sexta-feira, maio 8, 2026

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Mercado do boi gordo está dividido; veja as cotações da arroba



O mercado físico do boi gordo se depara com situações distintas. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, no centro-norte do país o movimento de alta mostra resiliência.

Assim, há registros de negócios acima da referência média no Pará, em Rondônia, no Acre, Tocantins, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Já em São Paulo, Minas Gerais e Paraná se evidenciam tentativas de compra e patamares mais baixos. No entanto, não há pressão intensa de queda.

“Sob o prisma da demanda é importante mencionar que as exportações seguem bastante representativas, com números muito expressivos em julho e também em agosto”, disse.

  • São Paulo: R$ 314 — ontem: R$ 314,87
  • Goiás: R$ 300,54 — R$ 300,71
  • Minas Gerais: R$ 299,41 — R$ 300,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,43 — R$ 319,20
  • Mato Grosso: R$ 308,99 — R$ 307,70

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados para a carne bovina. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios aponta para alguma retração dos preços no curto prazo, considerando o menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês.

“Outro ponto a ser considerado é que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, disse o analista.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,30 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 18,00 por quilo. Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17,20, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,3988 para venda e a R$ 5,3968 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3844 e a máxima de R$ 5,4144. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,68%.



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La Niña vai voltar? E como isso afeta as chuvas nos próximos meses? Meteorologista conta tudo



O mais recente relatório sobre as condições do Pacífico Equatorial indica um cenário de neutralidade climática nos próximos seis a sete meses, segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller. A análise aponta baixa probabilidade de retorno do fenômeno La Niña e uma tendência de estabilidade durante o início, meio e fim da safra de soja no Brasil.

De acordo com Müller, essa configuração significa que as chuvas devem retornar no período esperado, favorecendo áreas produtoras em todo o país. “No geral, a temperatura deve ficar um pouco acima da média até a chuva começar a retornar em setembro”, afirma. O padrão atual, com a mistura de águas mais frias e quentes no Pacífico, confirma a neutralidade climática.

Setembro começa com chuva irregular e temperaturas elevadas

Apesar da expectativa de retorno das precipitações, setembro deve apresentar chuvas abaixo da média na primeira quinzena. A regularidade só deve melhorar a partir da segunda semana do mês, ainda de forma irregular devido às altas temperaturas.

O meteorologista alerta para o risco de focos de incêndio no Centro-Oeste, Matopiba e interior do Sudeste, exigindo atenção redobrada no manejo com fogo.

Outubro marca início das chuvas regulares

A partir de outubro, o cenário muda. As anomalias positivas de chuva devem ganhar força, com umidade suficiente para permitir o avanço da semeadura da soja, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste. As precipitações também devem alcançar as áreas produtoras do Matopiba, ampliando as condições favoráveis para o plantio.

Segundo Müller, essa tendência climática oferece um panorama otimista para o produtor rural, garantindo que as chuvas ocorram dentro do calendário agrícola ideal e contribuam para um bom início de safra.

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Após Trump, relações com Estados Unidos serão regeneradas


O agronegócio brasileiro é o foco central do ataque de Trump ao Brasil. Os demais argumentos não passam de cortinas de fumaça. O Brasil significa hoje no planeta Terra o mais estratégico país, com dimensões continentais e, atenção, dentro da faixa tropical do mundo, do trópico de Câncer ao de Capricórnio, com tecnologia, recursos humanos, riquezas naturais únicas além do gigantesco talento de agronegócio.

Portanto, além dos recursos naturais tão já decantados e cantados na letra do nosso hino, fizemos na superfície das desejadas “terras raras” uma construção de solos que permitiram um gigantesco patrimônio tropical no campo dos alimentos, energia, fibras, meio ambiente e evolução social onde o cooperativismo brasileiro é exemplar em todo esse “cinturão tropical mundial”.

