terça-feira, maio 26, 2026

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Gigante sai da China e mostra novo cenário geopolítico das commodities



A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai



A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai e prevê o desligamento dos demais nos próximos dias.
A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai e prevê o desligamento dos demais nos próximos dias. – Foto: Porto de Shanghai

Segundo Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Mato Grosso (FEAGRO MT), a decisão da gigante americana Archer Daniels Midland (ADM) de encerrar suas atividades na China evidencia uma transformação significativa na geopolítica do comércio de commodities agrícolas. A informação foi divulgada nesta semana e teve como principal justificativa a necessidade de cortar custos entre US$ 500 milhões e US$ 750 milhões nos próximos cinco anos, conforme declarou o CEO da ADM. 

A ADM, considerada a terceira maior comercializadora de commodities agrícolas do mundo, operava na China desde 1995. No entanto, a intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China, marcada por tarifas e incertezas regulatórias, acelerou a decisão de desinvestimento no país asiático. A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai e prevê o desligamento dos demais nos próximos dias.

Para Rezende, esse movimento pode provocar efeitos em cadeia no comércio internacional, especialmente no reposicionamento estratégico de grandes tradings e na reconfiguração de fluxos logísticos. A saída da ADM também pode abrir espaço para empresas asiáticas ou de outras origens consolidarem sua presença no maior mercado consumidor do planeta. Nesse cenário de tensão geopolítica, o papel do Brasil como fornecedor confiável de alimentos deve ganhar ainda mais relevância, destaca o presidente da FEAGRO MT.

“Já demitiram dezenas de funcionários sediados em Xangai, e nos próximos dias está previsto a demissão dos remanescentes. Em curso as mudanças na geopolítica mundial na comercialização das commodities após declarada a guerra tarifária”, comenta.

 





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Amprotabaco propõe discussão técnica aos deputados do Paraná


Presidente da entidade Gilson Becker participou de audiência pública, na qual sugeriu que Assembleia Legislativa do estado crie uma Câmara Técnica para acompanhar a implementação da lei da classificação do tabaco nas propriedades rurais do Paraná

A Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) sugeriu aos deputados estaduais do Paraná a criação de uma câmara técnica para acompanhamento e implementação da regulamentação da classificação do tabaco na propriedade rural no estado. O tema foi discutido em uma audiência pública, na Assembleia Legislativa, em Curitiba, na última terça-feira, 15. Durante o evento, o presidente da associação e prefeito de Vera Cruz Gilson Becker, destacou que no Rio Grande do Sul, por força da Lei 15.958/2023 o processo já está em andamento, sugerindo que se tenha um olhar técnico para o tema. Ao final da audiência, a proposta da Amprotabaco foi aceita e fará parte do processo de regulamentação da lei paranaense. Becker ressaltou ainda a importância da unidade entre os municípios produtores de tabaco para fortalecer a cadeia produtiva e econômica no Sul do Brasil.

Conforme o presidente da Amprotabaco, o tema é muito importante, pois impacta diretamente no cotidiano da produção de tabaco. Em seu pronunciamento, Becker comentou sobre a implantação da lei gaúcha que determina a classificação do tabaco nas propriedades gaúchas. “É muito importante que se tenha este debate, pois no Rio Grande do Sul houve a aprovação da lei de classificação na propriedade, contudo ainda estamos em um período inicial, pois este é o primeiro ano que a lei está em vigor e neste momento, estamos com menos de 20% da safra comercializada até o momento”, ressalta.

Becker, que além de presidir a entidade é produtor de tabaco no município de Vera Cruz, explica que o assunto exige cautela e um olhar apurado sobre todas as questões envolvidas em uma regulamentação impostas por uma lei que levará para a propriedade rural a classificação do produto. “Creio que no próprio Rio Grande do Sul teremos que fazer alguns ajustes nesta regulamentação. É essencial que tenhamos momentos como este, porque acima de tudo precisamos avaliar todos os aspectos da lei, especialmente aqueles que podem influenciar em um possível aumento de custo no processo de aquisição do tabaco, da logística e de como isso deverá funcionar na prática”, destaca, ao compartilhar que existem várias situações que ainda não claras no Rio Grande do Sul, mesmo com a lei já em vigor.

