terça-feira, maio 12, 2026

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Alta no consumo de carne bovina torna os EUA dependente de importações



O consumo de carne bovina nos EUA superou sua produção em 996 mil toneladas, tornando o país dependente de importações para suprir sua demanda interna, seugndo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Entre os maiores países produtores, o Brasil se destaca com o maior saldo entre produção e consumo, de 3,69 milhões de toneladas, seguido pela Austrália, com um saldo mais modesto, de 1,94 milhões de toneladas.

Outras possíveis alternativas para abastecer o mercado norte-americano seriam o Paraguai e o Uruguai, cujos consumos internos são proporcionalmente menores, resultando no saldo entre produção e consumo de 480,00 mil e 425,00 mil toneladas, respectivamente.

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No entanto, de acordo com o Imea, esses países já possuem mercados consolidados, que absorvem parte significativa da sobra da produção. Ainda segundo a entidade , o preço da carne bovina produzida no Brasil continua sendo o mais competitivo entre todos os países mencionados.



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Operação do Mapa apreende 20 fetos de lhamas na fronteira com a Bolívia



Operação apreendeu 20 fetos mumificados de lhamas e 10 fetos de porcos em Corumbá (MS), na fronteira com a Bolívia. A ação foi realizada por auditores fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com servidores da Receita Federal do Brasil e da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. O foco era o combate ao tráfico de produtos ilegais e de alto risco sanitário ao território brasileiro.

A operação começou na última sexta-feira (25) e foi concluída na segunda-feira (28), com ações concentradas no Posto Esdras, estradas vicinais e no Posto Lampião Aceso. Ao longo do final de semana, as equipes vistoriaram diversos veículos, ônibus de linha interestadual e cinco ônibus de turismo clandestinos.

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De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), os fetos de animais foram encontrados em bagageiros de ônibus clandestinos que seguiam em direção a São Paulo. Eles seriam destinados ao mercado esotérico em São Paulo, abastecido por integrantes da comunidade andina que realizam rituais no segundo semestre.

Porém, esses materiais representam uma séria ameaça à agropecuária nacional, pois podem introduzir agentes patogênicos e pragas de difícil erradicação no território brasileiro. Itens como batatas e pimentas também são frequentemente apreendidos pelos auditores, que conhecem as formas de ocultação das cargas irregulares. Segundo os especialistas, os volumes transportados vêm crescendo, de acordo com a demanda de bolivianos que vivem na capital paulista.

“As apreensões de fetos de animais, especialmente de lhamas, têm se tornado mais frequentes desde 2024 e preocupam muito os profissionais que atuam na linha de frente da fiscalização. São produtos que trazem um risco sanitário concreto à produção agropecuária e à saúde dos brasileiros. Os auditores fiscais federais agropecuários atuam de forma técnica e incansável para impedir a entrada dessas ameaças no País”, afirmou Janus Pablo Macedo, presidente do Anffa Sindical.

Durante a operação, também foram apreendidas drogas. Com o auxílio de um cão de faro da Receita Federal, duas pessoas foram encaminhadas ao hospital local com suspeita de tráfico internacional de entorpecentes. Após exames de raio-X, foi constatado que os bolivianos, de 24 e 31 anos, haviam ingerido cerca de 100 cápsulas de substância análoga à cocaína, totalizando 2,2 quilos da droga. Após expelirem o material, ambos foram levados à Polícia Federal.

Além dos fetos e das drogas, as equipes apreenderam roupas, combustíveis e produtos fitossanitários transportados sem autorização dos órgãos de fiscalização competentes. O total foi estimado em cinco toneladas de mercadorias.



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preços baixos devem atrasar início da safra no Rio Grande do Norte



O início da safra de cebola em Baraúna, no Rio Grande do Norte, que iniciaria no final de julho, deve sofrer atraso frente aos baixos preços praticados no mercado. É isso o que apontam os levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea. 

De acordo com colaboradores, o desenvolvimento dos bulbos tem se mostrado satisfatório, sem grandes problemas de qualidade. 

Apesar disso, a perspectiva é de uma oferta menor no comparativo com a de 2024. Resultado da brusca diminuição de área plantada em razão dos prejuízos e descapitalização dos produtores na última safra. 

Segundo pesquisadores, as preocupações são muitas quanto ao que se esperar da temporada atual, justamente pelo fato de a safra já se iniciar com preços baixos.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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com semeadura se aproximando do fim, liquidez e preços seguem em baixa



Com a semeadura de trigo no Brasil próxima do fim, os vendedores seguem focados na finalização dos trabalhos de campo. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Compradores, por sua vez, buscam negociar com o mercado externo, mantendo a liquidez baixa no spot nacional. 

