sexta-feira, maio 8, 2026

News

AgroNewsPolítica & Agro

Especialistas debatem o potencial da Integração Lavoura-Pecuária para solos arenosos


O futuro da agricultura e da pecuária no Brasil passa pela integração dos dois sistemas. É o que mostram os resultados de pesquisas e experiências de campo apresentadas no 7º Seminário Técnico em Integração Lavoura-Pecuária (ILP), realizado em 8 de agosto, na Câmara de Vereadores de Nova Alvorada do Sul, Mato Grosso do Su. O evento reuniu produtores e lideranças agropecuárias da região e do Paraná.

“A Integração Lavoura Pecuária (ILP) tem um potencial de conservação ambiental e ganho de produtividade, inclusive em solos arenosos, que demandam um cuidado muito maior. O plantio direto (não revolvimento do solo, rotação de cultura, cobertura com palhada) precisa ser praticado”, disse o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste e coordenador do evento, Luís Armando Zago Machado, em sua palestra “Diversificação na rotação dos sistemas integrados”. 

Ele enfatizou a importância das diversificações de culturas, por mais desafiador que seja e que demanda prática. “Áreas com limitações relevantes, associadas aos solos arenosos e altas temperaturas são desafiadoras. Mas, a rotação de culturas com a diversificação de cultivos, tais como: mandioca, amendoim e cana-de-açúcar são alternativas que contribuem com o desenvolvimento de pastagens, aumento da produtividade, associada a conservação ambiental”, explicou Zago.

O nitrogênio também foi destacado pelo pesquisador “ele é um grande desafio para os agricultores, especialmente, para intensificação da produção, porque o nitrogênio mineral é caro, 80% é importado, tem uma instabilidade muito grande e é fundamental para a agricultura. Algumas alternativas são o cultivo de leguminosas, tais como: guandu, crotalária e estilosantes. Sistemas, como o Antecipasto, que tem sua adoção ampliada em vários estados, tais como: Mato Grosso, Roraima e Bahia. 

Mandioca no ILP O especialista técnico da cultura da mandioca da Copasul, de Naviraí (MS), Clayton Simão Zebalho falou sobre o cultivo de mandioca como estratégia para recuperação de pastagens degradadas. Ele trouxe dados de produtividade e rentabilidade, falou da importância da mandioca para a alimentação, panorama produtivo mundial e nacional, apresentou informações sobre a produção de mandioca industrial. Porém, em sua fala, enfatizou a importância de adotar estratégias que contribuam com o aumento da produtividade. 

“Um ciclo de mandioca tem um potencial produtivo que pode chegar a até 61 toneladas por hectare. Se a média atual tem sido de 25 toneladas, temos uma lacuna de 36 toneladas”, destacou. Para ele, preparo do solo, com palhada de qualidade, posicionamento adequado de cultivares e a adoção de estratégias de manejo adequadas em todas as etapas do cultivo fazem muita diferença nesse sentido. Rentabilidade e comercialização da mandioca também foi abordada por Clayton, que também possuí um perfil no instagram com informações sobre a cultura denominada @universo_da_mandioca.

O produtor rural de Paranavaí (PR), Victor Machado Vendramin, destacou que mandiocultores que fazem o manejo adequado e utilizando o plantio direto, têm obtido produtividade de 60 toneladas por hectare. Segundo ele, dados revelam ainda que o cultivo sob palhada apresenta um potencial de redução da temperatura do solo em até 2ºC

ILP O produtor rural da fazenda Cabeceira, localizada em Maracaju (MS), Ake Van Der Vinne, apresentou informações  sobre rotação de culturas e diversificação com o uso de mix forrageiro Ele apresentou detalhes do mix forrageiro e os benefícios de cada uma. Ele falou do mix de plantas de cobertura composto de ervilha, ervilhaca, guandu anão, crotalária ochroleuca, canola, trigo mourisco, chicória e milho moído. Ele destacou a vantagem da utilização do mix por animais em pastejo (“rolo vaca”), em relação ao rolo faca, mesmo para cultura seguinte, a soja. 

