terça-feira, maio 26, 2026

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Porto de Paranaguá 90 anos. Podem produzir, que nós entregamos


Não basta produzir! É preciso entregar. É preciso ser sustentável, de ponta a ponta da cadeia, com inteligência, tecnologia e inovação.

Com uma atividade primária e industrial diversificada, o Paraná é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Somos o estado com o maior parque agroindustrial do país e destaque no setor metalmecânico, com diversas fábricas de veículos automotores e máquinas agrícolas. O Paraná é referência agroflorestal e ocupa a segunda colocação na extração de celulose e fabricação de papel. Além disso, possui a maior área cultivada de cana-de-açúcar do Sul do Brasil, sendo um dos mais importantes estados do setor sucroalcooleiro, que produz açúcar e etanol. Grande parte de toda essa riqueza é exportada pelo Porto de Paranaguá.

Entre outros destaques, somos o maior exportador de proteína animal do Brasil e o maior porto exportador de carne de frango do mundo. Nossos terminais também são a principal porta de entrada de fertilizantes do país.

No Paraná produzimos comida, energia e bens duráveis e intermediários que atendem não somente o mercado interno, mas também diversos países mundo afora. A depender do produto e do nível de industrialização, chegamos a exportar mais da metade do que produzimos. Isso não seria possível sem uma estrutura logística minimamente adequada, capaz de dar vazão a essa produção voltada à exportação, que hoje sai dos quatro cantos do estado para os quatro cantos do mundo, por Paranaguá.

Ao completar 90 anos de operação, o Porto de Paranaguá, administrado pela Portos do Paraná, empresa eleita por cinco vezes consecutivas “Melhores Portos do Brasil”, está sendo preparado para celebrar o seu centenário. São bilhões de reais em investimentos no porto do futuro, com recursos aplicados em infraestrutura e tecnologia. Somente no “Moegão”, maior obra portuária do Brasil, que vai incrementar o acesso ao porto pelo modal ferroviário, estão sendo investidos mais de R$ 600 milhões.

Ampliar a capacidade, modernizar estruturas e os modelos de contratos, sempre com o interesse público à frente, são objetivos claros que buscam tornar o estado mais forte, com uma economia e um setor produtivo mais eficientes e competitivos. Paranaguá é um porto em franca expansão, com potencial de crescimento a partir de um planejamento estratégico de longo prazo para evitar gargalos e enfrentar os novos desafios que estão por vir. Um ambiente onde gestão e governança são determinantes não como opção, mas como condição à administração portuária.

Nesse sentido, vale destacar a concessão do canal de acesso. Inovação e protagonismo que, assim como no “Moegão”, vêm para garantir maior atratividade ao terminal, proporcionar mais segurança e reduzir custos, do campo à mesa, da produção ao consumo, gerando riquezas e dividendos ao estado e à sua economia. Também está em curso a regularização de áreas precárias, com novos arrendamentos por meio de leilões, que convertem contratos antigos e nocivos em áreas de excelência, modernas e funcionais, conferindo ao Porto de Paranaguá o posto de ser o primeiro, em todo o Brasil, a ter 100% de suas áreas regularizadas para exploração comercial pela iniciativa privada.

Há ainda o investimento que ultrapassa os R$ 2,2 bilhões para a construção do ousado píer em “T”, que ampliará a capacidade de atracamento e abrirá o porto para diversificar ainda mais seu portfólio de operação. Estamos falando de um ativo único, um diferencial competitivo do Paraná e do Brasil frente a uma das principais variáveis de qualquer atividade econômica: a logística. A estrutura vai carregar 4 navios de grande porte simultaneamente. Cada embarcação vai receber 8 mil toneladas de grãos vegetais a cada hora. Hoje, a capacidade é de 3 mil toneladas hora.  

Atualmente, a Portos do Paraná tem um fluxo comercial de exportação e importação com mais de 170 países. De 2019 a 2024, o volume movimentado nos portos do Paraná cresceu 25%, um índice que sofreu influência direta de outro aumento: o da produção nacional de grãos vegetais, que, no mesmo período, cresceu 16%.

