quinta-feira, maio 7, 2026

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Cartilha auxilia produtores no combate às queimadas em MT



Com o aumento das queimadas nesta época do ano, produtores rurais do estado de Mato Grosso contam com um aliado: a cartilha de prevenção e combate aos incêndios elaborada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). O material carrega orientações práticas que podem fazer a diferença entre o controle e o desastre, o que evita prejuízos aos trabalhos em campo e evita riscos à vida.

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A cartilha foi desenvolvida com apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBM-MT) e está disponível em versão impressa e digital no site da Aprosoja MT, com acesso rápido aos produtores.

Segundo o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, a cartilha atende a uma necessidade prática do campo. “Além de plantar e viabilizar financeiramente a lavoura, o produtor precisa lidar com legislação, mercado e várias informações ao mesmo tempo. Uma cartilha simples e acessível facilita o dia a dia, reunindo orientações rápidas e diretas”, explica.

O delegado coordenador do núcleo de Vera, Maicon Rech, já colocou as orientações em prática. Ele relata que, durante um incêndio em 2024, a preparação foi decisiva. “Estávamos com tanque d’água pronto e conseguimos controlar o fogo rapidamente. A cartilha orienta sobre os equipamentos necessários e ajuda a reduzir os prejuízos”, afirma.

A delegada do núcleo de Tapurah, Daiane Kirnev, destaca que a cartilha reforça a importância de práticas simples, como fazer aceiros e manter a revisão das máquinas em dia. Pequenos cuidados ajudam a prevenir incêndios que, durante a seca, podem surgir de uma faísca ou falha no equipamento, o que evita prejuízos tanto para os equipamentos quanto para o solo.



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Holandês x Senepol: por que o cruzamento não é ideal para a pecuária leiteira?


Pecuaristas, a escolha do cruzamento industrial é fundamental para o sucesso de um rebanho, seja para carne ou para leite. Washington Cobacho, de Mira Estrela, no estado de São Paulo, possui vacas senepol e mestiças e pensa em inseminá-las com sêmen de touro holandês para a produção de leite. Assista ao vídeo.

Nesta quarta-feira (12), o zootecnista Guilherme Marquez, especialista em genética de gado de leite, respondeu à dúvida no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que o cruzamento de Holandês com Senepol é o oposto do que se busca para a produção de leite e oferece outras alternativas mais assertivas para o produtor.

O desafio do “dairy on beef”

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Foto: Giro do Boi

Guilherme Marquez explica que a raça holandesa é conhecida por sua alta capacidade de metabolizar nutrientes e transformá-los em leite.

No entanto, o cruzamento do Holandês x Senepol é um “Dairy on Beef”, o oposto do “Beef on Dairy” (touro de corte em vaca leiteira).

Nesse caso, o produtor estaria usando uma raça de leite sobre uma raça de corte, o que não é o caminho mais eficiente para a produção de leite em escala comercial.

As fêmeas meio-sangue Holandês x Senepol produzirão mais leite que suas mães, mas não serão vacas altamente produtivas. A produção de leite não se resume a um pico de produção, mas à quantidade de dias produzindo.

Fêmeas que não são especializadas podem ter um pico alto, mas um período de lactação muito menor, ficando mais tempo “vazias” e sem produzir. Elas seriam como um “hóspede de hotel que fica 365 dias, mas só paga 100”, ou seja, um prejuízo.

Duas opções para o sucesso na produção de leite

Foto: Fazenda do Basa/Divulgação

Guilherme Marquez oferece duas alternativas para Washington Cobacho, que busca um rebanho de alta produção de leite:

  • 1ª opção: Embrião de girolando. É o caminho mais rápido para a evolução genética. A primeira geração de girolando já nasce com alta produção de leite. O produtor pode usar embrião de girolando 5/8, meio-sangue ou 3/4. É uma forma de ter vacas extraordinárias para produção de leite em apenas uma geração, otimizando o tempo e o investimento.
  • 2ª opção: Touro holandês. Se o produtor insistir na ideia, ele terá vacas meio-sangue holandês que produzirão mais leite que as mães, mas os machos serão aproveitados apenas para o abate. Essa opção é mais lenta para se obter um rebanho de alta produção e pode não ser a mais rentável.

