sábado, maio 16, 2026

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Diagnóstico ESG valoriza práticas no campo



A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo



A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo
A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo – Foto: Divulgação

A Korin Alimentos anunciou uma nova iniciativa voltada à sustentabilidade no campo: um serviço de diagnóstico ESG (Ambiental, Social e Governança) exclusivo para seus produtores rurais integrados. A ferramenta, desenvolvida em parceria com a MyTS, plataforma especializada em gestão e compliance, avalia práticas sustentáveis nas propriedades e identifica oportunidades de melhoria, promovendo maior transparência em toda a cadeia produtiva.

Segundo Reginaldo Morikawa, Diretor de Negócios e Marketing da Korin, a proposta é fortalecer a conexão entre produtores e consumidores por meio de uma produção mais ética e consciente. A metodologia do diagnóstico foi construída a partir de visitas presenciais da equipe MyTS, com entrevistas e coleta de dados sobre aspectos ambientais, sociais e econômicos. “A partir desse mapeamento, os produtores receberam orientações para aprimorar suas práticas e ampliar os impactos positivos da produção”, destaca Morikawa.

A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo, promovendo desde a gestão eficiente de recursos naturais até o bem-estar dos trabalhadores e os impactos sociais nas comunidades. Ao incentivar a transparência, o projeto aproxima o consumidor da realidade rural e fortalece o compromisso com a sustentabilidade.

Com mais de 10 certificações em seu portfólio, a Korin reforça seu pioneirismo ao unir ciência, tecnologia e responsabilidade socioambiental. A expectativa é que o diagnóstico ESG ajude os produtores a compreenderem melhor suas práticas e avancem em direção a um modelo mais sustentável, transparente e alinhado com as exigências do consumidor moderno.

 





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Próxima safra de soja pode ‘brilhar os olhos’ com alcance de quase 180 milhões de toneladas



Mesmo diante de preços não tão rentáveis em 2024/25, os produtores brasileiros deverão continuar apostando na soja em 2025/26. Com o aumento projetado da área plantada e expectativa de produtividade maior, a safra nacional poderá bater novo recorde e alcançar 179,875 milhões de toneladas.

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Segundo levantamento de intenção de plantio da consultoria Safras & Mercado, os produtores devem cultivar 48,217 milhões de hectares na temporada 2025/26, o que representa uma alta de 1,2% em relação ao ciclo anterior, quando foram plantados 47,641 milhões de hectares.

Com a possibilidade de a produtividade subir de 3.627 para 3.749 quilos por hectare, a produção superaria as 171,931 milhões de toneladas colhidas em 2024/25, o que significaria um crescimento de 4,6%.

O analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, destaca que muitos estados devem registrar aumento de área, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Nordeste. No entanto, o cenário ainda impõe desafios.

Segundo ele, os custos de produção continuam elevados, com juros altos. Esse quadro pode reduzir os investimentos em tecnologia e limitar o potencial produtivo em algumas regiões.

Embora os preços da soja não tenham garantido uma rentabilidade folgada ao longo do ano, a boa produtividade média ajudou a reduzir o custo por saca, o que ainda permite margens positivas para os produtores.

Situação no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o cenário é mais delicado. O estado sofreu com adversidades climáticas recorrentes nas últimas safras, o que deve frear tanto a expansão da área quanto os investimentos em tecnologia. Com isso, as lavouras gaúchas tendem a ficar mais vulneráveis a novos eventos climáticos adversos.

Nas demais regiões, especialmente no Centro-Oeste, há espaço para crescimento. Mato Grosso, por exemplo, conta com áreas de pastagem ainda disponíveis para conversão e apresentou recuperação produtiva em 2025. A expectativa é de que o estado siga na liderança da produção nacional.

Exportações de soja devem crescer

As exportações brasileiras de soja estão estimadas em 108 milhões de toneladas em 2026, contra 104 milhões em 2025, o que representa uma alta de 4%, segundo a Safras & Mercado.

A consultoria projeta esmagamento de 59 milhões de toneladas em 2026, ante 57 milhões em 2025. Não há previsão de importações para 2026. Em 2025, o volume importado foi estimado em 150 mil toneladas.

