sexta-feira, maio 8, 2026

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Mercados globais de carne suína instáveis



A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global



A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global
A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global – Foto: Pixabay

O comércio global de proteínas segue marcado por incertezas, com negociações comerciais entre os EUA e a China mantendo a instabilidade nos mercados de carne suína. Segundo o Rabobank, embora a China tenha reduzido suas importações norte-americanas nos últimos anos devido ao aumento da produção local, o país ainda é um importante comprador de miúdos suínos dos EUA, e o desfecho dessas negociações pode afetar todo o comércio internacional. Paralelamente, o rápido crescimento das exportações brasileiras e o leve aumento dos embarques europeus em 2025 ampliam a concorrência por novos mercados.

A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global. Doenças como a peste suína africana (PSA) na Ásia e Europa, o vírus da síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos (PRRSv) na América do Norte e Espanha, e a febre aftosa, pressionam produtores e aumentam a incerteza comercial. Estratégias como biossegurança avançada, automação e operações não tripuladas são essenciais para reduzir esses riscos.

No setor de grãos, os preços do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentam queda, impulsionados por boas condições climáticas nos EUA e uma safra robusta no Brasil. Já soja e farelo de soja mostram comportamento misto: os mandatos propostos para biocombustíveis pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) para 2026 e 2027 sustentam a soja, mas exercem pressão de baixa sobre o farelo. Esses fatores combinados indicam que a volatilidade nos mercados de proteínas e grãos deve permanecer em 2025, exigindo atenção de produtores, exportadores e investidores.





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Saiba o que mexe com os mercados nesta semana com o Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que bolsas internacionais subiram com expectativa de corte de juros pelo Fed, apesar da inflação persistente. Nos EUA, o dólar recuou, o petróleo caiu e a ata do Fed deve detalhar o dilema entre inflação e atividade.

No Brasil, o Ibovespa avançou seguindo o exterior, o real valorizou e o IPCA abaixo do previsto reforçou a manutenção da Selic.

Destaque para pacote de apoio a empresas e indicadores como IGP-10 e IBC-Br da semana.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Previsão do tempo hoje indica temporais e ventos de até 70km/h; confira



A previsão do tempo para esta segunda-feira (18), de acordo com os meteorologistas da Climatempo, indica que áreas do Sul e do Nordeste enfrentam risco de temporais. Já o Centro-Oeste e parte do Sudeste devem conviver com sol forte, calor e baixa umidade relativa do ar. No Norte, as instabilidades mantêm o alerta para chuvas intensas em alguns estados.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Veja como ficam as condições em cada região do Brasil.

Sul: risco de temporais e ventos de até 70 km/h

No Sul, a chuva chega em forma de pancadas no litoral de Santa Catarina e Paraná. No Rio Grande do Sul, as instabilidades são mais intensas, sobretudo no sul e na região central, com risco de temporais. O oeste gaúcho tem alerta para chuva forte e ventos entre 51 e 70 km/h.

No leste do Paraná e no litoral norte catarinense, as rajadas variam de 40 a 50 km/h. Nos pontos mais altos da Serra Catarinense, há possibilidade de geada.

Sudeste: pancadas no litoral e ar seco no interior

Novas áreas de instabilidade favorecem chuva fraca e isolada no litoral paulista, além de pancadas de chuva no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

No interior de São Paulo e em áreas do centro e oeste de Minas Gerais, o destaque é o ar seco, com índices de umidade abaixo de 30% nos períodos mais quentes.

Centro-Oeste: Sol forte, calor e ar muito seco

A região segue sob predomínio do tempo firme. Apesar de manhãs mais amenas, as temperaturas sobem rapidamente ao longo do dia, alcançando valores altos à tarde.

A umidade relativa do ar segue crítica, abaixo de 20% em áreas do interior de Goiás e Mato Grosso.

Nordeste: chuva forte em Salvador e litoral de PE e SE

Salvador tem previsão de pancadas fortes com risco de temporais. Entre Sergipe e Pernambuco, as chuvas também devem ser moderadas a intensas.

No Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, o tempo segue firme, mas a umidade baixa no centro-sul do Piauí, Maranhão e oeste baiano aumenta o desconforto.

