quarta-feira, maio 27, 2026

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Descubra os vencedores do Prêmio Personagem Soja Brasil; saiba como assistir ao vivo!



Após a votação para definir os vencedores do Prêmio Personagem Soja Brasil, o próximo passo é a cerimônia de premiação, que acontecerá no dia 14 de maio de 2025, às 18h, na Casa Canal Rural, na sede da Aprosoja Brasil, em Brasília (DF). Faltando apenas um mês, a expectativa é grande para a celebração dos grandes nomes que se destacam no setor da soja.

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Fique de olho e acompanhe ao vivo a revelação dos vencedores! O evento, que irá reconhecer os profissionais que mais têm contribuído para o setor da soja no Brasil e no mundo, será transmitido diretamente pelo canal do YouTube do Canal Rural. Assista:

Indicados ao Prêmio Personagem Soja Brasil

Entre os indicados deste ano, um nome que se destaca é Alberto Schlatter, produtor rural em Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul. Ele une tradição e inovação no cultivo da soja, seguindo o legado de sua família, que se estabeleceu no Brasil em 1921, e investindo constantemente no crescimento sustentável da produção agrícola.

A produtividade define o trabalho de Anderson Cavenaghi, professor e doutor em proteção de plantas no Mato Grosso. Especialista no controle de plantas daninhas e no uso de herbicidas, ele tem se dedicado a promover uma maior produtividade e sustentabilidade nas lavouras do Cerrado.

A pesquisadora Cecilia Czepak, professora na Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG), é uma referência no manejo integrado de pragas. Seus estudos e estratégias têm sido fundamentais no controle eficaz de pragas na soja, garantindo a saúde das lavouras e a continuidade da produção.

Claudia D’Agostini, produtora em Sabáudia, Paraná, assumiu a fazenda da família ao lado da irmã, buscando sempre inovações para aumentar a produtividade e fortalecer a sucessão familiar na agricultura, um exemplo de dedicação e superação no campo.

Julio Cezar Franchini, pesquisador da Embrapa Soja no Paraná, é um especialista em manejo de solos. Seus estudos têm impactado diretamente a produtividade e a sustentabilidade das lavouras de soja, contribuindo para a evolução das práticas agrícolas no Brasil.

Já Oliverio Alves de Melo, produtor rural em Balsas, Maranhão, está à frente do desenvolvimento agrícola desde 1995. Ele também faz parte do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado, uma importante iniciativa para o crescimento da agricultura no país.



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Embrapa leva grão-de-bico e batata-doce ao espaço em missão com cantora Katy Perry



Além de uma tripulação formada exclusivamente por mulheres, o voo suborbital da Blue Origin realizado nesta segunda-feira (14), que ganhou destaque por levar a cantora Katy Perry a bordo da nave New Shepard, também marcou um avanço científico inédito para o Brasil. A bordo da missão, foram enviadas sementes da cultivar de grão-de-bico BRS Aleppo, desenvolvida pela Embrapa, e mudas de batata-doce das cultivares Beauregard e Covington, registrada no Brasil pela estatal, como instituição mantenedora.

As plantas brasileiras integram uma experiência da Rede Space Farming Brazil, uma parceria entre a Embrapa e a Agência Espacial Brasileira (AEB) para estudar a produção de alimentos em ambientes de alta radiação, baixa gravidade e sem solo, como a Lua e Marte. A pesquisa é voltada à criação de sistemas sustentáveis de cultivo fora da Terra e tem potencial para gerar impactos também na agricultura terrestre, diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

A inclusão dos materiais no voo foi viabilizada por meio de uma colaboração com a Winston-Salem State University (WSSU), nos Estados Unidos. A astronauta Aisha Bowe, ex-cientista de foguetes e atual parceira da Odyssey, empresa ligada à universidade, será responsável por conduzir os experimentos com os cultivos enviados.

A batata-doce foi escolhida por seu potencial como fonte de carboidrato de baixo índice glicêmico e por suas folhas, ricas em proteína vegetal. Além disso, as raízes possuem compostos bioativos antioxidantes que podem ser benéficos em ambientes com alta radiação, como o espaço. Segundo a pesquisadora Larissa Vendrame, da Embrapa Hortaliças, a pesquisa também visa obter novas cultivares mais adaptadas às condições adversas enfrentadas no solo brasileiro.