Com isso, a oferta total de soja em 2026 deverá subir 9%, alcançando 189,35 milhões de toneladas. A demanda interna está projetada em 170,4 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 6% sobre o ano anterior. Os estoques finais devem dobrar, passando de 9,47 milhões para 18,945 milhões de toneladas.



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Goiás inclui tilápia no PAA e amplia incentivo à piscicultura


O Governo de Goiás anunciou a inclusão da tilápia entre os produtos adquiridos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), medida inédita adotada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A decisão tem como finalidade fortalecer a cadeia produtiva da tilápia, ampliar o mercado institucional e integrar a produção rural com o consumo, por meio da agricultura familiar.

“Essa iniciativa contribui para promover a segurança alimentar, ao mesmo tempo em que impulsiona o desenvolvimento regional com base na piscicultura”, informou a Seapa em nota.

Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2023, divulgada pelo IBGE, a produção de tilápia no estado atingiu 12,5 mil toneladas, registrando crescimento de 3,4% em relação ao ano anterior. A atividade está presente em 176 municípios goianos, com destaque para as regiões Norte, Sul e Sudoeste.

Niquelândia lidera o ranking estadual com produção de 4 mil toneladas. Em Inaciolândia, no Sul, a produção chegou a 1,5 mil toneladas em 2023, alta de 9,1% em comparação com 2022. Quirinópolis também produziu 1,5 mil toneladas no mesmo período.

O avanço da piscicultura em Goiás tem sido impulsionado por fatores naturais, como clima e disponibilidade hídrica, além de ações articuladas entre produtores, agroindústrias e o poder público. O estado conta com 39 agroindústrias registradas para processamento de pescado: 6 sob o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), 28 pelo Estadual (SIE) e 5 pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF).

As exportações também seguem em expansão. Em 2024, Goiás embarcou 76,3 toneladas de pescado, com receita de US$ 472,8 mil. Entre fevereiro e maio de 2025, foi registrado o maior volume exportado para o período: 30,9 toneladas, consolidando a presença da tilápia goiana no mercado internacional.





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estufa aquece e garante produção em período de frio



O frio intenso afeta drasticamente a cadeia produtiva da floricultura. No estado de São Paulo, por exemplo, o setor movimenta anualmente, mais de 8,4 bilhões, cerca de 37% do PIB nacional e gerar cerca de 130 mil empregos diretos, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

As temperaturas baixas podem retardar o crescimento e a floração das plantas, afetando a época de produção e a qualidade das flores. Dessa forma, para garantir o cultivo em período desfavorável, o uso de estufas na floricultura torna-se imprescindível para o produtor rural paulista.

“As estufas criam um microclima controlado, permitindo a manutenção de temperaturas internas mais elevadas e estáveis, essenciais para o crescimento saudável das plantas mesmo em dias gelados. Elas possibilitam, também, o controle preciso da umidade e iluminação, reduzindo a incidência de pragas e doenças típicas do inverno”, afirma Bruno Rossafa, especialista Agro do Grupo Nortène, Consultor em Plasticultura.

Benefícios da estufa na floricultura

O uso permite ao produtor o controle de temperatura umidade e luz, criando, dessa forma, um ambiente ideal para o cultivo de flores. “A produção contínua ao longo do ano, aumentando a disponibilidade do produto. Assim, o produtor obtém maior produtividade, minimiza prejuízos e eleva sua lucratividade”, diz Rossafa.

A cadeia produtiva de floricultura e plantas do estado de São Paulo é referência nacional na utilização de ambientes controlados. No sul de Minas Gerais, o produtor rural Joel Pimentel, teve parte significativa do cultivo das flores . As geadas que atingiram recentemente o munício de Munhoz, no estado causaram queimadas na produção. O prejuízo financeiro, segundo o produtor, calculou em torno de R$ 30 mil.

“Nós nos deparamos com esta geada, que trouxe um prejuízo, com a perda estimada de 30% de produção queimada. Isso vai ocasionar um desabastecimento em nossos clientes em São Paulo. Julho é um mês em que o mercado não está aquecido, devido ser um período de férias, festas, julinas e algo mais. Mas ficamos bastante angustiados com tudo isso”, disse Joel Pimentel.