Norte: Temporais no Amazonas e Rondônia

No Norte, instabilidades provocam risco de temporais no Amazonas, Acre, Rondônia e norte do Pará.

Já em Tocantins e em parte do Pará, o tempo segue firme, ensolarado e quente. Nessas áreas, a baixa umidade reforça o risco de queimadas e pode causar problemas de saúde.




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Cana-de-açúcar armazenada por até 24 horas mantém qualidade



A mecanização do processo de colheita da cana-de-açúcar trouxa mais agilidade no campo, mas uma questão para as indústrias. A cana picada, e não retirada por inteiro como é o caso da colheita manual, apresenta uma janela menor, obrigando um processamento em até oito horas, idealmente.

“Estocar a cana picada acarreta problemas de perda por transpiração do material e de ampliação dos pontos de entrada de microrganismos. Assim, o processamento tem de ser mais rápido, quase imediato. Entretanto, muitas vezes, as usinas não conseguem processar tudo de maneira imediata e são obrigadas a estocar por mais tempo. Muitas estocam a céu aberto, em carretas, numa prática conhecida como ‘estoque sobre rodas’. O caminhão chega do campo, desatrela a carreta cheia e leva de volta para o campo uma carreta vazia. A cana vai ficar ali esperando o processamento”, afirma o agrônomo Leonardo Lucas Madaleno, professor do curso de Biocombustíveis da Fatec Nilo De Stéfani, em Jaboticabal. Ele é o primeiro autor de um artigo publicado no International Journal of Agronomy sobre o tema, que ainda hoje segue pouco estudado.

“Em 2015, quando fizemos o experimento de campo, havia trabalhos com a cana inteira. Não encontramos trabalhos falando de como se comporta a cana picada armazenada mais de 24 horas e, ainda hoje, em 2025, não encontramos. Há pouca coisa sobre o tema porque a pesquisa demanda muito tempo e estudo prático com a usina e os produtores”, afirma Madaleno.

De acordo com ele, a demora de mais de 24 horas no processamento da cana não e comum. Ainda assim este problema pode mas pode vir a ocorrer nas estações chuvosas, quando as usinas colhem tudo o que podem , gerando grandes volumes.

Simulação

No estudo, os pesquisadores simularam o “estoque sobre rodas” com a ajuda de funcionários da usina utilizando caixas plásticas perfuradas. Durante a segunda período da safra 2015/16 o estudo passou a monitorar a perda de peso da cana.

“No primeiro ano, uma amostra foi processada a cada seis horas. Na safra seguinte, os intervalos para processamento foram de 12 horas. Determinamos o peso comparando os demais tempos de armazenamento com o tempo zero, que é o momento da chegada da cana ao estoque, logo após a colheita. Em seguida, processamos colmos para extração do caldo, análise de qualidade e separação para produção de xarope, que é o produto intermediário do açúcar, e do vinho, que é o intermediário do etanol”, resume Madaleno.

As caixas ficaram na usina nas mesmas condições em que ficam as carretas. “Começávamos com o armazenamento às 8 horas da manhã. Após seis horas, já pesávamos outra caixa, analisávamos e congelávamos o material para levar para a Fatec. Depois de 12 horas, repetíamos. O ‘pulo do gato’ foi fazer a extração, analisar o caldo no laboratório da própria usina e congelar o material para trazer para Jaboticabal, porque não havia possibilidade de fazer todo o processamento na usina. Para cada período, fizemos quatro repetições. Quatro vezes com zero, seis, 12 e assim por diante”, detalha o agrônomo.

Assim, os cientistas levaram o material congelado para a Fatec para analisarem todos os resultados de uma única vez, e checarem se o congelamento havia interferido no estudo. Dessa forma, constataram que as amostras demonstravam redução na pureza, mas com baixo coeficiente.

Prosseguiram, então, com o processamento: no caso do açúcar, por meio da extração e tratamento do caldo, seguidos de sua concentração em um evaporador para transformação em xarope. No caso do etanol, realizando a fermentação desse caldo e transformando-o em vinho.

