sábado, maio 23, 2026

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Dia do Milho celebra importância cultural, econômica e nutricional do cereal mais cultivado no mundo


Neste 24 de maio, o Dia Nacional do Milho celebra um dos alimentos mais versáteis e essenciais da agricultura brasileira. Presente em receitas típicas, na alimentação animal, na indústria alimentícia e até farmacêutica, o milho vai muito além das espigas que vemos nas festas juninas. O Brasil é hoje um dos maiores produtores e exportadores mundiais do cereal, com destaque para sua produtividade, potencial de crescimento e inovação tecnológica.

Do grão à espiga: a jornada do milho no campo

Tudo começa com a semente. No Brasil, o melhoramento genético é responsável por até 50% do aumento de produtividade das lavouras, que saltaram de 2,5 para 6 toneladas por hectare em três décadas. Em algumas regiões, essa média chega a ultrapassar 11 toneladas por hectare, e casos pontuais atingem 14 toneladas, evidenciando a eficiência do sistema produtivo e o avanço da pesquisa agrícola.

A expansão da cultura é promissora. Enquanto nos Estados Unidos cerca de 40% da produção é destinada ao etanol, no Brasil esse percentual ainda é de 18%, com 24 usinas em operação e novas unidades em construção. A combinação de clima, solo e tecnologia coloca o país como um dos principais polos de crescimento global do setor.

Um alimento rico em história e nutrientes

De origem indígena caribenha, a palavra “milho” significa “sustento da vida” — e não é à toa. Cada 100 gramas de milho contêm cerca de 360 kcal, aproximadamente 20% das necessidades calóricas diárias de um adulto. Ao contrário do arroz e do trigo, o milho não perde sua casca durante a industrialização, conservando assim suas fibras, fundamentais para a saúde intestinal.

O grão ainda é fonte de vitaminas A e do complexo B, além de ferro, cálcio, óleo vegetal, celulose e açúcares naturais. Tanto que o Ministério da Saúde incorporou ferro e vitamina B9 (ácido fólico) à farinha de milho para combater deficiências nutricionais como a anemia e a mielomeningocele.

Na mesa, no copo e até na farmácia

O milho está presente de inúmeras formas no cotidiano. No Nordeste brasileiro, por exemplo, ele reina absoluto nas lavouras e na culinária, com pratos típicos como canjica, pamonha, cuscuz, polenta, mingaus e bolos. No Brasil, apenas cerca de 5% da produção é consumida diretamente pela população, mas o restante chega ao prato de forma indireta, principalmente através da carne bovina, suína, de aves e peixes alimentados com ração à base de milho.

A versatilidade do milho também se reflete nos produtos industrializados. Ele está presente em balas, biscoitos, pães, chocolates, cervejas, uísques (como o Bourbon), salsichas, geleias, maioneses, sorvetes e até em medicamentos, com mais de 85 antibióticos diferentes utilizando o milho como base na indústria farmacêutica.

A cultura do milho como patrimônio cultural e econômico

Mais do que alimento, o milho é parte da cultura brasileira. Ele é estrela das festas juninas e símbolo da agricultura familiar. Cada “cabelo” da espiga — que, na verdade, são estruturas responsáveis pela polinização — representa o processo natural de reprodução e riqueza biológica do cereal.

Além disso, o potencial produtivo do milho pode ultrapassar 26 toneladas por hectare, o que reforça o papel estratégico do grão na segurança alimentar e no desenvolvimento econômico do país.

 





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Você viu? Sindi transforma fazenda de Ribeirão Preto em referência nacional


A raça Sindi tem revolucionado a pecuária em diversas regiões do Brasil e transformou a Fazenda Porangaba, localizada em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, em referência nacional na criação zebuína.

Leia a reportagem do projeto do Canal Rural Giro do Boi — originalmente escrita por Fábio Moitinho — e assista ao vídeo abaixo com os detalhes dessa história:

A propriedade, liderada pela médica-veterinária Helena Curi, vem se destacando com resultados consistentes tanto em corte quanto em leite, graças à aposta certeira no cruzamento do Sindi com o Nelore.

