sexta-feira, maio 15, 2026

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Próxima semana será marcada por dois eventos dedicados à cadeia da soja



A cidade de Campinas sediará, na próxima semana, dois importantes eventos da cadeia produtiva de soja. Entre os dias 21 e 24 de julho, a cidade paulista será palco da 10ª edição do Congresso Brasileiro de Soja (Cbsoja), realizado em conjunto com o Mercosoja 2025. Promovido pela Embrapa Soja, o evento marca duas datas: os 100 anos da soja no Brasil e os 50 anos da Embrapa. As inscrições seguem abertas por aqui.

Com o tema “Pilares para o amanhã”, o encontro reunirá pesquisadores, produtores, técnicos, representantes da indústria, cooperativas, governo e setor financeiro, em uma agenda intensa voltada ao futuro da cultura da soja. As inscrições seguem abertas.

Há 14 temporadas, a Embrapa Soja mantém uma parceria técnica com o projeto Soja Brasil, fortalecendo sua atuação junto ao setor produtivo e reafirmando seu compromisso com a disseminação do conhecimento científico no campo.

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Programação técnica e espaço para prática

A agenda inclui quatro conferências e nove painéis temáticos, com mais de 50 palestras de especialistas do Brasil e do exterior. Os assuntos abordados englobam biotecnologia, sustentabilidade, valor agregado, propriedade intelectual, logística no Mercosul e desafios da agricultura tropical.

Uma das inovações desta edição é o espaço “Mãos à Obra”, voltado à discussão prática sobre temas-chave para o manejo da lavoura. Serão cinco focos principais: fertilidade do solo e adubação, controle de plantas daninhas, bioinsumos, manejo de nematoides e impedimentos ao desenvolvimento radicular.

Cenário internacional e produção científica

O congresso também sediará o workshop internacional Soybean2035, que propõe um debate sobre os próximos dez anos da biotecnologia na soja, com a participação de pesquisadores do Brasil, China, Estados Unidos e Canadá.

No campo da pesquisa, foram aprovados 328 trabalhos científicos, que serão apresentados em nove sessões temáticas. Os temas abordam desde fisiologia, genética e fitopatologia até economia rural e transferência de tecnologia.

Trajetória da soja no Brasil

Embora introduzida no país em 1882, a soja só passou a ter peso comercial na década de 1960. A criação da Embrapa, em 1975, foi determinante para o desenvolvimento de cultivares adaptadas às condições do Cerrado, ampliando o cultivo da oleaginosa para novas fronteiras agrícolas. Esse é um dos temas que será discutido durante a programação.

Segundo dados da Conab, o Brasil colheu cerca de 167 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, mantendo-se como o maior produtor mundial, à frente de Estados Unidos e Argentina.

Embrapa Soja e suas cinco décadas de protagonismo

Com 50 anos de atuação, a Embrapa Soja liderou avanços tecnológicos que contribuíram para elevar a produtividade, reduzir custos e ampliar a sustentabilidade da cultura no Brasil. A unidade é hoje considerada uma referência global em pesquisa aplicada à soja em ambientes tropicais.



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Exportações e consumo interno de café solúvel crescem no primeiro semestre de 2025



As exportações brasileiras de café solúvel somaram o equivalente a 1,944 milhão de sacas de 60 kg, no primeiro semestre de 2025. O volume é 1,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em receita cambial, o valor é de US$ 586,925 milhões, número 45,2% superior no mesmo comparativo anual. Os dados são do relatório estatístico da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

Entre os 81 países que compraram café solúvel do Brasil entre janeiro e o fim de junho deste ano, os EUA lideram o ranking, com a importação do equivalente a 361.088 sacas do
produto. Fechando o top 5, aparecem Argentina, com 193.298 sacas; Rússia, com 138.492 sacas Indonésia, com 75.140 sacas; e Peru, com 74.069 sacas.
O desempenho do primeiro semestre não foi impactado pela confusão tarifária provocada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, por isso as indústrias brasileiras de cafés solúveis conseguem manter seu ritmo de abastecimento global, consolidando o país como o principal produtor e exportador mundial do produto, analisa Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics.