Guilherme Marquez ressalta que, se o objetivo é ter um rebanho de leite, é preciso usar uma genética especializada para isso.

O uso de embrião de girolando é a forma mais rápida e assertiva de ter animais com alta produção e longevidade no rebanho, garantindo o sucesso da pecuária leiteira na fazenda.



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Vaca alcança valorização de R$ 3,5 milhões na 18ª Expogenética


Maior mostra de animais zebuínos avaliados de todo o país, a Expogenética está em sua 18ª e acontece em Uberaba, Minas Gerais. O evento teve início no dia 15 de agosto e se estende até o próximo domingo (24).

Durante o evento, no Leilão Nelore Paranã, transmitido pelo Canal Rural e Canal do Criador, a vaca Boa FIV de Naviraí teve 50% de suas cotas vendidas por R$ 1.743.000 nesta quinta-feira (21). Assim, alcançou a impressionante valorização de R$ 3.486.000.

vaca leilãovaca leilão
Foto: Reprodução Redes Sociais

O animal tem média de 52 oócitos por coleta e prenhez confirmada do Átila de Naviraí. Confira, abaixo, os índices genéticos da Boa FIV de Naviraí, que tem mãe, avó e bisavó doadoras: iABCz 24,76; Deca 1; P% 0,5%; MGTe 26,82; TOP 3%; IQG 30,87; e TOP 2%.



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ILPF garante rentabilidade e sustentabilidade no campo



A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) vem se consolidando como uma das principais estratégias para unir produtividade, sustentabilidade e retorno financeiro nas propriedades rurais.
De acordo com a Embrapa, mais de 17 milhões de hectares já utilizam sistemas integrados no país, com resultados que vão desde a melhoria da qualidade do solo até a redução da emissão de gases de efeito estufa.

Esse modelo permite diversificar a produção, otimizar o uso da terra e garantir maior resiliência frente às mudanças climáticas e às variações do mercado.

Rentabilidade: o primeiro passo para o produtor

Quando o assunto é inovação no campo, a pergunta que o produtor sempre faz é: qual será o retorno financeiro?

O sistema ILPF responde bem a essa dúvida porque:

  • Reduz custos com adubos e defensivos graças à reciclagem natural de nutrientes;
  • Aumenta a rentabilidade com mais de uma atividade produtiva na mesma área;
  • Diminui riscos climáticos e de mercado com diversificação da produção;
  • Melhora a qualidade do solo e da pastagem, favorecendo o desempenho animal.

Segundo levantamentos da Embrapa, os ganhos econômicos podem variar bastante de acordo com a região e o modelo adotado. Porém, mesmo que o investimento inicial demande crédito rural ou financiamento, o retorno costuma ocorrer entre 3 e 5 anos, garantindo segurança a médio e longo prazo.

Como os programas de apoio ajudam na transição

A adoção da ILPF ainda gera dúvidas, principalmente em pequenas e médias propriedades. É aí que entram iniciativas como o Integra São Paulo, em parceria com a Embrapa e a CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral).

O programa capacita técnicos e leva equipes multidisciplinares até as propriedades para:

  • Avaliar a viabilidade da integração;
  • Oferecer soluções personalizadas para cada realidade;
  • Apoiar no manejo da lavoura, da pecuária e da floresta de forma conjunta.

Essas unidades-modelo funcionam como vitrine para que outros produtores vejam na prática os benefícios do sistema.

