terça-feira, maio 26, 2026

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Morre Papa Francisco



Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, era argentino e foi conclamado como líder máximo da Igreja Católica em março de 2013. Durante 12 anos, Francisco rodou o mundo levando a mensagem do evangelho. Esteve no Brasil, como papa, uma e única vez, cerca de quatro meses após ser alçado pontífice. A notícia da morte de Francisco foi feita pelo Camerlengo Kevin Farrell da Casa Santa Marta.

“Às 7h35 desta manhã, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e da Igreja”, afirmou.

A informação, nesta segunda-feira (21), em Roma, aconteceu menos de um mês após o papa deixar o hospital, onde ficou internado para tratar de uma pneumonia. Ontem, durante o domingo de Páscoa, ele apareceu em público no Vaticano, quando fez a última saudação aos fiéis.

Agronegócio

Ao longo de sua trajetória, o agronegócio foi pautado por Francisco. Em 2016, ele se reuniu com membros da Associação Internacional Católica Rural (Icra, da sigla em inglês). Na época, o papa falou sobre a importância da agricultura em alimentar a população mundial.

O pontífice lembrou ainda da importância da agricultura no desenvolvimento das nações, mas fez uma crítica ao modelo adotado. “Em algumas áreas geográficas, de fato, o desenvolvimento da agricultura continua a ser a principal resposta possível à pobreza e escassez de alimentos. Mas isso funciona para remediar a falta de aparatos institucionais, para a aquisição desigual da terra cuja produção não está sujeita aos beneficiários legítimos, por métodos especulativos, ou injusto, e para a falta de políticas específicas nacionais e internacionais”, disse.

Manifestações pela morte do papa

Vários líderes e autoridades de muitos países lamentaram a morte do papa, entre eles, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente francês Emmanuel Macron, rei Charles III da Inglaterra e até o presidente argentino, Javier Milei, que era um crítico de Francisco, se manifestou dizendo que “apesar das diferenças, que hoje parecem insignificantes”, foi uma honra tê-lo conhecido “em sua bondade e sabedoria”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de sete dias pela morte do Papa Francisco e divulgou uma nota sobre o falecimento do líder da Igreja Católica. “Ele sempre se colocou ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito”, afirmou Lula.

O presidentes do Senado, David Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, também se manifestaram e lamentaram a morte.

Francisco foi sucessor do papa emérito Bento XVI que, em fevereiro de 2013, aos 78 anos, renunciou ao pontificado em razão de problemas de saúde. A partir de agora, o Vaticano seguirá uma série de rituais que vão desde a forma como o corpo do papa ficará exposto até a mudança no governo da igreja. Para definir um sucessor, os líderes católicos realizam um processo conhecido como conclave.



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Vem aí um dos maiores eventos do agronegócio e da agroindústria, Roraima Agroind



Nos dias 25 e 26 de abril, o município de São João da Baliza será palco de um dos maiores encontros do agronegócio e da agroindústria no estado de Roraima. 

O Roraima Agroind chega para movimentar a economia rural, oferecer capacitação técnica e conectar produtores com novos mercados.

Realizado em parceria com o Sebrae/RR e com diversas instituições, o evento se destaca por reunir produtores rurais, empresários, técnicos e instituições parceiras com o objetivo de integrar o campo e a indústria.

A programação foi planejada para abranger diversas frentes do setor produtivo, promovendo trocas comerciais, capacitação e experiências práticas.  

Toda a estrutura estará voltada para o desenvolvimento sustentável e competitivo da produção local.

Além de palestras e cursos técnicos, o público terá acesso à exposição de produtos, rodadas de negócios e atendimentos especializados.

A proposta é clara: promover integração entre o campo e a indústria, criando um ambiente de aprendizado, negociação e troca de experiências com foco no crescimento da região.

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Destaques da programação:

Entre os momentos mais aguardados da programação, está o painel “Empreendedores em Ação”, que trará histórias inspiradoras de quem já venceu os desafios na agroindústria e no campo com criatividade e gestão.

