segunda-feira, maio 11, 2026

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Aplicativo centraliza dados de propriedades rurais



O usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo



O usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo
O usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo – Foto: Pixabay

O governo federal lançou o aplicativo Meu Imóvel Rural, que reúne em um só lugar as principais informações sobre imóveis rurais. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), responsável pelo desenvolvimento da ferramenta em parceria com o Dataprev, o app traz uma interface simples e pode ser acessado via computador ou celular, mediante login com conta GOV.BR.

Com o novo aplicativo, o usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo: o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), o Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF) e o Cadastro Ambiental Rural (SICAR). A proposta é facilitar o acesso à informação, aumentar a transparência e permitir a identificação de eventuais pendências ambientais, fundiárias e fiscais.

A ministra Esther Dweck afirmou que a iniciativa integra a agenda digital do governo e contribui para políticas públicas mais eficazes. “Com o aplicativo, o proprietário rural não precisa mais acessar três sistemas diferentes para obter dados e identificar pendências ambientais, fundiárias e fiscais do seu imóvel”, explicou a ministra.

Por enquanto, o app está disponível para pessoas físicas com imóveis rurais. A partir de novembro de 2025, também atenderá pessoas jurídicas. Nessa data, novas funções serão incluídas, como notificações oficiais, vinculação automática de cadastros e consulta por CNPJ.

A possibilidade de verificar inconsistências entre os diferentes cadastros ajuda a evitar problemas futuros, principalmente em casos de regularização fundiária ou ambiental. Com isso, o aplicativo se torna uma ferramenta estratégica para quem busca manter seus registros em dia e aproveitar com mais facilidade os benefícios de programas e políticas públicas voltadas ao campo.





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Embrapa Gado de Leite tem novo chefe-geral



Bellini assume chefia com foco em inovação




Foto: Divulgação

José Luiz Bellini é o novo chefe-geral da Embrapa Gado de Leite. Bellini substitui Denis Teixeira Rocha que ocupou o cargo no último ano. Analista da Embrapa há 35 anos, Bellini é engenheiro civil com mestrado em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas e doutorado em economia aplicada pela Oklahoma State University. A transmissão de cargo ocorreu em cerimônia interna nesta sexta-feira (01/08) na sede da instituição, em Juiz de Fora/MG.

Uma das prioridades do novo chefe-geral é direcionar esforços para a pesquisa aplicada. A estratégia de sua gestão é mobilizar as instituições do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), incluindo as Unidades da Embrapa, Institutos de Ciência e Tecnologias e demais parceiros, para estabelecer uma carteira prioritária de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para os próximos dez anos.

Segundo Bellini, para conduzir essa atividade, será instituído o Fórum Nacional do Leite cujo objetivo é definir os desafios mais prementes do setor. A proposta do gestor prevê a criação da Rede Leite, um consórcio de instituições com interesse em corresponsabilidade no desenvolvimento de soluções apropriáveis e prioritárias estabelecidas no Fórum do Leite, e o Funleite, para captar recursos destinados à inovação na cadeia produtiva do leite.

Na gestão de Transferência de Tecnologias (TT), Bellini pretende ampliar as parcerias com o Sistema Ater, indústrias laticinistas e cooperativas. “Por meio dessas parcerias iremos capacitar técnicos e produtores, atendendo as principais bacias produtoras do país, além de identificar questões relevantes de PD&I”, diz. A TT contemplará um programa de capacitação técnica em sistemas de produção de precisão gerando mão-de-obra qualificada para atividade. Também consta de sua proposta de gestão a negociação e implementação de programa de desenvolvimento territorial, com o apoio do Sistema S, para territórios vocacionados para o leite. “Mobilizar os agentes públicos e privados, da academia e do setor produtivo, é questão fundamental para uma proposta robusta de desenvolvimento da cadeia produtiva do leite”, afirma Bellini.





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Soja brasileira ganha espaço com ausência dos Estados Unidos no mercado chinês


Os preços da soja no Brasil continuam sustentados por prêmios firmes no mercado internacional, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 25 a 31 de julho. A entidade destacou que a atual valorização se deve à redução da presença dos Estados Unidos no mercado chinês, o que abre espaço para o produto brasileiro e sustenta os valores pagos ao produtor no país.