ILPF como ferramenta de sustentabilidade

Além da rentabilidade, a ILPF traz fortes resultados ambientais:

  • Sequestro de carbono: sistemas bem manejados podem ter saldo positivo ou até negativo, ou seja, retiram carbono da atmosfera.
  • Efeito poupa-terra: três culturas diferentes ocupam a mesma área, evitando a abertura de novas fronteiras agrícolas.
  • Uso racional de insumos: menor necessidade de fertilizantes químicos e defensivos.

Esses indicadores reforçam a contribuição da integração para as metas de redução de emissões do Brasil e para atender às exigências dos mercados internacionais cada vez mais atentos às práticas sustentáveis.

Conclusão

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta não é apenas uma alternativa sustentável, mas uma estratégia inteligente de negócios. Ao unir produtividade e preservação, o sistema garante que o produtor tenha rentabilidade e competitividade no mercado, ao mesmo tempo em que fortalece a imagem positiva do agro brasileiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil e Angola avançam em pautas agropecuárias durante encontros com autoridades angolanas


Dando início às agendas da missão oficial em Angola, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se com o presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola, Armando Manuel, e com o ministro de Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano. Os encontros ocorreram na última terça-feira (19).

O tema da reunião foi a participação do Fundo em projetos produtivos para produção de grãos, que estão sendo elaborados entre os governos brasileiro e angolano, com participação do setor privado brasileiro. Também foi tratada a possibilidade de parceria entre empresas brasileiras e o Fundo Soberano em projeto de produção de cana-de-açúcar.

“Fomos tratar das garantias que Angola deve oferecer para os projetos estruturantes que estamos fazendo e que avançaram bem. Estamos aqui para avançar cada vez mais no crescimento da agropecuária brasileira e angolana”, afirmou o ministro Fávaro.

Na ocasião, o presidente Armando Manuel afirmou que o projeto produtivo agrícola está entre as prioridades da instituição e sinalizou positivamente o interesse do Fundo no empreendimento.

A primeira reunião sobre o tema ocorreu em julho deste ano, durante visita do presidente do Fundo ao Brasil. Na oportunidade, realizada na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Fávaro e Manuel discutiram a possibilidade de investimentos financeiros nos dois países para intensificar a produção de alimentos.

Ainda na terça-feira, o ministro Carlos Fávaro se encontrou com o ministro de Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano, para tratar da produção de alimentos por meio do acordo Brasil-Angola, que está sendo desenvolvido pelo Grupo de Trabalho (GTI BR-AO), instituído em julho deste ano entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com o objetivo de elaborar propostas para o estabelecimento de uma parceria entre os dois países a fim de enfrentar desafios como altos custos de produção, carência de unidades de armazenagem e infraestrutura básica no meio rural, entre outros.

Participaram da comitiva a embaixadora do Brasil no país africano, Eugênia Barthelmess; o subsecretário de Orçamento e Planejamento do Mapa, Fernando Soares; o adido agrícola, José Guilherme Leal; e empresários brasileiros.

 





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Nova frente fria leva tempestades e chance de tornado para estado brasileiro


A presença de um sistema de baixa pressão vindo do Paraguai e o deslocamento de uma nova frente fria para o Rio Grande do Sul devem trazer grande instabilidade para o estado entre esta sexta-feira (22) e o sábado (23).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com o Climatempo, essas condições climáticas podem gerar “super-células” em grande parte do território gaúcho, ou seja, aglomerados de nuvens de temporais do tipo cumulunimbus, caracterizadas por serem pesadas e carregarem chuva forte e volumosa, além de muito vento.

O mapa de risco abaixo aponta perigo extremo para a Campanha e parte do sul do estado, onde a previsão é de chuva superior a 100 mm em apenas 24 horas.

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Foto: Climatempo

Outras áreas em alerta (Campanha, Oeste, Missões, Vales e parte da região Central) também devem registrar acumulados entre 50 mm e 100 mm, capazes de gerar alagamentos. Já as áreas em vermelho (Missões, Norte, Região Metropolitana de Porto Alegre e Litoral Norte) terão temporais mais isolados, mas ainda com riscos de transtornos.

