quarta-feira, maio 6, 2026

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Ceará discute regras para algodão orgânico e transgênico



O Ceará já se destaca na produção de algodão agroecológico



O Ceará já se destaca na produção de algodão agroecológico
O Ceará já se destaca na produção de algodão agroecológico – Foto: Pixabay

O Governo do Ceará deu início a um debate para regulamentar a produção de algodão orgânico e transgênico no estado. O encontro, realizado nesta quarta-feira (20) na sede da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), foi presidido pelo secretário Domingos Filho e reuniu representantes de órgãos públicos, entidades do setor produtivo e de pesquisa. O objetivo é elaborar uma proposta de normativa que defina regras claras para o cultivo, priorizando a sustentabilidade e a proteção da agroecologia.

“Precisamos analisar como o estado pode incentivar meios de cultivo e manejo do algodão orgânico e transgênico no estado. Como fazer isso, por exemplo. Por isso trouxemos diversos órgãos para elaborar uma sugestão de normativa para que tenhamos uma lei estadual que garanta a regulamentação da questão de distanciamento entre cultivos orgânicos ou agroecológicos e cultivos com algodão transgênicos, para que possamos proteger legalmente a agroecologia, priorizando a sustentabilidade”, informou Domingos Filho.

O Ceará já se destaca na produção de algodão agroecológico, especialmente em Tauá, referência nacional no cultivo. Indústrias têxteis como Santana Textiles e Vicunha Têxtil apoiam a expansão da atividade em parceria com secretarias estaduais, Embrapa e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (FAEC). Atualmente, a produção abrange 52 municípios e cerca de 1.320 hectares, integrando sistemas consorciados que incluem feijão, milho e gergelim, fortalecendo a agricultura familiar.

Atualmente, a normativa federal do Mapa exige distanciamento entre cultivos apenas para produção de sementes, mas não há regras específicas para produção de pluma de algodão. Por isso, especialistas como Gildo Pereira, da Embrapa, defendem a adoção de medidas cautelosas até que uma legislação estadual seja consolidada. O debate segue com participação de entidades ligadas à agricultura, à agroecologia e ao setor têxtil, que buscam um consenso para equilibrar produtividade, sustentabilidade e proteção da agricultura familiar.

 





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Etanol é mais competitivo em relação à gasolina em sete estados, afirma ANP



O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em sete estados nesta semana. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 67,37% ante a gasolina no período, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

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O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes Estados: Acre (69,71%); Goiás (68,34%); Mato Grosso (65,66%); Mato Grosso do Sul (65,04%); Minas Gerais (68,47%); Paraná (67,80%) e São Paulo (65,73%).



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ibovespa avança com cena corporativa em foco e aval de NY; RD Saúde dispara


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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, em meio a um noticiário corporativo intenso, com RD Saúde entre os destaques após resultado trimestral acima do esperado, assim como Itaú, que mostrou desempenho sólido no segundo trimestre e reforçou perspectiva de dividendo adicional.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,12%, a 134.637,97 pontos, de acordo com dados preliminares, endossado pelo sinal positivo em Wall Street, tendo marcado 135.240,61 pontos na máxima e 133.169,04 pontos na mínima do dia.

O volume financeiro somava R$19,22 bilhões antes dos ajustes finais.

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Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,86%



A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,95% para 4,86% este ano. É a décima terceira redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (25), em Brasília.

A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,4% para 4,33%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,97% e 3,8%, respectivamente.

Acima do teto

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

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Em julho, pressionada pela conta de energia mais cara, a inflação oficial divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fechou em 0,26%, sendo o segundo mês seguido de queda nos preços dos alimentos, o que ajudou a segurar o índice. No acumulado em 12 meses, o IPCA alcançou 5,23%, acima do teto da meta de até 4,5%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e o início da desaceleração da economia fizeram o colegiado interromper o ciclo de aumento de juros na última reunião, no mês passado, após sete altas seguidas na Selic.