Apoio do governo

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), possui uma linha de financiamento: Agricultura Sustentável, que atende às necessidades dos produtores na implementação de estufas na floricultura. “O apoio do Feap tem sido fundamental para que pequenos e médios produtores invistam em estruturas em ambiente protegido. Com linhas de crédito acessíveis, o Fundo permite que o agricultor enfrente os desafios climáticos com mais segurança, garantindo a continuidade da produção mesmo nos períodos de frio intenso”, destacou o secretário executivo do Feap, Felipe Alves.

Assim beneficiários podem acessar financiamento de até R$250 mil, com 3% de juros anuais, prazo de até 84 meses e carência de até 48 meses, respeitando o ciclo produtivo. “Quando o produtor tem acesso a esse tipo de financiamento, ele não só protege sua lavoura, mas também protege sua renda, sua família e o abastecimento do mercado. O incentivo ao uso de tecnologias adequadas, como as estufas, reforça o compromisso do Estado com a sustentabilidade da atividade agrícola e com a valorização do trabalho no campo”, concluiu Felipe Alves.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Clima seco e calor excessivo colocam em regiões em alerta


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o Boletim Agroclimatológico de julho de 2025, com importantes alertas para o setor agropecuário brasileiro. O documento aponta que os próximos meses — julho, agosto e setembro — serão marcados por chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas em boa parte do país. O cenário exige planejamento e atenção dos produtores rurais, principalmente em culturas como milho safrinha, feijão e trigo.

Segundo o boletim, as regiões Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e parte da Região Norte devem enfrentar escassez hídrica, com déficit de água no solo superior a 100 mm em diversas localidades. A tendência é agravada por temperaturas acima da média, que podem chegar a até 2°C em estados como Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Tocantins.

No Centro-Oeste, a previsão climática destaca a intensificação da seca, com baixos índices de umidade no solo. Essa condição pode impactar negativamente o milho segunda safra, que está em fase de maturação em muitas propriedades. Além disso, cresce o risco de queimadas e doenças respiratórias, comuns durante o período seco.

O Sudeste também apresenta um cenário preocupante, com baixa disponibilidade hídrica no norte de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e oeste de São Paulo. O boletim do Inmet alerta para impactos no trigo de sequeiro e pastagens, exigindo irrigação suplementar em áreas críticas.

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Já no interior do Nordeste, a escassez de chuvas deve afetar culturas não irrigadas e aumentar o estresse hídrico em lavouras e rebanhos. Em contrapartida, o litoral leste da região, especialmente entre Pernambuco e Alagoas, mantém bons níveis de umidade, favorecendo culturas de ciclo curto, como o feijão da terceira safra.

Na Região Sul, o cenário é mais favorável. Os volumes de chuva devem ficar acima da média, especialmente no Rio Grande do Sul. Essa condição beneficia a semeadura do trigo e outras culturas de inverno. No entanto, o excesso de precipitação pode atrasar colheitas e aumentar o risco de perdas por deterioração, principalmente no feijão.

As análises oceanográficas indicam neutralidade dos fenômenos El Niño e La Niña, e um comportamento neutro do Dipolo do Atlântico, o que reforça o peso das condições locais e regionais na variabilidade climática.

A previsão climática do Inmet, elaborada em parceria com o CPTEC/INPE e a Funceme, é uma ferramenta essencial para o planejamento agrícola. A recomendação é que os produtores fiquem atentos aos boletins atualizados e adotem práticas de manejo adaptativas, especialmente em regiões com tendência de seca severa.





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você sabe o que significam nas lavouras de soja?



Um ‘inimigo’ desafia a produtividade de soja no leste de Mato Grosso: os solos siltosos e arenosos. Mais suscetíveis à erosão, com baixa retenção de nutrientes e água, essas áreas exigem estratégias específicas de manejo para muitos produtores.

Essa realidade começou a mudar com a intensa troca de experiências na última semana em cinco municípios da região. O encerramento, na sexta-feira 11 de julho, em Gaúcha do Norte, reuniu mais de 240 participantes em atividades focadas nesse tipo de solo. O destaque foi para o manejo da planta daninha resistente pé-de-galinha e para a escolha de cultivares adaptadas às condições locais.

