sábado, maio 23, 2026

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Semana do MEI 2025 tem ações em todo o estado de São Paulo


O Sebrae-SP realiza a Semana do MEI entre 26 de maio e 1º de junho. A programação reúne atividades online e presenciais em todo o estado de São Paulo.

Os temas incluem marketing, vendas, finanças e gestão de pessoas, entre outros.

Acesse aqui e confira a agenda completa do Sebrae.

Durante o evento, o Sebrae Móvel estará em 34 cidades com 51 ações presenciais.

A iniciativa garante atendimento até mesmo em 14 cidades que ainda não têm unidades fixas. Assim, o Sebrae-SP cobre 100% do estado.

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Na capital, equipes estarão em estações do metrô como Sé, Luz, Tatuapé, Itaquera, Barra Funda e Jabaquara.

Em cada ponto, o atendimento será gratuito e em local de fácil acesso. Os horários e locais estão na programação.

Fique atento!

O MEI é a forma mais simples de se formalizar e obter um CNPJ, com acesso a benefícios como nota fiscal, crédito e previdência.

Para o MEI Rural, o limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano (ou R$ 6.750 por mês de atividade). Por isso, é essencial manter o controle financeiro em dia.

Formalizar-se é um passo importante e o Sebrae está pronto para ajudar nessa jornada.



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Brasil tem 18 investigações de suspeita da doença em andamento



O Brasil segue com 18 investigações de suspeita de gripe aviária em andamento, conforme atualização feita na noite deste domingo (25), às 19h, na plataforma do Ministério da Agricultura. O balanço da tarde, divulgado às 13h, já apontava o mesmo número de investigações em andamento, cujas coletas de amostra ainda não têm resultado laboratorial conclusivo.

Até a manhã deste domingo, eram 20 casos de investigação. Essas investigações são corriqueiras no sistema de defesa agropecuária nacional, já que a notificação é obrigatória. A influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é uma doença de notificação obrigatória imediata aos órgãos oficiais de defesa sanitária animal do país.

Produtores rurais, técnicos, proprietários, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais devem notificar imediatamente os casos suspeitos da doença ao Serviço Veterinário Oficial (SVO).

O Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura.

No Rio Grande do Sul, onde foi confirmado, no município de Montenegro, o primeiro caso de gripe aviária em granja comercial do país, propriedades rurais dentro de um raio de dez quilômetros do foco receberam, neste fim de semana, a segunda visita da vigilância feita por fiscais estaduais agropecuários e técnicos agrícolas.

No total, o Brasil já registrou 164 casos da doença em animais silvestres e três focos em produção de subsistência, de criação doméstica, além de um em produção comercial.



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como a soja encerrou a semana


No estado do Rio Grande do Sul, o mercado da soja reagiu com prêmios mais firmes, mas incertezas sobre dívidas limitam avanço dos negócios, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega maio e pagamento 13/06 na casa de R$ 135,80, marcando alta de 2,11%. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 132,00 Cruz Alta – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. 04/07 R$ 132,00 Ijuí – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 04/07. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 118,50 a saca, para o produtor”, comenta.

Em Santa Catarina a colheita acabou e o mercado segue travado. “No mercado, a comercialização permanece travada, afetada pela retração nos prêmios de exportação e queda dos preços internacionais, o que limita a liquidez dos produtores e pode provocar acúmulo de estoques. Os preços no estado variam entre R$ 125,00 e R$ 132,50 por saca, sem avanços significativos nas negociações. Não há dados recentes sobre custos de frete, o que dificulta a análise da rentabilidade total para os produtores. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 133,66”, completa.

No Paraná, a aproximação do vazio sanitário limita o tempo para escoamento, aumentando a necessidade de uma gestão eficiente dos estoques para evitar perdas e garantir rentabilidade aos produtores. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 134,26, marcando baixa de 0,04%. Em Cascavel, o preço foi 118,57. Em Maringá, o preço foi de R$ 118,97. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 119,90(+0,59%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$133,76(+0,07%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, indica.