Em comunicado, o Copom informou que a política comercial dos Estados Unidos aumentou as incertezas em relação aos preços. A autoridade monetária informou que, por enquanto, pretende manter os juros básicos, mas não descartou a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso seja necessário.

A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,21% para 2,18% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,86%.

Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,87% e 2%, respectivamente. Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 1,4%.

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,59 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,64.



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Jovem de 19 anos se consagra campeão na 70ª Festa do Peão de Barretos



Gustavo Luiz da Silva é o campeão da PBR Brasil pela etapa Barretos (SP). O jovem de 19 anos conquistou o título, no domingo (24), na 70ª Festa do Peão de Barretos. Invicto nas quatro noites de montarias, Gustavo já chegou em Barretos como campeão nacional da PBR.

Na arena da maior festa de peão da América Latina, ele somou 415,3 pontos considerando todas as suas montarias. Já na nota individual, o competidor obteve 85,5 pontos em sua última montaria no touro 821. O vice-campeão Riquelmi Santos totalizou 346,5 pontos.

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“Estou muito emocionado e só agradeço a Deus. Tive um desempenho muito bom durante o ano inteiro e na final é preciso parar para ganhar a tríplice coroa e isso não me abalou”, afirmou Gustavo.

O competidor parte de Barretos com as fivelas de campeão nacional e da etapa Barretos da PBR Brazil e, também, de Rookie Of The Year (melhor iniciante do campeonato), além de uma premiação de mais de R$ 100 mil em prêmios e uma caminhonete zero quilômetro.

O tricampeão mundial, Adriano Moraes, que é presidente da PBR Brazil, afirmou ser uma grande satisfação ver a vitória de um jovem de 19 anos com sorriso no rosto. “Minha família quase não mora mais em Cachoeira Paulista e, sim, na estrada, fazendo 50 eventos por ano. Aí chega na maior festa de rodeio e vê o sucesso de um jovem de 19 anos, vale a pena. Toda vez que a bandeira brasileira brilha lá fora é motivo de muito orgulho”, afirmou Moraes, destacando o celeiro brasileiro de atletas para o rodeio mundial.

Classificação

  • 1 – Gustavo Luiz da Silva – 415,3 pontos – Inocência-MS
  • 2 – Riquelmi Santos – 346,5 pontos – Bom Jesus do Araguaia-MT
  • 3 – Carlos André de Oliveira – 261,3 pontos – Ipameri-GO
  • 4 – Cladson Rodolfo – 258 pontos – Pilar do Sul-SP
  • 5– Hidelvan Ribeiro – 252,5 pontos – Vila Rica-MT

A 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está sendo transmitida pelo BR IN TV, do grupo Canal Rural, em parceria com a BRTVMAX, até 31 de agosto de 2025. O público pode acompanhar a programação pelas TVs conectadas Samsung (canal 2080), LG (canal 137) e TCL (canal 3380)



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AgroNewsPolítica & Agro

Hora de fixar preços da soja no futuro



No curto prazo, alguns fatores têm sustentado preços



No curto prazo, alguns fatores têm sustentado preços
No curto prazo, alguns fatores têm sustentado preços – Foto: Divulgação

A possibilidade de mudanças no comércio internacional segue sendo um ponto de atenção para o mercado da soja. Segundo a TF Agroeconômica, se Donald Trump reatar as relações comerciais com a China e o país voltar a comprar em larga escala dos Estados Unidos, os preços em Chicago poderiam subir, mas o impacto no Brasil seria negativo. Isso porque os chineses deixariam de adquirir cerca de 20 milhões de toneladas de soja brasileira, volume que sobraria no mercado interno e pressionaria as cotações para baixo.