A trajetória de sucesso começou em 2004, quando a família de Helena — apaixonada por zebuínos — decidiu experimentar o cruzamento das duas raças.

Na época, a fazenda enfrentava os desafios típicos do manejo extensivo, com escassez de alimento na seca, ausência de suplementação e monta natural.

Foi o vigor do F1 Sindi x Nelore, apelidado de “SindiNel”, que despertou o entusiasmo: mesmo sob condições adversas, os bezerros apresentaram precocidade, rusticidade e desempenho superiores aos cruzamentos anteriores.

Campeã nacional e rebanho adaptado à seca

Grande campeã da Raça Sindi na Expozebu 2024Grande campeã da Raça Sindi na Expozebu 2024
Izzy Porangaba, a Grande Campeã da Raça Sindi na ExpoZebu 2024, em Uberaba. Foto: Reprodução

Do cruzamento ao trabalho com animais puros de origem (PO), a raça Sindi cresceu na Porangaba e conquistou títulos nacionais, como a recente grande campeã da ExpoZebu 2024, em Uberaba, Minas Gerais.

Segundo Helena, esse desempenho é fruto da genética adaptada e de um sistema produtivo que exige eficiência a campo.

“Eu mesma fiz a cura do umbigo da campeã quando ela nasceu. Ela é cria nossa, HLCS. É um orgulho ver que esse animal rústico, dócil e funcional está provando o seu valor”, destacou Helena.

A rusticidade do Sindi ficou evidente em condições extremas, como nas geadas que atingiram a região de Ribeirão Preto. Mesmo com a pastagem seca, os animais mantiveram bom escore corporal, mostrando resistência ao estresse ambiental.

Cruzamento que dá retorno rápido

Fêmeas SindiNel cruzamento de Sindi e NeloreFêmeas SindiNel cruzamento de Sindi e Nelore
Fêmeas SindiNel, cruzamento de Sindi e Nelore. Foto: Divulgação Fazenda Porangaba

O Sindi é altamente eficiente em sistemas de baixa tecnologia, permitindo ganho de peso com menor custo.

“Em 60 dias de cocho, conseguimos abater animais SindiNel com 18 a 20 arrobas. Em confinamento mais longo, chegamos a 24 arrobas com 59% de rendimento de carcaça em animais com até dois dentes”, revelou Helena.

Esse ciclo mais curto e econômico é uma das grandes vantagens para quem busca produtividade com sustentabilidade.

E mais: o Sindi também tem excelente potencial leiteiro, com produção elevada mesmo em sistemas a pasto, sendo ideal para cruzamentos com raças como Jersey e Holandês.

Sindi conquista novos criadores

Reconhecida pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) como a raça zebuína que mais cresce no país, o Sindi vem ganhando espaço inclusive entre pequenos e médios produtores.

Sua origem paquistanesa garante rusticidade, resistência a parasitas, tolerância ao calor e capacidade de conversão alimentar com eficiência.

A Fazenda Porangaba, hoje com base genética consolidada, promove a raça por meio de redes sociais, vídeos e projetos de extensão rural, incentivando novos criadores a testarem o potencial do Sindi.



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agro emprega 26% do país


Reconhecido como o Dia do Trabalhador Rural, 25 de maio foi instituído em homenagem à data de morte do ex-deputado gaúcho Fernando Ferrari, autor do Estatuto do Trabalhador Rural, na década de 1960.

Atualmente, o agronegócio brasileiro segue como um dos principais motores da economia nacional, empregando 28,4 milhões de pessoas, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Esse número representa 26% do total de ocupações no país entre julho e setembro de 2024 — dado que reforça a relevância do setor para a geração de renda em todas as regiões.

