneo de diferentes espécies — em um simulador de solo marciano. Foram plantados tomates, ervilhas e cenouras. O resultado? Os tomates cultivados com as outras espécies produziram o dobro de frutos comparado aos cultivados isoladamente.

Essa técnica milenar, utilizada por civilizações como os maias, vem sendo resgatada com embasamento científico, e pode ser aplicada com sucesso em sistemas de integração como lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

Rebeca GonçalvesRebeca Gonçalves
Imagem cedida por Rebeca Gonçalves

Benefícios da agricultura espacial aplicados ao agro

1. Sistemas agrícolas mais eficientes

Menor consumo de água e energia, maior produtividade por metro quadrado e otimização do uso do solo.

2. Recuperação de áreas improdutivas

As técnicas de adaptação de solos pobres (como o regolito marciano) ajudam a recuperar terras degradadas na Terra.

3. Espécies mais nutritivas e resistentes

Estudos focam em desenvolver variedades com mais nutrientes e maior resiliência a pragas e mudanças climáticas.

4. Sustentabilidade como premissa

Bases fora da Terra precisam ser autossuficientes. O mesmo princípio pode (e deve) ser aplicado na agricultura terrestre.

E o futuro?

O setor espacial já impulsionou tecnologias como GPS, sensores, painéis solares e filtros de água todos usados hoje no agronegócio. A agricultura espacial é o próximo passo dessa evolução, oferecendo soluções práticas para os desafios climáticos, energéticos e nutricionais do século 21.



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AgroNewsPolítica & Agro

Seguro rural no Brasil: urgência e tecnologia


O agronegócio brasileiro enfrenta um momento delicado, com um número recorde de pedidos de recuperação judicial, chegando a quase 1.300 apenas em 2024. Essa realidade evidencia a urgência e a importância estratégica do seguro rural para garantir a sustentabilidade financeira dos produtores e das cadeias produtivas do setor.

Segundo dados da Agrotools, apesar de o seguro rural existir no Brasil há mais de 20 anos, a adesão ainda é extremamente baixa: apenas 10% da área agrícola está segurada, enquanto nos Estados Unidos esse índice chega a 80%. Entre os principais obstáculos estão a falta de informação, a burocracia e a pouca incorporação de tecnologia nas operações.

A baixa adesão ao seguro rural não está ligada apenas ao custo ou à burocracia. A digitalização do campo, com o uso de inteligência artificial, surge como uma solução promissora para ampliar a proteção e acelerar os processos. Esse avanço tecnológico pode facilitar a contratação, a análise de risco e o pagamento de indenizações, tornando o seguro mais acessível para os produtores.

Recentemente, o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul reacendeu o debate sobre a necessidade de proteção no campo. Em resposta, o governo federal remanejou R$ 210 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para apoiar os produtores afetados. Além disso, projetos como o PL 2951/2024, que propõe a criação de um fundo de catástrofe, indicam que o tema está ganhando espaço na agenda pública como prioridade para o agronegócio.

Mais do que um mecanismo para evitar perdas, o seguro rural pode transformar a previsibilidade financeira no campo. Com maior segurança, as empresas rurais conseguem planejar melhor suas operações, facilitar o acesso a crédito, fortalecer relações com fornecedores e reduzir riscos ao longo da cadeia produtiva.

Startups e empresas de tecnologia, como a Agrotools, têm mostrado que a inovação é fundamental para tornar o seguro rural viável, acessível e eficiente. O futuro do agronegócio passa pela integração entre proteção, dados e tecnologia, garantindo resiliência mesmo diante de desafios climáticos e econômicos.





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BNDES disponibilizará R$ 70 bilhões para o Plano Safra 2025/2026



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) diz vai disponibilizar R$ 70 bilhões em linhas de financiamento que atendem ao Plano Safra 2025/2026. O montante é o maior já oferecido pelo banco de fomento e representa acréscimo de 5% em relação ao ano anterior.

O valor não chega a representar aumento real, pois fica abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses.

O Plano Safra é uma das principais iniciativas do governo federal para financiamento aos produtores rurais, com a disponibilização de empréstimos com juros mais baixos que os cobrados pelos bancos privados. O BNDES é um braço financeiro da política de fomento.