No Brasil, segundo dados da Conab, a semeadura atingiu 96,9% da área destinada ao cultivo de trigo até o dia 19 de julho, em linha com o observado no mesmo período de 2024 e com a média dos últimos cinco anos. Faltam apenas Rio Grande do Sul e Santa Catarina para encerrar a semeadura. 

A colheita, por sua vez, avança em Goiás e se iniciou em Minas Gerais. Com a proximidade da finalização da semeadura e o recuo do dólar frente ao Real na última semana, os preços caíram no mercado disponível.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Setor de suco de laranja pode ter prejuízo de R$ 4,3 bilhões com tarifaço



A tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras de suco de laranja para os EUA, prevista para entrar em vigor na quinta-feira, 1º de agosto, pode gerar impacto anual de até US$ 792 milhões, o equivalente a R$ 4,3 bilhões para a cadeia produtiva do suco de laranja brasileiro., segundo a Associação Nacional das Indústrias Exportadoras de Sucos Cítricos (CitrusBR), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O cálculo considera o desempenho da safra encerrada em 30 de junho e inclui as tarifas de acesso ao mercado americano. Em termos globais, com todas as tarifas cobradas pelos diferentes mercados, o total de tributos pagos pelo setor deve saltar de US$ 393,6 milhões para US$ 1,3 bilhão, somando os principais destinos de exportação oara Estados Unidos, União Europeia, Canadá, Japão e China, além de Reino Unido, Noruega, Suíça e Rússia.

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Na safra 2024/25, os EUA foram o segundo principal destino do suco brasileiro, com 41,7% de participação, atrás apenas da Europa. Foram exportadas 307.673 toneladas, o equivalente a cerca de 85 milhões de caixas de 40,8 quilos, com receita total de US$ 1,31 bilhão.

Atualmente, o Brasil paga uma tarifa fixa de US$ 415 por tonelada para exportar aos EUA. Com base nos volumes da última safra, esse custo somou US$ 142,4 milhões. A estimativa de impacto de US$ 792 milhões considera a aplicação acumulada da nova tarifa de 50% com a alíquota adicional de 10%, anunciada em abril.

Mesmo que a nova tarifa substitua à anterior de 10%, o impacto ainda seria significativo, com aumento estimado em US$ 635 milhões por safra, alta de 345,8% em relação ao cenário atual, segundo a CitrusBR.



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Açúcar: com oferta menos volumosa, indicador registra altas


cana-de-açúcar, Mato Grosso do Sul, açúcar
Foto: Faeg/divulgação

Os preços médios do açúcar cristal no mercado spot paulista seguiram firmes na última semana. É isso o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Entre 21 e 25 de julho, a média do Indicador Cepea /Esalq do açúcar cristal branco (cor Icumsa de 130 a 180, estado de São Paulo) foi de R$ 120,31/saca de 50 kg. O valor representa alta de 1,29% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Segundo o centro de pesquisas, as ofertas não são volumosas, especialmente do açúcar de melhor qualidade (Icumsa até 180). 

Este fator tem ajudado usinas a manter firmes os preços pedidos pelo cristal na pronta-entrega, mesmo com compradores sinalizando que as vendas para o varejo (consumidor final) seguem fracas. Ainda assim, a liquidez captada pelo Cepea teve leve melhora nos últimos dias.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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demanda mais aquecida aumenta preços do hidratado



Os preços do hidratado, que vinham em seguidas quedas desde o início de julho, voltaram a subir no mercado paulista na última semana. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

De acordo com o instituto, a demanda aqueceu em reflexo, sobretudo, da proximidade do retorno às aulas. Distribuidoras mostraram mais interesse em adquirir novos volumes após algumas semanas de baixa adesão. 

Outro fator positivo é a chegada do E30 na gasolina a partir de 1º de agosto. O aumento do percentual de mistura de anidro de 27% para 30% na gasolina C foi aprovado em 25 de junho. 

Números captados pelo Cepea mostram que a quantidade desse combustível negociada pelas usinas de São Paulo no spot vem crescendo nas últimas semanas. Assim, entre 21 e 25 de julho, o Indicador Cepea /Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,5448/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). Dessa forma, o aumento representa alta de 0,83% sobre o período anterior. 

Para o anidro, o Indicador Cepea /Esalq registrou leve recuo de 0,12% no mesmo comparativo, a R$ 2,9168/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Ministério da Agricultura amplia número de estações meteorológicas no país



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou a instalação de novos transmissores para modernizar a rede de mais de 600 estações meteorológicas do país. A primeira etapa ocorre no Rio Grande do Sul, onde 98 unidades estão sendo instaladas ou substituídas, segundo o diretor do Inmet, Carlos Alberto Andrade e Jurgielewicz.

