sábado, abril 25, 2026

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Produtores de brássicas enfrentam pragas e baixa de preço



Praga exige controle em lavouras de brássicas



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo de brássicas na região administrativa de Lajeado apresenta bom desenvolvimento e qualidade, mas enfrenta desafios relacionados ao controle de pragas e à rentabilidade.

Em Barão, as lavouras de repolho e brócolis estão em boas condições, embora produtores tenham registrado a presença de mariposas da traça-das-crucíferas. Segundo o informativo, a incidência da praga tem exigido manejos específicos para reduzir os danos e preservar a produtividade. Os preços pagos aos agricultores são de R$ 2,50 por unidade de brócolis e R$ 1,50 por unidade de repolho verde.

No município de Linha Nova, as condições climáticas no início de outubro têm favorecido o cultivo de couve-flor, repolho verde, repolho roxo e brócolis. A expectativa dos produtores é de uma boa colheita nesta safra.

A Emater/RS-Ascar destaca que, diante desse cenário, o monitoramento das condições climáticas e o planejamento do escoamento da produção são fatores essenciais para garantir a viabilidade econômica da atividade. Apesar do bom desempenho das lavouras, alguns produtores relataram que os preços atuais estão abaixo das expectativas.





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Safra de pêssego avança com boas perspectivas



Produtores de pêssego enfrentam falta de mão de obra



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, a safra de pêssego segue em avanço no Rio Grande do Sul, com boas condições fitossanitárias e perspectivas positivas de produção, embora persistam desafios relacionados à contratação de trabalhadores para o raleio de frutos.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, os produtores deram continuidade aos trabalhos de raleio e realizaram a adubação nitrogenada em cobertura. O documento aponta que a “perspectiva de produção continua excelente”, com pomares apresentando boa sanidade. A população de mosca-das-frutas, no entanto, tem aumentado, o que levou à intensificação do uso de iscas tóxicas.

Na região de Caxias do Sul, também ocorre o raleio de frutos e o repasse da prática, mas a Emater observa que “na maioria das propriedades, há registros de dificuldade de contratação de mão de obra”. As variedades precoces, como BRS Campai e Tropic Prince, já começaram a ser colhidas, mas os pomares ainda não atingiram o pico de produção. Os frutos apresentam tamanho médio e epiderme com pouca coloração, e o preço das variedades destinadas ao packing house ainda não foi definido.

As variedades BRS Fascínio, Charme e Chimarrita apresentam boas expectativas de colheita. Já as mais cultivadas, PS 10711 e PS 25399, estão em fase de raleio, com boa quantidade de frutos e sanidade satisfatória. O preço nas feiras do produtor varia entre R$ 6,00 e R$ 8,00 por quilo.





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Arroba do boi aumentou durante a semana e tem fôlego para crescer ainda mais


O mercado brasileiro de boi gordo registrou alta dos preços no decorrer da semana em um ambiente pautado pelo encurtamento das escalas de abate, principalmente para os frigoríficos de menor porte.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, as indústrias de maior porte ainda sinalizam uma maior disponibilidade de animais de parceria, com uma posição de escalas relativamente mais tranquila.

“Já o mercado interno apresentou maior fluidez durante a semana, com melhora dos preços da carne bovina no atacado. Outro elemento importante são as exportações, que permanecem em ótimo nível”, conta.

Preços médios da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 9 de outubro:

  • São Paulo (Capital): R$ 310, alta de 3,33% frente aos R$ 300 da semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 295, avanço de 1,72% em comparação aos R$ 290 registrados na última semana
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 295, aumento de 1,72% frente aos R$ 290 apontados no fechamento do período anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, estável em relação à semana passada
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 295, inalterado frente à semana anterior
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, valorização de 2,56% em comparação aos R$ 273 praticados no fechamento da semana passada

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista trabalhou com preços firmes ao longo da semana.

A perspectiva em termos de negócios ainda sugere reajustes nos preços no curto prazo, por conta da entrada dos salários na economia, o que favorece uma melhor reposição entre o atacado e o varejo.

Segundo o analista, a chegada do último trimestre também produz otimismo, considerando o consumo aquecido que marca esse período.

“Acredito que teremos mais um movimento de alta, mas de forma comedida e limitado pela oferta na virada de mês, considerando a proximidade das festas de fim de ano e a entrada do décimo terceiro salário na economia”

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 25,00 o quilo, alta de 8,70% frente aos R$ 23,00 o quilo praticado na semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 17,70 o quilo, avanço de 4,12% frente ao valor registrado na última semana, de R$ 17,00 o quilo.