Numa tradução veloz, o Brasil se tornou nos últimos 60 anos num pós-emergente campeão competitivo na segurança estratégica de todos os demais blocos geopolíticos globais. Com mais de 100 milhões de hectares de áreas de pastagens para serem incorporados numa extraordinária inovação nacional de ILPF, com vitórias fantásticas da pesquisa como a doutora Mariângela Hungria, da Embrapa, nos representa com seu prêmio mundial de fixação de nitrogênio no solo a partir de micronutrientes que receberá em outubro nos próprios Estados Unidos, e com uma sociedade tropical, mistura de todos os povos do mundo.

O Brasil significa um gigantesco concorrente para o maior país agrícola comercial do planeta, o norte-americano, porém um excelente parceiro para o sistema agroindustrial dos Estados Unidos. E, lógico, os eleitores agricultores de Trump não gostam nada de ver o maior cliente do mundo, a China, preferindo o fornecedor brasileiro.

Dessa forma, além do tarifaço megaestardalhaço digno de uma ficção científica hollywoodiana, emite investigação contra nosso etanol e desmatamento, com objetivo claro de atacar a qualidade da originação brasileira, provocando uma imagem de destruidores de florestas naturais. E continua sua incansável bateria de mísseis e drones anti-Brasil, afirmando que a China precisará comprar quatro vezes mais soja dos Estados Unidos, nos “acordos” que pretende “firmar”, onde a credibilidade e a sua confiança como “comerciante” acabaram.

A iniciativa privada brasileira tem agora um papel estratégico único, reunida com a diplomacia consciente brasileira, para escaparmos de visões ultrapassadas ideológicas, e fugirmos de guerras políticas. É essencial atuarmos com a plena convicção de que Trump passará, como tudo passa, e que nossas relações com o povo, a nação, e os negócios norte-americanos serão restaurados, regenerados, e muito maiores ainda, não tenho dúvida. Que neste meio do furacão e sob as ondas desse tsunami “trumpeano” possamos ter equilíbrio e visão de médio e longo prazos. Devemos manter e crescer relações com os blocos asiáticos, europeus, latino-americanos, africanos, Oriente Médio, enfim, do mundo, mas preservando os Estados Unidos da América, porque os países são maiores do que seus passageiros presidentes e principalmente do que suas facções político partidárias e egológicas.

Vamos superar. Sociedade civil organizada é hora de atuar, como o exemplo do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) agindo na promoção de um evento internacional dia 1º de outubro, Dia Internacional do Café, na Europa, para o mundo todo. Parabéns!

José TejonJosé Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Pequenos negócios respondem por quase 97% das empresas abertas no Brasil em 2025



Os pequenos negócios seguem dominando o cenário empresarial brasileiro. Apenas no mês de julho, o país registrou a abertura de 433 mil novas empresas, sendo 96,3% formadas por microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Segundo levantamento do Sebrae, esse é o melhor resultado mensal desde março.

Entre janeiro e julho de 2025, o Brasil já contabiliza 3,1 milhões de novas empresas. Desse total, 96,9% são pequenos negócios, divididos em MEI (77,2%), ME (18,7%) e EPP (4,1%).

Importância para a economia

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, os números reforçam o papel essencial dos pequenos negócios no desenvolvimento do país.

“Os pequenos negócios são a força que movimenta o Brasil. São homens e mulheres que enfrentam um mercado que não foi feito para eles. Para o país, isso significa mais geração de empregos e mais inclusão.”

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Setor de serviços lidera

Até julho, o setor de Serviços manteve a liderança na abertura de empresas, somando 1.928.211 novos empreendimentos – sendo 77% MEI e 23% MPE.

Os estados com maior número de registros no setor foram:
• São Paulo – 592.870 (76,5% MEI e 23,5% MPE)
• Minas Gerais – 203.880 (76,6% MEI e 23,4% MPE)
• Rio de Janeiro – 166.440 (84,2% MEI e 15,8% MPE)

Sendo assim, com esses resultados, o Brasil reafirma a importância dos pequenos negócios como motor da economia, responsáveis por gerar empregos, movimentar renda e promover a inclusão social em todas as regiões.