“O estado já contava com 44 estações, que agora recebem equipamentos mais modernos. Também estão sendo implantadas novas estações em outras localidades, em resposta aos eventos climáticos extremos recentes”, explicou. A previsão é concluir as instalações no estado até o fim do terceiro trimestre de 2026.

Entre as cidades que já receberam os novos equipamentos no Rio Grande do Sul estão Campo Bom, Canela, Porto Alegre e Teutônia, que passaram por retrofit, ou seja, tiveram estações antigas modernizadas. Também foram instaladas novas estações meteorológicas em localidades que antes não contavam com esse serviço, como Butiá, Cachoeirinha, Caxias do Sul , Charqueadas, Eldorado do Sul, Montenegro, Morro Reuter, Riozinho, Rolante, São Francisco de Paula, Sapucaia do Sul, Sertão Santana e Taquari.

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A nova tecnologia permite transmissões mais rápidas e seguras, reduzindo o intervalo de envio de dados de uma hora para 15 minutos em situações de emergência.

“A instalação desses transmissores moderniza a coleta e o envio de dados meteorológicos. Com isso, conseguimos trabalhar de forma mais ágil e confiável”, destacou Camilo Mussi, subsecretário de Tecnologia da Informação do Mapa. Ele lembrou que antes as informações eram atualizadas apenas uma vez por hora. “Agora podemos requisitar dados a cada 15 minutos, o que é essencial em eventos extremos e ajuda a prevenir desastres”.

Investimento e modernização

O plano de modernização do Inmet conta com investimento de R$ 150 milhões. Os recursos serão aplicados na instalação das 98 estações no Rio Grande do Sul, na ampliação do monitoramento e na atualização tecnológica de toda a rede.

Entre as melhorias previstas estão a substituição de equipamentos analógicos por sistemas automáticos, capazes de coletar e registrar dados meteorológicos e de solo em tempo real. O projeto também prevê a integração dessas informações com as Superintendências Federais de Agricultura e Pecuária (SFAs), ampliando o uso dos dados no planejamento agropecuário.

Para reforçar a infraestrutura de transmissão, o Inmet firmou parceria com a Telebras. Além disso, o Instituto passará a ter status de secretaria do Mapa, ampliando sua capacidade de atuação diante das demandas da agropecuária e das mudanças climáticas.

Com dados mais completos e em tempo real, a modernização vai beneficiar produtores rurais, pesquisadores, gestores públicos e toda a sociedade. Essas informações são essenciais para decisões sobre plantio, colheita e prevenção de perdas causadas por fenômenos extremos.



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Mapa sinaliza apoio a regulamentação do cultivo da cannabis para uso terapêutico


Fávaro recebe representantes da Associação Flor da Vida / Divulgação

O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu o deputado estadual Eduardo Suplicy e representantes da Associação Flor da Vida para discutir os avanços na regulamentação do cultivo da cannabis para uso terapêutico no Brasil. O encontro ocorreu na última quinta-feira (24), em Brasília.

Segundo Fávaro, o ministério é favorável à pauta e está atuando em conjunto com a Anvisa, o ministério da Fazenda e o ministério da Justiça para concluir a regulamentação. “O governo vai entregar uma regulamentação que melhora a vida de milhares de brasileiros”, afirmou o ministro.

Fávaro também reforçou que todo cultivo que gere renda e emprego para pequenos, médios e grandes produtores brasileiros será defendido pelo ministério da Agricultura e Pecuária, destacando a importância da regulamentação do cultivo da cannabis no cenário rural nacional. Há previsão que até o dia 30 de setembro seja entregue uma regulamentação final sobre o tema.

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Embrapa disponibiliza ferramenta que auxilia a gestão de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta



Uma nova versão da planilha eletrônica para inventário florestal em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) foi disponibilizada pela Embrapa Florestas (PR). Desenvolvida para uso no Excel, a ferramenta surgiu a partir de demandas identificadas em cursos com técnicos e produtores. Seu objetivo é apoiar o planejamento e a tomada de decisões sobre o plantio e o manejo das árvores nesses sistemas integrados. A ferramenta pode ser baixada gratuitamente na página da Embrapa.

A Planilha para Inventário Florestal no sistema de ILPF se destaca por sua aplicabilidade prática. De acordo com o pesquisador Vanderley Porfírio-da-Silva, da Embrapa Florestas, a realização do inventário florestal é uma etapa crítica nos sistemas ILPF, especialmente aqueles voltados à obtenção do selo Carne Carbono Neutro (CCN).

