sábado, maio 23, 2026

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Novos zoneamentos climáticos tendem a ampliar produção de batata


Dois novos estudos de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) vão impulsionar o cultivo de batata no Brasil.

As portarias, elaboradas com base em estudos realizados pela Embrapa, foram publicadas nesta terça-feira (27) pelo Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa).

O objetivo é oferecer ao setor produtivo orientações sobre áreas com maior probabilidade de sucesso para o desenvolvimento das lavouras, levando em consideração especificidades do cultivo com foco no mercado fresco (mesa) e na produção de matéria-prima para a indústria.

A principal diferença entre as duas finalidades diz respeito ao ciclo da cultura, o que reflete em diferentes potenciais produtivos e padrões de qualidade. A batata de mesa, neste caso, tem o ciclo da cultura interrompido em torno de 90 dias para que a aparência atenda às exigências do mercado. Já para a indústria, o ciclo vai de 120 até 130 dias, priorizando o tamanho e a qualidade do produto.

“A batata para o mercado fresco é interrompida em torno de 90 dias porque a intenção é
que apresente aparência, com pele lisa, para agradar o mercado. E para a indústria é
necessário deixar crescer bastante e completar o ciclo de maturidade, que é quando atinge
o máximo de matéria seca e o mínimo de açúcar. Essas são as qualidades intrínsecas para
dar um produto de boa qualidade, como crocância e cor clara. Nesse caso, não importa que
a pele fique mais áspera”, contextualiza o pesquisador Arione Pereira, responsável pelo Programa de Melhoramento Genético de Batata da Embrapa.

Zarc não considera cultivares específicas

O Zarc da batata não considera cultivares específicas, mas leva em conta a realidade do
sistema de produção. Este tende a ser similar em grande parte das regiões produtoras no
Brasil.

O manejo, que interrompe a maturação natural das plantas antes do período para
atendimento a necessidades específicas, faz com que as diferenças na produção entre as
cultivares não sejam importantes ao estudo.

“O zoneamento não considerou diferenças entre as cultivares em função do ciclo da cultura
ser definido pelo manejo no sistema de produção”, afirma o pesquisador da Embrapa Clima
Temperado (RS) e um dos responsáveis pela elaboração do Zarc, Carlos Reisser Júnior.

Esse é um dos motivos que justifica a necessidade da elaboração de estudos separados
considerando as diferentes aptidões das batatas.

Riscos enfrentados pela batata

No caso da batata, aspectos climáticos, como as temperaturas extremas e volume de precipitação inadequado são os principais fatores de risco para a produção. Especificamente com relação às chuvas, os períodos de seca impactam diretamente nas lavouras, mas o uso de irrigação pode ajudar a contornar estes problemas.

Já o excesso de chuvas, por sua vez, além do encharcamento, causa danos considerados indiretos, favorecendo o surgimento de doenças nas plantas e nos tubérculos.

Outros fatores climáticos importantes dizem respeito a reduções nos níveis de radiação e à
incidência de granizo e geada. Além disso, outros critérios considerados como auxiliares no estudo são os aspectos como qualidade do solo, altitude e estimativa de produtividade das áreas, indicando, assim, as regiões com maior ou menor potencial produtivo.

Dessa forma, para a elaboração do zoneamento, essas condições são levadas em consideração ao longo de todo o ano. Com definição dos níveis prejudiciais quanto a cada uma delas, de maneira a se estabelecer as classificações de risco de perda.

As novas portarias substituem os antigos Zoneamentos Agroclimáticos da batata, que eram
realizados por estados produtores.

Assim, a partir da publicação delas, o trabalho apresenta os resultados por municípios, considerando todas as regiões do país, a partir de busca na plataforma Painel de Indicação de Riscos do Mapa, ou via aplicativo Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital (SP).

A nova metodologia, unificada para todo o país, também ajuda a identificar novas áreas com potencial produtivo. Esse foi o caso de regiões em condições de altitude elevada na Bahia. Por serem climaticamente propícias, essas áreas apresentam risco climático dentro dos níveis aceitos nos Programas de Seguro Rural (PSR) e de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), mesmo que não abriguem tradicionalmente a cultura, diferentemente dos estudos anteriores.

No entanto, Reisser destaca a necessidade de realizar testes e considerar outros fatores, como disponibilidade de água e de mão-de-obra qualificada na região. Também ressalta o mercado e a logística de distribuição, por exemplo, antes da implantação de novas áreas.