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Associação no apoio aos produtores de soja

Foi nesse cenário que a Aprosoja Mato Grosso encerrou a etapa leste da sua Rodada Técnica, iniciativa que leva conhecimento direto ao produtor com base nos estudos conduzidos nos Centros Tecnológicos da entidade, os CTECNOs. As apresentações técnicas trouxeram resultados de ensaios de campo, testes com materiais comerciais e tecnologias desenvolvidas para enfrentar os desafios das lavouras da região.

Segundo Jhonatan Loss, delegado coordenador do núcleo de Gaúcha do Norte, o grande diferencial desses encontros está na aplicação prática dos dados. As pesquisas são feitas em áreas similares, o que dá mais segurança na hora de adotar as recomendações técnicas.

Para o pesquisador André Somavilla, do CTECNO Araguaia, a Rodada Técnica representa o elo entre ciência e produção. Ele destaca que os materiais que melhor performam nas condições locais são selecionados após testes de campo, e os resultados são apresentados com clareza e objetividade para facilitar a tomada de decisão pelo produtor de soja.

Além de aproximar a pesquisa da realidade do campo, a Aprosoja cumpre um papel essencial ao democratizar o acesso à informação. Rafael Frost, delegado da entidade, lembra que muitos produtores não têm a possibilidade de visitar os centros de pesquisa, o que torna as Rodadas Técnicas uma ferramenta para levar essas informações a todos os associados.



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Inteligência artificial ‘prevê’ maciez da carne usando foto de celular



Pesquisadores do Brasil, Canadá e Estados Unidos desenvolveram um modelo de inteligência artificial (IA) capaz de prever a maciez e a gordura intramuscular da carne crua a partir de fotos tiradas com celular. A tecnologia foi treinada com imagens de 924 bifes bovinos e 514 suínos, todas capturadas em ambiente controlado e com iluminação padronizada pela equipe do pesquisador Márcio Duarte, então na University of Guelph, no Canadá.

Cada foto foi associada a análises laboratoriais que mediram a força de cisalhamento – força necessária para cortar a carne – e o percentual de gordura entre as fibras musculares, a gordura intramuscular (IMF). Com isso, o modelo conseguiu estimar medidas tradicionalmente obtidas apenas por métodos em laboratório.

Para avaliar o desempenho, os pesquisadores geraram mil pares aleatórios a partir de 142 imagens de bifes bovinos no conjunto de testes. Em cada par, o sistema estimava a maciez e o teor de gordura, indicando qual corte seria mais macio ou com maior concentração de gordura. O modelo acertou em 76,5% das vezes na previsão de maciez da carne bovina, enquanto 130 consumidores acertaram, em média, apenas 46,7%.

No caso da carne suína, devido à alta similaridade entre os cortes, os consumidores não participaram da comparação, mas o modelo acertou o corte mais macio em 81,5% dos casos. Para a gordura intramuscular, a taxa de acerto foi de 77% nas carnes bovinas e 79% nas suínas.

Atualmente, a tecnologia funciona apenas para contrafilé bovino e lombo suíno. O próximo passo dos pesquisadores é testar outros cortes, diferentes condições de iluminação e carnes de várias raças e origens. A expectativa é que os resultados sirvam de base para o desenvolvimento de um aplicativo capaz de ajudar consumidores a escolher cortes de carne no supermercado.

“Para um país como o Brasil, que está entre os maiores produtores e exportadores de carne do mundo, a agroindústria é uma área estratégica. E esse tipo de ferramenta pode transformar toda a cadeia de produção, comercialização e consumo”, destaca Dário Oliveira, pesquisador da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Pastagens de inverno ganham força com tempo seco


O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar aponta que as condições climáticas no Rio Grande do Sul continuam afetando o desenvolvimento das pastagens. O predomínio de dias ensolarados e clima seco favoreceu o crescimento das forrageiras anuais de inverno e a realização das adubações nitrogenadas. Em algumas áreas, o pastejo foi liberado devido à umidade remanescente no solo, mas a suplementação alimentar dos rebanhos ainda é necessária, especialmente diante da redução da produção e da qualidade dos campos nativos.

