segunda-feira, abril 6, 2026

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Trump prepara novo pacote de US$ 3 bilhões para agricultores dos EUA



O governo dos Estados Unidos deve liberar cerca de US$ 3 bilhões em auxílio a produtores rurais, segundo o Wall Street Journal. O repasse será feito pela Commodity Credit Corporation (CCC), fundo vinculado ao Departamento de Agricultura norte-americano (USDA).

A medida ocorre enquanto o país enfrenta impactos da disputa comercial com a China, que reduziu as exportações de grãos e afetou a renda de agricultores. Para viabilizar a liberação, o USDA pretende reabrir as operações centrais da Agência de Serviços Agrícolas (FSA), responsável por crédito e programas de apoio ao setor.

Estratégia mais ampla de apoio

De acordo com o Wall Street Journal, o governo de Donald Trump discute um pacote de mais de US$ 10 bilhões para socorrer produtores afetados pela guerra comercial. No entanto, o valor total segue em análise, enquanto parte das atividades do governo permanece suspensa.

Durante o primeiro mandato de Trump, aproximadamente US$ 23 bilhões já haviam sido destinados ao setor agrícola por meio da mesma estrutura. O novo montante sinaliza a intenção da Casa Branca de amortecer as perdas provocadas pela redução nas compras chinesas, especialmente de soja e milho.

Avanços nas negociações com a China

A liberação dos recursos ocorre às vésperas de uma nova rodada de negociações comerciais entre Washington e Pequim. Investidores acompanham a reunião marcada para sexta-feira (24) entre o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o primeiro-ministro chinês, He Lifeng.

Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o anúncio da ajuda pode indicar pouca expectativa de acordo imediato entre os dois países. Caso as tratativas avancem, há possibilidade de um encontro entre Trump e Xi Jinping na próxima semana para tentar destravar as exportações agrícolas americanas.



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EUA têm pressionado por acesso às terras raras



O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que os Estados Unidos têm demonstrado interesse crescente no acesso às terras raras e a outros minerais estratégicos brasileiros, considerados fundamentais para a indústria de alta tecnologia.

“A discussão já faz parte do diálogo econômico entre os dois países. Ambos buscam ampliar a cooperação em áreas de energia, inovação e sustentabilidade”, disse Alckmin, em entrevista exibida na noite desta terça-feira (21), pela Record News.

Segundo o presidente em exercício, o país pode unir o potencial mineral à liderança em energia limpa para atrair novos investimentos internacionais e ampliar a cooperação com os Estados Unidos. “O Brasil tem energia abundante e energia limpa, renovável, eólica, solar, hidrelétrica. Há um espaço enorme de bom entendimento com os Estados Unidos”, afirmou.

Alckmin ainda relacionou o tema da energia à agenda ambiental global, destacando que o país tem condições de assumir papel de liderança na produção do combustível sustentável de aviação (SAF), uma das principais alternativas ao querosene fóssil. “Só Brasil, Índia e Estados Unidos têm escala para produzir o combustível sustentável de aviação.”

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, em novembro, representa “uma avenida de oportunidades de investimento para o Brasil” consolidar sua posição na economia verde, segundo o presidente em exercício.



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um aperto de mão que pode valer bilhões


No dia 26 de outubro, em Kuala Lumpur, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se encontrar com Donald Trump em um momento-chave para a diplomacia comercial. A reunião, pode resultar na suspensão da sobretaxa de 40% que os Estados Unidos aplicaram a diversos produtos brasileiros, uma medida que afetou diretamente a competitividade do agronegócio.

Segundo Alckmin, as conversas já indicam uma disposição positiva da Casa Branca para rever a tarifa, o que seria um gesto de reaproximação política e econômica entre os dois países.

Na prática, a sobretaxa americana reduziu drasticamente as margens de exportadores brasileiros, principalmente de carne, café, etanol, frutas, peixes, peixes, produtos industriais, setores que sustentam parte relevante do superávit da balança comercial.

Com o dólar mais fraco e os custos internos ainda elevados, o agro brasileiro viu a combinação perfeita daquilo que mais ameaça a rentabilidade: commodities em baixa e crédito caro. A retirada da tarifa traria alívio imediato a produtores e exportadores, reequilibrando preços e abrindo espaço para novos contratos. Mais do que um gesto diplomático, seria um sinal concreto de confiança no Brasil como fornecedor global.