Ao final da audiência, os deputados estaduais optaram pela criação de uma Câmara Técnica para acompanhamento do tema no estado, contando com a participação de produtores rurais, deputados e entidades como a própria Amprotabaco, que se colocou à disposição do Legislativo paranaense. “Nós produtores sabemos que existe uma diferença grande da teoria e da prática, por isso queremos estar todos envolvidos neste debate, para que se tenha a melhor decisão e que ela não traga prejuízo aos produtores. Um aumento de custo sempre pode refletir em uma nova restrição e uma diminuição de lucratividade ao produtor que está lá na ponta da cadeia produtiva e acaba prejudicado”, declara o presidente, aplaudido pelos produtores rurais que participaram da audiência na capital do Paraná. Representando a Amprotabaco, além do presidente Gilson Becker, estavam presentes a vice-presidente do Paraná, a prefeita de São Mateus do Sul, Fernanda Sardanha e o secretário, prefeito de Rio Azul, Leandro Jasinki.

Importância da unidade

Durante seu pronunciamento na audiência pública do tabaco em Curitiba, o presidente da Amprotabaco Gilson Becker ressaltou a necessidade de unidade entre todos os municípios produtores de tabaco do Sul do Brasil. “Estamos falando de uma cadeia produtiva centenária, da qual 90% da produção é exportada, gerando receitas e divisas não apenas aos produtores, mas de uma forma geral para toda a sociedade. Acima de qualquer debate precisa estar a defesa desta produção que é tão importante para todos nós”, disse Becker, ao citar que o tema – unidade entre os municípios – foi debatido pela Amprotabaco, na última reunião virtual da entidade, realizada na semana passada.

O presidente pontuou também a realização da 11ª Conferência das Partes da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (COP 11), que será realizada de 17 a 22 de novembro em Genebra, na Suíça. O evento mundial que tem como objetivo implementar restrições à produção e consumo do produto é uma das preocupações da Amprotabaco, que já se articula com seu posicionamento junto ao governo federal. “Por isso faz tanto sentido que os municípios produtores de tabaco estejam unidos e a cadeia produtiva, que é exemplo para tantas outras culturas, de forma integrada, para que possamos estar sempre batalhando contra às restrições impostas a esta atividade”, complementa Becker.

 





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Exportações de soja crescem 2,3% em 2025, aponta Abiove


O setor do Complexo da soja no Brasil segue firme na rota do crescimento em 2025, mesmo com ajustes pontuais nas projeções de produção. As principais cadeias que envolvem o grão – do plantio ao processamento – devem bater recordes, impulsionadas por demanda interna e externa em alta.

Segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), a estimativa para a produção total de soja sofreu um leve recuo de 0,8% em relação às últimas projeções, ficando em 169,6 milhões de toneladas. Já o esmagamento do grão deve atingir 57,5 milhões de toneladas, recorde histórico para o setor, refletindo o aumento da capacidade industrial e a crescente demanda por farelos e óleos vegetais.

A Abiove mantém estáveis as previsões de saída industrial: 44,1 milhões de toneladas de farelo e 11,4 milhões de toneladas de óleo de soja. Esses produtos seguem como peças-chave na alimentação animal e na indústria alimentícia, garantindo margens atrativas aos processadores.

No comércio exterior, o Brasil deve embarcar 108,5 milhões de toneladas de soja em grãos, alta de 2,3% frente às estimativas anteriores. O farelo de soja permanece em 23,6 milhões de toneladas, e o óleo em 1,4 milhões de toneladas, refletindo contratos firmes na Ásia e na União Europeia. Para equilíbrio do mercado interno, as importações de óleo de soja, que haviam caído 50% na previsão anterior, devem se manter em 100 mil toneladas, enquanto a entrada de grãos chega a 500 mil toneladas.

No comparativo dos primeiros meses, fevereiro registrou processamento de 3,54 milhões de toneladas, alta de 5,2% sobre janeiro e retração de 2,9% em relação a fevereiro de 2024 (ajustado pelo percentual amostral). No acumulado de janeiro-fevereiro, o volume foi de 6,9 milhões de toneladas, 3% abaixo do mesmo período de 2024.