Para o período de 12 meses, a contar até julho, R$ 39,7 bilhões poderão ser acessados por meio de programas agropecuários do governo federal e R$ 30 bilhões de recursos próprios do BNDES. Os recursos são para custeio da produção, investimentos e comercialização.

Dos recursos acessíveis via programas do governo, R$ 26,3 bilhões são destinados para médios e grandes produtores da agricultura empresarial, com taxas de juros entre 8,5% e 14% ao ano.

Pequenos produtores da agricultura familiar terão acesso a R$ 13,4 bilhões, com juros entre 0,5% e 8% ao ano.

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Do montante total, R$ 14,4 bilhões terão custo financeiro atrelado ao dólar, voltados ao agronegócio. É uma forma de fazer com que a dívida acompanhe o comportamento da fonte de receitas dos exportadores, em moeda estrangeira.

O apoio do BNDES ao Plano Safra pode ser de forma direta – contratação da dívida junto ao banco – ou indireta, por meio de 80 instituições financeiras parceiras credenciadas espalhadas pelo país.

O Plano Safra, lançado em 1º de julho, alcança R$ 516,2 bilhões em crédito rural – valor que inclui outras formas de financiamento além da do BNDES. A ação é coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e inclui operações de custeio, comercialização e investimento.

Safra recorde

O Brasil se prepara para uma safra recorde. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve totalizar 333,3 milhões de toneladas em 2025, um acréscimo de 13,9% ante a colheita de 2024.



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Comunicação assertiva no agro: a chave para liderar com clareza


Em um setor cada vez mais técnico, competitivo e conectado como o agronegócio, saber se comunicar com clareza, objetividade e respeito é um diferencial competitivo. A comunicação assertiva não é apenas uma habilidade interpessoal: é uma ferramenta estratégica que impacta diretamente na qualidade da liderança, na tomada de decisões e nos resultados de qualquer negócio.

O que é comunicação assertiva?

A comunicação assertiva é a capacidade de se expressar de forma clara, direta e respeitosa, levando em conta tanto a própria intenção quanto a escuta ativa do outro. Trata-se de um equilíbrio entre firmeza e empatia, sem recorrer à agressividade ou à passividade.

“Ser assertivo é dizer o que precisa ser dito, no tom e na hora certos, com foco em soluções”, afirma Edna, especialista em liderança e comunicação com mais de 35 anos de experiência no setor comercial.

Edna Vasselo GoldoniEdna Vasselo Goldoni
Arquivo Pessoal cedido por Edna Vasselo Goldoni

Por que isso é importante no agronegócio?

Negociações com fornecedores, gestão de equipes, reuniões com investidores, relacionamento com clientes, comunicação com parceiros rurais ou técnicos: todos esses momentos exigem clareza, objetividade e preparo emocional.

Uma fala mal colocada pode gerar ruídos, conflitos e retrabalho. Por outro lado, uma postura assertiva evita desgastes, otimiza o tempo e fortalece o respeito mútuo nas relações de trabalho.

Três pilares da comunicação assertiva

1. Autoconhecimento

Saber como você reage em situações de pressão é o primeiro passo. Quais são seus gatilhos emocionais? Como você costuma responder a críticas ou cobranças? Identificar esses padrões ajuda a evitar respostas impulsivas.

2. Gestão emocional

A inteligência emocional é parte fundamental da assertividade. Técnicas como respiração consciente, atenção plena (mindfulness) e pausas estratégicas ajudam a manter o controle em momentos de tensão, garantindo respostas mais eficazes.

3. Escuta ativa

A comunicação não é só o que se fala, mas também o quanto se escuta. Saber ouvir com atenção permite entender o ponto de vista do outro, antecipar objeções e conduzir a conversa com mais estratégia.

Como aplicar a assertividade na prática?