“O câmbio voltou a se aproximar de R$ 5,60 por dólar, dentro do contexto das tensões comerciais com os EUA, o que ajuda a segurar os preços da oleaginosa”, afirma o boletim da Ceema. No Rio Grande do Sul, os preços giraram em torno de R$ 121,00 por saca nas principais praças, com média local de R$ 124,64. No restante do país, os valores oscilaram entre R$ 111,00 e R$ 122,00 por saca. A Ceema observa que, em um cenário de normalidade comercial, o preço médio no estado estaria por volta de R$ 110,00, ou seja, R$ 14,64 abaixo do valor atual.

Em outro destaque do relatório, a Ceema apontou uma movimentação atípica no mercado internacional. A Índia adquiriu 150 mil toneladas de óleo de soja da China, um volume considerado raro, dada a tradicional preferência indiana por óleo de palma e outras fontes. A decisão se deu pelo excesso de oferta do produto no mercado chinês, que passou a ser vendido com desconto entre US$ 15,00 e US$ 20,00 por tonelada em relação aos preços do Brasil e da Argentina. Segundo o boletim, “as moageiras chinesas compraram muita soja enquanto a demanda interna freou”, o que resultou também em excedente de farelo.

A Ceema acrescenta que, para a Índia, a compra do produto chinês reduz custos logísticos. Enquanto os embarques da América do Sul demoram mais de seis semanas para chegar ao país asiático, os da China levam entre duas e três semanas.

Apesar da sustentação dos preços no mercado doméstico, o relatório indica que os valores atuais ainda estão, em boa parte do Brasil, abaixo dos praticados no mesmo período de 2024. Naquele ano, a média gaúcha no fim de julho era de R$ 122,78 por saca, e nas principais praças, o valor chegava a R$ 124,00. No restante do país, os preços oscilavam entre R$ 118,00 e R$ 128,00 por saca.





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Brasil calcula o real impacto das novas tarifas dos EUA


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou, por meio de nota divulgada nesta quinta-feira (31), que aproximadamente 44,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ficaram de fora da tarifa adicional de 50%, aplicada unilateralmente pelo governo norte-americano por meio de ordem executiva assinada na quarta-feira (30). A lista publicada pela Casa Branca inclui cerca de 700 produtos excluídos da medida, como aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de Ferro.

De acordo com levantamento preliminar da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), a nova tarifa atingirá 35,9% das exportações brasileiras destinadas aos EUA, o que corresponde a US$ 14,5 bilhões em 2024. Já os produtos excluídos da cobertura da ordem executiva representam 44,6% do total exportado, o equivalente a US$ 18 bilhões no mesmo período.

Além disso, 19,5% das exportações brasileiras estão sujeitas a tarifas específicas, aplicadas a todos os países com base em critérios de segurança nacional, como as previstas na Seção 232. Esses produtos, que somaram US$ 7,9 bilhões em 2024, não serão impactados pela nova medida. Entre eles estão autopeças, que já são taxadas em 25%, independentemente da origem.

O MDIC afirmou que, de modo geral, “a maior parte das exportações brasileiras, representando 64,1%, continua concorrendo com produtos de outras origens no mercado americano em condições semelhantes”. Segundo a pasta, mercadorias em trânsito não serão afetadas pelas tarifas adicionais. A decisão assinada no dia 30 de julho isenta da nova cobrança os embarques realizados no Brasil até sete dias após a data da ordem executiva, desde que cumpram os requisitos estabelecidos.

 





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Exportações de café batem recorde no ano-cafeeiro de 2024


O volume de exportações dos cafés do Brasil alcançou um recorde no ano-cafeeiro de 2024, totalizando 46,1 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com dados do Sumário Executivo do Café, analisados pelo Consórcio Pesquisa Café. O número representa um crescimento de 30,6% em relação ao total exportado em 2023, quando foram vendidas 35,3 milhões de sacas ao mercado externo.