Qualidade

Os resultados atingidos com os estudos mostraram que, para o açúcar, o processamento em até 24 horas da cana não apresenta alteração na qualidade do xarope. Ainda assim apresenta perda de quase 10% da massa. Dessa forma, o produtor não perde em qualidade, mas perde em volume de produto.

Para o etanol, até 48 horas não houve alteração significativa no vinho. Mas por conta do uso de uma levedura muito adaptável e pouco específica para o estudo, os pesquisadores apontam a necessidade novos testes.

“Temos de fazer experimentos com outras cepas para verificar se realmente o atraso no processamento não tem efeito negativo no etanol. Além disso, dentro da usina há uma outra nuance: quando se faz fermentação, a levedura do vinho é separada e reaproveitada em outros processos. Talvez, em estudos futuros, tenhamos de fazer reciclos de fermentação. Sem contar que as leveduras usadas pelas usinas, e reutilizadas várias vezes, às vezes são adaptadas a cada usina.” Afirmou, Leonardo.

Um dos problemas do impacto do armazenamento no produto final, no caso do açúcar, é que o caldo pode conter moléculas que o tornam mais escuro. “No processo de clarificação do açúcar se utiliza leite de cal. Quando a cana demora demais a ser processada, é preciso aumentar a quantidade de leite de cal adicionada para atingir o pH adequado para tratamento. Mas o aumento do uso deixa um resíduo, as cinzas, que vão parar no açúcar.”

Segundo o cientista, no processo de produção do açúcar observa-se uma perda mais acelerada, por conta de transformações que vão acontecendo no material ao longo do tempo como, por exemplo, a quebra da sacarose em frutose e glicose. “A partir das 24 horas intensifica-se a quebra da sacarose, o que tem como consequência a redução de qualidade do produto final.”

Já os problemas do etanol estão relacionados à redução de sua produção e aumento da geração de moléculas secundárias. “Quando se vai fazer a destilação, é mais trabalhoso separar o etanol dessas outras moléculas.”

Os cientistas também descobriram que, o armazenamento realizado no início ou final da safra, quando chove muito, eleva a ocorrência de impurezas. No meio da safra, o nível de impurezas é mais baixo.

“Além de monitorar todo o processamento pela indústria, também monitoramos todos os dados de precipitação e chuva, e por isso devemos um agradecimento ao Inmet. Quando chove e o material está armazenado, é como se a chuva lavasse e tirasse toda a sacarose da cana. A redução de sacarose já acontece ali. O correto seria armazenar em local fechado, um galpão, mas é tanto volume de material que seria quase impossível controlar as condições desse armazém. Então, quando vai chover, as usinas correm para colher a cana, para ter material suficiente para não parar durante o período de chuva. Só que o material fica lá esperando e perde massa e sacarose. Talvez as usinas devessem aproveitar essa chuva justamente para parar e fazer manutenção dos equipamentos.”

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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Demanda chinesa e desempenho das lavouras de soja dos EUA ditarão os preços da commodity



A semana foi de recuperação nos preços da soja tanto no mecado interno como na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

Mesmo com dólar na casa de R$ 5,40 e com prêmios firmes mas buscando ajustes, a comercialização ganhou ritmo nas principais praças do país.

O motivo para a mudança de cenário, sendo que o mercado vinha arrastado, foi o relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na última terça-feira (12).

Supreendendo o mercado, o órgão norte-americano indicou estoques e safra do país abaixo do esperado, em 4,292 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 116,8 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,6 bushels por acre.

No relatório anterior, os números eram de 4,335 bilhões (117,98 milhões de toneladas) e 52,5 bushels, respectivamente. Enquanto isso, o mercado esperava uma produção de 4,371 bilhões ou 118,96 milhões de toneladas.

Já os estoques finais estão projetados em 290 milhões de bushels ou 7,89 milhões de toneladas, contra 310 milhões do relório anterior – 8,44 milhões.

O mercado apostava em carryover de 359 milhões de bushels ou 9,75 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,540 bilhões de bushels e exportações de 1,705 bilhão. Em julho, os números eram de 2,540 bilhões e 1,745 bilhão.

