terça-feira, maio 26, 2026

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Soja fecha semana em baixa em Chicago


Segundo análise da TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira e a semana em baixa, pressionada principalmente pelas incertezas causadas pela guerra comercial com a China, maior compradora global do grão. Além das tarifas sobre produtos agrícolas, a imposição de taxas portuárias multimilionárias a embarcações ligadas ao país asiático agrava ainda mais o cenário para os exportadores norte-americanos. Ao mesmo tempo, o Brasil finaliza sua colheita com ampla oferta no mercado, enquanto a Argentina intensifica os estímulos à exportação, acirrando a concorrência.

Os contratos de soja para maio, referência para a safra brasileira, recuaram -0,22%, encerrando a sessão a US$ 10,36/bushel. Já os contratos para julho registraram queda de -0,24%, fechando a US$ 10,47/bushel. No acumulado da semana, o grão perdeu -0,60% ou US$ -6,25 cents/bushel. Nem mesmo a melhora nos dados de exportação foi suficiente para conter o movimento de queda ao longo dos últimos dias.

No mercado de derivados, o farelo de soja com vencimento em maio também teve desempenho negativo, com retração de -0,37% no dia, a US$ 295,60 por tonelada curta, e baixa semanal de -1,34% ou US$ -4,0 por tonelada curta. A valorização ficou por conta apenas do óleo de soja, que subiu 0,82% no dia, a US$ 47,87/libra-peso, acumulando alta semanal de 1,10% ou US$ 0,52.

O cenário atual destaca a sensibilidade do mercado às tensões geopolíticas, especialmente em momentos de ampla oferta sul-americana. A continuidade dessa pressão dependerá da evolução das relações comerciais entre Estados Unidos e China, bem como da estratégia de comercialização adotada por Brasil e Argentina nas próximas semanas.

 





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Agricultores paraibanos criam cooperativa para conquistar novos mercados



A cidade de Monteiro, no Cariri paraibano, deu um importante passo com a criação da 1ª Cooperativa dos Agricultores Familiares e Assentados da Vila Produtiva Rural (COOVPR), formada por quatro associações locais são elas:

Associação dos Produtores Agroecológicos de Monteiro (Apam), Vila Produtiva Rural (VPR), Lafayette e Angiquinhos.

A iniciativa, apoiada pelo Sebrae/PB, busca ampliar as oportunidades de comercialização para os pequenos produtores rurais da região. Com a união, cooperativa busca novos mercados, incluindo feiras regionais e compras governamentais.

“Nós desenvolvemos as habilidades dos agricultores com capacitações, preparando a todos sobre gestão empresarial, visando o aumento da eficiência das cadeias produtivas locais. As atividades de hortaliças, caprinocultura e todas as cadeias envolvidas poderão, a partir de agora, ter mais acesso a mercados”, enfatizou Madalena Arruda, gerente da agência do Sebrae/PB em Monteiro.

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Crescimento e inovação no campo

A COOVPR já conta com uma cozinha comunitária equipada para produção de polpas, bolos e doces, agregando valor aos produtos locais.

Com o apoio do Sebrae, a cooperativa desenvolve capacitações e consultorias para melhorar a gestão e aumentar a competitividade dos agricultores.

“Temos potencial de desenvolvimento e a nossa expectativa é acolher, principalmente os jovens, para mantermos uma cooperativa com olhar diferenciado”, disse Aguinaldo Freitas, presidente da COOVPR.

Modelo sustentável e cooperativo

O modelo de negócios adotado pela cooperativa foca na agricultura sustentável, com o uso de energias renováveis e tecnologias acessíveis.

O Sebrae acompanha de perto o processo de inovação para garantir que os produtos agroecológicos da cooperativa ganhem destaque no mercado.

A união dos produtores fortalece a agricultura familiar e abre novas portas para o crescimento econômico da região, oferecendo mais oportunidades para os agricultores de Monteiro.



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Pressão de compradores derruba preço do milho no mercado interno



Os preços do milho recuaram na maioria das regiões brasileiras acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na última semana. A queda é reflexo da postura mais cautelosa dos compradores, que optaram por consumir os estoques armazenados e evitar novas aquisições no mercado spot – também conhecido como mercado à vista ou mercado físico para entrega imediata ou em um prazo muito curto, com o pagamento sendo realizado à vista. Existe uma expectativa de preços ainda mais baixos nos próximos dias.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os demandantes que seguem ativos nas compras têm ofertado valores menores, o que reforça a pressão sobre as cotações do milho. Já do lado dos vendedores, muitos produtores estão concentrados nas atividades de campo e demonstram flexibilidade tanto nos preços quanto nos prazos para fechar novos negócios.

