terça-feira, maio 12, 2026

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Lula deve vetar trechos do PL do Licenciamento Ambiental, diz Marina



A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse, nesta terça-feira (29), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vetar alguns trechos do Projeto de Lei (PL) 2.159/21, que trata das regras do licenciamento ambiental.

Segundo a ministra, a decisão do governo é “preservar o licenciamento ambiental”.

“Já existe uma decisão, a de que é preciso preservar o licenciamento ambiental brasileiro, de que é necessário não demolir uma das principais ferramentas de proteção ambiental no Brasil, de não se criar uma situação de insegurança jurídica generalizada, de que é necessário que se respeitem as leis existentes. Muitas delas nem podem ser alteradas da forma que foi proposto”, afirmou Marina.

Para ela, a eventual sanção do projeto representará uma “demolição” da legislação ambiental brasileira.

Medida para substituir

Durante evento de comemoração de um ano da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, em Brasília, a ministra afirmou que o governo estuda uma medida para substituir as mudanças na legislação, mas não esclareceu se a proposta será encaminhada por uma medida provisória ou um projeto de lei.

“Não basta vetar. É preciso vetar e ter algo para colocar no lugar. Não está sendo vista apenas a questão do veto, mas como reparar adequadamente aquilo que porventura venha a ser mudado”, disse a ministra.

Enviado para sanção presidencial, o projeto de lei prevê a simplificação dos trâmites processuais, com a criação de novos tipos de licenças ambientais, e a redução dos prazos de análise. O presidente Lula tem até o próximo dia 8 para sancionar ou vetar o texto final que a Câmara dos Deputados aprovou no último dia 17.

Marina informou que equipes da do MMA, da Casa Civil e do Ministério de Relações Institucionais estão analisando as mudanças no texto, que deve ser encaminhado em breve para o presidente. O olhar recai sobre a proposta como um todo, não apenas as alterações aprovadas pelos deputados.

“O presidente vai ter as informações na sua mesa para que possamos decidir”, resumiu. “A estratégia do governo é: tendo claro que não basta vetar, é preciso colocar algo no lugar, e isso tem a ver com as alternativas facultadas ao Poder Executivo, ou você faz essa reparação por projeto de lei ou MP”, concluiu.

Política Nacional

A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo foi instituída pela Lei nº 14.944, sancionada pelo presidente Lula em 31 de julho de 2024. A proposta estabelece princípios, objetivos e instrumentos para o uso do fogo de forma segura e sustentável, considerando os conhecimentos tradicionais e científicos.

Além disso, a lei cria uma nova forma de governança do fogo, compatível com o desafio imposto pela mudança do clima. Cabe ao governo federal coordenar ações entre os governos estaduais e municipais, sociedade civil, comunidades tradicionais e setor privado na gestão do fogo, definindo diretrizes para a atuação da cada um desses atores de maneira dialogada e integrada.



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Haddad diz que pode haver conversa entre Lula e Trump sobre tarifas



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta terça-feira (29), em Brasília, que pode haver uma conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump para tratar das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros exportados para aquele país.

Segundo ele, não há obstrução dos canais de diálogo entre os negociadores das duas nações, entretanto, esse contato direto entre os chefes de Estado exige uma preparação protocolar mínima.

“É papel nosso, dos ministros, justamente azeitar os canais para que a conversa, quando ocorrer, seja a mais dignificante e edificante possível”, disse Haddad sobre o trabalho que vem sendo feito por ele; pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que está nos Estados Unidos; e pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que também vem dialogando com o setor produtivo.

“Tem que haver uma preparação antes para que seja uma coisa respeitosa, para que os dois povos se sintam valorizados à mesa de negociação, não haja um sentimento de viralatismo, de subordinação”, acrescentou, ao criticar as pressões da oposição para que haja pressa nas decisões.

“[Temos que] virar um pouquinho a página da subserviência e, com muita humildade, nos colocar à mesa, mas respeitando os valores do nosso país”, disse o ministro em conversa com jornalistas no Ministério da Fazenda.

Um grupo de oito senadores brasileiros também está em Washington, capital do país norte-americano, para tentar abrir um canal de diálogo com congressistas estadunidenses e discutir soluções para o tarifaço.

No último dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos enviou uma carta a Lula anunciando a imposição da tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir do dia 1º de agosto.

“Há sinais de interesse”

Para Haddad já há “algum sinal de interesse” e “sensibilidade” de autoridades dos Estados Unidos para conversar.