Diante desse risco, a consultoria recomenda que produtores brasileiros aproveitem a margem de lucro atual, estimada em 24,20%, e fixem posições no mercado futuro em Chicago ou na B3 de São Paulo, evitando vendas no físico para não correr riscos de quebra de safra. Mesmo no cenário em que a China continue priorizando a soja brasileira, a expectativa de uma produção acima de 180 milhões de toneladas na próxima safra mantém um viés de baixa, já que o aumento dos estoques internos limita novas valorizações.

No curto prazo, alguns fatores têm sustentado preços. Entre eles, a seca no cinturão agrícola dos EUA em um momento decisivo para a definição da produtividade e a projeção da ProFarmer de uma safra americana menor que a estimada pelo USDA. No Brasil, apesar da perspectiva de colheita maior, a demanda chinesa segue firme, contribuindo para altas acumuladas de 0,66% na semana, 2,66% no mês e 2,06% no ano, de acordo com dados do Cepea.

Por outro lado, a ausência de compras chinesas da safra 2025/26 americana, a maior contagem de vagens observada nos campos dos EUA, a volatilidade no mercado de biocombustíveis e as estimativas de safras maiores no Brasil e na Argentina atuam como fatores de baixa. A AgResource Brasil projeta que o país colherá 176,53 milhões de toneladas em 2025/26, enquanto a Argentina deve alcançar 53,60 milhões de toneladas. Esse cenário reforça a recomendação de que produtores brasileiros adotem uma estratégia de venda gradual, garantindo lucros em momentos favoráveis sem comprometer o fluxo futuro de comercialização.

 





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Porto de Itajaí tem crescimento de 1494% no primeiro semestre de 2025



Entre janeiro e junho deste ano, o volume de cargas movimentadas no Porto de Itajaí apresentou um crescimento de 1.494%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a operação movimentou 1,7 milhão de toneladas de cargas no semestre. A taxa de crescimento demonstra a posição estratégica da unidade na logística marítima e sua importância para a economia local. A JBS Terminais assumiu recentemente a gestão das áreas unificadas do porto, onde já operava desde outubro do ano passado.

“Nosso desempenho no acumulado do primeiro semestre não só reforça a relevância do Porto de Itajaí na logística do Brasil, mas também a capacidade que tem em atender a demanda crescente do mercado. Podemos agregar muito à composição portuária brasileira e ajudar a impulsionar o comércio internacional”, afirma Aristides Russi Junior, presidente da JBS Terminais.

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Das cargas movimentadas no Porto de Itajaí, no primeiro semestre deste ano, 85% são de contêineres. No intervalo, foram mais de 180 mil TEUS movimentados, principalmente, com carnes e miudezas comestíveis (22%), madeiras, carvão vegetal e obras de madeira (20%), plásticos e suas obras (7%), alimentos preparados para animais (7%) e máquinas e aparelhos (7%).

As operações de exportação, entre janeiro e junho, cresceram 8.599% comparado com o mesmo período de 2024. A China mantém-se como principal destino dos produtos embarcados, seguida por Estados Unidos, União Europeia e países da América Latina. As exportações refletem a relevância do Brasil no comércio internacional, sustentada por superávits a balança comercial, nos quais commodities como carnes, grãos e celulose desempenham papel central.

A importação cresceu 496%. A composição das importações confirma o papel estratégico do terminal como porta de entrada para insumos essenciais à produção industrial brasileira e ao abastecimento interno, com origens concentradas na China, Estados Unidos, União Europeia e países do Mercosul, especialmente a Argentina.

Desde que assumiu a operação do Porto de Itajaí, em outubro de 2024, a JBS Terminais já investiu R$ 130 milhões no terminal, que atende atualmente mais de 1,7 mil clientes. Os investimentos consolidam a empresa como um dos principais complexos logísticos do Sul do país, com projeção de crescimento e novos aportes de R$ 90 milhões em tecnologia e infraestrutura. O montante será aplicado na expansão da capacidade de armazenamento e modernização das operações, com a aquisição de novos equipamentos de pátio, que melhorarão ainda mais a experiência dos clientes.

