sábado, maio 16, 2026

News

News

Boi sustentável no cocho: DDG e WDG aceleram o abate com menor impacto


A alimentação do gado confinado tem passado por uma revolução silenciosa, mas de grande impacto na pecuária brasileira. O uso de coprodutos industriais como DDG e WDG, derivados da produção de etanol de milho, está permitindo encurtar o ciclo de abate, melhorar a eficiência alimentar e ainda contribuir para uma pecuária mais sustentável.Quer saber como otimizar a dieta do seu gado e contribuir para um “boi sustentável no cocho”? Assista à reportagem completa abaixo!

Durante a Dinapec 2025, evento da Embrapa Gado de Corte em Campo Grande (MS), o Fórum Pré-COP reuniu especialistas para debater novas estratégias nutricionais para os bovinos.

Um dos destaques foi o professor Luciano Cabral, da UFMT, que explicou como o uso de resíduos industriais na dieta dos animais é capaz de reduzir custos, aumentar a produtividade e mitigar emissões.

Bovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: Divulgação
Bovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: Divulgação

Segundo Cabral, o Brasil tem à disposição uma enorme variedade de resíduos agrícolas e industriais com alto potencial nutricional. Entre os principais estão:

  • Torta de algodão e caroço de algodão: sobras da produção de biodiesel.
  • DDG (grãos secos) e WDG (grãos úmidos): coprodutos do etanol de milho.

Esses ingredientes, além de mais baratos que os tradicionais, apresentam compostos fenólicos que ajudam a controlar a fermentação ruminal.

Isso reduz a produção de metano entérico, um dos principais gases de efeito estufa da pecuária. A simples inclusão de 7% a 15% de torta de algodão ou mais de 20% de DDG na dieta pode cortar as emissões em até 10%.

A diversificação da dieta contribui diretamente para:

  • Aumento da conversão alimentar, com melhor aproveitamento dos nutrientes;
  • Redução do tempo de confinamento, com animais atingindo o peso ideal mais cedo;
  • Abate mais precoce, resultando em carne de qualidade superior e menores custos de produção.

Além disso, a tendência é de crescimento na produção de etanol de milho e biodiesel nos próximos anos, o que ampliará a disponibilidade de DDG e WDG para os pecuaristas. Isso cria um ciclo virtuoso entre a agricultura, a indústria de biocombustíveis e a pecuária.

Ruminantes: recicladores naturais do agronegócio

Detalhe de DDG no cocho. Foto: Divulgação
Detalhe de DDG no cocho. Foto: Divulgação

Os ruminantes possuem uma habilidade única: transformar biomassa vegetal não comestível por humanos – como celulose, hemicelulose e lignina – em carne e leite de alta qualidade.

Esse processo transforma resíduos em proteína nobre, agregando valor às cadeias produtivas e promovendo segurança alimentar.

O professor Luciano reforça a necessidade de comunicar ao mundo a importância dessa função dos ruminantes, especialmente em fóruns internacionais como a COP.

A pecuária brasileira é exemplo de produtividade com responsabilidade ambiental, e a alimentação com coprodutos é uma das provas mais sólidas disso.

Sustentabilidade na prática

Utilizar resíduos da produção agrícola e energética na dieta dos bovinos é uma solução de baixo custo e alto impacto. O pecuarista ganha em produtividade e economia, e o planeta ganha em menor emissão de gases.

O desafio agora é ampliar o conhecimento sobre essas práticas e torná-las acessíveis a mais produtores. Afinal, o futuro da pecuária brasileira está no boi sustentável no cocho, com eficiência, respeito ao meio ambiente e comunicação assertiva com o mundo.



Source link

News

CNA realiza encontro para mapear custos da produção de leite



Nos dias 15 e 16 de julho, o projeto Campo Futuro, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realiza encontros com produtores rurais em Sergipe para levantar dados sobre os custos da produção de leite. A iniciativa, que conta com o apoio do Sistema Faese/Senar, busca construir um panorama técnico e econômico mais próximo da realidade vivida no campo.

O primeiro encontro será realizado no dia 15, às 8h, no escritório do Sebrae em Nossa Senhora da Glória. No dia seguinte, a reunião acontece no mesmo horário no escritório do Sebrae em Lagarto. As atividades são voltadas a produtores de leite e técnicos da cadeia produtiva, que participarão de painéis com representantes da CNA, do Senar e da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

Segundo Mikaele Alexandre, analista da área animal do Senar Sergipe, a proposta é ajudar o produtor a compreender melhor os custos da atividade leiteira, permitindo decisões mais eficazes para a gestão da propriedade. “Quando o produtor entende onde estão os gargalos e os custos mais altos, ele pode agir com mais eficiência”, destaca.