Em sua fala, Ake comparou o custo de produção de gramíneas e o custo de produção com o uso de mix de cobertura. Apesar do investimento maior para o uso do mix de cobertura, por hectare, ele explicou que “pode ser que vendo os dados o produtor pense que ficou muito mais caro, mas não é bem assim. A qualidade do pasto que vem depois é muito superior”. Ele fez uma conta de cabeça e explicou para a plateia: “cada animal vai produzir a mais, em média, 200g/dia, pensando em três animais por hectare, temos um incremento de 600g/dia, no prazo de 90 dias, dá 45 kg a mais. Isso é um bom lucro”.

Ele disse ainda que o uso de ILP, no longo prazo, favorece os produtos biológicos para controle de pragas e doenças na soja, além de ser eficiente no controle das plantas daninhas. Para finalizar sua apresentação, Ake apresentou o calendário de manejo pecuário utilizado em sua propriedade e que tem possibilitado ciclos pecuários (cria, recria e engorda) de 17 meses, com resultados de 18 arrobas/cabeça.   Cultivo de amendoim A cultura do amendoim foi o tema das duas apresentações do período vespertino. O pesquisador do IAC, de Ribeirão Preto (SP), Denizart Bolonhezi falou sobre a cultura do amendoim na abertura de área de rotação. Ele apresentou relevantes conceitos de agricultura regenerativa e explicou que é complementar a agricultura conservacionista, pois primeiro é preciso conservar para depois regenerar. Destacando que o amendoim contribui com essa finalidade e que o cultivo da leguminosa apresenta inúmeras vantagens, tais como: a planta é do gênero Arachis sendo nativa da América do Sul; disponibilidade de soluções tecnológicas em termos de melhoramento genético: cultivares e sementes; interação com biota em solos tropicais; tolerância à seca, além de sistema radicular robusto e pequeno. Ele explicou que a resiliência do cultivo de amendoim é ampliada pela palhada em plantio direto, proporcionando maior tolerância à seca e acrescentou que essa capacidade de adaptação às adversidades climáticas é crucial.. 

O caso de sucesso sobre o uso do amendoim no ILP, foi apresentado pelo produtor rural da fazenda Santa Bernadette, localizada em Nova Alvorada do Sul (MS) Roberto Junqueira. Ele abordou aspectos do mercado produtor, do manejo e da rentabilidade da cultura do amendoim. Ele explicou que, desde 2018, já foram renovadas quatro mil hectares de pastagens degradadas com o uso do ILP na propriedade. Com o uso do amendoim conseguiram dobrar a capacidade de unidade animal por hectare e todos os custos de produção relacionados ao preparo e a correção do solo foram pagos com a produção do amendoim. 

Lideranças presentes  O presidente do Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, Leandro Lyrio, destacou que a tecnologia desempenha um papel muito importante para a produtividade agropecuária e acrescentou que “eventos como esse viabilizam o acesso a essas informações e a parceria com a Embrapa é fundamental”.

O Chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato enfatizou a importância das parcerias para o fortalecimento regional e avanço do ILP na região. “Estamos fortalecendo as parcerias em Nova Alvorada do Sul, que possuí um amplo potencial produtivo tanto por sua posição geográfica quanto pelas características altamente produtivas do solo local”. Ele disse que a Embrapa Agropecuária Oeste conta com uma Unidade Referência Tecnológica (URT), no município, com intuito de facilitar a adoção das tecnologias que a Unidade tem pesquisado. “Eventos como esse são fundamentais para podermos trocar experiências”, completou Harley.

O prefeito de Nova Alvorada do Sul, José Paulo Paleari, agradeceu os produtores do município e arredores, além de empresas da iniciativa privada e representantes institucionais presentes no evento e completou “sempre tivemos um sonho de ser um município que pode alavancar e demonstrar seu potencial produtivo estadual, sendo mais que um município entroncamento. Nós somos referência no agro e a presença da Embrapa reforça esse compromisso. Este é o primeiro Seminário que estamos realizando com a Embrapa no município e acreditamos que esse é o primeiro de muitos”.

O presidente da Câmara de Vereadores de Nova Alvorada do Sul, vereador Israel Gomes de Sousa, agradeceu a presença dos participantes e dos apoiadores do evento e disse que a Câmara de Vereadores está disponível para outras atividades técnicas e relvantes como esta. 

