domingo, maio 10, 2026

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Trump impõe tarifa extra de 25% à Índia, igualando as cobranças aplicadas ao Brasil



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva nesta quarta-feira (6) impondo uma tarifa adicional de 25% sobre produtos da Índia, alegando
que o país importou, direta ou indiretamente, petróleo russo. Com isso, o total de tarifas
aplicadas ao parceiro comercial dos Estados Unidos vai para 50%, mesmo percentual aplicado às exportações brasileiras.

“Constato que o governo da Índia está atualmente importando petróleo da Federação Russa,
direta ou indiretamente”, disse o presidente Donald Trump em uma ordem executiva.

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“Portanto, e em conformidade com a legislação aplicável, os artigos da Índia importados para o território aduaneiro dos Estados Unidos estarão sujeitos a uma taxa adicional de 25%”, diz a ordem executiva.

Trump já havia mencionado a Rússia como motivo para taxar Índia no dia 30 de julho, quando fez uma publicação em uma rede social criticando a o governo indiano.

“Ele [Índia] sempre compraram a maior parte do seu equipamento militar da Rússia e hoje são um dos principais compradores de energia russa, num momento em que o mundo quer que a Rússia pare com a matança na Ucrânia. Tudo isso não é bom!”



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Produtor de soja adota cautela no Brasil; lavouras nos EUA apresentam boas condições



O mercado global de soja enfrentou mais uma semana de pressão, influenciado pela perspectiva de uma safra robusta nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 70% das lavouras norte-americanas estão em condições boas ou excelentes, reforçando a expectativa de uma oferta elevada. A confirmação desse cenário motivou forte movimento de venda por parte dos fundos de investimento na Bolsa de Chicago.

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Segundo a plataforma Grão Direto, apesar disso, o clima segue no radar. As altas temperaturas no meio-oeste aumentaram a sensibilidade do mercado a atualizações climáticas, mas, até o momento, sem impactos relevantes sobre a produção. A previsão para os próximos 6 a 10 dias continua favorável ao bom desenvolvimento das lavouras, o que reduz a chance de uma reviravolta no curto prazo.

Contratos futuros de soja

Com esse cenário, os contratos futuros da soja recuaram. O vencimento de agosto/25 encerrou a semana cotado a US$ 9,62 por bushel, queda de 3,7%. Já o contrato de março/26 caiu 3,03%, finalizando em US$ 10,23 por bushel. No câmbio, o dólar fechou em leve baixa de 0,18%, a R$ 5,55.

Mercado no Brasil

No Brasil, o movimento em Chicago pressionou o mercado, mas a demanda externa aquecida e os prêmios ainda elevados nos portos deram sustentação aos preços internos. A tendência predominante no mercado físico foi de leves altas, principalmente em regiões com boa logística e acesso ao comércio exterior.

A comercialização da safra 2025/26, por outro lado, avança lentamente. Em Mato Grosso, principal estado produtor, apenas 17,5% da soja futura foi vendida até julho, um ritmo bem abaixo da média dos últimos anos. Essa lentidão é explicada pela combinação de margens mais apertadas e custos elevados, especialmente com fertilizantes como MAP, DAP e ureia, que seguem caros em relação ao ano passado.

O produtor, diante disso, opta por aguardar melhores condições de mercado, principalmente no que diz respeito à relação de troca. A expectativa é que, se os preços de insumos recuarem ou se os preços da soja se recuperarem, haja maior estímulo à comercialização.

Com os fundos pressionando as cotações em Chicago e a safra americana em ritmo promissor, a tendência global permanece baixista para a próxima semana. No entanto, o Brasil ainda encontra sustentação nas exportações e nos prêmios, o que deve continuar protegendo, ao menos parcialmente, os preços no mercado interno.



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Colheita da 2ª safra de milho no PR atinge 75% da área, mostra Deral



A colheita do milho safrinha, ou segunda safra, alcançou 75% da área cultivada no Paraná até a última segunda-feira (4), em comparação com 64% há sete dias, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do estado (Seab).

“A colheita do milho avança rapidamente e já está praticamente concluída em parte do estado”, disse o Deral. “As chuvas e ventos do fim de julho causaram acamamento em algumas lavouras, principalmente nas já fragilizadas pelos efeitos de geadas anteriores. Ainda assim, a produtividade média deve ser satisfatória, com muitas áreas superando 6 mil kg/ha”, acrescentou.

As lavouras de milho ainda por colher estão nas seguintes fases: frutificação (4%) e maturação (96%). Em relação às condições das plantações, 57% são classificadas como boas, 24% estão em condição média e 19% em situação ruim.