Segundo o relatório, os Estados Unidos lideraram as importações, sendo responsáveis por 16,5% das compras, o equivalente a 7,6 milhões de sacas. O volume exportado ao mercado norte-americano representa um aumento de 40,7% em comparação com 2023, quando o país adquiriu 5,4 milhões de sacas. “Os Estados Unidos foram o maior destino do café brasileiro, consolidando sua posição no topo do ranking dos importadores em 2024”, destacou o Consórcio Pesquisa Café.

Em seguida, a Alemanha aparece na segunda posição, com 7,3 milhões de sacas importadas, o que corresponde a 15,8% das exportações. A Bélgica registrou crescimento expressivo de 100% em relação a 2023 e adquiriu 4,4 milhões de sacas, o equivalente a 9,5% do total exportado. A Itália comprou 3,9 milhões de sacas, respondendo por 8,5% das vendas brasileiras, enquanto o Japão ocupou a quinta posição, com 2,3 milhões de sacas importadas, representando 5% das exportações.

As compras de outros países como Espanha, Turquia, Holanda, Rússia, Reino Unido, Coreia do Sul, Canadá, Suécia, França e Colômbia completaram o volume exportado em 2024, conforme indicado no Sumário Executivo.





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Mercado pecuário assimilou tarifaço dos EUA e já mostra recuperação, diz analista


O mercado brasileiro de boi gordo registrou um cenário de pressão baixista ao longo de julho.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o setor já enfrentava um natural quadro de queda nas cotações, com a boa disponibilidade de oferta interna.

Somado a isso, passou a ceder ainda mais diante das incertezas em torno das exportações com a perspectiva do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, imposto ao Brasil.

Porém, Iglesias ressalta que o mercado assimilou esse cenário adverso e ficou acomodado na semana passada e nessa também, já sinalizando uma tentativa de busca de patamares mais altos para a arroba do boi gordo.

“Agora, para o começo de agosto, o mercado já trabalha com uma perspectiva de elevação nas cotações por conta da entrada da massa salarial na economia e a comemoração do Dia dos Pais. Ainda assim, o movimento de recuperação dos preços ainda tende a ser comedido”, sinaliza.

Variação da arroba do boi no mês

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 31 de julho:
  • São Paulo (Capital): R$ 300, queda de 3,23% frente aos R$ 310 do final de junho
  • Goiás (Goiânia): R$ 285, recuo de 3,39% perante os R$ 295 do fechamento do mês retrasado
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 290, baixa de 3,33% em relação aos R$ 300 praticados no fechamento de junho
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 305, retração de 1,61% sobre os R$ 310 verificados no final do mês retrasado
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 295, diminuição de 6,35% frente aos R$ 315 do fechamento de junho
  • Rondônia (Vilhena): R$ 265, perda de 3,64% frente aos R$ 275 observados no final de junho

Mercado atacadista

O mercado atacadista se deparou com preços mais fracos ao longo de todo o mês de julho. Segundo Iglesias, isso aconteceu por conta das preocupações em torno das incertezas quanto ao andamento das exportações de carne bovina.

“A maior concorrência com a carne de frango também contribuiu para o cenário negativo às cotações. Um viés de melhora é esperado para agosto, em especial com a comemoração do Dia dos Pais”, diz o analista.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 21,40 o quilo, baixa de 6,96% frente aos R$ 23 praticados no final de junho. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 17,50 o quilo, retração de 5,41% ante os R$ 18,50 por quilo verificados no final do mês retrasado.

Exportações de carne bovina

carne bovina frigoríficoscarne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,352 bilhão em julho (19 dias úteis), com média diária de US$ 71,188 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 243,904 mil toneladas, com média diária de 12,837 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.545,50.

Em relação a julho de 2024, houve alta de 56,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 24,5% na quantidade média diária exportada e avanço de 25,8% no preço médio. 



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O importante papel da Caatinga no sequestro de carbono no Brasil



A liberação de gases do efeito estufa por atividades humanas é o principal causador das mudanças climáticas. Gases como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) ou o óxido nitroso (N2O), por exemplo, têm a capacidade de reter calor na atmosfera, alterando os padrões climáticos do planeta.

Quantificar e entender as origens dessas emissões é, portanto, etapa fundamental para orientar o desenvolvimento de políticas públicas e ações para reduzir esses lançamentos e mitigar seus efeitos sobre o clima global.