No Mato Grosso do Sul, a venda precoce do produto pode comprometer a rentabilidade dos produtores diante de uma safra histórica. “Em Dourados, o spot da soja ficou em 119,82(+0,33%), Campo Grande a 119,82(+0,33%), Maracaju a 119,82(+0,33%), Chapadão do Sul a 116,65(-0,51%), Sidrolândia a 119,42”, indica. Mato Grosso colhe safra histórica de soja, mas enfrenta desafios com frete e comercialização lenta. “Campo Verde: R$ 113,41(-0,78%). Lucas do Rio Verde: R$ 109,62(+1,61%), Nova Mutum: R$ 109,62(+1,61%). Primavera do Leste: R$ 113,41(-0,78%). Rondonópolis: R$ 113,41(-0,78%). Sorriso: R$ 109,62(+1,61%)”, conclui.

 





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Inflação, PIB e surpresas globais; saiba o que mexe com os mercados nesta semana


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta como a alta dos juros nos EUA e as novas ameaças tarifárias de Trump aumentaram a aversão ao risco, pressionando bolsas globais e elevando o índice de volatilidade (VIX).

No Brasil, além do impacto externo, o mercado reagiu às sinalizações do BC sobre juros altos por mais tempo e às medidas fiscais anunciadas pelo governo, como aumento do IOF e bloqueios no orçamento.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

saiba identificar os sinais e como recuperar a área com eficiência


A degradação das pastagens é um dos principais gargalos da pecuária brasileira, afetando diretamente a produtividade e a sustentabilidade das propriedades rurais. Segundo o engenheiro agrônomo Ronaldo Trecenti, sinais claros como a perda da capacidade de produção forrageira, surgimento de plantas daninhas, aparecimento de cupins e até erosão do solo indicam que a pastagem entrou em um processo de degradação que exige intervenção urgente.

“Quando a pastagem para de crescer, a lotação diminui e os animais começam a emagrecer, é hora de acender o alerta”, afirma o especialista. “Em estágios mais avançados, aparecem falhas no solo, rebrota de vegetação nativa e até erosão. Aí o sistema já está em fase terminal”, reforça.

Diagnóstico é o primeiro passo para recuperar pastagens degradadas

Antes de pensar em insumos ou tecnologias, o primeiro passo para recuperar uma pastagem degradada é fazer um diagnóstico técnico preciso da área. O processo começa com a identificação do estágio de degradação – que pode variar em seis níveis segundo a Embrapa – e segue com a análise de solo e levantamento zootécnico do rebanho.

“Assim como na medicina, antes de qualquer tratamento, precisamos de exames. É fundamental entender como está o solo, o desempenho dos animais, a taxa de natalidade, o peso ao nascer e ao desmame”, explica Trecenti.

Com base nesse levantamento, o agrônomo pode recomendar corretivos de solo como calcário, gesso e adubação fosfatada e potássica. Em muitos casos, também é indicada a renovação da pastagem com espécies mais produtivas e adaptadas às novas condições do solo.

Espécies forrageiras devem respeitar o bioma local

Outro ponto destacado por Ronaldo Trecenti é a importância da escolha correta das forrageiras conforme o bioma e as condições climáticas de cada região. No Sul, por exemplo, espécies como azevém e aveia se adaptam melhor. Já no Cerrado, predominam as braquiárias e os pânicos.

“O Brasil é um país continental. No Norte, as espécies devem tolerar encharcamento. No semiárido do Nordeste, devem ser resistentes à seca. A orientação técnica é essencial para que a escolha seja assertiva”, pontua.

Benefícios ambientais e econômicos da recuperação de pastagens

A recuperação de áreas degradadas gera impactos positivos não apenas no desempenho do rebanho, mas também na sustentabilidade da atividade pecuária. De acordo com o especialista, pastagens bem manejadas reduzem emissões de gases de efeito estufa e aumentam o sequestro de carbono.