Na região de Bagé, a qualidade das pastagens é considerada satisfatória, embora o excesso de umidade das semanas anteriores, somado às geadas, tenha comprometido o crescimento de forrageiras como aveia e azevém. O campo nativo também foi afetado, com queda significativa na oferta e qualidade do alimento disponível. Em Hulha Negra, os produtores iniciaram o uso das pastagens de azevém, enquanto em São Gabriel as pastagens perenes de verão foram queimadas pelas geadas.

Em Itaqui, forrageiras que ficaram submersas anteriormente tiveram o rebrote prejudicado devido ao acúmulo de lama nas folhas. Na região de Caxias do Sul, o pastejo tem ocorrido apenas em áreas de aveia, uma vez que o azevém ainda não atingiu o desenvolvimento ideal. As áreas com trigo de pastoreio e campo nativo melhorado apresentam baixo crescimento, e parte dos produtores não conseguiu concluir ou terá de refazer a semeadura.

Em Erechim, as geadas e o frio comprometeram a massa verde disponível nas pastagens nativas e de verão. Já as espécies de inverno foram favorecidas pelas condições de solo e luminosidade. Em Frederico Westphalen, a implantação de cereais de inverno avançou, mas a aplicação de fertilizantes ficou comprometida pela umidade excessiva. As pastagens perenes estão no final do ciclo e com menor valor nutricional.

Na região de Ijuí, o frio causou queimaduras nas folhas, mas sem impacto significativo. As áreas com trigo para pastoreio apresentaram bom rebrote e perfilhamento. Em Passo Fundo, a diminuição da umidade permitiu a retomada dos pastoreios, com trigo, cevada e triticale em fase inicial de desenvolvimento.

Nas regiões de Pelotas e Porto Alegre, o frio intenso paralisou o crescimento das forrageiras. Em Santa Maria e Soledade, embora o tempo ensolarado tenha favorecido a retomada do crescimento das pastagens de inverno, o ritmo permanece lento devido às geadas. Nos campos nativos, os danos foram mais severos. Em Santa Rosa, a recuperação das pastagens é visível, mas o atraso no plantio e germinação ainda limita a disponibilidade de forragem.





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Trump impõe tarifas ao México e à União Europeia



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (12) novas tarifas de 30% sobre produtos importados do México e da União Europeia. A medida deve entrar em vigor a partir de 1º de agosto e amplia o escopo da nova ofensiva comercial americana, que já inclui Brasil, Japão, Coreia do Sul e Canadá.

O anúncio de Trump ocorre em um momento de crescente tensão comercial entre os Estados Unidos e seus principais parceiros. Desde que reassumiu a presidência, o republicano tem adotado uma postura agressiva nas negociações internacionais, buscando rever acordos e impor tarifas como forma de pressionar por mudanças nas regras comerciais. A justificativa central tem sido a proteção da indústria americana e a correção de déficits considerados excessivos. A nova rodada de tarifas, agora voltada ao México e à União Europeia, reflete essa estratégia e aprofunda o clima de instabilidade nos mercados globais.

O anúncio foi feito diretamente nas redes sociais do presidente, acompanhado da divulgação de cartas enviadas à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e à presidente do México, Claudia Sheinbaum. Nos documentos, datados da sexta-feira (11), Trump justifica as tarifas como “necessárias” para proteger os interesses norte-americanos e afirma que novas retaliações contra os EUA poderão resultar em impostos ainda mais altos.

Em carta endereçada à presidente da Comissão Europeia, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não podem mais tolerar os déficits comerciais persistentes com a União Europeia, que classificou como resultado de políticas tarifárias e não tarifárias injustas adotadas pelo bloco. Segundo o presidente, a relação comercial entre as duas potências tem sido desequilibrada há anos. “Nosso relacionamento tem sido, infelizmente, longe de ser recíproco”, escreveu Trump, ao defender a tarifa de 30% como uma forma de corrigir esse desequilíbrio. Em 2024, o déficit comercial dos EUA com a UE chegou a US$ 235,6 bilhões, segundo dados oficiais do governo americano.