Contudo, a previsão é que todo o estado terá risco para queda de granizo e rajadas de vento que podem superar os 90 km/h.

Risco de tornados

As condições meteorológicas que atingirão o Rio Grande do Sul a partir desta sexta são favoráveis para ocorrência de tornados, micro-explosões e downburst (quando o ar frio desce violentamente da nuvem, espalhando-se em todas as direções ao atingir o solo, semelhante a uma caixa d’água virando de uma vez só).

Segundo a Climatempo, estes são fenômenos muito difíceis de prever, mas, ainda assim, os meteorologistas da empresa apontam para esta possibilidade, mesmo que em áreas isoladas do Rio Grande do Sul, sobretudo entre esta sexta e o começo do sábado.



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Entidades do agro defendem uso de subprodutos de origem animal na produção de biodiesel



Brasília sediou nesta quinta-feira (21) um seminário sobre a integração entre a produção de alimentos e a energia renovável. O evento foi promovido pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel e reuniu representantes do governo, do setor privado e de entidades do agronegócio.

O objetivo do encontro foi discutir formas de potencializar as cadeias produtivas ligadas ao biodiesel, com foco não apenas na transição energética, mas também no desenvolvimento econômico e social, na segurança alimentar e climática e na geração de emprego e renda.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Segundo o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), as cadeias de proteína animal, como bovinos, aves e suínos, têm papel estratégico nesse processo. Ele destacou que a produção de biocombustíveis gera subprodutos, principalmente farelo para ração, que fortalece diretamente o setor de carnes.

“Queremos criar referências de planejamento e logística, discutir questões tributárias e alinhar essa agenda a uma política de inserção do Brasil no mercado internacional, oferecendo uma carne mais competitiva, acessível, de qualidade e com menor pegada de carbono”, afirmou o parlamentar.

O diretor de Economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove)**, Daniel Amaral, reforçou que o aumento da mistura de biodiesel no diesel fóssil também estimula o esmagamento de soja, ampliando a oferta de farelo.

“Esse aumento da oferta reduz o preço da ração no Brasil e fortalece a competitividade da cadeia de proteínas animais. Em outras palavras, o biodiesel gera emprego e renda, mas também contribui para alimentos mais baratos. Diferente do que muitos diziam, ele não pressiona os preços da alimentação, ao contrário: ajuda a reduzir custos”, disse Amaral.

No parlamento, há um pré-projeto que prevê medidas para promoção internacional das proteínas brasileiras e a priorização de sua exportação em negociações comerciais, tema que deve avançar no Congresso Nacional nos próximos meses.



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faça parte da Abertura Nacional do Plantio da Soja!



Ei, você: sabia que o evento que marca a abertura da safra 2025/26 de soja está com as inscrições abertas para quem deseja participar presencialmente? A Abertura Nacional do Plantio da Soja será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), diretamente da Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). Vale dizer que a cerimônia também celebra o início da 14ª temporada do projeto Soja Brasil.

O encontro também será transmitido ao vivo pela tela do Canal Rural e pelo YouTube.

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Realizado pelo Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil, o encontro reunirá autoridades, produtores rurais e especialistas para debater temas de impacto no setor, como os desafios do mercado mundial, as condições climáticas para a safra e o cenário geopolítico.

Além das discussões, os participantes poderão acompanhar de perto as máquinas em ação no campo e prestigiar um almoço especial de confraternização.

Quem deseja participar pode se inscrever gratuitamente clicando aqui. Não fique de fora e participe!



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“Gado passa fome no Brasil”: o alerta e as soluções para evitar o boi sanfona


Pecuaristas, a frase “o gado no Brasil passa fome!” pode soar dura, mas é a realidade em muitas fazendas, especialmente no período da seca. Essa falta de alimento de qualidade resulta no indesejado “efeito sanfona”, em que o animal engorda nas águas e emagrece na seca, comprometendo a rentabilidade da atividade. Assista ao vídeo abaixo e confira esta história na íntegra!