O relatório projetou safra mundial de soja em 2025/26 de 426,39 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 423,97 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 124,9 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 127,9 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 125,2 milhões de toneladas, contra expectativa de 125 milhões de toneladas.

Mercado da soja

Como consequência, os contratos com vencimento em novembro subiram para US$ 10,29 por bushel na manhã da última sexta (15), acumulando uma valorização semanal de 4,2%.

As cotações domésticas acompanharam a sinalização de Chicago. No interior do Rio Grande do Sul, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 134,00 em Passo Fundo.

Em Cascavel (PR), o preço subiu para R$ 135,00, enquanto em Rondonópolis (MT) foi de R$ 120,00 para R$ 125,00. No Porto de Paranaguá, a saca avançou de R$ 136,00 para R$ 140,00.

Pontos de atenção

Para a próxima semana, dois pontos merecem a atenção. O comportamento da demanda chinesa, após os recentes avanços nas negociações comerciais entre Pequim e Washington.

O fato chegou a impulsionar Chicago no início da semana, mas ainda há muito ceticismo em torno da recuperação da demanda chinesa no curto prazo, apesar do pedido do presidente americano Donald Trump que que o país asiático quadriplicasse a compra da oleaginosa dos Estados Unidos.

O clima nos Estados Unidos também merece foco especial, principalmente neste momento em que as lavouras estão em fase crítica para definição do potencial produtivo. Durante a próxima semana, será realizada a tradicional crop tour da Pro Farmer. As sinalizações vindas das visitas às lavouras podem corroborar ou não a revisão para baixo indicada pelo USDA.

Números Conab para a soja

A produção brasileira de soja deverá totalizar 169,657 milhões de toneladas na temporada 2024/25, com aumento de 14,8% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 147,74 milhões de toneladas.

A projeção faz parte do 11º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em julho, a Conab trabalhava com estimativa de safra de 169,4 milhões de toneladas.



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Menor galinha do mundo e conquista criadores no Brasil


A galinha Serama é considerada a menor do mundo, cabendo literalmente na palma da mão. Com apenas 15 centímetros de altura e cerca de 400 gramas, essa ave chama atenção pelo porte compacto e aparência diferente. Apesar do tamanho, ela se destaca pelo alto valor de mercado e pelo carinho que desperta entre os criadores.

Originária da Malásia, a Serama surgiu na década de 1970 a partir do cruzamento entre a raça Malaia Bantam e a japonesa Chabo. Sua chegada ao Brasil ocorreu somente em 2014, mas desde então o interesse cresceu rapidamente. Hoje, aves dessa raça podem custar entre R$ 1.000 e R$ 3.500, dependendo da linhagem e das características genéticas.

Ovos valiosos para novos criadores

Os ovos da Serama também impressionam no preço. Uma dúzia de ovos fecundados pode chegar a R$ 3.000, valor voltado a quem deseja iniciar uma criação e não para consumo. Por serem aves pequenas e ornamentais, sua produção de ovos é reduzida, o que contribui para a valorização.

Além do apelo econômico, o interesse pela Serama está ligado ao perfil de criação. Muitas vezes tratada como animal de estimação, essa galinha é dócil, adaptável a pequenos espaços e pode viver em ambientes urbanos, desde que receba os cuidados necessários.

Imagens da internet | Galinha Serama – menor galinha do mundo

A criação de Seramas no Brasil vem ganhando espaço, especialmente entre pequenos criadores e colecionadores de raças exóticas. Para muitos apaixonados por avicultura ornamental, ela representa o equilíbrio entre delicadeza, raridade e potencial de investimento.

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Após polêmica, COP30 vai permitir pratos paraenses como açaí e tucupi



Após repercussão negativa, a organização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30) modificou o edital para a contratação de empresas para operação de restaurantes nos espaços oficiais do encontro, que será realizado em novembro, em Belém. Alimentos locais, como açaí e tucupi, que foram barrados no texto anterior, agora poderão ser servidos no evento.

A mudança foi feita pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), após atuação do governo federal, por meio do ministro do Turismo, Celso Sabino. Em nota, a organização informou que, após análise técnica, foi publicada uma errata para incorporar a culinária paraense. O detalhamento da oferta de alimentos no evento será realizado após a seleção dos fornecedores.