A Rodada de Negócios, agendada para o fim da tarde do dia 25, será um ponto alto do evento. Neste espaço, os produtores poderão conversar diretamente com compradores e fornecedores, criando conexões comerciais sem intermediários. A proposta é fomentar negócios locais e valorizar a produção regional.

O segundo dia do evento terá uma agenda voltada para a capacitação técnica dos produtores. O curso ‘Negócio Certo Rural’, voltado aos produtores de cacau, irá oferecer ferramentas de gestão e estratégias para melhorar a produtividade e a renda no campo.

Outro destaque é o painel ‘Crédito para Desenvolver seus Negócios’, que trará orientações práticas sobre como acessar linhas de financiamento.

Encerrando as atividades técnicas do dia 26 de abril, a palestra ‘Oportunidades de Negócios na Agroindústria’ apontará caminhos para agregar valor à produção rural.

Durante todo o evento, a Unidade Sebrae Região Sul estará com equipe de atendimento disponível para orientar empreendedores e produtores rurais sobre formalização, acesso ao crédito, capacitações e consultorias.

Evento busca ampliar mercados

Segundo Itamira Soares, gerente da Unidade de Competitividade Agroambiental do Sebrae Roraima, o evento é um marco importante para o fortalecimento da economia rural da região.

“O Roraima Agroind tem como objetivo fortalecer o setor produtivo regional ao integrar campo e indústria, promovendo a competitividade e o desenvolvimento econômico do sul do estado. A programação foi pensada para ampliar as oportunidades comerciais e oferecer apoio técnico e estratégico aos produtores”, afirmou Soares.

Com essa abordagem prática e voltada ao fortalecimento do setor produtivo, o Roraima Agroind se consolida como uma vitrine do potencial agrícola e agroindustrial do estado. O evento valoriza o que é feito no campo, promove a troca de conhecimento e impulsiona a economia rural com visão de futuro.

Serviço: 

Roraima Agroind: A Indústria Começa no Campo 

Data: 25 e 26 de abril de 2025

Local: Município de São João da Baliza – RR



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Mancha-alvo avança em lavouras de algodão



Fungicidas adequados devem ser usados



Fungicidas adequados devem ser usados
Fungicidas adequados devem ser usados – Foto: Pixabay

Nos últimos dois anos, a mancha-alvo, causada pelo fungo Corynespora cassiicola, tem ganhado espaço nas lavouras de algodão do Mato Grosso, desafiando o foco tradicional dos produtores, que historicamente priorizam o controle da ramulária. A intensificação da doença está ligada principalmente à sucessão sojaalgodão e à queda de eficácia de Fungicidas comerciais, especialmente as carboxamidas, no controle da mancha-alvo.

Segundo Marcelo Gimenes, gerente de Fungicidas da ADAMA, a falta de produtos específicos para o algodão e o uso de fungicidas voltados à ramulária permitiram que o patógeno se alastrasse com mais agressividade. Além disso, a sobrevivência do fungo nos restos culturais da soja contribui para o aumento da pressão da doença a cada safra. Diante disso, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Aprosoja-MT intensificam a divulgação de boas práticas de manejo.

Uma das soluções eficazes destacadas é o fungicida Armero®, da ADAMA, que combina dois ativos com excelente performance no controle da mancha-alvo. Com formulação exclusiva, o produto vem mostrando resultados positivos em diferentes regiões do cerrado, especialmente nas primeiras aplicações, protegendo a sanidade foliar e melhorando a produtividade.

“O uso de fungicidas adequados, em momentos-chave do ciclo da cultura, é fundamental para evitar que a doença comprometa o rendimento da lavoura. Nesse sentido, a ADAMA, tem conduzido um trabalho robusto em parceria com as mais renomadas instituições de pesquisa do cerrado brasileiro, em especial com o pesquisador Dr. Rafael Galbieri (fitopatologista do IMAmt – Instituto Mato-grossense do Algodão), gerando uma recomendação assertiva de fungicidas para manejo de mancha-alvo no algodão”, ressalta Gimenes.