“Um animal bem alimentado emite menos metano. E uma pastagem vigorosa atua como sumidouro de carbono. Isso contribui para neutralizar as emissões da fermentação entérica”, explica Trecenti.

Além disso, o manejo adequado favorece a infiltração da água da chuva, contribuindo para a recarga dos aquíferos. Isso abre espaço para que o produtor seja reconhecido como provedor de serviços ambientais, podendo receber inclusive incentivos financeiros por isso.

Entraves culturais e falta de informação ainda travam o avanço da pecuária sustentável

Apesar dos benefícios econômicos e ambientais, muitos produtores ainda resistem à adoção de práticas mais sustentáveis. Para Trecenti, a principal barreira ainda é cultural.

“O lavoureiro, pela dinâmica da atividade, busca mais conhecimento. Já o pecuarista, por vezes, se acomoda na escala e esquece que a degradação está corroendo os lucros”, analisa.

Outro entrave é a falta de informação técnica de qualidade. Nesse sentido, o especialista reforça a importância de buscar assistência técnica qualificada e de se apoiar em programas públicos e privados de fomento à recuperação de pastagens.

“Com planejamento e orientação, o investimento se paga. E se houver integração lavoura-pecuária-floresta, o retorno pode ser ainda maior. Você coloca o boi na sombra e melhora o conforto do animal e do dono também”, finaliza.

Veja a entrevista na íntegra

Portal Agrolink – Quais sinais indicam que a pastagem entrou em processo de degradação e precisa ser recuperada com urgência?

Ronaldo Trecenti – Existem vários sinais que indicam a degradação da pastagem. O primeiro deles é a perda de capacidade produtiva. Se uma forrageira que produzia 20 toneladas de matéria seca por hectare ao ano passa a produzir 15 ou 10 toneladas, isso já é um alerta. Isso se reflete na menor lotação de animais por área, no capim que cresce menos e nos animais que começam a perder peso.

Com o tempo, surgem falhas no campo, plantas começam a morrer, e o banco de sementes de plantas invasoras se manifesta. Em cada região aparecem diferentes tipos de invasoras. No Cerrado, por exemplo, a vegetação nativa começa a rebrotar. Mais adiante, surgem cupins, sinal de degradação avançada. O estágio final é a erosão do solo — quando o “paciente” já está na UTI.

Portal Agrolink – Quais tecnologias e insumos hoje são considerados aliados fundamentais para recuperar pastagens de forma eficiente?

Ronaldo Trecenti – O primeiro passo é fazer um bom diagnóstico. É como ir ao médico: você precisa de um profissional de confiança para avaliar a situação. Começamos identificando os pastos e o grau de degradação — são seis estágios, segundo a Embrapa.

Em seguida, realizamos a análise de solo e avaliamos o desempenho animal: número de cabeças, ganho de peso, taxa de natalidade, peso ao desmame, entre outros. Com os dados em mãos, definimos os corretivos: calcário, gesso, fosfatagem, potassagem e adubação.

Na maioria das vezes, a recomendação é renovar a pastagem. Se vamos investir na melhoria do solo, é melhor optar por uma forrageira mais exigente, mais responsiva, que entregue maior produção e melhor qualidade para os animais.

Portal Agrolink – A adubação tem papel central nesse processo. O que o produtor precisa considerar ao escolher os produtos e as doses corretas para o tipo de solo?

Ronaldo Trecenti – A adubação precisa ser baseada na análise de solo. É ela que vai apontar se há acidez, deficiência de fósforo, potássio, cálcio ou enxofre. A recomendação técnica deve ser específica para cada gleba.

Não existe espaço para improviso: a aplicação correta, com base técnica, evita desperdícios e garante resposta positiva da pastagem. O solo precisa estar equilibrado para que a planta absorva os nutrientes de forma eficiente.

Portal Agrolink – Como as soluções para recuperação de pastagens variam entre diferentes regiões e biomas brasileiros?

