
No último fim de semana, a capital paulista recebeu o São Paulo Fashion Week, evento que, além de apresentar tendências da moda, evidenciou o algodão brasileiro como referência em sustentabilidade.
Um dos destaques foi o movimento “Sou de Algodão”, que promoveu um desfile com o objetivo de conectar quem planta, quem cria e quem veste o algodão nacional.
A coleção “Trajetórias: O Futuro da Moda” envolveu mais de 80 fazendas, seis estilistas, seis indústrias têxteis e 844 metros de tecido. A iniciativa tem como proposta rastrear a origem do algodão e criar uma cadeia de custódia transparente para o mercado.
Segundo a diretora de relações institucionais da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Silmara Ferraresi, o projeto vem sendo desenvolvido desde 2019 e já alcançou resultados expressivos.
“A primeira coleção ficou pronta em 2021, com camisetas rastreadas. Desde então, testamos os processos com varejistas e já produzimos mais de 500 mil peças. Encerramos o processo piloto em 31 de dezembro e, a partir de 1º de janeiro de 2026, lançaremos o SOAB para todo o mercado brasileiro. Toda empresa têxtil que quiser participar da nossa cadeia de custódia será muito bem-vinda”, explica.
Dessa forma, o projeto reforça o compromisso do setor têxtil com sustentabilidade, transparência e valorização do algodão brasileiro, aproximando produtores, indústria e consumidores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), nesta segunda-feira (20), e o convidou para ocupar o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, no lugar de Márcio Macêdo, que está na função desde o início do governo, em janeiro de 2023.
O anúncio foi feito em comunicado oficial do Palácio do Planalto. A troca será formalizada na próxima edição do Diário Oficial da União (DOU).
A Secretaria-Geral a Presidência é o ministério responsável pelo diálogo e interlocução do governo com organizações da sociedade civil e movimentos sociais. Na reunião em que Boulos recebeu o convite para a pasta, estavam presentes Márcio Macedo, a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, e os ministro Rui Costa, da Casa Civil, e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social.
Nomeado secretário Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, de 43 anos, tem uma trajetória política voltada ao ativismo urbano. No novo cargo, terá, como desafios na articulação política do governo federal, servir de ponte entre Palácio do Planalto, movimentos sociais e sociedade civil.
Boulos nasceu em São Paulo, mais precisamente na região de Pinheiros, no dia 19 de junho de 1982. Foi filho caçula dos médicos infectologistas e professores universitários Maria Ivete e Marcos, Guilherme Boulos.
Seus primeiros anos de estudo foram em escolas particulares. Quando no Ensino Médio, pediu a seus pais que o transferissem para uma escola pública.
O interesse pela política acabou levando-o a ingressar no movimento estudantil, aos 15 anos.
Na Escola Estadual Fernão Dias Paes, criou um grêmio estudantil, participou de protestos contra a direção e fez trabalhos de alfabetização de jovens e adultos em comunidades da capital.
Ingressou no curso de filosofia da USP em 2000. Especializou-se em psicologia clínica pela PUC, e se tornou mestre em psiquiatria pela USP. Na vida profissional foi também professor da rede pública e escritor, tendo publicado os livros “Por que ocupamos?”; “De que lado você está?”; e “Sem Medo do Futuro”.
Aos 19 anos, Boulos foi morar em uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) – grupo do qual viria a se tornar uma liderança, dedicando-se por décadas à luta por moradia digna e reforma urbana. Foi ali que conheceu sua companheira, Natália Szermeta, com quem teve duas filhas: Sofia e Laura.
Filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), ele ganhou notoriedade nacional quando foi candidato à Presidência da República em 2018, com apenas 35 anos. Concorreu por duas vezes à Prefeitura de São Paulo, em 2020 e 2024.
Foi eleito deputado federal em 2022, com mais de 1 milhão de votos, tornando-se não apenas o candidato mais votado do estado, segundo mais votado de todo o país.
O crescimento e a oferta de forragem nas pastagens anuais de inverno diminuíram no estado do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar. A redução das chuvas no período favoreceu o avanço das atividades de preparo do solo e da semeadura das pastagens anuais de verão, como milheto, aveia-de-verão e sorgo. As áreas semeadas no final de setembro estão em fase de germinação e desenvolvimento inicial.
As pastagens perenes de verão registram rebrote impulsionado pelas temperaturas mais elevadas e boa disponibilidade hídrica. “Nos próximos dias, o pastejo nessas áreas deve se intensificar”, informou a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa de Bagé, no município de Hulha Negra, a sequência de dias secos permitiu o início da produção de feno e pré-secado. Após o corte, foi aplicada adubação para estimular o rebrote e garantir novos cortes ou a colheita de sementes. Em decorrência das chuvas de setembro, áreas de azevém ultrapassaram o ponto ideal de corte, resultando em feno com qualidade inferior. Já as áreas de trevo e de campo nativo apresentam boa disponibilidade e qualidade de forragem. Em São Gabriel, foi observado rebrote intenso de capim-annoni em áreas afetadas pela estiagem do último verão.
Na região de Caxias do Sul, tanto as pastagens perenes quanto as anuais de verão tiveram bom desenvolvimento e suportaram pastejo, enquanto o campo nativo melhorado permitiu maior lotação de animais.
Nas regiões administrativas de Frederico Westphalen, Santa Maria, Soledade e Passo Fundo, o desenvolvimento das pastagens segue satisfatório, com continuidade da semeadura das espécies de verão. Em Ijuí, as forrageiras anuais apresentaram bom desempenho, embora a oferta de massa verde ainda seja limitada. Os produtores intensificaram a produção de feno e silagem a partir das forrageiras de inverno.
Em Pelotas, foram feitos manejos em áreas de Jiggs e Tifton, que já apresentam rebrote. Também houve avanço no plantio de capim-sudão e milheto, além da conclusão da dessecação das áreas de Integração Lavoura-Pecuária.
Na região de Porto Alegre, as pastagens de verão apresentaram condições adequadas de pastejo, embora os produtores relatem dificuldades no controle de maria-mole (Senecio spp.). Em Santa Rosa, os produtores mantêm o pastejo rotativo nas pastagens perenes e avançam na semeadura de aveia-de-verão, milheto e sorgo.

A Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável lançou recentemente um documento que evidencia como o setor contribui para o combate à crise climática e fortalece a segurança alimentar. O material será apresentado na COP30, que ocorre em novembro, em Belém, Pará.
Em entrevista, gerente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Michelle Borges, destacou que o documento reúne mais de 60 organizações, do produtor rural à indústria, e apresenta soluções concretas para que a pecuária seja uma aliada do clima.
“O setor já trabalha de forma sustentável e pode evoluir ainda mais. A integração lavoura-pecuária-floresta, o uso de aditivos redutores de metano e o melhoramento genético são algumas das práticas que aumentam a eficiência e reduzem emissões de gases de efeito estufa,” explicou Borges.
O documento também traz recomendações de políticas públicas, incluindo a implementação do Programa de Incentivo à Pecuária Sustentável (PINB), regularização ambiental e fundiária, e estímulos a linhas de crédito verdes.
Segundo Borges, essas medidas fortalecem a transparência e sustentabilidade da cadeia produtiva, garantindo a competitividade da pecuária brasileira nos mercados nacional e internacional.

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 1,108 bilhão na terceira semana de outubro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira, 20, o valor foi alcançado com exportações de US$ 7,085 bilhões e importações de US$ 5,976 bilhões.
No ano, de janeiro a outubro de 2025, o superávit soma um total de US$ 48,776 bilhões, resultado de US$ 276,143 bilhões em exportações e US$ 227,367 bilhões em importações.
Outubro
Nas três primeiras semanas de outubro, o superávit na balança foi de US$ 3,297 bilhões. Até a terceira semana de outubro, comparado ao mesmo período de outubro de 2024, as exportações cresceram 6% e somaram US$ 18,351 bilhões. O desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 12,7% em Agropecuária, que somou US$ 3,742 bilhões; crescimento de 23,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,606 bilhões e, por fim, queda de 2,5% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 9,890 bilhões.
As importações também subiram 1,1% nas primeiras três semanas de outubro e totalizaram US$ 15,053 bilhões na mesma comparação, com queda de 0,5% em Agropecuária, que somou US$ 274 milhões; queda de 22% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 709 milhões e, por fim, crescimento de 2,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 13,975 bilhões.