No campo, os trabalhos seguem em ritmo acelerado. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informa que a colheita da safra de verão já alcançou 65,5% da área nacional, superando a média dos últimos cinco anos, que é de 60,3%.

A semeadura da segunda safra de milho também foi finalizada, e agora as atenções se voltam para as condições climáticas. Após um período de tempo seco em março, produtores de estados como Paraná e Mato Grosso do Sul aguardam o retorno das chuvas para minimizar possíveis perdas nas lavouras.

O cenário atual exige cautela dos agentes do setor, que monitoram não apenas o comportamento da demanda, mas também os impactos do clima sobre o desenvolvimento da safrinha.



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Colheita acelerada impulsiona liquidez da soja no Brasil



A colheita da safra 2024/25 de soja segue em ritmo acelerado no Brasil, ampliando a disponibilidade do grão no mercado interno e contribuindo para o aumento da liquidez, conforme apontam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 12 de abril, 88,3% da área cultivada no país já havia sido colhida — resultado superior aos 83,2% registrados no mesmo período do ano passado e à média dos últimos cinco anos, que é de 87,4%.

Desafio para os produtores de soja

Esse avanço tem favorecido a intensificação dos negócios entre produtores e compradores. No entanto, fatores externos, como a volatilidade cambial e a queda nos prêmios de exportação, têm limitado uma liquidez ainda maior. Mesmo assim, os preços internos da soja seguem firmes, sustentados pela demanda e pela cautela dos produtores na comercialização.

Com o campo se aproximando do fim das atividades da atual temporada, o mercado segue atento aos próximos passos da comercialização e aos movimentos do cenário internacional.

Levantamento

O Cepea é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP) e desenvolve pesquisas aplicadas, na realização de trabalhos inéditos com teor econômico-administrativo e na divulgação ampla dos resultados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra semana desta forma:


A situação das lavouras de soja no Rio Grande do Sul continua crítica, com impactos significativos na safra atual, segundo a TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega abril e pagamento fim de abril na casa de R$ 138,00. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 136,00 Cruz Alta – Pgto. 15/05 – para fábrica. R$ 134,00 Passo Fundo – Pgto. 15/05. R$ 136,00 Ijuí – Pgto. 15/05 – para fábrica. R$ 136,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. meados de junho. Preços de pedra, em Panambi, subiu para R$ 127,00 a saca, para o produtor”, comenta.

O clima em Santa Catarina segue instável, com chuvas mais intensas no Oeste e volumes baixos no Norte. A estiagem ainda preocupa, afetando o desenvolvimento de milho, soja e feijão. A soja, em fase crítica, pode ter perda de até 30% na produtividade. A colheita avança e se aproxima do fim, com 79% das lavouras em boas condições. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 135,30, refletindo a preocupação do mercado com o clima.

Quebra na primeira safra de soja 2024/25 no Paraná atinge 5,3%, com impacto desigual entre regiões. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 138,39. Em Ponta Grossa foi de R$ 131,32 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 126,53. Em Maringá, o preço foi de R$ 126,53 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,32 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 123,00”, indica.

Enquanto isso, Mato Grosso do Sul está perto de concluir colheita da soja. “O cenário de risco climático e custos elevados levou à redução da área de milho para apenas 47% da área de soja, contra 75% em safras anteriores. As regiões sul e centro foram as mais impactadas pela seca na soja, com 39,6% e 29,7% das áreas em condições ruins, respectivamente. Em Dourados, o spot da soja ficou em 122,51 Campo Grande a 122,51, Maracaju a 122,51, Chapadão do Sul a 114,41, Sidrolândia a 122,51”, informa.

Mato Grosso deve atingir R$ 199,79 bilhões no VBP agropecuário em 2025, com alta de 14,98% frente a 2024. A soja lidera, com R$ 89,03 bilhões, impulsionada por safra recorde. Apesar disso, os preços estão mais baixos que no ciclo anterior e mais de 40% da produção ainda não foi vendida. O valor final dependerá do mercado. A saca de soja varia entre R$ 112,16 e R$ 116,41 no estado.

