sábado, maio 16, 2026

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7 espaços que toda fazenda precisa para sediar leilões de sucesso


Organizar um leilão de gado presencial exige mais do que bons animais no catálogo. A infraestrutura da fazenda tem papel fundamental na experiência de quem compra, vende ou apenas visita o evento. A seguir, listamos os espaços indispensáveis para quem quer transformar sua propriedade em palco de grandes remates.

1. Tatersal

O tatersal é a estrutura central de qualquer leilão presencial. É nele que os animais entram para serem ofertados, em uma estrutura metálica segura, montada em frente ao público. Esse espaço abriga o púlpito do leiloeiro, mesas para convidados, telões com informações dos lotes e sistema de som e imagem. Um tatersal bem projetado garante visibilidade, conforto e segurança para quem vende e para quem compra.

Tatersal Ivo Zoller, Fazenda Realeza - Agrozoller (MS)
Tatersal Ivo Zoller, Fazenda Realeza – Agrozoller (MS) | Fotos: Larissa Bezerra

2. Mostrador de gado

Antes de entrar no tatersal, os animais passam por uma área externa de exibição conhecida como mostrador. Esse espaço permite que compradores e visitantes vejam de perto a qualidade dos lotes à venda. O mostrador valoriza os animais e contribui para decisões de compra mais assertivas.

Mostrador de Gado Mostrador de Gado
Mostrador de Gado “Dernival de Jesus Cavalcanti”, Fazenda EAO Baviera (BA) | Fotos: Larissa Bezerra

Leia também: Leilão de sêmen? Entenda como funciona

3. Curral de manejo e espera

Fundamental para garantir o bem-estar animal antes da entrada no tatersal. Deve ter divisões práticas para organizar os lotes e facilitar o trabalho da equipe de manejo. Passagens largas e sombreamento são bem-vindos.

Curral do Leilão Elo de Raça na 90ª Expozebu (MG)Curral do Leilão Elo de Raça na 90ª Expozebu (MG)
Curral do Leilão Elo de Raça na 90ª Expozebu (MG) | Foto: Larissa Bezerra

4. Área para recepção de visitantes

Espaço destinado ao acolhimento de convidados e compradores. Pode incluir sala de credenciamento, ambiente climatizado, banheiros, buffet e sinalização clara. A boa recepção é um diferencial competitivo.

Área externa Leilão Noite do Nelore Nacional na 90ª Expozebu (MG) | Foto: Larissa BezerraÁrea externa Leilão Noite do Nelore Nacional na 90ª Expozebu (MG) | Foto: Larissa Bezerra
Área externa Leilão Noite do Nelore Nacional na 90ª Expozebu (MG) | Foto: Larissa Bezerra

5. Estacionamento amplo

O local deve acomodar caminhonetes, carros de passeio e até ônibus, além de contar com área exclusiva para veículos de transporte de animais. Um estacionamento bem distribuído evita congestionamentos e confusões no dia do evento.

6. Espaço para transmissão e equipe técnica

A maioria dos leilões presenciais hoje também é transmitida online. Por isso, é essencial prever um ponto fixo para a equipe técnica, com energia estável, boa conexão de internet e estrutura para câmeras e computadores.

Unidade Móvel por fora e por dentroUnidade Móvel por fora e por dentro
Unidade Móvel – À esquerda foto externa no Leilão Agrozoller 2025 (MS) e à direita foto interna no Leilão Elo de Raça (MG) | Fotos: Larissa Bezerra

7. Sala de escritório e fechamento de negócios

Depois do martelo batido, entra a parte burocrática. Uma sala bem equipada para contratos, pagamentos e documentação é essencial para agilizar o pós-venda e dar segurança a compradores e vendedores.

Investir na estrutura é investir no sucesso do leilão

A realização de leilões presenciais pode ser uma vitrine poderosa para a genética e o manejo de uma fazenda. Com estrutura adequada, o evento ganha profissionalismo, conforto e confiança, três pilares indispensáveis para bons negócios no campo.