Ronaldo Trecenti – O Brasil é um país continental, com grande diversidade de solos, climas e biomas. No Sul, usamos forrageiras como azevém e aveia, adaptadas ao clima mais frio. No Cerrado, o foco são os capins tropicais, como braquiárias e pânicos.

No Norte, é preciso forrageiras que tolerem encharcamento, devido à umidade. Já no semiárido do Nordeste, precisamos de espécies resistentes à seca. Por isso, é essencial contar com a orientação técnica da Embrapa, da Emater, de consultores e empresas do setor. Só assim é possível fazer escolhas seguras e eficientes.

Portal Agrolink – Quais os benefícios ambientais da recuperação das pastagens, especialmente no contexto atual de preocupação com as emissões e a sustentabilidade?

Ronaldo Trecenti – Os benefícios são diversos, tanto ambientais quanto econômicos. Ao recuperar a pastagem, o produtor aumenta sua renda, melhora a eficiência do sistema, consegue manter mais animais por hectare e aumenta o ganho de peso — em arrobas de carne ou litros de leite.

Do ponto de vista ambiental, ao intensificar a produção, evitamos a abertura de novas áreas. Além disso, pastagens degradadas emitem mais gases de efeito estufa. Um animal mal alimentado, por exemplo, emite mais metano. Já uma pastagem bem manejada sequestra carbono, tanto na parte aérea quanto nas raízes.

Esse balanço ambiental positivo pode levar à produção de carne carbono neutro ou leite carbono zero. Também pode gerar bonificações — um adicional na arroba, no litro de leite ou até mesmo o pagamento por serviços ambientais. E tem mais: uma pastagem bem manejada ajuda na produção de água, aumentando a infiltração da chuva no solo e recarregando aquíferos, como reconhece a Agência Nacional de Águas.





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Queda da arroba do boi em maio é intensificada pela gripe aviária


O mercado brasileiro de boi gordo registrou negócios a preços mais baixos nesta semana, em linha com a boa disponibilidade de animais para o abate no decorrer de maio.

Conforme o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a expectativa ainda é de continuidade do movimento de queda no curto prazo, em meio ao bom posicionamento das escalas de abate pelos frigoríficos.

O mercado de boi se mostrou apreensivo ao longo da semana, acompanhando eventuais desdobramentos do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado em uma granja comercial no munícipio de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

Iglesias reforça que o protocolo sanitário tem sido seguido à risca, o que mantém o indicativo de um fluxo comercial restabelecido para a carne de frango no mercado internacional entre 28 e 60 dias.

Impactos na carne bovina

Análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que a cotação da carcaça casada bovina recuou fortemente, em 3,7%, no atacado da Grande São Paulo desde o anúncio da gripe aviária.

“Os preços dos animais para abate e da carne vinham em baixa, mas as quedas a partir da sexta-feira (16) se intensificaram”, diz nota do órgão.

De acordo com pesquisadores do Centro, a desvalorização se dá, principalmente, devido às vendas fracas da proteína na segunda quinzena e também à pressão por parte dos frigoríficos na compra de novos lotes. “Isso sinaliza que o mercado pecuário está refletindo de forma intensa os impactos de eventual aumento da oferta interna de carne de frango.”

Variação de preço do boi na semana

A média de preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil tiveram as seguintes variações entre 16 e 22 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 300, baixa de 1,64% frente os R$ 305
  • Goiás (Goiânia): R$ 290, queda de 1,69% perante os R$ 295
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 290, recuo de 1,69% frente aos R$ 295
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 300, estável
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, inalterado
  • Rondônia (Vilhena): R$ 265, queda de 1,85%

Mercado atacadista

Segundo Iglesias, o mercado atacadista apresentou queda em seus preços no decorrer da semana e o ambiente de negócios ainda sugere novos recuos no curto prazo, considerando o consumo mais discreto durante a segunda quinzena do mês.