Trigo

Já a cultura do trigo encontra-se 100% plantada. As lavouras estão nas seguintes fases: desenvolvimento vegetativo (32%), floração (26%), frutificação (37%) e maturação (5%). A condição geral continua favorável, com 82% das áreas em situação boa, 12% média e 6% ruim.

Conforme o Deral, a maior parte das regiões relata bom desenvolvimento das lavouras de trigo, graças ao retorno das chuvas e aos tratos culturais adequados. As geadas fracas e localizadas ocorridas na semana não causaram prejuízos significativos. “Houve registros pontuais de perdas em lavouras mais suscetíveis, como as localizadas em baixadas. Algumas áreas pontuais devem ser colhidas em breve”, relatou.



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Conab realizará novo leilão para compra de milho



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), realizará novamente rodadas de leilão para a compra de milho. A medida tem como objetivo abastecer os estoques governamentais de milho para o atendimento do Programa de Venda em Balcão (ProVB)

A expectativa é adquirir 41,5 mil toneladas do cereal em novas operações de compra. Estas ocorrerão nos dias 13 e 14 de agosto, sendo executadas pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe).

No leilão marcado para a próxima quarta-feira (13), a Companhia espera comprar 12,5 mil toneladas, exclusivamente de agricultores familiares e suas cooperativas de produção. Dessa forma, o objetivo é proporcionar acesso facilitado e condições mais justas para os pequenos produtores.

Já na quinta-feira (14), o leilão de compra do grão será ofertado em caráter de ampla concorrência. Assim, todos os produtores, cooperativas e demais fornecedores de milho poderão participar, inclusive agricultores familiares.

O milho a ser adquirido deverá ser entregue nos municípios de Irecê (5 mil t), na Bahia; Imperatriz (7,5 mil t), no Maranhão; Rondonópolis (3 mil t), em Mato Grosso; Uberlândia (10 mil t), em Minas Gerais; além de Brasília (16 mil t), no Distrito Federal.

Todos os comunicados, avisos e resultados destas operações estarão disponíveis no Portal da Conab. Podem participar dos leilões os produtores rurais, cooperativas, associações e comerciantes, cadastrados perante a Bolsa de Mercadorias por meio da qual pretendam realizar a operação, e registrados, na data da realização do leilão, no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes da Conab (Sican), além de estarem em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e demais exigências dos editais.

Aquisição realizada

A Conab adquiriu 8,5 mil toneladas de milho em leilão de compra realizado na última sexta-feira (1). O cereal será entregue pelos vencedores diretamente na unidade armazenadora da Conab em Uberlândia (MG) para posterior comercialização pelo ProVB.

“A intenção é que o grão fique em locais estrategicamente selecionados de maneira a reduzir tanto o custo de transporte como o tempo para o reabastecimento das unidades de venda da companhia. Assim, além da melhor aplicação do recurso público, a Conab busca garantir aos criadores e criadoras a compra do produto na melhor janela de preços”, reforça o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos.

O reforço nos estoques públicos de milho vendido vai auxiliar pequenos criadores de animais em todo o país, principalmente os mais distantes dos grandes centros e das zonas de maior produção, e que utilizam o produto para a alimentação dos seus plantéis.

Estas operações de compra de milho voltadas para o abastecimento do Programa de Venda em Balcão estão autorizadas pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Fazenda (MF), conforme a Portaria Interministerial MAPA/MF/MDA nº 21/2024.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Mesmo com exceções, tarifas dos EUA devem tirar R$ 25,8 bilhões do PIB brasileiro, estima Fiemg



Em novo estudo divulgado nesta terça-feira (5), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) estimou que, mesmo com as exceções, as tarifas adicionais sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos afetam 55% das exportações do Brasil e podem comprometer mais de 147 mil empregos.

“Apesar da isenção concedida a 694 produtos – o que representa cerca de 45% do valor exportado pelo Brasil ao mercado norte-americano – os efeitos sobre a economia nacional ainda serão expressivos”, diz a Fiemg.

A simulação feita pela Fiemg chegou à conclusão de que a imposição da tarifa pode reduzir o PIB brasileiro em R$ 25,8 bilhões no curto prazo e até R$ 110 bilhões no longo prazo. A perda de renda das famílias poderá alcançar R$ 2,74 bilhões em até dois anos, além da redução de 146 mil postos de trabalho formais e informais.

Os setores industriais mais atingidos, segundo o estudo, serão a siderurgia, a fabricação de produtos de madeira, de calçados e de máquinas e equipamentos mecânicos.

