sexta-feira, maio 1, 2026

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Produção de leite atinge 35,7 bilhões de litros; nova região assume liderança nacional



A produção nacional de leite foi recorde em 2024, com 35,7 bilhões de litros, alta de 1,4% em relação a 2023, mostrou a pesquisa Produção da Pecuária Municipal, divulgada na quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, a Região Sudeste assumiu a liderança nacional, com 33,7% do total, ultrapassando a Sul, que agora responde por 33,4% do montante. Nordeste (18%), Centro-Oeste (10,7%) e Norte (4,7%) completam a lista.

No ranking estadual, os principais produtores da bebida são:

  • Minas Gerais: 9,8 bilhões de litros, o equivalente a 27,4% da produção nacional;
  • Paraná: 4,6 bilhões de litros, 12,9% do total; e
  • Rio Grande do Sul: 4,0 bilhões de litros, uma fatia de 11,3%.

Entre os 5.482 municípios com alguma produção de leite de vaca, Castro, no Paraná, se destacou com 484,4 milhões de litros, 1,4% do total nacional. Neste ranking, a segunda posição ficou com Carambeí, município também paranaense, com 293,1 milhões de litros, o equivalente a 0,8% da produção brasileira.

Entre o estado que mais produz, o município de Patos de Minas é o melhor ranqueado, com 226,9 milhões de litros, 0,6% de participação.

“Por meio da diferença entre o total de leite produzido no país (35,7 bilhões de litros), estimado pela PPM, e a quantidade de leite cru adquirida pelos laticínios sob inspeção sanitária (25,4 bilhões de litros), obtida pela Pesquisa Trimestral do Leite, também do IBGE, é possível inferir que o volume de leite submetido à inspeção sanitária correspondeu a 71% do total nacional em 2024”, destacou o IBGE.

De acordo com a pesquisa, o efetivo de vacas ordenhadas foi de 15,1 milhões de cabeças, queda de 2,8% em relação a 2023. A produtividade média nacional ficou em 2.632 litros por vaca por ano.

Valor de produção do leite

O valor de produção do leite totalizou R$ 87,5 bilhões em 2024, aumento de 9,4% em relação a 2023. O preço médio estimado foi de R$ 2,45 por litro de leite no ano passado, um avanço de 7,9% ante os R$ 2,31 pagos no ano anterior.

“As importações de leite continuaram a crescer em 2024, sendo 4,6% superiores ao volume importado em 2023 (em equivalente leite). Contudo, esse aumento não foi suficiente para pressionar os preços para baixo”, observou o IBGE.



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Negociação sobre acordo Mercosul-UE está concluída, diz ministro



O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse nesta sexta-feira (19) que a negociação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) “está concluída” e que a assinatura virá assim que o debate sobre o tema no Conselho Europeu for finalizada.

“Para que haja a assinatura, é necessário que o acordo seja traduzido em todas as línguas dos países da União Europeia, seja submetido ao Conselho Europeu para discussão do conteúdo, o que está ocorrendo neste momento, e depois disso entendemos que poderá ser assinado na Cúpula do Mercosul”, disse Vieira, em entrevista coletiva à imprensa após reunião com a alta representante para Política Externa e Segurança da União Europeia, Kaja Kallas.

“A negociação está concluída e, sendo concluído o debate no Conselho Europeu, o lado europeu estará pronto para a assinatura. O Mercosul já está pronto para a assinatura”, completou o ministro. Segundo ele, após a assinatura, os temas poderão ser discutidos em cada país no processo de aprovação legislativa do acordo.

“Depois, outras questões são aprovação legislativa nos países da União Europeia e também nos países do Mercosul, aí é outra coisa, um debate que vai acontecer em cada país”, afirmou.

Questionada sobre o prazo para finalizar a discussão sobre o acordo, Kallas disse que o tema foi encaminhado ao Conselho Europeu e que é preciso aguardar o resultado. “Somos 27 democracias e há diferentes grupos, a discussão está acontecendo e esperamos que ocorra tudo bem”, disse a alta representante da União Europeia.