Para a consulta, produtores rurais e demais atores selecionam o município de interesse e o sistema sinaliza quais as datas indicadas para o plantio. Sinaliza também caso a área seja propícia ao cultivo, indicando também variações de riscos de perda de 20%, 30% e 40%.

Levando em consideração variáveis como altitude da área e tipo de solo, bem como a finalidade do plantio, o cálculo indica risco menor em regiões de baixa precipitação para áreas com sistema de irrigação já instalado.

Para o pesquisador, essas informações são fundamentais, porque mostram as melhores épocas para se produzir com menores riscos. “É uma orientação para o sucesso do produtor”, afirma. Além disso, o Zarc organiza o sistema de produção nacional para que os interessados tenham um balizador para evitar riscos excessivos.

“O estudo é realizado pela Embrapa, com a colaboração de especialistas de outras organizações, e é também utilizado pelo PSR, Proagro e sistema de seguro particular, o que mostra a importância dessa ferramenta”, justifica.

Parcerias para a realização do estudo

(Foto: reprodução)

O trabalho para a elaboração do Zarc da batata foi coordenado pela equipe da Embrapa Clima Temperado. Unidade que também realiza o Programa de Melhoramento Genético de Batata da Embrapa, responsável pelo desenvolvimento de novas cultivares.

O portfólio da empresa abriga cinco cultivares lançadas desde 2012 – três em processo de adoção -, e está avançando. Assim, ela representa hoje cerca de 7% das cultivares disponíveis no mercado nacional, com materiais que conciliam produtividade com diferentes aptidões culinárias.

Dessa forma, ainda contribuíram na validação do estudo pesquisadores da Embrapa Hortaliças (DF), que também faz parte do Programa de Melhoramento. Também a Embrapa Agricultura Digital, responsável pelo banco de dados, onde estão armazenados os dados ligados ao zoneamento.

Outra parceria importante foi da Associação Brasileira da Batata (ABBA). A entidade deu apoio às equipes de pesquisa na articulação com produtores e indústrias. Assim possibilitando a construção da metodologia e validação dos dados junto aos elos do setor produtivo.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

Primeira onda de frio do ano deve chegar na terça-feira (27)


Uma intensa massa de ar polar deve provocar a primeira grande onda de frio do ano a partir desta terça-feira (27), avançando pelo Sul e, na sequência, ganhando força em outras regiões do país. O fenômeno promete derrubar as temperaturas e pode estabelecer recordes de frio em diversos estados entre o fim de maio e os primeiros dias de junho.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a frente fria começa a atuar com maior intensidade a partir do dia 27 de maio, provocando chuva forte e instabilidade no Rio Grande do Sul. A combinação entre o sistema frontal e a circulação de ventos em baixos níveis deve intensificar as tempestades, principalmente nas regiões oeste, centro e campanha gaúcha. Além da chuva, o choque entre massas de ar quente e frio pode causar queda brusca de temperatura em áreas do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

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No Sudeste, o tempo também muda, mas a presença de nebulosidade e precipitações deve retardar a queda mais acentuada das temperaturas, especialmente em São Paulo. No entanto, um segundo pulso de ar polar, previsto para entre os dias 31 de maio e 1º de junho, deve reforçar a onda de frio e derrubar as temperaturas de forma mais expressiva no Sudeste e Centro-Oeste.

As previsões indicam temperaturas negativas no Sul do Brasil, inclusive fora das áreas serranas. Em estados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, os termômetros podem registrar mínimas entre -3°C e -5°C. A expectativa é de geada ampla na região e até possibilidade de neve, ainda que de forma pontual, nas Serras Gaúcha e Catarinense, principalmente na quinta-feira (29), quando o frio se intensifica e há chance de precipitação leve.

Frio mais intenso do ano: frente fria traz risco de geada e temperaturas negativas

O ar polar também deve avançar até a região Norte, provocando o fenômeno conhecido como friagem. Rondônia, Acre e o sul do Amazonas devem sentir os efeitos dessa massa de ar frio, com temperaturas muito abaixo da média para a região. Segundo o INMET, esse poderá ser o episódio de friagem mais intenso do ano até agora na Amazônia.