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Pecuária em MT: pecuarista faz boiada de 21 arrobas com TIP fora da curva


Pecuaristas, a busca por resultados extraordinários na pecuária brasileira continua a render histórias inspiradoras. No estado de Mato Grosso, uma boiada está surpreendendo e mostrando que a combinação de genética, manejo e nutrição de ponta pode gerar resultados impressionantes. Com um trato caprichado na terminação intensiva a pasto (TIP), os animais alcançaram a impressionante marca de 21 arrobas de peso por carcaça. Já clica aí pra assistir ao vídeo abaixo e conferir essa história que é pura inspiração para a sua fazenda!

Essa prova de excelência e inovação na lida foi o grande assunto do quadro Giro pelo Brasil desta sexta-feira (15).

O programa, transmitido pelo Canal Rural, destacou o trabalho de um pecuarista que, com um manejo de alta tecnologia, está produzindo um gado de altíssima qualidade e com um peso que impressiona, reforçando o constante avanço da pecuária brasileira.

O sucesso que vem da Estância Paulista

Foto: Divulgação/Friboi de Alta Floresta (MT)Foto: Divulgação/Friboi de Alta Floresta (MT)
Foto: Divulgação/Friboi de Alta Floresta (MT)

De onde veio esse gadão que está dando o que falar? Essa produção de primeira é do pecuarista Francisco Francioli Pedroso, à frente da Estância Paulista, localizada em Alta Floresta, no estado de Mato Grosso.

Francisco e sua equipe estão de parabéns por um trabalho que reflete o cuidado, o investimento e a visão de quem busca a excelência na criação de bovinos.

Quem fez questão de apresentar esses resultados impressionantes foi Bruno Bocchi, engenheiro de alimentos e originador da unidade da Friboi de Alta Floresta, no estado de Mato Grosso.

Bruno destacou a qualidade do lote e como o manejo bem-feito é fundamental para alcançar esses patamares de peso e qualidade que impressionam.

Os números que comprovam a qualidade

Foto: Divulgação/Friboi de Alta Floresta (MT)Foto: Divulgação/Friboi de Alta Floresta (MT)
Foto: Divulgação/Friboi de Alta Floresta (MT)

Agora, preparem-se para os números que confirmam a excelência desse lote. O produtor levou para o abate bois engordados na terminação intensiva a pasto (TIP), todos eles 100% precoces, com 0 e 2 dentes.

O peso médio por carcaça após o abate foi de impressionantes 318 quilos, o que dá 21 arrobas por animal. E o rendimento de carcaça, que é o que o mercado quer ver, bateu uns incríveis 57%.

O pecuarista, inclusive, já está de olho no futuro e montou uma nova estrutura de confinamento na fazenda, mostrando que a busca por melhores resultados não para.

Para finalizar, Bruno Bocchi lembrou ainda a data do Circuito Nelore de Qualidade na unidade da Friboi de Alta Floresta, no estado de Mato Grosso: 9 de outubro. Uma ótima oportunidade para ver mais gado de qualidade e conhecer as boas práticas de manejo da região.

Circuito Nelore de Qualidade: o maior do mundo

Realizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o Circuito Nelore de Qualidade fortalece e promove a genética nelore, contribuindo para a evolução da raça e seu posicionamento como produtora de carne de alta qualidade.

A iniciativa avalia os resultados obtidos pelos produtores, cada um em sua realidade e sistema de produção.

Promovido desde 1999 no Brasil, o Circuito conta com o apoio da Friboi, entre outros parceiros. O Circuito Nelore de Qualidade é, hoje, o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trump agita Chicago com promessa de soja: mercado reagiu



A semana de 08 a 14 de agosto de 2025 foi marcada por fortes oscilações no mercado




Foto: United Soybean Board

O bushel da oleaginosa em Chicago subiu de US$ 9,61 para US$ 10,23 em poucos dias, mas encerrou a semana em US$ 10,08. O salto foi impulsionado por uma leve revisão para baixo na estimativa da produção de soja dos EUA (redução de 1,2 milhão de toneladas) e, principalmente, pelas declarações do ex-presidente Donald Trump sobre possível aumento das importações chinesas.