Já o grão-de-bico BRS Aleppo foi selecionado por sua alta adaptabilidade e valor nutricional, especialmente por seu teor de proteína. De acordo com o pesquisador Fábio Suinaga, a pesquisa busca desenvolver plantas mais resistentes, com porte mais compacto e crescimento eficiente, características fundamentais para o cultivo em espaços limitados como estações espaciais.

O estudo também prevê submeter sementes a diferentes formas de radiação, como Gama e nêutrons, com o objetivo de gerar variações genéticas semelhantes às obtidas por cruzamentos convencionais. O objetivo é encontrar plantas mais produtivas e com ciclo reduzido.

Além dos testes no espaço, os pesquisadores esperam que as descobertas da agricultura espacial possam ser aplicadas na Terra. Isso inclui o desenvolvimento de cultivares mais resistentes à seca e com melhor aproveitamento de nutrientes, o que pode contribuir com a segurança alimentar e com sistemas produtivos mais eficientes em áreas degradadas.

A Rede Space Farming Brazil reúne 56 pesquisadores de 22 instituições, nacionais e internacionais, como USP, Embrapa, Inpe, ITA e universidades dos EUA, Austrália e Reino Unido. A iniciativa integra os esforços do Brasil no Programa Artemis, da NASA, que promove missões espaciais com cooperação internacional.

Os materiais enviados nesta missão devem retornar à Terra nos próximos dias. Assim que recolhidos, serão analisados por cientistas da rede para avaliar os efeitos do ambiente espacial nas sementes e mudas. Os resultados podem acelerar o melhoramento genético e gerar tecnologias com aplicação imediata na agricultura brasileira.



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Bolsonaro segue na UTI e sem previsão de alta



O pós-operatório do ex-presidente Jair Bolsonaro será delicado e prolongado, conforme relato nesta segunda-feira (14) da equipe médica que acompanha o político. Bolsonaro passou por uma cirurgia de cerca de 12 horas neste domingo (13) e segue internado na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital em Brasília, sem previsão de alta.

Em coletiva de imprensa, o cardiologista Leandro Echenique, que acompanha Bolsonaro desde o episódio em que o ex-presidente foi esfaqueado, em 2018, lembrou que esta foi a sétima cirurgia a que ele foi submetido.

“Alguns menos complexos, mais simples. Outros, muito complexos, ao longo de todos esses anos. Sobre o procedimento realizado ontem [domingo], categorizamos ele entre os mais complexos”, disse Echenique.

“Tinha muita aderência, que são complicações desde o período inicial, de 2018. Se não houvesse aquela primeira cirurgia, as demais não teriam ocorrido”, explicou, acrescentando que “felizmente terminou muito bem”.

“O resultado final foi excelente. Claro que um procedimento de grande porte, com 12 horas de duração, implica em alguns cuidados muito específicos de pós-operatório, da parte clínica, que vamos acompanhar nos próximos dias”.

Segundo o cardiologista, apesar do longo período no centro cirúrgico, não houve complicações durante a cirurgia de Bolsonaro. “Foi o que era esperado”, reforçou, citando que, quando o paciente passa por um procedimento muito prolongado, o organismo acaba desenvolvendo uma resposta inflamatória importante.

“Fica muito inflamado e isso pode ocorrer no pós-operatório. É comum, é normal”, explicou.

Dentre as intercorrências que ainda podem surgir ao longo dos próximos dias, de acordo com o médico, estão o aumento do risco de infecções, o aumento do risco de medicamentos para controlar a pressão, já que os vasos dilatam em razão da inflamação. Há ainda um aumento do risco de trombose e de outros problemas de coagulação do sangue.

“Uma série de intercorrências que podem acontecer. Agora, todas as medidas preventivas serão tomadas. Por isso, ele encontra-se na UTI neste momento”, disse Echenique.

Durante a coletiva de imprensa, o médico-chefe da equipe que conduziu a cirurgia do ex-presidente, Cláudio Birolini, detalhou que Bolsonaro já vinha mantendo um quadro de distensão e desconforto abdominal persistente e que os profissionais de saúde observaram uma elevação dos marcadores inflamatórios, o que levou à indicação do tratamento cirúrgico.

“À grosso modo, a situação do ex-presidente era a seguinte: um abdome hostil, com múltiplas cirurgias prévias e aderências, causando um quadro de obstrução intestinal. E uma parede abdominal bastante danificada em função da facada e das cirurgias prévias. Isso já nos antecipava que [o procedimento de domingo] seria bastante complexo e bastante trabalhoso”.