Nos últimos anos, nações, setores econômicos e organizações têm elaborado inventários para documentar o volume e o perfil de atividades produtivas responsáveis por esses lançamentos com o objetivo de minimizá-las e compensar esse impacto.

De forma geral, a quantidade de gases emitidos na atmosfera é um balanço formado pelo volume emitido das atividades subtraindo-se a carbono que é recuperado, por exemplo, por atividades naturais, como a fotossíntese das plantas.

O estudo sobre sequestro de carbono

Um artigo produzido por pesquisadores da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp, no câmpus de Jaboticabal, investigou o impacto da remoção de carbono no inventário de gases de efeito estufa brasileiro e apontou o papel central da Caatinga nesse processo.

Segundo o estudo, em alguns anos o bioma nordestino, apesar de ocupar aproximadamente 10% do território nacional, respondeu por quase 50% de toda a captura de carbono realizada no país.

A análise conduzida pelo pesquisador Luís Miguel da Costa, ao lado do professor Newton La Scala Jr. mostra que a Caatinga supera outros biomas mais celebrados por seus serviços ambientais, como a Amazônia e o Cerrado. O trabalho foi publicado na revista Science of the Total Environment.

A pesquisa comparou dados de duas das principais fontes de informação sobre emissões e remoções de gases de efeito estufa disponíveis para o Brasil hoje: o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), coordenado por instituições brasileiras, como o Observatório do Clima, e o Climate TRACE, consórcio internacional que utiliza imagens de satélite e inteligência artificial para monitorar, em tempo quase real, as emissões em todo o planeta.

Além de se debruçar sobre os biomas brasileiros, o estudo também contemplou a análise de dados de satélite sobre precipitação e fluorescência da clorofila. A fluorescência da clorofila é um indicador direto da atividade fotossintética da vegetação, ou seja, quanto mais intenso é o SIF, maior é o sequestro de carbono atmosférico pelas plantas.

Segundo os autores do estudo, o que ocorre na Caatinga é que o aumento da disponibilidade hídrica em épocas de chuvas abundantes se reflete em uma resposta bastante positiva do processo fotossintético.

“Havíamos feito um estudo específico sobre o SFI para todos os seis biomas brasileiros antes. Na Amazônia, por exemplo, constatamos que existe praticamente um platô, um nível máximo. Porém, quando analisamos as atividades fotossíntéticas em relação à precipitação, na Caatinga, observamos um crescimento muito grande do SIF naqueles anos em que a chuva supera os padrões do bioma”, explica o pesquisador.

Nos dados apresentados agora, diz Scala Jr., a Amazônia permanece como um imenso reservatório de carbono, cuja preservação é fundamental. Já a Caatinga chamou a atenção dos pesquisadores ao evidenciar uma expressiva capacidade de capturar carbono, relacionada à capacidade de sua vegetação para responder de forma positiva a determinados fatores ambientais, como a precipitação. “São características diferentes, mas igualmente importantes”, afirma o docente do câmpus de Jaboticabal.

A rebrota rápida das plantas é um atributo peculiar que faz com que o bioma funcione como um sumidouro expressivo de carbono, mesmo em períodos relativamente curtos de melhoria climática. A vegetação seca, que predomina em grande parte do ano, entra em um ciclo de crescimento acelerado assim que as chuvas chegam, sequestrando grandes quantidades de CO₂ da atmosfera, cerca de 40% das remoções do país, mostram estudos já realizados na região.

Desmatamento é o vilão das emissões brasileiras

Como explicam os autores do artigo, as emissões brasileiras estão totalmente associadas às mudanças no uso e na ocupação da terra. A agricultura surge como o segundo setor que mais emite, seguida pelo setor de Energia.

Segundo os dados oficiais do próprio SEEG, as emissões brutas brasileiras de GEE em 2023 totalizaram aproximadamente 2,3 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, ou ou 2,3 GtCO₂e. O valor representa uma redução de cerca de 12% em relação ao ano anterior, quando o total foi de 2,6 GtCO₂e. O termo “equivalente”, neste caso, é usado quando o cálculo se refere a todos os gases que causam o efeito estufa, em termos equivalentes ao CO₂.