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Crise cambial na Argentina pressiona preços de grãos



A valorização do peso argentino frente ao dólar pressionou os valores da soja



A valorização do peso argentino frente ao dólar pressionou os valores da soja, milho e trigo
A valorização do peso argentino frente ao dólar pressionou os valores da soja, milho e trigo – Foto: Pixabay

Segundo dados da corretora Fyo, o mercado argentino de grãos foi fortemente influenciado nesta quarta-feira (16) pela desvalorização do dólar oficial, que fechou em US$ 1.126 na compra e US$ 1.135 na venda, recuo de 5,46% em relação ao dia anterior. A queda ocorreu após o anúncio do presidente Javier Milei de que não haverá intervenção cambial até que a moeda atinja US$ 1.000. 

A valorização do peso argentino frente ao dólar pressionou os valores da soja, milho e trigo no mercado interno. Segundo a Fyo, o recuo da moeda norte-americana por volta do meio-dia derrubou os preços oferecidos aos produtores, em meio à chegada da safra e ao novo regime cambial. No fechamento da sessão, a soja recuou para US$ 315.000 por tonelada, após alcançar picos de US$ 320.000 em portos como Bahía Blanca e Quequén. Em Del Guazú, o preço chegou a US$ 325.000, demonstrando forte oscilação.

O milho disponível também sofreu forte queda: iniciou o dia sendo negociado a US$ 240.000 em Rosário, mas terminou a sessão cotado a apenas US$ 200.000. Para entregas em junho, o valor caiu para US$ 198. Em outros polos, como Necochea e Lima, os preços oscilaram entre US$ 198 e US$ 205. Já o trigo, que chegou a US$ 250.000 em Rosário e Bahía Blanca, caiu para US$ 210 após o impacto cambial. Em Quequén, a cotação fechou em US$ 200.000.

Segundo a Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), o sentimento positivo momentâneo contrasta com a forte oferta sul-americana e a baixa demanda chinesa por soja norte-americana. O milho avançou 0,6%, encerrando em US$ 190,5, e o trigo subiu 1,1%, fechando a US$ 201, ambos beneficiados pela expectativa de chuvas nos EUA que podem atrasar o plantio e tornar as exportações americanas mais competitivas.

 





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Produtor deve ficar alerta ao que fazer em caso de invasão de terra no chamado abril vermelho


Em meio às recentes movimentações do Movimento dos Sem Terra (MST) no mês de abril, cabe alertar os proprietários de terras sobre medidas legais cabíveis em caso de eventuais invasões que atentam contra o direito de propriedade. Nos casos de movimentações suspeitas, ameaças ou invasões, o advogado Frederico Buss, da HBS Advogados, orienta que é fundamental comunicar imediatamente os órgãos de segurança, assim como as entidades de classe representantes dos produtores na região e no Estado.

Segundo Buss, cabe também ao proprietário ou possuidor de direito, seja ele arrendatário, parceiro ou comodatário, ”postular a defesa da posse com base na lei, que assegura a manutenção ou a reintegração de posse, inclusive liminarmente, mediante a comprovação do exercício regular da posse; da turbação ou esbulho ocorrido; ou seja, da perda ilegal da posse da terra; da data da turbação ou do esbulho; da continuação da posse, embora de forma ilegal, na ação de manutenção, ou da perda da posse, na ação de reintegração”, detalha.

O especialista da HBS Advogados orienta que, para o ajuizamento da ação de reintegração ou manutenção de posse, o autor (proprietário ou possuidor vítima da invasão) deverá apresentar os documentos que comprovam o cumprimento dos requisitos legais, tais como: Documentação para comprovar o exercício regular da posse sobre a área invadida: matrícula atualizada do imóvel; contrato de arrendamento, parceria ou comodato; Certificado de Cadastro do Imóvel Rural – CCIR; Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR; Cadastro Ambiental Rural – CAR; documentação comprobatória da lotação pecuária; Relação Anual de Informações Sociais – RAIS; dentre outros comprobatórios da utilização do imóvel; Documentação para comprovar a invasão: registro de ocorrência; fotos; filmagens; notícias publicadas relativas ao fato; ata notarial.