O discurso, no entanto, tem sido recebido com ceticismo. Em sua primeira passagem pela Casa Branca, Trump estabeleceu metas que Pequim nunca cumpriu. O mercado parece buscar um respiro, e qualquer promessa pode gerar reações imediatas nas bolsas.

Enquanto isso, a China continua a privilegiar o Brasil nas compras. Somente nesta semana, adquiriu 28 navios de soja brasileira, elevando os prêmios aos maiores patamares desde 2018. O movimento preocupa: a indústria chinesa e brasileira vem operando com margens negativas devido ao alto preço do grão e baixa no farelo.

Analistas alertam para a possibilidade de redução nas atividades de esmagamento no Brasil. A falta de soja de qualidade e a forte demanda externa encarecem ainda mais o produto, travando a cadeia. Apesar da pressão, o preço médio ao produtor nos EUA segue em US$ 10,10/bushel, com estoques finais recuando para 7,9 milhões de toneladas. A colheita nos EUA deve começar em outubro e pode trazer novos equilíbrios.





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Sem Brasil, lanchonetes enfrentam preços mais altos de carne nos EUA



A tarifa de 50% imposta pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos do Brasil está fazendo com que lanchonetes nos EUA busquem fornecedores de carne bovina em outros países. Segundo Wesley Batista Filho, CEO da JBS USA, que processa cerca de um quarto da carne bovina dos EUA, importadores norte-americanos provavelmente recorrerão a outros países com grandes rebanhos bovinos, como a Austrália.

O problema, disse, é que a Austrália e outros países exportadores da proteína não têm capacidade suficiente para substituir completamente o Brasil.

O Brasil é responsável por 27% da carne bovina importada pelos EUA, a maior participação entre todos os países. As importações de carne moída brasileira de janeiro a maio dobraram em relação a igual período do ano passado.

Os preços da carne bovina nos EUA atingiram recordes nos últimos meses por causa de uma escassez prolongada de gado no país. Os valores da carne moída no varejo aumentaram quase 12% em julho na comparação anual.

As empresas de carne costumam misturar cortes com maior teor de gordura com cortes mais magros para criar a mistura ideal para hambúrgueres. O aumento dos preços, combinado com uma oferta doméstica restrita, tornou a obtenção de carne moída magra um desafio para restaurantes.

Até que a oferta de outros países esteja disponível, o restante da carne magra necessária para os hambúrgueres terá de vir do chamado “round primal” – cortes mais magros do traseiro bovino – do gado americano. Esse corte é normalmente usado para bifes, e direcioná-lo para produto moído pode restringir ainda mais a oferta e aumentar os preços.

“Essa carne magra terá de vir de algum lugar”, disse Batista Filho. “As coisas vão ter de mudar.”



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Conselho do BB elege Gilson Bittencourt para vice-presidência de Agronegócios



O Banco do Brasil (BB) informou que o seu conselho de administração elegeu Gilson Bittencourt para o cargo de vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar. A mudança foi anunciada pelo BB em comunicado ao mercado publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A eleição ocorreu na quarta-feira (13) e Bittencourt tomou posse na quinta-feira (14).

Bittencourt foi indicado ao cargo em 22 de julho, em substituição a Luiz Gustavo Braz Lage. A indicação passou em processo de elegibilidade do banco com trâmites nas instâncias competentes de governança para posterior eleição pelo Conselho de Administração. Bittencourt é agrônomo formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Análise de Políticas Públicas pela Universidade do Texas/EUA, e mestre em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Desde janeiro de 2023, vinha ocupando o cargo de subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Fazenda. Atualmente também é membro do Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Conselho de Administração da Livelo.

O mandato para diretoria executiva será de 2025 a 2027. Além de Bittencourt, o conselho de Administração do banco elegeu Alexandre Bocchetti Nunes para o cargo de diretor Jurídico e Pedro Henrique Duarte Oliveira para o cargo de diretor de Contadoria, informou o BB no comunicado.