Ainda na intenção de dimensionar nossa performance, Paranaguá possui pouco mais de 5 quilômetros de cais, um quarto do tamanho do Porto de Santos, considerado o maior do Brasil e da América Latina. Mesmo com dimensão menor, Paranaguá movimentou, em 2024, mais de 66 milhões de toneladas, o equivalente a 35% do total registrado pelo porto paulista no mesmo período, com 180 milhões de toneladas.

Nunca estaremos prontos, mas sempre estaremos em obras. Assim, podem produzir, que nós entregamos, seja onde for, seja para quem for. E que venham os 100 anos! Porque nós, o Porto de Paranaguá e o Paraná, estamos preparados.

*Luiz Fernando Garcia é diretor-presidente da Portos do Paraná e presidente da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação



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Herbicida inovador é lançado no Peru e está perto do Brasil



“Este registro é um momento pioneiro na inovação agrícola”



"Este registro é um momento pioneiro na inovação agrícola"
“Este registro é um momento pioneiro na inovação agrícola” – Foto: Divulgação

A FMC Corporation anunciou a aprovação regulatória no Peru do herbicida Keenali™, desenvolvido com o ativo inédito Dodhylex™ (tetflupirolimeto). Esta é a primeira autorização global para esse ingrediente ativo e seu produto comercial, marcando um avanço inédito após mais de 30 anos sem novos modos de ação herbicida. Dodhylex™ é o único herbicida reconhecido pelo Comitê de Ação de Resistência a Herbicidas (HRAC) e pela Sociedade de Ciência de Ervas Daninhas da América (WSSA) como pertencente ao Grupo 28.

De acordo com a empresa, o produto Keenali™ será utilizado em arroz Japonica e Indica, oferecendo controle eficaz de plantas daninhas resistentes como o capim-arroz (Echinochloa crus-galli) e o capim-saramola (*Ischaemum rugosum*), com alta seletividade para as culturas. O lançamento comercial no Peru está previsto para agosto, beneficiando um dos mercados de arroz de crescimento mais rápido da América Latina.

A empresa afirma que a tecnologia reflete o compromisso da FMC com a inovação e segurança alimentar, como destacou Ronaldo Pereira, presidente da empresa. Já Juan Ortiz, vice-presidente da FMC na América Latina (exceto Brasil), ressaltou o potencial de mercado da novidade, que pode atender cerca de 10% dos 4,5 milhões de hectares de arroz cultivados na região. A FMC já solicitou registros do Dodhylex™ em países como Brasil, Colômbia e Equador, além de mercados na Ásia e nos Estados Unidos. A empresa reforça seu foco em soluções sustentáveis e eficazes para os desafios da agricultura moderna.

“Este registro é um momento pioneiro na inovação agrícola e o resultado de anos de liderança científica na FMC”, disse Ronaldo Pereira, presidente da FMC Corporation.

 





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Mercado da soja ‘reage’ a cenário externo e incertezas cambiais; confira



Com base nas informações fornecidas pela plataforma Grão Direto, o mercado da soja encerrou a semana acompanhando de perto os desdobramentos na safra norte-americana, a competitividade argentina e os reflexos da guerra tarifária entre China e Estados Unidos.

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Como o mercado da soja se comportou?

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o primeiro relatório da safra 2025/26, indicando que 2% da área destinada à soja já foi semeada. O avanço segue dentro da média histórica, mas o ritmo ainda dependerá das condições climáticas nas próximas semanas.

Exportações

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para cima a estimativa de exportações de soja em abril, agora projetadas em 14,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,2 milhão de toneladas em relação à previsão da semana anterior. O resultado reforça o bom desempenho da logística brasileira e a forte demanda externa.

Argentina

O governo argentino decidiu unificar o câmbio oficial, o que retira o “dólar blend” utilizado nas exportações. A medida busca trazer mais previsibilidade ao mercado e pode estimular a comercialização de soja e derivados, com potencial de tornar o produto argentino mais atrativo no cenário internacional.