Leia também: Repescagem no leilão: o que é e por que todo mundo fala nisso?



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Tarifa dos EUA ameaça quase 90% das exportações de peixes do Brasil



O mercado norte-americano é o principal destino das remessas internacionais da piscicultura brasileira, respondendo, em 2024, por 89% do volume exportado, o que resultou em US$ 52,2 milhões (aproximadamente R$ 290 milhões) em negócios.

O balanço é da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) que divulgou nota nesta sexta-feira (11) em que manifesta preocupação quanto à recente medida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aplicação de novas tarifas de 50% a produtos originários do Brasil.

“A medida atinge diretamente a cadeia da produção de peixes de cultivo no país, em especial a tilapicultura”, diz o texto.

De acordo com nota oficial da Associação Brasileira da Indústria de Pescados (Abipesca), algumas empresas já começaram a suspender contratos. Desde quinta-feira (10), 58 contêiners frigoríficos carregados com cerca de mil toneladas de peixes deixaram de embarcar em navios com destino a solo norte-americano.

Produção de peixe pelo país

Para dimensionar o tamanho do setor, a Peixe BR destaca que a piscicultura no Brasil está presente em 237.669 estabelecimentos rurais brasileiros, nos 27 estados da federação e em mais de 60% das cidades, gerando mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos.

Entre as espécies embarcadas aos Estados Unidos, a tilápia lidera, seguida pelo tambaqui. “Diante desse cenário, uma possível interrupção nas vendas externas, provocada pela ação do governo estadunidense, representa uma ameaça concreta à continuidade de contratos comerciais e, sobretudo, à manutenção de postos de trabalho em território nacional”, enfatiza a entidade.

Crescimento da tilapicultura

Nos últimos 11 anos, a tilapicultura cresceu mais de 10% ao ano, sendo a proteína animal com maior taxa de crescimento percentual no período.

De acordo com a nota da associação que representa o setor, a tilapicultura já enfrenta desafios com a possível entrada de pescados oriundos do Vietnã. “A imposição de restrições adicionais por parte dos Estados Unidos surge como mais um fator que agrava o ambiente de incertezas para o segmento”, diz o texto.

Para a Peixes BR, é fundamental que o governo federal atue com celeridade, acione os canais diplomáticos e busque o entendimento com as autoridades dos Estados Unidos.



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Confira os preços da soja no Brasil e em Chicago em dia de relatório do USDA


O mercado brasileiro de soja apresentou preços fracos nesta sexta-feira (11), de estáveis a mais baixos.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o mercado teve poucos negócios. “Os preços melhores vieram antes do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado às 13 horas desta sexta-feira. Depois, o mercado travou nas negociações”, ressaltou.

Silveira observa que os produtores seguem “de lado” na soja, com ofertas no interior mantendo pressão sobre as margens das indústrias.

Preços médios da soja

  • Passo Fundo (RS): se manteve em R$ 130
  • Santa Rosa (RS): permaneceu em R$ 131
  • Porto de Rio Grande: de R$ 137 para R$ 136,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 131 para R$ 130
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 136 para R$ 135
  • Rondonópolis (MT): cedeu de R$ 119 para R$ 118
  • Dourados (MS): caiu de R$ 121 para R$ 120
  • Rio Verde (GO): seguiu em R$ 120

Bolsa em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos, acentuando as perdas da semana.

Segundo Silveira, ao indicar estoques dos Estados Unidos acima do esperado, o USDA adicionou pressão a um cenário já bem baixista, que combina clima favorável nos Estados Unidos, expectativas positivas para a próxima safra do Brasil e preocupações com a política tarifária de Donal Trump. Na semana, a oleaginosa recuou 4%.

Relatório USDA

O relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,335 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 117,98 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 52,5 bushels por acre.