Para efeito de comparação, o estado de São Paulo, maior centro econômico do Brasil, registrou 24,7 milhões de empregos no mesmo período, conforme dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), ou seja, o agro, sozinho, emprega mais pessoas do que todo o estado paulista.

Ainda assim, o setor precisa atenuar a grande informalidade dos trabalhadores que lidam diretamente com a produção rural, dos que seguem na linha de frente no trato com a terra.

Digitalização do agro

Tecnologias no campo - tendências para 2025
Foto: Divulgação

Além da força no campo impulsionada por cada trabalhador rural, o agronegócio vive um novo ciclo impulsionado pela digitalização e pela valorização de áreas como logística, tecnologia, gestão e serviços técnicos.

Essa transformação tem multiplicado as oportunidades de trabalho, exigido novos perfis e impulsionado os salários em posições-chave do setor.

“O avanço da digitalização no setor agrícola tem sido um dos principais fatores para esse crescimento, conectando toda a cadeia produtiva a novas possibilidades de negócios e criando novas demandas por profissionais especializados. Esse processo de transformação digital tem impulsionado não apenas a produtividade no campo, mas também a ampliação das oportunidades de atuação em diferentes áreas do agronegócio”, afirma o chief commercial officer da Orbia, Robson Rizzon.

Segundo o Guia Salarial de Agro 2024, elaborado pela consultoria Fox Human Capital, os salários no setor refletem essa nova fase de maturidade e profissionalização. Um CEO do agro pode receber de R$ 60 mil a R$ 200 mil mensais, com média de R$ 130 mil.

Já os representantes técnicos de vendas, que atuam na linha de frente com os produtores, recebem entre R$ 8 mil e R$ 18.645, com média de R$ 13.842,50.

A área comercial, por sua vez, mantém-se aquecida independentemente das oscilações econômicas, com alta demanda contínua por profissionais. “Esse é um dos poucos segmentos que seguem contratando mesmo em tempos de retração, pois estão diretamente ligados ao desempenho das empresas”, destaca Rizzon.

Segundo ele, um exemplo do impacto da digitalização nesse cenário são os marketplaces agrícolas, que revolucionaram o acesso a insumos, benefícios e soluções financeiras. Além de facilitar a rotina dos produtores, essas plataformas criam novas oportunidades de negócios para distribuidores, cooperativas, técnicos, consultores e representantes.

“Esse modelo de negócio não só impulsiona a produtividade no campo, mas também gera novas possibilidades para diferentes perfis profissionais dentro e fora da porteira”, ressalta o executivo. Ele destaca que distribuidores e cooperativas passaram a atuar de forma mais estratégica, enquanto os RTVs ampliaram sua atuação.

Força de trabalho multidisciplinar

A maior complexidade das operações no campo e nas indústrias do setor tem exigido equipes multidisciplinares e fortalecido a criação de empregos nas pontas mais técnicas da cadeia, algo ressaltado em todos os eventos e feiras agrícolas do setor.

“Com o avanço da tecnologia, o agronegócio brasileiro não apenas fortalece sua posição como um dos maiores empregadores do país, mas também diversifica as funções disponíveis e cria novas oportunidades, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento econômico. É esse protagonismo que celebramos no Dia do Trabalhador Rural”, finaliza Rizzon.



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Chuva superior a 100 mm e temperaturas de 3°C marcam a semana



A previsão do tempo entre a segunda (26) e sexta (30) indica chuva forte para diversas áreas, com volumes de 100 mm, além de baixas temperaturas em algumas partes do país. Confira e comece a semana bem informado sobre o clima.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O Rio Grande do Sul deve ter o início da semana com instabilidades, com destaque para fortes pancadas de chuva entre as porções central e oeste do estado. Isso acontece por conta de um sistema de baixa pressão posicionado sobre o interior do continente e a circulação de ventos em baixos níveis da atmosfera. Condição para chuva também no extremo sul de Santa Catarina e Paraná. O restante do território paranaense segue com predomínio de tempo firme.

