sábado, abril 25, 2026

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Atuação conjunta combate a vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá


A atuação conjunta entre pesquisa científica e conhecimento tradicional tem sido apontada como estratégia para enfrentar a vassoura-de-bruxa da mandioca em terras indígenas de Oiapoque, no extremo norte do Amapá. A Embrapa realiza experimentos e ações de transferência de tecnologia em parceria com agricultores indígenas, que, segundo a instituição, foram os primeiros a identificar os sintomas da doença no país.

A praga foi registrada inicialmente em roças indígenas no município de Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, e é causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae. A ocorrência está restrita aos estados do Amapá e do Pará, sendo classificada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária como praga quarentenária presente.

Desde a confirmação da doença, equipes da Embrapa Amapá e da Embrapa Mandioca e Fruticultura realizam visitas técnicas às aldeias, onde mantêm experimentos em roças de mandioca. O objetivo, segundo as instituições, é identificar cultivares com resistência ou tolerância ao fungo, considerando as condições locais de cultivo e os modos de vida das comunidades indígenas.

Recentemente, os trabalhos foram conduzidos em áreas experimentais nas aldeias Tukay, Kariá e Galibi. O pesquisador Saulo Oliveira, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, afirmou que os experimentos envolvem 210 genótipos distintos de mandioca. “A intenção é verificar o comportamento frente à doença. Aqui in loco a gente consegue ver alguns sintomas. Então, a gente procura sintomas associados à vassoura-de-bruxa da mandioca, um sintoma chamado de roseta por exemplo, e seguimos procurando plantas que sejam resistentes à doença e com isso desenvolver a parte de melhoramento genético”. O pesquisador acrescentou que são avaliados aspectos como incidência, ocorrência e severidade do fungo.

O analista da Embrapa Amapá, Jackson dos Santos, destacou a participação dos produtores indígenas nos experimentos. Segundo ele, além das atividades em campo, os agricultores contribuem com observações e indicam variedades com melhor desempenho, que passam por validação científica para verificar produtividade e resistência à doença.

Por meio do TED Indígena, termo vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, a Embrapa desenvolve ações de pesquisa e transferência de tecnologia voltadas à redução da dispersão do fungo. Parte dos recursos foi destinada à instalação de uma câmara térmica no Centro de Formação dos Povos Indígenas de Oiapoque, tecnologia utilizada para eliminar patógenos e multiplicar mudas sadias, contribuindo para a recuperação das áreas afetadas e para a segurança alimentar das comunidades. O evento contou com a presença do então superintendente do MDA no estado, Van Vilhena.

O agente ambiental indígena Gilmar Nunes André, do povo Galibi Marworno e morador da Terra Indígena Juminã, afirmou que a expectativa é ampliar a produção de mudas tratadas. “Vai ser multiplicado de quatro em quatro meses, porque cresce rápido, e 120 dias depois (de iniciado o ciclo da termoterapia na câmara), as mudas poderão ser plantas na roça”.

O programa também prevê capacitações para diversificação da produção agrícola entre os produtores indígenas. Na Aldeia do Manga, por exemplo, foi realizado um Dia de Campo voltado ao cultivo de banana, com orientações sobre manejo, controle de pragas e práticas de pós-colheita.

A execução do TED Indígena envolve a participação de produtores, Agentes Ambientais Indígenas de Oiapoque, além de instituições como a Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária no Amapá, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, o Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas, a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá, o Conselho de Caciques dos Povos Indígenas de Oiapoque, o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena e a Prefeitura de Oiapoque.





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Milho reage em Chicago após queda semanal



Guerra mantém volatilidade no milho



Foto: Agrolink

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário referente à semana de 10 a 16 de abril, publicada nesta quinta-feira (16), a cotação do milho em Chicago Board of Trade apresentou leve recuperação após recuo ao longo da semana. O primeiro contrato fechou o dia a US$ 4,48 por bushel, ante US$ 4,44 registrados uma semana antes.

De acordo com a Ceema, até 12 de abril o plantio do milho nos Estados Unidos alcançava 5% da área prevista, dentro do limite mínimo das expectativas do mercado e acima da média histórica de 4% para o período.