O encontro em Kuala Lumpur é mais do que um aceno entre líderes, é uma oportunidade de reposicionar o Brasil como parceiro estratégico em um mundo que busca segurança alimentar.
Trump, pressionado por setores industriais americanos, precisa mostrar pragmatismo comercial. Lula, por sua vez, quer fortalecer a imagem de que o país pode conciliar crescimento econômico, estabilidade política e sustentabilidade.

Se houver acordo, o resultado será sentido nas fazendas, nos portos e nas cooperativas: mais previsibilidade, mais mercado e mais renda para quem produz.

Mesmo que o anúncio ainda dependa de ajustes técnicos e prazos formais, o simples fato de haver diálogo já muda o humor dos mercados. A suspensão da sobretaxa de 40%, se confirmada, simboliza não apenas o fim de uma disputa comercial, mas o início de um novo ciclo de cooperação econômica.

O agro brasileiro deve acompanhar de perto, e se preparar. Porque quando a política abre portas, é a eficiência do produtor que garante a travessia.

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Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Brasil amplia exportações agropecuárias para Ásia e África



O governo brasileiro anunciou nesta terça-feira (21) a abertura de novos mercados para produtos do agronegócio em países da Ásia e da África. As autorizações incluem exportações de castanha-do-Brasil para o Japão, ovos processados para Singapura, heparina purificada suína para a Coreia do Sul, carne de patos e coelhos para o Egito e derivados de ossos bovinos, chifres e cascos para a Índia.

Com as novas habilitações, o Brasil chega a 460 oportunidades comerciais abertas desde 2023, resultado da atuação conjunta dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE). Segundo o governo, os acordos reforçam a estratégia de diversificação de destinos e produtos com maior valor agregado.

Ásia amplia presença nas exportações brasileiras

Entre janeiro e setembro de 2025, 37% das novas aberturas de mercado foram destinadas ao continente asiático. A região tem se consolidado como um dos principais destinos dos produtos brasileiros.

No Japão, com 124 milhões de habitantes, o país asiático importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024. A inclusão da castanha-do-Brasil amplia as opções de ingredientes para o setor de panificação e confeitaria local, que busca alimentos com alto teor de selênio e qualidade nutricional.

Em Singapura, que importa mais de 90% dos alimentos consumidos internamente, o Brasil foi autorizado a vender ovos processados. O produto é voltado principalmente para hotéis e restaurantes, que demandam insumos padronizados e de maior durabilidade.

A Coreia do Sul também ampliou a lista de produtos brasileiros, aprovando a importação de heparina purificada suína, insumo usado na produção de medicamentos anticoagulantes. Em 2024, o país asiático comprou quase US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para soja, açúcar e cereais.

Índia e Egito reforçam parcerias com o Brasil

Durante missão oficial do vice-presidente Geraldo Alckmin à Índia, foi acordada a exportação de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos. Esses subprodutos têm valor industrial e contribuem para o aproveitamento integral da cadeia pecuária, servindo de base para gelatina e insumos têxteis.

Já o Egito, parceiro tradicional do Brasil em proteínas animais, autorizou a compra de carne de patos, outras aves e coelhos. A medida amplia a presença brasileira no mercado halal, que valoriza a previsibilidade e a certificação sanitária dos produtos de origem animal.



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Hugo Motta defende votar Orçamento só depois do ajuste fiscal



O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 só deve ocorrer depois de o governo resolver a questão fiscal. Segundo ele, votar o texto antes disso poderia obrigar o Congresso a alterar a meta posteriormente.

A declaração foi dada nesta terça-feira (21), em meio às discussões sobre as novas medidas que o Ministério da Fazenda deve encaminhar para compensar a perda de receitas após a queda da Medida Provisória (MP) que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Fazenda busca alternativas à MP do IOF

A MP, que perdeu validade no início de outubro, havia sido retirada de pauta pelos deputados. Desde então, a equipe econômica trabalha em alternativas para recompor o Orçamento de 2026.

Entre as possibilidades estão mudanças nas regras de compensação de créditos tributários de PIS/Cofins e ajustes no seguro-defesa, benefício voltado a pescadores durante o período de defeso. A expectativa é que as propostas sejam enviadas ainda nesta semana ao Congresso Nacional.

Fontes ligadas ao relator da LDO, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), indicam que não há previsão para votação do texto enquanto não houver clareza sobre o impacto fiscal das novas medidas.

Impasse fiscal trava o calendário da LDO

A indefinição sobre como o governo vai recompor receitas afeta diretamente o cronograma do Orçamento. O Executivo busca alternativas para cobrir a frustração de receitas provocada pela derrubada da MP, sem ampliar o déficit previsto.