 





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EUA com ritmo lento para soja, milho e algodão



Já o algodão apresenta um avanço de 4% na semeadura



Para o milho, o avanço é modesto
Para o milho, o avanço é modesto – Foto: Freepik

De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e compartilhados por Guilherme Silva Póvoa, sócio e diretor de operações da Soberano Corretora de Seguros, Consórcios e Financiamentos, o início do plantio da nova safra norte-americana apresenta ritmo lento, especialmente para a soja. Os números contemplam os 18 principais estados produtores de soja e milho e os 15 maiores de algodão, permitindo uma análise precisa do progresso das lavouras.

No caso da soja, o plantio ainda não começou. A taxa atual está em 0%, igual ao registrado na mesma semana do ano passado e à média histórica dos últimos cinco anos para esse período. O cenário sugere que os produtores ainda aguardam melhores condições climáticas ou outros fatores técnicos para iniciar os trabalhos.

Para o milho, o avanço é modesto, com 2% da área semeada até agora. Isso representa uma leve melhora em relação à semana passada, que registrava 0%, mas está abaixo dos 3% do mesmo período em 2023. Ainda assim, o índice se alinha à média dos últimos cinco anos, indicando que não há motivo de alarme imediato quanto a atrasos significativos.

Já o algodão apresenta um avanço de 4% na semeadura, ficando um pouco abaixo da média entre 2019 e 2023, que é de 6%, mas acima do registrado na semana anterior, que era de 0%. Em comparação com 2023, o ritmo também está mais lento, já que no mesmo período do ano passado o plantio havia atingido 5%.

Esses números iniciais são importantes para o mercado, pois o ritmo do plantio influencia diretamente nas expectativas de produtividade e no comportamento dos preços internacionais. Com o avanço das semanas, o acompanhamento contínuo dos dados será essencial para avaliar eventuais impactos no abastecimento global.

 





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Feriado de Tiradentes pode começar com geada; saiba onde



A segunda-feira (21) deve começar gelada em alguns estados do Brasil. Uma massa de ar polar é a responsável pela queda nas temperaturas, inclusive com possibilidade de geada em alguns pontos, segundo a Climatempo. Confira previsão do tempo nas cinco regiões do país:

Chance de geada nos pontos mais altos da Serra de SC e do RS. O tempo segue firme na maior parte dos dois estados, com previsão de chuva apenas no norte e litoral norte de SC. No PR, a entrada de ventos úmidos que sopram do mar contra a costa favorecem algumas pancadas mais localizadas. O interior do PR continua com tempo firme.

Região Sudeste

Os ventos úmidos que sopram do mar contra a costa ainda favorecem chuva no litoral de SP, em áreas do Sul do RJ e no leste e litoral do ES, dia mais úmido com muita nebulosidade e condições de chuva moderada a forte. Interior de SP, com chuva diminuindo e temperaturas voltando a subir à tarde. Chove em forma de pancadas no norte de Minas.

Região Centro-Oeste

Amanhecer com temperaturas mais amenas em áreas do sul de MS, com sol aparecendo mais e pouca nebulosidade, a chuva continua ocorrendo em forma de pancadas no leste e norte de GO e no norte e noroeste de MT. Chove com moderada a forte intensidade no norte de MS e na região de Corumbá.

Região Nordeste

O tempo continua firme no interior e sertão do Nordeste com uma segunda-feira de sol, pouca nebulosidade e umidade podendo ficar abaixo do ideal para a saúde (>60%). Chove em forma de pancadas no litoral do MA e do PI. O sol aparece durante o dia e pode chover com moderada a forte intensidade no oeste da Bahia.

Região Norte

Dia abafado em toda a região com calor e umidade estimulando nuvens carregadas em todos os estados. Risco de temporal no interior do AM e no estado do AP. Pode chover forte em Manaus, Porto Velho e Rio Branco.