Segundo o médico, foram necessárias 2 horas para acessar a cavidade abdominal, mais 4 ou 5 horas para liberação de aderências. Numa segunda etapa, a equipe iniciou a reconstrução da parede abdominal.

“O intestino dele estava bastante sofrido, o que nos leva a crer que ele já vinha com esse quadro subclínico há alguns meses”, completou.

“Essas primeiras 48 horas são bastante críticas. A gente tem que ficar alerta, de olho. Depois disso, a gente entra numa outra fase de pós-operatório, um pouco mais tranquila, mas já antecipo que não tenho grandes expectativas de uma evolução rápida. A gente precisa deixar o intestino descansar, desinflamar, retomar sua atividade para só depois pensar em realimentação por via oral e retomada de outras atividades”, informou o médico-chefe.

Bolsonaro é mantido em alimentação parenteral, por via intravenosa.

“O ex-presidente tem uma agenda bastante intensa e é difícil segurá-lo. Vou tentar segurá-lo, na medida do possível, mas ele tem o ritmo dele”, destacou Birolini, ao citar que objetivo da equipe médica é que o ex-presidente volte a ter uma vida normal, sem restrições.

“Visitas para familiares estão liberadas, mas conversei com a equipe e com a Michelle [Bolsonaro, esposa do ex-presidente] para a gente restringir ao máximo. Ele gosta muito de falar, conversar, e esse é o momento em que a gente tem que deixá-lo mais tranquilo, em um ambiente mais reservado”, disse.



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O que mais te preocupa na hora de declarar o IR como produtor rural?



Na interatividade, perguntamos referente ao IRR e a maioria, 56%, respondeu que a maior preocupação da hora de declarar é reunir e organizar toda a documentação necessária. Em segundo, 23% do produtor rural, respondeu que é misturar as finanças pessoais com a da produção e em terceiro, com 21%, entender quais despesas podem ser abatidas.

O IRR- Imposto de Renda Rural é uma tributação voltada para produtores rurais e incide sobre a renda proveniente de atividades agropecuárias, pesqueiras e demais trabalhos no campo. 

Quem precisa declarar? O produtor rural que teve uma receita bruta anual acima de R$153.199,50 no ano anterior. Também deve declarar se tiver propriedades ou bens com valor superior a R$300 mil, tenha outros tipos de rendimentos tributáveis acima de R$28.559,70 e tenha realizado operações como venda de imóveis rurais.

Para facilitar a declaração, a principal dica do governo federal é ter um LIVRO CAIXA DE ATIVIDADE RURAL.

“O livro caixa é um declaração auxiliar onde o produtor pode apurar o resultado mensal e anual da sua atividade rural. No ano seguinte, os registros podem ser utilizados e importados para declaração do IR, facilitando o preenchimento. O produtor não deve deixar para fazer só no período que deve declarar, ele precisa se organizar ao longo do ano. Minha dica é começar agora em 2025 a fazer isso, porque daí em março/abril, de 2026, quando tiver que fazer o IR de novo já tenha tudo organizado”, explica Miguel Daoud, comentarista do Canal Rural.

”No site do governo, no link https://www.gov.br/pt-br/servicos/apurar-resultado-da-atividade-rural explica como fazer e tem como baixar o programa, Teve dificuldade? o produtor também pode pedir pelo menos no início, ajuda de um contador, o que não pode é deixar de declarar para evitar problemas como por exemplo conseguir um financiamento”, completa Daoud.

DOCUMENTOS DO PRODUTOR RURAL

  • Notas fiscais de vendas dos produtos agropecuários
  • Comprovantes de despesas como salários, compra de insumos, manutenção de máquinas e despesas relacionadas à produção;
  • Registros de propriedades rurais, que incluem terrenos, imóveis e maquinário;
  • Extratos bancários e contratos de financiamentos

DEDUÇÃO DO PRODUTOR RURAL

  • assistência técnica;
  • armazenamento de produtos agrícolas;
  • compra ou aluguel de máquinas;
  • fertilização.



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Safra de feijão-preto é 3x maior que há 10 anos



Apesar da oferta maior, o mercado internacional tem sido um desafio



Apesar da oferta maior, o mercado internacional tem sido um desafio
Apesar da oferta maior, o mercado internacional tem sido um desafio – Foto: Canva

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), com base nos dados recém-divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), o Brasil deve produzir cerca de 3,312 milhões de toneladas de feijão em 2024, somando as três safras, o que representa um aumento de 2% em relação ao ano passado. Embora o cenário aparente ser positivo para os consumidores, a análise detalhada revela um quadro mais complexo, com variações significativas entre os tipos de feijão.