No relatório anterior, os números era de 4,340 bilhões (118,11 milhões) e 52,5 bushels, respectivamente. O mercado esperava uma produção de 4,331 bilhões ou 117,87 milhões.

Os estoques finais estão projetados em 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas, contra 295 milhões do relatório anterior – 8,03 milhões. O mercado apostava em carryover de 304 milhões de bushels ou 8,27 milhões de toneladas.

O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,540 bilhões de bushels e exportações de 1,745 bilhão. Em junho, os números eram de 2,490 bilhões e 1,815 bilhão.

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 350 milhões de bushels, abaixo da estimativa do mercado de 358 milhões. As exportações estão projetadas em 1,865 bilhão e o esmagamento em 2,420 bilhões de bushels.

O relatório projetou safra mundial de soja em 2025/26 de 427,68 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 422 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 126,1 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 125,5 milhões de toneladas.

Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 124,3 milhões de toneladas, contra expectativa de 125,1 milhões de toneladas.

O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 175 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 169 milhões de toneladas – o mercado esperava 169,4 milhões. A
produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48,5 milhões de toneladas.

Para 2024/25, o número foi elevado de 49 milhões para 49,9 milhões de toneladas. O mercado esperava 49,3 milhões de toneladas.

Safra 25/26 de soja

Os produtores brasileiros de soja deverão cultivar 48,217 milhões de hectares em 2025/26, com crescimento de área de 1,2% sobre o total semeado no ano passado, de 47,641 milhões. A projeção faz parte do levantamento de intenção de plantio de Safras & Mercado.

Com uma possível elevação de produtividade, de 3.627 quilos para 3.749 quilos por hectare, a produção nacional deve ficar acima da obtida na atual temporada. A previsão inicial é de uma safra de 179,875 milhões de toneladas, 4,6% maior que as 171,931 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. Se confirmada, será a maior safra da história.

Contratos futuros

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar ou 0,81% a US$ 10,04 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,07 1/4 por bushel, perda de 6,50 centavos ou 0,64%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 1,10, ou 0,40%, a US$ 270,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 53,75 centavos de dólar, com ganho de 0,26 centavo ou 0,48%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,5461 para venda e a R$ 5,5441 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5409 e a máxima de R$ 5,5919. Na semana, a moeda teve valorização de 2,25%.



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Preços do boi gordo hoje derretem após incertezas com tarifa Trump



O mercado físico do boi gordo encerra a semana fragilizado, com novas tentativas de compra em patamares mais baixos, observa o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

“O adicional de tarifas imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda traz incertezas para o mercado brasileiro, reduzindo de maneira significativa a competitividade do país se comparado a seus concorrentes diretos, como Argentina, Uruguai e Austrália”, ressalta.

De acordo com ele, o reflexo disso é que muitas indústrias permanecem ausentes da compra de gado e, assim, o mais provável é que se posicionem apenas na segunda-feira (14).

  • São Paulo: R$ 303,83 — ontem: R$ 305
  • Goiás: R$ 284,29 — R$ 286,43
  • Minas Gerais: R$ 290,29 — R$ 293,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 308,18 — R$ 309,32
  • Mato Grosso: R$ 305,68 — R$ 311,28

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços firmes para a carne bovina nesta sexta-feira. Segundo Iglesias, a expectativa é de menor espaço para reajustes no decorrer da segunda quinzena do mês, considerando o menor apelo ao consumo.

“Vale destacar que a carne de frango segue muito mais competitiva em relação às proteínas concorrentes, em especial quando comparada à carne bovina”, disse o analista.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 22,50 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 18,75 por quilo; e a ponta de agulha permanece a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,5461 para venda e a R$ 5,5441 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5409 e a máxima de R$ 5,5919. Na semana, a moeda teve valorização de 2,25%.