Ainda segundo a Ceema, os embarques de milho dos Estados Unidos, na semana encerrada em 9 de abril, somaram 1,8 milhão de toneladas, elevando o volume acumulado no ano comercial para 50,2 milhões de toneladas, o que representa alta de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A análise aponta que, com condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos, há pressão sobre os preços, mesmo diante da possibilidade de redução da área semeada. A Ceema ressalta que a continuidade da guerra no Oriente Médio mantém a volatilidade do mercado e que os agentes passam a considerar a possibilidade de uma área plantada maior do que a indicada no relatório de intenção de plantio divulgado em 31 de março.


 





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Ciclone e chuvas de até 100 mm marcam o fim de semana


De acordo com informações do Meteored, a atuação de um ciclone, a entrada de ar frio e a previsão de chuvas volumosas devem marcar o fim de semana no Brasil, com estados em alerta nos próximos dias.

Segundo a Meteored, a segunda quinzena de abril começou com chuvas na Região Norte, mudança no tempo em áreas do Sul e Sudeste e temperaturas elevadas no Brasil Central. Para o fim de semana, a previsão indica acumulados próximos de 100 mm em algumas regiões, além da influência de uma massa de ar frio em parte do país.

A análise aponta que, mesmo se afastando do território nacional, o ciclone seguirá influenciando o tempo por meio da circulação atmosférica. A Meteored destaca ainda que uma massa de ar frio deve avançar pelo continente, provocando queda nas temperaturas, especialmente no Sul do Brasil.

Para o sábado (18), a previsão indica predomínio de sol no centro-sul do país, com aumento de nebulosidade no Sudeste devido ao avanço de uma frente fria. As pancadas de chuva devem ocorrer de forma isolada no leste da região ao longo da tarde.

A Meteored informa que as atenções se concentram no Norte e no Nordeste, onde a atuação da Zona de Convergência Intertropical favorece o transporte de umidade e a formação de nuvens carregadas.

Ainda no sábado (18), há previsão de chuvas fortes entre Pernambuco e o Amapá, além de alertas para áreas do Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins e Mato Grosso, com risco de transtornos associados às precipitações intensas.

Em relação às temperaturas, a Meteored aponta que a massa de ar frio deve provocar queda nos termômetros no Sul do Brasil, com maior impacto no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina durante o amanhecer. No território gaúcho, as mínimas variam entre 11°C e 18°C, enquanto na Serra Catarinense os valores podem ficar abaixo de 10°C. Nas demais regiões, as temperaturas mínimas permanecem mais elevadas.

Para o domingo (19), a previsão indica mudança na direção dos ventos no centro-sul do país, associada ao deslocamento do ciclone em direção ao Oceano Atlântico. Esse padrão favorece a entrada de ar mais seco no interior, reduzindo a formação de nuvens.

Por outro lado, no Norte e no Nordeste, a Meteored aponta que os ventos devem intensificar o transporte de ar quente e úmido, favorecendo a ocorrência de chuvas intensas.

A previsão indica acumulados que podem se aproximar de 100 mm ou até superar esse volume em áreas pontuais dessas regiões, o que mantém o alerta para possíveis transtornos.

Nas capitais nordestinas, onde as chuvas vêm ocorrendo de forma recorrente, a Meteored ressalta que o solo já se encontra saturado, o que aumenta o risco de alagamentos diante de novos episódios de precipitação intensa.

 





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Trigo registra recuperação no mercado global



Trigo tem alta após queda na semana anterior



Foto: Canva

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário referente à semana de 10 a 16 de abril, publicada nesta quinta-feira (16), a cotação do trigo apresentou recuperação em Chicago Board of Trade. O bushel do cereal, que havia encerrado o dia 9 de abril a US$ 5,74, fechou o pregão desta quinta-feira a US$ 5,98.

De acordo com a Ceema, as condições das lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos, até 12 de abril, eram classificadas em 32% entre ruins e muito ruins, 34% regulares e 34% entre boas e excelentes. Já o plantio do trigo de primavera alcançava 6% da área prevista, abaixo da média histórica de 7% para o período.

A análise da Ceema também aponta que os embarques de trigo dos Estados Unidos, na semana encerrada em 9 de abril, somaram 320.797 toneladas, elevando o total acumulado no atual ano comercial para 21 milhões de toneladas, volume 15% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

No cenário internacional, a Ceema destaca a revisão na estimativa da safra de trigo da Ucrânia, projetada em 23,5 milhões de toneladas. A redução está associada à revisão da área colhida, estimada em 5,1 milhões de hectares.