A nota ressalta ainda que o edital busca valorizar, na hora da seleção, empreendimentos coletivos, como cooperativas, associações, redes solidárias e grupos produtivos locais, além de grupos historicamente vinculados à produção de alimentos sustentáveis e à sociobiodiversidade, como povos indígenas, comunidades quilombolas, mulheres rurais, juventudes do campo e demais povos e comunidades tradicionais.

O edital estabelece que ao menos 30% do valor total dos insumos adquiridos sejam provenientes da agricultura familiar.

Polêmica sobre os pratos típicos do Pará

Nesta semana, a OEI publicou o edital para selecionar os estabelecimentos que atuarão na COP30. Ele listava, em uma tabela, alimentos e bebidas considerados com alto risco de contaminação e que, portanto, estariam proibidos nos espaços dos eventos da COP30. Entre esses alimentos estavam o açaí, o tucupi, sucos de fruta in natura e a maniçoba.

A proibição de alimentos típicos da culinária paraense gerou polêmica e diversas críticas. O chef Saulo Jennings foi um dos que criticou o edital. “É um crime contra nosso povo, contra a nossa gastronomia, contra a comida que alimentou nossa ancestralidade toda, a gente só sobrevive por causa desse alimento”, afirmou em publicação nas redes sociais.

Saulo Jennings é o fundador do restaurante Casa do Saulo, que além de ter unidades no Pará, tem também em São Paulo e no Rio de Janeiro, todos voltados para a culinária paraense. O chef foi o primeiro a ser escolhido como Embaixador Gastronômico da ONU Turismo no mundo. Em 2023, na COP28, em Dubai, ele conta que cozinhou na abertura do evento e que serviu o tacacá, prato paraense feito com tucupi.

“Quer dizer que dentro de casa não posso usar nosso alimento? Faz mal? Nosso povo tem uma imunidade diferente do resto das pessoas do mundo inteiro? Porque só a gente sobrevive comendo esses alimentos. Quer dizer que nosso governo não tem órgãos fiscalizadores? Tem e funciona. Tem Vigilância Sanitária, temos todas as regras de alimentação”, afirmou.

Ele ressaltou que a COP é uma oportunidade para fortalecer o turismo gastronômico na região, gerando mais emprego e renda. “Quem vier e comer, vai sair daqui apaixonado”, garantiu.

Seleção

Na nota publicada, a organização da COP esclarece que as recomendações do edital são exclusivas para espaços da conferência, não abrangendo outros locais do município de Belém ou do estado do Pará.

Diz ainda que a definição do cardápio da COP30 é de responsabilidade da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), assim como possíveis orientações sobre produtos alimentícios, e atende a critérios da Vigilância Sanitária nacional e subnacional.

Os cardápios apresentados poderão sofrer ajustes para atender aos critérios do edital, como a diversidade de alimentos e a segurança dos participantes da conferência.

Na próxima terça-feira (19), será realizada um audiência pública para ouvir candidatos à operação de alimentação da COP30.



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AgroNewsPolítica & Agro

produtividade do trigo se mantém após frente fria



Estado inicia colheita com mercado favorável




Foto: Canva

O Paraná registrou as primeiras áreas colhidas de trigo nesta semana, representando menos de 0,5% dos 833 mil hectares destinados à cultura no estado. O levantamento consta no Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado na quinta-feira (14) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Segundo os analistas do Deral, as colheitas iniciais ocorreram principalmente na região de Londrina e apresentaram produtividade dentro da normalidade, sem impactos das geadas registradas no inverno. O órgão ressalta, no entanto, que o volume ainda é incipiente e que o avanço dos trabalhos poderá indicar cenários distintos nas próximas semanas.

“Ainda assim, o resultado inicial dentro da normalidade é um ponto a se comemorar, considerando que a região deve ser uma das mais afetadas pela frente fria registrada no final de junho”, informa o boletim.

O documento também destaca que a qualidade do trigo colhido deve corresponder à classificação prevista no momento da escolha das variedades pelos produtores. Entre as cultivares mais plantadas, mais da metade é apta a gerar trigo da classe “pão” e um pouco menos da metade trigo da classe “melhorador”. O Deral alerta que as condições climáticas ao longo do ciclo podem alterar essa proporção, inclusive para patamares mais favoráveis.