A onda de frio deverá se prolongar durante a primeira semana de junho, com potencial para registrar temperaturas abaixo de 10°C em várias áreas do Sudeste e Centro-Oeste. A combinação entre ar seco e céu limpo durante a madrugada favorece o resfriamento noturno, o que pode resultar em novos recordes de mínimas em 2025.





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Manejo incorreto na pré-colheita da soja gera perdas de 38%


A safra de soja 2024/25 chega ao fim com 97,7% da área colhida, segundo a Conab. Nesse momento, atenção ao manejo na pré-colheita é essencial, já que a aplicação incorreta de herbicidas pode causar prejuízos de até 38%, segundo estudos da Embrapa. Para ajudar o produtor, a Corteva Agriscience lançou o herbicida Gapper, recém-registrado para dessecação na pré-colheita da soja.

De acordo com André Baptista, da Corteva, o uso inadequado de herbicidas no estádio R7.1 compromete o enchimento das vagens e gera desuniformidade dos grãos. O Gapper se destaca por ter uma ação inicial mais lenta, permitindo que a planta complete seu ciclo, evitando perdas de 2 a 13 sacas por hectare, além de antecipar a colheita e facilitar o plantio da safrinha.

“O produtor rural deve estar atento ao manejo em todas as etapas da oleaginosa, inclusive no último, que é na pré-colheita. O uso de produto errado em momento incorreto da cultura traz desuniformidade de grãos e o não-enchimento das vagens, o que, na hora de colher a soja, pode trazer prejuízos severos à produtividade”, destaca André Baptista, Líder de Portfólio de Herbicidas da Corteva Agriscience para o Brasil e Paraguai.

A solução também traz ganhos sustentáveis. Com dose de apenas 2,5 g/ha, reduz em até 99% o volume de herbicidas aplicados na pré-colheita, diminuindo o uso de embalagens e a emissão de CO2. O produto conta com a tecnologia Rinskor active, premiada pela EPA (EUA) por seu baixo impacto ambiental.

Para melhores resultados, a Corteva reforça a importância das boas práticas agrícolas, como observar temperatura, umidade, vento e o uso correto de pontas de pulverização. Além disso, oferece programas de capacitação para garantir uma aplicação eficiente, segura e sustentável.

 





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Mercado de feijão se aquece com oferta reduzida



Os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado



Os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado
Os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado – Foto: Canva

Com informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o mercado de feijão no Paraná tem registrado uma expressiva valorização nas últimas semanas. A colheita do feijão-carioca está na reta final, o que reduziu significativamente a oferta no mercado. Como reflexo, compradores estão dispostos a pagar até R\$ 280 pela saca do tipo 8,5/9, com negócios pontuais já superando esse valor, impulsionados especialmente pela escassez de grãos de boa qualidade.

“Com a colheita do feijão no Paraná entrando na reta final, os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado. Para o feijão-carioca tipo 8,5/9, há um número crescente de compradores dispostos a pagar até R$ 280/sc, e pontualmente os negócios já superam essa faixa. A escassez de produto com boa qualidade tem sido o motor dessa valorização”, comenta.

No segmento do feijão-preto, a semana foi marcada por grande oscilação tanto na qualidade dos lotes quanto nos preços praticados. As negociações variaram entre R\$ 120 e R\$ 150 por saca. Apesar disso, o valor mais alto ainda não está consolidado de forma ampla no mercado. Segundo o IBRAFE, o comportamento dos produtores será decisivo nas próximas semanas, especialmente quanto à retenção de lotes de qualidade, que pode sustentar e firmar esse novo patamar.

A pressão de credores também entra na equação, podendo influenciar a decisão dos produtores sobre vender ou segurar seus estoques. Caso haja firmeza na retenção, especialmente nos lotes de qualidade superior, é possível que o mercado T1 consolide o patamar de R\$ 150/sc como novo piso. O cenário segue dinâmico, e o IBRAFE reforça que continuará acompanhando de perto os movimentos do mercado, atentos às oportunidades que surgirem tanto para produtores quanto para compradores.

 





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Uso de biológicos no inverno tem grande potencial



A aplicação em cobertura também pode funcionar



A aplicação em cobertura também pode funcionar
A aplicação em cobertura também pode funcionar – Foto: Canva

O uso de produtos biológicos durante o inverno apresenta um enorme potencial para o manejo agrícola, desde que a aplicação seja realizada com atenção e técnica. Erros comuns, como calda mal preparada, escolha inadequada do horário ou mistura incompatível, podem comprometer o desempenho dos biológicos, mesmo quando se trata de produtos de alta qualidade.