EUA

Por outro lado, o anúncio feito pelo presidente Trump, no último dia 9 de julho, de taxar produtos brasileiros a serem importados pelos norte-americanos em 50% a partir de 1 de agosto, gera grande preocupação e pode impactar o desempenho das compras do principal parceiro comercial dos cafés solúveis brasileiros.
Atualmente, os EUA respondem por 19% do total, em volume e receita cambial, das exportações brasileiras de café solúvel. Por sua vez, o Brasil é o segundo principal fornecedor do produto aos norte-americanos, respondendo por 24% do mercado estadunidense.

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Para o presidente da Abics, Fabio Sato, a eventual implantação das taxas de 50%, a partir de 1 de agosto, tende a impactar a competitividade do café solúvel nacional no principal mercado
consumidor do mundo.
Se isso se tornar realidade, o produto brasileiro, certamente, perderá espaço para o produzido por outros concorrentes, uma vez que o principal fornecedor, o México, poderá comercializar sem tarifas, e os demais principais fornecedores serão taxados de 10% a, no máximo, 27%, aponta.

Mercado interno

Conforme dados atualizados pela Abics, a população brasileira consumiu 11,090 mil toneladas (o equivalente a 480.578 sacas) de café solúvel no primeiro semestre de 2025, apresentando um crescimento de 4,2% na comparação com o mesmo intervalo de seis meses em 2024.
Por tipo de produto consumido, observa-se um avanço de 18,7% no freeze dried (liofilizado), para 1,557 mil toneladas, e de 2,5% no spray dried (em pó), a 11,090 mil toneladas. O consumo de todos os tipos de café solúvel importado - já incluídos no compilado total de spray e freeze dried -, por sua vez, apresentou uma elevação de 23%.
O diretor de Relações Institucionais da Abics acredita que a evolução no consumo interno se dá por dois motivos: melhor qualidade e novos produtos no mercado e custo mais acessível em relação aos demais cafés.
O solúvel tem um custo por xícara relativamente inferior para os consumidores, além de não demandar gastos com filtros e outros utensílios em seu preparo, o que gera economia essencial em tempos de inflação. Além disso, nossas indústrias não param de investir e apresentar novidades, melhorando ainda mais a qualidade da bebida e ampliando a diversidade de uso do produto em diversas formas de preparo e processamentos, conclui Lima.



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Festa do Ovo de Bastos (SP) é cancelada por causa da ameaça de gripe aviária



A tradicional Festa do Ovo, de Bastos, no interior de São Paulo, em sua 64ª edição, prevista para ocorrer entre os dias 27 a 31 de agosto do ano de 2025, foi cancelada por conta da ameaça da gripe aviária. Comunicado nesse sentido foi divulgado pela Prefeitura de Bastos, em conjunto com a Associação Cultural e Esportiva Nikkey (Acenba) e o sindicato rural da cidade.

“Esta decisão foi tomada após reunião entre o prefeito, os representantes da Acenba e o Sindicato Rural de Bastos, considerando a atual ameaça da influenza aviária que representa riscos significativos para a avicultura regional”, diz a nota.

Segundo a prefeitura, a medida preventiva adotada demonstra o compromisso das autoridades municipais e do setor produtivo em proteger a avicultura de Bastos, reconhecida como um dos pilares fundamentais da economia local e importante fornecedora para a segurança alimentar nacional.

“A decisão de cancelamento, embora difícil, prioriza a segurança sanitária e a sustentabilidade da avicultura local”, destacou. “A prefeitura reafirma seu compromisso em avaliar continuamente a situação e informar a população sobre eventuais atualizações relacionadas ao tema”, concluiu.

Alerta da APA

A Associação Paulista de Avicultura (APA) reforçou em comunicado o alerta sobre a presença do vírus da influenza aviária em aves silvestres no estado de São Paulo.

“A campanha de orientação tem por objetivo conscientizar profissionais do setor avícola, tutores de aves, turistas e a população em geral sobre os riscos da doença e a importância de não manipular aves doentes ou mortas. A influenza aviária é uma enfermidade viral altamente contagiosa, que representa ameaça à saúde das aves, ao meio ambiente, à economia e à saúde pública”, ressaltou a APA.