“Alguns empresários estão fazendo chegar ao nosso conhecimento que estão encontrando maior abertura lá, não sei se vai dar tempo até dia 1º”, avaliou o ministro, afirmando que não está fixado na data e que as negociações vão continuar mesmo com a entrada em vigor das tarifas.

“Estão ficando mais claros, agora, os pontos de vista do Brasil em relação a alguns temas que não eram de fácil compreensão por parte deles. A relação sempre foi amistosa entre os países, então não há razão nenhuma para que isso mude, deixar que temas alheios ao governo brasileiro sejam motivo para o recrudescimento, assim, de tensões”, afirmou o ministro da Fazenda.

O ministro contou, ainda, que o vice-presidente Geraldo Alckmin tem feito “um esforço monumental” em suas conversas com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. “Ontem mesmo houve uma conversa mais longa, terceira e mais longa conversa que tiveram”, observou.

O foco do governo brasileiro, segundo Haddad, é que eles se manifestem oficialmente para que possa ser mapeado o que, de fato, está em jogo e para que os negociadores encontrem uma solução, considerando o que é importante para os dois países.

Plano de contingenciamento

Enquanto isso, já está na mesa do presidente Lula o plano de contingenciamento para ajudar empresas afetadas pelo tarifaço. O documento foi formulado pelos ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; das Relações Exteriores; e pela Casa Civil.

Vários cenários foram apresentados e, segundo o ministro Haddad, Lula tomará a decisão sobre “a escala, o montante, a oportunidade, a conveniência e a data” do pode ser colocado em vigor. Um dos cenários inclui um programa de manutenção do emprego com o mesmo propósito do que vigorou durante a pandemia de covid-19.

“Eu não sei qual é o cenário que o presidente vai optar”, afirmou o ministro da Fazenda, sem adiantar as medidas.

“O Brasil vai estar preparado para cuidar das suas empresas, dos seus trabalhadores e, ao mesmo tempo, se manter permanentemente numa mesa de negociação, buscando racionalidade, buscando respeito mútuo e estreitamento das relações”, completou o ministro.



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Preços do boi gordo no Brasil hoje: acompanhe as cotações



O mercado físico do boi gordo apresenta predominante acomodação em seus preços. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, o ambiente de negócios aponta para um perfil mais lateralizado, em que as indústrias não têm tanta capacidade para exercer pressão sobre os pecuaristas.

“Rumores em torno das negociações com os Estados Unidos ainda permeiam o mercado, com discussões sobre isenção de tarifas para determinados produtos. Outra informação é que os importadores se mostram dispostos a honrar os contratos já firmados, arcando com o ônus do adicional tarifário. Esse ambiente sugere por volume de exportação para os Estados Unidos até meados de setembro”, disse.

  • São Paulo: R$ 295,37 — R$ 294,78
  • Goiás: R$ 275,89 — R$ 276,43
  • Minas Gerais: R$ 285,88 — R$ 285,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 295,57 — R$ 294,66
  • Mato Grosso: R$ 290,20 — R$ 290,14

Mercado atacadista

O atacado se depara com preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma recuperação dos preços no decorrer da primeira quinzena de agosto, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Vale destacar que esse movimento será limitado pela maior competitividade das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango”, pontuou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,40 por quilo, o dianteiro a R$ 17,50 e a ponta de agulha é cotada a R$ 17 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,39%, sendo negociado a R$ 5,5700 para venda e a R$ 5,5680 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5588 e a máxima de R$ 5,6043.



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AgroNewsPolítica & Agro

Eliminação de soqueira é estratégia eficaz contra pragas



O método químico envolve a aplicação de herbicidas



O método químico envolve a aplicação de herbicidas
O método químico envolve a aplicação de herbicidas – Foto: Pixabay

A remoção das soqueiras de cana-de-açúcar, restos das plantas após a colheita, é uma prática essencial para a renovação do canavial e o controle de pragas, como o Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana. Segundo Bruno Ferreira, consultor técnico de vendas, a eliminação pode ser feita por métodos químicos, mecânicos ou pela combinação de ambos, dependendo das condições da lavoura e dos objetivos do produtor.

O método químico envolve a aplicação de herbicidas para enfraquecer ou eliminar os tocos remanescentes. No entanto, essa abordagem, quando usada isoladamente, costuma ter eficácia limitada. Por isso, é comum associá-la à eliminação mecânica, que promove a remoção física das soqueiras por meio de implementos agrícolas. Entre os equipamentos disponíveis, destacam-se os eliminadores com acionamento por cardan e os modelos hidráulicos, que oferecem menor desgaste, maior eficiência e reduzem a necessidade de manutenção.