Vieira disse que, antes da reunião com Kallas no Itamaraty, os dois estiveram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, onde também puderam discutir vários assuntos, entre eles o acordo entre União Europeia e o Mercosul.

O ministro disse que discutiu junto de Kallas pautas como a defesa do multilateralismo, que, segundo ele, “se torna mais significativo no cenário atual” mundial. “Reiterei que a parceria do Mercosul com o bloco europeu adquire importância mais premente face às atuais ameaças ao sistema internacional de comércio”, declarou



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Carga de algodão pega fogo em rodovia de Mato Grosso



O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, nesta sexta-feira (19), um incêndio em uma carreta carregada com fardos de algodão, na Avenida Brasília, no município de Campo Verde, a 139 km de Cuiabá.

A equipe da 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (11ª CIBM) foi acionada por volta das 16h30. Segundo o motorista, o incêndio teve início após o superaquecimento dos freios.

Os militares iniciaram o combate direto às chamas e impediram que o fogo atingisse a outra metade da carga de algodão e o próprio veículo.

Foram utilizados aproximadamente três mil litros de água até o controle completo das chamas, que foi seguido pelo trabalho de rescaldo.

Durante a ação, uma pá carregadeira da Prefeitura Municipal passava pelo local e prestou apoio, derrubando os fardos de algodão que ofereciam risco de reignição do fogo. Além disso, dois caminhões-pipa da prefeitura também auxiliaram no combate ao incêndio.



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Chuvas volumosas e fortes temporais: saiba o que esperar para da próxima semana



O clima volta a ganhar protagonismo nas áreas produtoras de soja do Brasil. A previsão aponta para um final de semana marcado por temporais intensos no Centro-Oeste, em Rondônia e no interior da região Sul, com rajadas de vento, risco de queda de granizo e forte risco de nuvens elétricas. O cenário exige cautela dos produtores no campo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
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Por outro lado, há um alento: a expectativa é de chuvas volumosas que podem ultrapassar os 100 milímetros em regiões como o Sul do país, São Paulo, Triângulo Mineiro e norte do Paraná, principalmente entre segunda (22) e terça-feira (23). Esse volume deve ajudar a reverter o déficit hídrico acumulado e impulsionar o início do plantio da safra 2025/26.

No Centro-Oeste, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul também devem receber bons acumulados, entre 30 e 40 mm no começo da semana, chegando a 50 mm em algumas áreas até a virada de setembro para outubro. A tendência é que as chuvas persistam ao longo da primeira quinzena de outubro, consolidando as condições para o avanço do plantio.

O alívio deve alcançar ainda o Sudeste, com chuvas previstas para o norte de Minas, além do início das primeiras pancadas no interior do Matopiba.



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Milho segue com baixa liquidez no Sul


O mercado gaúcho de milho segue com liquidez baixa e negócios limitados, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra estão em R$ 67,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama, e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para setembro, pedidas ficam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca, enquanto no porto a referência futura para fevereiro/2026 permanece em R$ 69,00/saca”, comenta.

As negociações de milho permanecem travadas em Santa Catarina, com ampla diferença entre pedidas e ofertas. “Em Campos Novos, produtores pedem R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 70,00. No Planalto Norte, a distância também é grande, com pedidos em R$ 75,00 contra ofertas de R$ 71,00. Esse descompasso limita os negócios e faz com que parte dos agricultores repense investimentos para o próximo ciclo”, completa.

O mercado de milho no Paraná continua com baixa liquidez, refletindo o descompasso entre as pedidas dos produtores e as ofertas da indústria. “As solicitações giram em torno de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto compradores seguem firmes em propostas abaixo de R$ 70,00 CIF, o que trava o fechamento de novos negócios. O impasse mantém o mercado spot praticamente parado”, indica.