Realização O Seminário é uma realização da Embrapa Agropecuária Oeste e Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, conta com apoio da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores de Nova Alvorada do Sul. Os patrocinadores da 7ª edição do Seminário são: Sementes Alvorada, Agro Jangada, Cargill, Sicredi e Cooperativa Alfa.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Expointer terá inauguração do Memorial do Queijo Gaúcho e recorde nacional com o maior monumento de queijo do Brasil



Memorial nasce com o propósito de ser mais do que um espaço de visitação


Foto: Divulgação

A Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (APIL) prepara um momento histórico para o setor lácteo e para o turismo gaúcho. No dia 04 de setembro de 2025, durante a 48ª Expointer, será inaugurado o Memorial do Queijo Gaúcho, um espaço permanente de valorização da história, da cultura e da tradição queijeira do Estado e do Brasil.

Instalado junto à Casa da APIL, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, o memorial nasce com o propósito de ser mais do que um espaço de visitação — será um ponto de encontro para turistas, apreciadores, profissionais do setor e escolas, promovendo o queijo gaúcho como patrimônio cultural e econômico do Rio Grande do Sul e fortalecendo o setor lácteo.

Para marcar a inauguração, a APIL apresentará ao público o maior monumento de queijo do Brasil, uma peça imponente com 14,91 metros de altura e 9,16 metros de largura, que conquistará o recorde nacional e projetará o setor lácteo gaúcho para todo o país. A escultura monumental, símbolo de excelência e grandeza, também entra na disputa pelo recorde mundial, reforçando a imagem do Rio Grande do Sul como terra de queijos gigantes em sabor e qualidade.

O projeto é viabilizado pelo Pró-Cultura RS – Governo do Estado do Rio Grande do Sul, reafirmando o compromisso da APIL com a preservação, promoção e valorização da identidade cultural e gastronômica gaúcha. Com isso, o memorial se tornará uma atração turística ativa durante todo o ano, mantendo vida e movimento dentro do Parque da Expointer mesmo fora do período da feira.

Anote na agenda:

?? Data: 04 de setembro de 2025, às 16h

?? Local: Casa da APIL – Parque de Exposições Assis Brasil, Esteio/RS





Source link

News

CNA responde acusações de práticas desleais no comércio feitas pelos Estados Unidos



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, nesta sexta-feira (15), respostas técnicas ao processo que o governo dos Estados Unidos abriu contra o que chamam de “práticas desleais” de comércio que seriam praticadas pelo Brasil.

A investigação dos Estados Unidos tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio que permite, ao Poder Executivo norte-americano, apurar práticas comerciais que possam ser consideradas “desleais ou discriminatórias”. A lei também permite a aplicação de sanções, de forma unilateral, caso sejam comprovadas irregularidades.

Os Estados Unidos apontaram seis eixos temáticos na investigação aberta contra o Brasil:

  • Comércio Digital e Pagamentos Eletrônicos;
  • Tarifas Preferenciais;
  • Práticas Anticorrupção;
  • Propriedade Intelectual;
  • Acesso ao Mercado de Etanol;
  • Desmatamento Ilegal.

Legalidade dos eixos

Na defesa enviada pela CNA foram apresentados fundamentos legais que buscam demonstrar a conformidade e legalidade das políticas e práticas adotadas pelo país relativas a três eixos apontados pelos norte-americanos: “Tarifas Preferenciais”, “Acesso ao Mercado de Etanol” e “Desmatamento ilegal”.

A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, afirmou que o agronegócio brasileiro está intrinsicamente ligado ao mercado internacional, seja comprando insumos ou vendendo sua produção. “O Brasil se tornou um grande exportador agrícola porque somos altamente produtivos e competitivos”. Atualmente, os Estados Unidos são o terceiro principal destino das exportações agropecuárias do Brasil.

“A CNA, que representa mais de cinco milhões de produtores rurais brasileiros, tem confiança de que a investigação americana comprovará o compromisso, não só do agro, mas de toda a economia brasileira, em um comércio internacional justo, transparente e baseado em regras claras”, afirmou Sueme.

A manifestação da CNA foi submetida ao Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Em setembro, a Confederação pretende participar presencialmente da audiência pública sobre a investigação.

