sábado, maio 23, 2026

News

News

Frango e ovo devem ter queda de preços nos próximos três meses



A confirmação do primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil há dez dias e a consequente suspensão das exportações de produtos avícolas a 38 destinos devem levar à queda nos preços da carne de frango e ovos no país.

A avaliação é de técnicos da equipe agrícola e econômica do governo. Entretanto, o movimento deve ser temporário. De acordo com as fontes, frango e ovos tendem a ceder em um primeiro momento no mercado doméstico em virtude de um aumento temporário na oferta local.

Parte do volume que não será embarcado tende a ser direcionada ao varejo local, o que pode pressionar as cotações de produtos avícolas, especialmente da carne de frango e de ovos. Ainda assim, a queda deve ser pontual, sem recuo significativo nos valores no mercado interno.

Assim, esse movimento deve se estender ao máximo por três meses, período para as granjas ajustarem o alojamento de pintinhos à demanda atual. “Depois dessa pressão pontual inicial, a tendência é de estabilidade nos preços de frango e ovos”, observou um técnico que acompanha as medidas do governo para o enfrentamento da inflação de alimentos.

Outro interlocutor lembra que a autorização para a indústria armazenar temporariamente cargas de carne de frango congeladas, já inspecionadas e prontas para exportação também limita o impacto sobre os preços do frango e ovos. A leitura é compartilhada por técnicos da equipe econômica.

Um interlocutor lembra que, apesar do arrefecimento recente, os preços de carne de frango e ovos acumulam inflação ao longo dos últimos 12 meses. Números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, o mais recente, mostram queda de 0,82% nos preços do frango inteiro, mas alta acumulada de 2,59% em 12 meses.

Já os ovos registraram retração de 0,30% nos preços praticados em abril ante março, mas acumulam alta de 4,16% em 12 meses. Economistas do mercado apostam em queda de 0,05 e 0,10 ponto porcentual no IPCA nos próximos meses por causa da suspensão da importação de carne de frango do Brasil por vários países.

Para eles, as restrições impostas aos embarques do frango nacional devem trazer alívio inflacionário de curto prazo, dada a perspectiva de redirecionamento da oferta para o mercado interno. Eles destacam, porém, que, com a retomada das exportações, deve ocorrer o efeito “rebote” nos preços de carne de frango. Já a indústria avalia que o preço do frango não terá pressão, pois a oferta já estava ajustada.

Mapa e ABPA discordam das quedas

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que não há expectativa de pressão sobre os preços da carne de frango no mercado interno neste momento, mesmo que o país não possa exportar sua produção para diversos países, em virtude do foco de gripe aviária detectado em granja comercial gaúcha há dez dias.

Segundo ele, apesar de eventuais variações pontuais, o cenário atual ainda é de oferta ajustada. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também vem dizendo que não haverá “impacto relevante” da gripe aviária nos preços da carne de frango e ovos.

“Pode haver excesso de oferta em 10 a 15 dias de carne de frango, mas vemos estabilidade”, declarou em coletiva de imprensa recente. Ele citou o fato de que 70% da produção nacional de frango já é direcionada ao mercado doméstico, enquanto 30% são exportados.



Source link

News

Ciclone ‘castiga’ lavouras com temporais intensos; previsão do tempo aponta frio e geada



A condição do tempo apresenta diferença pelo Brasil. No Sudeste e Centro-Oeste, por exemplo, a umidade do solo segue baixa em boa parte das áreas, especialmente em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. Já nas áreas próximas à fronteira com a Bolívia e o Paraguai, a situação é um pouco mais confortável, com umidade suficiente para manter as lavouras em desenvolvimento.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!

No Norte do país, o padrão do tempo se inverte: o Pará continua registrando muita umidade, principalmente no norte do estado, enquanto o centro-sul paraense já sente a redução das chuvas.

Próximos dias

A formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil trará temporais para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Atenção para ventos fortes, queda de granizo e volumes elevados de chuva.

Por outro lado, essa frente fria traz boas notícias para outras regiões. A previsão indica acumulados de pelo menos 50 milímetros em cinco dias em áreas de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, um alívio importante para a reposição hídrica, principalmente em áreas de soja e pastagens.

O tempo no início de junho

A mesma frente avança e atinge o norte de Minas Gerais, interior da Bahia, sul do Tocantins e Goiás. Nesses locais, o aumento da umidade relativa do ar será perceptível, melhorando o conforto para as plantas e o desenvolvimento das lavouras, embora ainda não seja suficiente para reverter o déficit hídrico acumulado.