Recentemente, dados oficiais divulgados pelo sistema DETER, ferramenta do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) que monitora alterações na cobertura florestal do país, indicaram uma redução de 33% no desmatamento no primeiro semestre de 2023, em comparação com 2022, e um aumento de 21% no Cerrado no mesmo período.

A maior parte do desmatamento no bioma ocorre no arco do desmatamento, próximo à Amazônia, e também na região chamada Matopiba (porção norte do bioma que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

As emissões líquidas de uso da terra e florestas, ou seja, o balanço do desmatamento, chegaram a registrar cerca de 1,8 GtCO₂e na década de 1990. No entanto, devido ao fortalecimento da fiscalização ambiental, esse balanço de emissões caíu para aproximadamente 0,2 GtCO₂e em 2012.

Após aquele ano, as emissões voltaram a subir, colocando o Brasil, na melhor das hipóteses, como o último entre os dez maiores emissores mundiais nessa rubrica. As queimadas e derrubadas crescentes em áreas tanto da Amazônia quanto do Cerrado têm ajudado a turbinar esses números.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Pasto nativo tem queda na qualidade nutricional


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (31) apontou que as pastagens no Rio Grande do Sul seguem em recuperação parcial, com desempenho variado conforme a região e o tipo de forragem cultivada. A entidade informou que “nos campos nativos, houve redução da oferta de volumosos e perda de qualidade em razão do excesso de fibra e do baixo valor nutricional”. Por outro lado, áreas de campo nativo melhorado apresentam desenvolvimento suficiente para o pastejo.

Nas pastagens cultivadas, a semeadura tardia e as condições climáticas limitaram a oferta de forragem. No entanto, o avanço das temperaturas, maior luminosidade e o retorno da umidade ao solo vêm favorecendo gradualmente o crescimento das espécies de inverno, o que tem proporcionado melhor aproveitamento para os rebanhos.

Na região administrativa de Bagé, a Emater/RS-Ascar relatou que “as áreas de integração lavoura-pecuária foram utilizadas para pastejo em função de sua recuperação, favorecida pelas condições climáticas”. Em Caxias do Sul, o bom desenvolvimento das forrageiras permitiu o uso das áreas de trigo, aveia e azevém para alimentação dos animais.

Erechim também apresentou condições positivas. Conforme o boletim, “a umidade do solo e a maior incidência de luz solar beneficiaram o crescimento e a rebrota das pastagens hibernais”, resultando em melhor oferta de massa verde e lotação adequada nos piquetes.

Na região de Frederico Westphalen, as pastagens de inverno responderam bem à adubação química e ao uso de resíduos orgânicos, o que estimulou a rebrota. Já em Ijuí, o aumento da luminosidade e da temperatura impulsionou o crescimento das forrageiras anuais. Apesar das precipitações a partir de 23 de julho terem prejudicado a produção de feno e pré-secado, a rebrota foi favorecida pela retirada dos rebanhos das áreas mais degradadas.

Em Passo Fundo, a recuperação das pastagens foi descrita como gradual, embora limitada. As áreas destinadas à silagem de trigo e cevada seguem em desenvolvimento, com o trigo de duplo propósito ainda sendo utilizado para pastejo. Em Pelotas, os 89 milímetros de chuva acumulada e os dias ensolarados favoreceram a adubação e o rebrote das pastagens nativas, mas nas áreas cultivadas a oferta ainda é restrita.

Porto Alegre também registrou crescimento nas pastagens de inverno devido ao clima mais favorável, embora o campo nativo ainda não tenha apresentado recuperação significativa. Em Santa Maria, o crescimento das forrageiras avançou de forma lenta, com maior comprometimento nas áreas onde houve sobrepastejo ou falhas no manejo da lotação.

A região de Santa Rosa teve benefício direto da umidade do solo, com as áreas de trigo, aveia e azevém proporcionando bom suporte nutricional ao manejo animal. Em Soledade, a melhora na oferta das pastagens de inverno foi limitada pelo frio e umidade. A rebrota das áreas de aveia foi prejudicada pelo pastejo intenso, e o azevém ainda não alcançou o ponto ideal para uso.