 





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Exportação de café não torrado registra faturamento de US$ 1 bilhão em março…


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Dados divulgados pela Secretária de Comércio Exterior (Secex) nesta sexta-feira (04) apontam que o faturamento total das exportações de café não torrado no mês de março de 2025 foi de US$ 1,424 bilhão, comparado a US$ 739,283 milhões registrados em março de 2024. Já o faturamento diário ficou em US$ 74,984 milhões em março/25, registrando um aumento de 92,7% comparado ao mesmo período do ano passado, onde a média ficou em US$ 39,964 milhões. 

O  volume total exportado em março/25 foi de  219,132 milhões de toneladas, e em março do ano passado foi de 208,295 milhões de toneladas. A média diária exportada do produto durante março/25 foi de 11,533 toneladas, registrando um aumento de 5,2% se comparado com o embarcado no mês de março/24 que teve uma média de 10,414 toneladas. 

Já sobre o valor negociado para o grão, em março 2025 houve um avanço de 83,2%, registrando US$ 6.501,60, comparado a US$ 3.549,20 (março/24).  

Café torrado, extratos, essências e concentrados

O volume embarcado do café torrado, extratos, essências e concentrados durante o mês de março/25 atingiu 7,438 toneladas, comparado a 7,877 toneladas dos 20 dias do mês de março/24. A média diária foi de 391 toneladas (março/25), registrando assim uma queda de 5,6% comparado a março/24 que foi de 393 toneladas. 

Já o faturamento com as exportações, março de 2025  registrou US$ 94,799 milhões, sendo que em março de 2024 a receita total ficou em US$ 65,707 milhões. A média diária foi de 
US$ 4,989 milhões em março/25, contabilizando um avanço de 44,3% frente a média diária de março/24 que ficou em US$ 3,285 milhões.

Com relação ao preço médio, em março de 2025 o produto foi negociado por US$ 12,745,00 e teve uma valorização de 52,8% frente ao preço médio negociado durante o mesmo período de 2024, que foi de US$ 8.341,70. 
 





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Após a alta do petróleo, IPCA-15 é o foco de atenção nesta semana: ouça especialista do PicPay


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, traz um resumo da última semana, com destaque para a alta do petróleo e a recuperação das commodities que impulsionaram o Ibovespa e o real.

Para esta semana, olhos voltados para o IPCA-15 de abril, que deve vir com números abaixo dos obtidos em comparação ao do mês de março.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Após o feriadão, frente fria influencia o tempo na terça-feira em partes do Brasil



Depois de quatro dias de folga para muita gente, a terça-feira (22) deve começar com o tempo instável em diversas partes do país. Uma frente fria na costa brasileira deixa o mar agitado em diversos estados. No centro-norte do Brasil, uma Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) provoca chuva generalizada. Acompanhe como fica o tempo na sua região, segundo a Climatempo:

Região Sul

Atuação do sistema de alta pressão responsável por carregar a massa de ar polar deve continuar mantendo o tempo firme em praticamente toda a região, além de impedir a elevação mais significativa das temperaturas ao longo do dia.

Região Sudeste

Ainda sob circulação de ventos mais frescos associados à área de alta pressão que atua sobre todo o sul e sudeste do país, o tempo segue mais firme na maior parte dos estados, com chuva ocasional em alguns pontos, em virtude da entrada de umidade. Temperaturas seguem mais amenas entre SP, MG e RJ.

Região Centro-Oeste

Tempo segue mais estável em boa parte do Mato Grosso do Sul, ainda sob certa influência da circulação de ventos associados ao sistema de alta pressão que atua sobre o sul e sudeste do país. Entre Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal, mediante a presença de umidade na atmosfera, pode chover em forma de pancadas no período da tarde.

Região Nordeste

Aproximação da ZCIT mantém a chuva mais expressiva em toda a costa norte da região, entre o litoral norte do RN e do MA. A circulação de ventos marítimos ainda incidentes após o deslocamento da frente fria mantém a chuva sobre o estado da BA. Áreas do sertão e agreste seguem com maior predomínio de tempo firme.

Região Norte

Terça: Tempo segue instável em praticamente todos os estados da região, ainda por conta da oferta de umidade e calor disponíveis na atmosfera local. Destaque para a chuva mais forte que cai sobre o RO, PA e AP.



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estudo revela ameaça crescente à segurança alimentar mundial



Uma pesquisa conduzida por cientistas de 17 países mapeou a evolução global do Colletotrichum graminicola, fungo causador da antracnose do milho, e identificou três linhagens geneticamente distintas — norte-americana, brasileira e europeia. A investigação analisou 212 isolados provenientes dos cinco continentes e revelou que o principal vetor de disseminação do patógeno é o uso de sementes contaminadas.