Frio e geada

O avanço de uma massa de ar frio deve provocar temperaturas mínimas abaixo dos 10 °C em vários estados. O risco de geada preocupa especialmente os produtores de milho segunda safra no Paraná. Também há risco para o sul do Mato Grosso do Sul, onde pecuaristas que iniciaram o cultivo das lavouras de inverno devem redobrar a atenção.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



Source link

News

Duas doenças fazem custo de produção da laranja ter alta de 16% por hectare



A produção de laranja em São Paulo, principal estado produtor do Brasil, teve aumento de até 16% por hectare na safra 2025/26, conclui estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O acréscimo se dá pela elevação das despesas com colheita e frete, além de defensivos para o combate ao greening.

De acordo com o pesquisador da instituição Renato Garcia Ribeiro, o estudo utiliza como exemplo dois perfis de propriedades: uma irrigada, ao norte paulista; outra de sequeiro, mais na região centro-sul do estado.

Por conta disso, o especialista ressalta que as condições de manejo e os modelos de cada fazenda produtora fazem os custos divergirem. Contudo, independente disso, os gastos com colheita e frente vêm subindo em todas as safras, característica que o Cepea observa há oito anos, quando começou a realizar o estudo anual.

Greening e cancro cítrico

Ribeiro destaca que os gastos de colheita e frete são, basicamente, as principais contas da atividade. “Mas percebemos também [alta no] desembolso com defensivos para o controle do greening e também para o controle do cancro cítrico que, segundo o pessoal que participa das nossas reuniões para levantamento desses custos, os consultores, a doença tem dado bastante trabalho para o controle, em especial agora em 2025”, relata.

Para o combate do greening, o pesquisador do Cepea relata que o produtor de laranja tem tido sucesso, mas às custas de aplicações de defensivos cada vez mais intensivas. “Vemos em lavouras adultas casos de até 40 aplicações anuais e em lavouras em formação, essas aplicações ultrapassam as 50 por ano”.

O especialista reforça que 2024 foi um ano de preços um pouco mais altos, o que proporcionou ao produtor uma condição de caixa para conduzir o manejo de forma a reduzir doenças e pragas. “No entanto, os níveis de infestação de greening preocupam para o futuro. De momento, conseguimos perceber que o produtor tem feito um controle bastante intensivo e conseguido mitigar o aumento da doença, mesmo com ela atingindo patamares de quase a metade do cinturão citrícula paulista.”

Maior produção de laranja

O pesquisador lembra que o ano será marcado por maior produção e, consequentemente, rendimento ao produtor. De acordo com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a expectativa é de colheita de 314,6 milhões de caixas na atual safra.

“Ainda assim, as condições [de mercado] este ano estão um pouco diferentes do que no ano passado em termos de comercialização da fruta. Nesse período do ano já se tinha um percentual importante de contratos realizados entre indústria e produtores, mas, de momento até agora, o mercado pouco caminhou em termos dessas contratações.”

O pesquisadir do Cepea destaca que, em parte, a morosidade de venda se explica por se tratar de uma safra mais tardia, o que leva produtores e indústrias a esperar mais para realizar contratos.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Primeiro caso global de resistência à flurocloridona



Até então, não havia registros mundiais de resistência



Até então, não havia registros mundiais de resistência
Até então, não havia registros mundiais de resistência – Foto: AgrolinkFito

Pesquisadores da Universidade Nacional do Centro da Província de Buenos Aires confirmaram o primeiro caso mundial de resistência da Brassica rapa L. (nabo silvestre) ao herbicida flurocloridona. O biotipo resistente foi identificado na região de Tandil, sudeste da Província de Buenos Aires, e está sendo estudado outro caso suspeito em Azul. Este é um marco preocupante, pois se soma às resistências já conhecidas na espécie: glifosato, inibidores da ALS e herbicidas hormonais (2,4-D), configurando resistência múltipla a quatro mecanismos de ação.

A flurocloridona, utilizada desde 2018 como alternativa para manejar a resistência crescente aos herbicidas convencionais, é um herbicida residual que atua na inibição da fitoeno desaturase (PDS), essencial para a biossíntese de carotenoides. Até então, não havia registros mundiais de resistência a essa molécula, embora existam casos isolados com outros inibidores de PDS, como diflufenican e fluridona, em diferentes espécies.