Na agropecuária, destaca-se o impacto sobre a pecuária, especialmente a cadeia da carne bovina, que segue fora da lista de isenções tarifárias e representa parcela significativa da pauta exportadora nacional.

No caso específico de Minas Gerais, que é terceiro maior estado exportador para os EUA, com US$ 4,6 bilhões em exportações em 2024, o estado terá aproximadamente 37% de suas exportações isentas, com destaque para itens como ferro fundido, ferro-nióbio e aeronaves. Como 63% da pauta mineira permanece sujeita à tarifa, são atingidos produtos como café, carnes bovinas e tubos de aço.

No curto prazo, a economia mineira poderá ter uma perda de R$ 4,7 bilhões no PIB e redução de mais de 30 mil empregos em prazo de até dois anos. Em um horizonte de 5 a 10 anos, os impactos podem ultrapassar R$ 15,8 bilhões no PIB estadual e eliminar mais de 172 mil postos de trabalho. Os efeitos recaem principalmente sobre os setores de siderurgia, pecuária, fabricação de produtos da madeira e calçados.

Diplomacia como solução

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, defendeu a via diplomática como caminho mais eficaz para mitigar os impactos negativos da medida.

“A imposição dessas tarifas, ainda que parcialmente suavizada pelas isenções, foi unilateral e sem negociação com o governo brasileiro. É fundamental que o Brasil atue diplomaticamente para ampliar o número de produtos isentos, preservar sua competitividade no mercado internacional e proteger empregos e investimentos nacionais”, destacou Roscoe.



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Mercado de soja apresenta movimentações


No estado do Rio Grande do Sul, os prêmios elevados da soja nos portos sustentam otimismo para a próxima safra, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados para pagamento em 08/08 (entrega julho até 07/08) ficaram em R$ 141,80 (+1,29%) porto. Compradores estão olhando com mais força para meses mais à frente. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 133,00 Cruz Alta – Pgto. 29/08. R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto. R$ 132,00 Ijuí– Pgto. 29/08 – para fábrica. R$ 132,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 11/09. Preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 122,00 a saca ao produtor”, comenta.

Em Santa Catarina, o mercado se aqueceu em termos de negociações, com preços travados. “O mercado de soja em Santa Catarina acompanha o cenário nacional de forte comercialização, impulsionada pela demanda aquecida e pelos prêmios favoráveis nos portos. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 137,99”, completa a consultoria.

No Paraná, a comercialização segue firme com apoio da demanda externa. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,77 (+0,70%). Em Cascavel, o preço foi 126,01 (-0,17%). Em Maringá, o preço foi de R$ 126,57 (-0,51%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 127,44 (-0,29%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 139,04 (+0,76%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

Vendas lentas e poucas informações no Mato Grosso do Sul. “No entanto, baseado em informações anteriores sabemos que o Estado está um tanto quanto lento, com saídas consideradas medianas. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 121,27 (-0,62%), Campo Grande em R$ 121,27 (-0,62%), Maracaju em R$ 121,27 (-0,62%), Chapadão do Sul a R$ 118,85 (-0,75%), Sidrolândia a em R$ 121,27 (-0,62%)”, informa.

O Mato Grosso tem projeção de queda na produção de soja e desafios logísticos. “Apesar disso, o ritmo intenso traz pressão sobre a logística e a armazenagem, ampliando a disputapor espaço em silos e elevando a necessidade de  escoamento imediato, o que deve afetar a comercialização da soja. Campo Verde: R$ 122,13 (+1,20%). Lucas do Rio Verde: R$ 118,37 (+1,36%), Nova Mutum: R$ 118,37 (+1,36%). Primavera do Leste: R$ 122,13 (+1,20%). Rondonópolis: R$ 122,13 (+1,20%). Sorriso: R$ 118,37 (+1,36%)”, conclui.

 





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Feira debate tecnologia e geopolítica do agro



A referência é ser a principal vitrine de tecnologia, inovação e genética de ponta da bovinocultura leiteira do país. Na prática, a feira vai muito além e abre cada vez mais espaço para discutir outras cadeias produtivas, como de grãos, por exemplo. Começou ontem (05) a Agroleite 2025, exposição feira agropecuária que completa 25 anos.

A cooperativa Castrolanda, idealizadora do evento, espera receber mais de 170 mil visitantes e movimentar negócios na ordem de R$ 500 milhões no quatro dias de evento (5 a 8/agosto), que acontece, em Castro, Região dos Campos Gerais do Paraná, município conhecido com a Capital do Leite.