Exportações de carne bovina

carne bovina
Foto: Divulgação Mapa

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,767 bilhão em setembro (22 dias úteis), com média diária de US$ 80,351 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 314,690 mil toneladas, com média diária de 14,304 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.617,40.

Em relação a setembro de 2024, houve alta de 55,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 25,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,4% no preço médio. 



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Ciclone se aproxima do Brasil no domingo; veja quais estados sentirão seus efeitos



O Brasil deve enfrentar condições severas de tempo a partir deste domingo (12), com a chegada de uma frente fria e a formação de um ciclone extratropical entre o país, Uruguai, Argentina e Paraguai. De acordo com informações do Climatempo e do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, os fenômenos devem provocar chuvas intensas, queda de granizo, muitos raios e rajadas de vento que podem ultrapassar os 100 km/h em várias regiões do país.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Formação perigosa no Cone Sul

Segundo o Climatempo, o processo de formação do ciclone começa neste sábado (11), com o aprofundamento de uma área de baixa pressão atmosférica entre o norte da Argentina e o Paraguai. A pressão no centro desse sistema deve cair para menos de 1000 hPa (hectopascais), configurando uma situação meteorológica considerada perigosa. Esse tipo de baixa pressão favorece o desenvolvimento de nuvens do tipo cumulonimbus, que provocam tempestades severas.

O ciclone extratropical deve se organizar entre o domingo (12) e a segunda-feira (13), próximo ao Uruguai e à província de Buenos Aires, deslocando-se rapidamente em direção ao oceano Atlântico. Embora não passe diretamente sobre o território brasileiro, sua proximidade com o Sul do país vai intensificar os efeitos climáticos, especialmente o vento forte.

Regiões em alerta: quais estados serão afetados?

Os principais impactos climáticos devem ser sentidos em duas grandes regiões: o Sul e o Centro-Sul do Brasil.

Região Sul

A frente fria e o ciclone extratropical devem atingir todos os três estados da região:

  • Rio Grande do Sul: é o estado com maior risco de temporais severos. Rajadas de vento podem ultrapassar os 100 km/h, especialmente no centro-oeste e sudoeste gaúcho, onde as tempestades devem começar ainda na madrugada de domingo. Há alerta da Defesa Civil para cheias de arroios e pequenos rios, devido ao grande volume de chuva. Também há risco elevado de queda de granizo e descargas elétricas.
  • Santa Catarina e Paraná: as tempestades devem avançar no domingo pela manhã e se intensificar ao longo do dia, com rajadas de vento variando entre 70 km/h e 90 km/h. Apesar de menos intensos que no RS, os temporais também podem causar alagamentos urbanos e transtornos pontuais.

Centro-Sul do Brasil

De acordo com Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, os efeitos da frente fria associada ao ciclone também serão sentidos em outros estados entre o domingo (12) e a segunda-feira (13):

  • Mato Grosso e Mato Grosso do Sul: previsão de temporais com rajadas de vento intensas e possibilidade de queda de granizo.
  • São Paulo: especialmente no interior, há alerta para chuvas fortes, vento e tempestades elétricas.
  • Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo: devem sentir os efeitos da frente fria já na madrugada de segunda-feira (13), com previsão de chuvas volumosas e risco de temporais em pontos isolados.

Além da chuva intensa, os estados devem ficar alertas para:

  • Ventania: rajadas podem ultrapassar 100 km/h no RS e atingir 70 a 90 km/h em SC, PR e áreas do Sudeste e Centro-Oeste.
  • Granizo: há risco nos três estados do Sul no domingo (12). No RS, o risco já começa no sábado (11).
  • Descargas elétricas: com a formação de muitas nuvens cumulonimbus, há previsão de grande número de raios, que podem provocar interrupções no fornecimento de energia elétrica, danos estruturais e morte de animais ou pessoas.



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Incêndio de grandes proporções atinge silo de soja no Sul do RS



Um incêndio de grandes proporções atinge, neste sábado (11), um dos silos de uma empresa de grãos localizada às margens da BR-116, próximo à entrada de Arroio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul. O foco do incêndio é o silo número três do complexo da empresa Cotribá, que armazena cerca de 120 toneladas de soja. A fumaça pode ser vista da rodovia.

As chamas começaram durante a manhã e mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros de Jaguarão e do Serviço Civil e Auxiliar de Bombeiro (SCAB) , grupo de bombeiros voluntários de Arroio Grande. Brigadistas da própria empresa também atuam no combate ao fogo, utilizando os hidrantes internos da estrutura.