A soja no exterior

Na Bolsa de Chicago, o contrato de soja para maio/25 encerrou a semana cotado a US$ 10,36 por bushel, queda de 0,77%. Em contrapartida, o contrato para março/26 subiu 0,58%, fechando em US$ 10,45. O dólar caiu 1,02% frente ao real, terminando a semana cotado a R$ 5,81. No mercado físico, os preços da soja recuaram em diversas regiões, acompanhando o movimento internacional.

Saiba o que esperar

Em março, a China importou 3,5 milhões de toneladas de soja, uma queda de 40% em relação a fevereiro e de 37% frente ao mesmo período do ano passado, segundo a Autoridade Aduaneira Chinesa (GACC).

O recuo é atribuído ao agravamento das disputas comerciais com os Estados Unidos, que levaram à aplicação de tarifas de até 125% sobre produtos norte-americanos. Esse cenário abre espaço para que o Brasil amplie sua participação nas exportações à China, aproveitando uma safra robusta e menor oferta norte-americana.

Além disso, com a unificação cambial, a Argentina busca simplificar o ambiente de negócios e atrair mais exportações, tornando seus grãos, especialmente o farelo de soja, mais competitivos. Como maior exportador global do derivado, o país pode exercer pressão direta sobre os preços e prêmios de exportação brasileiros, com a necessidade de maior atenção do setor nacional.

A moeda norte-americana recuou nos últimos dias, o que reflete expectativas positivas quanto ao ajuste fiscal brasileiro e um cenário externo mais tranquilo. Para esta semana, o dólar deve manter-se próximo dos R$ 5,80, com tendência de estabilidade ou leve queda, salvo novos fatos relevantes no front internacional ou político.

Volatilidade à frente

Após uma semana marcada pela indecisão, o mercado pode enfrentar maior volatilidade nos próximos dias. Ainda se espera uma leve correção nas cotações em Chicago, após os ganhos recentes. Apesar disso, o cenário segue positivo, com fundamentos que favorecem a comercialização no curto prazo.



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Ciclone extratropical levará temporais para 4 estados nesta semana



Uma área de baixa pressão no Paraguai deve se espalhar pelo centro-sul do Brasil entre a quinta e a sexta-feira (24 e 25), trazendo temporais para quatro estados, de acordo com a Climatempo.

Esse fenômeno será intensificado pelo deslocamento de um grande cavado meteorológico nos níveis médios da atmosfera e pela formação de um ciclone extratropical próximo à costa do Sudeste.

Assim, já no decorrer desta quarta-feira (23), temporais são previstos para Mato Grosso do Sul (especialmente na região oeste do estado).

Já na quinta-feira, a chuva forte se espalha pelo território sul-matogrossense, atingindo o centro-sul e o leste do estado e se espalhando para o Paraná, parte de Santa Catarina (sobretudo as localidades mais próximas ao Paraná) e o estado de São Paulo.

Temporais, ventania e granizo

A previsão aponta que, especialmente no Paraná e em São Paulo, há condições para a formação de linhas de instabilidade que, conforme avançam, provocam ventania e granizo. As rajadas nesses estados podem variar de 60 a 80 km/h.

Na sexta-feira (25), a chuva diminui no Sul do Brasil e em Mato Grosso do Sul, mas será frequente em São Paulo. Apesar de o risco de ventania e granizo ser mais baixo, são esperados acumulados elevados, com destaque para as faixas leste e norte do estado, inclusive para a capital paulista.

Segundo a Climatempo, entre quarta e sexta, em virtude dos altos acumulados estimados, há condições para a formação de alagamentos e enchentes. Com isso, pede-se atenção especial às áreas de encosta devido o risco de deslizamentos. Por conta dos ventos fortes, também ressalta-se o potencial de queda de galhos e árvores.



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Brasil pode começar a exportar pescados para a China



De acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, o Brasil está próximo de receber autorização do governo chinês para exportar pescados ao país asiático. Em entrevista ao Canal Rural, o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), Francisco Medeiros, afirmou que a abertura do mercado chinês ao peixe brasileiro, além de positiva, representa também uma oportunidade de negócios para subprodutos do setor.