O Castrolanda ExpoCenter, local onde ocorre o Agroleite, foi ampliado este ano para receber 370 expositores e mais de 650 animais. Gustavo Viganó, gerente do Agroleite, cita a presença de juízes internacionais no julgamento das raças holandeses e Jersey e a presença forte da ovinocultura, com perto de 100 animais. Ele destaca a importância da evolução genética dos rebanhos representados na na feira, o que define a região como a ‘meca do leite’.

Entre os pontos altas do Agroleite está a programação técnica, com fóruns, plenárias e painéis que abordam os principais desafios do agronegócio moderno, com destaque para a geopolítica, tema que neste momento impacta produção e mercado, doméstico e internacional. Genética, nutrição e sustentabilidade também estão entre os assuntos em debate.

O vice-presidente da Castrolanda Armando Carvalho ressalta que todos os temas estão ligados aos negócios da cooperativa não só do leite, mas também suinocultura e agricultura com abordagens atuais como gestão de pessoas e mão-de-obra, “um dos principais gargalos hoje nas propriedades.” Ele também chama atenção para as discussões geopolíticas do cenário econômico em relação a logística e carga tributária.

Fórum Agro

Na quinta-feira (07) será realizado o Fórum Agro 2025. Com a presença do governador do Paraná Carlos Massa Ratinho Jr e do presidente da Ocepar José Roberto Ricken, além de deputados federais da Frente Parlamentar da Agropecuária o painel vai discutir produção, agroindústria e mercado, sob a perspectiva geopolítica que impacta o comércio internacional. Também participam do fórum especialistas e pesquisadores de temas como crédito, política agrícola e ocupação territorial.

O Fórum é uma realização do Canal Rural com o Grupo Calpar e apoio da Cooperativa Castrolanda e Sistema Ocepar. O evento será na plenária principal da Arena Conexão e terá transmissão ao VIVO pela TV e Youtube do Canal Rural para todo o Brasil.



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Agronegócio quer a expansão da malha ferroviária, diz integrante da CNA



O agronegócio brasileiro quer a expansão da malha ferroviária nacional para escoamento de produtos agropecuários. “O custo do frete é alto. Temos ferrovias prontas, mas parte está subutilizada. Precisamos expandir a malha ferroviária e garantir o acesso do campo ao transporte ferroviário eficiente”, observou o presidente da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Mário Pereira Borba, durante o evento “Desafios do Transporte Ferroviário e Competitividade do Setor Produtivo”.

O evento foi realizado pela CNA e pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) nesta terça-feira (5).

Borba ressaltou, ainda, que o setor produtivo sente o impacto da falta de ferrovias.

Dados da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut) revelam que hoje o Brasil tem apenas 30 mil km de ferrovias. “Um terço disso está inativo, sem cargas”, afirmou o presidente do Conselho Diretor da Anut, Júlio César Ribeiro.



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Haddad diz que plano de contingência vai priorizar pequenos produtores



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (6) que o plano de contingência do governo federal para ajudar setores atingidos pelo tarifaço terá como prioridade os pequenos produtores rurais.

“Vamos ter o plano muito detalhado para começar a atender, sobretudo, aqueles que são pequenos e não têm alternativas à exportação para os EUA, que é a preocupação maior do presidente: o pequeno produtor”, disse Haddad.

Em conversa com jornalistas, o ministro também disse que está agendada para a próxima semana uma reunião com o secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para tratar sobre o tarifaço.

“Tenho uma reunião marcada para semana que vem agora com data e hora já fixada co mo secretário Scott Bessent. Será na quarta-feira. Já recebemos o email confirmando dia e hora, oficializando o interesse em conversar”, afirmou o ministro.



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produção em Mato Grosso deve cair em 2025/26, diz Imea



A produção de soja em Mato Grosso deve atingir 47,18 milhões de toneladas na safra 2025/26, o que representa uma queda de 7,29% em relação ao ciclo anterior, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A retração decorre da expectativa de menor produtividade, estimada em 60,45 sacas por hectare, recuo de 8,81% na comparação anual. A área plantada, por outro lado, deve crescer 1,67% e alcançar 13,08 milhões de hectares, novo recorde histórico para o estado.

Segundo o instituto, a definição da janela de plantio dependerá da regularização das chuvas após o fim do vazio sanitário, que se encerra em 7 de setembro. Modelos meteorológicos indicam maior probabilidade de precipitações acima da média em setembro e outubro nas principais regiões produtoras, o que pode favorecer o início do cultivo. O cenário climático é de neutralidade no fenômeno El Niño-Oscilação Sul (Enso), conforme projeções do Bureau de Meteorologia da Austrália.