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Cacauicultura 4.0 destaca protagonismo baiano no setor e segue até sábado (12)


A programação da quarta edição do Cacauicultura 4.0 foi aberta com a presença de produtores, pesquisadores, empresários, investidores nacionais, internacionais e autoridades, no final da tarde desta quinta-feira (10), em Barreiras, no Oeste da Bahia.

Pablo Barrozo, secretario de agricultura da Bahia destacou o potencial produtivo e as dificuldades enfretadas pelos produtores.

“Nós temos as dificuldades, mas nós sobrepomos essas dificuldades com muito trabalho. Foi assim com a soja, com o algodão, com o café. O cacau está trazendo isso. Nós estamos produzindo cada vez mais na Bahia. Aqui nós temos água, nós temos sol e nós temos a capacidade do agricultor.

Também presente no evento, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues sobre o diferencial do cacau baiano.

“Para o Oeste é mais uma cultura no potencial que essa região tem. E agora o cacau, então já está comprovado que a fruticultura se dá bem aqui. A expectativa realmente é a gente garantir uma produtividade como nós já temos hoje. Essa produtividade vai se evidenciando.”

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Foto: Amanda Ercília/GOVBA

O objetivo do evento é promover com especialistas do setor uma imersão do conhecimento, com foco na inovação e nas novas fronteiras da cultura cacaueira na região tradicionalmente conhecida pela produção de grãos em larga escala. Incentivo importante, como ressaltou Paulo Marrocos, coordenador geral de pesquisa e inovação da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), uma vez que o Brasil desempenha um papel essencial na produção mundial de cacau.

“Nós temos um sistema robusto de cacau-chocolate, ou seja, a gente produz desde a amêndoa de cacau até o chocolate. Isso funciona perfeitamente bem. Todos estão interessados em saber dos nossos materiais genéticos, que dá uma diversificada muito grande no chocolate, que eu penso que vai ter chocolate cada vez mais diferenciado em função dos nossos materiais. Isso é super importante nesse momento.”, disse o pesquisador.

De acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE mais recente, a Bahia voltou a ter a maior produção de cacau em amêndoa do país. Em 2023, foram 139 mil toneladas, número que reforça o protagonismo do Estado no setor.

Crescimento de plantio em áreas não tradicionais

Durante o discurso, Moisés Schmidt, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), disse que o plantio de cacau em áreas não tradicionais no Bahia ultrapassou 1.500 hectares, e que até o final de 2026 deve superar 5 mil hectares.

“Cacauicultura 4.0 é isso, vem trazendo esse diferencial, essa robustez e investimento nessa região também, para que a gente possa suprir essa demanda existente de cacau a nível global. E a Bahia, protagonista disso, pula na frente e lança há quatro anos atrás esse evento, que agora é realidade, esse cacau a pleno sol, com alta tecnologia e alta produtividade, como eu tenho falado”, disse Schmidt.

A programação do evento segue até este sábado (12), com um dia de campo na Fazenda Santa Helena, em Riachão das Neves (BA).

No local, os participantes poderão conferir de perto os 150 hectares de lavouras de cacau irrigadas, trocar experiências com especialistas e conferir demonstrações tecnológicas.

Durante a cerimônia, a empresa BioBrasil Produção de Mudas realizou a doação simbólica de 150 mudas de cacau ao Instituto do Câncer do Oeste da Bahia (Icob).

A iniciativa tem caráter social: a renda obtida com a comercialização das mudas será destinada à campanha de construção da sede do Hospital do Câncer, em Barreiras.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Produtores do RS fazem novo tratoraço a favor da securitização das dívidas



Produtores gaúchos de as todas regiões do estado estão mobilizados, nesta sexta-feira (11), em Cruz Alta, no norte do Rio Grande do Sul, em busca de aprovação do projeto de lei que em favor da securitização de suas dívidas.

Os protestos acontecem em frente a agências bancárias e também em tratoraços em vias públicas da região.