A ação judicial de reintegração de posse deve ser direcionada ao grupo de invasores. “Importante lembrar que a jurisprudência, nestas ações, admite o ajuizamento do processo sem a qualificação dos réus, ou de todos os réus, sendo eles desconhecidos. Relevante, ainda, requerer que os invasores sejam identificados no momento da citação, intimação ou desocupação do imóvel, pois a lei prevê a exclusão do programa de reforma agrária”, complementa.

Outra ação judicial possessória prevista em lei é o interdito proibitório, que pode ser proposto pelo possuidor ameaçado de ter o imóvel rural invadido. “Para o ajuizamento desta ação, o autor precisa comprovar o exercício regular da posse, através da documentação acima, assim como a ameaça direta de invasão à propriedade”, observa Buss.

Na ação possessória, o autor também poderá requerer, conforme o caso, indenização por perdas e danos, inclusive na hipótese de eventual omissão por parte do poder público. Por fim, Buss destaca que invasão de propriedade é crime previsto no Código Penal, o que torna cabível a adoção de providências também na esfera penal contra os invasores.





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Peru abre mercado para exportação de óleo de aves brasileiro



O Brasil passará a exportar óleo de aves destinado à alimentação animal para o Peru, após conclusão da negociação entre os governos dos dois países.

Em 2024, mais de US$ 755 milhões em produtos agropecuários brasileiros foram vendidos à nação vizinha, com destaque para produtos florestais, carne de frango, cereais, óleo de soja e café.

Com população de 34 milhões de habitantes e pecuária em constante expansão, o Peru tem demanda crescente por insumos voltados à nutrição animal, de acordo com nota do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança a 49ª abertura de mercado em 2025, totalizando 349 novas oportunidades de negócios desde o início de 2023.

Informações da Agência Gov



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Alívio nas tarifas impulsiona soja em Chicago



China, principal compradora global da oleaginosa, optou por uma postura retaliatória



No entanto, a China, principal compradora global da oleaginosa, optou por uma postura retaliatória
No entanto, a China, principal compradora global da oleaginosa, optou por uma postura retaliatória – Foto: Emerson Peres

Segundo análise da StoneX, a soja encerrou a semana passada em alta na Bolsa de Chicago, impulsionada por uma trégua nas tensões comerciais. A cotação do contrato mais próximo fechou em US¢1042,75 por bushel, o que representa um avanço de 6,7%. A recuperação ocorreu após o anúncio do ex-presidente Donald Trump, na metade da semana, de que adiaria a imposição de tarifas adicionais a países que não adotaram medidas retaliatórias contra os EUA, o que melhorou o humor dos mercados e favoreceu ativos de risco, como a soja.

No entanto, a China, principal compradora global da oleaginosa, optou por uma postura retaliatória, o que intensificou a guerra comercial entre os dois países. A escalada tarifária praticamente inviabilizou o comércio bilateral entre as duas maiores economias do mundo, o que adiciona incerteza ao mercado global da commodity. Mesmo diante desse cenário conturbado, o adiamento de novas tarifas por parte dos EUA foi suficiente para dar algum suporte aos preços.

Paralelamente, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou uma nova atualização do seu relatório de Oferta e Demanda, com alterações modestas. O destaque ficou por conta do aumento na projeção de esmagamento da soja nos EUA, em resposta ao fortalecimento da demanda doméstica. Esse movimento pode ganhar ainda mais força caso avancem as conversas entre produtores de biocombustíveis e o governo sobre o possível aumento dos mandatos de mistura de biodiesel e diesel renovável. Dessa forma, o mercado segue atento tanto aos desdobramentos comerciais quanto à política energética norte-americana, que podem influenciar fortemente o comportamento das cotações nas próximas semanas.

 





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Ritmo lento no mercado da soja; saiba como ficaram as cotações de hoje



O mercado brasileiro de soja disponível teve poucos negócios nesta quinta-feira (17), com o ritmo da semana sendo mais lento em geral. Houve, no entanto, registros de bons volumes de soja negociados para 2026. Os preços oscilaram entre estáveis e mais fracos, pressionados pela queda na CBOT, no dólar e os prêmios que compensaram pouco.