Segundo informações dos bombeiros, a principal hipótese para a origem do incêndio é o atrito entre os próprios grãos de soja, o que pode causar combustão espontânea, um risco conhecido em estruturas de armazenamento agrícola. As altas temperaturas impediram a abertura da lateral do silo, como previsto no protocolo inicial. O teto da estrutura já desabou.

Apesar da intensidade das chamas e do colapso parcial do silo, não há registro de feridos até o momento. Apenas danos materiais foram confirmados. A área é considerada de risco.

Este é o segundo incêndio registrado na mesma empresa somente neste ano. Em julho, dois silos da Cotribá também foram atingidos por um incêndio que levou mais de 48 horas para ser controlado e causou a destruição total das estruturas afetadas.

Dois caminhões do Corpo de Bombeiros, um de Arroio Grande e outro de Jaguarão, estão sendo utilizados na operação. Até a mais recente atualização desta nota, a empresa Cotribá não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido.

*Com informações da RBS e Zero Horas



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Palmeiras são as verdadeiras ‘caixas d’água’ da Amazônia e sustentam a floresta na seca



Entre as famílias de plantas mais abundantes da Amazônia, as palmeiras (Arecaceae) se destacam pela capacidade de armazenar até duas vezes mais água do que as árvores. No entanto, a presença dessas plantas e de outras espécies típicas de ambientes úmidos está ameaçada pelas alterações no ciclo da água na floresta amazônica.

As conclusões fazem parte de pesquisas conduzidas por cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro. Alguns resultados preliminares dos trabalhos foram apresentados em palestra durante o Fórum Brasil-França “Florestas, Biodiversidade e Sociedades Humanas”, que aconteceu entre os dias 1º e 2 de outubro em São Paulo.

Organizado pelo Museu Nacional de História Natural (MNHN) da França, em Paris, pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Fapesp, o objetivo do evento foi discutir a biodiversidade florestal, os ecossistemas e suas relações com as sociedades humanas, do passado e do presente.

“As palmeiras são grandes reservatórios ou caixas d’água da floresta”, disse a professora da Unesp, coordenadora do projeto e pesquisadora associada ao CBioClima, Thaise Emilio.

Predominância das palmeiras

Embora representem apenas uma entre as 171 famílias de plantas arborescentes da Amazônia, as palmeiras são altamente dominantes na floresta, tanto no dossel quanto no sub-bosque, afirma Thaise Emilio.

Uma das hipóteses para essa predominância é que as palmeiras podem ter sido domesticadas pelas primeiras populações humanas que habitaram e manejaram a Amazônia há milhares de anos.

“Há dúvidas, porém, se foram os humanos que enriqueceram a Amazônia com palmeiras ou se eles decidiram viver na floresta justamente por possuírem essas plantas tão abundantes e úteis, que têm grande importância econômica”, conta Thaise Emilio.

Aproximadamente 75% da produção brasileira de produtos florestais não madeireiros hoje é proveniente de palmeiras, sendo 50% só do açaí (Euterpe oleracea), sublinhou a pesquisadora.

Resistência à seca

Por muito tempo, acreditou-se que as palmeiras eram vulneráveis à seca devido à sua estrutura hidráulica. Para investigar o tema, a pesquisadora iniciou, em 2017, uma colaboração com cientistas franceses, analisando a resistência do xilema (tecido condutor que leva água para as raízes das plantas) à embolia provocada pela seca.

Os estudos mostraram que, embora vulneráveis à seca como outras espécies, as palmeiras têm mais água nos troncos, o que lhes permite mobilizar o recurso e reduzir os riscos de embolia. Pesquisas posteriores, em parceria com a Universidade de Edimburgo, revelaram que elas armazenam até 70% de seu volume em água, superando as árvores dicotiledôneas, que chegam a 50%.

“A gente vê que só elas dão frutos nessas épocas de seca. Isso é muito importante para manter a alimentação dos animais na floresta e dos humanos, que dependem desses recursos”, destaca Thaise Emilio.

Esse papel essencial, no entanto, está ameaçado pela intensificação do ciclo hidrológico e pelo declínio de espécies adaptadas a climas úmidos. Modelagens em andamento indicam que, em cenários mais secos, as palmeiras podem morrer até duas vezes mais do que outras árvores. “A combinação de anos chuvosos e secos está causando uma mudança na dinâmica e nas características de regiões da floresta”, afirma a pesquisadora.



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Soja recua em Chicago: Confira



O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70%


O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70%
O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70% – Foto: USDA

A quinta-feira foi marcada por queda nos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), após duas sessões consecutivas de valorização. De acordo com a TF Agroeconômica, o movimento foi influenciado pela realização de lucros e pela ausência de relatórios oficiais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o que levou os investidores a adotarem uma postura mais cautelosa diante da falta de referências concretas sobre o mercado.