O diretor-técnico da APA, José Roberto Bottura, recomendou que, diante da presença de aves silvestres com sinais clínicos como tremores, dificuldades respiratórias, asas caídas ou comportamento anormal, que a população evite qualquer contato direto. “Não toque, não tente socorrer e não remova aves doentes ou mortas”, ressaltou. A orientação é informar imediatamente a Unidade de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo mais próxima ou entrar em contato pelo e-mail [email protected].

No litoral paulista, também estão disponíveis números de contato de instituições ambientais para atendimento específico. Essas medidas são fundamentais para conter a disseminação do vírus e proteger a avicultura paulista.



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Trigo, soja e milho recuam em Chicago


Segundo informações da TF Agroeconômica desta quarta-feira (17), os mercados de trigo, soja e milho abriram o dia em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo principalmente o avanço da colheita no Hemisfério Norte e as previsões climáticas positivas para as lavouras norte-americanas. A valorização do dólar frente ao euro também impacta negativamente a competitividade das exportações dos EUA, contribuindo para a pressão sobre os preços internacionais.

O trigo setembro/25 recuou para US\$ 537,25 por bushel, com o contrato dezembro/25 a US\$ 557,75. No Brasil, o indicador CEPEA no Paraná caiu 0,04% no dia, a R\$ 1.475,81, enquanto no Rio Grande do Sul houve leve alta de 0,27%, a R\$ 1.327,32. Já no mercado físico, a safra nova avança em Goiás e Minas Gerais, com preços ao redor de R\$ 1.300 FOB. No RS, vendedores pedem R\$ 1.250 FOB e compradores oferecem R\$ 1.200 FOB; no Paraná, compradores oferecem R\$ 1.400 CIF, mas não há vendedores.

A soja agosto/25 recuou US\$ 2,00 e fechou a US\$ 1.011,50, impactada pelas boas perspectivas climáticas no Meio-Oeste americano. No Brasil, os preços seguem mistos: o CEPEA Interior PR caiu 0,48%, a R\$ 129,52, enquanto em Paranaguá subiu 0,06%, a R\$ 136,48. No Paraguai, a tonelada foi cotada a US\$ 362,41, com alta de 6,80 dólares. Apesar da queda, rumores de compras chinesas e a demanda por biodiesel sustentam parte dos preços.

No milho, o contrato setembro/25 recuou US\$ 1,75, para US\$ 403,50 por bushel. O clima favorável nos EUA e incertezas comerciais pressionam o cereal. No Brasil, a B3 teve alta de 0,58% no contrato setembro, a R\$ 64,03, e 0,25% no janeiro/26, a R\$ 71,55. O indicador CEPEA subiu 0,10% no dia, a R\$ 62,84, mas acumula queda de 6,24% no mês. No Paraguai, os preços variam entre US\$ 145 e US\$ 185/t, dependendo da região e mês de entrega.

 





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Brasil exporta 389,2 mil toneladas de arroz no primeiro semestre de 2025



O Brasil encerrou o primeiro semestre do ano com exportação de 389,2 mil toneladas de arroz beneficiado e receita de US$ 123,1 milhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz),

Os números representam uma queda de 12,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Senegal, Gâmbia e Peru foram os principais destinos do arroz brasileiro.

“Esse resultado é, entre outros fatores, reflexo da retomada das exportações de arroz pela Índia, que estavam suspensas desde 2022. O retorno desse importante exportador global ao circuito, em outubro do ano passado, impactou consideravelmente a competitividade do arroz brasileiro. De março para cá, porém, com a entrada da safra, tivemos preços mais competitivos, o que nos deixa otimistas para este segundo semestre”, explica o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan.

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No mês de junho, foram embarcadas 71,8 mil toneladas do grão, com receita de US$ 20,4 milhões, um aumento de 107% em relação ao mesmo período do ano anterior. Também houve incremento na receita, de 16%., diz relatório da Abiarroz.

“Tivemos uma ampliação significativa de embarques para Portugal, que figura como o quarto principal destino das exportações em junho, com 4,5 mil toneladas de arroz enviadas”, afirma Trevisan.

Importações

Em relação às importações, o Brasil comprou, no primeiro semestre do ano, 695 mil toneladas de arroz beneficiado, com desembolso de US$ 212,5 milhões. Isso representa uma queda de 11,9% no volume importado e de 38,9% no valor quando comparado ao primeiro semestre de 2024.