Parlamentares da base aliada avaliam que a revisão das compensações de PIS/Cofins é a proposta com maior chance de consenso no Congresso, por causar menos resistência entre as bancadas.

Com o impasse, a análise da LDO segue sem data definida, e o debate fiscal continua no centro das negociações entre o governo e o Legislativo.



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COP30 impulsiona negócios e fortalece o legado sustentável no Pará


O Sebrae Pará (PA) tem atuado de forma estratégica para apoiar empreendedores e produtores rurais. Com isso, busca garantir que todos estejam preparados para aproveitar as oportunidades geradas por um dos maiores eventos climáticos do mundo: a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que reunirá representantes de 190 países.

“Nós já estamos trabalhando na COP30 há alguns anos”, diz Péricles Diniz, gestor estadual de turismo e agronegócio do Sebrae Pará.

Segundo Diniz, o evento vai muito além do turismo. “A gente está falando de um evento que mexe com várias áreas de negócios no Pará inteiro. Você tem aí, um evento para os produtores rurais mostrarem a sua produção de frutas regionais, que a maioria dos visitantes não conhece como o nosso cupuaçu, bacuri, jambo e várias frutas.”

Além disso, com o apoio do Sebrae, produtores rurais vêm buscando parcerias com restaurantes. Essa iniciativa fortalece o conceito de gastronomia regional sustentável.

“E por outro lado os restaurantes passaram a entender que, comprar produtos dos produtores locais é mais vantajoso, porque os produtos são mais frescos e chegam com menos tempo de uso.”

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Legado além da COP30

Mais do que o impacto econômico imediato, Diniz ressalta que todo o trabalho desenvolvido para o evento tem um valor duradouro.

“O importante não é só a COP30, mas o que ela deixa de aprendizado e transformação. Pequenos produtores rurais que eram acostumados a vender somente para feiras estão se habituando a transformar embalagens para o seu produto, transformar modo de venda, marketing, a questão de digitalização e isso é um legado que a gente vai ter aqui, pós-COP”, conclui Diniz.

Péricles Diniz participa do programa Porteira Aberta Empreender nesta sexta-feira (24), às 18h. Além da COP30, o gestor estadual de turismo e agronegócio do Sebrae Pará compartilha dicas e orientações sobre gestão de crise. Sintonize e participe!

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação

Sobre a COP30

O evento acontece em Belém (PA) entre os dias 10 e 21 de novembro, no Parque da Cidade – espaço que será a principal sede da COP30, abrigando tanto a Blue Zone (Zona Azul), dedicada às negociações oficiais, quanto a Green Zone (Zona Verde), voltada a debates com a sociedade civil, manifestações culturais e iniciativas de ciência, inovação e empreendedorismo sustentável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Maior feira de máquinas do mundo deve bater recorde



O Brasil mantém presença consolidada com dois pavilhões


O Brasil mantém presença consolidada com dois pavilhões
O Brasil mantém presença consolidada com dois pavilhões – Foto: Divulgação

A Agritechnica 2025, que acontece de 9 a 15 de novembro em Hannover, na Alemanha, promete ser a edição mais internacional da história. Segundo a organizadora DLG (Sociedade Agrícola Alemã), o evento reunirá 37 pavilhões nacionais e regionais, um recorde absoluto, representando 23 países. A novidade fica por conta de cinco estreantes: Austrália, República Tcheca, Hungria, Polônia e Turquia, que se juntam aos mais de 2.700 expositores esperados para esta edição.

O aumento no número de pavilhões confirma o papel da Agritechnica como o principal palco global de negócios do agronegócio. São esperados cerca de 430 mil visitantes de quase 150 países, reforçando o potencial da feira para conectar empresas a novos mercados e parceiros estratégicos. Entre os estreantes, a Austrália ganha destaque com o projeto “Team Australia Mission”, liderado pela Australian Agritech Association, em parceria com o governo de Queensland e a AgriFutures growAG. O pavilhão australiano apresentará tecnologias voltadas à produtividade, sustentabilidade e adaptação climática — áreas em que o país vem se destacando globalmente.

O Brasil mantém presença consolidada com dois pavilhões (nos pavilhões 9 e 15), reforçando o peso da agricultura tropical e das soluções desenvolvidas para grandes culturas. Já os pavilhões do Canadá, França e República Tcheca terão papel de destaque durante o Dia Internacional do Agricultor, em 12 de novembro, com entrada gratuita para produtores desses países e programação especial sobre inovação e desafios produtivos.