Com 1.030 metros de cais, quatro berços de atracação e calado operacional de 14 metros, que garante capacidade para receber navios de grande porte, a JBS Terminais oferece infraestrutura de ponta e capacidade operacional para atender às demandas crescentes do comércio exterior. Além disso, as 1.750 tomadas reefers asseguram o acondicionamento adequado de cargas refrigeradas, reforçando o protagonismo do terminal na movimentação de produtos de alto valor agregado.



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Governo anuncia lista de alimentos atingidos por tarifaço que farão parte das compras públicas



Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) publicaram, na sexta-feira (22), uma que dispõe sobre procedimentos excepcionais e emergenciais relativos às compras públicas de gêneros alimentícios. A medida atende exclusivamente produtores e exportadores brasileiros atingidos pelo tarifaço imposto pelos EUA.

Entre os produtos elegíveis para compras públicas estão: açaí (purê, preparações alimentícias e frutas congeladas), água de coco , castanha de caju (in natura sem casca, além de preparações, sucos e extratos), castanha-do-brasil (fresca ou seca, sem casca), manga (fresca ou seca), mel natural, uvas frescas e pescados, incluindo corvina, pargo, outros peixes frescos, refrigerados ou congelados, além de tilápia em diferentes apresentações (filés frescos, congelados ou refrigerados, e peixes inteiros frescos ou congelados).

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse que a iniciativa garante uma alternativa para escoamento da produção nacional atingida pelas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, assegurando renda a produtores rurais e empresas exportadoras.

“A portaria estabelece as regras para as aquisições de produtos da agricultura e da agricultura familiar afetados pelos impostos do governo dos Estados Unidos. São vários produtos que agora podem ser comercializados com o Governo Federal, estados e municípios, minimizando os impactos do tarifaço. Também estamos atentos caso outros produtos necessitem entrar nesta lista. O governo do presidente Lula está atento, garantindo os empregos, o crescimento econômico e buscando novos mercados para direcionar os produtos brasileiros,” afirmou.

Regras

Segundo a norma, poderão participar produtores e pessoas jurídicas que deixaram de exportar em razão das novas tarifas. Para se habilitar, as empresas exportadoras deverão apresentar uma Declaração de Perda (DP) e comprovar, via Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), que realizaram exportações desde janeiro de 2023. Já os produtores que fornecem diretamente a essas empresas deverão apresentar uma Autodeclaração de Perda (AP). Nos casos de produtores que exportam diretamente, serão exigidos os mesmos documentos das empresas.



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Classe política condena o país a ciclos de estagnação e sofrimento


Na mitologia grega, Sísifo foi condenado pelos deuses a empurrar uma enorme pedra até o topo da montanha, apenas para vê-la rolar de volta, repetindo o tormento por toda a eternidade. Essa imagem, tão carregada de desespero e resignação, parece se encaixar como metáfora perfeita para o Brasil e sua história marcada por um sofrimento persistente: o peso de uma classe política que, ao longo das décadas, falha em conduzir o país a um verdadeiro avanço econômico e social.

O fardo que carregamos não é uma rocha de mármore, mas um conjunto de promessas não cumpridas, reformas inacabadas e políticas públicas que oscilam entre o improviso e a conveniência eleitoral. A cada ciclo eleitoral, o povo brasileiro, especialmente o produtor rural, pilar de nossa economia, é levado a acreditar que, desta vez, a pedra chegará ao topo. Mas logo ela rola de volta, esmagando esperanças e perpetuando o sofrimento.

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Se existe um segmento que encarna como ninguém essa metáfora, é o agronegócio brasileiro. Nossos produtores rurais empurram diariamente a pedra do trabalho árduo, da produção que alimenta milhões dentro e fora do país, da busca por crédito justo, logística eficiente e segurança jurídica.

Mas o que recebem em troca? Burocracia sufocante, infraestrutura precária, insegurança regulatória e políticas públicas que mais confundem do que ajudam. A cada safra, enfrentam juros elevados, endividamento crescente, barreiras comerciais internacionais e um Estado que, em vez de abrir caminhos, muitas vezes cria obstáculos.