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O futuro do agro depende do que o cidadão do mundo pensa de quem produz o agro


Mulher trabalhando no meio rural, agricultora, dia da mulher
Foto: Freepik

Só podemos saber isso de fato com a estrutura de uma pesquisa junto a diversas nações do mundo. E a partir dessa investigação, comparar com a própria percepção existente dentro da sociedade brasileira.

E a partir de um estudo estruturado desses poderemos alinhar a condução dos negócios originados nos alimentos, energia, fibras, meio ambiente, a natureza brasileira. Imagem não se dá ao acaso ė design e criação.

O termo “commodities” surge no século XV e significa “mercadoria, matérias primas que não se diferenciam independentemente de quem as produziu ou de sua origem sendo seu preço uniformemente determinado pela oferta e procura internacional”.

Daqui pra frente iremos assistir uma “descommoditização” pois o futuro dos negócios envolvendo a ciência, tecnologia, gestão dos campos, águas, mares, ou seja, de tudo que é originado da natureza, das práticas regenerativas, passará a ter denominação de origem, indicação geográfica, responsabilidade social, meio ambiente, saúde que nasce na originação agropecuária.

Saúde vem da originação antes da industrialização, do comércio, dos serviços e das marcas nas embalagens dos alimentos, quer dizer não teremos mais simplesmente “commodities” e, sim, marcas de terroir e quem as fez. Agricultura decide a ponta do consumo final.

Estes diferenciais de origem já existem e irão se multiplicar a partir das percepções de consumidores mundiais das culturas e das artes de regiões do mundo.

O algodão do Egito continua líder na percepção de valor dessa fibra apesar da nossa brasileira ter qualidade e diferenciais especiais. O café da Colômbia conseguiu uma marca mundial de qualidade, os lácteos da Nova Zelândia, as flores da Holanda, as frutas do Chile, as maçãs de Seattle, vinhos e turismo da Toscana, sidras das Astúrias, etc, etc…

Por isso o futuro do agronegócio, além das relevantes e únicas práticas tropicais brasileiras que nos diferencia de todas as produções do clima temperado e semi temperado, vai exigir estudos de percepção, como somos percebidos, e o que precisamos comunicar persuasivamente para deixarmos de ser apenas “mais um produtor de commodity”. Agro se transforma em “branding”.

Do A do abacate ao Z do Zebu está imensa nação tropical ė uma mesa de sabor, saúde, beleza, energia e segurança mundial ambiental. E além de tudo significa amizade, paz e a nação que recebeu todas as nações do mundo. O maior melting pot da terra.

Não basta ser, precisamos comunicar para valorizar e perceber.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Fungos surgem como alternativa a inseticidas



O uso do Beauveria bassiana já é observado em diferentes culturas


O uso do Beauveria bassiana já é observado em diferentes culturas
O uso do Beauveria bassiana já é observado em diferentes culturas – Foto: Pixabay

O controle de pragas na agricultura passa por uma transformação impulsionada pela busca por soluções mais sustentáveis e eficazes. As informações são de Marcus Lourenço “Polé”, biólogo, que destaca o avanço do uso de microrganismos no manejo agrícola. Nesse cenário, o fungo entomopatogênico Beauveria bassiana volta a ganhar relevância como alternativa biológica diante do aumento da resistência a Inseticidas químicos.

Presente naturalmente no solo, esse fungo atua de forma silenciosa ao infectar insetos-praga. Ao entrar em contato com o hospedeiro, ele invade o organismo, se desenvolve internamente e leva à morte do inseto, transformando o corpo em um ambiente de multiplicação do próprio fungo. Esse processo o coloca como uma ferramenta estratégica dentro do Manejo Integrado de Pragas.

O uso do Beauveria bassiana já é observado em diferentes culturas, como café, soja, milho, hortaliças e sistemas de cultivo em estufas. Sua aplicação permite reduzir a dependência de químicos, contribuindo para práticas mais alinhadas às exigências ambientais e de mercado. Além disso, sua integração com outras estratégias de manejo amplia a eficiência no controle de populações de pragas.