O movimento, que já completa dois meses, busca a aprovação de medidas que garantam a prorrogação das dívidas decorrentes de perdas climáticas das últimas cinco safras.

As manifestações também pedem urgência na votação do PL 5122/23, que aguarda deliberação na Câmara dos Deputados, a respeito da liquidação, anistia, renegociação e rebate de dívidas originárias de crédito rural para agricultores.

Em vídeos divulgados em redes sociais, é possível ouvir produtores rurais em coro entoando a frase “Aprova, Hugo Motta!”, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Guerra, fertilizantes e a revolução dos bioinsumos


A dependência brasileira de fertilizantes sintéticos importados é uma bomba-relógio geopolítica. O País importa 85% dos fertilizantes que utiliza, com a Rússia respondendo por 23% desse total e o Irã por 17% das importações de ureia (1). A guerra na Ucrânia em 2022 já havia exposto essa fragilidade: os preços do cloreto de potássio (KCl) dispararam de US$ 300 para US$ 1.200 por tonelada, pressionando os custos de produção em plena safra recorde. Agora, em junho de 2025, o conflito Israel-Irã volta a expor o País ao risco de desabastecimento e ao aumento expressivo nos custos de produção.

A paralisação de fábricas iranianas de ureia (que produzem 9 milhões de toneladas/ano) e a interrupção do fornecimento de gás israelense ao Egito reduziram 20% da oferta global de nitrogenados, elevando os preços da ureia de US$ 398 para US$ 435/tonelada em 4 dias (+9,3%).

Impactos imediatos: logística, custos e desabastecimento

Um agravante é que a guerra entre Israel e Irã não afeta apenas preços, mas toda a cadeia logística. O ponto crítico é o risco no Estreito de Ormuz, por onde passam 20 milhões de barris de petróleo/dia e 42% das exportações globais de ureia. Um bloqueio iraniano elevaria fretes marítimos e custos de seguros, impactando de 15 a 20% dos custos de importação brasileiros (2,3).

Cálculos ilustram que, em se mantendo a tendência atual, a relação de troca é insustentável: produtores de milho precisam de 75 sacas para comprar uma tonelada de ureia, ante 60 sacas antes do conflito – o pior patamar desde 2022.

Além disso, o timing é crítico. As compras para a safrinha 2025/26 (milho, algodão) estão em curso, e o desabastecimento pode afetar o plantio a partir de setembro 

Bioinsumos: resposta estratégica à crise

Os biofertilizantes vêm se apresentando como alternativa viável e urgente nesses contextos, com vantagens comprovadas. Vejamos:

a.         Redução de dependência: Produzidos localmente a partir de resíduos agroindustriais (vinhaça, tortas vegetais) e microrganismos endêmicos, eliminam riscos geopolíticos; 

b.         Economia de 30 a 40% nos custos: Enquanto a ureia sintética dispara, bioinsumos mantêm preços estáveis, com potencial de economizar US$ 5,1 bilhões/ano nas culturas de milho, trigo e cana.

Benefícios ambientais: Inoculantes como Azospirillum brasilense reduzem em 30% o uso de nitrogênio sintético em soja e milho e cortam emissões de N?O (gás 300x mais poluente que CO?) em 70% .

 Gargalos e soluções: o papel das políticas públicas

Apesar do potencial, a transição dos produtos sintéticos para os bioinsumos enfrenta grandes obstáculos em diferentes dimensões:

a.         Regulatório: O registro de novos produtos na Mapa/Anvisa leva até três anos, desincentivando inovações; 

b.         Escala industrial: O Brasil precisa ampliar a capacidade da oferta, sendo que utilizando as biofábricas, por exemplo, seria necessário atender 30 milhões de hectares até 2026, o que requer R$ 10 bilhões em investimentos; 

c.         Falta de métricas: Não há dados sistematizados sobre elasticidade-preço entre sintéticos e bioinsumos, dificultando políticas de subsídios eficazes. 