Atenção para o risco de queda de granizo e rajadas de ventos intensas acima de 70 km/h nos três estados entre terça e quarta (27 e 28). Alerta de frio intenso a partir de quarta-feira até o final de semana em toda a Região devido ao avanço de uma massa de ar polar proveniente do bombeamento de ar frio de um ciclone extratropical que se formará entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul.

Risco de geada entre quarta e sexta nas áreas de baixada gaúcha e catarinense, bem como no centro-sul paranaense, locais onde a temperatura mínima deve ficar abaixo de 3°C. Em cinco dias, o volume de chuva no oeste gaúcho pode ultrapassar os 100 mm. Para o restante do estado, para Santa Catarina e Paraná, o volume de chuva gira em torno de 50 mm.

Sudeste

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais seguem com predomínio de tempo firme, com sol entre algumas nuvens durante o dia. Contudo, temperaturas são esperadas à tarde nos três estados. Já no Espírito Santo, a circulação de ventos úmidos vindos do oceano deve estimular a ocorrência de pancadas de chuva sobre a faixa litorânea capixaba. Não estão descartados episódios de chuva forte mais localizada.

A frente fria avança na região entre quarta e quinta-feira, levando chuva para áreas produtoras. O acumulado da semana fica entre 30 mm e 40 mm em São Paulo, centro-sul mineiro, no Rio de Janeiro e Espírito Santo, ajudando a elevar a umidade do ar e do solo. Atenção para queda de temperatura no centro-sul paulista, onde a temperatura mínima pode ficar abaixo dos 10°C entre quinta e sexta-feira (29 e 30), mas sem risco para geada.

Centro-Oeste

Pancadas de chuva com raios no extremo noroeste de Mato Grosso devem ocorrer pela circulação de umidade e algumas perturbações em níveis mais elevados da atmosfera. Nas demais regiões do estado, assim como em Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, predomínio de tempo firme. Atenção para tempestades entre terça e quarta-feira devido ao avanço de uma frente fria na região, que levará umidade para o três estados, com acumulados que devem chegar até 80 mm.

Atenção para queda brusca de temperatura a partir de quinta-feira (29), quando o sul de Mato Grosso do Sul fica sob risco de geada, com mínimas abaixo de 4°C. Nas demais áreas do estado, bem como no sul goiano e mato-grossense, a mínima deve ficar abaixo de 10°C. Atenção para o risco de hipotermia no gado.

Nordeste

O começo da semana ainda ficará marcado pela ocorrência de chuva na faixa litorânea da costa leste nordestina. Destaque para precipitações mais expressivas no litoral da Bahia, de Sergipe e Alagoas. Condição para chuva isolada entre o litoral do Maranhão e do Piauí. Áreas do sertão e agreste com predomínio de tempo mais aberto.

O acumulado de chuva nos próximos dias ainda se concentra na faixa leste dos estados da Bahia, de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba e do Rio Grande do Norte, com cerca de 50 mm. Nos próximos cinco dias, tempo quente e seco no oeste baiano e firme no Maranhão, Piauí e Ceará.

Norte

Chuva pesada no Amapá e litoral do Pará pela aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Entre o Amazonas e Roraima, a presença de umidade também mantém instabilidades, com previsão fortes precipitações na região. Rondônia com condições para pancadas de chuva isoladas, Acre e Tocantins com maior predomínio de tempo aberto.

Em cinco dias o volume de chuva no Acre, Rondônia, centro norte do Pará e centro do sul do Amazonas deve ficar em torno dos 50 mm. Atenção para chuva volumosa no norte amazonense, Roraima, noroeste paraense e no Amapá, com mais de 100 mm nos próximos dias, prejudicando trabalhos em campo e danificando rodovias.

Tempo quente e seco no estado do Tocantins, o deve continuar deixando as lavouras sob restrição hídrica e estresse térmico. Não há projeção do retorno de umidade para o estado.