O mercado de milho segue travado e com pouca liquidez no estado. “As cotações

variam entre R$ 47,00 e R$ 53,00/saca, com Dourados mantendo as melhores referências. Em Sidrolândia ocorreram pequenas quedas, mas no geral os preços seguem distantes do necessário para estimular novos negócios. Mesmo com ajustes pontuais, o mercado permanece refletindo o equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda”, conclui.

 





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Abate de bovinos registra segundo maior valor da história em 2024



A pesquisa Produção da Pecuária Municipal 2024, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o rebanho bovino brasileiro totalizou 238,2 milhões de animais em 2024, uma queda de 0,2% em relação a 2023. 

Ou seja, há 12% a mais de cabeças de gado do que pessoas no país. Em 2024, a população brasileira somava 212,6 milhões de habitantes.

“Apesar dessa retração, configurou o segundo maior valor da série histórica da pesquisa, sendo superado apenas pelo recorde registrado em 2023”, apontou o IBGE.

Ainda assim, o ano de 2024 registrou um abate recorde de 39,7 milhões de cabeças. O abate de fêmeas também atingiu um pico em 2024.

“Adicionalmente, verificou-se um aumento na proporção de animais mais jovens abatidos, com destaque para as novilhas”, observou o instituto.

Mercado externo

O avanço no abate ocorreu em um ano em que as exportações brasileiras de carne bovina in natura também alcançaram novos marcos históricos.

Além disso, o volume exportado saltou 22,8% em 2024, levando a uma alta de 26,9% no faturamento em relação ao ano anterior, conforme os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A China absorveu 52% de todo o volume in natura exportado e ampliou suas importações do Brasil em 10,6%, se mantendo como principal destino da carne bovina brasileira.

Os Estados Unidos permaneceu com a segunda posição, com um aumento de 93,8% nas aquisições de carne bovina in natura brasileira em comparação a 2023.

No Brasil

No ranking estadual, Mato Grosso liderou a criação de bovinos, com 13,8% do efetivo nacional, 32,9 milhões de animais.

O Pará ocupou a segunda colocação em 2024, com 25,6 milhões de animais, 10,7% do rebanho nacional, seguido por Goiás, com 23,2 milhões de bovinos, uma participação de 9,7%.

O município de São Félix do Xingu, no Pará, manteve a liderança do ranking municipal de efetivo de bovinos, com 2,52 milhões de cabeças, o equivalente a 1,1% do total brasileiro.

O segundo lugar foi de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, com 2,2 milhões de animais, 0,9% do efetivo nacional, seguido por Porto Velho, em Rondônia, com 1,79 milhão de bovinos, 0,8% do rebanho brasileiro.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Quase 100% das propriedades rurais conta com internet, mostra pesquisa



A internet já chega a 98% das propriedades rurais brasileiras, mesmo que apenas por meio do celular. Há 12 anos, esse índice era de apenas 39%. A constatação vem da 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural.

O estudo mostra, também, que esse avanço na conectividade também redesenhou os canais de informação e relacionamento do produtor rural, com o WhatsApp se consolidando como a principal ferramenta de consulta para decisões de negócio, usado por 96% dos entrevistados.

O levantamento, que está em fase de finalização e será entregue em novembro, ouviu 3.100 produtores rurais em 16 estados brasileiros, abrangendo 15 culturas agrícolas e quatro rebanhos de produção.

Para compor a pesquisa, a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro aplicou 280 questões de forma presencial, o que garante a representatividade de uma fotografia nacional, considerando diferentes perfis de propriedades, pequenas, médias e grandes, e o peso equilibrado de agricultura e pecuária.

A pesquisa ainda oferece, por meio de um software exclusivo, a possibilidade de filtrar resultados por região, porte ou atividade, permitindo gerar relatórios estratégicos sob medida para cada negócio.