O volume de Feijão-cores, que inclui Carioca, Rajado, Vermelho, Branco e Jalo, teve queda de 2,1%, totalizando 1,818 milhão de toneladas. Por outro lado, o Feijão-preto se destaca com alta de 20% na produção, enquanto o Caupi registra retração de 7,5%. Um dado inédito chama atenção: a segunda safra de Feijão-preto deverá ultrapassar 510 mil toneladas, três vezes mais que o volume da mesma safra em 2014/15.

Apesar da oferta maior, o mercado internacional tem sido um desafio. As taxações dos Estados Unidos e a falta de previsibilidade nas negociações externas dificultam a comercialização. A alta dos preços em 2023 incentivou o aumento da área plantada globalmente, o que acirrou a competição e trouxe um viés baixista para o mercado.

“Do ponto de vista da exportação, esse aumento surge após um ano em que os preços se mantiveram acima da média global. Como era de se esperar, essa conjuntura estimulou os produtores a aumentarem suas áreas de plantio — não apenas no Brasil, mas em diversos países. Além desse fator baixista, é importante ressaltar que o mercado internacional, que poderia absorver parte desse volume de Feijão-preto, Vermelho e Rajado, encontra-se praticamente estagnado. Por essa razão, temos recomendado enfaticamente que o plantio do Feijão-preto — e de outros tipos exportáveis — seja realizado somente com contrato”, conclui.

 





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Aliança pela Agroindústria da Bahia conta com união inédita de 13 entidades do setor


Uma reunião entre 13 entidades do setor agrícola da Bahia, resultou na articulação de um movimento inédito pelo desenvolvimento da agroindústria no estado. Chamada de “Aliança pela Agroindústria da Bahia”, o compromisso foi firmado na última sexta-feira (11), na Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), no complexo Bahia Farm Show.

Representando os setores agrícola, pecuário, industrial, de máquinas e implementos, os presidentes e representantes das entidades apresentaram os principais projetos em andamento, destacaram os desafios comuns e uniram esforços em torno de uma pauta colaborativa.

A proposta é simples, mas ambiciosa: construir, por meio do diálogo constante e de ações articuladas, uma agenda de desenvolvimento sustentável, competitiva e integrada para toda a agroindústria do estado.

“A ideia dessa união surgiu há muitos anos, mas agora, com a adesão de 100% das entidades atuantes na região, acreditamos que chegou o momento de avançar com força e representatividade”, destacou Luiz Pradella, vice-presidente da Cooperativa de Produtores Rurais (Cooperfarms).

Um dos exemplos inspiradores apresentados durante o encontro foi o da Associação dos Produtores Rurais da Chapada do Rio Pratudão (Aprup), representada pelo presidente Harald Kudiess.

Instalada em Correntina, a Aprup reúne 33 produtores que têm se organizado de forma coletiva para viabilizar projetos estruturantes, como soluções para o fornecimento de energia (de alta e baixa tensão) e investimentos em infraestrutura e verticalização da produção.

“A associação começou pequena, com um propósito local, mas hoje caminha com força institucional, defendendo os interesses da nossa região. Acredito que essa aliança é o caminho para avançarmos como setor”, afirmou Harald.

A pecuária também esteve representada no encontro. O presidente da Associação Baiana de Pecuária (Acrioeste), Gil Areas, destacou os desafios enfrentados pelo segmento, como a rastreabilidade do rebanho — fundamental para agregar valor à carne produzida na região — e a importância da evolução dos sistemas de confinamento, impulsionados pela abundante produção agrícola local.

Representando o setor de máquinas e implementos agrícolas, o presidente da Associação dos Revendedores e Representantes de Máquinas, Equipamentos e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba), Fábio Martins, reforçou o apoio à iniciativa e destacou que o segmento está pronto para colaborar com soluções e propostas concretas para os principais desafios da agroindústria baiana.

A força feminina do agro esteve representada por lideranças como Carminha Missio, vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Rose Cerrato, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB), Greice Fontana Klein, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM), e Alessandra Zanotto Costa, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

“Essa união é um passo decisivo. Estamos iniciando um novo momento para o setor agroindustrial baiano”, destacou Carminha Missio, vice-presidente da Faeb.

Foto: Divulgação/Aiba

Anfitrião do encontro, o presidente da Aiba, Moisés Schmidt, comemorou o resultado da articulação.