Durante os encontros, serão analisados itens como insumos, alimentação animal, mão de obra, manejo e outros fatores que influenciam diretamente no custo final do litro de leite. A metodologia do Campo Futuro valoriza a experiência prática dos produtores e a troca de informações entre técnicos e trabalhadores do campo.

O resultado do levantamento deve subsidiar políticas públicas e ações de apoio mais precisas ao setor, além de contribuir para o aprimoramento da gestão nas propriedades rurais sergipanas. A participação nos encontros é gratuita e representa uma oportunidade para os produtores ampliarem sua visão sobre a sustentabilidade econômica da atividade leiteira.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Suco, café e carne bovina podem perder espaço nos EUA


As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros preocupam o setor agropecuário nacional e podem redefinir o destino de importantes commodities exportadas. Segundo dados divulgados pelo Radar Agro, relatório produzido pela Consultoria Agro do Itaú BBA, os impactos mais imediatos devem recair sobre as cadeias do café, suco de laranja, carne bovina, celulose e sebo bovino — produtos que têm forte presença no mercado americano e cujas margens podem ser drasticamente reduzidas com o novo tributo de 50%.

Para o café, maior produto do agro brasileiro exportado aos EUA, as novas tarifas podem elevar o imposto de importação de 10% para até 60%, comprometendo a viabilidade dos embarques. O Brasil é responsável por 42% da produção mundial de café arábica, e os EUA são o maior consumidor global. A substituição por outros fornecedores é limitada e, segundo o Radar Agro, um repasse de preços ao consumidor americano é quase inevitável.

Na carne bovina, os embarques brasileiros, que cresceram 132% no primeiro semestre de 2025, podem ser inviabilizados. A tarifa total, somando os 26,4% atuais com os novos 50%, chegaria a 76,4%. O relatório aponta que, mesmo com a escassez interna nos EUA, que têm déficit estimado em 1 milhão de toneladas, a competitividade brasileira se tornaria impraticável.

O suco de laranja também enfrenta cenário crítico. O produto já sofre com uma tarifa de USD 415 por tonelada, e o novo tributo elevaria esse valor para quase USD 2.600 por tonelada, conforme simulações do Itaú BBA. Os EUA dependem majoritariamente do suco brasileiro, sobretudo após perdas severas na produção da Flórida, mas a elevação nos preços pode estimular substituições por outras bebidas ou o crescimento do concorrente México, que permanece isento.

Outro produto ameaçado é o sebo bovino, cujas exportações brasileiras são quase integralmente destinadas aos EUA. Caso a tarifa se mantenha, a indústria nacional poderá absorver o excedente, mas os embarques seriam praticamente paralisados. O mesmo vale para a celulose, que gerou USD 1,7 bilhão em receitas com exportações aos americanos em 2024. Com o Canadá ganhando competitividade, o Brasil pode perder espaço em um mercado estratégico.

Apesar do cenário desafiador, o relatório destaca que uma possível desvalorização do real diante das incertezas pode favorecer as exportações brasileiras em geral, impulsionando as vendas de grãos como soja e milho. No entanto, o dólar mais caro também aumenta os custos dos insumos importados, pressionando margens dos produtores, especialmente no caso de fertilizantes, que já estão em alta.





Source link

News

Frio aumenta riscos de doenças respiratórias em bovinos e exige atenção de pecuaristas



As recentes ondas de frio registradas na região Centro-Sul do Brasil acendem o alerta para os pecuaristas. Além dos impactos nas lavouras, as baixas temperaturas aumentam os riscos de doenças respiratórias em bovinos, tanto de corte quanto de leite.

Segundo o médico veterinário, Eduardo Bignami, as doenças respiratórias são multifatoriais e se intensificam nesta época do ano devido à combinação entre desconforto térmico, baixa umidade do ar e manejo inadequado em confinamentos. As principais enfermidades virais são a Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR), Diarreia Viral Bovina (BVD) e a Parainfluenza tipo 3. Já entre as bacterianas, estão a Pasteurella e o Micoplasma.

Sintomas em bovinos

Os sintomas em bovinos que devem acender o sinal de alerta nos pecuaristas incluem tosse seca ou produtiva, secreção nasal que pode ser unilateral ou bilateral, febre, falta de apetite e apatia. Nos bezerros, a evolução da doença costuma ser mais rápida e agressiva devido à imaturidade do sistema imunológico. Um bezerro pode ir de um sintoma leve à prostração em questão de horas, segundo Binhami.