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mercado segue voltado à guerra comercial após semana de boa movimentação



Após uma semana anterior de boa movimentação, o mercado interno de soja no Brasil perdeu força nos últimos dias, em parte por conta do feriado prolongado entre sexta-feira e segunda. Segundo a consultoria Safras & Mercado, os produtores optaram por se afastar temporariamente das negociações, à espera de melhores condições de venda.

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Contratos futuros da soja

Os contratos futuros em Chicago registraram queda, enquanto o dólar se manteve relativamente estável, oscilando entre R$ 5,85 e R$ 5,90. Os prêmios de exportação também cederam. Ainda assim, em meio à entrada da safra brasileira e à incerteza gerada pela guerra comercial entre China e Estados Unidos, os preços continuam atrativos para o produtor rural.

Segundo Rafael Silveira, consultor da Safras & Mercado, os preços seguem em patamares interessantes, mas o comportamento do vendedor mudou. “O spread pedido pelo produtor aumentou. Ele está mais cauteloso, atento ao cenário internacional. Após ter aproveitado boas oportunidades de venda recentemente, agora prefere esperar por valores mais firmes”, afirma.

Como ficaram os preços da soja no Brasil?

  • Passo Fundo (RS): R$ 132,00/saca
  • Santa Rosa (RS): R$ 133,00/saca
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 138,00/saca
  • Cascavel (PR): R$ 131,00/saca
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 137,00/saca
  • Rondonópolis (MT): R$ 119,00/saca
  • Dourados (MS): R$ 123,00/saca
  • Rio Verde (GO): R$ 119,00/saca

Guerra comercial favorece Brasil

Durante palestra no 9º Safras Agri Week, Rafael Silveira destacou que a guerra comercial deflagrada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump segue trazendo vantagens para o Brasil. “Essa disputa tarifária abriu portas importantes para a soja brasileira no mercado internacional”, aponta.

Na safra 2024/25, o Brasil deverá ultrapassar 170 milhões de toneladas, com ganhos expressivos de produtividade, especialmente em estados como Mato Grosso. Por outro lado, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul enfrentaram problemas mais severos.

Os preços no mercado interno estão considerados altos, e há possibilidade de alta adicional, caso os produtores dos EUA reduzam ainda mais a área plantada.

Óleo e farelo

O mercado de farelo e óleo de soja apresenta pouca variação, mesmo com a safra brasileira próxima da conclusão. Gabriel Viana, também da Safras & Mercado, explica: “Normalmente o preço cai nessa fase de colheita, mas isso não ocorreu. A margem de esmagamento será decisiva nos próximos meses”.

Na Argentina, a colheita começou com certo atraso por conta das chuvas. Ele prevê forte volatilidade nas cotações internacionais e aconselha os produtores a aproveitarem as janelas de oportunidade. “Com a entrada intensa da soja argentina e brasileira em maio, é provável que os preços recuem”, conclui.



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Parceria entre setor público e privado visa qualificar a mão de obra rural



Ecolas Técnicas Estaduais (Etecs) das cidades de Jundiaí, Espírito Santo do Pinhal e Rio das Pedras estão nos planos do governo paulista para ampliar a qualificação da mão de obra rural do estado. A Secretaria de Agricultura de São Paulo, em parceria com o Centro Paula Souza e a fabricante de maquinários AGCO, irá capacitar estudantes para operação e manutenção de máquinas.

A expectativa é ampliar a parceria para garantir mão de obra qualificada no mercado do agronegócio e, paralelamente, incentivar o interesse dos jovens no segmento agropecuário.

“Estamos empenhados em buscar cada vez mais parceiros que tenham interesse na formação de mão de obra qualificada para atender o mercado do agronegócio paulista, ofertando melhores salários e condições de fixação no campo para a população”, disse o secretário de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, Guilherme Piai.