Além das inovações tecnológicas, a feira também aposta em experiências culturais. No dia 11 de novembro, acontecem simultaneamente a “Australia Night” e a recepção canadense, encontros voltados ao networking e à integração entre profissionais do agro. Segundo Timo Zipf, gerente de projeto da Agritechnica, os pavilhões nacionais “trazem não apenas tecnologia, mas também o espírito e a identidade de cada país”, transformando Hannover no epicentro global da agricultura moderna.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Ponteiras de alta tecnologia ganham espaço na safra 2025/26



“O design das ponteiras foi projetado para otimizar o fluxo das áreas”


“O design das ponteiras foi projetado para otimizar o fluxo das áreas durante a operação"
“O design das ponteiras foi projetado para otimizar o fluxo das áreas durante a operação” – Foto: Pixabay

Pequenas, mas estratégicas, as ponteiras usadas nas hastes de descompactadores estão no centro das decisões de preparo de solo para a safra 2025/26. Em um cenário de custos operacionais elevados, puxados por combustíveis, peças e manutenção, produtores e fabricantes apostam em modelos de alta durabilidade para reduzir paradas e economizar combustível.

Segundo a Piccin, fabricante de tecnologias agrícolas, a ponteira original da marca apresentou durabilidade até 213% superior em testes comparativos. A maior vida útil se traduz em mais hectares trabalhados por janela de preparo e menor Custo Operacional Efetivo (COE). Além disso, a descompactação eficiente melhora a infiltração de água e o desenvolvimento radicular, preservando a produtividade mesmo em anos secos.

“O design das ponteiras foi projetado para otimizar o fluxo das áreas durante a operação, reduzindo esforços e prolongando o tempo de trabalho contínuo”, afirma Elton Antonio, Head de Engenharia de Produto e Engenharia de Processos da Piccin. 

Com janelas de plantio curtas e clima instável, o investimento em componentes originais de maior desempenho passa a ser visto como estratégia de performance, e não apenas como reposição. No fim, a conta é simples: mais área trabalhada, menor gasto e solo mais produtivo.

“Com regulagem certa, troca de ponteira e faca frontal no tempo correto, o produtor corta custo operacional e protege a sua produtividade, movimento no qual a ponteira original, pela maior durabilidade medida em testes, passa a ser vista como investimento em performance, e não apenas como peça de reposição”, finaliza o especialista da Piccin.

 





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Incertezas na relação entre EUA e China causam tensão nos mercados


No morning call desta quarta-feira (22), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que as incertezas sobre o encontro entre Trump e Xi Jinping elevaram a volatilidade global.

O dólar avançou 0,37% a R$ 5,39 e o Ibovespa caiu 0,29% a 144 mil pontos, pressionado por commodities e bancos. Juros futuros recuaram, refletindo cenário externo e otimismo fiscal doméstico. Hoje, destaque para o estoque de petróleo bruto nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Açúcar recua 2,2% na semana e etanol mantém estabilidade



O movimento reflete ajustes nas posições dos fundos


O movimento reflete ajustes nas posições dos fundos
O movimento reflete ajustes nas posições dos fundos – Foto: Pixabay

O mercado de açúcar encerrou a última semana em baixa, interrompendo a sequência de recuperação observada no início de outubro. De acordo com a StoneX, o contrato de março/26 fechou a sexta-feira (10) em US¢ 16,10/lb, o que representa uma queda semanal de 2,2%. A commodity operou majoritariamente em desvalorização, com exceção da segunda-feira, quando houve uma breve consolidação dos ganhos registrados na virada do mês.

De acordo com as informações da StoneX, o movimento reflete ajustes nas posições dos fundos e a expectativa de aumento na oferta global, especialmente com o avanço da safra asiática. Além disso, a valorização do dólar frente a moedas de países exportadores tende a pressionar os preços internacionais, enquanto o mercado físico segue com liquidez moderada.

No segmento de etanol hidratado, o preço no mercado spot paulista se manteve próximo de R$ 3,31 por litro, mostrando estabilidade após o recuo registrado no início de outubro. Segundo a StoneX, o valor permanece abaixo dos R$ 3,40/L observados em setembro, em um cenário de maior competitividade e maior oferta de cana-de-açúcar na safra do Centro-Sul. Grandes players voltaram a atuar de forma mais ativa no mercado, aproveitando margens mais ajustadas e boas condições de moagem.

A expectativa é de que os preços do etanol sigam próximos ao atual patamar nas próximas semanas, enquanto o mercado do açúcar tende a acompanhar o comportamento das cotações internacionais e os desdobramentos da safra no hemisfério Norte. As informações foram divulgadas pela consultoria nesta semana.

 





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