Esse fator torna a reposição entre o atacado e o varejo mais lenta. “A preferência de boa parte da população por proteínas mais acessíveis é uma tendência incontestável em 2025”, ressalta.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 23,90 o quilo, queda de 4,40% frente aos R$ 25,00 da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 19,00 o quilo, recuo de 5,00% frente aos R$ 20,00 registrados na semana anterior.

Exportações de carne bovina

carne bovina exportações Chinacarne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 629,279 milhões em maio (11 dias úteis), com média diária de US$ 57,207 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 123,005 mil toneladas, com média diária de 11,182 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.115,90.

Em relação a maio de 2024, houve alta de 25,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 10,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,6% no preço médio.



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Preços altos freiam demanda por cacau e indústria aumenta uso de substitutos



A moagem global de cacau ampliou 2,6% ao ano desde 1960, enquanto o PIB mundial evoluiu, em média, 3,4% ao ano no mesmo período, conforme dados do Banco Mundial.

Assim, é possível dizer que o histórico de crescimento da amêndoa e da economia tem avançado de maneira compatível. No entanto, a crise de oferta da commodity tem transformado este cenário.

Com base no comportamento recente da moagem de cacau, analistas da StoneX observaram que o período tem sido marcado por uma retração na demanda global.

“O segundo trimestre de 2023 – em meio à quebra de safra 2023/24 – estreou um período de queda no processamento global que se estendeu até o primeiro trimestre de 2025, momento em que a redução registrada foi de 3,5%”, contextualiza Rafael Borges, analista de Inteligência de Mercado da empresa.

Preços elevados

Os principais responsáveis por essa queda foram os preços elevados, que motivaram a redução da utilização do cacau na indústria, além da menor disponibilidade da amêndoa.

Diante deste cenário, a expectativa dos analistas é de uma diminuição de demanda na safra 2024/25 equivalente a 136 mil toneladas (-2,8%). Com isso, o volume estimado permite um superávit aproximado de 96 mil toneladas para o ano-safra, após um déficit estimado em quase 460 mil toneladas no ciclo 2023/24.

“Para o ciclo seguinte, é provável que haja uma recuperação na demanda, porém, ainda limitada pelos preços elevados e as tendências estabelecidas desde 2024. Para o ciclo 2025/26, a primeira estimativa de demanda é de 4.786 milhões de toneladas (+0,8%)”, avalia Borges.

Tendências para a demanda

A demanda do setor enfrenta desafios relacionados aos preços elevados. Conforme relatório divulgado pela StoneX, diante do aumento de preços do cacau e seus subprodutos, o mercado assistiu a um crescimento das tentativas de substituição da amêndoa, além da adoção de estratégias de minimização da utilização nos produtos finais.

Esse movimento de mercado impactou diversas indústrias, como a do chocolate. No caso das barras, tem-se utilizado waffers, frutas, castanhas e outros aditivos na composição. Além disso, esses produtos estão passando por reformulações de tamanho e formato.

O coproduto mais nobre e caro, a manteiga de cacau, também tem visto o uso crescente de equivalentes e substitutos. “Essas alternativas podem ser utilizadas em diferentes proporções no lugar da manteiga, sendo um dos mais comuns os derivados da palma, que podem fornecer textura e consistência semelhante à manteiga”, diz Borges.

Segundo o relatório da companhia, essa movimentação da indústria busca evitar o repasse do aumento dos preços da matéria-prima ao consumidor. Contudo, ao mesmo tempo, pode reduzir o crescimento esperado para a moagem/demanda por cacau nos próximos anos.