Quais as orientações?

Para prevenir surtos em bovinos, o veterinário destaca a importância do manejo adequado, principalmente em sistemas intensivos de produção. É fundamental controlar a lotação nos confinamentos e estábulos, garantir boa ventilação e monitorar a produção de gases como a amônia, que irrita as vias respiratórias e facilita a disseminação de agentes patógenos.

A atuação de profissionais qualificados também é essencial para orientar o produtor nas decisões diárias. Com as temperaturas em queda, o cuidado com a saúde do rebanho precisa ser reforçado. A prevenção é o melhor caminho para proteger os animais e evitar prejuízos durante o inverno.



Source link

News

Fávaro destaca uso de tecnologia para fortalecer agricultura familiar em MT



Nesta sexta-feira (11), em Sorriso (MT), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reforçou o uso da mecanização e da ciência como pilares importantes para garantir eficiência e dignidade no campo. Durante visita ao assentamento Jonas Pinheiro, ele entregou máquinas, equipamentos e insumos para comunidades rurais da região Norte do estado, como parte do Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais e Sustentabilidade da Agricultura Familiar.

A iniciativa, desenvolvida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), contempla, além de maquinário, ações de capacitação, assistência técnica, gestão e monitoramento. Foram beneficiadas famílias dos municípios de Sorriso, Cláudia, Itaúba e Sinop. “É a tecnologia chegando para quem mais precisa. Produzir mais com eficiência e sustentabilidade é o que garante futuro para a agricultura familiar”, afirmou Fávaro.

Iniciativa em Sorriso (MT)

Para o prefeito de Sorriso (MT), Alei Fernandes, as entregas reforçam a importância da agricultura familiar, especialmente na alimentação escolar. “Grande parte da merenda vem do assentamento Jonas Pinheiro”, disse. O investimento nesta etapa ultrapassa R$ 5 milhões e inclui itens como tratores, caminhões refrigerados, adubos e colheitadeiras.

A entrega em Sorriso é parte de um cronograma mais amplo. Desde fevereiro, o programa tem percorrido diferentes regiões do estado. Já foram contemplados municípios como Rondonópolis, Pedra Preta, Campo Verde e Várzea Grande, consolidando um esforço do governo federal para melhorar a estrutura das propriedades rurais de pequeno porte.

Em reconhecimento ao trabalho desenvolvido, Carlos Fávaro recebeu o título de cidadão sorrisense e uma Moção de Aplausos da Câmara Municipal. Sorriso, considerada a Capital Nacional do Agronegócio, homenageou o ministro por sua atuação em prol do desenvolvimento da agricultura familiar e do fortalecimento das cadeias produtivas no estado.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores avançam no preparo da safra de tabaco 2024/25



Mudas de tabaco sofrem com clima e doenças




Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (10), aponta que os produtores de tabaco do Rio Grande do Sul seguem com os preparativos para a próxima safra. Na região de Pelotas, as atividades se concentram na elaboração de canteiros e na semeadura de plantas de cobertura, como aveia preta, aveia ucraniana e centeio, práticas que antecedem o plantio direto das mudas. A produção tem ocorrido, em sua maioria, por meio do sistema floating.

Segundo o boletim, os produtores que ainda mantêm tabaco seco em galpões intensificaram a comercialização diante da recente valorização dos preços. As empresas devem encerrar as compras ainda neste mês. Os valores pagos variam entre R$ 300 e R$ 350 por arroba, abaixo dos registrados na safra anterior.

Na região de Santa Rosa, os técnicos registram o início do primeiro repique nas bandejas. Entretanto, foram relatadas perdas em lavouras já implantadas, em decorrência das geadas. Também foram identificadas ocorrências de fungos nas mudas, o que levou à intensificação dos tratamentos fitossanitários.

Em Soledade, a maior parte da produção já foi comercializada. No momento, os produtores realizam o preparo do solo, a construção de camalhões e a semeadura de plantas de cobertura, especialmente em regiões mais elevadas. No Vale do Rio Pardo, essas etapas já foram concluídas, e as plantas apresentam bom desenvolvimento. Nas poucas lavouras que já têm mudas de tabaco implantadas no campo — o que ainda é atípico para o período —, as geadas causaram impactos limitados. Observa-se ainda, segundo o informativo, uma tendência de antecipação no plantio a campo, principalmente em regiões de menor altitude.