O estudo liderado pelos engenheiros agrônomos Víctor Juan, Lucía Ledesma e Federico Núñez Fré analisou dois biotipos: um de Tandil, exposto a aplicações anuais de flurocloridona por oito anos, e outro de Olavarría, com uso muito menor do produto. Os resultados foram claros: enquanto o biotipo de Olavarría apresentou controle eficaz nas doses recomendadas, o de Tandil sobreviveu em 45% dos casos na dose comercial (1X) e só foi praticamente eliminado na dose dobrada (2X). O índice de resistência calculado foi de 6, o que indica que a população resistente precisa de seis vezes mais herbicida para atingir o mesmo nível de controle.

Este achado eleva para 49 o número de biotipos de plantas daninhas resistentes na Argentina, segundo dados da REM (Rede de Manejo de Pragas) da AAPRESID. O avanço dessa resistência acende um alerta para produtores da região, especialmente do centro e sudeste da província de Buenos Aires, onde 100% dos municípios já enfrentam a resistência do nabo silvestre a três mecanismos de ação, com tendência de avanço para outras regiões.

 





Source link

News

Exportações do complexo carne têm alta em volume e receita



A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou os volumes e faturamento das exportações de carnes de aves, suína e bovina do Brasil nos primeiros 16 dias úteis de maio. Acompanhe os números.

Carne de aves

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 575,952 milhões em maio, com média diária de US$ 35,997 milhões:

  • Quantidade total exportada: 318,529 mil toneladas, com média diária de 19,908 mil toneladas
  • Preço médio da tonelada: US$ 1.808,2
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Em relação a maio de 2024, há avanço de 0,5% no valor médio diário, recuo de 1,5% na quantidade média diária e valorização de 2,1% no preço médio.

A redução não guarda relação com as suspensões de compras motivadas pela detecção de gripe aviária em granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul, visto que o período computado pela Secex é anterior ao caso.

Proteína bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 899,9 milhões no período (16 dias úteis de maio), com média diária de US$ 56,243 milhões.

  • Quantidade total exportada: 173,804 mil toneladas, com média diária de 10,862 mil toneladas.
  • Preço médio da tonelada: US$ 5.117,70

Em relação a maio de 2024, houve alta de 23,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 7,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 15% no preço médio.

Carne suína

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 211,514 milhões em maio, com média diária de US$ 13,219 milhões.

  • Quantidade total exportada: 82,226 mil toneladas, com média diária de 5,139 mil toneladas
  • Preço médio: US$ 2.572,4
Em relação a maio de 2024, houve alta de 32,1% no valor médio diário, avanço de 17,8% na quantidade média diária e alta de 12,2% no preço médio. 



Source link

News

Secretaria gaúcha revisita 99% das propriedades no foco da gripe aviária



O governo do estado do Rio Grande do Sul visitou, nesse domingo (25), 99% das propriedades rurais (253 de um total de 255) localizadas a um raio de dez quilômetros do foco de gripe aviária no município de Montenegro e região.

Trata-se da segunda vistoria feita nesses locais, ação que integra o Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária e é realizada por meio dos servidores da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

De acordo com nota do órgão, as quatro barreiras sanitárias seguem em funcionamento, diuturnamente.

Combate à gripe aviária

A influenza aviária, ou gripe aviária, é uma doença viral que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos, inclusive o ser humano. A transmissão acontece pelo contato com animais doentes e também por meio da água e de materiais contaminados.
O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) reforça que o consumo de carne de aves e ovos armazenados em casa ou em pontos de venda é seguro, já que a doença não é transmitida por meio da ingestão.
Além disso, alerta que todas as suspeitas da doença, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves, devem ser notificadas imediatamente à Seapi, por meio da Inspetoria ou Escritório de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

Balanço de operações até domingo:



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

UE classifica café do Brasil como risco médio



A classificação levou em consideração critérios como taxas de desmatamento



A classificação levou em consideração critérios como taxas de desmatamento, degradação florestal e expansão agrícola
A classificação levou em consideração critérios como taxas de desmatamento, degradação florestal e expansão agrícola – Foto: Emater MG

De acordo com comunicado oficial de Marcos Antonio Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgado em 22 de maio, a União Europeia (UE) publicou a classificação de risco por país no âmbito do Regulamento Europeu para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR). O Brasil, incluindo o setor cafeeiro, foi classificado como risco médio, o que significa que 3% dos volumes exportados para o bloco estarão sujeitos a auditorias de conformidade.

A classificação levou em consideração critérios como taxas de desmatamento, degradação florestal e expansão agrícola. Enquanto isso, países concorrentes do Brasil no mercado de cafés especiais, como Vietnã, Índia, Costa Rica, Quênia e Jamaica, receberam classificação de baixo risco, o que representa menos exigências e auditorias, além da possibilidade de uma devida diligência simplificada.