O período ideal para a realização dessa prática também deve ser considerado. Ferreira destaca que a época seca é mais favorável ao uso dos eliminadores mecânicos, pois as condições do solo melhoram o desempenho dos equipamentos. Já durante a reforma dos canaviais, é possível integrar os métodos conforme a estratégia de manejo adotada.

Mais do que uma etapa operacional, a eliminação da soqueira é um investimento em produtividade. Ao reduzir a infestação de pragas e preparar o solo para novas plantações, a prática contribui para a longevidade dos canaviais, otimiza os recursos da propriedade e garante melhores resultados ao longo dos ciclos produtivos.

 





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Pecuária lucrativa: as 15 fazendas top rentáveis da safra 2024/2025


Pecuaristas, a busca por alta performance na pecuária brasileira tem um novo patamar de excelência! O programa Fazenda Nota 10, maior projeto de gestão e comparação de resultados da pecuária no Brasil, acaba de revelar o ranking das 15 fazendas mais rentáveis da safra 2024/2025. Assista ao vídeo abaixo e confira quais são as propriedades.

Essa lista destaca propriedades que demonstraram excelência em gestão e resultados, provando que a disciplina e o foco em números transformam a lucratividade no campo.

Nesta terça-feira (29), o programa Giro do Boi, do Canal Rural, trouxe Antônio Chaker, diretor do Instituto Inttegra, e Rodrigo Gennari, líder de projetos do Fazenda Nota 10, para o lançamento oficial da safra 2025/2026 e a apresentação dos resultados que inspiram todo o setor.

Revelações da safra anterior e o poder da gestão

Antes de mergulhar no ranking, o programa celebrou a Fazenda Recanto, de Antônio Zini, localizada em Paranaíta, no estado de Mato Grosso.

A propriedade foi reconhecida como a “Fazenda Revelação” da safra. Mesmo ingressando recentemente no programa, a Fazenda Recanto cumpriu todos os quesitos de disciplina, lançamentos de dados, módulos de saúde e bem-estar animal, e o protocolo GHG (Gases de Efeito Estufa), mostrando que o engajamento desde o início pode levar uma fazenda ao topo dos resultados.

Antônio Chaker enfatiza que “quem se compara, evolui”. Ver outras fazendas atingindo retornos de 9% sobre o valor da terra, resultados antes considerados impensáveis, gera uma nova perspectiva e direciona o caminho para o sucesso.

A fazenda que começa a fazer gestão profissional não volta atrás; “é foguete que não dá ré, só sobe”, destacou Chaker, ilustrando o impacto transformador da gestão.

As 15 fazendas mais rentáveis da safra 2024/2025

Confira as propriedades que se destacaram no ranking das top 15 na última safra do Fazenda Nota 10:

A Fazenda Olhos D’Água, de Aquidauana, no estado de Mato Grosso do Sul, conquistou o primeiro lugar geral, consolidando-se como o grande destaque da safra.

O ranking demonstra a forte presença de propriedades dos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso na vanguarda da produtividade, com a inclusão notável de uma fazenda do estado de Minas Gerais, e exemplos do Tocantins e do Rio de Janeiro, mostrando a abrangência do sucesso da gestão.

Reconhecimento e incentivo à gestão

As fazendas que se classificaram entre as Top 10 do ranking serão beneficiadas com a isenção da mensalidade na próxima safra, um grande incentivo para que mantenham o alto nível de gestão e produtividade.

Antônio Chaker e Rodrigo Gennari reforçam que essa conquista é fruto de muito trabalho e serviço bem feito, e que os troféus estão a caminho das propriedades, para celebrar esse reconhecimento.

O programa Fazenda Nota 10 continua de portas abertas para novos pecuaristas, oferecendo condições especiais para quem quer transformar sua gestão, como a primeira mensalidade grátis, aplicativo gratuito para acompanhamento de dados e um livro autografado de Antônio Chaker.

Essa iniciativa reafirma que a gestão profissional é um caminho sem volta para o sucesso e a lucratividade na pecuária brasileira. Essa iniciativa reafirma que a gestão é um caminho sem volta para o sucesso na pecuária. Quer fazer parte do Fazenda Nota 10? Clique e entre em contato!