Sites e redes sociais em alta

Alguns resultados preliminares, que foram apresentados na última quinta-feira (18) durante o 17º Congresso do Agro ABMRA, já indicam tendências que redefinem a comunicação do setor, com foco em meios acessáveis pela internet:

  • Televisão aberta: em 2013 alcançava 95% dos produtores. Hoje ainda mantém relevância, mas caiu para 80%;
  • WhatsApp: em 2021, três em cada quatro produtores já usavam o aplicativo como fonte de informação, número que agora salta para quase a totalidade;
  • Sites de busca: ganharam protagonismo, passando de 49% para 84% no mesmo intervalo;
  • YouTube: antes visto como entretenimento, hoje é canal de orientação para 61% dos produtores;
  • Sites especializados do setor: cresceram de 35% para 66%;
  • Facebook: em queda em outros segmentos, ainda registra crescimento no agro, subindo de 30% para 39%.

Comunicação através da internet

A ABMRA destaca que mais do que dados, a pesquisa evidencia uma virada de chave na forma como o agro se informa, decide e se conecta.

“Se a televisão aberta ainda ocupa espaço relevante, a presença quase universal da internet e o avanço dos canais digitais mostram que a comunicação com o produtor exige novas estratégias, mais segmentadas, dinâmicas e aderentes à realidade conectada do campo brasileiro”, diz a entidade, em nota.



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Cautela define o início da semeadura de soja em MT e PR



Um dos temas abordados no programa Soja Brasil desta sexta-feira (19) foi o fim do vazio sanitário e o início do plantio da safra 2025/26. A semeadura já começou em 16 estados do país e, em Mato Grosso, maior produtor nacional, os trabalhos tiveram início no dia 7 de setembro. Na fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Água Boa, no Vale do Araguaia, a primeira etapa contemplou apenas a área irrigada, que recebeu as primeiras sementes.

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De acordo com Lucas Beber, presidente da Aprosoja-MT, a principal preocupação no estado neste início de safra é a estiagem. “As chuvas ainda não vieram e não regularizaram. A previsão é que comecem a chegar após a segunda quinzena de setembro e que até o final de outubro fiquem regulares, trazendo mais segurança para o plantio”, afirmou.

Beber reforça que os produtores devem aguardar a umidade ideal do solo e manter acompanhamento agronômico para reduzir riscos de perdas de sementes e falhas no estabelecimento das lavouras.

Semeadura de soja no Paraná

No Paraná, apesar da liberação do plantio, os agricultores estão cautelosos. Segundo o presidente da Aprosoja Paraná, Eduardo Cassiano, houve redução na adoção de tecnologias, fertilização mais limitada e busca por variedades de menor custo, devido ao encarecimento dos insumos. Ele estima aumento entre 6% e 8% nos custos em relação ao ano passado.

Em outubro, outras regiões do país, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Tocantins e parte do Maranhão, também estarão liberadas para a semeadura.

Momento ideal

O pesquisador da Embrapa Soja, César de Castro, destaca que o momento é oportuno para reforçar os cuidados com o solo. Ele lembra que práticas como análise, calagem e gessagem são conhecidas há mais de um século, mas ainda são pouco utilizadas. “A calagem, por exemplo, é fundamental para corrigir o pH do solo e aumentar a eficiência dos fertilizantes. A recomendação é que os produtores sigam orientações técnicas específicas para cada área antes de avançar no cultivo”, orienta.



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Recursos do Banco do Brasil na safra 25/26 somam R$ 40 bilhões desde julho



O Banco do Brasil desembolsou R$ 40 bilhões em financiamentos ao agronegócio entre julho e meados de setembro. Os recursos fazem parte do ciclo da safra 2025/26, que vai até junho do próximo ano, e contemplam operações de crédito rural, títulos como a Cédula de Produto Rural (CPR). Além disso, linhas para cooperativas, agroindústrias e negócios da cadeia de valor do agro também são contempladas.