Resposta da CNA às acusações

Abaixo está o resumo das alegações que constam na resposta da CNA enviada ao governo de Donald Trump para cada um dos três eixos:

“Tarifas Preferenciais”

  • O Brasil concede tratamento tarifário preferencial de forma limitada, com base em acordos compatíveis com o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT) e com a Cláusula de Habilitação da Organização Mundial do Comércio (OMC), como os celebrados com México e Índia;
  • Esses acordos com tratamento tarifário preferencial representam apenas 1,9% das importações brasileiras e não discriminam ou prejudicam as exportações americanas;
  • Em comparação, os EUA possuem acordos de livre comércio abrangentes em vigor com 20 países;
  • Portanto, não há tratamento discriminatório contra os EUA e a rede atual de acordos preferenciais do Brasil é limitada e não prejudica as relações comerciais bilaterais com o país.

Acesso ao Mercado de Etanol

  • Entre 2010 e 2017 houve isenção tarifária para o etanol dos EUA; posteriormente, adotou-se a tarifa de Nação Mais Favorecida (NMF) de 18%, inferior à aplicada aos países do Mercosul, que permanecem com tarifa de 20%;
  • A política tarifária é transparente, não discriminatória e em conformidade com a OMC;
  • O programa RenovaBio é aberto a produtores estrangeiros que atendam aos critérios técnicos e ambientais;
  • Alegações de favorecimento à Índia e México não se sustentam diante dos volumes exportados.
  • A CNA defende a cooperação bilateral com os EUA na transição energética, especialmente em bioenergia e combustíveis sustentáveis, reconhecendo a relevância desses produtos para a descarbonização global.

Desmatamento ilegal

  • O Brasil possui legislação ambiental robusta e avançada, como o Código Florestal e a Lei de Crimes Ambientais, além de sistemas de monitoramento;
  • O Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCD) e políticas semelhantes resultaram em reduções no desmatamento;
  • Ferramentas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) garantem rastreabilidade e conformidade da produção agropecuária;
  • O controle da exploração de madeira é feito via Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) e via Documento de Origem Florestal (DOF+), com rastreabilidade obrigatória e certificações reconhecidas.



Source link

News

Preços da soja continuam impactados por relatório do USDA; veja cotações


O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com negócios moderados. De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, esse movimento foi influenciado por feriados locais em algumas regiões e por preços variando de estáveis a mais baixos nos portos.

“As ofertas foram escassas, sem grandes oportunidades no spot. No interior, a indústria apresentou bids mais fracos, mas o produtor resistiu e manteve indicações firmes”, detalha.

Apesar da retração desta sexta-feira (15), a semana foi positiva em termos de negócios, com volumes expressivos vendidos após a disparada em Chicago, impulsionada pelo último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)“, detalha.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134 para R$ 135
  • Santa Rosa (RS): foi de R$ 135 para R$ 136
  • Porto de Rio Grande (RS): recuou de R$ 142,50 para R$ 142
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 135
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 140 para R$ 141
  • Rondonópolis (MT): avançou de R$ 125 para R$ 126
  • Dourados (MS): subiu de R$ 124,50 para R$ 126
  • Rio Verde (GO): cresceu de R$ 124 para R$ 127

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com bons ganhos, consolidando uma semana de recuperação consistente. Segundo Silveira, um movimento de cobertura de vendas pré final de semana assegurou a elevação.
"Os agentes evitam passar o período mal posicionados. As atenções se voltam para o clima, com as lavouras entrando em uma fase crítica para a definição do potencial produtivo", destacou.

Nesta semana, o relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu o mercado ao apontar projeção de safra abaixo do esperado. As expectativas se voltam agora para a tradicional crop tour da Pro Farmer, que será realizada durante a próxima semana.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) indicou que o processamento de soja nos Estados Unidos em julho ficou em 195,7 milhões de bushels.

O mercado apostava em número de 191,6 milhões de bushels processados. Em julho do ano passado, o esmagamento havia ficado em 182,9 milhões. No mês passado, o número foi de 185,3 milhões.

Contratos futuros

Cotações Soja BrasilCotações Soja Brasil
Foto: Pixabay

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 14,75 centavos de dólar, ou 1,46%, a US$ 10,22 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,42 1/2 por bushel, com alta de 14,00 centavos ou 1,36%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,90, ou 0,31%, a US$ 283,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 53,18 centavos de dólar, com ganho de 1,190 centavo ou 2,28%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,3988 para venda e a R$ 5,3968 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3844 e a máxima de R$ 5,4144. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,68%.