Nesta entrevista especial, o zootecnista Tiago Felipini, especialista em nutrição de ruminantes e consultor da Alcance Planejamento Rural, fez um alerta no programa Giro do Boi.

Ele explicou que, apesar de o gado nelore ser robusto e o negócio pecuário ser resiliente, a falta de planejamento nutricional custa muito caro.

O ciclo da fome e a perda de dinheiro

Gado em pastagem na seca. Foto: ReproduçãoGado em pastagem na seca. Foto: Reprodução
Gado em pastagem na seca. Foto: Reprodução

Tiago Felipini é categórico: o boi, a vaca e o bezerro ainda passam fome no Brasil. O pecuarista se dá ao luxo de deixar o gado perder peso, sem perceber que o potencial de ganho é muito maior com um bom manejo.

A genética brasileira, principalmente a nelore, é fantástica e evoluiu muito, mas a alimentação não acompanha.

O resultado da falta de comida é:

  • Boi sanfona: Animais que perdem todo o peso ganho na seca, atrasando a idade de abate e o ciclo de produção.
  • Prejuízo na reprodução: Vacas que entram na estação de monta muito magras não respondem à inseminação, não seguram a prenhez e perdem dinheiro com a tecnologia.
  • Custo elevado: Começar a suplementação no meio ou no final da seca, quando o gado já está perdendo peso, é caro. O pecuarista gasta não para ganhar peso, mas para repor o que já foi perdido, o que poderia ter sido evitado com um planejamento antecipado.

Estratégias para reverter o quadro

Bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: DivulgaçãoBovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação
Bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação

Para evitar o prejuízo, o produtor precisa de planejamento. O ideal é iniciar a suplementação proteica no início do período seco (abril), quando o pasto ainda está “verdulento”.

Nessa fase, o animal responde com um ganho de peso extra de 150 a 200 gramas por dia, que se soma ao ganho da pastagem, impulsionando o desempenho do rebanho.

Outras estratégias para garantir a alimentação do gado na seca incluem:

  • Sequestro: É a prática de confinar bezerros desmamados ou vacas que vão entrar em reprodução para preservar o pasto. O sequestro é uma das tecnologias que mais funciona para preservar a pastagem de invasoras e garantir o ganho de peso.
  • Casquinha de soja na TIP: A casquinha de soja pode substituir até 50% do milho na dieta, com o mesmo resultado e a um custo menor, otimizando o uso de insumos.
  • Sal proteinado: Se o pasto tem boa condição, o sal proteinado pode segurar o peso da boiada. É importante começar a usá-lo no início da seca, e não no final, para manter o ganho de peso e o escore corporal do rebanho.

A importância da ração e do manejo

Distribuição de ração para bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: DivulgaçãoDistribuição de ração para bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação
Distribuição de ração para bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação

Em relação à dieta, Tiago Felipini alerta para os cuidados ao formular um proteinado para evitar intoxicação. É importante controlar a concentração de ureia (não ultrapassar 10%) e de sal branco para não restringir o consumo e causar estresse nos animais.

Em um confinamento, por exemplo, o zootecnista reforça que o dimensionamento correto da área de cocho é crucial. A falta de espaço faz com que os bois dominados comam menos e estressem, o que impacta o resultado.

A chave para reverter o quadro de gado passando fome é o planejamento antecipado, o uso estratégico de suplementos e a adoção de tecnologias de manejo que garantem o bem-estar e a produtividade do rebanho, como o sequestro e a nutrição de precisão.

O zootecnista reforça que “o gado tolera muito, mas o potencial é muito maior”, e com planejamento, o pecuarista pode ganhar muito mais dinheiro.



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