O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70%, cotado a US$ 1.022,25 por bushel, enquanto o de janeiro recuou 0,57%, para US$ 1.038,50. Entre os derivados, o farelo de soja para outubro caiu 0,41%, a US$ 269,70 por tonelada curta, e o óleo de soja para o mesmo mês perdeu 1,16%, encerrando a US$ 50,38 por libra-peso. Esses números refletem a acomodação dos preços após as altas recentes, motivadas por especulações sobre uma ajuda financeira do governo americano aos agricultores.

A expectativa de um “programa significativo” de apoio, confirmada pela Secretária de Agricultura Brooke Rollins, havia dado fôlego às cotações, mas a falta de detalhes e prazos concretos gerou incerteza. “A percepção é de que os produtores terão que vender parte da produção para levantar recursos, e o mercado começa a precificar isso”, observou Jack Scoville, analista do Price Group.

Com a não divulgação dos relatórios semanais de exportações e do boletim mensal de oferta e demanda do USDA, os agentes preferiram reduzir posições e proteger ganhos anteriores. A falta dessas balizas oficiais aumentou a volatilidade, reforçando um tom de prudência no mercado internacional da oleaginosa.

 





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Embrapa lança calendário para orientar o produtor na estação de monta



A Embrapa Gado de Corte acaba de lançar o Calendário Reprodutivo, Sanitário e Zootécnico, uma ferramenta essencial para o pecuarista que busca otimizar a gestão e aumentar a eficiência da fazenda.

O material serve como um guia prático, mês a mês, para planejar e acompanhar as principais atividades de rotina na produção de bovinos de corte. O objetivo primordial é melhorar os índices zootécnicos das propriedades rurais.

Em entrevista programa Giro do Boi nesta semana, a Dra. Vanessa Felipe, pesquisadora da Embrapa, afirmou que o calendário é fruto de um trabalho de pesquisa testado no campo.

Segundo ela, a ferramenta visa garantir a adesão do produtor a práticas que resultam em maiores índices de prenhez, menor retorno ao cio e menos perdas reprodutivas.

O calendário foi desenvolvido para solucionar o maior desafio da cria: a ausência de uma estação de monta pré-determinada, um fator que ainda causa grandes prejuízos em diversas partes do país.

Confira a entrevista completa:

Planejamento da cria e encurtamento do período de monta

A pesquisadora da Embrapa destaca que a fase de cria é a mais sensível do processo produtivo. Ao concentrar a estação de monta, o produtor consegue alinhar os nascimentos dos bezerros com a época de maior oferta de pasto.

A regra geral recomendada é buscar concentrar os nascimentos no início da seca, permitindo que os bezerros desmamem no período das águas, quando há maior disponibilidade e qualidade de alimento para as matrizes.

O calendário é estruturado de janeiro a dezembro e detalha as ações necessárias nas esferas reprodutiva, sanitária e nutricional. Para o sucesso da estação de monta, o material enfatiza o planejamento, que deve incluir:

  • Preparação de reprodutores: realizar o exame andrológico dos touros e o ginecológico das fêmeas;
  • Sanidade preventiva: aplicar a vacinação preventiva contra doenças reprodutivas como IBR/BVD e Leptospirose, além da vacina obrigatória contra a Brucelose;
  • Parto seguro: preparar o pasto maternidade e realizar a vacinação das fêmeas contra diarreia neonatal (60 e 30 dias antes do parto).

Foco no bezerro para evitar perdas e prejuízos

O calendário da Embrapa reforça a importância dos cuidados básicos com o bezerro recém-nascido. Estima-se que o Brasil perde cerca de 4 milhões de bezerros por ano (após o parto até a desmama), sendo grande parte dessas perdas por falta de manejo e cuidados essenciais.

Para evitar que isso aconteça, o calendário orienta:

  • Colostragem: garantir a ingestão de colostro – a primeira vacina natural – nas primeiras seis horas de vida do animal;
  • Cura do umbigo: o tratamento imediato e correto do umbigo do bezerro é vital para evitar infecções, uma grande causa de perdas na fase de cria;
  • Identificação: realizar a identificação imediata dos animais logo após o nascimento.

A Embrapa orienta que o calendário seja utilizado com o auxílio de um profissional (veterinário, zootecnista ou agrônomo) para adaptar o manejo às condições específicas de cada fazenda.

Mais detalhes sobre o documento você confere clicando aqui.