Além da qualificação, estudantes têm oportunidade de estágio

O projeto-piloto deve começar com 30 alunos selecionados pela diretoria das Etecs participantes. O governo paulista negociou com a AGCO bolsas de estágio para os três melhores jovens, para qualificação dentro das empresas como Fendt, Massey Ferguson, PTx e Valtra.

A realização do curso tem como base o Termo de Cooperação firmado em 2022 entre a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura, e o Centro Paula Souza, além do convênio firmado entre o Instituto Agronômico (IAC-Apta) e a AGCO em 2013, sendo renovado em 2024.



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pesquisa da Esalq mapeia riscos na produção do Sudeste



A presença de micotoxinas na cadeia produtiva do leite foi tema de uma pesquisa no Programa de Pós-graduação em Ciência Animal e Pastagens da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

A tese, defendida pela médica veterinária Aline Moreira Borowsky, teve como objetivo mapear as micotoxinas presentes na dieta de vacas leiteiras da região Sudeste do Brasil e avaliar o risco de transmissão dessas substâncias para o leite consumido pela população.

O estudo surgiu da necessidade de obter dados sobre a ocorrência de múltiplas micotoxinas em propriedades leiteiras da região. “Coletamos amostras de leite e ração de vacas leiteiras em 100 fazendas distribuídas por essa região”, explica a pesquisadora, orientada pelo professor Carlon Humbeto Corassin. Os materiais foram submetidos a análises laboratoriais para identificar e quantificar as micotoxinas presentes.

Os resultados mostraram a presença de aflatoxinas, fumonisinas, desoxivalenol e zearalenona tanto na alimentação dos animais quanto no leite produzido.

“Embora o alto percentual de amostras positivas para várias micotoxinas e o risco representado por essas substâncias para a saúde animal sejam preocupantes, os níveis encontrados no leite foram baixos e não oferecem risco à saúde humana”, destaca a autora do estudo.

A pesquisadora também enfatiza que a análise de múltiplas micotoxinas no leite pode ser uma ferramenta importante para avaliar os riscos à saúde humana e como alternativa para o monitoramento da ocorrência de micotoxicoses em rebanhos leiteiros.

“Os achados da pesquisa ajudam a compreender melhor o cenário das micotoxinas na produção leiteira brasileira, fornecendo subsídios para a implementação de estratégias de mitigação da contaminação nos sistemas de produção.” O projeto contou com o financiamento das agências Fapesp, CNPq e Capes.

A Tese Destaque é uma parceria entre a Comissão de Pós-Graduação e a Divisão de Comunicação da Esalq.



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crescem as exportações de ovos mineiros aos EUA



As vendas de ovos de galinha, produzidos em Minas Gerais, e exportados aos Estados Unidos apresentaram crescimento, segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa). De acordo com a pasta, o surto de Influenza Aviária que atingiu as aves americanas, gerou um efeito cascata que se mostrou uma excelente oportunidade para as vendas brasileiras – e Minas Gerais é um grande protagonista nesse cenário.

Os Estados Unidos são o segundo maior produtor global de ovos. No entanto, com a doença, eles precisaram abater os rebanhos de aves, o que gerou uma maior necessidade de importar o alimento. O país viu no Brasil um fornecedor para sua demanda por ovos e países que tradicionalmente compravam dos americanos, como México e Canadá, também vieram em busca dos produtos brasileiros. “Isso é uma janela de oportunidade para Minas Gerais”, explica a assessora técnica do Programa AgroExporta, da Seapa, Manoela Oliveira.

Segundo Manoela, o crescimento da demanda americana por ovos beneficia todo o país, mas há dois polos avícolas em Minas que saem na frente. A região de Montes Claros, no Norte do estado, se destaca pela posição logística privilegiada, servindo como um “hub” para outras regiões; e o sul de Minas, com destaque para o município de Pouso Alegre, que emerge como um núcleo tecnológico da avicultura.