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Segundo a Safras Consultoria, em algumas regiões, os preços continuam acima da paridade, com a indústria buscando soja e oferecendo valores melhores pontualmente. Por outro lado, o produtor aumentou consideravelmente o spread entre o que pede e o que o mercado está pagando, o que deixou os negócios ainda mais travados. A expectativa agora fica para a próxima semana, com a esperança de preços melhores.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 138,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 131,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 118,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 123,00 para R$ 122,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 119,00 para R$ 117,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa, consolidando perdas no acumulado da semana. Após um início positivo, acompanhando boas exportações semanais, o mercado retornou ao território negativo, pressionado pela expectativa de avanço no plantio nos Estados Unidos, preocupação com a guerra comercial e o impacto da ampla safra da América do Sul.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 554.800 toneladas na semana encerrada em 10 de abril. O México liderou as importações, com 156.800 toneladas.

Para a temporada 2025/26, foram mais 181.800 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 150 mil e 900 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com uma baixa de 2,25 centavos de dólar, ou 0,21%, a US$ 10,36 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,47 3/4 por bushel, com perda de 2,50 centavos ou 0,23%.

Nos subprodutos o farelo de soja (posição julho): caiu US$ 1,10 ou 0,36%, para US$ 303,10 por tonelada. Já o óleo de soja (posição julho): subiu 0,34 centavo ou 0,70%, para 48,34 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com queda de 1,01%, sendo negociado a R$ 5,8069 para venda e a R$ 5,8049 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7964 e a máxima de R$ 5,8884. Na semana, a moeda teve uma desvalorização de 1,06%.



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Nova frente fria deve baixar termômetros para 2°C neste fim de semana; veja onde


Uma nova frente fria chega ao Brasil nesta sexta-feira (18) e marca o início de um período de mudanças significativas no clima em várias regiões do país.

De acordo com a Climatempo, o sistema começa atuando sobre o Rio Grande do Sul e, ao longo do final de semana, avança rapidamente em direção ao Sudeste, favorecendo o aumento da nebulosidade, de pancadas de chuva e trazendo uma queda gradual nas temperaturas, especialmente no Sul e Sudeste.

Acumulado de chuva entre sexta e segunda
Acumulado de chuva prevista entre sexta-feira 18 de abril e segunda 21 de abril de 2025. Fotos: Climatempo

Apesar de os volumes de chuva não serem elevados em todos os pontos, algumas regiões se destacam, como Mato Grosso do Sul, litoral de São Paulo, além dos estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Nessas áreas, os acumulados de chuva entre sexta e segunda-feira (21) devem variar entre 40 mm (áreas em azul no mapa acima) e 60 mm (áreas em amarelo), com picos que podem atingir até 80 mm (áreas em laranja).

Já o mapa de risco (abaixo) desta sexta-feira mostra áreas em amarelo – que abrangem boa parte dos três estados do Sul – indicam previsão de pancadas de chuva de moderada a forte intensidade. As áreas em vermelho, por outro lado, acendem o alerta para temporais mais severos.

mapa de risco de chuva
Mapa de risco para essa sexta-feira 17 de abril de 2025

Temperaturas em queda

A Climatempo informa que as temperaturas começam a cair de forma mais expressiva no Rio Grande do Sul a partir do sábado (20), acompanhando o avanço da frente fria pelo Sul do Brasil.

Segundo a Defesa Civil, as máximas variam entre 14°C e 26°C, enquanto as mínimas, que devem ser registradas à noite, oscilam entre 4°C e 14°C. Já no domingo (21), com a atuação da massa de ar de origem polar, as mínimas caem ainda mais, ficando entre 2°C e 12°C — com possibilidade de geada na Campanha, Serra e pontos altos do Sul gaúcho.

Os destaques para temperaturas mínimas em cidades gaúchas no sábado são os seguintes: São Francisco de Paula e Vacaria: entre 10°C e 11°C

No domingo, o frio aumenta, com destaque para São José dos Ausentes, onde a mínima prevista é de apenas 7°C. Outras cidades serranas, como Bom Jesus, Canela e São Joaquim, em Santa Catarina, também devem amanhecer com temperaturas entre 7°C e 8°C.