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Batata/Cepea: Menor demanda pressiona cotações em SP; geada pode impactar oferta


 Levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea mostram que o preço médio da batata tipo ágata especial no atacado de São Paulo foi de R$ 63/sc na última semana, queda de 16,3% em relação à anterior; nos atacados de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, as médias permaneceram estáveis no período, em R$ 57/sc e R$ 63/sc, nesta ordem. Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, chuvas principalmente nas regiões Sul e Sudeste reduziram o ritmo de colheita, resultando em menor oferta. A demanda por batatas também diminuiu, devido ao final do mês, quando normalmente o poder aquisitivo da população é menor, pressionando as cotações e/ou limitando as altas de preços do tubérculo. Ainda conforme o Centro de Pesquisas, devido às geadas ocorridas na última semana, pode haver uma desaceleração da oferta, a depender da intensidade dos danos nas lavouras. 

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Geada deve atingir áreas de 5 estados; veja quando e onde


A massa de ar polar que avançou pelo Brasil nesta semana segue atuando com força e será responsável por manter o frio nesta quarta-feira (30), informa a Climatempo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Após uma terça-feira gelada, que registrou mínimas negativas em cidades do Sul, como Urupema e Morro das Torres (-1,6°C), ambas em Santa Catarina, a quarta começa com risco de geada em áreas do Sudeste e Sul, incluindo pontos de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (veja mapa abaixo).

risco de geada Climatemporisco de geada Climatempo

Assim, o amanhecer desta quarta-feira será novamente muito frio e com risco de geada em várias áreas do Sul e do Sudeste. O mapa de risco indica maior potencial para o fenômeno desde o sul de São Paulo até o Rio Grande do Sul, abrangendo Paraná e Santa Catarina.

Segundo a Climatempo, a Serra da Mantiqueira, que engloba cidades como Campos do Jordão (SP), Maria da Fé (MG) e Monte Verde (MG), também deve registrar geada devido ao frio intenso combinado com céu limpo e baixa umidade.

Capitais também sentirão o frio

O frio será sentido de forma ampla e algumas capitais se destacam pelas mínimas previstas para quarta-feira (30):

  • Curitiba (PR): mínima de 2 °C
  • Porto Alegre (RS): 5 °C
  • Florianópolis (SC): 6 °C
  • São Paulo (SP): 7 °C
  • Belo Horizonte (MG): 9 °C



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Frente fria no Brasil e tarifas dos EUA trazem volatilidade aos preços do café


Os preços do café foram negociados em 307,7 c/lb na última segunda-feira (28), aumento de 1,5% em sete dias.

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, o movimento se deve à passagem de uma frente fria que tende a derrubar as temperaturas nas principais áreas produtoras do país, bem como às incertezas a respeito das tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos.

Alguns modelos meteorológicos mostram queda acentuada dos termômetros no sul de Minas Gerais, com os termômetros chegando abaixo dos 5°C nos próximos três dias. Com isso, a ameaça de geadas sobre a região se intensifica.

De acordo com a analista de inteligência de mercado da Hedgepoint, Laleska Moda, além dos riscos climáticos que estão por vir, tempestades de granizo já atingiram algumas fazendas de café do sul mineiro no último fim de semana.

“Embora o evento tenha sido localizado, afetando apenas uma pequena área, essas fazendas relataram danos causados pelas tempestades de granizo, incluindo perda de folhas e possível impacto na produção de 2026/27. No entanto, foi um evento localizado e ainda é muito cedo para avaliar a extensão dos danos”, diz.

Produtores aguardam definições

A analista destaca as regiões brasileiras de conilon, onde a safra 2025/26 está basicamente completa, o clima tem sido mais favorável, com algumas fazendas no Espírito Santo e na Bahia entrando no período de floração da safra 2026/27.

“Nesse contexto, o aumento das chuvas é vital para o desenvolvimento e fixação adequados das flores”, contextualiza.

Laleska aponta que os atuais riscos climáticos no Brasil e a questão com as tarifas dos Estados Unidos também mantiveram as vendas de café no país lentas, enquanto os produtores aguardam novas definições.

“Embora o governo brasileiro e outros agentes da cadeia de suprimentos, como o Cecafé e a Associação Nacional do Café (NCA) dos EUA, tenham se engajado em negociações comerciais com o governo dos EUA, ainda não foi alcançado um acordo para isentar o café de tarifas”, ressalta.

Oferta mundial de café para os EUA

O fluxo de café brasileiro para os EUA pode ser momentaneamente interrompido caso a tarifa de 50% sobre as exportações seja aprovada.

Segundo a analista da Hedgepoint, se isso acontecer, os torrefadores e exportadores norte-americanos terão que contar com outras origens, como Colômbia, América Central e África Oriental.