Source link

News

‘Roça Sustentável’ aumenta produtividade da agricultura familiar



A Roça Sustentável é um conjunto de tecnologias modernas, que alia custos acessíveis e sustentabilidade. Ela tem ajudado a aumentar significativamente a produtividade de culturas agrícolas de importância alimentar como mandioca, arroz, milho, feijão, entre outras em propriedades familiares.

A tecnologia consiste em um pacote de soluções referenciado no Sistema Bragantino da Embrapa, desenvolvido pela Embrapa Amazônia Oriental (AM) e adaptado pela Embrapa Maranhão (MA) para as condições do estado, que já resultou, por exemplo, em aumento de produtividade de 50% de arroz e milho, e em ganho temporal de sete meses para a colheita de mandioca.

A solução tecnológica surgiu em um processo de inovação aberta, dentro das propriedades dos agricultores familiares. O principal intuito é equacionar problemas de baixas produtividades e ausência de condições de uso de tecnologias em lavouras da agricultura familiar. Nestas regiões os produtores realizavam os cultivos em área compartilhada, sem qualquer coerência técnica ou econômica.

As técnicas e benefícios

Segundo o analista Carlos Santiago, responsável pela implementação da tecnologia em municípios maranhenses, sem o uso da Roça Sustentável, a produção média de mandioca é de 8 toneladas por hectare após 18 meses de cultivo.

Por outro lado, com a tecnologia, em 11 meses de cultivo a produção atinge 30 toneladas por hectare. “Trata-se de um policultivo das culturas mais produzidas pelos agricultores familiares, seja para consumo familiar ou comercialização. A ênfase é nas variedades em uso na região e preferidas pelos agricultores. A iniciativa aumentou o leque de produtos do agricultor familiar com excelentes resultados de produtividade e qualidade dos produtos”, explica.

Em suma, a lógica do consórcio é diversificar a produção e otimizar a produtividade com sustentabilidade econômica, social e ambiental. Para isso, os cultivos são dispostos em fileiras de forma a não haver competição por nutrientes, água, luz e espaço.

Além do consórcio, o sistema preconiza a rotação de culturas com uso de “safrinha”, prática que intensifica o uso da terra e maximiza o aproveitamento do período chuvoso. O objetivo é que essas novas técnicas contribuam para modernizar sistemas de produção tradicionais, como o de “roça no toco” (no qual uma área de vegetação é derrubada, queimada e utilizada para plantio), sob bases sustentáveis, ou seja, sem necessidade de fogo e desmatamento.

Em termos ambientais, a reconfiguração da “roça no toco” evita a abertura de novas áreas e a prática de “derruba e queima” ao cultivar a terra e as lavouras de acordo com suas necessidades nutricionais e de prevenção de pragas e doenças.

Além disso, ao incentivar o consórcio e a rotação de culturas, a tecnologia permite incrementos na ciclagem de nutrientes, manutenção da biodiversidade, conservação do solo, controle de ervas daninhas e manejo de pragas e doenças das culturas.

Sustentabilidade e aperfeiçoamento

Francisco Elias de Araújo, do Assentamento Cristina Alves em Itapecuru-Mirim (MA), diz que a mandiocultura é a atividade de maior importância econômica e a tecnologia deu resposta positiva no que se refere à produtividade.

Ainda mais, para ele, a Roça Sustentável promove a diversificação de culturas consorciadas e a adequação da demanda nutricional de cada uma delas para melhorar a produtividade do conjunto. “No assentamento, já completamos quatro anos consecutivos de produção na mesma área, com bom retorno do custo investido. Queremos deixar para as próximas gerações uma terra melhor do que achamos”, ressalta.

Os agricultores que seguem o manejo corretamente têm uma transformação significativa. Já no primeiro ano, eles sanam a questão alimentar. Com mais tempo, passam a ter excedente para venda. Dessa forma, a tendência é a ampliação da lavoura.

Assim, a elevação da produtividade faz com que tenham garantia de diversificação alimentar e quantidade, volume produzido suficiente para a alimentação da sua família e comunidade e para a troca e comercialização do excedente. “A dignidade do homem que cultiva a terra e produz o alimento para a família permite a permanência no campo, e a de seus filhos, que passam a enxergar o futuro que almejam na agricultura”, conclui Carlos Santiago.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

Você já utilizou ou conhece o Plano Safra?


Na interatividade da semana, fizemos a seguinte pergunta: Você, pequeno empreendedor rural, já utilizou ou conhece o Plano Safra?

Para entender melhor os resultados, conversamos com Miguel Daoud, comentarista do Canal Rural. Segundo ele, os números reforçam a necessidade urgente de ampliar o alcance das políticas públicas rurais, especialmente entre os pequenos produtores.