Na segunda-feira (22), o frio se intensifica ainda mais: São José dos Ausentes (RS) deve registrar mínima de apenas 5°C, enquanto diversas cidades da Serra Gaúcha e Catarinense, como Gramado, Cambará do Sul, São Joaquim e Nova Prata, terão mínimas em torno de 6°C.

Semana fria no Centro-Sul

mapa de anomalia de temperatura
Mapa de anomalia (diferença da média) entre o dia 21 de abril de 2025 e 25 de abirl de 2025

Entre os dias 21 e 25 de abril, a Climatempo prevê que a massa de ar polar associada à frente fria vai permanecer sobre o Centro-Sul do Brasil.

O mapa de anomalia de temperatura (acima) mostra que a queda será mais acentuada nas áreas em azul escuro, abrangendo o Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina, norte do Paraná, leste do Mato Grosso do Sul, estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro.

Nessas áreas, as temperaturas devem ficar abaixo da média histórica para o período, trazendo sensação de frio mais intensa, especialmente nas manhãs.



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Produtores ampliam exportação de café especial com foco na qualidade e sustentabilidade



O Brasil, líder mundial na exportação de café, tem visto os pequenos produtores ganharem espaço no mercado internacional. Com foco em qualidade, práticas sustentáveis e rastreabilidade, agricultores familiares estão conquistando nichos valorizados fora do país.

Na cidade de Monte Santo de Minas (MG), a produtora Juliana Paulino exporta café há 13 anos para o mesmo grupo britânico. A relação começou com o envio de uma amostra e, com o tempo, os pedidos aumentaram.

“Enviamos uma amostra sem expectativas e, aos poucos, os pedidos foram aumentando. Todos os anos, eles vêm pessoalmente nos visitar e ver de perto o que estamos fazendo. Eles gostam de saber da história, saber de onde vem o café. Essa proximidade gera confiança que faz toda a diferença nas negociações”, conta Paulino.

Hoje, a fazenda envia de seis a oito containers por ano para Inglaterra, Irlanda e Nova Zelândia. Segundo Juliana, o diferencial não está apenas na qualidade dos grãos, mas na responsabilidade ambiental e no vínculo com a comunidade local.

 “A qualidade é uma exigência, mas o mercado internacional também valoriza muito a responsabilidade, sustentabilidade em todos os níveis”, acrescenta a produtora rural.

Cooperativas e IG fortalecem a presença internacional

Para muitos produtores, a união em cooperativas tem sido um caminho eficiente para atingir o mercado externo. A valorização de histórias e origens ajuda a construir uma identidade forte para o produto. Isso permite que o café seja visto como exclusivo, o que eleva seu valor.

Juliana participa da Indicação Geográfica (IG) do Sudoeste de Minas, que abrange 21 municípios. O selo, concedido pelo INPI, atesta a procedência e qualidade do café. A certificação funciona como um passaporte para mercados mais exigentes e ajuda a abrir portas no comércio internacional.

Segundo especialistas, agregar valor por meio de diferenciais como história, origem e qualidade sensorial é essencial para os pequenos produtores que querem exportar. O consumidor internacional busca uma experiência completa, que vá além da bebida.

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Cafés fermentados ganham destaque no exterior

Em José Gonçalves, no Vale do Jequitinhonha (MG), a Fazenda Nakamura tem conquistado espaço com cafés de alta pontuação. O produtor Cláudio Nakamura afirma que a produção, antes voltada apenas para a Austrália, agora também atende Estados Unidos, Canadá e países europeus.

A comercialização é feita por meio da Noca Coffee, empresa representante do Sul de Minas. Segundo o produtor Cláudio Nakamura, o principal diferencial são seus grãos fermentados, que atingem acima de 85 pontos.

“Esse tipo de café é muito apreciado pelo pessoal lá fora e já começa a ser mais consumido no Brasil também”, diz Nakamura.

Apesar de adotar maquinário na colheita por falta de mão de obra, o produtor reforça o cuidado com práticas sustentáveis.

“Eu gosto de trabalhar com pessoas. A colheita manual é um trabalho feito com cuidado e carinho com as plantas”, frisa o produtor rural.



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