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a fruta que virou paixão nacional


O morango virou tendência nos mercados, nas redes sociais e nas receitas caseiras. Por trás dessa febre vermelhinha, há o trabalho dedicado de famílias que transformaram o cultivo da fruta em estilo de vida.

Em uma propriedade em Paulistânia, a produção começou de forma simples e cresceu com apoio técnico e muita dedicação. “Nós produzimos morango há cinco anos. Tudo começou quando minha sogra fez um curso com uma vizinha e decidiu plantar. A família inteira embarcou na ideia”, conta a produtora Vanessa Rodrigues, que cultiva a fruta há cinco anos.

Cultivo familiar e sustentável, sem defensivos agrícolas

Vanessa e sua família na agricultura familiar | Foto: arquivo pessoal

O cultivo segue um processo cuidadoso e bem planejado. “Plantamos as matrizes em outubro. Lá para março ou abril, elas soltam centenas de mudas que replantamos uma a uma. Dá trabalho, mas vale a pena”, afirma Vanessa.

Mesmo sem o selo de produto orgânico, a produção é feita sem defensivos agrícolas. “A gente colhe o morango e já pode dar direto pra uma criança. É tudo natural. O gosto é totalmente diferente do mercado. Desde que começamos, nunca mais compramos uma bandeja.”

Clima instável, mas resistência no campo

Nos últimos anos, o calor excessivo tem dificultado o cultivo. “Precisamos do frio para a planta soltar mudas. Mas dezembro e janeiro estão cada vez mais quentes, e poucas matrizes sobrevivem.”

Apesar disso, a fruta mostra sua força. “Teve um ano que congelou tudo, até a água da mangueira. E o morango resistiu. Ele gosta mesmo é do frio.”

A venda é feita por delivery em Bauru, e a demanda é grande. “Quando tem morango, é uma loucura. As pessoas adoram, principalmente pra dar pras crianças. ”Além disso, a parceria com o Sebrae tem sido essencial. “Eles ajudam em tudo: cursos, dúvidas, gestão. Estão sempre ao nosso lado.”

No fim das contas, o sucesso do “morango do amor” não está no tamanho, está no sabor real da fruta de verdade.



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Financiamento para biocombustíveis mais que dobra e alcança R$ 11,7 bilhões desde 2023



    O Brasil vem intensificando sua aposta nos biocombustíveis como estratégia para descarbonizar a economia e impulsionar uma nova fase industrial. Entre janeiro de 2023 e junho de 2025, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) aprovaram R$ 11,7 bilhões em financiamentos para projetos ligados ao setor — valor que mais que dobra o montante liberado entre 2019 e 2022, que somou R$ 4,6 bilhões.

    O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destaca que o aumento expressivo no volume de crédito atende às diretrizes do governo federal para a expansão da produção de biocombustíveis.

    “O Brasil é referência mundial e o BNDES tem sido um parceiro estratégico para ampliar a fronteira tecnológica do setor e atrair novos mercados”, afirma Mercadante.

O presidente da Finep, Luiz Antonio Elias, reforça que o resultado demonstra o compromisso do governo federal e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com a transição energética.

Inovação tecnológica está no centro dos novos projetos

Os projetos apoiados destacam-se pelo caráter inovador, como o etanol de segunda geração, novas enzimas, sementes sintéticas de cana-de-açúcar e o uso da agave tequilana — planta adaptada para produção de etanol no Brasil.

Também estão entre os investimentos tecnologias avançadas para biometano e biodiesel, que elevam a produtividade e posicionam o Brasil na vanguarda global dos biocombustíveis.

Raízen e CMAA lideram grandes operações em biocombustíveis

Só em 2025, os financiamentos já somam R$ 2,2 bilhões. Entre os principais projetos aprovados estão:

  • CMAA (Minas Gerais): R$ 480 milhões para elevar em 85 milhões de litros/ano a produção de etanol;
  • Raízen Energia (Andradina, SP): R$ 1 bilhão para construção de uma unidade de Etanol Celulósico de Segunda Geração (E2G), com capacidade para até 82 milhões de litros/ano.



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