No entanto, não só a maior parte dessas origens está em sua entressafra, com oferta limitada no segundo semestre de 2025, mas os diferenciais também são maiores do que os brasileiros.

diferenciais do cafédiferenciais do café

“Embora nos últimos meses os diferenciais brasileiros estiveram elevados, o grão brasileiro costuma ser mais barato do que as outras origens e, com a colheita da safra atual, os preços foram pressionados para baixo recentemente”, enfatiza.

Nesse sentido, não só os EUA podem enfrentar uma redução da oferta de café se não importarem do Brasil, mas também os preços tendem a aumentar no país.

“Em uma visão mais ampla, embora alguns países, como Japão e União Europeia, tenham chegado a acordos para diminuir as tarifas propostas atuais, as taxas ainda podem impactar a economia norte-americana, especialmente aumentando a inflação. Portanto, a médio e longo prazo, a demanda por café pode ser afetada, com as perspectivais de uma persistente volatilidade do lado dos preços”, diz.



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Dia travado para a soja; confira os números no Brasil e em Chicago



O mercado brasileiro de soja registrou negócios mais escassos ao longo do dia, tanto nos portos quanto nas regiões industriais. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, a queda na Bolsa de Chicago (CBOT) aliada à desvalorização do dólar influenciou o recuo dos formadores de preços no mercado físico.

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Apesar da firmeza nos prêmios de exportação, os valores praticados nos portos recuaram. No interior, as ofertas de compra chegaram a superar a paridade, mas os produtores seguem buscando preços mais firmes, concentrando-se também na venda do milho safrinha. Esse cenário resultou em um mercado travado, com poucos negócios durante o dia.

Soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 140,00 para R$ 138,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 132,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 139,00 para R$ 137,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 121,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 121,00 para R$ 120,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 122,00 para R$ 120,00

Oleaginosa em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago fecharam com preços mais baixos na terça-feira, refletindo um cenário de ampla oferta global e arrefecimento da demanda pelo produto americano. As condições das lavouras nos Estados Unidos seguem muito boas, sinalizando uma safra cheia que se soma ao volume recorde da soja sul-americana.

No âmbito financeiro, a valorização do dólar frente a outras moedas afeta a competitividade dos produtos agrícolas americanos, pressionando os contratos futuros para baixo.

USDA

Dados recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam melhora nas condições das lavouras: até 27 de julho, 70% estavam em boas a excelentes condições, contra 68% na semana anterior.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão para entrega em agosto fecharam com baixa de 7 centavos de dólar, a US$ 9,81 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,09 1/2, com perda de 2 centavos.

Nos subprodutos, o farelo para setembro caiu US$ 3,00, a US$ 266,40 por tonelada. Já o óleo com vencimento em agosto fechou em 57,54 centavos de dólar, com alta de 0,99 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,39%, cotado a R$ 5,5700 para venda e R$ 5,5680 para compra. Durante a sessão, oscilou entre R$ 5,5588 e R$ 5,6043.



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Produtores de MT lançam campanha para valorizar produção brasileira



Em meio ao debate global sobre proteínas alternativas e carnes cultivadas em laboratório, um grupo de pecuaristas de Mato Grosso lançou a campanha “A carne do futuro é animal”. O objetivo é destacar que a carne bovina produzida nos pastos brasileiros é sustentável, rastreável e competitiva frente aos novos modelos de produção de proteína que ganham espaço no mercado.

A iniciativa é liderada pelo Canivete Pool, coletivo de produtores que aposta na inovação e na valorização da pecuária nacional. O movimento pretende mostrar, com dados técnicos e histórias reais, que é possível unir alta produtividade, bem-estar animal e redução das emissões de carbono na criação de bovinos, reforçando a importância da carne como alimento fundamental para a segurança alimentar global.

A campanha está sendo amplamente divulgada nas redes sociais e em eventos do setor. A proposta é aproximar o consumidor urbano da realidade do campo, quebrando mitos e mostrando como práticas modernas de manejo e tecnologias de rastreabilidade garantem qualidade, sustentabilidade e competitividade internacional para a carne brasileira.

Além da narrativa sobre produção sustentável, o movimento também quer contribuir para que o Brasil mantenha protagonismo no mercado global de carne bovina, explorando vantagens como o uso de pastagens naturais, a adoção de sistemas integrados de produção e o avanço de certificações socioambientais reconhecidas mundialmente.

No Programa Planeta Campo desta terça-feira (29), o produtor rural Luciano Resende, falou sobre como a campanha está sendo realizada e quais as principais metas. Confira!



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