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Soja manteve estabilidade no Sul


O mercado físico gaúcho da soja manteve estabilidade, segundo informações da TF Agroeconômica, com Não-Me-Toque registrando R$ 120,00 por saca, sem variação no fechamento. “Para pagamento em 15/10, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 136,20/sc, enquanto no interior as referências se mantiveram em torno de R$ 131,00/sc em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10. Já em Panambi, o mercado físico apresentou queda mais acentuada, com o preço de pedra recuando para R$ 120,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Santa Catarina mantém liquidez no mercado, mas custos logísticos avançam com novas regras da ANTT. “O mercado físico catarinense registrou firmeza, com Palma Sola cotada a R$ 122,00 por saca, em alta de +0,83%. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 136,94 (+0,29%)”, completa.

O Paraná acelera o plantio e registra alta nas cotações da soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 139,27 (+0,39%). Em Cascavel, o preço foi 128,25 (+0,02%). Em Maringá, o preço foi de R$ 128,57 (-0,89%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 130,42 (-1,74%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 136,94 (+0,29%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul registrou valorização no mercado físico com Ponta Porã em forte alta de +4,07%, alcançando R$ 128,00. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 122,77 (+1,06%), Campo Grande em R$ 122,77 (+1,06%), Maracaju em R$ 122,77 (+1,06%), Chapadão do Sul a R$ 120,47 (+0,62%), Sidrolândia a em R$ 122,77 (+1,06%)”, informa.

Mato Grosso avança no plantio, mas déficit de armazenagem limita autonomia comercial. “Campo Verde: R$ 125,54 (+1,24%). Lucas do Rio Verde: R$ 119,07 (+1,40%), Nova Mutum: R$ 119,07 (+1,40%). Primavera do Leste: R$ 121,54 (-1,98%). Rondonópolis: R$ 121,54 (-1,98%). Sorriso: R$ 119,07 (+1,40%)”, conclui.





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Chuvas irregulares desafiam plantio de arroz e feijão no país; veja a situação por estado



O avanço do plantio de arroz e feijão segue ritmo diferente entre as regiões do país. No Sul, o excesso de umidade dificulta o uso do maquinário, enquanto em partes do Centro-Oeste e Sudeste a chuva começa a favorecer o trabalho em campo.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), enquanto o arroz tem 13,4% da área plantada, no feijão, 16,9% das lavouras já foram semeadas. O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, avalia que as condições devem melhorar nas próximas semanas, com perspectiva otimista para o restante de outubro.

Arroz

O Rio Grande do Sul, principal estado produtor, tem 38% da área semeada, segundo a Conab. No centro-sul do estado, o tempo mais firme permitiu avanço das operações, enquanto nas regiões norte e centro, a umidade elevada ainda dificulta o uso do maquinário.

“Esses dias nublados reduzem a luminosidade e impactam o desenvolvimento das plantas. Além disso, o excesso de umidade favorece pragas como caramujo e fungos, exigindo atenção redobrada com o manejo fitossanitário”, explica Müller.

Em Santa Catarina, a situação é semelhante: mesmo com boas janelas de plantio, a umidade alta preocupa os produtores. Já em Mato Grosso, Tocantins e Alagoas, o plantio está em início de safra. Maranhão registra apenas 5% da área semeada, e Goiás concentra o trabalho nas áreas irrigadas.

Feijão

Em São Paulo, a semeadura já foi concluída. No Sul do país, o plantio continua, mas a chuva constante ainda atrapalha as operações. Em Minas Gerais, o retorno das precipitações nas últimas semanas tem garantido avanço na porção sul do estado.

No Paraná, há contraste entre regiões: o centro-norte sofre com calor e falta de chuva, enquanto o centro-sul tem excesso de precipitação, o que impede o uso de maquinário. “É um cenário que exige paciência do produtor, porque enquanto uns enfrentam seca, outros lidam com chuva demais”, comenta Müller.

Alertas climáticos

Entre domingo e segunda-feira, um ciclone extratropical deve provocar temporais no Sul e Sudeste, com risco de rajadas de vento acima de 100 km/h, queda de granizo e descargas elétricas. O meteorologista recomenda interromper o trabalho em campo durante esse período.

A partir de terça e quarta-feira, o tempo firma em grande parte do país, permitindo avanço nas operações. No Matopiba, as chuvas devem se regularizar apenas após 20 de outubro, com as primeiras trovoadas marcando o início efetivo do plantio nas áreas de sequeiro.

De modo geral, Müller avalia que o cenário é otimista para as duas culturas, sem risco de geadas tardias e com temperaturas mais amenas favorecendo o desenvolvimento inicial das lavouras.



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