No quadro “Será que é Legal”, o professor da FGV, Leonardo Munhoz, destacou a importância da agricultura sustentável nas discussões que antecedem a COP30, marcada para novembro, em Belém, Pará.
Segundo Munhoz, a agricultura sustentável vem ganhando espaço nas negociações internacionais desde 2017 e se consolidou como pauta central na plataforma que reúne países signatários da Convenção-Quadro da ONU e da FAO para debater estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
“A agricultura sustentável não é vilã. Pelo contrário, ela pode ser parte da solução para as mudanças climáticas. O Brasil tem um papel central nesse contexto, com estrutura regulatória e incentivo a bioinsumos, criando oportunidades para uma nova bioindústria no campo,” explicou Munhóz.
Ele ainda alerta para o descompasso nos financiamentos globais. Apenas 4,3% dos recursos são destinados à agricultura, e apenas 1% a pequenos produtores.
Nesse cenário, o Brasil encontra oportunidades para consolidar políticas domésticas de sustentabilidade e bioeconomia, especialmente com a lei de bioinsumos, aprovada no final do ano passado, que regula biofertilizantes e biodefensivos.
A COP30 será um marco para transformar dados e informações em recomendações concretas, com foco em financiamentos climáticos direcionados à agricultura sustentável.

O mercado físico do boi gordo abriu a semana com manutenção do padrão de negócios em grande parte do país, com frigoríficos de menor porte ainda enfrentando escalas de abate encurtadas, o que justifica maior agressividade na compra de gado.
Frigoríficos de maior porte seguem com escalas confortáveis, mantendo boa incidência de animais de parceria. A demanda apresenta sinais de aquecimento, com o consumo doméstico próximo ao auge, enquanto o ritmo dos embarques em 2025 permanece forte, segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado.
Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere elevação de preços no curtíssimo prazo, sustentada pelo auge do consumo doméstico, entrada do décimo terceiro salário, criação de postos temporários de emprego e confraternizações típicas do período.
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,65%, sendo negociado a R$ 5,4060 para venda e R$ 5,4040 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,4025 e R$ 5,4595, acumulando desvalorização de 1,78% na semana.

A Receita Federal, em ação conjunta com a Polícia Federal e a Força Nacional, realizou uma apreensão na noite do último sábado (18) na Ponte Internacional da Amizade, que liga Foz do Iguaçu (Brasil) a Ciudad del Este (Paraguai). Os fiscais encontraram dez lagartixas-de-crista, 12 jacarés, uma sucuri e uma píton, todos vivos, transportados em mochilas por um passageiro de um táxi com placas paraguaias.
O responsável pela carga era um homem brasileiro que viajava em direção ao Brasil quando foi abordado pela equipe da Receita Federal. Ao ser questionado, ele afirmou que levaria as espécies para São Paulo, mas não apresentou documentação que autorizasse o transporte.
Ele ainda declarou que comprou as espécies no país vizinho para revenda ilegal no mercado interno, e que já havia realizado esse tipo de transporte outras vezes. De acordo com o homem, as lagartixas-de-crista seriam vendidas por R$ 600,00 cada uma, os jacarés por R$150,00 cada, enquanto a sucuri seria vendida por R$800,00 e a píton por R$3.000,00.
As espécies foram apreendidas e encaminhadas aos órgãos ambientais competentes, que irão avaliar o estado de saúde dos animais e providenciar o destino adequado.
De acordo com a Receita Federal, o transporte irregular de animais silvestres ou exóticos configura crime ambiental, sujeito a sanções penais e administrativas. A instituição mantém ações contínuas de vigilância e controle aduaneiro, em cooperação com outros órgãos públicos, para prevenir o contrabando, o descaminho e o tráfico de espécies nas fronteiras.

O Indicador do Boi Gordo Datagro mostra que a semana começou com números favoráveis na cotação da arroba do boi gordo em São Paulo, atingindo R$ 311,38, uma alta de 0,21%. No entanto, a maior alta ocorreu na cotação do boi gordo da Bahia, onde houve crescimento de 2,40%, atingindo o preço de R$ 289,50
Por outro lado, houve queda expressiva na cotação do boi em Minas Gerais. O preço da arroba fechou a segunda-feira (20) em R$ 292,12, resultando em uma queda de 2,08%.
Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:
São Paulo: de R$ 310,73 para R$ 311,38
Goiás: de R$ 297,59 para R$ 297,03
Minas Gerais: de R$ 298,31 para 292,12
Mato Grosso: R$ 300,00 para R$ 296,33
Mato Grosso do Sul: de R$ 318,05 para R$ 317,58
Pará: de R$ 296,61 para R$ 296,55
Rondônia: de R$ 285,84 para R$ 286,11
Tocantins: de R$ 295,57 para RE 296,66
Bahia: de 286,05 para R$ 289,50
O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.