“É importante lembrar que regulamentações governamentais exigem que o produto rotulado como ‘chocolate’ contenha uma quantidade mínima de manteiga de cacau ou outros ingredientes específicos, o que varia dependendo da categoria do produto, já que a substituição completa não é possível sem algum prejuízo às características da mercadoria”, conclui o analista.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Wall Street sobe com esperanças comerciais e dados mostram pessimismo de…


Logotipo Reuters

 

Por Sinéad Carew e Pranav Kashyap

(Reuters) – Os principais índices de Wall Street subiram nesta sexta-feira, atingindo sua quinta alta diária consecutiva, impulsionados pela trégua tarifária entre os Estados Unidos e China anunciada anteriormente na semana, mesmo com dados de pesquisas econômicas mostrando uma deterioração na confiança do consumidor norte-americano.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,70%, para 5.958,47 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,51%, para 19.208,89 pontos. O Dow Jones subiu 0,78%, para 42.650,78 pontos.

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Animais estreantes no Freio de Ouro se classificam para a final em Esteio



A grande final da Classificatória Gaúcha Sul, realizada neste sábado (24), na Arena do Cavalo Crioulo, em Esteio, levou ao topo dos pódios os melhores exemplares da região sul gaúcha que estão iniciando suas campanhas no Freio de Ouro.

Foi o caso da égua La Patria Tranca, que já participou de modalidades esportivas como a Paleteada, o Freio Jovem e o Crioulaço. Com a terceira melhor média morfológica, assumiu a liderança já nas primeiras etapas funcionais e de lá não saiu mais.

Já no Freio de Ouro, faz sua estreia nessa temporada, garantindo uma incontestável vitória em sua primeira semifinal. A exemplar, do criador e expositor Rodrigo Castellarin Fialho, foi montada pelo ginete Ricardo Gigena Wrege, também escolhido como Ginete Destaque da categoria.

“Esse resultado é o máximo, pois estamos no Freio de Ouro 2025 com uma égua bonita, boa, muito parelha. O grande atributo dela é não ter errado nunca. Manteve nota sete para cima sempre”, comemorou Fialho.

Já o segundo lugar ficou com a égua Harmonia do Açungui, do criador Luiz Ernesto Wendler e Filhos e do expositor Guilherme Wendler que, montada pelo ginete Fabricio Brinelle Barbosa, disputou ponto a ponto com La Pátria Tranca até o final da prova.

A égua Domingueira do Recanto, do criador Sucessão Carlos Alberto Ruiz Severo e expositor Gleidson Amilton Freitas Alves, cujo ginete foi Luis Gustavo Rodrigues Ruas, conquistou o terceiro lugar.

A quarta posição teve a Quimera de Santa Edwiges, montada por Milton Ivan Pereira Castro, como representante. O exemplar é do criador e expositor Daniel Anzanello.

Classificação de machos

Na Arena onde, em pouco mais de três meses, será realizada a grande final do Freio de Ouro 2025, também foram classificados sete machos.

Nesta categoria, o grande campeão foi Rincão da Cabanha Santa Fé, montado por Luis Gustavo Rodrigues Ruas. O animal criado por Gilberto Rodrigues de Freitas, cujo expositor é Parceria Cara Branca. Trata-se de um cavalo novo e inédito no Freio.

“Estamos muito felizes com a classificação do Rincão e com uma expectativa grande para o Freio”, afirmou o gerente da parte de Equinos da Cabanha Santa Fé, Flávio Piegas.

O segundo lugar ficou com Berro Grosso Pampeano, do criador Rodrigo Albuquerque PY e expositor Pedro Duarte Rota. O ginete foi Ricardo Wrege.

O terceiro lugar na categoria machos foi de Campana Estradero, de Mário Moglia Suñe, cujo expositor é Ataide Lycenko e o ginete Rian de Vasconcelos Valadão. Já a quarta posicção foi concedida ao GT Herdeiro, criado e exposto por Marcial Domingos Correio Terra e montado por Fagner Crescencio Espindola.

Conjuntos na disputa do Freio

No total, 83 conjuntos iniciaram a disputa, 44 fêmeas e 39 machos. No entanto, apenas 32 conjuntos chegaram na grande final que classificou oito fêmeas e sete machos, visto que o oitavo lugar não atingiu a pontuação mínima de 18 pontos necessários por regulamento para a classificação.