“O inventário fornece informações que permitem avaliar o crescimento das árvores e estimar o carbono acumulado, dado necessário para comprovar a neutralização das emissões de metano entérico dos bovinos nos sistemas silvipastoris, mas é uma prática que sempre gera dúvidas sobre como deve ser feita”, observa. observa. A planilha é voltada a extensionistas, consultores e demais profissionais que acompanham ou atendem projetos de ILPF.

Na ferramenta, o usuário insere informações básicas da área, como o arranjo espacial definido para o sistema, e a planilha calcula o número de árvores que devem existir na área. Com essa densidade de plantio (número de árvores por hectare), a planilha calcula também valores de parâmetros necessários para o inventário florestal, tais como: o tamanho de parcelas, o número e a distância entre parcelas a serem instaladas no campo, facilitando a execução adequada do inventário e gerando dados precisos, especialmente para o uso nos softwares SisILPF, que são simuladores de crescimento florestal, produção de madeira e captura de carbono para diferentes espécies.

“A planilha ajuda a definir uma amostragem precisa e suficiente, mesmo em sistemas com grande variabilidade de arranjos espaciais de plantio”, explica Edilson Oliveira, também pesquisador da Embrapa Florestas. “Além do inventário de áreas já implantadas, a planilha também pode ser utilizada para simulações que ajudem o produtor a planejar o sistema e levar a campo as melhores opções de implantação de sua área de ILPF”, completa.

Com essa ferramenta, é possível estabelecer parcelas de avaliação permanentes que geram dados contínuos sobre o desempenho das árvores. Isso contribui tanto para o manejo florestal sustentável quanto para o monitoramento dos impactos ambientais positivos do ILPF, como o conforto térmico animal e o sombreamento sobre pastagens.

Sis ILPF: ferramenta digital que integra produção e sustentabilidade

Os SisILPF são softwares que dão suporte às atividades de planejamento, manejo e análise econômica do componente florestal dos sistemas ILPF. Eles possibilitam que os usuários testem, para cada condição de clima e solo, todas as opções de manejo do componente arbóreo deste tipo de sistema.

Os softwares geram tabelas de sortimento de madeira por classes de utilização industrial como laminação, serraria, madeira roliça para postes e cercas, e energia, em função de diâmetros e comprimentos de toras que o próprio usuário indica, além de calcular o carbono capturado pelas árvores e o equivalente em CO2 e metano, e emitem gráficos com estimativas do número de animais que podem ter a emissão de metano compensada pelas árvores do ILPF.

Existem versões do software para sistemas integrados com as seguintes espécies florestais: Eucalyptus benthammii, Eucalyptus dunnii, Eucalyptus urograndis, Pinus elliottii, Pinus taeda, Cedro, Mogno e Teca

Carne Carbono Neutro

Desde meados dos anos 2000, a pecuária bovina brasileira enfrenta pressões internacionais devido aos seus impactos ambientais, especialmente pela associação com o desmatamento e pelos baixos índices zootécnicos, que resultam em uma carne com alta pegada de carbono.

Para abordar essas questões, a Embrapa desenvolveu, em 2012, a marca-conceito Carne Carbono Neutro (CCN). A iniciativa visa produzir carne bovina com emissões de metano compensadas pelo sequestro de carbono em árvores integradas aos sistemas pastoris, como a integração pecuária-floresta (IPF) e a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), promovendo o bem-estar animal com maior conforto térmico devido à sombra proporcionada pelas árvores.

A marca CCN, registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em 2016, após depósito em 2013, é baseada em um protocolo auditável que garante a produção de carne em áreas agropecuárias consolidadas, sem desmatamento ou uso de fogo. O protocolo assegura a neutralização das emissões de gases de efeito estufa, o bem-estar animal e a qualidade do produto, com versões da logomarca em português e inglês.

Testado em fazendas nos biomas Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica, o protocolo CCN integra boas práticas agropecuárias, bem-estar animal, compensação de emissões, rastreabilidade e padrões para frigoríficos. Está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 2, 12 e 13 que tratam, respectivamente, de erradicar a fome, garantir padrões de consumo e produção sustentáveis e de ações de enfrentamento às mudanças climáticas, além de promover transparência e gestão eficiente na cadeia produtiva, em alinhamento à agenda ESG.

Para Roberto Giolo, pesquisador da Embrapa Gado de Corte (MS) e um dos idealizadores da iniciativa, “a marca CCN agrega valor à carne, beneficiando toda a cadeia, do produtor ao consumidor, com foco na sustentabilidade e na redução de impactos ambientais. Isso fortalece a competitividade da pecuária brasileira nos mercados interno e externo, melhorando sua reputação global”.



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