Medidas propostas para reduzir os impactos negativos:

. Acelerar o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF): Com metas para expandir em 25% a produção de organominerais até 2025 e triplicar a área com microrganismos até 2027; 

. Criar um “BioIndex” nacional: Um índice em tempo real para monitorar preços, demanda e estoques de bioinsumos, permitindo ajustes ágeis em subsídios e contratos. 

Conclusão: da vulnerabilidade à liderança verde

As guerras no Leste Europeu e Oriente Médio escancararam uma verdade inconveniente: o modelo de dependência de fertilizantes sintéticos é insustentável economicamente e estrategicamente.

Os bioinsumos não são mais uma alternativa marginal, mas um pilar de segurança alimentar e soberania tecnológica.

O Brasil tem 60% das terras agrícolas tropicais do planeta e potencial para liderar uma revolução bio-based. Para isso, precisa:

. Converter crise em ação: Usar o PNF para reduzir as importações de 85% para menos de 60% até 2030.

. Posicionar-se como exportador de tecnologia verde: Bioinsumos são a chave para transformar vulnerabilidade em vantagem competitiva global.

. A resposta do Brasil definirá não apenas seu futuro agrícola, mas seu papel na geopolítica da alimentação do século XXI. A hora dos bioinsumos é agora!!





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confira a previsão para o fim de semana



O fim de semana dos dias 12 e 13 de julho será marcado por contrastes climáticos no Brasil, segundo a Climatempo. No sábado (12), a chuva ganha força no Espírito Santo, nordeste de Minas Gerais e leste da Bahia, devido à infiltração marítima e à circulação de ventos em baixos níveis da atmosfera. Nessas regiões, há risco de chuva moderada a forte. O mesmo vale para o litoral entre Sergipe e Pernambuco.

No Norte, há risco de temporais no norte e noroeste do Amazonas, centro-norte de Roraima e leste do Amapá. No Pará, as pancadas podem ter forte intensidade durante a tarde. Já no Sul, o sol predomina com poucas nuvens ao longo do dia, elevando as temperaturas, mas ainda faz frio pela manhã, inclusive com possibilidade de geada isolada no extremo sul de Minas Gerais.

Em grande parte do Centro-Oeste, interior do Nordeste, sul do Pará, norte do Mato Grosso, São Paulo e interior de Minas Gerais, a massa de ar seco continua predominando. Nessas áreas, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30% no período da tarde, e abaixo de 20% entre o norte do Mato Grosso e o sul do Pará, situação de alerta para a saúde.

No domingo (13), a chuva se intensifica em Salvador e segue presente em toda a faixa leste do Nordeste, do Espírito Santo até o Rio Grande do Norte, com possibilidade de pancadas fortes. O nordeste de Minas Gerais também terá chuva isolada, assim como o litoral de São Paulo, onde deve chover fraco.

No Sul, áreas de instabilidade avançam e podem provocar chuva fraca e isolada no oeste e na Campanha Gaúcha ao fim do dia. Santa Catarina e Paraná terão predomínio de sol, mas o litoral paranaense deve registrar chuviscos entre a manhã e a tarde.

O Centro-Oeste terá sol entre poucas nuvens e calor em Mato Grosso e Goiás. Já no Norte, do Amazonas a Roraima e no Amapá, pancadas de chuva alternam com períodos de melhoria, mas há chance de temporais. O Pará segue com chuva forte no norte e noroeste.

A manhã terá temperaturas baixas desde o Rio Grande do Sul até o sul de Minas Gerais, mas sem risco de geada.



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Governo libera R$ 1 bilhão em microcrédito rural para Norte e Centro-Oeste



O Governo Federal anunciou R$ 1 bilhão em microcrédito rural para pequenos produtores das regiões Norte e Centro-Oeste. O valor será dividido igualmente: R$ 500 milhões para cada região, por meio do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Juros baixos e descontos

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) abriu um edital para credenciar instituições financeiras que queiram atuar na concessão de microcrédito com recursos dos Fundos Constitucionais. O objetivo é facilitar o acesso ao crédito para agricultores familiares em áreas de maior vulnerabilidade socioeconômica.