Apesar das vantagens, ainda existem desafios para ampliar sua adoção em larga escala. Questões relacionadas à eficiência em diferentes condições de campo e à necessidade de aprimoramento tecnológico seguem como pontos de atenção. Ainda assim, o avanço no uso desse fungo indica uma mudança gradual na forma como o controle de pragas é conduzido, com maior protagonismo de soluções biológicas.

 





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Qual será o impacto da China na arroba do boi em maio? Analistas respondem


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Foto: Governo de Mato Grosso

O mercado físico do boi gordo se deparou com mudanças sutis em termos de demanda durante a semana.

O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que os frigoríficos passaram a relatar um posicionamento mais confortável em suas escalas de abate. Além disso, determinadas unidades seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curtíssimo prazo.

“Vale destacar que a progressão da cota chinesa segue como fator essencial para a formação de tendência em 2026, com o possível esgotamento apontando para preços mais baixos em maio e no restante do terceiro trimestre”, avalia.

Em termos de normas regulatórias, Iglesias ressalta que a China está cada vez mais rigorosa, com o anúncio de suspensão das compras de um frigorífico brasileiro por traços de acetato de medroxiprogesterona, fármaco veterinário proibido no gigante asiático.

O que esperar de maio?

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, por outro lado, não acredita que a cota brasileira de 1,1 milhão de toneladas de carne vai acabar em maio, apenas em junho.

Segundo ele, outro fator que pode impactar os preços da arroba é a conjuntura da febre aftosa na China. “Por ora, não traz impactos ao mercado, mas se não tiver controle efetivo e sair do eixo, pode levar a uma revisão da pauta exportadora”, diz.

Fabbri lembra que o mês de maio, tradicionalmente, costuma concentrar preços mais baixos para a arroba, independente da questão exportadora.

“O mercado costuma receber o que chamamos de descarte de safra de capim, com clima pesando mais e os pecuaristas tendo que retirar boiada do pasto, então, o movimento de queda, se ocorrer, pode ser considerado relativamente natural para a época”, pontua.

Mesmo com a saída da China como cliente a partir de maio ou junho, com o esgotamento da cota, Fabbri não enxerga derretimento de preços. “Vemos pouco espaço para um boi a R$ 300,00 a arroba em São Paulo, por exemplo.”

Balanço global de carne

O especialista da Scot ressalta que o balanço global de carne bovina está pouco confortável aos compradores em 2026. “Quanto à produção brasileira, mesmo diante da redução de abates projetada, o USDA mantém a posição de maior produtor de carne para o Brasil”, conta.

Desta forma, Fabbri pondera que se a China deixar de comprar, outros destinos tendem a buscar mais a carne brasileira. “Até mesmo os potenciais fornecedores da China durante a ausência brasileira devem exportar mais e, para preencher suas demandas internas, podem comprar mais a nossa carne, caso de Argentina e Uruguai, por exemplo”

Preços médios do boi gordo

Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 16 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 370, inalterado frente ao final da semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 360, avanço de 1,41% frente aos R$ 355 registrados no final da semana passada;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 355, aumento de 1,43% ante os R$ 350 registrados no fechamento da última semana;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360, sem mudanças frente ao encerramento da semana anterior;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 365, aumento de 1,39% frente aos R$ 360 praticados no fechamento da semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335, acréscimo de 1,52% perante os R$ 330 registrados no encerramento da última semana

Mercado atacadista

No mercado atacadista, o mercado se deparou com preços levemente mais altos, considerando a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês.

“Como limitador para altas mais consistentes precisa ser mencionada a menor competitividade da carne bovina se comparada às proteínas concorrentes, em especial à carne de frango. O baixo poder de compra das famílias direciona o consumo para proteínas mais acessíveis”, pontua Iglesias.

  • Quarto do dianteiro: precificado a R$ 23 por quilo na semana, aumento de 2,22% frente aos R$ 22,50 por quilo praticados no final da semana passada;
  • Cortes do traseiro bovino: foram cotados a R$ 28 por quilo, avanço de 1,82% ante aos R$ 27,50 encerrados no final da semana passada.

Exportações de carne bovina

carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 591,244 milhões em abril até o momento (7 dias úteis), com média diária de US$ 84,463 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 97,264 mil toneladas, com média diária de 13,895 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.078,70.