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18ª ExpoGenética reforça o potencial da genética zebuína como motor de exportação



A 18ª edição da ExpoGenética, a maior feira de zebuínos avaliados do país, teve sua abertura nesta sexta-feira (15) e segue até o dia 24 de agosto em Uberaba (MG). Na cerimônia de lançamento, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Gabriel Garcia Cid, destacou o impacto estratégico do melhoramento genético:

“Nossa produção subiu mais de 137% sem utilizarmos nenhum palmo a mais de pastagem. Esse avanço é possível graças ao uso de tecnologia, a qual o melhoramento genético é o principal pilar, transformando genética em lucro”.

Exportações em alta e chancela internacional

Cid ressaltou ainda os recentes recordes nas exportações de carne bovina, com mais de 310 mil toneladas vendidas em julho, gerando cerca de R$ 9 bilhões em receita, um indicador do reconhecimento da qualidade produzida no Brasil.

Ele também destacou o status sanitário conquistado pelo país, livre de febre aftosa sem vacinação, fruto de décadas de trabalho em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e diversos ex-ministros.

Reconhecimento ao PMGZ

Um dos grandes destaques da abertura foi o reconhecimento do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ), que recentemente conquistou a certificação ISO 9001, tornando-se o único programa genético bovino com esse selo no país.

Esse reconhecimento evidencia a maturidade técnica e confiabilidade das práticas de seleção genética no Brasil.

Estrutura, leilões e programação técnica

A exposição reúne mais de mil animais zebuínos distribuídos em 39 pavilhões, sob responsabilidade de cerca de 60 expositores. A programação técnica é ampla, incluindo 27 leilões, 9 shoppings de genética, lançamentos de avaliações genéticas, somários de raças, além do encerramento do Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens (PNAT).

O PNAT, em especial, já avaliou centenas de touros jovens e distribuído mais de 175 mil doses de sêmen. Durante a feira, acontece o 8º Leilão PNAT, uma oportunidade diferenciada para a aquisição de genética de alto desempenho.

Internacionalização e debates técnicos

Para visitantes estrangeiros, o evento oferece o Salão Internacional da ABCZ, com programação voltada para o público externo, incluindo o Agro Sem Fronteiras, o Zebu Exports Day e encontros como o de estudantes da Costa Rica, em parceria com o projeto Brazilian Cattle e o Mapa. Essas ações ampliam o alcance da genética zebuína brasileira e fortalecem os canais de exportação.

Além disso, o 5º Encontro Nacional de Criadores do PMGZ, marcado para 18 de agosto, reúne técnicos e criadores para discutir avanços em genômica, novos índices genéticos, e temas como fertilidade e habilidade materna, reforçando o caráter inovador do programa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações aquecem, mas milho segue com baixos preços nos EUA



Semana terminou com o milho cotado a US$ 3,75/bushel em Chicago




Foto: Divulgação

Segundo análise da CEEMA, a semana terminou com o milho cotado a US$ 3,75/bushel em Chicago, em leve recuperação após bater US$ 3,71. O fator de pressão continua sendo a ampla oferta. O USDA aumentou a estimativa de produção dos EUA para 425,3 milhões de toneladas na safra 2025/26, 25 milhões a mais que em julho. Com isso, os estoques finais também saltaram para 53,8 milhões.

No campo, 72% das lavouras estavam entre boas e excelentes, superando o ano anterior. O clima favorável tem favorecido a fase de enchimento de grãos, indicando boa produtividade.

Apesar disso, os embarques da semana surpreenderam: 1,5 milhão de toneladas exportadas, acumulando 63,1 milhões no ano comercial, um crescimento de 29% sobre 2024. Ainda assim, o preço médio ao produtor nos EUA é de apenas US$ 3,90/bushel.

Globalmente, a produção foi estimada em 1,289 bilhão de toneladas, com estoques finais de 282,5 milhões. A forte presença de milho brasileiro e argentino deve manter o mercado pressionado.

No Brasil, os preços começam a reagir, mas seguem em patamares historicamente baixos. A indústria de etanol tem segurado parte da demanda e ajudado a evitar quedas ainda maiores.





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