Em relação ao mercado, o preço médio nas principais praças paranaenses está em R$ 76,00 por saca, registrando leve queda em relação a julho e permanecendo praticamente estável frente ao mesmo período de 2024. Conforme o boletim, o valor pode ser considerado positivo diante da desvalorização do dólar e da retração dos preços internacionais, que foi mais intensa do que no mercado doméstico.

Para os produtores que iniciaram a colheita e obtiveram produtividade normal e boa qualidade, as margens sobre os custos variáveis são positivas, ainda que pouco expressivas.





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Soja com fezes e roedores mortos é transformada em adubo orgânico em operação


Uma grande e complexa operação realizada por auditores fiscais federais agropecuários durante toda a semana passada destinou uma carga de soja que tinha indícios de adulteração intencional, com fezes de aves e roedores mortos.

A carga, com cerca de 7 mil toneladas do grão e do farelo misturada com os contaminantes, foi apreendida em abril deste ano e, agora, os produtos estão sendo transformados em adubo orgânico.

O processo, por conta do volume, envolve aproximadamente 150 viagens de caminhões bi-trem até uma unidade de compostagem em Araras, centro-leste no estado de São Paulo. A ação é acompanhada de perto por engenheiros agrônomos, zootecnistas e médicos veterinários, que garantem o encaminhamento correto e seguro do material.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), a carga foi apreendida no Porto de Paranaguá, no Paraná.

Entre as irregularidades, estavam presença de areia, indícios de adulteração intencional e condições sanitárias precárias, como acúmulo do produto sem separação, poças de água e restos de animais, além da ausência de rastreabilidade documental.

Conforme os auditores, a gravidade do problema exigiu uma operação de fiscalização minuciosa e a adoção de medidas para impedir riscos à cadeia produtiva e à saúde pública.

O caso está sob tramitação na 13ª Vara Federal de Curitiba. Apesar da destinação da soja contaminada já estar sendo realizada, por decisão judicial, as investigações para apurar as responsabilidades de todos os envolvidos continuam.

Única destinação possível

soja contaminada transformada em adubosoja contaminada transformada em adubo
Engenheiros agrônomos, zootecnistas e médicos veterinários participaram da operação. Foto: Anffa Sindical

O diretor de Política Profissional do Anffa Sindical, Henrique Pedro Dias, participou da operação de transformação da soja em adubo. Segundo ele, a ação tem como objetivo coibir fraudes e preservar as relações de consumo, além de garantir a segurança do produto nacional exportado.

Assim, a transformação da carga em fertilizante orgânico se justifica diante da impossibilidade da exportação e também de consumo interno.

Ele também explica que profissionais do Programa Vigifronteiras e do Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal (SISV-SP) registram cada fase com fotos e relatórios.

De acordo com Dias, além de evitar que o produto contaminado volte ao consumo, a ação garante um destino ambientalmente adequado, convertendo um problema sanitário em insumo agrícola útil.

“A atuação do Vigifronteiras é para coibir o trânsito e o comércio irregular de produtos clandestinos e que não atendam aos regulamentos, além do trabalho interagências. O foco são as relações de consumo, questões ambientais, de comércio e tributos. Por isso, nós damos subsídio a órgãos como a Receita Federal e polícias”, diz.

De acordo com ele, operações dessa natureza normalmente saem com mandatos de busca, apreensão e prisão. “Então, a gente extrapola um pouco a esfera administrativa, atuando também na esfera criminal, civil e outras que tem um impacto nos crimes”, destaca o auditor fiscal federal agropecuário.



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Mortes por picadas de abelhas africanizadas aumentam 123% em quatro anos


Entre 2021 e 2024, o número de ataques envolvendo abelhas africanizadas aumentou em 83%, passando de 18.668 para 34.252 ocorrências.

Já a quantidade de óbitos cresceu 123%, alcançando 125 casos em 2023, número que se repetiu em 2024. Para efeito de comparação, em 2023, o total ataques de abelhas ultrapassou o número registrado de ataques de serpentes, e a situação se mantém até hoje. 