Coordenado com apoio da Universidade de Salamanca, na Espanha, e da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, o estudo aponta a Mesoamérica como origem provável do fungo. “A linhagem da América do Norte parece ser a mais ancestral. Já a europeia é a mais virulenta, com maior risco de surtos severos”, afirma a pesquisadora Flávia Rogério.

A presença de isolados argentinos agrupados com a linhagem europeia sugere migração genética entre América do Sul e Europa. Segundo os pesquisadores, esse intercâmbio pode ter ocorrido por meio de sementes contaminadas utilizadas em viveiros de inverno, comumente empregados em programas de melhoramento genético de milho.

Com base em análises estatísticas e genéticas, os cientistas estimaram que até 35,8% da variação genética observada no fungo pode ser explicada pela distância geográfica. A pesquisa também identificou sinais de recombinação genética em 80% dos isolados, o que amplia a diversidade e eleva a capacidade do fungo de causar danos.

O pesquisador Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente (SP), reforça que o fator humano tem sido decisivo na disseminação da antracnose. Ele destaca que a grande diversidade genética encontrada dificulta o desenvolvimento de cultivares resistentes, aumentando os desafios para o setor agrícola.

Ensaios laboratoriais conduzidos na Universidade de Salamanca mostraram variações significativas na virulência dos diferentes isolados do fungo. A preocupação principal dos cientistas é que essa evolução possa provocar surtos severos, como os registrados nos Estados Unidos na década de 1970, que resultaram em perdas totais em lavouras de milho em regiões inteiras.

A pesquisa também demonstrou diferenças nos eventos de introgressão genética entre as linhagens. A linhagem norte-americana foi apontada como a mais antiga, tendo servido como intermediária para a disseminação global do fungo. O padrão se assemelha ao de outro patógeno do milho, o Setosphaeria turcica, cuja origem também está ligada ao México.

Como medida preventiva, especialistas da Embrapa Milho e Sorgo recomendam ações integradas de manejo, incluindo uso de cultivares resistentes, rotação de culturas e adubação equilibrada, assim como evitar plantios sucessivos. Essas práticas reduzem o risco de infecção e protegem a produtividade das lavouras.

A descoberta da linhagem ancestral do fungo pode ser decisiva para estratégias de controle, já que essa população funciona como reservatório de genes ligados à resistência. A intensificação do monitoramento genético e o uso de múltiplos genes de defesa são considerados essenciais para mitigar os impactos da antracnose e preservar a segurança alimentar global.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores devem aproveitar oportunidades para 2026



Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa



Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa
Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa – Foto: Leonardo Gottems

Segundo análise da TF Agroeconômica, os preços do milho no Brasil estão em queda neste momento, em função da normalização da Safrinha, que embora tenha iniciado com atraso, foi recuperada a tempo. A expectativa é de uma produção 7,81% superior à anterior, cerca de 9,04 milhões de toneladas a mais, o que garante tranquilidade aos compradores das indústrias de carnes e etanol, mesmo com o aumento da demanda interna. Isso porque houve uma redução de mais de 4 milhões de toneladas nas exportações, redirecionando oferta ao mercado doméstico.

Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa, típico do período de colheita, com forte disponibilidade do grão nos armazéns a partir de julho. A TF destaca que esse comportamento é comum: nos meses de dezembro e janeiro, os preços sobem devido à incerteza climática e geopolítica, e caem gradualmente conforme essas incertezas se dissipam, culminando em um piso durante a plena colheita. A partir do segundo semestre, com a redução dos estoques, os preços tendem a se recuperar.

Diante disso, a recomendação da consultoria é que os produtores aproveitem o atual cenário para fixar o preço de venda na B3 para julho, e recomprar a posição naquele mês, somando ao valor obtido no mercado físico. Essa estratégia pode resultar em um preço final mais vantajoso do que a simples venda direta durante a colheita.

Para a próxima safra 2025/26, cujas colheitas iniciarão em dezembro de 2025 e continuarão com a Safrinha em 2026, o contrato de milho para julho de 2026 na B3 está em R$ 76,93/saca. Apesar de uma leve queda diária, os analistas projetam que, mantendo-se o índice de correção de custos (2,63% ao ano), o lucro poderá ser de aproximadamente 6,78%. A recomendação é que o produtor aproveite os bons preços atuais para fixar parte da produção e garantir cobertura dos custos com margem positiva.

 





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