Em relação a abril de 2025, houve alta de 39% no valor médio diário da exportação, ganho de 15,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 20,8% no preço médio.

Com informações de Safras News

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Produtores de goiaba descartam produção por falta de compradores


Goiabas; perdas
Foto: reprodução/redes sociais Simoni Back

No interior do Rio Grande do Sul produtores enfrentam um cenário desafiador, mesmo com uma das melhores safras de goiaba dos últimos anos, parte da produção está sendo descartada por falta de compradores.

De acordo com publicações nas redes sociais da produtora Simone Back e do marido, Sidnei Rauber, da comunidade de Arroio Feliz, em Feliz (RS), o cenário é resultado de uma sequência de dificuldades no campo. Em 2024, enchentes atingiram a região, causando perdas significativas nas lavouras, com deslizamentos de áreas e redução no número de plantas.

Já em 2025, além de uma safra considerada mediana, os produtores ainda enfrentam atrasos nos pagamentos pelas vendas, o que agrava o cenário financeiro.

Com a alta produção em toda a região, as empresas compradoras ficaram sobrecarregadas e passaram a restringir ou até suspender a aquisição da fruta. Sem estrutura adequada para armazenar e escoar toda a produção, muitos produtores ficaram sem saída.

O impacto é direto na renda, afinal, os custos de produção permanecem, mas sem comercialização, o resultado é margem zerada e prejuízo no campo.

Enquanto o consumidor paga caro pela fruta, quem produz enfrenta dificuldades para vender e, muitas vezes, não consegue sequer cobrir os custos de produção.

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Fiscais apreendem carga de gado avaliada em R$ 184 mil


gado; apreensão
Foto: divulgação/Sefa

A Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa) apreendeu, nesta sexta-feira (17), uma carga com 80 cabeças de gado avaliada em R$ 184 mil. A ação ocorreu na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Gurupi, localizada em Cachoeira do Piriá, no nordeste do estado.

O veículo, um caminhão boiadeiro com origem em Parnamirim (PE) e destino a Paragominas (PA), foi parado para fiscalização. Durante a análise, foram identificadas inconsistências na documentação apresentada.

“Após o início da fiscalização e análise dos documentos fiscais, os servidores desconfiaram da natureza da operação, pois a nota informava que o gado se destinava a pessoa física sem inscrição como produtor rural. Pela quantidade, há indício de finalidade comercial”, explicou o coordenador Gustavo Bozola.

Foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 48.944,00, referente ao imposto e multa.

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Nova espécie de ‘besouro-joia’ é descoberta no Instituto Butantan


espécie nova de besouro-joia
Foto: Letizia Migliore

 A bióloga Serena Migliore, do Laboratório de Ecologia e Evolução do Instituto Butantan (LEEv), caminhava pelo Parque da Ciência quando seu olhar se deteve sobre uma pequena planta. Ali, repousava um besouro de brilho metálico, dourado e alaranjado, diferente de tudo que ela já havia visto.

“Quando eu estava saindo do laboratório, por volta de umas 17h30, vi um besouro com uma coloração diferente e maior do que os que eu costumava ver. Mandei uma foto dele para minha irmã, que é entomóloga (especialista em insetos), e o coletei bem rápido para não o perder de vista”, conta a bióloga.

A bióloga encontrou a espécie sobre folhas de uma árvore nativa da Mata Atlântica, conhecida como chal-chal (Allophylus edulis), recolhidas por Serena e colocadas no mesmo pote onde ela depositara o besouro.

Em casa, Serena entregou o recipiente com o besouro para análise pela sua irmã gêmea, Letizia Migliore, pesquisadora vinculada ao Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo e ao Instituto Nacional de Coleoptera (INCol), da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). A planta serviu de alimento durante os dias em que o animal foi mantido vivo para observação.

“Os besouros do gênero Agrilus fazem parte do meu campo de estudo, mas eu nunca tinha visto nada igual ao espécime coletado. Mostrei a outro pesquisador e ele pensou o mesmo. Era algo totalmente novo e poderíamos descrevê-lo”, conta a entomóloga.