O crescimento expressivo na quantidade de ocorrências e mortes nos últimos anos levou pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) a publicarem um artigo em que apontam o envenenamento por picadas das espécies Apis mellifera como um problema de saúde pública negligenciado. 

O trabalho da equipe foi publicado na revista científica Frontiers in Immunology. A publicação aponta ainda que, até julho deste ano, foram registrados mais de 18 mil acidentes com abelhas no país.

Falta de antídoto

Os autores apontam que a ausência de um tratamento ou remédio específico para atender a essas vítimas é outro argumento para enquadrar as intoxicações por abelhas como uma questão negligenciada.

“Ainda hoje não existe um antídoto contra o veneno de abelhas, como os que temos para as picadas de serpentes, aranhas e escorpiões”, diz Rui Seabra Ferreira Júnior, coordenador do estudo. 

O biólogo Osmar Malaspina diz que ainda não é possível determinar com exatidão os motivos que levaram ao crescimento deste tipo de ocorrência.

Ele especula sobre a possibilidade de uma combinação entre o desmatamento, com perdas de locais que serviriam de habitat nas matas; a procura de novos locais para instalação de ninhos próximos a áreas urbanas; e a procura por alimentos gerados a partir das atividades humanas em determinadas épocas do ano.

“Muitas coisas devem ser levadas em consideração, como o clima da região, o aumento do número de apicultores e de colmeias, a atuação da Defesa Civil e dos bombeiros, a inexistência de empresas especializadas em remoção de colmeias, os índices de desmatamento, a proximidade com animais e humanos. É muito difícil determinar as causas exatas”, diz Malaspina.

Quando a ferroada da abelha é um risco

“Não é possível determinar quantas ferroadas podem colocar a pessoa em situação de risco. Isso vai depender muito do sistema imunológico de cada um.” afirma Benedito Barraviera, docente da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB).

Segundo Barraviera, existem dois tipos principais de acidentes. O primeiro ocorre quando a pessoa é alérgica. Nesses casos, apenas um ferrão pode ser suficiente para desencadear um choque anafilático, que consiste em uma reação alérgica grave e fatal. “Nesses casos, a pessoa deve receber uma injeção de adrenalina e atendimento médico imediato”, diz.

Outro tipo de acidente ocorre quando uma pessoa não alérgica é picada por muitas abelhas simultaneamente. Nesses casos, o excesso de veneno pode causar intoxicação, com complicações neurológicas e renais. Por fim, o médico também chama a atenção para o fato de que o veneno pode gerar um torpor neurológico com potencial de desencadear parada cardiorrespiratória.

Barraviera destaca que a falta de um soro específico contra ferroadas de abelhas africanizadas aumenta as chances de complicações em casos de intoxicação e torna o tratamento mais caro e de difícil previsibilidade dos resultados.

Em janeiro de 2024, a Unesp registrou a patente do primeiro soro antiapílico do mundo, produzido em parceria com profissionais do Instituto Vital Brazil e do Instituto Butantan. O novo produto, que vem sendo desenvolvido há mais de uma década, já passou com sucesso pelas duas primeiras etapas de testes clínicos.

Atualmente, os pesquisadores envolvidos aguardam financiamento para a realização da terceira etapa de testes, necessária para o registro na Anvisa.

Na ausência de tratamentos específicos, o melhor é redobrar a atenção para evitar acidentes graves. A recomendação dos especialistas é nunca manusear a colmeia, não fazer uso de inseticidas e venenos, evitar movimentos bruscos, isolar o local e chamar a Defesa Civil, os bombeiros ou uma empresa especializada em remoção.

Malaspina alerta que, caso ocorra uma picada próxima ao ninho, é de extrema importância que a pessoa não se debata e tente manter a calma. O pesquisador explica que, quando se sentem ameaçadas, as abelhas liberam um feromônio que “marca” a ameaça para as outras abelhas.

Quando alguém é ferroado, o feromônio fica preso na pessoa por conta do ferrão, o que faz com que todas as demais iniciem uma perseguição em conjunto.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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