“Essa aliança tem o potencial de transformar o cenário da agroindústria baiana. A criação de um Conselho dos Presidentes e a definição de reuniões recorrentes mostram que há compromisso. Vamos trabalhar por um regimento interno que nos permita avançar em frentes específicas e coletivas com um pensamento comum, ainda que respeitando a identidade de cada entidade”, afirmou.

Ao final da reunião, ficou acordada a criação de um Conselho dos Presidentes, com encontros periódicos e a elaboração de um regimento interno, com o objetivo de garantir a continuidade da aliança e a atuação estratégica diante dos principais desafios do setor.

Entidades participantes da Aliança pela Agroindústria da Bahia

  • Associação Baiana de Pecuária (Acrioeste);
  • Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa);
  • Associação dos Produtores de Sementes dos Estados do Matopiba (Aprosem);
  • Associação Brasileira dos Produtores de Soja – Regional Bahia (Aprosoja-BA);
  • Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba);
  • Associação dos Produtores Rurais da Chapada do Rio Pratudão (Aprup);
  • Associação dos Revendedores e Representantes de Máquinas, Equipamentos e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba);
  • Cooperativa Agropecuária do Oeste da Bahia (Cooproeste);
  • Cooperativa de Produtores Rurais (Cooperfarms);
  • Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb);
  • Fundação Bahia (Fundação BA);
  • Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB);
  • Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM).

Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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São Paulo lança projeto ‘Rotas do Café’



Com o intuito de incentivar o turismo gastronômico e o desenvolvimento regional de São Paulo, o governo do estado anunciou o projeto “Rotas do Café de São Paulo”. O programa reúne 57 pontos turísticos em 25 municípios diferentes.

Dentre os locais estão lugares históricos para o café nacional como fazendas de antigos barões, museus históricos, cafés premiados e centros de pesquisa. Assim, o projeto vai integrar cooperativas, indústrias, e consumidores, o que irá fortalecer o comércio e serviço local, incluindo o setor hoteleiro. O lançamento também incluirá ainda, a abertura da exposição “O Feminino no Café: 1870-1930”. Esta ficará disponível até 23 de abril no Museu do Café em Santos

Ao mesmo tempo, a iniciativa busca consolidar o estado de São Paulo como referência no setor cafeeiro. O café é responsável por R$ 5 bilhões da soma total da produção agropecuária paulista. Em 2024, ficou em sétimo lugar dentre os 50 produtos com melhor desempenho na economia do estado. A informação é do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta).

“São Paulo se desenvolveu às margens dos trilhos dos trens, que chegavam ao interior para levar o café até o Porto de Santos. Dali nasceram as ferrovias e as cidades ao redor delas. Celebrar as Rotas do Café é celebrar a história do estado de São Paulo e a aliança entre produtores, indústrias e cooperativas para contar essa história e mostrar que São Paulo tem o melhor café do Brasil”, disse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Rotas traçadas

De acordo com a Secretaria de Agricultura de São Paulo as rotas estabelecidas são: Rota Cuesta, Itaqueri e Tietê Paulista (que abrangem municípios como Brotas, Dois Córregos e Dourado); Rota Circuito das Águas Paulista (Serra Negra, Monte Alegre do Sul, Amparo e Campinas); Rota Mantiqueira Vulcânica Paulista (Caconde, Espírito Santo do Pinhal e Águas da Prata); Rota Mogiana Paulista (Franca, Pedregulho, Patrocínio Paulista e Cristais Paulista) e Rota Alta Paulista (Marília e Garça).

O programa é uma parceria entre o governo do estado com as secretarias de Turismo e Viagens (Setur), Economia e Indústria Criativas (Secult), Agricultura e Abastecimento (SAA) da InvestSP e do Museu do Café de Santos.

A expectativa é que o programa impulsione a geração de emprego do setor cafeeiro, que conta com mais de 13 mil profissionais entre cultivo e comércio.

*Com supervisão de Thiago Dantas



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Milho reage e cotações sobem antes do feriado



De acordo com os pesquisadores da instituição, a alta se deve, sobretudo, pelo retorno de compradores de determinadas praças, como as de São Paulo. A demanda, veio a partir da necessidade de reforçar os estoques do cereal tendo em vista o feriado da páscoa, que pode dificultar as entregas.

Ainda mais, observando a movimentação do mercado, os vendedores do cereal voltaram a limitar a oferta e pedir valores maiores.