No mês de junho de 2025, foram importadas 112,3 mil toneladas, representando um aumento de 4% nas importações do mês na comparação com o mesmo período de 2024.



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Suco de laranja: tarifas americanas preocupam o setor


Laranja Indústria, Fundecitrus
Foto: Citrus BR

A tarifa adicional de 50% sobre as importações de suco de laranja brasileiro, imposta pelos EUA, ameaça a sustentabilidade da cadeia citrícola nacional e desestabiliza o principal fluxo comercial internacional dessa commodity. É isso o que indicam os  pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A medida compromete a competitividade do Brasil, líder global em exportações de suco. Além disso, impõe pressões inflacionárias ao mercado norte-americano, fortemente dependente do fornecimento brasileiro de suco de laranja. 

Esse cenário é visto justamente em um contexto de recuperação da safra paulista de laranja. Segundo pesquisadores do Cepea, a combinação entre ampla oferta e entraves comerciais tende a resultar no acúmulo de estoques industriais e na retração das cotações no mercado interno. 

Ainda mais, pesquisadores do Cepea indicam que o redirecionamento de volumes originalmente destinados aos Estados Unidos para os mercados europeu e doméstico poderá intensificar a pressão sobre os preços internacionais, com efeitos colaterais em toda a cadeia. 

Dessa forma, no curto prazo, espera-se que esse excedente resulte em desequilíbrios nos estoques e em redução das margens da indústria.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Licenciamento ambiental moderniza e desburocratiza o país, avalia CNA



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou, em nota, que o projeto de lei do licenciamento ambiental, aprovado na quarta-feira (16) pela Câmara dos Deputados vai modernizar, desburocratizar e garantir segurança jurídica e ambiental ao país. Para a CNA, o marco legal do licenciamento ambiental vai evitar ainda perdas de competitividade para o País.

O marco legal do licenciamento ambiental uniformiza os procedimentos para emissão de licença ambiental em todo o país, com definições de prazos para os processos. A proposta simplifica a concessão de licença para empreendimentos de menor impacto ambiental. O texto agora segue para sanção presidencial.

Em nota, o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, destaca que a ausência de uma lei geral que trate do licenciamento ambiental de forma geral tornava o procedimento de licenciamento diferente em cada Estado, além de gerar divergências de entendimentos entre órgãos federais, estaduais e o Ministério Público.

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“O texto aprovado atende aos anseios do setor produtivo, ao evitar retrocessos e estabelecer segurança jurídica e ambiental para o país e para a economia”, disse Ananias. Segundo ele, o novo marco legal vai reduzir a demora na aprovação dos pedidos de licenciamento ambiental, atualizar normas criadas na década de 1990 e gerar mais segurança jurídica aos investidores do setor.

Na avaliação de Ananias, as novas regras previstas no projeto de lei do licenciamento não “excluem a rigidez da legislação ambiental brasileira”. De acordo com ele, produtores vão continuar produzindo em respeito ao Código Florestal e submetidos ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), mesmo aqueles produtores de atividades de baixo impacto ambiental que estão isentas de licenciamento. Nas atividades agropecuárias não enquadráveis na isenção, os produtores terão que fazer a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), segundo Ananias.



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Tarifaço de Trump coloca em risco principal polo exportador de frutas do Brasil



Considerado o principal polo exportador de frutas do país, a Valexport (Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco) afirma que a implementação da taxação de 50% sobre as exportações brasileiras pode causar “efeitos devastadores” ao produtores do Nordeste.

De acordo com a Valexport, a fruticultura irrigada do Vale do São Francisco movimenta cerca de US$ 500 milhões em exportações anuais. O setor de exportação de frutas brasileiras gera cerca de 250 mil empregos diretos e 950 mil indiretos.

A associação divulgou na última quarta-feira (16) uma carta fazendo um apelo para evitar o tarifaço. Endereçado aos governos do Brasil e dos Estados Unidos, embaixadas, ministérios e órgãos de comércio e relações exteriores, o documento pede que seja restabelecido o diálogo diplomático e técnico com máxima prioridade.

“É imperativo encontrar uma solução que permita a manutenção do fluxo de exportações, a preservação dos empregos, e o respeito ao esforço de milhares de famílias e empresas comprometidas com a produção sustentável de alimentos”, diz trecho da carta assinada pelo presidente da entidade, José Gualberto de Almeida.