Source link

News

Da fazenda para a HQ: o projeto que mostra a inovação do agronegócio a crianças


Pecuaristas, o agronegócio está cada vez mais presente na vida de todos, mas o desconhecimento sobre a origem dos alimentos e a dinâmica do campo ainda é grande, especialmente entre as novas gerações. Pensando em aproximar as crianças do universo rural de forma divertida e educativa, a Sementes Oeste Paulista (SOESP) lançou um projeto inovador: uma história em quadrinhos (HQ) que conecta o campo e a cidade, desmistificando o setor.Assista ao vídeo abaixo e confira os detalhes desta iniciativa.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, Andrea Franco, coordenadora de marketing da SOESP, falou sobre a iniciativa que usa personagens infantis para educar e inspirar crianças sobre a importância da agricultura e da pecuária.

O projeto “Agro em quadrinhos” mostra a transformação do setor, valorizando a inovação, a responsabilidade e a sustentabilidade.

Uma história que conecta o campo e a cidade

Foto: Divulgação/SOESP
Foto: Divulgação/SOESP

O projeto educativo da SOESP, que atua no mercado de sementes para pastagens desde 1985, nasceu da observação de que muitas crianças da cidade desconhecem a origem dos alimentos e pensam que o campo ainda vive sem tecnologia.

Para mudar essa percepção, a HQ apresenta a história de Nina, uma menina da cidade que vai passar as férias na fazenda do primo Dudu. A narrativa busca gerar curiosidade nas crianças e boas conversas com os pais sobre o agronegócio.

A primeira edição já foi distribuída em feiras e eventos, e teve uma tiragem inicial de 12 mil exemplares. O sucesso da iniciativa, com as crianças “adorando”, motivou a equipe a planejar novas edições com temas importantes e modernos.

  • 2ª edição: Abordará o uso da água, cobertura do solo com palhada e bem-estar animal.
  • 3ª edição: Em desenvolvimento, tratará da tecnologia no campo e do uso da inteligência artificial.

Formato lúdico e mensagem moderna

Foto: Divulgação/SOESP
Foto: Divulgação/SOESP

A escolha das histórias em quadrinhos como formato de comunicação se deu por ser uma linguagem lúdica, educativa e acessível, capaz de encantar e atrair as crianças de forma eficaz.

A ideia é não apenas ensinar, mas também mostrar o lado moderno, responsável e sustentável do agronegócio brasileiro, desconstruindo a imagem de que o campo é atrasado ou que vive à margem da inovação.

A SOESP, com sua sede em Presidente Prudente, no estado de São Paulo, atua no mercado de sementes para pecuária e agricultura de baixo carbono. Suas tecnologias, como a Soesp Advanced, já estão presentes em mais de 20 países.

O projeto “Agro em quadrinhos” é uma extensão do seu compromisso em incentivar a produção conciliada à preservação, mostrando que o campo é um espaço de inovação e de vital importância na vida das pessoas, fornecendo alimento para o mundo.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de milho pode atingir 101,2 milhões de toneladas


Agosto marca o ponto mais intenso da colheita da segunda safra de milho no Brasil, conhecida como safrinha, considerada decisiva para o fluxo de caixa e a rentabilidade dos produtores. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção do grão deve alcançar 101,2 milhões de toneladas em 2025, alta de 14,8% em relação ao ano anterior, resultado atribuído ao clima favorável e à ampliação da área plantada.

“A safrinha não é apenas uma fase de colheita, mas um momento-chave de retorno financeiro para o produtor. Além do volume previsto, o avanço da colheita faz com que os agricultores avaliem a produtividade, a qualidade dos grãos e as oportunidades de comercialização — decisões que impactam diretamente a receita. Com o resultado da safra, é possível estimar a receita, antecipar pagamentos e se preparar para o início de uma nova etapa produtiva com organização”, afirmou Thays Moura, sócia-fundadora da Agree, agfintech especializada em captação de recursos para o agronegócio.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção total de grãos no ciclo 2024/25 seja de 339,6 milhões de toneladas, o maior volume já registrado. No comércio exterior, o desempenho permanece estável: de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o agronegócio brasileiro exportou US$ 82 bilhões no primeiro semestre de 2025, variação de -0,2% em relação ao mesmo período de 2024.