Custos e investimentos em ajuste

Segundo o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, os programas de custeio, como Pronaf e Pronamp, seguem ritmo semelhante ao das safras anteriores. Já as operações de investimento registraram queda, reflexo da menor liquidez e da necessidade de ajuste de caixa dos produtores. “É um movimento esperado, em um momento de margens mais apertadas, mas sem comprometer a condução da nova safra”, afirmou.

Entre grandes produtores, a cautela se repete tanto em custeio quanto em investimentos. Parte da demanda vem sendo suprida por CPRs emitidas fora do sistema de crédito rural monitorado pelo Banco Central. “Com a taxa Selic atual, muitos produtores que operam em taxas livres estão mais precavidos”, avaliou Bittencourt.

Inadimplência e renegociação de dívidas

Apesar da liberação expressiva de recursos, a inadimplência na carteira de crédito rural do banco subiu para 3,49% no fim de junho, contra 1,32% no ano anterior. Ainda assim, 96% dos contratos permanecem em dia. Para reduzir riscos, o banco tem reforçado a exigência de garantias em operações mais sensíveis.

O executivo lembrou ainda da medida provisória que prevê a renegociação de dívidas de produtores e cooperativas, com a liberação de R$ 12 bilhões do Tesouro. A regulamentação deve sair nos próximos dias, permitindo a reestruturação de parte das dívidas.

Perspectivas da safra

No total, o Banco do Brasil pretende disponibilizar R$ 230 bilhões ao setor nesta safra, 2% acima do ciclo anterior. Desse valor, R$ 106 bilhões vão para agricultura empresarial, R$ 54 bilhões para médios produtores e agricultura familiar e R$ 70 bilhões para a cadeia de valor.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta colheita recorde de 353,8 milhões de toneladas na safra 2025/26. Para o banco, esse cenário aumenta a segurança no retorno dos financiamentos. “A projeção é positiva tanto para a produção quanto para o crédito”, disse Bittencourt.



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Projeto de lei nos EUA quer derrubar tarifas sobre o café



O jornal norte-americano Washington Post teve acesso a uma proposta que isentaria o café de qualquer tarifa aplicada após 19 de janeiro de 2025, um dia antes da posse do presidente Donald Trump. A proposta tem dois autores: os deputados Don Bacon, do partido Republicano de Nebraska, e Ro Khanna, do partido Democrata da Califórnia. A isenção abrangeria café torrado, descafeinado, cascas e subprodutos, além de bebidas e substitutos que contenham café.

Segundo a matéria, os parlamentares afirmam que escolheram o café por ser um item básico do consumo diário nos Estados Unidos. Em agosto, o país deixou de ser o maior comprador do grão brasileiro, quando a Alemanha assumiu a liderança das nossas exportações. Os dados, que são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), reforçam o impacto do tarifaço no setor.

Parlamentares querem ampliar debate

No entanto, o artigo do Washington Post ressalta que a proposta tem poucas chances de avançar no Congresso norte-americano, bem como ser sancionada por Trump. Ainda assim, o diálogo em torno do assunto pode fortalecer a oposição contra as medidas do governo.

“Se as pessoas pensarem: ‘Esse imposto no café, não gostamos disso’ — então podemos ampliar a conversa: e o hambúrguer que ficou mais caro por causa da tarifa? E as bananas, as maçãs?”, disse Khanna.

Bacon reforçou: “Por que estamos taxando cidadãos americanos em algo que nem produzimos aqui? Não faz sentido.”

Tarifas já impactam o mercado

O jornal lembra que o início do tarifaço de Trump atingiu produtos de diversos países, incluindo os principais fornecedores de café para os EUA, como Brasil, Colômbia, Nicarágua e Vietnã. A aplicação dessas tarifas já refletiu no aumento dos preços para os consumidores norte-americanos, evidenciando o efeito direto da política sobre o setor de café.

Nas exportações brasileiras de cafés especiais, por exemplo, as novas taxas causaram uma redução de 79,5% na comparação de agosto com o mesmo mês do ano passado.



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