Uma das formas mais eficientes de aplicação no período é o tratamento de sementes, que leva o microrganismo diretamente à raiz da planta no início do desenvolvimento, reduzindo a interferência das condições ambientais. Outra estratégia válida é a aplicação no sulco, especialmente em culturas de cobertura ou trigo, desde que o volume e a distribuição do produto estejam bem calibrados.

A aplicação em cobertura também pode funcionar, mas o momento ideal é essencial: temperaturas amenas, umidade adequada e evitar exposição ao sol forte logo após a aplicação. Geralmente, o final da tarde é o período mais indicado para esse tipo de uso.

Outro aspecto importante é a compatibilidade dos biológicos com outros produtos, como fungicidas, inseticidas e adubos. Misturas inadequadas podem anular a ação dos microrganismos, por isso sempre é recomendável realizar testes simples antes ou seguir as orientações do fabricante. Com o inverno trazendo menor pressão de doenças e clima mais estável, os produtores podem aplicar com mais calma e atenção técnica, o que contribui para um melhor acompanhamento dos resultados no campo. “No inverno, com menor pressão de doença e clima mais estável, é possível aplicar com mais calma, atenção e foco técnico. E isso ajuda a observar os resultados com mais clareza”, conclui.

 





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Duas outras marcas de azeite têm comercialização proibida



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (26), a proibição da comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de mais duas marcas de azeite: La Ventosa e Grego Santorini.

A medida atinge todos os lotes das marcas, que devem ser apreendidas pelas autoridades locais. Nos dois casos, os produtos foram proibidos porque os CNPJs informados em suas rotulagens estão suspensos por inconsistência cadastral na Receita Federal do Brasil.

Na prática, isso significa que os produtos têm origem desconhecida. Assim, os consumidores não devem utilizar esses produtos, pois não é possível ter qualquer garantia da qualidade e da própria composição dos produtos.

A ação é resultado da identificação de produtos clandestinos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), responsável pela classificação e pelo cadastro de empresas produtoras de óleos vegetais. A partir dessa informação, a agência determina a proibição e o recolhimento dos produtos.

Duas outras medidas preventivas publicadas na semana passada também foram motivadas por denúncia do Ministério da Agricultura, que identificou origem inexistente ou irregular em quatro marcas de azeite de oliva: Almazara, Escarpas de Oliveira, Alonso e a Quintas D’oliveira.

A comercialização desses produtos configura uma infração sanitária. Portanto, os estabelecimentos devem separar as unidades desses produtos e comunicar o fato às vigilâncias sanitárias municipais para que elas possam tomar as medidas sanitárias cabíveis.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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veja as cotações neste início de semana



Os preços da arroba do boi gordo iniciaram a semana apresentando acomodação na maioria das regiões.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, algumas indústrias seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias a serem adotadas no curto prazo.

“Os frigoríficos ainda desfrutam de escalas de abate relativamente confortáveis, entre oito e nove dias úteis na média nacional. A condição atual das pastagens remete a uma menor capacidade de retenção por parte do pecuarista, o que sugere que ainda é possível que os preços sigam recuando.”

De acordo com ele, por outro lado, as exportações seguem em altíssimo nível neste momento, com o país caminhando a passos largos para um recorde de embarques.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 304
  • Goiás: R$ 286,07
  • Minas Gerais: R$ 289,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 301,02
  • Mato Grosso: R$ 298,78

Mercado atacadista

O mercado atacadista do boi gordo voltou a registrar preços estáveis para a carne bovina. No entanto, o ambiente de negócios ainda sugere por recuo das cotações, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,90 por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 19,00, por quilo e a ponta de agulha ainda é precificada a R$ 17,80, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,53%, sendo negociado a R$ 5,6756 para venda e a R$ 5,6736 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6350 e a máxima de R$ 5,6780.



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Brasília é a capital com maior inflação na cesta básica em 6 meses



Brasília registrou a maior alta no custo da cesta básica de novembro de 2024 a abril de 2025. A alta no período foi 7,4%, de R$ 785,68 para R$ 844,01.

Nos seis meses, registraram elevação no preço da cesta básica as capitais Curitiba (3,3%), São Paulo (3,1%), Belo Horizonte (1,9%) e Fortaleza (0,07%).