Aqui estão alguns exemplos práticos de aplicação da comunicação assertiva no dia a dia do agro:

  • Negociações: expresse seus limites com clareza, sem atacar o outro lado. Exemplo: “Essa condição está fora da nossa política atual, mas estou aberto a discutir alternativas”.
  • Gestão de equipe: ofereça feedback com objetividade, sempre baseado em fatos, não em julgamentos. Exemplo: “Notei que o relatório não foi entregue no prazo. Como podemos melhorar isso juntos para a próxima vez?”
  • Relacionamento com clientes: mantenha a postura profissional mesmo diante de críticas. Ouça, acolha e responda com soluções, sem levar para o lado pessoal.

Dicas rápidas para aprimorar sua comunicação

  • Fale no tempo certo: não interrompa, mas também não demore para se posicionar.
  • Use dados e fatos, evite suposições.
  • Olhe nos olhos e mantenha uma postura corporal coerente com sua fala.
  • Evite rodeios: vá direto ao ponto com educação.
  • Pratique escuta ativa: preste atenção ao que está sendo dito antes de responder.

Um recado especial para as mulheres do agro

Se você é mulher e atua no agronegócio, saiba que existe um espaço feito especialmente para você. Em uma entrevista exclusiva ao portal A Protagonista, Edna compartilha experiências e conselhos voltados à mulher que lidera, negocia e decide no campo, enfrentando os desafios diários com coragem e inteligência emocional. É um conteúdo inspirador, feito para fortalecer o protagonismo feminino no setor.
👉 Leia a matéria completa em A Protagonista



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Tarifas ameaçam recorde nas vendas brasileiras de cacau aos EUA, alerta setor



A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) divulgou nota nesta sexta-feira (11) em que expressa profunda preocupação com a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo governo dos Estados Unidos.

Para a entidade, caso a medida seja efetivada em 1 de agosto, como divulgou o presidente norte-americano Donald Trump na última quarta-feira (9), a competitividade das exportações brasileiras de derivados de cacau, posisionado entre os segmentos mais dinâmicos do agronegócio nacional nos últimos anos, será fortemente afetada.

Entre 2020 e 2024, os Estados Unidos responderam, em média, por 18% do valor total exportado de derivados de cacau pelo Brasil. Em 2024, esse valor atingiu US$ 72,7 milhões, com um volume de 8,1 mil toneladas, mostra a AIPC.

“Apenas no primeiro semestre de 2025, o país já importou US$ 64,8 milhões em derivados brasileiros, representando mais de 25% das exportações totais do setor no período. Com a manutenção desse ritmo, o ano de 2025 tem potencial para ser o maior da série histórica — cenário agora ameaçado pela nova tarifa”, diz a nota da entidade.

Tarifa chega no ‘pior momento’

A Associação enfatiza que a medida do governo Trump chega em um momento de forte pressão sobre a indústria brasileira de cacau, que enfrenta sucessivas quebras de safra, restrição na oferta interna da amêndoa e preços internacionais em patamares recordes.

“Em 2025, a moagem nacional de cacau já registra queda significativa, com a exportação de derivados funcionando como uma das principais válvulas de escape para a sustentação das atividades industriais e da geração de empregos nas regiões produtoras”, contextualiza a AIPC.

Para a Associação, além do impacto comercial, a tarifa traz riscos fiscais e operacionais severos. Isso porque as exportações de derivados de cacau se dão no âmbito do regime de Drawback, que permite a importação de insumos com suspensão de tributos, desde que destinados à exportação.

De acordo com a entidade, a impossibilidade de honrar contratos firmados sob esse regime, devido à inviabilidade econômica imposta pela tarifa, poderá resultar em multas, exigência de recolhimento de tributos suspensos e insegurança jurídica para o setor exportador.

Risco jurídico e logístico à cadeia do cacau

A presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi, ressalta que a imposição da tarifa representa um risco não apenas econômico, mas também jurídico e logístico. “É fundamental preservar os canais de exportação que garantem o funcionamento da indústria, a geração de empregos e a agregação de valor à produção brasileira de cacau”, afirma.

Por fim, a AIPC defende a adoção urgente de medidas diplomáticas e comerciais, com a atuação coordenada entre os governos brasileiro e norte-americano, para mitigar os impactos da medida e buscar alternativas que preservem a previsibilidade e a estabilidade das operações de exportação.