A China é hoje a maior produtora e exportadora de peixes de cultivo do mundo. Ainda assim, Medeiros considera a possível abertura comercial extremamente favorável.

“Sempre há possibilidade de negócios com subprodutos. Acreditamos que, com essa abertura, conseguiremos negociar farinha e óleo de peixe, produtos que, geralmente, não comercializamos diretamente com a China”, explicou.

O presidente da PeixeBR também destacou a diversidade de espécies amazônicas que o Brasil pode oferecer, como tambaqui, pirarucu e pintado, com potencial para conquistar o mercado chinês.

Segundo Medeiros, as tratativas com o governo chinês são recentes, mas trazem otimismo ao setor. “Quem sabe, a médio ou curto prazo, possamos ver essas oportunidades de negócios se concretizando”, finalizou.

O depoimento completo do presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), Francisco Medeiros, exibido hoje (22) no telejornal Mercado & Companhia está disponível em nossa página no Youtube, acesse!



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Soja Brasil: a conexão do campo e cidade direto de Catalão



A equipe do Soja Brasil chegou à cidade de Catalão, no sudeste de Goiás, município com cerca de 120 mil habitantes que se destaca, também, pelo agronegócio. A produção de soja, milho, trigo e algodão impulsiona a economia local e foi determinante para que a região se tornasse um polo automotivo estratégico no Brasil, ligando o campo à cidade. Confira o programa completo:

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Foi nesse cenário que, em 1998, a Mitsubishi Motors, por meio da HPE Automotores, escolheu Catalão para instalar sua fábrica no Brasil. Desde então, mais de meio milhão de veículos foram produzidos no município, muitos deles voltados ao público do campo. A marca japonesa aposta em tecnologia, robustez e conforto como pilares para atender às necessidades do produtor rural.

O mais recente lançamento da montadora é a nova Triton, uma caminhonete totalmente renovada, com chassi, carroceria, motorização e eletrônica novos. Desenvolvida com tecnologia 100% japonesa e fabricada no Brasil, ela representa um avanço em desempenho e segurança. “Este é um novo carro”, afirma Fernando Julianelli, vice-presidente de Branding e Inovação da Mitsubishi Motors no Brasil. “A ideia é entregar um veículo que entenda o Brasil e quem trabalha nele.”

Pensada para todo tipo de terreno, do asfalto ao barro, a Triton oferece sete modos de tração que garantem desempenho e segurança em qualquer situação. O sistema vai da condução econômica no 4×2 à tração 4×4 integral, ideal para condições climáticas adversas.

A caçamba, com capacidade para até uma tonelada, foi ampliada. A cabine ganhou mais espaço, acabamento refinado e sistemas inteligentes de segurança. Entre os destaques estão a frenagem assistida, câmeras 360º e sensores que evitam colisões, mesmo com manobras equivocadas.

Além da força e durabilidade, a nova Triton entrega conectividade e conforto. O painel é intuitivo, os comandos são acessíveis em qualquer terreno e a caminhonete se conecta aos principais sistemas de navegação e comunicação. Leve para dirigir e robusta para trabalhar, ela aproxima ainda mais a Mitsubishi do produtor rural, da lavoura à cidade.



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Feijão/Cepea: com grande oferta e fraca demanda, preços seguem em baixa



Dados do Cepea indicaram negociações pontuais para os feijões de nota 9 ou superior ao longo da última semana. Os produtores do grão seguem firmes com os preços ofertados pelos lotes de maior qualidade. 

Ainda assim os valores seguiram pressionados devido a grande disponibilidade somada a demanda retraída pelo produto. Ainda de acordo com dados do instituto, a estimativa é de estabilidade para a disponibilidade de feijão para 2025, com uma pequena queda de 0,9%.

A primeira safra, já em fase final de colheita, havia tido 79,2% de sua área total colhida até o dia 13 de abril, de acordo com o Cepea. Apesar disso, a previsão é de que a oferta interna pelo produto ainda seja atendida pelo volume desta colheita.