Enquanto isso, a classe política, que deveria ser a guardiã de um projeto nacional, prefere viver no curto prazo: troca visão estratégica por interesses de ocasião, gasta energia em disputas de poder e deixa o país preso à eterna condenação do improviso. É como se Brasília tivesse assumido o papel dos deuses na tragédia de Sísifo, condenando o Brasil a nunca atingir o patamar que poderia alcançar.

A pergunta que se impõe é: até quando? Até quando aceitaremos empurrar a pedra do atraso? O mito nos mostra um destino imutável, mas a história dos povos nos ensina que nenhum fardo é eterno quando existe consciência coletiva e vontade política de mudança.
O Brasil tem recursos, capacidade produtiva, inteligência e talento suficientes para transformar o castigo em vitória. O que falta é coragem de romper com a mediocridade e exigir de sua classe dirigente um compromisso real com o futuro.

O drama de Sísifo não é apenas uma metáfora do sofrimento nacional: é um alerta. O Brasil não está condenado por maldição divina, mas por escolhas humanas — escolhas de uma classe política que insiste em sacrificar o futuro pelo presente. Enquanto produtores rurais e trabalhadores seguem empurrando a pedra com suor e sacrifício, as lideranças que deveriam abrir o caminho permanecem paralisadas na conveniência.

Romper esse ciclo não é uma opção: é uma necessidade histórica. Se não houver mudança profunda, continuaremos sendo um gigante fadado a viver como Sísifo — empurrando, dia após dia, a mesma pedra da esperança que nunca chega ao topo.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Jovem troca engenharia pelo cultivo de cacau no Espírito Santo



Fabiane Reinholz, proprietária da Reinholz Chocolates, decidiu transformar a vida no campo em oportunidade de negócio. Embora tenha se formado em engenharia civil, a doença precoce do pai a fez retornar à propriedade em Colatina (ES).

Nesse processo, apaixonou-se pelo universo do cacau e, consequentemente, abriu a fábrica de chocolates artesanais. Dessa forma, ela passou a valorizar ainda mais a agricultura familiar e o potencial de geração de renda no campo.

“Eu achava que a roça não tinha a possibilidade de me dar uma rentabilidade bacana, então eu fui estudar. Mas, hoje percebo que você consegue ter uma rentabilidade significativa e uma qualidade de vida bacana na roça.”

De olho no mercado

Atualmente, a família Reinholz realiza todas as etapas da cadeia produtiva. Desde o plantio e manejo até o processamento, cada fase é feita de forma cuidadosa. Assim, os chocolates preservam a potência do sabor do cacau, sem adição de químicos ou estabilizantes.

Ao mesmo tempo, a união familiar garante que os princípios e os propósitos sejam mantidos, mesmo diante dos desafios diários da produção rural.

Além disso, Reinholz ressalta a importância do Sebrae em sua trajetória. Em 2022, ela recebeu o prêmio Mulheres de Negócios, reconhecimento que fortaleceu ainda mais sua marca.

“A gente sempre está fazendo consultorias e capacitações oferecidas pelo Sebrae/ES. Então, só coisas boas pra falar do Sebrae.”

Participar de feiras como a RuralturES também é parte fundamental da estratégia da empreendedora. Ela explica que, nesses eventos, é possível contar a história do cacau diretamente aos consumidores. Dessa maneira, o público conhece a origem e o cuidado por trás de cada produto, o que fortalece a conexão entre produtor e cliente.

“Há cinco anos que a gente participa das feiras no estado, e é muito importante, porque ajuda a divulgar o nosso produto, conversar com o cliente e passar o nosso conhecimento”, afirma Reinholz.

Atualmente, a marca já apresenta nove produtos, incluindo chocolates ao leite, sem leite, cocadinhas de cacau e até fondue feito na hora.



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