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Delegação da China visita AgroBrasília durante Dia Internacional


A 25ª edição da Feira AgroBrasília recebeu, nesta sexta-feira (23), uma delegação oficial da Embaixada da China para uma visita de campo ao Parque Tecnológico Ivaldo Cenci. A comitiva, formada por 29 integrantes, contou com a presença da embaixatriz da República Popular da China no Brasil, além de secretários e conselheiros da representação diplomática. A visita integrou a programação do Dia Internacional AgroBrasília, promovido no terceiro dia da feira.

Durante o encontro, os diplomatas participaram de um tour guiado por instalações estratégicas do evento, como a sede da Embrapa Cerrados, os espaços da Aprosoja e da Emater-DF. A atividade buscou apresentar a estrutura do agronegócio regional e ressaltar o papel da feira como vitrine internacional de tecnologias aplicadas ao campo e de soluções sustentáveis desenvolvidas no Planalto Central.

Além da China, representantes de mais de 20 embaixadas compareceram à feira, participando de cerimônia oficial e de uma caminhada pelo Parque Tecnológico. Na ocasião, os diplomatas visitaram estandes de empresas, produtores e instituições de pesquisa. Entre os países presentes estavam Argentina, Camboja, Israel, Myanmar, Nepal, Nigéria, República Democrática do Congo, Nova Zelândia, República Dominicana, República Tcheca, Rússia, Alemanha, El Salvador, Belarus, Uruguai, Haiti, Turquia, Venezuela, Trinidad e Sri Lanka.

A coordenadora da área internacional da AgroBrasília, Ana Paula Cenci, destacou o objetivo da ação. “A AgroBrasília busca proporcionar às delegações internacionais uma imersão na tecnologia e na realidade do campo brasileiro, reforçando laços institucionais e comerciais”.

O Dia Internacional foi promovido pela AgroBrasília com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da Embrapa Cerrados, da Secretaria de Relações Internacionais do Governo do Distrito Federal e da Emater-DF.





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Preços reagem, sojicultor negocia e alta do dólar impulsiona mercado no Brasil



A semana foi marcada por uma recuperação nos preços internos da soja e por maior movimentação no mercado brasileiro. A combinação entre a valorização do dólar e o avanço dos contratos futuros em Chicago estimulou a retomada dos negócios no país.

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Segundo Rafael Silveira, consultor da Safras & Mercado, os produtores aproveitaram os momentos favoráveis para fechar novas vendas. ”O produtor tem se mostrado mais ativo, aproveitando para abrir espaço nos armazéns visando o milho que vem pela frente. As negociações ocorreram tanto no porto quanto com a indústria, que segue com boa demanda por soja”, afirma.

Em diversas regiões, os preços superaram a paridade de exportação, indicando maior competitividade entre os compradores. “No oeste do Paraná, por exemplo, os valores praticados estão acima do esperado para o nível de paridade”, destaca Silveira.

Confira a variação semanal de preços de soja em algumas praças:

  • Passo Fundo (RS): de R$ 129,50 para R$ 130,00
  • Rondonópolis (MT): de R$ 114,50 para R$ 115,00
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 134,00 para R$ 134,50

Mercado de soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho subiram 0,9% na semana, cotados a US$ 10,59 1/2 por bushel nesta sexta-feira, 23. O movimento foi impulsionado por preocupações com o clima na Argentina, incertezas em torno do mandato do biodiesel nos Estados Unidos e atrasos no plantio norte-americano.

Câmbio

O câmbio também contribuiu. O dólar comercial teve valorização de 0,79% na semana, chegando a R$ 5,7132 na manhã desta sexta. A alta foi influenciada por dúvidas fiscais no Brasil e pela possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos contra a União Europeia, o que sustentou a moeda americana e, por consequência, a competitividade da soja brasileira no exterior.