Segundo Eduardo Tavares, secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, a linha oferece juros de apenas 0,5% ao ano e benefícios extras. “Se o agricultor do Norte pagar tempestivamente, ele recebe 40% de desconto e, no Centro-Oeste, 25% de desconto. Então, é uma taxa de juros realmente para estimular esse agricultor a entrar. E aí, claro, as taxas vão se normalizando, mas sempre com um valor bem abaixo do que a Selic”, explica.

Fortalecimento da agricultura familiar

A medida busca impulsionar a agricultura familiar, que representa 23% da produção agropecuária e emprega 67% da mão de obra no campo, “Essa política pública valoriza quem produz e garante renda no meio rural”, afirmou Décio Lima, presidente do Sebrae.

Apoio técnico

O Sebrae reforça o apoio com programas como:

ALI Rural: aumento de 24% no faturamento de produtores atendidos

Juntos pelo Agro: assistência técnica em parceria com CNA e Senar



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Morte de equinos por ração: Mapa confirma 238 casos e amplia investigações



Subiu para 238 o número de equinos mortos após o consumo de rações da empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda. A informação foi confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que segue em investigação ampliada desde a primeira denúncia oficializada em 26 de maio.

Até o último dia 5, o número era de 222 mortes. Com novos relatos de criadores, os dados vêm sendo atualizados, embora parte dos casos ainda não tenha sido formalmente registrada na Ouvidoria do Mapa, o que dificulta a apuração.

Relatos apontam casos além dos números oficiais

Relatos adicionais de criadores indicam que o número real de morte de equinos pode ser ainda maior. Entre as ocorrências não oficialmente registradas na Ouvidoria, há informações de 70 mortes em Goiânia (GO), 40 no sudoeste da Bahia, além de dezenas de casos em cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais. No entanto, por não terem sido formalizadas, essas ocorrências ainda não integram os dados oficiais.

Análises laboratoriais revelam substância tóxica

Durante a apuração, técnicos do Mapa identificaram a presença de alcaloides pirrolizidínicos em amostras das rações suspeitas. A substância é tóxica e incompatível com a segurança alimentar animal, especialmente no caso de equídeos. Diante da gravidade, o Ministério instaurou processo administrativo, lavrou auto de infração e determinou a suspensão cautelar da fabricação e comercialização de rações destinadas a cavalos, mulas e jumentos.

A medida foi posteriormente estendida para rações de todas as espécies animais produzidas pela empresa. A Nutratta chegou a ser notificada a recolher os lotes contaminados, mas, até o momento, não apresentou documentação que comprove a conclusão do recolhimento.

Apesar das sanções, uma decisão judicial autorizou parcialmente a retomada da produção da empresa, com a condição de que se limite às rações que não são destinadas a equídeos. O Ministério recorreu da decisão, apresentando novas evidências técnicas que apontam risco sanitário e sustentam a necessidade de manter as restrições preventivas.

Ministério reforça canal de denúncia e alerta criadores

O Mapa reforça que todas as denúncias devem ser feitas por meio da Ouvidoria oficial, que é o canal responsável pelo registro e acompanhamento dos casos. Médicos veterinários, criadores e tutores são orientados a colaborar com o envio de informações detalhadas, como fotos, vídeos, laudos ou amostras,  para facilitar a apuração e evitar novos episódios.

Considerada uma das maiores crises sanitárias envolvendo equinos nos últimos anos, o caso tem gerado preocupação entre os criadores e reforça a importância do controle de qualidade e da rastreabilidade na nutrição animal. A recomendação é que se redobrem os cuidados com a origem dos insumos oferecidos aos plantéis, especialmente em rebanhos de alto valor zootécnico.



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