O resultado da pesquisa mostrou a maioria dos participantes, 42%, respondeu: “Tenho poucas informações sobre o Plano Safra”. Esse dado evidencia o quanto a desinformação no campo pode ser um dos principais gargalos para o desenvolvimento da agricultura familiar e do pequeno empreendedor rural.

Além disso, 31% dos produtores afirmaram: “Conheço, mas nunca utilizei”. Esse número sugere que, mesmo com algum conhecimento sobre o programa, muitos produtores enfrentam dificuldades para acessar o crédito rural, seja por barreiras burocráticas, falta de orientação técnica ou insegurança no processo.

Por outro lado, apenas 27% dos participantes responderam: “Sim, já utilizei e foi importante para o meu negócio”. Essa baixa adesão reforça o desafio de transformar informação em ação, principalmente em regiões mais distantes dos grandes centros, onde o acesso a conteúdos técnicos e explicações claras é ainda mais limitado.

Segundo Miguel Daoud, “essa pesquisa é muito importante para os produtores, pela desinformação existente, que pode ser um grande gargalo para os pequenos levarem adiante sua atividade com recursos e aumentarem a renda. Mesmo quem conhece, muitos não aderem, provavelmente pelas dificuldades documentais.”

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Toda quinta-feira tem uma nova enquete no Porteira Aberta Empreender!

Participe, envie sua opinião e ajude a construir pautas ainda mais importantes para você, micro e pequeno empreendedor rural.

A resposta da pergunta da semana vai ao ar todo sábado no canal do YouTube do Canal Rural.

Acompanhe!



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi registra queda em vários estados



Preço da vaca cai R$ 2 em Alagoas e no Acre




Foto: Sheila Flores

A análise “Tem Boi na Linha”, divulgada nesta sexta-feira (11) pela Scot Consultoria, aponta que a cotação do boi gordo se manteve estável em São Paulo, com frigoríficos fora das compras e escalas de abate atendendo, em média, nove dias. Em Santa Catarina, o preço das fêmeas recuou R$ 5,00 por arroba em relação ao dia anterior, enquanto o valor do boi gordo permaneceu inalterado.

No Acre, foi registrada uma queda de R$ 2,00 por arroba nas cotações das fêmeas. Para os machos, não houve variação. As escalas de abate estão programadas para até duas semanas.

O mercado no Rio de Janeiro abriu com queda nas cotações para todas as categorias. O boi gordo recuou R$ 5,00 por arroba, enquanto a vaca e a novilha apresentaram queda de R$ 2,00 por arroba. As escalas de abate atendem, em média, sete dias.

Já em Alagoas, a queda foi registrada apenas para a vaca, com recuo de R$ 2,00 por arroba. As demais categorias mantiveram os preços do dia anterior.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

IPCA 2025 deve ficar em 4,9%, aponta GEP Brasil



Apesar da política de juros elevados, o PIB manteve crescimento



Apesar da política de juros elevados, o PIB manteve crescimento
Apesar da política de juros elevados, o PIB manteve crescimento – Foto: Pixabay

A GEP Brasil projeta que o IPCA para 2025 será de 4,9%, acima do teto da meta de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional. Esse cenário é impulsionado principalmente pela alta contínua nos preços dos alimentos, com destaque para o grupo das carnes, que acumulou inflação de 23,5% até maio. A carne bovina teve aumento médio de 24%, seguida pela suína (21%) e de frango (11%).

Apesar da política de juros elevados, o PIB manteve crescimento de 3,5% nos últimos quatro trimestres até março, o que mantém o consumo aquecido e dificulta a queda da inflação no curto prazo. Por outro lado, é possível afirmar que a queda nos preços internacionais das commodities e a melhora do câmbio têm pressionado menos os preços em reais, levando o mercado a revisar para baixo a inflação esperada para 2026, que pode chegar a 4,5%.

De acordo com as informações, o setor de proteínas segue sendo monitorado com cautela, pois o aumento dos custos com grãos para ração e o preço elevado do boi gordo no mercado internacional podem manter a pressão sobre os preços das carnes durante o ano. Segundo Tânia Gofredo, economista-chefe da GEP Brasil, a inflação permanece sensível a choques de oferta, especialmente em alimentos, enquanto o consumo forte limita o efeito da política monetária.

“A inflação segue sensível a choques de oferta, especialmente em alimentos, enquanto a atividade aquecida limita os efeitos da política monetária. Mesmo com alguma descompressão cambial e queda nas commodities, ainda há fatores de pressão relevantes no curto prazo”, afirma Tânia.

 





Source link