A resposta europeia veio poucas horas depois. Ursula von der Leyen alertou que a imposição da tarifa comprometeria cadeias de suprimentos transatlânticas vitais, afetando negativamente empresas, consumidores e até pacientes nos dois continentes. A líder da Comissão Europeia afirmou que o bloco segue aberto ao diálogo, mas sinalizou que não aceitará passivamente as medidas unilaterais de Washington. “Tomaremos todas as medidas necessárias para proteger os interesses da UE, incluindo a adoção de contramedidas proporcionais, se necessário”, declarou. Apesar da tensão, os 27 países-membros da União Europeia ainda esperam um desfecho diplomático antes do prazo de 1º de agosto.



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Boi sustentável no cocho: DDG e WDG aceleram o abate com menor impacto


A alimentação do gado confinado tem passado por uma revolução silenciosa, mas de grande impacto na pecuária brasileira. O uso de coprodutos industriais como DDG e WDG, derivados da produção de etanol de milho, está permitindo encurtar o ciclo de abate, melhorar a eficiência alimentar e ainda contribuir para uma pecuária mais sustentável.Quer saber como otimizar a dieta do seu gado e contribuir para um “boi sustentável no cocho”? Assista à reportagem completa abaixo!

Durante a Dinapec 2025, evento da Embrapa Gado de Corte em Campo Grande (MS), o Fórum Pré-COP reuniu especialistas para debater novas estratégias nutricionais para os bovinos.

Um dos destaques foi o professor Luciano Cabral, da UFMT, que explicou como o uso de resíduos industriais na dieta dos animais é capaz de reduzir custos, aumentar a produtividade e mitigar emissões.

Bovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: Divulgação
Bovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: Divulgação

Segundo Cabral, o Brasil tem à disposição uma enorme variedade de resíduos agrícolas e industriais com alto potencial nutricional. Entre os principais estão:

  • Torta de algodão e caroço de algodão: sobras da produção de biodiesel.
  • DDG (grãos secos) e WDG (grãos úmidos): coprodutos do etanol de milho.

Esses ingredientes, além de mais baratos que os tradicionais, apresentam compostos fenólicos que ajudam a controlar a fermentação ruminal.

Isso reduz a produção de metano entérico, um dos principais gases de efeito estufa da pecuária. A simples inclusão de 7% a 15% de torta de algodão ou mais de 20% de DDG na dieta pode cortar as emissões em até 10%.

A diversificação da dieta contribui diretamente para:

  • Aumento da conversão alimentar, com melhor aproveitamento dos nutrientes;
  • Redução do tempo de confinamento, com animais atingindo o peso ideal mais cedo;
  • Abate mais precoce, resultando em carne de qualidade superior e menores custos de produção.

Além disso, a tendência é de crescimento na produção de etanol de milho e biodiesel nos próximos anos, o que ampliará a disponibilidade de DDG e WDG para os pecuaristas. Isso cria um ciclo virtuoso entre a agricultura, a indústria de biocombustíveis e a pecuária.

Ruminantes: recicladores naturais do agronegócio

Detalhe de DDG no cocho. Foto: Divulgação
Detalhe de DDG no cocho. Foto: Divulgação

Os ruminantes possuem uma habilidade única: transformar biomassa vegetal não comestível por humanos – como celulose, hemicelulose e lignina – em carne e leite de alta qualidade.

Esse processo transforma resíduos em proteína nobre, agregando valor às cadeias produtivas e promovendo segurança alimentar.

O professor Luciano reforça a necessidade de comunicar ao mundo a importância dessa função dos ruminantes, especialmente em fóruns internacionais como a COP.

A pecuária brasileira é exemplo de produtividade com responsabilidade ambiental, e a alimentação com coprodutos é uma das provas mais sólidas disso.

Sustentabilidade na prática

Utilizar resíduos da produção agrícola e energética na dieta dos bovinos é uma solução de baixo custo e alto impacto. O pecuarista ganha em produtividade e economia, e o planeta ganha em menor emissão de gases.

O desafio agora é ampliar o conhecimento sobre essas práticas e torná-las acessíveis a mais produtores. Afinal, o futuro da pecuária brasileira está no boi sustentável no cocho, com eficiência, respeito ao meio ambiente e comunicação assertiva com o mundo.



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