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Soluções naturais fortalecem a produção de peixes


O crescimento da produção de peixes no Brasil, que em 2024 atingiu 968,7 mil toneladas, representa um avanço de 9,2% em relação ao ano anterior e reforça a importância da aquicultura como fonte estratégica de proteína animal. Atenta a esse cenário, a Phibro Saúde Animal leva à Aquishow Brasil 2025, em Uberlândia (MG), soluções inovadoras que combinam ciência, tecnologia e sustentabilidade.

Entre os principais destaques está a linha PhiShield, composta por vacinas autógenas desenvolvidas a partir de patógenos específicos de cada piscicultura. Com estrutura laboratorial moderna e recursos de diagnóstico molecular, a empresa oferece proteção personalizada para os desafios sanitários do setor, contribuindo para a saúde dos animais e a produtividade das fazendas.

“Nosso objetivo é desenvolver soluções únicas para os desafios dos nossos clientes”, afirma Eduardo Urbinati, Gerente de Negócios Aqua. “Com ação imunomoduladora e antioxidante, o PAQ-Protex fortalece as defesas naturais dos animais, promovendo saúde, bem-estar e melhor desempenho zootécnico, o que se reflete em menor uso de antimicrobianos e maior produtividade”, destaca Bruna Castro, Coordenadora de Território Aqua.

No portfólio nutricional, o PAQ-Protex se destaca por ser o primeiro melhorador de desempenho para aquicultura aprovado pelo MAPA. Formulado com compostos naturais, como saponinas e polifenóis de Quillaja saponaria e Yucca schidigera, o produto atua como imunomodulador e antioxidante, fortalecendo as defesas dos animais e reduzindo a necessidade de antimicrobianos.

“A Aquishow é um dos mais importantes eventos da piscicultura brasileira e, neste ano, ocorre em um polo estratégico da tilapicultura nacional. Para a Phibro, é essencial esse contato direto com mais de 6 mil produtores que estarão presentes”, conclui Eduardo.





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RS conclui ronda em Montenegro e inicia novo ciclo de controle



A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) concluiu nesta sexta-feira (23) a terceira rodada de visitas às propriedades rurais localizadas em um raio de três quilômetros do foco confirmado de gripe aviária em Montenegro (RS). A ação envolveu 19 propriedades com presença de aves.

Neste sábado (24), o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) dará início ao segundo ciclo de visitas nas 255 propriedades situadas no raio de até dez quilômetros do foco. O trabalho segue as diretrizes do Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária, que determina revisitas a cada três dias nas áreas mais próximas e a cada sete dias nas propriedades mais distantes.

Segundo Rosane Collares, diretora do DDA, as ações fazem parte do protocolo de contenção da doença. A gripe aviária é uma enfermidade viral que afeta aves e pode ser transmitida a mamíferos, incluindo humanos, por contato com animais infectados, água ou materiais contaminados.

A partir desta sexta, o monitoramento passou a contar com quatro barreiras sanitárias operando 24 horas. Duas delas estão localizadas nas estradas vicinais dentro do raio de três quilômetros. A barreira ao norte da RS-124 e o ponto de bloqueio principal seguem ativos. Desde o início das ações, 3.337 veículos foram abordados e submetidos à desinfecção.

As atividades de educação sanitária continuam nos municípios da região. A Seapi reforça que o consumo de carne de aves e ovos permanece seguro, pois a doença não é transmitida por alimentos.

Casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente por meio da inspetoria local, sistema e-Sisbravet ou WhatsApp (51) 98445-2033.



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Seis startups vencedoras do edital de inovação são apresentadas na AgroBrasília 2025


Tecnologia, sustentabilidade e soluções para o campo foram os destaques da apresentação dos seis projetos selecionados no edital de inovação promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com a Coopa-DF. O evento ocorreu nesta quinta-feira (22), no AiTec, espaço de tecnologia e inovação da AgroBrasília 2025.