Para a grande final do Freio de Ouro 2025, que ocorrerá durante a Expointer, em Esteio, entre 30 de agosto e 7 de setembro. Haverá 48 vagas para cada categoria individualmente (fêmeas e machos), além de quatro reservas parque em cada categoria.

O julgamento da classificatória de Esteio ficou a cargo dos trios Fernando Guilherme Horst, Luiz Martins Bastos Neto e Pedro Boemo Ferreira, na categoria Fêmeas, e Darlei Hess, Mauro Raimundo Ferreira e Rodrigo Diaz de Vivar, na categoria Machos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Dia do Milho celebra importância cultural, econômica e nutricional do cereal mais cultivado no mundo


Neste 24 de maio, o Dia Nacional do Milho celebra um dos alimentos mais versáteis e essenciais da agricultura brasileira. Presente em receitas típicas, na alimentação animal, na indústria alimentícia e até farmacêutica, o milho vai muito além das espigas que vemos nas festas juninas. O Brasil é hoje um dos maiores produtores e exportadores mundiais do cereal, com destaque para sua produtividade, potencial de crescimento e inovação tecnológica.

Do grão à espiga: a jornada do milho no campo

Tudo começa com a semente. No Brasil, o melhoramento genético é responsável por até 50% do aumento de produtividade das lavouras, que saltaram de 2,5 para 6 toneladas por hectare em três décadas. Em algumas regiões, essa média chega a ultrapassar 11 toneladas por hectare, e casos pontuais atingem 14 toneladas, evidenciando a eficiência do sistema produtivo e o avanço da pesquisa agrícola.

A expansão da cultura é promissora. Enquanto nos Estados Unidos cerca de 40% da produção é destinada ao etanol, no Brasil esse percentual ainda é de 18%, com 24 usinas em operação e novas unidades em construção. A combinação de clima, solo e tecnologia coloca o país como um dos principais polos de crescimento global do setor.

Um alimento rico em história e nutrientes

De origem indígena caribenha, a palavra “milho” significa “sustento da vida” — e não é à toa. Cada 100 gramas de milho contêm cerca de 360 kcal, aproximadamente 20% das necessidades calóricas diárias de um adulto. Ao contrário do arroz e do trigo, o milho não perde sua casca durante a industrialização, conservando assim suas fibras, fundamentais para a saúde intestinal.

O grão ainda é fonte de vitaminas A e do complexo B, além de ferro, cálcio, óleo vegetal, celulose e açúcares naturais. Tanto que o Ministério da Saúde incorporou ferro e vitamina B9 (ácido fólico) à farinha de milho para combater deficiências nutricionais como a anemia e a mielomeningocele.

Na mesa, no copo e até na farmácia

O milho está presente de inúmeras formas no cotidiano. No Nordeste brasileiro, por exemplo, ele reina absoluto nas lavouras e na culinária, com pratos típicos como canjica, pamonha, cuscuz, polenta, mingaus e bolos. No Brasil, apenas cerca de 5% da produção é consumida diretamente pela população, mas o restante chega ao prato de forma indireta, principalmente através da carne bovina, suína, de aves e peixes alimentados com ração à base de milho.

A versatilidade do milho também se reflete nos produtos industrializados. Ele está presente em balas, biscoitos, pães, chocolates, cervejas, uísques (como o Bourbon), salsichas, geleias, maioneses, sorvetes e até em medicamentos, com mais de 85 antibióticos diferentes utilizando o milho como base na indústria farmacêutica.

A cultura do milho como patrimônio cultural e econômico

Mais do que alimento, o milho é parte da cultura brasileira. Ele é estrela das festas juninas e símbolo da agricultura familiar. Cada “cabelo” da espiga — que, na verdade, são estruturas responsáveis pela polinização — representa o processo natural de reprodução e riqueza biológica do cereal.

Além disso, o potencial produtivo do milho pode ultrapassar 26 toneladas por hectare, o que reforça o papel estratégico do grão na segurança alimentar e no desenvolvimento econômico do país.

 





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