Quanto à produção nacional de milho para a safra 2024/25,  a Conab apontou um aumento de 8% em comparação com o ciclo anterior. Assim, a expectativa para a colheita é de 124,74 milhões de toneladas.



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Missão do Mapa na África amplia auxílio técnico e mostra o potencial da carne brasileira



Com o intuito de aprofundar o diálogo sanitário e ampliar a cooperação técnica com países do norte africano, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma visita oficial ao Marrocos e ao Egito. A missão na África, que ocorreu entre os dias 7 e 10 de abril, foi liderada pelo secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Marcel Moreira, com o apoio dos adidos agrícolas brasileiros nos dois países.

No Marrocos, o objetivo esteve na aproximação institucional com as autoridades sanitárias e na promoção comercial dos produtos brasileiros. Em reunião com o diretor-geral da autoridade sanitária marroquina (ONSSA), Abdellah Janati, o secretário agradeceu pela recente abertura do mercado local para miúdos bovinos do Brasil e tratou de oportunidades de cooperação técnica entre os dois governos.

A visita incluiu ainda o Brazilian Beef Dinner, evento que ocorreu na capital marroquina, organizado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) em parceria com a Embaixada do Brasil para a promoção da carne bovina brasileira.

O encontro reuniu autoridades locais, empresários e representantes do setor agroalimentar, em um ambiente voltado à aproximação comercial e à valorização da qualidade da carne brasileira.

No Egito, o secretário-adjunto foi recebido pelo ministro substituto da Agricultura e Recuperação de Terras, Moustafa El Sayyad, acompanhado por demais autoridades. Em pauta, o crescimento expressivo das exportações agrícolas brasileiras ao país em 2024 — US$ 3,3 bilhões em valor em mais de 8,5 milhões de toneladas de produtos do agronegócio. O Egito voltou a ser o principal destino do agro brasileiro na África no ano passado.

No campo sanitário, os representantes brasileiros reforçaram a confiança mútua construída nos últimos anos, que viabilizou diversas aberturas de mercado e o reconhecimento do sistema de defesa agropecuária nacional por meio do Acordo de Equivalência (pré-listing).

As autoridades egípcias demonstraram interesse em aprofundar essa parceria, com avanços nas tratativas para a certificação eletrônica de produtos de origem animal e a abertura de mercado para novos itens.

Encerrando a missão, todos se reuniram no Brazilian Beef Dinner, na cidade de Cairo – capital do Egito. O evento seguiu os mesmos moldes do encontro realizado no Marrocos pela Abiec.

Sobre a África

O continente africano possui mais de 30 milhões de km² de extensão, sendo o terceiro maior do mundo. É também o segundo continente mais populoso, com mais de um bilhão de habitantes.

A economia africana é baseada na agricultura, na criação de gado e no extrativismo mineral. O continente é rico em recursos naturais, como petróleo, gás natural, ouro, diamantes, antimônio, fosfatos, manganês, cobalto e cobre

O Mapa destacou que a missão no norte da África reforça a estratégia do Brasil de consolidar alianças duradouras com países-chave do mundo árabe, aliando boas relações, cooperação técnica e presença comercial qualificada em favor da segurança alimentar global.



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Lei da Reciprocidade Comercial entra em vigor hoje



Sancionada na última sexta-feira (11), a Lei da Reciprocidade Comercial entrou em vigor nesta segunda-feira (14) e autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras unilaterais aos produtos do Brasil no mercado global. A medida foi publicada no Diário Oficial da União.

O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional no início do mês e sancionado na semana passada, sem vetos, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Lei da Reciprocidade Comercial estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.

A norma valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.

No Artigo 3º do texto, por exemplo, fica autorizado o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.

Reciprocidade Comercial é resposta ao Tarifaço

A nova lei é uma resposta à escalada da guerra comercial desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a maioria dos países do mundo, mas que se intensificou nos últimos dias de forma mais específica contra a China.

No caso do Brasil, a tarifa imposta pelos EUA foi de 10% sobre todos os produtos exportados para o mercado norte-americano. A exceção nessa margem de tarifas são o aço e o alumínio, cuja sobretaxa imposta pelos norte-americanos foi de 25%, afetando de forma significativa empresas brasileiras, que constituem os terceiros maiores exportadores desses metais para os EUA.

O presidente Lula informou que usará todas as formas de negociação possíveis, incluindo abertura de processo na Organização Mundial do Comércio (OMC), para tentar reverter as tarifas, antes de adotar ações comerciais retaliatórias.



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