As startups vencedoras receberão, cada uma, um aporte de R$ 150 mil para desenvolver soluções aplicadas diretamente no campo, com prazo de 12 meses para implementação. A expectativa é que os resultados sejam apresentados na próxima edição da feira, em 2026.

Durante a apresentação, Isabela Mendes Gaia, gerente de Difusão de Tecnologias da ABDI, destacou a importância da iniciativa para fortalecer o ecossistema de inovação regional. “É uma alegria muito grande estar aqui. A gente vê o quanto a inovação tem crescido na AgroBrasília, muito pelo esforço da cooperativa, da feira. Isso mostra como a coordenação de ações no ecossistema tem ajudado a impulsionar esse crescimento”, afirmou.

Ela também ressaltou que o momento é de colocar as ideias em prática. “Agora entramos na fase de implementação. As startups estão bastante animadas, e vimos a qualidade das soluções que vêm por aí. São tecnologias que já estão sendo aplicadas em outros lugares e, agora, vão gerar impacto aqui também. É trazer a tecnologia cada vez mais próxima do produtor rural, gerando eficiência, produtividade e competitividade”, completou Isabela.

Franceska Censi, integrante do Conselho de Administração da Coopa-DF, afirmou que a cooperativa se sente honrada em participar do processo. “Estamos muito lisonjeados. É uma grande satisfação poder apoiar essas startups, acreditar nos projetos e ajudá-los a acontecer”, destacou. Para Franceska, o sucesso da iniciativa é fruto de uma construção coletiva. “É um projeto que começou no início do ano, com a assinatura dos contratos, e que só é possível graças à parceria com a ABDI e ao empenho de todos os envolvidos.”

As seis startups vencedoras desenvolverão soluções nas seguintes categorias: controle de máquinas agrícolas; gestão na pecuária; controle de pragas e doenças; armazenamento e pós-colheita; irrigação e gestão hídrica; e prevenção às mudanças climáticas. A expectativa, agora, é acompanhar de perto a implementação das tecnologias no campo e, no próximo ano, conferir os resultados que prometem transformar ainda mais a realidade do agronegócio no Planalto Central.





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Governo lança Programa Solo Vivo para restaurar solos e apoiar agricultura familiar



O governo federal lançou neste sábado (24), em Campo Verde (MT), o Programa Solo Vivo. A iniciativa busca recuperar áreas de solo degradado, aumentar a produtividade e reduzir desigualdades na produção rural, com foco na agricultura familiar.

A cerimônia aconteceu no assentamento Santo Antônio da Fartura, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu discurso, ele destacou a importância de garantir acesso igualitário a insumos e tecnologia para pequenos produtores. O presidente também defendeu a valorização da produção voltada para o consumo familiar como forma de garantir segurança alimentar e justiça social no campo.

Na primeira etapa, o Solo Vivo contará com um investimento de R\$ 42,8 milhões, beneficiando entre 800 e 1.000 famílias de dez assentamentos em diferentes regiões do estado. Os agricultores receberão suporte técnico para restaurar a fertilidade do solo, aumentar a produção, gerar renda e manter-se de forma sustentável no campo.

O evento também marcou a entrega de máquinas agrícolas pelo Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais, uma parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A ação contempla 38 municípios mato-grossenses.

Além disso, 78 títulos de domínio foram entregues a famílias dos assentamentos Santo Antônio da Fartura, em Campo Verde, e Salete Strozac, em Guiratinga. As propriedades tituladas totalizam 1.764,86 hectares, com investimento superior a R\$ 397 mil. A titulação garante segurança jurídica e representa um passo importante para o desenvolvimento rural no estado.

Durante o evento, o ministro Carlos Fávaro destacou o avanço na abertura de mercados internacionais para produtos do agronegócio brasileiro. Segundo ele, o Brasil já alcança mais de 1,1 bilhão de toneladas produzidas nesta safra, com 374 novos mercados abertos para exportação.

As ações do Programa Solo Vivo são realizadas em parceria com a Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Mato Grosso (Fetagri-MT) e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).



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