Um nome que carrega significado

 Foto: Serena Migliore

O inseto pertence à família Buprestidae, dos “besouros-joia”, chamados assim por suas cores vibrantes e metálicas. Em um artigo publicado no Biodiversity Journal em março de 2026, Letizia Migliore e o entomólogo Gianfranco Curletti, do Museu de História Natural de Carmagnola, na Itália, descreveram a nova espécie como Agrilus butantan.

O batismo da nova espécie foi uma homenagem ao Instituto Butantan, onde o exemplar foi encontrado. Para as irmãs, o gesto simboliza não apenas a descoberta científica, mas também o reconhecimento da importância da organização como guardiã da biodiversidade em meio à metrópole.

“O Instituto é um oásis. Encontrar uma espécie nova aqui, em meio ao asfalto de São Paulo, mostra que ainda temos muito a descobrir e proteger. Dar o nome de ‘Butantan’ ao besouro foi um gesto natural de gratidão a esse lugar que é um símbolo da ciência brasileira”, diz Serena Migliore.

Além disso, o artigo descreve as características únicas da morfologia do besouro, como o padrão de pubescência (os “pelos” que formam desenhos no corpo) e a coloração ventral, que tornam o Agrilus butantan uma espécie inconfundível na fauna global.

O exemplar encontrado é uma fêmea, com cerca de 12 milímetros de comprimento, que apresenta um corpo alongado com coloração preta brilhante na cabeça e no pronoto (parte anterior do tórax), enquanto as asas endurecidas (élitros) exibem tons de ocre que escurecem em direção à extremidade.

O besouro estava com uma pequena malformação na asa, o que pode ter dificultado seu voo e facilitado sua captura, já que essas espécies costumam habitar as copas das árvores.

Letizia Migliore também reforça a importância da descrição desta espécie para o conhecimento da agrilofauna brasileira e para as coleções biológicas e do trabalho de campo.

Parceria fraterna pela ciência

 Foto: Renato Rodrigues/Comunicação Butantan

As gêmeas Serena e Letizia, de 34 anos, dividem não apenas laços familiares, mas também uma rotina de colaboração científica. Uma se dedica à reprodução de lagartos e à ecologia, a outra à entomologia, mas ambas se apoiam em campo.

“Eu sempre observo insetos para ajudar a minha irmã, e ela olha serpentes e lagartos para mim. É uma troca constante, quase natural”, diz Serena. 

Não é a primeira vez que Serena encontra insetos no Parque para a irmã, mas a coleta recente chamou mais a atenção da entomóloga do que as outras.

“Quando recebi a foto, percebi imediatamente que era uma espécie inédita. Foi emocionante saber que esse achado vinha do Butantan, um lugar tão simbólico para a ciência brasileira”, completou Letizia.

Biodiversidade urbana: resistência e esperança

Segundo os autores do estudo, o gênero Agrilus é extremamente vasto e a identificação de novas unidades taxonômicas, mesmo a partir de exemplares únicos, é fundamental – não só devido à sua morfologia inconfundível, mas também à necessidade de documentar a riqueza biológica dos biomas brasileiros antes que espécies desapareçam sem terem sido conhecidas pela ciência.

Por ser um inseto xilófago (que se alimenta de madeira em certas fases da vida), a presença do Agrilus butantan ajuda pesquisadores a entenderem melhor a saúde do ecossistema local e revela a força da biodiversidade urbana. Isto é, mesmo em áreas cercadas por concreto, pequenos refúgios naturais guardam segredos ainda não revelados.

“A biodiversidade urbana é muitas vezes subestimada. Mas ela existe, pulsa e precisa ser estudada. Cada espécie encontrada é uma prova de que a vida insiste em florescer, mesmo onde menos se espera”, ressalta Letizia.

O valor da descrição de espécies

Letizia Migliore reforça a necessidade de descrever de novas espécies (taxonomia) para compreender e proteger a biodiversidade.

“Sem nome não há como estudar a biodiversidade. A taxonomia é o primeiro passo: dar identidade a cada ser vivo. Só assim conseguimos entender suas relações, seu papel ecológico e pensar em estratégias de conservação”, explica.

Para a entomóloga, embora muitas vezes este trabalho seja invisível ao público, ele é a base de toda a biologia. “Estudar novas espécies é como abrir uma porta para mundos desconhecidos. Cada descrição acrescenta uma peça ao grande mosaico da vida”, conclui.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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