Diante desse cenário, o Cecafé reforça a necessidade urgente do setor investir no georreferenciamento de alta resolução do parque cafeeiro brasileiro, a fim de apresentar às autoridades europeias dados técnicos e científicos que comprovem o baixo risco de desmatamento do café nacional. Essa ação é fundamental, especialmente considerando o recorte temporal adotado pelo EUDR, que estabelece dezembro de 2020 como data limite para a verificação de conformidade ambiental.

O comunicado destaca ainda que é essencial que o Brasil avance no combate ao desmatamento, na melhoria dos sistemas de monitoramento, na validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e na regulamentação completa do Código Florestal. Segundo o Cecafé, a entidade continuará atuando diretamente com as autoridades da Comissão Europeia, levando informações técnicas sobre a cafeicultura brasileira, com o objetivo de buscar, no futuro, uma reclassificação para baixo risco, especialmente com a possibilidade de adoção de critérios regionais.

 





Source link

News

Prêmios em alta: é hora de comercializar a soja?



Os prêmios de exportação da soja nos portos brasileiros seguem em alta, impulsionados pela demanda aquecida no mercado interno e externo, mesmo com a expectativa de safra recorde. A guerra comercial entre Estados Unidos e China favorece a soja brasileira como alternativa à americana. Também pesam fatores como logística eficiente e a volatilidade cambial, que fortalecem a competitividade do Brasil.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!

A mudança em relação aos anos anteriores é evidente. Em maio de 2023, os prêmios estavam no campo negativo. Em 2024, começaram a dar sinais de recuperação. Agora, em maio de 2025, estão firmemente positivos. A expectativa é de que essa valorização continue até março de 2026, período em que os prêmios costumam recuar, especialmente em fevereiro, com a entrada da nova safra brasileira.

Carlos Cogo, da Cogo Consultoria, ressalta que o momento é positivo, mas exige cautela. ”O mercado está precificando uma conjuntura muito favorável, mas há risco de reversão. O produtor precisa estar atento à janela de oportunidade. Em condições normais, veríamos mais pressão sobre os prêmios diante de uma safra recorde, mas o embate comercial entre Estados Unidos e China e a rapidez dos compradores em garantir volumes deixaram o mercado mais dinâmico”, afirma.

O consultor destaca ainda que o comportamento dos prêmios em 2025 foge do padrão. ”Este ano, o cenário está atípico. Os prêmios praticamente não cederam, mesmo com colheita recorde. Os atrasos no início da colheita, seguidos pelo agravamento do embate comercial, tornaram o mercado muito mais ágil e volátil”, complementa.

Rafael Silveira, da Safras & Mercado, observa que os prêmios vêm operando de forma mais estável e já mostram enfraquecimento em relação a abril, quando chegaram perto de um dólar no porto. ”Hoje, giram em torno de 50 pontos para junho”, aponta. Ele destaca que a comercialização de maio está praticamente concluída, com embarques estimados em 15,4 milhões de toneladas. ”Somando o que já saiu e o que deve ser embarcado até junho, o volume ultrapassa 61 milhões de toneladas. É um número expressivo, mas que tende a perder força no segundo semestre, o que é sazonal e pode pressionar os prêmios”, completa.



Source link

News

consultoria aumenta estimativa de produção e demanda


A consultoria Datagro Grãos acaba de arredondar a sua estimativa de produção da safra 2024/25 de soja em 172 milhões de toneladas. O novo número representa um avanço de 0,4% ante à projeção anterior, de 171,2 mi de t.

Além disso, o dado reglete um expressivo aumento de 11% sobre a colheita do ciclo 2023/24, marcada por severas perdas em várias regiões do país.

A empresa aponta que a recuperação é atribuída tanto ao aumento de área plantada — que atinge 48 milhões de hectares, 4% acima dos 46,2 mi de ha da temporada passada — quanto à melhora de 7% no rendimento médio, que chega a 3.585 kg por hectare (59,7 sacas).

“Apesar do início tardio da semeadura da soja, dado o atraso das chuvas de primavera-verão no Centro-Oeste, a colheita da safra 2024/25 pôde ser completada dentro da janela normal, beneficiada por condições climáticas amplamente favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras”, diz a Datagro, em nota.

A consultoria lembra que as perdas ficaram concentradas no sul de Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná e, especialmente, no Rio Grande do Sul, estado que já passa pela quarta quebra de safra consecutiva.