Endereçado aos governos do Brasil e dos EUA, embaixadas, ministérios e órgãos de comércio e relações exteriores, o documento pede que seja restabelecido o diálogo diplomático e técnico com máxima prioridade. “É imperativo encontrar uma solução que permita a manutenção do fluxo de exportações, a preservação dos empregos, e o respeito ao esforço de milhares de famílias e empresas comprometidas com a produção sustentável de alimentos”, adverte o presidente da entidade, José Gualberto de Almeida.

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A carta dos produtores e exportadores de frutas ainda afirma que a tarifa inviabiliza totalmente a operação logística e comercial para os EUA, ameaçando paralisar a atividade em toda a região.

“O resultado será uma queda brusca nos preços, o colapso da rentabilidade do setor e, de forma alarmante, o desemprego em massa no Vale do São Francisco. Contamos com o bom senso, a responsabilidade institucional e o espírito de cooperação que sempre marcaram as relações entre nossos países”, concluiu o documento da Valexport.



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Ovos: preços caem na primeira quinzena de julho



Os preços dos ovos encerraram a primeira quinzena de julho em queda em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com a menor demanda, devido sobretudo ao período de férias escolares, produtores acabaram concedendo descontos nas negociações, o que intensificou a pressão sobre os valores. 

Segundo colaboradores do Cepea, embora as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do País tenham contribuído para uma redução da produção, o ritmo lento das vendas tem impactado o mercado. 

Desde a semana passada, o setor nacional de ovos também está atento às tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. 

No primeiro semestre deste ano, os EUA adquiriram 61% do volume exportado pelo Brasil, com destaque para o ritmo acelerado das compras, que vêm renovando recordes mensais nos últimos cinco meses e já acumulam alta expressiva de 1.274% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Colaboradores do Cepea estão atentos aos desdobramentos da medida, mas, ainda assim, é importante destacar que as exportações brasileiras de ovos representam menos de 1% da produção nacional. Dessa forma, o impacto no mercado interno, num primeiro momento, pode ser mais limitado, diferentemente do que pode ocorrer em outros setores do agronegócio.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil caminha para novo recorde no processamento de soja


O setor de processamento de soja segue em trajetória positiva no Brasil e deve alcançar novos recordes em 2025. Segundo avaliação da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), o bom desempenho registrado ao longo de 2024 fortalece a confiança nas projeções de crescimento para o Complexo da soja no próximo ano.

De acordo com dados divulgados pela Abiove, somente no mês de maio foram processadas 4,87 milhões de toneladas de soja no país, o que representa um aumento de 2,1% em relação a abril e de 13,6% na comparação com o mesmo mês de 2024, ajustado pela base amostral. No acumulado do ano, o volume processado chegou a 21,33 milhões de toneladas — crescimento de 5,9% sobre igual período do ano passado.

A entidade destaca que o desempenho está diretamente ligado à elevação da mistura obrigatória de biodiesel, que incorporou os percentuais B14 e B15 ao longo de 2024. “Estamos vivendo um ano positivo para o processamento de soja, com perspectiva de recorde”, afirma Daniel Furlan Amaral, Diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE. Ele também aponta que a demanda firme por óleo de soja tem mantido o ritmo de atividade elevado na indústria.

Para o restante do ano, a previsão é de continuidade no crescimento. A produção nacional de soja deve alcançar 169,7 milhões de toneladas, enquanto o volume de esmagamento está projetado em 57,8 milhões de toneladas — ligeira alta de 0,5%. Já a produção de farelo e óleo de soja deve atingir 44,5 milhões e 11,6 milhões de toneladas, respectivamente, com avanços de 0,9% e 1,3%.

No mercado externo, a expectativa também é otimista. A exportação de soja em grãos deve somar 109 milhões de toneladas, aumento de 0,9% sobre o ano anterior. Já as vendas externas de farelo devem se manter estáveis em 23,6 milhões de toneladas. Por outro lado, as exportações de óleo de soja devem sofrer uma leve retração de 3,6%, sendo revisadas para 1,35 milhão de toneladas. As importações de óleo e grão de soja devem somar, respectivamente, 100 mil e 500 mil toneladas, como forma de complementar a oferta no mercado interno.





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