O IBGE estima que a área colhida em 2025 supere 81,2 milhões de hectares, aumento de 2,7% na comparação anual. Mato Grosso segue na liderança da produção nacional de grãos, com 31,5% do total, seguido por Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

Embora o crédito seja relevante em todas as fases da produção, a Agree avalia que ele se torna ainda mais estratégico nesta etapa. “Além de resolver o curto prazo, o crédito bem planejado fortalece o longo prazo da atividade rural”, ressaltou Thays.

O setor, no entanto, ainda lida com custos elevados de insumos e oscilações nos preços das commodities. 

 





Source link

News

Mercado do boi gordo está dividido; veja as cotações da arroba



O mercado físico do boi gordo se depara com situações distintas. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, no centro-norte do país o movimento de alta mostra resiliência.

Assim, há registros de negócios acima da referência média no Pará, em Rondônia, no Acre, Tocantins, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Já em São Paulo, Minas Gerais e Paraná se evidenciam tentativas de compra e patamares mais baixos. No entanto, não há pressão intensa de queda.

“Sob o prisma da demanda é importante mencionar que as exportações seguem bastante representativas, com números muito expressivos em julho e também em agosto”, disse.

  • São Paulo: R$ 314 — ontem: R$ 314,87
  • Goiás: R$ 300,54 — R$ 300,71
  • Minas Gerais: R$ 299,41 — R$ 300,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,43 — R$ 319,20
  • Mato Grosso: R$ 308,99 — R$ 307,70

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados para a carne bovina. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios aponta para alguma retração dos preços no curto prazo, considerando o menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês.

“Outro ponto a ser considerado é que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, disse o analista.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,30 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 18,00 por quilo. Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17,20, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,3988 para venda e a R$ 5,3968 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3844 e a máxima de R$ 5,4144. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,68%.



Source link

News

La Niña vai voltar? E como isso afeta as chuvas nos próximos meses? Meteorologista conta tudo



O mais recente relatório sobre as condições do Pacífico Equatorial indica um cenário de neutralidade climática nos próximos seis a sete meses, segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller. A análise aponta baixa probabilidade de retorno do fenômeno La Niña e uma tendência de estabilidade durante o início, meio e fim da safra de soja no Brasil.

De acordo com Müller, essa configuração significa que as chuvas devem retornar no período esperado, favorecendo áreas produtoras em todo o país. “No geral, a temperatura deve ficar um pouco acima da média até a chuva começar a retornar em setembro”, afirma. O padrão atual, com a mistura de águas mais frias e quentes no Pacífico, confirma a neutralidade climática.

Setembro começa com chuva irregular e temperaturas elevadas

Apesar da expectativa de retorno das precipitações, setembro deve apresentar chuvas abaixo da média na primeira quinzena. A regularidade só deve melhorar a partir da segunda semana do mês, ainda de forma irregular devido às altas temperaturas.

O meteorologista alerta para o risco de focos de incêndio no Centro-Oeste, Matopiba e interior do Sudeste, exigindo atenção redobrada no manejo com fogo.

Outubro marca início das chuvas regulares

A partir de outubro, o cenário muda. As anomalias positivas de chuva devem ganhar força, com umidade suficiente para permitir o avanço da semeadura da soja, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste. As precipitações também devem alcançar as áreas produtoras do Matopiba, ampliando as condições favoráveis para o plantio.

Segundo Müller, essa tendência climática oferece um panorama otimista para o produtor rural, garantindo que as chuvas ocorram dentro do calendário agrícola ideal e contribuam para um bom início de safra.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



Source link

News

Após Trump, relações com Estados Unidos serão regeneradas


O agronegócio brasileiro é o foco central do ataque de Trump ao Brasil. Os demais argumentos não passam de cortinas de fumaça. O Brasil significa hoje no planeta Terra o mais estratégico país, com dimensões continentais e, atenção, dentro da faixa tropical do mundo, do trópico de Câncer ao de Capricórnio, com tecnologia, recursos humanos, riquezas naturais únicas além do gigantesco talento de agronegócio.

Portanto, além dos recursos naturais tão já decantados e cantados na letra do nosso hino, fizemos na superfície das desejadas “terras raras” uma construção de solos que permitiram um gigantesco patrimônio tropical no campo dos alimentos, energia, fibras, meio ambiente e evolução social onde o cooperativismo brasileiro é exemplar em todo esse “cinturão tropical mundial”.