A perspectiva é que a segunda e terceira safra sejam menores. Em contrapartida, a oferta de feijão preto deve apresentar o maior crescimento anual, de 20%,  de acordo com o centro de estudos,e  deve contribuir para a queda de preços

* Com supervisão de Thiago Dantas



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Maior terminal reefer da América do Sul bate recorde em movimentação de carnes



A empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) comunicou que o complexo atingiu uma nova máxima histórica na movimentação de contêineres refrigerados (reefer) para o primeiro trimestre: foram 35.809 unidades, alta de 17% em comparação com o registrado para o mesmo período do ano passado. De acordo com o TCP, o Terminal é considerado o maior corredor de exportação de carne de frango do mundo e bateu recorde ampliando a participação de mercado nos embarques neste primeiro trimestre, chegando a 44% do share nacional.

Levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa) com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apontam que o Brasil exportou 1,387 milhão de toneladas (+13,7%) do produto entre janeiro e março, gerando uma receita de US$ 2,587 bilhões (+20,8%). Neste período, a TCP exportou um total de 610 mil toneladas de carne de frango.

Maiores importadores e exportadores da carne de frango

Os principais compradores em março foram a China, com 46,4 mil toneladas importadas (+19,3%), e Arábia Saudita, com 40,5 mil toneladas (+15,7%). Os estados que mais se destacaram nas exportações foram o Paraná, com 192,3 mil toneladas embarcadas (+11,6%), e Santa Catarina, com 106,1 mil toneladas (12,1%).

Nas exportações de carne bovina, a TCP bateu um novo recorde para o primeiro trimestre, ao registrar uma participação de mercado de 32% nos embarques do produto.

Segundo boletim da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), com base nos dados da Secex, o Brasil exportou 676 mil toneladas (+12,8%) de carne bovina, gerando uma receita de US$ 3,22 bilhões (+22,1%). Já a TCP embarcou 217 mil toneladas em 2025, alta de 53% em relação às 142 mil toneladas registradas entre janeiro e março de 2024.

Maiores importadores e exportadores de carne bovina

Os principais destinos da carne bovina brasileira no primeiro trimestre foram a China, com 284,3 mil toneladas importadas, e os Estados Unidos, com 88 mil toneladas. Os estados brasileiros que se destacaram nas exportações foram São Paulo, Mato Grosso e Goiás.

Em junho de 2024, a TCP concluiu as obras de expansão do seu pátio reefer, área destinada ao armazenamento de contêineres refrigerados, como os utilizados no transporte de carnes e congelados. Com um aumento de 45% no número de tomadas, que passou de 3.624 para 5.268, o Terminal de Contêineres de Paranaguá possui o maior pátio reefer da América do Sul.



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Sojicultor perde com valorização do Real?


Segundo análise da TF Agroeconômica, o agricultor brasileiro já está enfrentando perdas nesta safra devido às tarifas dos EUA sobre a China e à valorização do real frente ao dólar. Embora o país esteja recebendo mais dólares por tonelada de soja (US$ 11,3/t), a conversão para a moeda nacional tem gerado prejuízos, como queda de R$ 1,41 por saca, devido à desvalorização do dólar no mercado externo. Ainda que a demanda chinesa costume migrar para o Brasil entre abril e setembro, há risco de mudanças com um possível acordo entre EUA e China antes de setembro.

“Em linha com o que dissemos na semana passada, a demanda chinesa viria para o Brasil nesta época, entre abril e setembro com ou sem as tarifas de Trump, simplesmente porque é a entressafra americana de soja e plena safra brasileira. Então, as tarifas têm apenas um efeito relativo sobre a soja (seria muito maior se fosse durante a safra americana). O perigo é justamente este intervalo de seis meses em que, depois de idas e vindas, os EUA e China cheguem a algum acordo antes de setembro e as tarifas sejam reduzidas para a próxima temporada”, comenta.

Para a próxima safra, a TF Agroeconômica destaca que as cotações em Chicago continuam oferecendo lucros expressivos, com margens de até 30,38% registradas no fechamento da última sexta-feira. A recomendação é que os produtores aproveitem o momento favorável, mas sem vender no físico. Em vez disso, a orientação é realizar hedge na B3 (Bolsa de São Paulo), que espelha as cotações de Chicago.