Apesar da expectativa de menor produtividade, a demanda deve permanecer firme. O Imea estima que o consumo interno de soja em Mato Grosso fique em 13,24 milhões de toneladas em 2025/26, mesmo patamar do ciclo anterior, sustentado pelo aumento da mistura obrigatória de biodiesel (B15) em vigor desde 1º de agosto. Já as exportações podem recuar 3,16%, para 29,83 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais da safra devem cair 31,04%, somando 940 mil toneladas.

O avanço das cotações internacionais e a valorização dos prêmios de exportação impulsionaram os preços locais da soja. A saca disponível em Mato Grosso foi cotada, em média, a R$ 116,22 na semana encerrada em 1º de agosto, alta semanal de 2,11%. A paridade de exportação do contrato março/26 ficou em R$ 106,95 por saca, queda de 0,71% na mesma base de comparação. O contrato na CME-Group recuou 2,12% no período, fechando a US$ 10,34 por bushel.

Os prêmios portuários tiveram forte oscilação. Em Paranaguá, o prêmio para março/26 subiu 94,12% na semana, para ?US$ 26,40 por bushel. Em Santos, a alta foi de 6,57%, com o prêmio atingindo ?US$ 178,40 por saca. O diferencial de base entre o Estado e Chicago se manteve negativo, em R$ -0,87 por saca.

Na comercialização, 81,93% da safra 2024/25 já está comprometida, avanço de 3,43 pontos porcentuais em julho. Para a safra 2025/26, os produtores negociaram 17,50% da estimativa de produção até o mês passado. O preço médio ponderado das vendas para o novo ciclo é de R$ 108,08 por saca.

O custo total de produção da safra 2025/26 foi estimado em R$ 4.145,02 por hectare, redução de 9,86% ante a safra passada, com os insumos representando 88,5% desse valor. A relação de troca subiu 2,41% na comparação mensal, exigindo 34,35 sacas para cobrir o custo total por hectare. A margem bruta estimada pelo Imea recuou 14,27%, ficando em R$ 648,47 por hectare.

O esmagamento de soja também perdeu fôlego. Em julho, a margem bruta caiu 12,33%, para R$ 390,09 por tonelada. Apesar do aumento de 3,93% no preço do óleo de soja (R$ 6.209,06/t), a valorização do grão reduziu a competitividade da indústria. O farelo teve alta de 2,31%, para R$ 1.732,11 por tonelada.

Milho em Mato Grosso

A área de milho cultivada em Mato Grosso na safra 2024/25 foi consolidada pelo Imea em 7,26 milhões de hectares, crescimento de 6,29% em relação ao ciclo anterior. O aumento de 1,80% ante a estimativa de julho foi confirmado por análise de imagens de geoprocessamento. Com produtividade mantida em 126,27 sacas por hectare, a produção deve atingir 55 milhões de toneladas, recorde da série histórica e alta de 16,14% sobre a safra passada.

A expansão da área reflete a valorização do milho no momento do planejamento da safra, que tornou a cultura mais atrativa em comparação a gergelim e sorgo. A região nordeste liderou o crescimento, com aumento de 171,25 mil hectares, recuperando espaço perdido no ciclo anterior para outras culturas de segunda safra. Mesmo com chuvas chegando tardiamente na região, produtores priorizaram o milho em busca de maior rentabilidade.

A demanda total por milho em Mato Grosso foi estimada em 53,70 milhões de toneladas, alta de 10,48% sobre a safra 2023/24. As exportações devem responder por 52% desse volume, totalizando 28,05 milhões de toneladas, crescimento de 15,90%. O consumo interno no Estado foi projetado em 17,41 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pela maior demanda das indústrias de etanol de milho e pela alimentação animal. O consumo interestadual deve somar 8,24 milhões de toneladas.

Com oferta de 55,10 milhões de toneladas e demanda de 53,70 milhões de toneladas, os estoques finais foram estimados em 1,41 milhão de toneladas. A colheita da safra 2024/25 atingiu 96,38% da área até 1º de agosto, com atraso de 3,53 pontos porcentuais em relação ao ano anterior.

O Imea também revisou a área da safra 2023/24 de 6,81 para 6,83 milhões de hectares após aprimoramento metodológico baseado em geoprocessamento. A nova abordagem incorporou dados com maior precisão espacial e temporal, elevando a produção do ciclo anterior para 47,35 milhões de toneladas.

Os preços do milho disponível em Mato Grosso subiram 1,26% na semana, para R$ 42,36 por saca. O diferencial de base entre o Estado e a bolsa de Chicago melhorou 13,09%, ficando em R$ -9,28 por saca. A valorização do dólar em 0,58% na semana também contribuiu para sustentar as cotações locais.



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