Salvador, Rio de Janeiro e Manaus tiveram deflação, no período, de 0,9%, 3,6%, e 5,8%, respectivamente. São Paulo continua a liderar o ranking da cesta básica mais cara do país, pelo segundo mês consecutivo (R$ 991,80).

Os dados são da plataforma Cesta de Consumo Neogrid & FGV Ibre, que monitora a variação dos preços nas oito maiores capitais brasileiras em população – Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Nos últimos seis meses, os produtos com as maiores variações de preços foram:

  • Café: alta em todas as oito capitais pesquisadas, com destaque para São Paulo (+28%);
  • Frutas: elevação nas oito capitais, com destaque para Brasília (+32,1%);
  • Pão: aumento em seis capitais, destaque para Brasília (+31,8%);
  • Óleo: alta em seis capitais, destaque para Brasília (+20%); e
  • Ovos: acréscimo em sete capitais, com destaque para Fortaleza (+13,1%).

Já o arroz, no período, apresentou queda generalizada, com reduções de dois dígitos em Belo Horizonte (-13,7%), Rio de Janeiro (-10,5%), Curitiba (-10,2%) e Manaus (-10,1%).

Afarinha de mandioca teve queda de 21,9% em Manaus e de 10,2% em Salvador, no acumulado dos últimos seis meses.



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Agricultura inteligente recebe novos investimentos



Controle de sementes é um dos métodos



Controle de sementes é um dos métodos
Controle de sementes é um dos métodos – Foto: Canva

O Grupo Bosch anunciou que vai investir cerca de R$ 200 milhões nos próximos três anos para expandir sua atuação no agronegócio no Brasil e Argentina, com 100 colaboradores dedicados e apoio do programa Mais Inovação, do Governo Federal, via FINEP e BNDES. Segundo Gastón Diaz Perez, CEO da Bosch na América Latina, o objetivo é fortalecer a inovação e aumentar a capacidade produtiva para atender a demanda crescente de alimentos, já que a população mundial deve ultrapassar 10 bilhões até 2050.

No Brasil, a Bosch já oferece soluções hidráulicas, eletrônicas, software e peças para máquinas agrícolas e veículos off-road. Um destaque é a Solução de Plantio Inteligente (IPS), que controla a distribuição de sementes linha a linha, garantindo equidistância e aplicação variável de fertilizantes. Testes da Embrapa em lavouras de milho e algodão, no Mato Grosso e Paraná, mostraram aumento de produtividade de até 8% com essa tecnologia, importante para o rendimento da fibra do algodão.

A Bosch Digital Agro é outra inovação, com plataforma que conecta máquinas e produtores para monitoramento em tempo real do plantio, evitando desperdícios e aumentando eficiência. Em parceria com a BASF, a Bosch desenvolveu o ONE SMART SPRAY, que aplica herbicidas só onde há plantas daninhas, reduzindo em 62% o uso de insumos.

Além disso, a fusão da Bosch Rexroth com a Hydraforce fortaleceu a liderança em hidráulica, e a linha elétrica e-Lion destaca-se pela eficiência e sustentabilidade. No setor automotivo, a Rede Bosch Diesel oferece serviços especializados em mais de 300 oficinas para máquinas agrícolas, garantindo qualidade e confiabilidade.

 





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Feriado nos EUA ‘arrasta’ soja no Brasil; como ficaram as cotações na última segunda-feira do mês?



O mercado de soja iniciou a semana com poucas oscilações de preços, influenciado pela ausência de negócios na Bolsa de Chicago, que não operou nesta segunda-feira (27) devido ao feriado do Memorial Day nos Estados Unidos. A falta de referência externa reduziu o ritmo das negociações no mercado físico nacional, com poucos negócios efetivados e escassez de ofertas.

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De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os produtores continuam cautelosos, esperando melhores oportunidades. A lentidão foi perceptível em todas as praças acompanhadas, com variações pontuais nos preços.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 129,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 129,50
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 115,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 118,00

Soja em Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago não operou em função do feriado do Memorial Day nos Estados Unidos, o que contribuiu para a calmaria no mercado global da soja.

Dólar

O dólar comercial encerrou a segunda-feira com alta de 0,53%, cotado a R$ 5,6756 para venda e R$ 5,6736 para compra. A moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6350 e a máxima de R$ 5,6780 ao longo do dia.



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