Essa estratégia de venda no mercado futuro é considerada mais segura, pois protege o produtor em caso de quebra de safra. Mesmo que não consiga colher o volume total, o ganho na Bolsa ajuda a cobrir parte dos custos, evitando perdas totais como as de quem não faz hedge. O relatório ainda reforça que maio de 2026 já apresentou excelentes oportunidades de lucro para quem acompanhou o mercado.

“Se você colher 100%, ótimo, terá garantido um lucro excelente sobre todo o volume que fez hedge na Bolsa. Se não colher, a Bolsa lhe renderá uma parte do custo que teve para produzir aquelas sacas que a seca consumiu, sobre as quais o seu vizinho, que não fez esta operação, vai perder 100% e você, não”, conclui.

 





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Quarta-feira terá chance de frio recorde em SP



Por causa de uma massa de ar polar, boa parte do centro-sul do Brasil amanheceu com temperaturas baixas nesta terça-feira (22). A cidade de São Paulo igualou, hoje, o recorde de frio de 2025 com a mínima registrada de 15,4°C na estação do Mirante de Santana. A temperatura é a mesma registrada no município no dia 6 de abril. A Climatempo informa que há chance para recorde nesta quarta-feira, com mínima prevista de 14°C na capital paulista.

Os termômetros em muitas cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná registram temperaturas mínimas abaixo dos 10° C. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o município de São José dos Ausentes (RS) começou a terça-feira com 6,4° C.

Cambará do Sul registrou 6,8°C. A cidade de São Joaquim, na serra catarinense, obteve 7,9°C na manhã de hoje.

Frio prossegue

A atuação do sistema de alta pressão responsável por carregar a massa de ar polar deve continuar mantendo o tempo firme em praticamente toda a Região Sul, além de impedir a elevação mais significativa das temperaturas ao longo do dia – pode chover com fraca a moderada intensidade e a nebulosidade ainda fica mais presente no litoral do PR.

Região Sudeste, ainda continua sob influência da circulação de ventos mais frescos associados à área de alta pressão que atua no Brasil, o tempo segue mais firme na maior parte dos estados, com chuva fraca ocasional em alguns pontos do litoral e sul de SP, sul do RJ e litoral do ES, em virtude justamente desta entrada de umidade. Temperaturas seguem mais amenas nas capitais.

Condição ainda de tempo instável no interior da Bahia, colaboram para a umidade no noroeste e norte de Minas Gerais, dia marcado por nebulosidade variável e chance de algumas pancadas mais fortes à tarde.

Na Região Centro-Oeste, o tempo segue firme em boa parte do centro-sul e oeste de Mato Grosso do Sul ainda sob certa influência da circulação de ventos associados ao sistema de alta pressão que atua sobre o Sul e Sudeste do país – chance de pancadas mais concentradas no norte do estado, podendo vir com força e acompanhada por raios e rajadas de vento.

A condição de chuva moderada a forte ainda é alta ao longo da terça entre Mato Grosso e noroeste de Mato Grosso do Sul, mas o ar segue abafado e o calor continua. Entre o estado de Goiás e o Distrito Federal, o tempo segue instável, mas sem condições para chuva forte.

Chuva

Aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a chuva mais expressiva em toda a costa norte do Brasil. Alerta de temporal desde o Amapá até o litoral do Ceará. As capitais, Macapá (AP), Belém (PA), São Luís (MA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE) permanecem com risco alto de chuva a qualquer momento.

A circulação de ventos marítimos após o deslocamento da frente fria mantém a chuva sobre o litoral da Bahia e a situação é de perigo para chuva forte e volumosa na região do recôncavo baiano.

Áreas do sertão e agreste seguem com maior predomínio de tempo firme. Combinação de calor e umidade, deixando o tempo instável em mais áreas do Norte do Brasil, com atenção do Acre ao Tocantins para pancadas fortes com raios.



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