Consumo interno e esmagamento de soja

Com o ajuste nas projeções da soja, a expectativa é de superávit: a produção deve superar o consumo interno em 576 mil toneladas — o primeiro saldo positivo após cinco anos consecutivos de déficit, ainda que modesto em comparação aos registrados em ciclos anterioes, como 2019/20 (+1,1 mi de t), 2017/18 (+1,2 mi de t) e 2016/17 (+2,7 mi de t).

Para este ciclo, a Datagro estima que sejam esmagadas internamente 57,5 mi de t, 3% a mais que no ano anterior, e que sejam exportadas 111 mi de t, 11% acima da temporada passada.

“O balanço positivo ao longo do ano deverá limitar valorizações muito expressivas dos preços do grão brasileiro, mesmo perante os recordes de demanda”, considera.

Produção de milho

O novo levantamento empresa também elevou sua expectativa de produção de milho no Brasil, com colheita projetada em 132,7 mi de t em 2024/25. O volume representa um aumento de 0,7% em relação às 131,7 mi de t estimadas no mês anterior e um avanço de 8,7% sobre à colheita 2023/24, que somou 122,1 mi de t.

“A safra de verão está avaliada em 25,2 mi de t, 2% acima das 24,7 mi de t de 2023/24, mesmo diante de uma redução de 7% da área plantada, consequência de preços baixos predominantes ao longo de 2024 e custos de produção irregulares”, diz a nota da consultoria.

O crescimento da produção é atribuído à expressiva recuperação da produtividade, que alcançou 6.608 kg/ha, recuperação de 9% frente aos 6.038 kg/ha do ciclo anterior.

O milho de inverno 2025, responsável por 81% da produção nacional, está projetado em 107,5 mi de t — próximo ao recorde histórico de 108,6 mi de t em 2022/23 e significativamente superior às 87,5 mi de t colhidas em 2023/24, quando as principais regiões produtoras sofreram com estiagem severa.

Demanda maior que a produção

Óleo de milho
Óleo de milho atingiu US$ 55,3 milhões em exportações. Foto: divulgação/ Mapa

Neste mês, a Datagro também ajustou a estimativa de produtividade de 5.914 para 5.957 kg/ha, o maior rendimento já registrado para as lavouras de inverno no Brasil e superando em 7% o resultado de 2023/24.

A área está estimada em 18,0 mi de ha, 4% acima do último ciclo e praticamente estável em comparação ao levantamento anterior. O incremento de área deste ano foi resultado direto da valorização dos preços do cereal no último trimestre de 2024.

Segundo a empresa, mesmo com a forte produtividade, a expectativa é que a demanda supere a produção brasileira em 2,3 mi de t, com o quinto déficit consecutivo de cereal no país, ainda que menos severo que no ano anterior, 4,8 mi de t.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

É melhor ter cautela nas vendas da soja


De acordo com análise da TF Agroeconômica, apesar do lucro atual ainda ser expressivo, girando em torno de 26,30%, a recomendação é de cautela nas vendas de soja. A consultoria, que normalmente orienta a não postergar negociações, mudou sua posição diante de fatores como os baixos estoques finais mundiais apontados no último relatório do USDA. A expectativa é de que haja espaço para valorização, tanto na safra atual, que já opera no topo do canal de tendência, quanto na próxima safra, impulsionada por fundamentos mais positivos que negativos.

Entre os principais fatores de alta estão o excesso de chuvas na Argentina, que pode impactar tanto a qualidade quanto o volume da produção, gerando especulações de perdas entre 1,5 e 2 milhões de toneladas. Soma-se a isso a firmeza do mercado de óleo de soja, influenciado pela extensão dos créditos fiscais para biocombustíveis nos EUA, e as exportações semanais americanas, que vieram acima das expectativas, especialmente com forte demanda do México.

Por outro lado, alguns fatores limitam a alta. O progresso do plantio nos Estados Unidos está acima da média, com 66% da área já semeada, o que traz alívio ao mercado. Além disso, as exportações brasileiras seguem fortes. Segundo a ANEC, a previsão para maio subiu de 14,27 para 14,52 milhões de toneladas, superando os números de abril e de maio do ano passado. Outro ponto de atenção é a escalada tarifária anunciada por Donald Trump contra a União Europeia, com ameaça de tarifas de até 50% a partir de 1º de junho.

Diante desse cenário, a TF Agroeconômica recomenda atenção redobrada. A orientação é aguardar, ao menos, até que se definam as tarifas dos EUA sobre a Europa e que se inicie o consumo mais significativo da soja no Brasil, algo esperado para o mês de julho. No entanto, ressalta que o mercado exige monitoramento constante, dada sua alta volatilidade.

 





Source link