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Pré-desmama e imunidade: como proteger seu bezerro na fase mais crítica


O período de pré-desmama é uma verdadeira prova de fogo para a imunidade do bezerro. Com o fim da proteção passiva do colostro, mudanças na dieta, separação da mãe e, muitas vezes, o impacto da seca e do frio, essa fase se torna um gatilho para doenças. Quer proteger seus bezerros e garantir um rebanho mais resistente? Assista à entrevista completa abaixo!

Segundo estudo do Grupo ETCO da Unesp de Jaboticabal e da empresa BE.Animal, a mortalidade de bezerros no Brasil pode chegar a 10% entre o nascimento e o desmame, principalmente por doenças infecciosas e falhas de manejo.

Na edição desta segunda-feira (7/7) do Giro do Boi, o médico-veterinário Miguel Tomaz, da Vet BR, deu dicas valiosas para reforçar a imunidade dos bezerros e proteger o rebanho nesse momento decisivo.

Como o corpo do bezerro reage na pré-desmama

Bovinos em fase de recria no pasto. Foto: ReproduçãoBovinos em fase de recria no pasto. Foto: Reprodução
Bovinos em fase de recria no pasto. Foto: Reprodução

Durante a entrevista, Tomaz explicou por que a queda da imunidade é natural nessa fase. Veja os principais fatores:

  • Fim da imunidade passiva: A proteção vinda do colostro materno desaparece aos poucos.
  • Estresse do desmame: O distanciamento da vaca causa estresse emocional e imunológico.
  • Nova dieta e ambiente: O bezerro precisa se adaptar a alimentos e locais novos.

Com isso, aumenta a vulnerabilidade a clostridioses, verminoses, doenças respiratórias e até perdas por infecções bacterianas.

Vacinação e vermifugação: o calendário ideal

Vacas com bezerro ao pé em área de pasto. Foto: ReproduçãoVacas com bezerro ao pé em área de pasto. Foto: Reprodução
Vacas com bezerro ao pé em área de pasto. Foto: Reprodução

Para atravessar esse momento com sucesso, o segredo é planejamento sanitário antecipado. O especialista recomenda:

  • Vacinação pré-desmame: Contra clostridioses e raiva, entre 3 e 5 meses de idade. A dose de reforço deve ocorrer 30 dias depois.
  • Evite vacinar no dia do desmame, pois o estresse compromete a resposta imunológica.
  • Vermifugação: A partir dos 3 meses, com produtos de longa ação como o Ivomec Gold.
  • Matrizes no terço final de gestação: Devem ser vermifugadas para reduzir contaminação no ambiente dos recém-nascidos.

Essas práticas fortalecem a saúde do rebanho e reduzem os riscos de perdas nesse período-chave.

Manejo racional e bem-estar animal no desmame

Bovinos em fase de recria no pasto. Foto: ReproduçãoBovinos em fase de recria no pasto. Foto: Reprodução
Bovinos em fase de recria no pasto. Foto: Reprodução

O veterinário também reforçou a importância de um manejo cuidadoso, inspirado nas lições do professor Mateus Paranhos. O chamado “desmame lado a lado”, sem gritos, permite que vaca e bezerro se acostumem à separação com menos estresse.

Além de respeitar o bem-estar animal, essa prática favorece a manutenção da imunidade do bezerro, prevenindo doenças.

E no confinamento? Planeje também

Bovinos de corte em confinamento. Foto: ReproduçãoBovinos de corte em confinamento. Foto: Reprodução
Bovinos de corte em confinamento. Foto: Reprodução

Para gado em confinamento ou em terminação intensiva a pasto (TIP), os protocolos mudam:

  • Confinamento: Requer foco em doenças respiratórias. A vacinação na chegada e o uso de anti-inflamatórios como o Metacam são recomendados.
  • TIP: A atenção deve ser maior com carrapatos e moscas, escolhendo produtos com menor período de carência.

A dica final de Miguel Tomaz é pensar no manejo com meses ou anos de antecedência. A Vet BR e a Boehringer Ingelheim oferecem suporte técnico em todo o Brasil para montar calendários sanitários personalizados.

“O planejamento anual é a chave para a pecuária moderna e lucrativa”, reforça o especialista.



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