Numa tradução veloz, o Brasil se tornou nos últimos 60 anos num pós-emergente campeão competitivo na segurança estratégica de todos os demais blocos geopolíticos globais. Com mais de 100 milhões de hectares de áreas de pastagens para serem incorporados numa extraordinária inovação nacional de ILPF, com vitórias fantásticas da pesquisa como a doutora Mariângela Hungria, da Embrapa, nos representa com seu prêmio mundial de fixação de nitrogênio no solo a partir de micronutrientes que receberá em outubro nos próprios Estados Unidos, e com uma sociedade tropical, mistura de todos os povos do mundo.

O Brasil significa um gigantesco concorrente para o maior país agrícola comercial do planeta, o norte-americano, porém um excelente parceiro para o sistema agroindustrial dos Estados Unidos. E, lógico, os eleitores agricultores de Trump não gostam nada de ver o maior cliente do mundo, a China, preferindo o fornecedor brasileiro.

Dessa forma, além do tarifaço megaestardalhaço digno de uma ficção científica hollywoodiana, emite investigação contra nosso etanol e desmatamento, com objetivo claro de atacar a qualidade da originação brasileira, provocando uma imagem de destruidores de florestas naturais. E continua sua incansável bateria de mísseis e drones anti-Brasil, afirmando que a China precisará comprar quatro vezes mais soja dos Estados Unidos, nos “acordos” que pretende “firmar”, onde a credibilidade e a sua confiança como “comerciante” acabaram.

A iniciativa privada brasileira tem agora um papel estratégico único, reunida com a diplomacia consciente brasileira, para escaparmos de visões ultrapassadas ideológicas, e fugirmos de guerras políticas. É essencial atuarmos com a plena convicção de que Trump passará, como tudo passa, e que nossas relações com o povo, a nação, e os negócios norte-americanos serão restaurados, regenerados, e muito maiores ainda, não tenho dúvida. Que neste meio do furacão e sob as ondas desse tsunami “trumpeano” possamos ter equilíbrio e visão de médio e longo prazos. Devemos manter e crescer relações com os blocos asiáticos, europeus, latino-americanos, africanos, Oriente Médio, enfim, do mundo, mas preservando os Estados Unidos da América, porque os países são maiores do que seus passageiros presidentes e principalmente do que suas facções político partidárias e egológicas.

Vamos superar. Sociedade civil organizada é hora de atuar, como o exemplo do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) agindo na promoção de um evento internacional dia 1º de outubro, Dia Internacional do Café, na Europa, para o mundo todo. Parabéns!

José TejonJosé Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link

News

Pequenos negócios respondem por quase 97% das empresas abertas no Brasil em 2025



Os pequenos negócios seguem dominando o cenário empresarial brasileiro. Apenas no mês de julho, o país registrou a abertura de 433 mil novas empresas, sendo 96,3% formadas por microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Segundo levantamento do Sebrae, esse é o melhor resultado mensal desde março.

Entre janeiro e julho de 2025, o Brasil já contabiliza 3,1 milhões de novas empresas. Desse total, 96,9% são pequenos negócios, divididos em MEI (77,2%), ME (18,7%) e EPP (4,1%).

Importância para a economia

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, os números reforçam o papel essencial dos pequenos negócios no desenvolvimento do país.

“Os pequenos negócios são a força que movimenta o Brasil. São homens e mulheres que enfrentam um mercado que não foi feito para eles. Para o país, isso significa mais geração de empregos e mais inclusão.”

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Setor de serviços lidera

Até julho, o setor de Serviços manteve a liderança na abertura de empresas, somando 1.928.211 novos empreendimentos – sendo 77% MEI e 23% MPE.

Os estados com maior número de registros no setor foram:
• São Paulo – 592.870 (76,5% MEI e 23,5% MPE)
• Minas Gerais – 203.880 (76,6% MEI e 23,4% MPE)
• Rio de Janeiro – 166.440 (84,2% MEI e 15,8% MPE)

Sendo assim, com esses resultados, o Brasil reafirma a importância dos pequenos negócios como motor da economia, responsáveis por gerar empregos, movimentar renda e promover a inclusão social em todas as regiões.



Source link