Manoela também informa que o Sul de Minas conta com cooperativas de ovos estruturadas, e o fato de estar próximo a São Paulo e de centros de pesquisas de genética avícola fazem com que essa área responda por um percentual alto da produtividade no estado, combinando uma escala industrial com o acesso a mercados de consumidores.

“Minas Gerais conta com um rebanho de postura de cerca de 21 milhões de cabeças, ou seja, 8% do efetivo nacional. Temos uma cadeia produtiva altamente tecnificada e o perfil dos produtores rurais é um perfil de qualificação. Temos também um sistema de defesa sanitária reconhecido, executado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA)”, informa Manoela.

Minas responde por 7% dos ovos produzidos no Brasil, cerca de 431 milhões de dúzias por ano. Esses pontos, somados ao crescimento de 266% no valor exportado só nesse primeiro trimestre, mostram que a demanda está sendo redirecionada para Minas Gerais, completa a assessora.

Sem risco

Apesar da alta demanda pelo produto, as análises da Secretaria de Agricultura revelam que não há risco de desabastecimento. O quantitativo de ovos para exportação representa apenas 1% da produção total de Minas, o que deixa 99% para atender ao mercado interno.

“Não há risco nem a curto, nem a médio prazo de desabastecimento, porque essa proporção cria uma reserva de segurança. Para causar um impacto significativo na disponibilidade doméstica, teria que haver um aumento muito súbito e expressivo da demanda internacional, e os preços no mercado externo teriam que aumentar drasticamente, além de ter uma capacidade ociosa das granjas mineiras, que não é o que ocorre”, informa Manoela.

Perspectivas

Manoela explica que Minas Gerais exporta praticamente o dobro de ovos em comparação ao mesmo período do ano passado. “No primeiro trimestre nós fechamos com US$ 4 milhões em receita e 2 mil toneladas em volume. Para o próximo trimestre, devemos alcançar cerca de US$ 8 milhões em vendas e pouco mais de 4 mil toneladas de ovos para exportação”, conclui Manoela.



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Crédito mais flexível impulsiona irrigação e inovação



A irrigação desponta como tecnologia-chave para aumentar a produtividade



A irrigação desponta como tecnologia-chave para aumentar a produtividade
A irrigação desponta como tecnologia-chave para aumentar a produtividade – Foto: Pixabay

Nos últimos dez anos, o financiamento no agronegócio brasileiro evoluiu com a entrada de novas fontes privadas, como bancos, fundos e indústrias, suprindo a crescente demanda por crédito. Segundo Bruna Neri, gerente financeira da Netafim, “o recurso subsidiado não é suficiente para o mercado. “Temos um agro mais tecnológico e sólido, pronto para investir”.

A irrigação desponta como tecnologia-chave para aumentar a produtividade e garantir segurança hídrica. Contudo, ainda há desafios para o financiamento. “”O Proirriga é uma importante linha subsidiada para a irrigação, mas o mercado ainda demanda novas fontes de financiamento para atender plenamente seu potencial de crescimento. Estima-se que o valor liberado anualmente represente menos de 20% da expectativa do setor. Por isso, diversificar as opções de financiamento e atrair novos agentes pode ser um caminho estratégico para ampliar o acesso à irrigação”.

Com prazos maiores, garantias mais flexíveis e pagamento em commodities, surgem soluções inovadoras. A Netafim, por exemplo, criou linhas de crédito via BNDES e fechou parcerias com bancos privados. Essas condições favorecem investimentos em tecnologias como a irrigação por gotejamento, que aumenta a produtividade e reduz desperdícios, explica Bruna.

Essa evolução também permitiu que pequenos e médios produtores adotassem sistemas modernos. A perspectiva é de mais incentivos à sustentabilidade, combinando inovação e crédito acessível. “Durante esses eventos, há uma maior busca por soluções de crédito, já que os agricultores procuram entender melhor as opções disponíveis e como elas podem apoiar suas necessidades tecnológicas e de irrigação”, conclui Bruna.

 





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